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O Projeto Juventude do Gueto Manifesta é uma iniciativa contínua da União Luminense de Hip Hop Família Força Gueto, que propõe espaços acessíveis para todas as pessoas, independentemente de cor, gênero, sexualidade ou aspecto físico. O objetivo é garantir que a cultura seja um ambiente de acolhimento e fortalecimento coletivo, promovendo a troca de conhecimentos e experiências entre jovens de escolas publicas e. O projeto valoriza a troca de saberes por meio dos elementos do Movimento Hip Hop, atuando com atividades formativas que difundem arte, cultura e educação por meio de oficinas, eventos e ações que promovem o respeito, a conscientização social e a valorização da identidade cultural. Buscando despertar jovens talentos, estimular a criatividade e proporcionar oportunidades de expressão cultural e profissionalização além de fomentar o combate ao racismo, machismo, homofobia, xenofobia, misoginia, capacitismo e todos os tipos de preconceito que afetam a dignidade humana.
O Projeto Juventude do Gueto Manifesta conhecida também como Manigueto é uma iniciativa realizada pela União Luminense de Hip-Hop Família Força Gueto desde 2003 nas comunidades de Paço do Lumiar São José de Ribamar e São Luís tendo como base formativa a cultura Hip-Hop o qual tem um amplo diálogo com a Juventude periférica e os recursos para tanto foram providas pelo seu fundador e parcerias, agora pela primeira vez iremos participar de um edital da Lei de incentivo à Cultura(Roaunet da Juventude). O qual poderemos oferecer uma qualidade de formação para os participantes através das oficinas culturais de educacionais. Oficinas de Graffiti; A arte criada nos guetos: O graffiti, muitas vezes mal compreendido, é uma das formas de expressão artística mais vibrantes e significativas da cultura urbana. Sua história remonta à década de 1970, nas ruas de Nova York, quando jovens, em sua maioria de comunidades marginalizadas, começaram a usar paredes, trens e muros como telas para manifestar sua identidade, suas lutas e seus sonhos. O que nasceu como uma intervenção no espaço público se transformou em um poderoso movimento cultural, reconhecido mundialmente como uma legítima forma de arte. Mais do que simples marcas ou desenhos, o graffiti carrega mensagens políticas, sociais e culturais. Ele dá voz a quem muitas vezes é silenciado, transformando espaços cinzentos em galerias a céu aberto. Para muitos jovens, principalmente em contextos de vulnerabilidade, o contato com o graffiti é o primeiro passo para descobrir o mundo das artes. A prática incentiva o desenvolvimento de habilidades técnicas, como desenho, pintura e composição visual, além de estimular a criatividade, a disciplina e o trabalho em equipe. Nesse cenário, o graffiti não é apenas uma forma de expressão — ele se torna uma alternativa de vida. Muitos jovens, ao se envolverem com o movimento, encontram a oportunidade de se profissionalizar como artistas, muralistas ilustradores e designers gráficos. Oficinas de graffiti, festivais e projetos sociais oferecem formação, visibilidade e até mesmo fontes de renda para quem decide trilhar esse caminho. Além disso, o envolvimento com o graffiti serve como uma poderosa ferramenta de prevenção ao crime e às drogas. Oficinas de Breaking: Uma Expressão corporal que Transforma Vidas: O Breaking, também conhecido como Breakdance, surgiu no início da década de 1970, no Bronx, em Nova York, como parte do movimento cultural do hip-hop. Criado em meio à pobreza, à violência urbana e à marginalização racial, o Breaking foi, desde o princípio, muito mais do que uma dança: foi uma forma de resistência, expressão artística e união comunitária. Jovens, em especial de comunidades negras e latinas, encontraram no Breaking uma maneira de canalizar suas energias para algo positivo, criativo e poderoso. Essa dança acrobática, marcada por movimentos rápidos, giros e freezes impressionantes, logo se consolidou como um símbolo de identidade e superação. Mais do que apenas passos coreografados, o Breaking proporcionava aos seus praticantes disciplina, autoestima e senso de pertencimento. Num ambiente onde o crime e as drogas eram alternativas constantes, a Dança Breaking oferecia um caminho diferente — um espaço onde o respeito era conquistado pelo talento, pela dedicação e pela criatividade. A influência do Breaking sobre os jovens vai além da simples prática corporal. Muitos