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O VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras visa promover e valorizar a rica herança cultural afro-brasileira através de uma programação ao longo de 04 dias. O festival inclui seminário, oficinas culturais, apresentações de música e dança e exposição de artes visuais, sempre com o protagonismo de pessoas que estudam e atuam diretamente com as culturas afros. Com entrada franca, o evento acontecerá no Rio de Janeiro. Além da programação, será realizada a produção de um documentário com registros acerca da contribuição cultural afro-brasileira, onde serão registrados depoimentos de figuras icônicas.
Não se aplica
Realizar a 7ª edição do Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras, com 4 dias de programação gratuita no Rio de Janeiro, para promover, valorizar e celebrar as tradições e manifestações culturais afro-brasileiras, de modo a garantir um espaço de expressão artística e de diálogo entre diferentes formas de construção artística e cultural. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Realizar 01 programação com destaque para a importância da herança cultural afro-brasileira na formação da identidade nacional, de modo a garantir um espaço de visibilidade de artistas, pesquisadores, agentes culturais, enfim, população em geral que já discute ou quer iniciar nesta temática;Oferecer ao público 12 shows, sendo 8 de música (2 por dia, sendo 1 apresentação de samba) e 4 de dança (1 por dia, sendo 1 dia de samba) com grupos, coletivos e Cias convidadas;Realizar um seminário com 8 mesas de debates (2 por dia);Produzir 12 oficinas culturais (3 por dia, sendo 1 de samba), em diferentes temáticas e níveis de aprofundamento;Realizar 01 exposição de artes visuais, com curadoria escolhida a partir do entendimento da representatividade;Produzir um documentário sobre a pauta que é tema central da programação;Estabelecer o festival como um evento anual de referência no Rio de Janeiro, que contribua para a visibilidade contínua da cultura afro-brasileira e promova a inclusão e diversidade no cenário cultural da cidade;Proporcionar uma plataforma para que artistas afro-brasileiros possam apresentar seu trabalho e contribuições para a cultura nacional;Oferecer ao público uma programação cultural de alta qualidade com entrada franca, de modo a garantir a democratização do acesso às artes e cultura.
As raízes africanas de nosso povo e da nossa cultura são diversificadas, porém com dois grupos principais: Os sudaneses, provenientes de regiões próximas ao Golfo da Guiné (África ocidental), que desembarcaram principalmente em Salvador; e os bantos, originários de Angola, Congo e Moçambique, que ficaram em São Luís do Maranhão e no Rio de Janeiro. Mais tarde, com a abolição da escravatura, os negros deixaram instantaneamente de ser considerados africanos para se tornarem simplesmente "brasileiros". E assim, suavemente, o Brasil foi se embrenhando de "africanidade", características que deram um colorido especial e único para a formação de nossa cultura. As marcas deixadas por esses povos e etnias africanos foram profundas, dinâmicas, ativas e influentes e permanecem vivas em nosso cotidiano. Como sabiamente atestou um dos maiores ícones em matéria de cultura negra no Brasil, o africanista e diplomata Alberto Costa e Silva, "Os africanos não reproduziram as Áfricas no Brasil. Mas as trouxeram consigo e delas nos impregnaram. E de tal modo, com tamanha extensão e intensidade, que não nos explicamos sem elas". A dança, as religiões afro-descendentes, a música, a ginga, o vocabulário informal, a expressão corporal e a culinária são apenas alguns dos frutos dessa intensa contribuição. A valorização da cultura negra como um dos principais agentes formadores da nossa identidade nacional é fundamental para o Brasil. Somente desta forma é que será possível pensar em uma continuidade daquilo que nos distingue enquanto povo, sociedade e cultura. É necessário divulgar e valorizar para o público de todo o país a rica diversidade cultural e étnica que forma esse país, e, assim, promover a cultura e as manifestações artístico-culturais de origem afro-brasileira. O VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras chega a 7ª edição reforçando os objetivos