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Montar e apresentar o espetáculo "Tabaris Dancing ou Cabaré Máximo, toda gerência é feminina", que propõe reimaginar, a partir de fragmentos históricos e da ficção, a trajetória das mulheres que administraram esse emblemático espaço no centro de São Paulo no início do século 20. Temporada em São Paulo e Rio de Janeiro.
O Tabaris Dancing renasce.O lendário Cabaré Máximo, com gestão inteiramente feminina, reabre suas portas em uma celebração de arte, memória e resistência.O palco se transforma em reabertura simbólica da histórica casa de espetáculos, onde música, dança e teatro se entrelaçam para dar voz a histórias femininas apagadas pelo tempo.Inspirado em fragmentos de jornais e documentos antigos, o espetáculo resgata presenças silenciadas, reconectando o glamour e a liberdade artística do Tabaris à potência da poesia e da crítica social.Entre luzes, corpos e canções, o público é convidado a atravessar épocas, reviver o brilho e refletir sobre o que ainda permanece invisível — fazendo da arte um poderoso ato de reexistência.
Objetivos Montar e apresentar o espetáculo "Tabaris Dancing ou Cabaré Máximo, toda gerência é feminina", que propõe reimaginar, a partir de fragmentos históricos e da ficção, a trajetória das mulheres que administraram esse emblemático espaço no centro de São Paulo no início do século 20, resgatando suas vozes e expondo o poder paralelo que exerceram em um contexto de apagamento feminino. Objetivos Específicos -Desenvolver uma dramaturgia original baseada na história real do Tabaris Dancing, a partir dos poucos registros disponíveis sobre suas gestoras e célebres funcionárias: Salvadora Rojas, Clara Ravello e Anita Montenegro; -Ressignificar, por meio da linguagem teatral, a atuação dessas mulheres como figuras centrais na vida cultural e noturna da cidade, em uma época marcada por rígidos padrões morais e sociais; -Realizar temporada popular com 25 apresentações com foco no centro e na zona leste, em São Paulo. 8 Apresentações no Rio de Janeiro. -Promover o teatro como ferramenta de reconstrução simbólica da memória histórica feminina, especialmente em espaços tradicionalmente marginalizados; -Incentivar o debate sobre o papel das mulheres na história da cidade por meio de quatro palestras com historiadoras convidadas, com foco no apagamento feminino e no teatro como forma de resistência; -Oferecer uma oficina de teatro exclusiva para mulheres, criando um espaço de escuta, expressão e fortalecimento artístico a partir das temáticas abordadas pelo espetáculo. -Oferecer acessibilidade durante 100% da temporada.
JUSTIFICATIVA Os objetivos propostos neste projeto partem da urgência em lançar luz sobre histórias femininas invisibilizadas pela narrativa oficial. Mulheres que aparecem em notas de jornal e documentos judiciais sem sobrenome, contexto ou humanidade. Diante desse apagamento histórico, os objetivos do projeto — tanto a criação do espetáculo quanto as ações formativas — buscam resgatar essas presenças silenciadas e reconstruí-las poeticamente por meio da ficção e da linguagem teatral. A montagem pretende ocupar simbolicamente o vazio deixado pela ausência de informações, permitindo que o teatro atue como ferramenta de reconstrução da memória e de reflexão crítica sobre o lugar da mulher na história. Além disso, as ações formativas propostas — como a oficina de teatro para mulheres e as palestras com historiadoras — ampliam o alcance do projeto, promovendo trocas, escuta e aprofundamento dos temas abordados em cena. Essas atividades fortalecem o caráter político e social da proposta, fomentando o diálogo entre arte, história e gênero, e contribuindo para a formação de público e de pensamento crítico. Esse apagamento, longe de ser apenas histórico, se mantém nas estruturas atuais: na falta de representatividade, na desigualdade de acesso a recursos, na desvalorização de narrativas femininas. Recontar a história dessas mulheres do Tabaris, portanto, é também um gesto de resistência no presente. É uma forma de reivindicar o espaço da mulher como criadora, protagonista e gestora — no passado, no palco e na vida. Ao trazer essas vozes à cena, o espetáculo não apenas resgata figuras esquecidas, mas questiona os mecanismos que ainda hoje continuam apagando ou silenciando mulheres nas artes e na sociedade. Através do humor, da poesia e da força do corpo em cena, propomos um reencontro: com a história que nos foi negada — e com as histórias que ainda precisamos construir. Descrição da Realidade e Fundamentação da Pertinência do Projeto Nos vemos diante da realidade que pretendemos abordar e a necessidade de revisitar criticamente esse passado para ampliar o repertório coletivo e inspirar processos de reconstrução cultural a partir de outras perspectivas. O espetáculo se ancora na história real do Tabaris, um cabaré fundado em 1911 no centro de São Paulo, que chegou a ser um dos espaços mais frequentados da elite paulistana, vizinho ao Theatro Municipal. Embora administrado por mulheres — Salvadora, Clara e Anita —, seus nomes aparecem apenas em registros burocráticos, sem qualquer detalhamento sobre suas trajetórias. As mulheres que ali trabalhavam também permanecem sem identidade histórica. Trata-se de um caso emblemático de apagamento de presenças femininas em posições de liderança, resistência e poder paralelo, em plena Belle Époque paulistana. A cidade de São Paulo, com mais de 12 milhões de habitantes, concentra enormes disparidades no acesso à cultura, sobretudo para mulheres em situação de vulnerabilidade. No Rio de Janeiro, outro polo cultural vibrante, o projeto dialoga com a tradição carioca da música, do teatro e da boemia, promovendo um encontro afetivo entre as duas cidades que tanto marcaram a história das artes no Brasil.
