Metis
metis
Inteligência cultural
Início
  • Meus projetos
  • Nova análiseAI
  • Prestação contas
  • Alertas
  • Favoritos
  • Chat IAAI
  • Insights IAAI
  • Newsletter
  • Relatórios
  • Oportunidades🔥
  • Projetos
  • Proponentes
  • Incentivadores
  • Fornecedores
  • Segmentos
  • Locais
  • Mapa Brasil
  • Estatísticas
  • Comparativos
  • Visão geral
  • Comparar
  • PNAB (Aldir Blanc)
  • Lei Paulo Gustavo
  • Cultura Afro
  • Bolsas
  • Minha conta
  • Filtros salvos
  • Configurações
Voltar📄 Gerar Relatório Completo
PRONAC 251979Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Jovens Guardiões da Congada: Formação Cultural e Identitária no Quilombo Córrego do Inhambu

ASSOCIACAO QUILOMBOLA CORREGO D O INHAMBU
Solicitado
R$ 199,9 mil
Aprovado
R$ 199,9 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.

Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Quilombolas
Ano
25

Localização e período

UF principal
GO
Município
Cachoeira Dourada
Início
2025-11-01
Término

Resumo

O projeto "Jovens Guardiões da Congada" propõe a formação cultural de 50 jovens quilombolas e periféricos, com oficinas de música (caixa, chocalho, canto), dança tradicional e confecção de instrumentos e adereços da Congada, além de rodas de conversa sobre identidade afro-brasileira. Com duração de 12 meses, inclui produção de kits formativos, registro audiovisual, acessibilidade e um evento cultural final aberto ao público. A proposta visa fortalecer a cultura popular negra e quilombola no Quilombo Córrego do Inhambu, estimular o protagonismo juvenil e promover a valorização do patrimônio imaterial afro-brasileiro. Os produtos principais são as oficinas formativas, kits culturais, mini-documentário acessível e a Mostra Cultural Pública.

Sinopse

O projeto propõe a criação de uma obra-processo de natureza formativa, artística e comunitária, voltada à preservação e reativação da Congada como patrimônio imaterial afro-brasileiro. Trata-se de uma proposta viva de educação popular e afirmação identitária, estruturada em um ciclo de oficinas e vivências culturais que transformarão o conhecimento ancestral da Congada em instrumento de protagonismo juvenil, fortalecimento coletivo e valorização de territórios tradicionais negros. A obra principal será um ciclo formativo de 8 meses, que integrará atividades práticas de música, dança, confecção de instrumentos e rodas de conversa, culminando em um evento cultural de encerramento e na produção de materiais pedagógicos e audiovisuais acessíveis. Toda a experiência será registrada, compartilhada e disponibilizada de forma pública e gratuita. Núcleos Pedagógicos e Culturais 1 - Oficinas de Prática Musical da Congada *Formato: Presenciais, 2 vezes por semana, duração de 2 horas por encontro. *Conteúdo: Técnica e vivência em instrumentos da Congada (caixa, chocalho), canto tradicional, ritmo e oralidade. *Objetivo: Preservar a tradição oral e rítmica afro-brasileira, promovendo habilidades musicais e conexão com os códigos simbólicos da cultura negra. *Acessibilidade: Presença de intérprete de Libras em todos os encontros. 2 - Oficinas de Dança e Expressão Corporal Congadeira *Formato: Quinzenais, presenciais, com 2 horas de duração. *Conteúdo: Coreografias tradicionais da Congada, movimentos simbólicos, teatralidade e história dos gestos. *Objetivo: Resgatar a corporalidade afro, expressar resistência através do corpo e valorizar a dança como ferramenta de identidade. 3 - Oficinas de Confecção de Instrumentos e Adereços *Formato: Mensais, presenciais, com mestres congadeiros da região. *Conteúdo: Criação artesanal de caixas, chocalhos, estandartes, adornos e trajes rituais. *Objetivo: Promover o saber-fazer tradicional e estimular habilidades manuais, autonomia criativa e sentido de pertencimento. 4 - Rodas de Conversa sobre Memória Quilombola e Resistência Afro-brasileira *Formato: Encontros mensais, mediados por educadores populares e lideranças negras. *Conteúdo: Temas como história dos quilombos, racismo estrutural, religiosidade afro-brasileira e juventude negra. *Objetivo: Estimular consciência crítica, identidade étnico-racial e afirmação cultural. 5 - Ensaios Abertos e Evento Final de Culminância *Formato: Ensaios mensais durante os últimos 2 meses; evento final com cortejo, apresentações, roda de conversa e exposição. *Objetivo: Valorizar publicamente os jovens participantes, celebrar os resultados do ciclo formativo e promover o encontro intergeracional da comunidade. Produtos Culturais Resultantes: *Evento Cultural de Encerramento Grande celebração comunitária gratuita, com estrutura de palco, som, acessibilidade física e comunicacional. Apresentação dos jovens formados em cortejo congadeiro, canto, dança e exibição dos instrumentos produzidos. Classificação etária: Livre. *Mini-documentário Educativo Acessível Produção audiovisual com 15 a 20 minutos, reunindo registros do processo, entrevistas com jovens e mestres, bastidores e evento final. Disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais com audiodescrição, legenda descritiva e tradução em Libras. *Kit Formativo Acessível Produção de 50 kits compostos por apostilas com conteúdo sobre a Congada e cultura afro-brasileira, instrumentos produzidos nas oficinas e materiais complementares. As apostilas estarão disponíveis também em PDF acessível e com links para vídeos em Libras. *Galeria de Fotos e Exposição Itinerante Curadoria de fotografias e registros visuais do processo, com legendas explicativas e QR Codes com audiodescrição, que poderá circular por escolas, centros culturais e espaços públicos, promovendo difusão e multiplicação do conteúdo. Características Técnicas dos Produtos: *Oficinas formativas: Metodologia participativa, rodas de diálogo, linguagem acessível, presença de intérprete de Libras, materiais em formatos inclusivos. *Materiais pedagógicos: Impressos com fonte ampliada, versões digitais compatíveis com leitores de tela, vídeos educativos com Libras e audiodescrição. *Audiovisual: Mini-documentário com edição profissional e recursos de acessibilidade completos (Libras, legenda e AD). *Evento de encerramento: Estrutura adaptada, recursos de acessibilidade, entrada gratuita e ampla divulgação comunitária. A obra resultante deste projeto vai muito além da entrega de produtos: trata-se de um processo educativo, estético, político e afetivo que busca afirmar a juventude negra e quilombola como protagonista da preservação de um bem cultural imaterial — a Congada — e como autora da sua própria história.