propostos em suas seis edições anteriores: Contribuir para a promoção da cultura e do legado das manifestações artístico-culturais de origem afro-brasileira, dando continuidade aos debates sobre a integração racial no Brasil contemporâneo. Sua realização está prevista em 3 importantes para a cidade do Rio de Janeiro e acontecerão de forma integrada, durante os 4 dias, sendo eles: Academia Brasileira de Letras, onde acontecerá na parte da manhã o Seminário "Inserção e Realidade", coordenado pelo professor Muniz Sodré e trás como objetivo a discussão sobre a história, a cultura e a realidade dos cidadãos afro-descendentes em nossa sociedade e que contará com a participação de jornalistas, pesquisadores, personalidades ligadas à cultura afro-brasileira e público interessado. O Museu da República, onde serão realizadas as oficinas culturais na parte da tarde, coordenadas por Tereza Quaresma, e terão a participação de músicos, estudantes, artistas plásticos, artesãos, escultores e outros artistas que tenham representatividade na comunidade afro-brasileira. O museu também abarcará a exposição de Artes Visuais e ficará por 20 dias reunindo 20 obras em formatos ampliados, de grandes mestres da cultura afro-brasileira. O palco dos shows, terá apresentação de grupos musicais e de dança, autênticos representantes da diversidade cultural afro-brasileira que virão de cidades do Rio de Janeiro e dos estados do Maranhão e da Bahia. A curadoria da exposição será do produtor cultural e estudioso da música afro brasileira, Haroldo Costa, autor de diversos livros sobre o carnaval carioca, como 'Salgueiro: Academia de Samba' (1984), '100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro' (2001) e 'Ernesto Nazareth _ Pianeiro do Brasil' (2005), ele também assinou a produção de grandes espetáculos musicais sobre o samba. A expectativa de Armando Daudt, idealizador e produtor do festival, é que o sétimo festival afro supere as edições anteriores, apesar do alcance extraordinário de público e mídia desde sua primeira edição. Acredita-se na continuação do seu legado como o maior Festival Afro-Brasileiro do Rio de Janeiro, entrando definitivamente para o calendário cultural da cidade. A utilização do Mecanismo de Incentivo à Cultura, previsto na Lei 8313/91, é essencial para a viabilização do VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileira, dado seu caráter de grande relevância cultural, social e educativa e sua programação inteiramente gratuita. O festival celebra e promove a diversidade cultural afro-brasileira, um aspecto fundamental para a construção de uma identidade nacional inclusiva. A Lei 8313/91 incentiva a preservação e promoção de manifestações culturais que enriquecem o patrimônio cultural brasileiro, e o festival está alinhado a esses objetivos ao oferecer uma plataforma para a expressão e celebração das tradições afro-brasileiras. Além disso, a realização do festival com entrada franca para todas as suas atividades garante a democratização do acesso à cultura, um princípio fundamental da Lei de Incentivo à Cultura. Isso permite que um público diversificado tenha acesso a uma programação cultural rica e variada, sem barreiras financeiras. O financiamento da Lei Rouanet possibilita a execução desse aspecto inclusivo do projeto, promovendo a acessibilidade e a participação ampla. O projeto também fortalece a economia criativa ao empregar artistas, técnicos e diversos profissionais envolvidos na sua organização e contribui para a geração de emprego e renda no setor, movimentando a economia local e regional. A realização das oficinas culturais e a participação de jovens são muito importantes para o desenvolvimento de habilidades e a formação de novos talentos, alinhando-se aos objetivos da lei que visam apoiar a formação de recursos humanos e a capacitação profissional. O VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: Inciso I, que trata da promoção e difusão das artes, através de sua programação variada; Inciso II, que visa a preservação e valorização do patrimônio cultural afro-brasileiro; e Inciso III, que apoia a formação de recursos humanos, com as oficinas culturais voltadas para o desenvolvimento de habilidades e capacidades. Além disso, o projeto se enquadra também no Inciso II do Art. 3 da Lei: realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e no Inciso IV do Art. 3: distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos;