b-boys e b-girls (como são chamados os dançarinos de Breaking) descobriram, através da dança, aptidões artísticas que se expandiram para áreas como música, moda, audiovisual e produção cultural. Com o tempo, o Breaking também se profissionalizou: surgiram competições nacionais e internacionais, workshops, escolas de dança e até mesmo reconhecimento olímpico — o Breaking estreou como modalidade nos Jogos Olímpicos de Paris em 2024. Assim, o Breaking tornou-se uma ferramenta poderosa de transformação social. Ao incentivar a disciplina, o trabalho em equipe, a criatividade e o respeito mútuo, ele afasta os jovens das ruas e oferece a eles alternativas concretas de crescimento pessoal e profissional. O DJ como Elemento Cultural de Transformação Social: A história do DJ vai além da música; ele é também o elemento criador da nomenclatura Hip Hop e uma história de transformação cultural e social. Desde o surgimento das primeiras festas no Bronx, em Nova York, nos anos 1970, o DJ assumiu um papel essencial não apenas como animador de multidões, mas como um verdadeiro agente de mudança, principalmente para a juventude. No contexto do Hip Hop, que nasceu como uma resposta às dificuldades sociais e à marginalização de comunidades negras e latinas, o DJ era — junto com o MC, o Breaking e o Graffiti — um dos quatro pilares fundamentais do movimento. Com equipamentos simples, criatividade e muito talento, os primeiros DJs mostraram que era possível criar arte a partir do pouco que se tinha. Eles ensinavam que o som, a batida, os ritmos poderiam se tornar instrumentos de expressão, identidade e resistência. A influência cultural do DJ foi (e continua sendo) enorme, especialmente entre os jovens. Ao entrar em contato com esse universo, muitos descobrem aptidões para as artes: seja na pesquisa musical, na técnica de mixagem, na produção de batidas ou mesmo no desenvolvimento de eventos e projetos culturais. O DJ estimula a sensibilidade estética, a disciplina e o senso de inovação — características fundamentais para qualquer artista. Além disso, a cultura do DJ se mostrou uma poderosa ferramenta de inclusão social. Em diversas periferias do mundo, projetos de formação de DJs e coletivos musicais oferecem alternativas reais ao mundo do crime e das drogas. Jovens que, muitas vezes, se encontravam em situações de vulnerabilidade, passam a enxergar na música uma carreira possível e digna, que respeita seu talento e fortalece sua autoestima. Profissionalizar-se como DJ envolve estudo, treino contínuo, compromisso com o público e conhecimento técnico. Esse processo de aprendizagem e amadurecimento abre portas para novas oportunidades no mercado de trabalho: eventos, casas noturnas, rádios, produções independentes, festivais e até projetos educativos. Cada set tocado, cada batida criada, representa não apenas uma conquista pessoal, mas também um grito coletivo de liberdade e esperança. Assim, o DJ não é apenas aquele que coloca músicas para tocar — ele é um mediador cultural, um criador de experiências, um artista que inspira outros a acreditar na própria força criativa. A importância das aulas de inglês no projeto "Juventude do Gueto Manifesta": O projeto social e cultural "Juventude do Gueto Manifesta" utiliza oficinas de Graffiti, DJ e Breaking como potentes ferramentas de expressão artística e transformação social. Dentro desse contexto, a oferta de aulas de inglês se torna um elemento fundamental para ampliar as oportunidades dos jovens participantes. O inglês é hoje uma língua universal no universo da cultura hip hop, da música, da dança e da arte urbana. Muitos dos termos usados nas oficinas — como tag, battle, beat, freestyle — vêm diretamente desse idioma. Ao aprender inglês, os jovens não apenas compreendem melhor a linguagem técnica das suas práticas artísticas, mas também se conectam de forma mais profunda com as raízes e a dimensão global da cultura que estão vivenciando. Além disso, o domínio do inglês abre portas para que esses futuros artistas do gueto possam dialogar com o mundo: participar de eventos internacionais, acessar conteúdos, tutoriais e oportunidades fora do país, colaborar com artistas estrangeiros e até mesmo divulgar seu trabalho em plataformas globais. Assim, as aulas de inglês dentro do projeto Juventude do Gueto Manifesta não são apenas sobre aprender um novo idioma — são sobre ampliar horizontes, fortalecer identidades e construir pontes entre o local e o global.