Objetivos

Fomentar um processo profundo de formação cultural, artística e identitária com jovens quilombolas e periféricos de Itumbiara e do território do Quilombo Córrego do Inhambu (GO), utilizando a tradição da Congada como ferramenta pedagógica, simbólica e comunitária de fortalecimento das raízes afro-brasileiras. Por meio de práticas ancestrais de música, dança, oralidade, confecção de instrumentos e partilha coletiva de histórias, o projeto busca mais do que ensinar uma manifestação cultural: pretende acender o sentimento de pertencimento, estimular o protagonismo negro juvenil e reposicionar a juventude como herdeira e guardiã de um legado que resiste há séculos. Em um cenário marcado pela invisibilização de territórios tradicionais e pela perda de referências identitárias entre as novas gerações, a proposta se estrutura como uma ação de preservação de patrimônio imaterial, valorização da memória coletiva e reencantamento da vida comunitária, por meio de vivências culturais acessíveis, inclusivas e transformadoras. Ao promover o reencontro entre jovens e seus ancestrais — por meio do tambor, da dança, da palavra e do símbolo — o projeto pretende afirmar que a cultura negra, quando transmitida com afeto e dignidade, é também ferramenta de futuro, cidadania e liberdade. Objetivos específicos Realizar um ciclo formativo com 60 oficinas presenciais interdisciplinares, distribuídas ao longo de 8 meses, voltadas ao ensino de práticas tradicionais da Congada: ritmos de caixa e chocalho, canto litúrgico e popular, danças congadeiras, oralidade sagrada e confecção de instrumentos, estandartes e adereços rituais, conduzidas por mestres congadeiros, educadores populares e artistas da própria comunidade; Produzir e distribuir gratuitamente 50 kits pedagógicos acessíveis, compostos por apostilas ilustradas (em formatos impresso e digital compatível com leitores de tela), instrumentos artesanais confeccionados em oficina, ecobags, materiais de escrita e conteúdo complementar em QR Codes (vídeos em Libras e áudio); Desenvolver e aplicar uma metodologia baseada na educação popular, diálogo comunitário e valorização do saber ancestral, com foco em práticas circulares, rodas de escuta, construção coletiva do conhecimento e fortalecimento da autoestima e da identidade negra; Conduzir 8 rodas de conversa temáticas, mensais, com a participação de lideranças negras, mestres da cultura, pesquisadores e representantes das religiões de matriz africana, abordando temas como ancestralidade, racismo estrutural, juventude quilombola, cultura popular e direitos culturais; Formar, ao final do projeto, pelo menos 50 jovens entre 15 e 29 anos como agentes culturais multiplicadores, capazes de atuar em seus territórios na preservação e difusão dos saberes da Congada, reconhecendo-se como sujeitos da história e da cultura afro-brasileira; Realizar um evento público de culminância cultural, em formato de Mostra da Congada Jovem, com cortejo, apresentações artísticas dos participantes, exposição dos instrumentos produzidos, roda de conversa com mestres e exibição do mini-documentário. O evento será gratuito, acessível e aberto à comunidade local e regional; Produzir, registrar, editar e divulgar um mini-documentário educativo acessível (com legendas, Libras e audiodescrição), com 15 a 20 minutos de duração, contendo registros das oficinas, depoimentos dos jovens, dos mestres congadeiros e cenas do evento final. O documentário será disponibilizado gratuitamente em plataformas digitais e distribuído para escolas públicas da região; Implementar uma política transversal de acessibilidade física, comunicacional e metodológica, assegurando a presença de intérprete de Libras nas oficinas e eventos, materiais com audiodescrição, espaços acessíveis, e linguagem inclusiva em todos os materiais de divulgação e conteúdo formativo; Desenvolver um plano de acompanhamento e avaliação contínua com uso de instrumentos pedagógicos e indicadores de impacto, incluindo frequência, permanência, apropriação cultural, protagonismo juvenil, engajamento familiar e repercussão comunitária, com elaboração de relatórios técnicos e pedagógicos; Estimular o fortalecimento do Quilombo Córrego do Inhambu como território de referência cultural afro-brasileira no sul de Goiás, promovendo o reconhecimento institucional, a circulação dos saberes tradicionais e a articulação com outras comunidades e redes culturais negras do estado e do país.