O proponente irá atuar nas funções: Direção Geral, Coordenação de Produção e Direção de vídeo
1. Seminário "Inserção e realidade" O seminário promoverá discussões sobre a presença e a influência da cultura afro-brasileira na sociedade contemporânea. Composto por 8 mesas-redondas, será realizado ao longo de 4 dias, com 2 mesas por dia. Cada uma contará com 3 convidados e 1 mediador, e terá uma duração mínima de 120 minutos. Os temas abordados incluirão a integração racial, o impacto das religiões afro-brasileiras e a contribuição da cultura afrodescendente para a identidade nacional. Participarão do seminário destacados especialistas e personalidades, como o professor Muniz Sodré, Joel Rufino dos Santos, Zezé Motta, Nei Lopes e Alba Zaluar. 2. Oficinas culturais Serão oferecidas 12 oficinas culturais ao longo do festival, com 03 oficinas diárias. Estas oficinas cobrirão uma variedade de áreas artísticas, incluindo música, dança, artes plásticas e artesanato, ministradas por mestres e especialistas da cultura afro-brasileira, a fim de proporcionar aos participantes uma experiência prática e enriquecedora, permitindo-lhes aprender e se aprofundar em técnicas e tradições culturais. 3. Espetáculos de música e dança O festival contará com 12 espetáculos ao longo de seus 04 dias com duração aproximada de 45 minutos, com 02 apresentações de música por dia e 01 de dança por dia. Esses espetáculos serão realizados no palco da Fundição Progresso. Os shows destacarão a diversidade da música afro-brasileira, incluindo gêneros como samba, maracatu, axé e jongo. As apresentações de dança incluirão uma variedade de estilos, refletindo as tradições e influências afro-brasileiras. 4. Exposição de artes visuais No Museu da República será montada uma exposição de artes visuais com 20 obras de artistas afro-brasileiros renomados. Esta exposição oferecerá uma visão abrangente das práticas artísticas afro-brasileiras, apresentando obras em formatos ampliados que refletem a riqueza e a diversidade da arte afrodescendente. A exposição terá visitas guiadas e sessões de discussão, permitindo ao público interagir com os artistas e aprofundar seu entendimento das obras. 5. Produção de um documentário Durante o festival, será produzido um documentário com duração aproximada de 50 minutos, que registrará as principais atividades e apresentações do projeto. Este material servirá como um recurso educativo e promocional, preservando o legado cultural do festival e oferecendo aos artistas cópias de suas apresentações como forma de incentivo e divulgação de suas carreiras. Serão distribuídos 100 unidades em formato de DVD para escolas, instituições culturais e bibliotecas públicas, bem como estará disponível em plataformas de compartilhamento de vídeos gratuitos. O DVD será prensado com rótulo em 2 cores e capa tipo envelope com impressão frente e verso em 4 cores.
O VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras compromete-se a garantir a acessibilidade física e de conteúdo em todas as suas atividades, proporcionando uma experiência inclusiva para todos os participantes. Acessibilidade Física Na Academia Brasileira de Letras e no Museu da República, haverá locais de fácil acesso para cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida, facilitadores PCDs para auxiliar nas áreas de circulação e para facilitar a orientação de pessoas com deficiência. O local dos shows conta com a entrada principal e os espaços internos acessíveis por rampas e elevadores, com banheiros adaptados e áreas reservadas para pessoas com deficiência, estrategicamente localizadas para a visualização dos espetáculos. Acessibilidade de Conteúdo Durante o seminário e as principais atividades culturais, haverá intérpretes de Libras para garantir a comunicação eficaz com pessoas com deficiência auditiva. A exposição contará com audiodescrição para os deficientes visuais. Todos os vídeos promocionais e gravações dos eventos contarão com legendas descritivas para facilitar a compreensão. A exposição de artes visuais incluirá visitas guiadas sensoriais, com a possibilidade do público tocar e interagir com algumas das obras.