Objetivo geral Promover o desenvolvimento cultural, artístico, educacional e social de jovens por meio de oficinas integradas, incentivando a expressão criativa, a construção da identidade, a valorização da diversidade e o exercício da cidadania ativa através da cultura Hip Hop. Objetivo específico 1. Estimular a expressão artística e cultural por meio de oficinas práticas de graffiti (pintura, desenho e muralismo), dança (Breaking, Popping, Locking), DJ (produção musical), valorizando a cultura Hip Hop como forma legítima de manifestação social e identitária. 2. Desenvolver habilidades técnicas e criativas relacionadas a dança, pintura e música, oferecendo ferramentas para a produção autoral e despertando interesse e aptidões para a escolha de futuras profissões que utilizam esse conhecimento proposto. 3. Fortalecer a autoestima, o protagonismo juvenil e o trabalho em equipe, por meio de dinâmicas coletivas e atividades que incentivem a cooperação e o respeito à diversidade. 4. Ampliar o repertório linguístico e comunicativo dos participantes por meio de aulas de inglês com foco em situações práticas, culturais e artísticas, conectadas ao universo urbano. 5. Promover a consciência crítica e o exercício da cidadania com aulas e rodas de conversa sobre direitos, deveres, identidade, diversidade, inclusão, meio ambiente e participação social. 6. Incentivar a criação de redes de apoio e troca entre jovens, fortalecendo vínculos comunitários e criando espaços seguros para expressão, escuta e acolhimento. 7. Estimular a participação da família nesse processo fornecendo informações sobre o projeto e toda a metodologia usada. 8. Apresentar esses jovens por meio de eventos em escolas publicas da rede estadual, municipal e comunitária.
O Edital Rouanet da Juventude poderá nos dar as ferramentas para potencializar o projeto sociocultural e educacional "Juventude do Gueto Manifesta" que é de fundamental importância diante do atual contexto social e de uma problemática que afeta um grande número de jovens nas periferias urbanas de nossa cidade. A vulnerabilidade social e a falta de programas de políticas públicas efetivas do governo passado contribuíram diretamente para o aumento do envolvimento da juventude com a criminalidade, uso de drogas, prostituição, gravidez na adolescência, e envolvimento com comunidades digitais que aliciam jovens no ambiente virtual a praticar atos aterrorizantes e hediondos, como já vimos em muitos casos noticiados pela mídia, como estupros coletivos, automutilações, LGBTQIANPfobia, misoginia e até mesmo chacinas executadas por adolescentes. Dados oficiais sobre a participação de jovens e adolescentes em atividades criminosas e uso de drogas na região metropolitana de São Luís, Maranhão, indicam uma preocupação significativa. Em 2022, a Delegacia do Adolescente Infrator (DAI) da Polícia Civil do Maranhão registrou 68 mandados de apreensão cumpridos; 523 procedimentos policiais instaurados; 384 procedimentos relacionados à apreensão de entorpecentes com adolescentes; 133 armas de fogo remetidas para destruição e 58 aparelhos celulares apreendidos e devolvidos aos proprietários. No primeiro semestre de 2024, a Superintendência de Polícia Civil da Capital (SPCC) efetuou 65 apreensões de adolescentes. Nesse cenário, nosso projeto se apresenta como uma ação alternativa e concreta de resistência e transformação social, O movimento Hip Hop tem uma grande abertura para trabalhar com esse público, seja na prevenção ou no resgate desses jovens, pois é composto por elementos culturais urbanos que utilizam as mesmas ferramentas. O graffiti, por exemplo, faz uso do spray e das telas urbanas como muros e prédios; o DJ trabalha com a música RAP, cujas letras são politizadas; o break beat traz batidas empolgantes e produz seu próprio arsenal musical. A dança estimula o jovem ao desafio de auto superação corporal, por meio do domínio dos movimentos e da prática de exercícios físicos. Além disso, o Hip Hop tem um dialeto próprio das periferias, o que nos aproxima ainda mais para