Justificativa

O projeto "Jovens Guardiões da Congada: Formação Cultural e Identitária no Quilombo Córrego do Inhambu" surge da urgente necessidade de resgatar, valorizar e perpetuar práticas culturais afro-brasileiras que estão ameaçadas pela crescente desarticulação comunitária e pela invisibilização das tradições negras no Brasil contemporâneo. Inserido na realidade das comunidades quilombolas de Itumbiara e Cachoeira Dourada, em Goiás, o projeto reconhece a Congada não apenas como manifestação artística, mas como expressão viva de resistência histórica, identidade étnico-cultural e fortalecimento comunitário. Atualmente, o distanciamento dos jovens em relação a essas tradições, provocado por fatores como o racismo estrutural, a exclusão social e a falta de acesso a políticas de formação cultural, configura um cenário alarmante de enfraquecimento da memória coletiva. Esta realidade compromete a continuidade de saberes ancestrais fundamentais para a identidade do povo negro e, consequentemente, para a riqueza da diversidade cultural brasileira. Nesse sentido, o projeto se coloca como uma oportunidade estratégica para inverter essa lógica de apagamento, atuando de maneira concreta sobre a formação de novas gerações de agentes culturais, conforme orientado pelo Edital Programa Rouanet da Juventude, especialmente em seu item 3.2.8.2. Como resposta a esse cenário, propomos a realização de um percurso formativo que combina oficinas práticas de música da Congada, dança tradicional, confecção de instrumentos e estandartes, rodas de conversa sobre memória e identidade afro-brasileira, além de atividades de vivência comunitária e produção cultural. O projeto se diferencia por integrar formação técnica, fortalecimento da identidade étnico-cultural e protagonismo juvenil, indo além da mera difusão artística e promovendo um processo de empoderamento crítico dos jovens participantes. Alinhado aos princípios da educação popular, à oralidade como instrumento de resistência e ao protagonismo social, esta proposta se apresenta como solução inovadora, eficiente e eficaz para enfrentar a desconexão cultural vivenciada pelas juventudes quilombolas. O impacto esperado é significativo e multidimensional. Direta e imediatamente, o projeto formará cinquenta jovens como novos agentes culturais conscientes de seu papel na preservação e na difusão da cultura afro-brasileira. Indiretamente, toda a comunidade se beneficiará do fortalecimento do capital cultural, da valorização da autoestima coletiva e da promoção de práticas antirracistas. A realização de um evento público de culminância e a produção de um mini-documentário educativo ampliarão ainda mais o alcance e a visibilidade das ações. O legado social gerado incluirá não apenas a revitalização das práticas culturais tradicionais, mas também a ampliação de repertórios identitários, a inclusão social e o estímulo à continuidade de práticas culturais para as futuras gerações. A viabilidade do projeto é plenamente assegurada. Com planejamento técnico cuidadoso, cronograma compatível com o período estipulado no edital (item 6.2.2) e orçamento ajustado ao teto de R$ 200.000,00, o projeto será executado por uma equipe experiente e profundamente conectada à realidade das comunidades envolvidas. A sustentabilidade a longo prazo será garantida através da formação de jovens multiplicadores e da articulação com escolas públicas e organizações culturais locais, assegurando a continuidade das ações para além do encerramento formal do projeto. A equipe responsável é formada por mestres congadeiros, educadores populares especializados em cultura afro-brasileira, produtores culturais e profissionais de acessibilidade, todos com sólida trajetória em projetos socioculturais. A liderança comunitária e o engajamento de agentes locais reforçam a capacidade da equipe de mobilizar a juventude, conduzir os processos formativos e assegurar o alcance dos resultados previstos. Parcerias estratégicas com associações quilombolas, escolas públicas e coletivos culturais serão estabelecidas, garantindo maior capilaridade e apoio institucional para a execução das ações e a disseminação dos