Para garantir a democratização do acesso ao VII Festival de Música, Dança e Cultura Afro-brasileiras, serão estabelecidas as seguintes ações: Distribuição gratuita ou com venda a preços populares dos produtos gerados: Os produtos gerados pelo festival, como o documentário e o material promocional, serão amplamente disponibilizados ao público de forma gratuita. O documentário, que irá compilar os principais momentos e apresentações do festival, será distribuído 100 unidades em formato de DVD para escolas, instituições culturais e bibliotecas públicas, bem como estará disponível em plataformas de compartilhamento de vídeos gratuitos. As cópias das apresentações feitas por artistas durante o festival também serão oferecidas a eles, facilitando a divulgação de seus trabalhos. Oficinas formativas: Além das oficinas culturais programadas, serão oferecidas oficinas paralelas voltadas para grupos específicos, incluindo jovens em situação de vulnerabilidade social e pessoas com deficiência. Essas oficinas serão organizadas em parceria com instituições e organizações locais para garantir que as atividades alcancem os públicos-alvo de forma eficaz. Acesso ao material educativo: Todo o material educativo gerado pelo festival, será disponibilizado em plataformas digitais com acesso gratuito. Facilitação para grupos vulneráveis: Serão oferecidos recursos adicionais para grupos vulneráveis, como transporte gratuito para aqueles em situação de vulnerabilidade social, e acesso prioritário aos espaços para pessoas com mobilidade reduzida. A comunicação sobre essas facilidades será feita de maneira abrangente para garantir que todos os interessados possam se beneficiar.
Armando Daudt - Direção Geral e Direção de vídeo Armando Daudt dedicou mais de três décadas à concepção, enquadramento, produção e realização de projetos culturais realizados com os incentivos fiscais das leis federais, estaduais e municipais de incentivo à cultura. Durante esse período, escreveu também diversos artigos e matérias nos principais jornais do Rio de Janeiro (O Dia, O Globo, Jornal do Brasil e Gazeta Mercantil) sobre a criação e implantação de leis de incentivo à produção cultural brasileira. Consultor do Ministério da Cultura (1992) contratado para participar do Grupo de Trabalho formado pelo Ministro Antônio Houaiss especialmente para estudar e propor medidas de simplificação, racionalização e aperfeiçoamento da legislação de incentivo à cultura. Integrou, ainda, a convite da FIRJAN, o grupo de trabalho criado pelo Ministro Francisco Dornelles que estudou e viabilizou a criação do Polo Audiovisual do Rio de Janeiro (1996). Como produtor cultural através da Lei Rouanet de incentivo à cultura, realizou inúmeros projetos de literatura, música, exposição de artes plásticas, vídeos-documentário, festivais como as duas edições do Festival Latino-americano de Música Instrumental”, seis edições do Festival de Música, Dança e Cultura Afro-Brasileira e o “I Concurso Nacional de Monografias”, cujo objetivo foi estimular o estudante brasileiro a produzir trabalhos acadêmicos contendo soluções e propostas para os problemas enfrentados pelo país. Produziu também inúmeros livros de arte, Festivais de Música, Documentários e CDs de música instrumental. Em 1984 fundou a Novas Direções Empreendimentos Culturais, uma das mais destacadas empresas dedicadas à promoção e realização de projetos culturais no Brasil. Ao longo das últimas décadas, a empresa tem se destacado por sua contribuição significativa à cena cultural brasileira, utilizando as leis de incentivo à cultura federal, estadual e municipal do Rio de Janeiro para fomentar e apoiar diversas iniciativas culturais. Com um portfólio que abrange uma ampla gama de projetos, a Novas Direções se especializou na produção de livros, documentários, shows de música e dança, oficinas culturais e seminários. A empresa tem sido apoiada por importantes patrocinadores, como Petrobras, Eletrobras, SESC