fazermos as intervenções conseguir resultados positivos qualificando jovens para viver uma vida com cidadania plena, pois em uma sociedade marcada por desigualdades estruturais, mulheres, pessoas LGBTQIANP+ e pessoas com deficiência (PCDs) ainda enfrentam diversos obstáculos para o pleno exercício de sua cidadania, especialmente no acesso a espaços de expressão, reconhecimento e valorização cultural. A marginalização histórica desses grupos se reflete na invisibilidade de suas vozes e na ausência de oportunidades reais para o desenvolvimento pessoal e coletivo. Nesse contexto, a arte urbana surge como uma poderosa ferramenta de transformação social. Expressões culturais não apenas ocupam o espaço público, mas também promovem identidade, pertencimento, autoestima e resistência. Estas linguagens, tradicionalmente carregam um histórico de luta contra a exclusão social e oferecem um meio legítimo para que indivíduos historicamente silenciados possam narrar suas experiências, denunciar injustiças e reivindicar seus direitos. Este projeto propõe fomentar tambem o empoderamento de mulheres, pessoas LGBTQIANP+ e PCDs através de oficinas culturais que utilizam o graffiti, o DJ e o breaking como ferramentas de inclusão, expressão e protagonismo. A escolha dessas práticas se justifica por sua acessibilidade, apelo entre juventudes periféricas e potencial de construir redes de solidariedade e mobilização comunitária. Além de promover a autonomia artística, as oficinas buscam fortalecer a autoestima dos participantes, ampliar suas perspectivas de inserção social e profissional, e contribuir para a construção de uma sociedade mais plural, justa e democrática. A valorização da diversidade é um passo essencial para o combate às violências simbólicas e físicas que afetam esses grupos, e a arte, nesse processo, é um instrumento transformador. Assim, o projeto não apenas oferece formação cultural, mas também cria um ambiente seguro e acolhedor para que novas lideranças surjam, talentos sejam reconhecidos e histórias de vida ganhem cores, sons e movimento.
A Família Força Gueto foi fundada em 20 de novembro de 1999, em Paço do Lumiar-MA, por três jovens que desejavam transformar a arte do Hip Hop em uma filosofia de vida saudável e atuar em benefício da comunidade e da juventude. O grupo já promoveu, contribuiu e participou de diversos eventos e projetos. Tendo o Hip Hop como principal veículo para suas atividades culturais e educacionais, a organização abrange várias expressões artísticas, com o objetivo de despertar aptidões, incentivar talentos e conscientizar os jovens sobre os valores que possuem enquanto indivíduos. Desde 2004, a Família Força Gueto realiza a iniciativa Hip Hop Manigueto, voltada especialmente para jovens das periferias. Com o objetivo de sensibilizar diferentes segmentos da sociedade, o projeto busca socializar os conhecimentos adquiridos por meio da cultura urbana. Acreditamos que uma política cultural eficaz deve facilitar o acesso da população à produção, à distribuição e à participação nos bens culturais. Por isso, nos identificamos com a cultura e a metodologia do Hip Hop, que se baseia na arte e na promoção da igualdade social, racial e de gênero. A Família Força Gueto desenvolve esse trabalho voluntariamente e sem recursos financeiros há mais de 20 anos, alcançando êxito onde muitos outros segmentos não chegam: junto aos jovens envolvidos — ou em risco de envolvimento — com drogas e criminalidade. Nosso trabalho é integral e fundamentado na convivência social, direcionado especialmente à juventude marginalizada pela sociedade. Utilizamos a cultura Hip Hop como ferramenta para envolver, conscientizar e reintegrar esses jovens, que, para muitos, pareciam não mais se adequar à convivência social pacífica. Apesar dos desafios, já conseguimos resgatar mais de 60 jovens por meio dessa atuação. A prevenção e o resgate social sempre foram os principais propósitos da nossa entidade. Foi essa trajetória que inspirou e deu nome ao nosso projeto inscrito na Rouanet da Juventude.