produtos culturais gerados. O projeto já conta com o apoio da própria comunidade quilombola do Córrego do Inhambu, cujos mestres e lideranças são fundamentais para a condução pedagógica e simbólica das atividades. A captação de recursos via Lei Rouanet (mecanismo de incentivo fiscal federal) é imprescindível para a concretização do projeto. Os recursos captados serão aplicados na remuneração de oficineiros e educadores, aquisição de materiais de oficina e instrumentos, adaptações de acessibilidade, produção do mini-documentário, realização do evento de culminância e gestão técnica e administrativa, garantindo qualidade, eficiência e transparência em todas as etapas. Os investidores que apoiarem o projeto terão retorno institucional e social significativo. Além da associação de suas marcas a uma ação cultural de profundo impacto social, terão a oportunidade de participar ativamente da promoção da diversidade cultural, da responsabilidade social e do fortalecimento de práticas antirracistas no Brasil. O reconhecimento público será assegurado através da inserção das marcas nos materiais de divulgação, nas mídias digitais e nos eventos públicos, gerando visibilidade qualificada e alinhamento com valores socialmente responsáveis. Em síntese, o projeto "Jovens Guardiões da Congada" representa uma iniciativa transformadora, profundamente necessária e estratégica para a promoção da diversidade cultural, a inclusão social e a valorização das juventudes negras e quilombolas. Investir neste projeto é apostar na preservação da memória afro-brasileira, no fortalecimento de identidades resistentes e na construção de um futuro mais justo, plural e democrático.

Estratégia de execução

O projeto “Jovens Guardiões da Congada: Formação Cultural e Identitária no Quilombo Córrego do Inhambu” possui um diferencial significativo: trata-se de uma proposta concebida, liderada e executada por uma organização quilombola reconhecida pela Fundação Cultural Palmares, com atuação direta no território tradicional, garantindo que os recursos incentivados cheguem diretamente às mãos da comunidade, sem intermediários externos. Essa gestão territorializada reforça a potência da cultura como instrumento de autonomia e cidadania, e é compatível com as diretrizes da Política Nacional das Culturas dos Povos Tradicionais. Além disso, o projeto dialoga com outras políticas públicas complementares, como o Estatuto da Juventude, o Plano Nacional de Cultura e a Convenção 169 da OIT, fortalecendo o direito à participação cultural e à transmissão intergeracional dos saberes. A escolha da Congada como eixo central da proposta se ancora em sua função histórica de resistência, identidade e religiosidade afro-brasileira, em um momento em que a intolerância religiosa e o apagamento da memória negra ainda são desafios concretos em muitos territórios. Outro diferencial é a ênfase em acessibilidade plena desde a concepção do projeto, contemplando acessibilidade física, comunicacional, metodológica e simbólica. A presença de consultoria especializada em acessibilidade e os recursos planejados (intérprete de Libras, audiodescrição, materiais em formato digital acessível, sinalização) reforçam o compromisso real com a inclusão, indo além do cumprimento formal do edital. Também é importante destacar que os membros da equipe proponente, incluindo a presidente Núbia Guimarães e os demais integrantes da diretoria, possuem vínculo direto com a cultura da Congada, sendo praticantes, mestres, músicos, cantores e organizadores de festas tradicionais, o que assegura à proposta não apenas competência técnica, mas legitimidade cultural e enraizamento social. Por fim, a proposta se coloca como uma ação estratégica de continuidade cultural, pois estimulará o surgimento de novos ternos, a revitalização dos cortejos e a formação de lideranças jovens que possam futuramente integrar os conselhos de cultura, propor novos projetos e dar seguimento ao movimento cultural em seus próprios territórios. Com isso, o projeto não se encerra em si, mas abre caminhos para políticas de futuro, com multiplicação de impactos e geração de memória, autoestima e pertencimento.