e BR Distribuidora, evidenciando sua capacidade de estabelecer parcerias estratégicas e de grande impacto. Entre os projetos mais notáveis realizados pela Novas Direções, destacam-se uma série de livros de arte e cultura, todos desenvolvidos com o apoio da Lei Rouanet de Incentivo à Cultura. Estes livros incluem: "A História do Negro no Teatro Brasileiro", que oferece uma análise aprofundada da presença e influência dos negros no teatro nacional desde os primeiros dias da prática cênica no Brasil até os dias atuais.; "A História do Teatro no Rio de Janeiro", um relato abrangente da evolução do teatro carioca, desde as primeiras produções até as atuais montagens contemporâneas; "Livro de Arte e Cultura Afro-Brasileiras", que explora a riqueza e diversidade da cultura afro-brasileira; "Na Cadência do Choro", uma homenagem ao choro, um dos gêneros musicais mais emblemáticos do Brasil; "O Espírito das Águas", que celebra a relação entre a cultura brasileira e suas águas; Livro “ Nação Quilombo”, escrito por Joel Rufino dos Santos, Nei Lopes e Haroldo Costa. Além dos livros, a Novas Direções também tem promovido eventos culturais de grande relevância, como as edições do Festival Latino-Americano de Música Instrumental, que têm reunido músicos e compositores de toda a América Latina. A empresa também produziu o documentário "Ilha Grande", que oferece uma visão rica e detalhada sobre a famosa ilha brasileira e o documentário “ Quilombo: Raízes Brasileiras” , narrado pelo saudoso Milton Gonçalves, que revela a percepção de que tudo no Brasil carrega a influência dos quilombos, mostrando como esses espaços de resistência e cultura negra moldaram diversos aspectos da identidade brasileira. James C.Prado Júnior -Coordenação de Produção James Crawford Prado Júnior é um advogado e gestor cultural, nascido no Rio de Janeiro em 13 de dezembro de 1979. Com formação em Direito pela Universidade Estácio de Sá, James combina sua expertise jurídica com uma paixão pela cultura e arte. Atualmente, na Novas Direções, James desempenha um papel fundamental na administração e finanças, além de coordenar a produção de projetos culturais significativos. Entre suas principais contribuições estão o V e VI Festival de Música, Dança e Cultura Afro-Brasileira, que celebra a rica herança cultural afro-brasileira, e a organização de diversas publicações, incluindo obras de grande relevância, como "A História do Teatro no Rio de Janeiro", de Bárbara Heliodora, e "A História do Negro no Teatro Brasileiro", de Joel Rufino dos Santos. Haroldo Costa - Curadoria da Exposição Haroldo Costa, nascido em 1930, iniciou sua carreira artística de forma inusitada ao substituir um ator no Teatro Experimental do Negro, fundado por Abdias do Nascimento. Com o tempo, estabeleceu-se como ator e diretor no Teatro dos Novos, que se transformou no Teatro Folclórico Brasileiro. A companhia ganhou reconhecimento internacional com o espetáculo “Brasiliana”, apresentando-se em 25 países. Em 1954, em Paris, conheceu Vinicius de Moraes e protagonizou “Orfeu da Conceição”, estreando no Teatro Municipal do Rio de Janeiro em 1956. Além do teatro, Haroldo Costa se destacou no cinema, dirigindo e atuando em “Pista de Grama” (1958) e participando de filmes como “Cleo e Daniel” (1970) e “Tanga – Deu no New York Times” (1986). Na televisão, foi visto em novelas e minisséries, como “Kananga do Japão” e “Chica da Silva”. Nos anos 70, produziu vários espetáculos em renomadas casas de show carioca. Como autor, publicou livros sobre a cultura afro-brasileira, samba e carnaval, incluindo “Fala Crioulo” e “100 Anos de Carnaval no Rio de Janeiro”. Na TV Globo, atuou como produtor em programas famosos. Em 2015, tomou posse na Academia Brasileira de Arte, sucedendo Leopoldo Braga, e foi homenageado com uma exposição pelo Instituto Cultural Cravo Albin. Também foi capa da Revista Carioquices, destacando seus principais trabalhos e contribuições para