Oficinas de Breaking Serão dividas em três momentos: Parte Histórica: Oferecer uma base teórica e cultural sobre o Breaking e as culturas urbanas, estimulando a consciência crítica e o sentimento de pertencimento. Conteúdos: História do Breaking: origem no Bronx (Nova York), contexto social e político.Elementos da Cultura Hip Hop: Breaking, DJ, MC, Graffiti e Knowledge.Pioneiros e Pioneiras do Breaking: reconhecimento de referências negras, femininas e LGBTQIANP+.Breaking no Brasil: influências e evolução nas periferias.A cultura do respeito e da diversidade: Breaking como expressão da resistência.Metodologia:Roda de conversa interativa.Vídeos/documentários curtos.Análise de músicas, clipes e filmes.Leituras breves e reflexões coletivas.Parte Didática:Ensinar, de maneira estruturada e inclusiva, as bases técnicas do Breaking os Conteúdos Técnicos:Toprock: movimentos em pé, introduzindo ritmo e coordenação.Footwork: movimentações no chão, desenvolvendo agilidade.Freezes: posições de parada, trabalhando força e equilíbrio. Powermoves: movimentos de giros e explosões, para quem estiver preparado fisicamente.Fundamentos de improvisação (Cypher): como se expressar livremente. Composição coreográfica: criação de sequências.Metodologia:Demonstrações pelos/as instrutores/as;Exercícios de repetição e variações adaptadas às condições físicas de cada participante;Correções individualizadas com incentivo positivo;Acompanhamento do desenvolvimento técnico de forma inclusiva, respeitando os diferentes ritmos de aprendizagem.Parte Prática:Aquecimento físico: Com dinâmicas lúdicas e alongamentos;Treino dirigido: foco nos movimentos aprendidos na parte didática;Cyphers livres: momentos de improvisação individual ou em grupo; Batalhas amistosas: dinâmicas de batalha para estimular a criatividade, sempre reforçando o respeito mútuo; Trabalho em grupos: criação de coreografias e apresentações;Experimentações de fusões de estilos: trazendo danças brasileiras, como passinho, samba e forró, para dialogar com o Breaking. Oficinas de Graffiti Serão divididas em três módulos - histórico, didático e prático: Histórico:Origem do graffiti; Nova York dos anos 70 e o contexto de marginalização urban;Graffiti no Brasil; movimentos periféricos e identidade cultural;Grafite como ato político de resistência, ocupação do espaço urbano e manifestações;Representatividade no graffiti por mulheres, LGBTQIANP+ e artistas PCD; Ética do graffiti que prega respeito aos espaços públicos e privados; Diálogo comunitário.Metodologia:Aulas expositivas dialogadas (com imagens e vídeos); Rodas de conversa sobre experiências de vida e pertencimento; Visitas virtuais a museus urbanos (como o Beco do Batman, MAAU etc.); Convidados/as especiais (artistas urbanos reconhecidos/as, especialmente mulheres, LGBTQIANP+ e PCD).Didático (Fundamentos Técnicos e Criativos):Tipos de graffiti: bomb, tag, throw-up, wildstyle, muralismo;Materiais e equipamentos: sprays, tintas, bicos, máscaras e luvas;Técnicas de traço, preenchimento, sombra, 3D e efeitos; Desenvolvimento de letras: tipos de caligrafia e criação de estilos próprios;Composição e planejamento de murais coletivos; Acessibilidade criativa: adaptações para inclusão de PCD.Metodologia:Exercícios práticos individuais e em duplas;Oficinas de criação de personagens, letras e símbolos.Montagem de cadernos de estudo pessoal (sketchbooks); Laboratórios de experimentação de materiais alternativos e ecológicos; Avaliações formativas a partir de portfólios pessoais.Prático (Vivência e Produção):Planejamento de intervenções urbanas coletivas;Pintura de muros públicos em parcerias comunitárias; Produção de painéis temáticos (identidade, luta, resistência, diversidade);Criação de exposições abertas à comunidade.Metodologia:Criação de coletivos de graffiti dentro da turma;Produção de murais em escolas, praças e centros culturais locais;Projetos colaborativos entre os participantes, respeitando