Especificação técnica

O projeto é composto por uma série de produtos culturais e pedagógicos interligados, com características técnicas planejadas para garantir qualidade, acessibilidade e adequação ao público-alvo. Os produtos resultam de um processo formativo de 12 meses e estão organizados da seguinte forma: 1. Ciclo de Oficinas Formativas Presenciais Duração total: 8 meses (março a outubro de 2026) Formato: Oficinas presenciais Frequência: 2 vezes por semana (média de 60 encontros) Duração de cada encontro: 2 horas Público estimado: 50 jovens entre 15 e 29 anos Local: Espaços acessíveis no Quilombo Córrego do Inhambu e periferias de Itumbiara Metodologia: Participativa, com base na educação popular, saberes tradicionais e pedagogia afrocentrada. Acessibilidade: Presença de intérprete de Libras em todos os encontros; uso de materiais acessíveis; linguagem inclusiva. Componentes temáticos das oficinas: *Prática musical da Congada (caixa, chocalho, canto litúrgico-popular) *Dança e expressão corporal afro-brasileira *Confecção artesanal de instrumentos e adereços rituais *Oralidade, memória e identidade afro-quilombola Equipamentos e materiais utilizados: *Instrumentos tradicionais (caixas, chocalhos) *Tecidos, tintas, madeira e materiais recicláveis para confecção *Apostilas impressas e digitais com conteúdos ilustrativos e interativos 2. Apostilas e Kit Formativo Acessível Público: 50 participantes Formato: Apostila impressa + versão digital acessível Paginação: 32 páginas, papel couchê fosco 90g, capa colorida 210g, grampeada Conteúdo: *História e simbologia da Congada *Ritmos e cantos afro-brasileiros *Passos básicos de dança *Técnicas de confecção de instrumentos *Leitura complementar com QR Codes para vídeos em Libras Acessibilidade: *Fonte ampliada *Diagramação limpa com contraste adequado *Versão em PDF compatível com leitores de tela *Audiodescrição em áudio disponível por QR Code Itens do kit: 1 apostila 1 instrumento artesanal (caixa ou chocalho, confeccionado nas oficinas) 1 ecobag com identidade visual do projeto 1 caneta e 1 caderno de anotações 1 marcador de página com trecho de canto tradicional 3. Mini-documentário Educativo Acessível Formato: Audiovisual Duração estimada: 15 a 20 minutos Resolução: Full HD (1080p) Gravação: Câmera digital profissional, microfones externos e captação com estabilidade Conteúdo: *Depoimentos de jovens participantes, mestres congadeiros, lideranças locais *Imagens das oficinas, bastidores, ensaios, evento de encerramento *Narrativa construída de forma poética e educativa Acessibilidade comunicacional: *Legendas descritivas (falas, trilha sonora, ruídos relevantes) *Tradução integral em Libras *Audiodescrição incorporada na versão final Distribuição: *Plataformas digitais (YouTube, redes sociais) *Envio gratuito para escolas e pontos de cultura da região *Disponibilização via link e QR Code nas apostilas e materiais impressos 4. Evento de Culminância Pública Formato: Apresentação cultural pública e gratuita Data: Novembro de 2026 Duração: 3 a 4 horas Local: Espaço público ou centro cultural acessível em Itumbiara ou Cachoeira Dourada Participantes: Jovens formados nas oficinas, mestres congadeiros e comunidade local Programação: *Cortejo congadeiro com instrumentos e estandartes *Apresentações de dança e canto tradicional *Exposição dos instrumentos e adereços confeccionados *Exibição do mini-documentário *Roda de conversa final com lideranças e juventude Estrutura técnica: *Palco com 6x4m, sonorização, iluminação básica, toldos de proteção solar *Espaço com rampas de acesso, banheiros adaptados, área para cadeirantes *Intérprete de Libras, audiodescrição ao vivo e sinalização tátil e visual Público estimado: 300 pessoas 5. Exposição Fotográfica Itinerante Formato: Galeria de fotos (impresso e digital) Conteúdo: Registros fotográficos das oficinas, bastidores, ensaios e apresentações Quantidade: 15 a 20 painéis fotográficos impressos em papel fotográfico fosco com moldura leve Tamanho: A3 (29,7 x 42 cm) Acessibilidade: *Legendas descritivas em fonte ampliada *QR Code para audiodescrição de cada painel Circulação prevista: *Escolas públicas, centros culturais, feiras comunitárias e eventos locais Disponibilização: *Versão digital da exposição será hospedada em página pública do projeto com navegação acessível Classificação Indicativa Todos os produtos e atividades têm classificação indicativa livre, sendo apropriados para públicos de todas as idades, com linguagem respeitosa, educativa e culturalmente afirmativa. Todos os produtos previstos respeitam as diretrizes de acessibilidade, democratização de acesso e valorização da diversidade, sendo elaborados com base nos princípios da cultura como direito. O projeto garante entrega cultural qualificada, sensível às realidades do público-alvo, com forte articulação entre memória, arte, formação e comunidade.