a cultura brasileira. Haroldo Costa é lembrado por sua vasta influência no teatro, dança, cinema e literatura, além de sua dedicação à cultura afro-brasileira. Tereza Quaresma - Coordenadora das Oficinas Tereza Quaresma é a idealizadora da AlmaBrasileira Produções, especializada em projetos de música instrumental. Sob sua direção, a empresa produziu diversos CDs e shows, incluindo eventos notáveis como a ocupação do Teatro Tom Jobim na Embaixada do Brasil em Assunção, o projeto Rio Música InCena no Teatro Clara Nunes, e o show "100 Anos de Noel Rosa" no Teatro Ginástico, que gerou um DVD. A AlmaBrasileira também realizou eventos em espaços culturais como o Teatro do BNDES, a Caixa Cultural e o SESC, e produziu projetos com artistas renomados como Paula Santoro e Nei Lopes. Além disso, foi responsável pela produção executiva do Projeto Turma da Música, que levou atividades musicais a escolas públicas em Magé. Com uma trajetória marcada pela inovação e excelência, Tereza Quaresma e a AlmaBrasileira Produções continuam a enriquecer o cenário da música instrumental no Brasil. Muniz Sodré - Coordenador dos Seminários A coordenação do Seminário será do professor Muniz Sodré, considerado um dos principais pensadores contemporâneos do Brasil,reconhecido por suas contribuições nos campos da comunicação, cultura e estudos afro descendentes, autor de diversos livros e ensaios, sendo pioneiro nos estudos comunicacionais no país. Ele também é conhecido por sua crítica à mestiçagem como uma ideologia redutora do negro e por sua defesa dos direitos e da representatividade da população afrodescendente. Iza Valente - Direção Artística Formada em Arquitetura e Urbanismo, estudou na escola de Artes Visuais do Parque Lage, cursando aulas de desenho, pintura, escultura e História da Arte e no mesmo ano, teatro e cenografia. Fez a cenografia do Projeto Fim de Tarde, assinou cenários e cenografias para diversos artistas, eventos para Rádio Cidade, Rio Fashion Week, e montagens de exposições. Ana Costa e Bianca Calcagni - Curadoria e Direção de produção das apresentações musicais A Zambo Cultural, fundada por Ana Costa e Bianca Calcagni, atua há mais de 20 anos no setor cultural, reconhecida pela excelência em curadoria, produção musical e executiva. Desde o início, as sócias uniram forças para criar projetos voltados à música e à carreira artística de Ana Costa, que se destaca no samba e na música brasileira como uma curadora influente, promovendo novos talentos. Entre os marcos da curadoria de Ana, está o concurso de samba da Feira Carioca do Samba, onde foi essencial na escolha de novos compositores. No Projeto MARES (Mulheres Artistas em Residência), além de curadora, Ana dirigiu e produziu o disco com 24 artistas, reafirmando seu compromisso com a promoção de mulheres na música. Bianca Calcagni, com vasta experiência em gestão cultural, fortaleceu a curadoria da Zambo, co-fundando o selo Zambo, que já lançou mais de 15 produtos musicais, focando na descoberta e apoio a novos talentos. Sua atuação em projetos como a Cerimônia de Encerramento das Olimpíadas 2016 e o Grande Prêmio de Cinema Brasileiro 2023 reforça sua expertise na produção de eventos de grande porte. Além disso, Bianca teve participação ativa na organização e realização de festivais conceituados, como TIM Music Rio, TIM Music Maranhão, TIM Music Mulheres Positivas, Prudential Concerts, Festival de Natal Equatorial e Música em Movimento. Juntas, Ana e Bianca produziram três dos seis álbuns de Ana, destacando sua sinergia e competência em projetos musicais. Seu compromisso com a valorização de artistas femininas e a atuação em festivais reafirmam sua relevância na curadoria e no desenvolvimento de novos talentos. Sob a liderança de Ana e Bianca, a Zambo Cultural continua a moldar e promover a música brasileira, consolidando-se como referência em curadoria e produção artística, e apoiando a próxima geração de artistas.
PROJETO ARQUIVADO.