a diversidade de corpos, gêneros e habilidades;Avaliação coletiva das intervenções realizadas;Documentação fotográfica e audiovisual dos processos. Oficinas de DJ Serão divididas em três módulos - histórico, didático e prático: Módulo Histórico Conteúdo: História do DJing: Origem na cultura hip-hop, funk, reggae e eletrônica;Estratégias Didáticas: Exibição de documentários curtos; Roda de conversa com DJs convidados/as/es de perfis diversos; Linhas do tempo ilustrativas; Leituras de textos curtos e rodas de debate; Atividades de "quem é quem" para conhecer figuras históricas.Módulo Didático Conteúdo:Equipamentos e softwares: Introdução aos mixers, CDJs, controladoras e programas de mixagem;Noções de som: BPM, pitch, equalização, ganho, masterização básica;Organização de setlists: pesquisa musical, curadoria de músicas, leitura de público;Identidade musical e representatividade: construção de identidade própria nos sets.Estratégias Didáticas: Aulas expositivas com demonstrações práticas; Oficinas práticas de montagem e conexão de equipamentos; Criação coletiva de playlists temáticas; Atividades em duplas e trios (incentivando a integração)Gamificação: desafios de reconhecimento de estilos e BPMMódulo Prático Conteúdo:Técnicas de mixagem: transições, cortes, efeitos, loopings, scratches básicos; Construção de sets: storytelling musical; Prática de palco: postura, relação com o público, improvisação; Produção de eventos: noções básicas de como organizar uma festa/show.Estratégias Práticas;Treinos supervisionados semanais; Simulação de eventos com feedbacks construtivos;Discotecagem em eventos promovidos pela entidade; Organização de um evento de encerramento aberto à comunidade; Criação de um portfólio individual (com gravações de sets) Oficinas de Inglês Metodologia de Ensino: Abordagem Pedagógica: Comunicação Ativa (Communicative Language Teaching): foco na conversação e no uso prático da língua; Aprendizagem Baseada em Projetos (Project-Based Learning): produção de projetos culturais, artísticos e sociais utilizando o inglês; Educação Popular (Paulo Freire): ensino horizontalizado, valorizando o conhecimento prévio dos estudantes; Cultura e Identidade: atividades envolvendo a cultura Hip Hop, música, arte, esporte, ativismo e temas relevantes para os jovens.Estrutura da Aula: Cada aula de 1h30min será dividida em três momentos: Boas-vindas e Quebra-Gelo (15 min): atividades dinâmicas para criar conexão e confiança; Conteúdo Principal (60 min): foco em um tema específico com atividades práticas (diálogos, jogos, simulações, música, vídeos); Reflexão e Conexão (15 min): momento para integrar o que foi aprendido à vida real dos participantes.Inclusão e AcessibilidadeUso de linguagem neutra e exemplos diversos (representatividade LGBTQIANP+ e de meninas nas atividades e materiais); Formação continuada dos professores em práticas antidiscriminatórias e inclusivas.Conteúdo ProgramáticoMês 1-2: Introdução: vocabulário básico (apresentações, itens do cotidiano, partes do corpo, saudações, expressões básicas).Mês 3-4: Comunicação diária: pedir informações, descrever rotinas, lugares da comunidade; Cultura: música e arte como ferramentas de expressão em inglês.Mês 5-6: Reflexões sobre temas sociais relevantes: igualdade de gênero, respeito à diversidade e direitos humanos em discussões guiadas.Mês 7-8: Futuro: inglês para oportunidades profissionais (entrevistas simuladas, currículos, vocabulário de trabalho).AvaliaçãoAvaliação contínua (não punitiva) baseada em participação, progresso individual e projetos apresentados.Autoavaliação e feedbacks coletivos para estimular autonomia e crescimento pessoal.Recursos Didáticos: Músicas, vídeos, podcasts e filmes legendados; Jogos pedagógicos (role-play, bingo de palavras, desafios culturais); Ferramentas online gratuitas para prática de inglês; Materiais impressos e digitais adaptáveis para diferentes necessidades.