Acessibilidade

O projeto compreende a acessibilidade não como um adendo, mas como um eixo estruturante de sua concepção e execução, sendo planejado desde o início para garantir a participação plena, digna e autônoma de pessoas com deficiência — física, auditiva, visual, intelectual e com mobilidade reduzida — em todas as etapas do processo. Essa diretriz se alinha às exigências do Edital Programa Rouanet da Juventude. Acessibilidade Física Na fase de pré-produção, todos os espaços utilizados para oficinas, rodas de conversa, encontros formativos e evento de culminância serão criteriosamente escolhidos e, quando necessário, adaptados conforme as normas técnicas da ABNT NBR 9050, que trata da acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos. As ações previstas incluem: Instalação ou garantia prévia de rampas de acesso com inclinação adequada nos espaços de entrada e circulação interna; Banheiros adaptados com barras de apoio, espaço de giro e sinalização tátil e visual; Sinalização tátil no piso e visual nas portas para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual; Organização dos ambientes com espaço adequado para cadeirantes, tanto nas oficinas quanto no evento final; Garantia de acesso seguro a palcos e áreas de apresentação para mestres congadeiros ou participantes com mobilidade reduzida; Priorização de locais de realização que já tenham histórico de acolhimento a PCDs, como escolas públicas acessíveis ou centros culturais com estrutura inclusiva. Acessibilidade de Conteúdo O projeto será executado com um amplo compromisso de acessibilidade comunicacional e didático-pedagógica, garantindo que todo o conteúdo formativo, artístico e audiovisual seja plenamente acessível a pessoas com deficiência visual, auditiva ou com dificuldades de leitura e escrita. Entre as medidas adotadas: Intérprete de Libras presencial durante todas as oficinas, rodas de conversa e evento de culminância, assegurando a participação ativa da comunidade surda em todos os momentos do projeto; Audiodescrição aplicada nos principais registros audiovisuais do projeto — incluindo oficinas, bastidores e apresentações culturais —, com narração descritiva de elementos visuais, expressões e contextos, possibilitando a compreensão plena por parte de pessoas cegas ou com baixa visão; Legendas descritivas em todo conteúdo audiovisual, incluindo identificação de falas, ambientações sonoras e efeitos visuais, atendendo tanto pessoas surdas quanto pessoas com dificuldade de processamento auditivo; Materiais didáticos acessíveis: as apostilas e conteúdos pedagógicos produzidos serão disponibilizados em: Formato digital compatível com leitores de tela; Versões com fonte ampliada para baixa visão; Arquivos em PDF acessível e com estrutura lógica de navegação por teclado; Vídeos complementares com tradução em Libras e QR Codes nos materiais impressos que direcionam a esses conteúdos; Visitas sensoriais guiadas durante o evento final, com foco em experiências multissensoriais para o público com deficiência visual e intelectual; Descrição oral contextualizada durante os cortejos e apresentações públicas. Transmissões Online com Acessibilidade Parte das oficinas e o evento de culminância serão transmitidos ao vivo pelas redes sociais do projeto, com recursos como: Janela de intérprete de Libras ao vivo; Inserção de legendas automáticas corrigidas; Introdução e encerramento com narração acessível (voz-guia); Plataforma de transmissão com compatibilidade com leitores de tela e navegadores acessíveis. Compromisso com a Inclusão Real A equipe do projeto contará com um(a) consultor(a) de acessibilidade, que atuará na orientação técnica desde a fase de planejamento, garantindo que todas as ações sejam adequadas às necessidades específicas do público. O orçamento prevê custos exclusivos para acessibilidade, demonstrando o compromisso concreto com essa dimensão. Todas as ações de acessibilidade serão implementadas de forma transversal ao projeto — não como apêndices, mas como parte integrante da concepção pedagógica, cultural e comunitária da proposta. Assim, asseguramos que pessoas com deficiência possam não apenas acessar, mas também protagonizar as experiências formativas e artísticas propostas.