PRODUTO ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICAS: Espetáculo: Tabaris Dancing ou Cabaré Máximo, toda gerência é feminina Apresentaçōes: 25 Local: São Paulo Público estimado: 8.000 Apresentaçōes: 8 Local: Rio de Janeiro Público estimado: 2.500 PRODUTO CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: AÇÃO EDUCATIVA: • Realização de 4 palestras públicas com historiadoras convidadas, abordando temas como o apagamento histórico das mulheres, o papel da arte como ferramenta de memória e o teatro como instrumento político e poético.; Público Alvo: Alunos e professores de instituições de ensino de qualquer nível; Quantidade: 500 Alunos Local: São Paulo - SP PRODUTO CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: AÇÃO FORMATIVA CULTURAL: • Realização de 01 oficina de teatro para mulheres; Público Alvo: Mulheres à partir de 18 anos com interesse em teatro, com ou sem prévia experiência. Quantidade: 1000 Alunos Local: São Paulo - SP
Acessibilidade no Espetáculo Pensando em tornar o teatro um espaço verdadeiramente inclusivo e acolhedor para todos, este espetáculo conta com diversas ações de acessibilidade: Libras (Língua Brasileira de Sinais): Disponibilizamos intérpretes de Libras em todas as apresentações, garantindo que o público surdo tenha acesso integral aos diálogos, canções e informações importantes do espetáculo. O intérprete estará posicionado de forma visível no palco ou projetado em tela, conforme a configuração do espaço. Audiodescrição: Para pessoas cegas ou com baixa visão, oferecemos o recurso de audiodescrição ao vivo. Através de equipamentos individuais, o público recebe informações sobre as cenas, figurinos, expressões e movimentações, ampliando sua compreensão e vivência da obra teatral. Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência (PCD): Mobilidade: O teatro é acessível a cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, com rampas, plataformas elevatórias, vagas reservadas e assentos adaptados. Comunicação Acessível: Materiais de divulgação, programas e sinopses estão disponíveis em versões ampliadas e em formato digital acessível. Ambiente Sensorialmente Amigável: Realizamos sessões pensadas num público neurodivergentes, como autistas, com redução de estímulos visuais e sonoros, iluminação suave e possibilidade de entrada e saída livre da plateia. Acompanhamento Especializado: Nossa equipe de acolhimento está capacitada para oferecer suporte, orientações e atendimento personalizado ao público PCD. Nosso compromisso é fazer com que todas as pessoas possam viver a experiência do teatro de forma plena, emocionante e segura. A arte é para todos — e todos são bem-vindos aqui!