Para garantir acessibilidade e inclusão nas oficinas de Graffiti e DJ, serão adotadas as seguintes medidas: 1. Aulas de Graffiti ministradas por um arte educador PcD 2. Audiodescrição em momentos-chave. 3. Materiais de apoio em formatos adaptáveis (áudio, texto simplificado, visual). 4. Espaços seguros de fala e escuta ativa. 5. Incentivo ao protagonismo de pessoas PcDs. 6. Acessibilidade com rampas. 7. Treinamento do pessoal para suprir necessidades de acesso dos participantes PcDs. Diretrizes Inclusivas das oficinas de dança: 1. Auto descrição dos presentes e o que se passa no âmbito das oficinas. 2. Linguagem acolhedora e não discriminatória em todas as interações. 3. Oficinas de empoderamento com convidados/as especiais. 4. Referências positivas: trazer histórias inspiradoras de ícones da dança que são PcDs. 5. Ambiente de escuta ativa: rodas de feedback no final de cada mês, para ajustes e valorização das vozes de todos/as. Diretrizes Inclusivas dos eventos e apresentações em escolas: 1. Auto descrição dos presentes e o que se passa no âmbito dos eventos. 2. Linguagem acolhedora e não discriminatória em todas as interações. 3. Treinamento do pessoal para suprir necessidades de acesso dos participantes PcDs.
O Projeto Juventude do Gueto Manifesta é uma iniciativa sócio-cultural que promove a arte urbana como ferramenta de transformação social. Através de linguagens como o graffiti, DJ, Breaking e aulas gratuitas de inglês, o projeto constrói pontes entre juventudes periféricas e novas possibilidades de expressão, autonomia e cidadania. Reafirmamos nosso compromisso com a democratização do acesso aos bens culturais. Todos os produtos e atividades do projeto — oficinas, apresentações, exposições, intervenções urbanas e materiais educativos — são oferecidos de forma totalmente gratuita à comunidade. Além disso, para ampliar ainda mais o alcance das ações, o projeto conta com as seguintes estratégias: Ensaios Abertos: Encontros públicos nos quais a comunidade pode acompanhar os processos criativos e pedagógicos dos participantes, incentivando o diálogo e a valorização da produção local. Oficinas Paralelas: Realização de oficinas flash em escolas públicas, centros comunitários e espaços culturais parceiros, levando o conteúdo do projeto a diferentes territórios da cidade e promovendo a descentralização das ações. Transmissão Online e postagens nas redes sociais: Lives e registros audiovisuais das atividades, compartilhados nas redes sociais e plataformas digitais, garantindo acesso ao conteúdo também para públicos que não podem estar presencialmente nas ações. Interação: Garantir a ampla participação das famílias dos participantes com informações de todo o processo via grupos de WhatsApp.
Coordenador geral: André Luís Lessa de Carvalho, brasileiro, conhecido como André Dumará, começou como dançarino em 1989. É grafiteiro, rapper, DJ, ativista e produtor cultural. Fez parte do Quilombo Urbano (movimento hip hop organizado de Maranhão). Em 1999, fundou a União Luminense de Hip Hop Família Força Gueto e hoje atua como presidente da entidade. Ao longo dos anos, desenvolveu oficinas culturais e eventos nas periferias por conta própria e com recursos próprios e em parcerias com outros grupos, além de ministrar oficinas em comunidades e unidades de medidas sócio-educativas em São Luís. Criou a Cypher do Gueto, que é um evento de danças urbanas realizado mensalmente, e organizou competições de danças urbanas do Festival Kebrada do Centro Cultural Vale Maranão (CCVM). É coordenador administrativo no Projeto Break no Pátio, do CCVM, e articula em rede com outras organizações várias iniciativas de fomento cultural, educacional e social. Coordenador de oficinas: José Robson Lopes Junior, brasileiro, conhecido como Bboy Macaxeira, começou no Breaking em 2005 no grupo Família Força Gueto. Em 2012, entrou no grupo Mega Break Crew de Goiânia. Ganhou campeonatos nacionais importantes para a carreira como dançarino, o que o levou para o mundial em Lille na França, em 2018. Criou o projeto Fábrica de BGirls, que aconteceu em 2021. É organizador da Cypher do Gueto e apresentador de muitos festivais em São Luís, como a I e II Mostra SESC de Culturas