Democratização do acesso

A proposta assume a democratização do acesso como um valor central e transversal, compreendendo que o acesso à cultura vai além da gratuidade — exigindo também inclusão territorial, étnico-racial, pedagógica, física e comunicacional. O Edital Programa Rouanet da Juventude, o projeto foi planejado para alcançar jovens que historicamente têm seus direitos culturais negados: jovens negros, quilombolas, moradores de periferias e territórios rurais invisibilizados. Todas as atividades do projeto serão 100% gratuitas e abertas ao público, desde as oficinas formativas até o evento final de culminância. A seleção dos jovens será feita a partir de um processo simples, inclusivo e comunitário, com apoio de escolas públicas, lideranças locais, associações quilombolas e agentes de saúde. O projeto será divulgado por meio de rádios comunitárias, cartazes, redes sociais e convites diretos às famílias, priorizando uma comunicação afetiva e territorializada. As oficinas práticas de música, dança, oralidade e confecção de instrumentos ocorrerão duas vezes por semana, durante 8 meses, em espaços públicos e comunitários do quilombo e bairros periféricos de Itumbiara e Cachoeira Dourada. A escolha dos locais obedecerá critérios de acessibilidade física, segurança e proximidade com o público-alvo, evitando deslocamentos onerosos e garantindo a permanência dos participantes. Para garantir a participação plena, todos os jovens receberão kits formativos completos e acessíveis, contendo instrumentos artesanais (caixa ou chocalho), apostilas ilustradas com conteúdo pedagógico sobre a Congada, material de escrita, ecobags e links para conteúdos digitais em Libras e áudio. Os kits serão distribuídos no início do ciclo formativo, sem custos, com previsão de reabastecimento pontual em casos de desgaste ou extravio. As apostilas também serão disponibilizadas online, em formato PDF acessível e com leitura em voz sintética, ampliando o acesso para além dos participantes diretos. Além das turmas fixas de formação, o projeto promoverá mini-oficinas abertas à comunidade, com duração de 2 horas, voltadas para familiares, idosos e crianças da comunidade. Essas oficinas terão temáticas introdutórias (como “introdução à Congada”, “dança livre afro-brasileira” ou “produção de adereços”) e funcionarão como portas de entrada para novos públicos, estimulando o envolvimento familiar e intergeracional. Serão ao menos 4 mini-oficinas abertas durante a execução do projeto. O projeto também prevê a realização de ensaios abertos mensais, nos quais os jovens participantes poderão apresentar trechos do conteúdo aprendido, promovendo um clima festivo, de reconhecimento público e pertencimento comunitário. Os ensaios funcionarão como momentos de socialização e aquecimento para o evento de culminância, ampliando o alcance das ações e gerando engajamento progressivo. O evento final de encerramento será realizado em praça pública ou centro cultural acessível, com estrutura adaptada: palco com rampa de acesso, banheiros acessíveis, área reservada para cadeirantes, sinalização tátil e visual, intérprete de Libras presente em todas as apresentações e audiodescrição ao vivo para pessoas com deficiência visual. O evento será amplamente divulgado e não exigirá inscrição ou ingresso, funcionando como uma grande festa pública de valorização da juventude quilombola. Para ampliar ainda mais o alcance territorial e comunicacional, o projeto irá realizar transmissões ao vivo de algumas oficinas e do evento de culminância, por meio de plataformas como YouTube e Facebook, com inserção de legendas descritivas, janela de Libras e descrição sonora. As gravações serão posteriormente editadas e transformadas em um mini-documentário acessível, disponibilizado gratuitamente nas redes sociais do projeto, nas escolas públicas da região e em canais institucionais. Além disso, o projeto contará com a presença de consultor(a) de acessibilidade desde a pré-produção, assegurando que todos os conteúdos, espaços e produtos estejam em conformidade com os princípios da acessibilidade universal. Os custos dessa consultoria estão previstos no orçamento, reforçando o compromisso real e estruturado com a inclusão. Em todas essas ações, a democratização do acesso é pensada não apenas como inclusão passiva, mas como construção ativa de pertencimento e cidadania cultural. O projeto reconhece que muitos jovens da região não apenas estão afastados dos equipamentos culturais — eles muitas vezes nunca foram convidados a ocupar o centro do palco de forma legítima. Este projeto existe para reverter essa lógica.