Um dos pilares fundamentais deste projeto é a democratização do acesso à cultura. Ao resgatar a memória do Tabaris e levá-la para São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Brasília, buscamos garantir que esse patrimônio artístico não seja restrito a poucos, mas compartilhado com públicos diversos, em diferentes regiões do país. O projeto promove a democratização de várias maneiras: Gratuidade e preços acessíveis: Apresentações com ingressos gratuitos e preços populares, para que mais pessoas possam vivenciar a experiência, independentemente de sua condição socioeconômica. (Valores de preço popular: R$30 - INTEIRA e R$15 meia) (10% de ingressos gratuitos destinados à ONGS e instituições de ensino) Ações de formação: Oficinas, bate-papos e encontros com o público, aproximando as pessoas da história, dos bastidores e das linguagens artísticas envolvidas. Acessibilidade: Intérprete de Libras, audiodescrição, espaços acessíveis para cadeirantes e sessões adaptadas para público neurodivergente, ampliando o acesso para pessoas com deficiência (PCD). Interiorização: Além do sudeste, há o objetivo de chegar também a outras capitais, expandindo o alcance cultural para regiões;
FICHA TÉCNICA PROPONÊNCIA E COORDENAÇÃO DE PROJETO: LIRA PRODUÇÕES (nome fantasia de 31.742.008 Tâmara Vasconcelos Gracia Campos)- Com 7 anos de atuação no cenário cultural paulistano, a Lira Produções desenvolve, produz e realiza projetos artísticos com foco na descentralização do acesso à cultura, especialmente a partir da Zona Leste de São Paulo. Desde sua estreia em 2013 com o espetáculo Intervalos, da Cia Camelo Urbano, contemplado pelo Programa VAI, a produtora já assinou mais de 10 montagens e ações culturais. Um dos marcos de sua trajetória foi a realização como produção local da ópera Madame Butterfly no palco do Hanabi Matsuri, em 2015, durante a celebração dos 120 anos do Tratado Brasil-Japão. Impossível dissociar o trabalho da produtora de dois elementos que fazem parte do seu DNA: o olhar para o humor e a força do feminino. Essas marcas atravessam os processos criativos, as escolhas artísticas e a forma como os projetos são conduzidos — com sensibilidade, escuta, coragem e irreverência. Como co-produção e produção local esteve à frente de turnês e eventos de cultura asiática. Simoni Boer - DIREÇÃOFormada em Interpretação Teatral pela UNICAMP (1990), Especialista em Arte Integrativa (2007), e Mestre em Comunicação Contemporânea (2013), ambos pela Universidade Anhembi Morumbi. É atriz, diretora, dramaturga e professora de interpretação da Escola Superior de Artes Célia Helena, desde 2010, tendo trabalhado com a mesma disciplina na Universidade Anhembi Morumbi (2000/19). Foi diretora teatral do Grupo de Teatro da USP, Campus Pirassununga (1996/98) , e da CETA - Cia. Estável de Teatro de Piracicaba (2000/06). Foi professora convidada do Curso de Teatro da Escola Superior de Educação de Coimbra (2010), onde dirigiu “Arlequim, Servidor de Dois Amos”, de Carlo Goldoni. Realizou mais de 60 espetáculos com alunos e grupos jovens, a partir de textos de: Bertolt Brecht, William Shakespeare, Peter Weiss, Arthur Miller, Sam Shepard, Máximo Górki, Frank Wedekind, Albert Camus, Plínio Marcos e Nelson Rodrigues, entre outros. Com direção de Gustavo Kurlat, escreveu e atuou em “A Ilha de Ouro”, texto infanto-juvenil pelo qual recebeu os prêmios: Panamco de Teatro 2001 e o primeiro lugar no Concurso Nacional de Dramaturgia da Secretaria de Estado da Cultura. Escreveu para o grupo Faz e Conta os textos infanto-juvenis “Lendas da Natureza” (2007) e “O Conto do Reino Distante”(2008), indicado aos prêmios Coca-Cola/Femsa e Cooperativa Paulista de Teatro. Seu texto mais recente foi “O Conto dos Cinco Cantos”, escrito para a Cia. Tranquila em 2015.Atuou com a direção de Marco Antônio Rodrigues em “El Dia que me Quieras”, de Jose Ignacio Cabrujas, em “Cardênio”, de Stephen Greenblatt e Charles Mee, em “Otelo”, de Shakespeare e em “Solidão”, de Sérgio Roveri. Com a direção de Eduardo Tolentino de Araújo atuou em “A Mandrágora”, de Nicolau Maquiavel e em “Credores”, de August Strindberg. Dirigida por Jandira Martini, atuou em “Gato por Lebre”, de Georges Feydeau e em “Sonhos de uma Noite de Outono”, de Jandira Martini. Foi dirigida por Gianni Ratto em “Porca Miséria”, de Jandira Martini e Marcos Caruso, por Dagoberto Feliz em “Cabaré da Santa”, de Jorge Louraço e Reinaldo Maia e por Neyde Veneziano