Urbanas 2023 e 2024. É professor de dança no Projeto Break no Pátio e curador do Festival Kebrada, ambos do CCVM. Arte educadora de DJ: Elza Fernanda Jardim Silva, brasileira, auxiliar administrativa e DJ, é conhecida como Fernandinha. Além de ser dançarina e coreógrafa, é uma das idealizadoras da Cypher do Gueto. Possui formação profissional com certificação em cursos de Danças Urbanas. Atua na cultura Hip Hop desde 2010, fazendo essa troca de conhecimento em workshops de DJs e oficinas de Danças Urbanas. Iniciou sua carreira artística na Companhia Street Masters e também fez parte do grupo Masters Girls. Atualmente, faz parte da entidade Família Força Gueto na função de primeira secretária. Arte educador de dança: Rayerles Silva Veloso, brasileiro, conhecido como Bboy Skylo, é dançarino de Breaking, Mestre de Cerimônias e um dos idealizadores da Cypher do Gueto. Como Bboy, são 18 anos de muito amor e dedicação pela dança. Já foi campeão em inúmeras competições de dança estaduais e nacionais. Também atua no Hip Hop, promovendo workshops, oficinas e batalhas, fazendo essa troca de conhecimento por onde passa. Já fez parte de vários grupos, como Marabreak Crew, Crush e atualmente é integrante da entidade Família Força Gueto, onde iniciou a carreira no Breaking. Desde 2022, ministra oficinas no Projeto Break no Pátio do CCVM. Arte educador de Graffiti: Welliton Carlos Monteiro, brasileiro, conhecido como Well Criativi, é um artista visual PcD que explora as técnicas artísticas do graffiti, lettering, ilustração e fotografia. Conheceu a arte urbana em 2005 através de uma reportagem sobre o graffiti em São Paulo, daí então buscou informação sobre o graffiti em revistas e com amigos. Em 2015, foi convidado para integrar o coletivo de Hip Hop Família Força Gueto, onde desenvolve intervenções artísticas, oficinas educacionais e projetos sociais em diversas periferias de São Luís e região metropolitana. Com o impacto dos seus trabalhos de Lettering, participou de diversas entrevistas em programas das emissoras locais, fazendo parte também de outros meios de comunicação como podcast e lives no Instagram. Well também foi selecionado para representar o estado do Maranhão na ExpoFavela, um dos maiores eventos de artistas e empreendedores periféricos do Brasil, realizado pela CUFA em São Paulo. É professor contratado pelo IEMA (Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão) para lecionar curso básico de Lettering para jovens e adolescentes em ressocialização nos centros da FUNAC. Professora de Inglês: Sabrina Leitzke, brasileira, conhecida como Bgirl Sabre, atua na arte, na área social e na cultura Hip Hop desde 2022. Conheceu o Breaking por meio do Projeto Break no Pátio, em 2022. Desde então, faz parte da Família Força Gueto e busca disseminar essa dança a grupos tradicionalmente excluídos da cultura, como mulheres cis e trans e pessoas LGBTQIAPN+. Dentro do Hip Hop, suas atividades incluem apresentações, espetáculos, oficinas, cursos, batalhas de dança e trabalhos como DJ. De 2022 a 2024, foi professora de inglês no Projeto Mempodera, que promove o empoderamento de meninas de regiões periféricas por meio do esporte e do idioma. É formada em Letras pela USP e também atua como tradutora e professora de inglês. Coordenador de comunicação: Klenilson Trindade, brasileiro, conhecido como Slim FFG, é produtor, videomaker e artesão. É adepto da cultura Hip Hop há 15 anos, iniciando sua carreira artística aos 14 anos de idade. Atualmente, é membro das companhias Cia Street Masters e Fly Dance Company e é também integrante e coordenador de mídia da entidade Família Força Gueto. Fez muitos trabalhos em espetáculos, ganhou inúmeras competições de dança interestaduais e participou de vários workshops com artistas da cena da cultura urbana. Assistente Social: Rita de Kássia da Cruz Ferreira, brasileira, é graduada em Serviço Social pela UFMA. Fez parte de grupo de pesquisa sobre questões étnico-raciais e participou da Jornada de Políticas Públicas (JOINPP) da UFMA. Estagiou na Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Maranhão e seu TCC aborda o tema do encarceramento em massa.
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