em “Arlecchino”, de Dario Fo, e em “Deixa que eu Empurro”, de Perito Monteiro e Laert Sarrumor. Atuou em dois espetáculos de rua com criação e direção coletivas do Grupo Fora do Sério: “Aqui não, Pantaleão!” e “Mistério Bufo”, a partir da obra de Vladimir Maiakovski. Angela Ribeiro - DRAMATURGIAParaense, vencedora do Prêmio Shell em 2018 pela peça Refluxo. Como redatora conquistou prata no Prêmio POPAI Brasil, Colunistas e NY Festivals. Também Cursou três anos de psicologia na Unama, Universidade da Amazônia. Atriz formada pela Escola de Arte Dramática da USP e pelo CPT, Centro de Pesquisa Teatral, dirigido por Antunes Filho. Dramaturga formada pelo SESI Britsh Council. É uma das dramaturgas do espetáculo Quantos Segundos Dura Uma Nuvem de Poeira e também do espetáculo infantil Oliver Twist, indicado em três categorias no Prêmio Aplauso Brasil, incluindo dramaturgia. Compõe também o núcleo de escrita do coletivo Eco Teatral. Atualmente integra o grupo de estudos de escrita cinematográfica com o cineasta André Colazzi. Participou do evento Dramaturgias realizado no SESC IPIRANGA, onde compôs a mesa “Por uma Dramaturgia de Mulheres”. Gabriele Paula - ATRIZAtriz, formada na UNESP e em HUMOR, pela SP ESCOLA DE TEATRO, é mulher indígena homenageada recentemente por seu trabalho pela Câmara municipal de São Caetano. Arte educadora já foi parte do Programa Piá e do VOCACIONAL. É também improvisadora e estudiosa das máscaras. Como palhaça, com a Cia Híbrida circulou no ano passado com o espetáculo Irmãs Brothers, O engasgo. Realizou em 2023 o projeto SOLASTAGIA, dentro do projeto do coletivo ESTOPÔ BALAIO.Como atriz, integrou o espetáculo de máscaras “Noite de Reis” com a Trupe Pandemônio em Cena, através do Prêmio Zé Renato na cidade de São Paulo - SP; Com a Cia ABC Clown realizou a circulação de números de palhaçaria em festivais como MOCREA dos Doutores da Alegria, em São Paulo - SP e da Bienal da UNE em Salvador - BA. É co-criadora do espetáculo de palhaçaria "Irmãso Brothers em: o engasgo!" da Híbrida Companhia. Foi professora do curso técnico em teatro da Escola Nacional de Teatro, onde dirigiu espetáculos de teatro físico. Jéssica Stephens - ATRIZAtriz, cantora e locutora, natural de Boa Vista/Roraima, coleciona inúmeros troféus como Melhor Intérprete já tendo participado de programas, como o The Voice Brasil e o reality de teatro musical, Talentos, da TV Cultura. Lançou o seu álbum autoral, "Fruto do Bem", em 2019, e em 2021, lançou o seu primeiro DVD homônimo, gravado, ao vivo, no Teatro Amazonas. Em seus últimos trabalhos, deu vida à "divina" Elizeth Cardoso, em "Sidney Magal: muito mais que um Amante Latino", interpretou a mãe dos Direitos Civis, Rosa Parks, em "Luther King: O Musical", ganhando o prêmio de "Melhor Atriz Coadjuvante em Musical", em "Melhores do Teatro 2023", pelo Blog do Arcanjo e fez parte do elenco de "O Rei do Rock - O Musical". Olivia Lopes - ATRIZ Atriz, cantora, dubladora, roteirista e publicitária. Formada pela ECA/USP, tem vasta experiência em teatro e cinema. Seu trabalho mais recente é Patrizia em “Uma Advogada Brilhante” (2025), de Alê McHaddo/44 Filmes. Antes, atuou como Tainá em “Maníaco do Parque” (2024), de Maurício Eça/SANTA RITA Filmes, sucesso na Prime Video. No teatro, destacou-se como Cinthia Minelli em “Brenda Lee e o Palácio das Princesas” (2024), onde também foi Raíssa. Integrou também o elenco de “A Igreja do Diabo” (2023), de Guilherme Gila, a peça também foi premiada. Ainda com Gila, codirigiu, coescreveu e atuou na versão audiovisual de "Geni e o Zepelim" (Coletivo Baleia/YouTube), que retrata a vida trans e travesti no Brasil atualmente. Lilian Prado - ATRIZAtriz formada pela Universidade Anhembi Morumbi - Licenciatura e Bacharelado - Bailarina Clássica formada pela Royal Academy of Dance em 2012 concluiu o Curso de Direção na SP - Escola de Teatro e em 2018 formou-se em Pedagogia da Dança pela Escola de Dança do Theatro Municipal de São Paulo. Atua desde 2009 como atriz em mídias audiovisuais como cinema e televisão, além de dezenas de peças teatrais em seu currículo desde então, incluindo o monólogo “Epifania” espetáculo que representou o Brasil em três festivais internacionais em Cabo Verde e em Portugal. Hoje é dubladora dos principais estúdios de São Paulo e Campinas além de dirigir a Prado na Dança- Centro de Orientação Artística, escola que oferece cursos livres e profissionalizantes.
PROJETO ARQUIVADO.