Ficha técnica

A Associação Quilombola Córrego do Inhambu, proponente deste projeto, será responsável por toda a coordenação geral e articulação comunitária do projeto “Jovens Guardiões da Congada”. Com forte atuação no município de Cachoeira Dourada (GO) e reconhecimento da Fundação Cultural Palmares, a associação é a principal entidade representativa da comunidade quilombola local e possui experiência na realização de atividades culturais, religiosas e sociais vinculadas à tradição da Congada, à identidade afro-brasileira e ao fortalecimento da juventude quilombola. Associação Quilombola Córrego do InhambuCNPJ: 28.553.020/0001-09Presidente: Núbia Cristina Teodoro GuimarãesTelefone: (64) 9 9265-2217E-mail: nubiastj@gmail.com A dirigente da instituição, Núbia Cristina Teodoro Guimarães, atuará diretamente na coordenação executiva e mobilização do público-alvo, participando ativamente da seleção dos jovens, articulação com mestres congadeiros, mediação com parceiros locais e supervisão da execução pedagógica e cultural das oficinas. Currículo Resumido – Núbia Cristina Teodoro Guimarães (Coordenadora Geral) Pedagoga, educadora popular, ex-conselheira tutelar e ativista do movimento negro, é presidente da Associação Quilombola Córrego do Inhambu e líder do Terno de Congada Moçambique Rosa Branca. Atua há mais de 10 anos na articulação de ações voltadas para cultura afro-brasileira, juventude quilombola e combate à intolerância religiosa. É também vice-presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher de Itumbiara e presidente do Movimento Negro do PDT na cidade. Sua trajetória inclui organização de festas tradicionais, leilões comunitários, ações de formação e entrega de cestas quilombolas, entre outras iniciativas de impacto social e cultural. Responde pela mobilização local, representação institucional e coordenação das ações de campo no projeto. Paulo Sérgio Martins Franco dos Santos – Vice-presidente / Articulador Cultural Morador histórico da comunidade, com atuação destacada nas festividades religiosas e culturais do quilombo. Participa há mais de uma década dos movimentos de Congada, tendo atuado em cortejos e na organização de festas em louvor a São Benedito e Nossa Senhora do Rosário. No projeto, será responsável pela articulação com mestres congadeiros, apoio na logística dos encontros e na integração das famílias da comunidade. Wendel Martins Peres – 1º Secretário / Responsável pelo Registro e Documentação Secretário da associação, com ampla experiência em organização documental e registro de reuniões e ações institucionais. No projeto, atuará no apoio às atividades administrativas e será responsável pelo registro sistemático das atividades formativas, elaboração de atas, apoio aos relatórios técnicos e interface com o consultor de acessibilidade para a produção de conteúdo acessível. Wesley Franco dos Santos – 1º Tesoureiro / Apoio à Gestão Financeira e Logística Tesoureiro da associação, com atuação direta em ações de arrecadação, leilões comunitários e festividades tradicionais. Reconhecido por sua dedicação à manutenção da cultura local e apoio logístico às famílias quilombolas. No projeto, será responsável por apoiar o controle financeiro, zelar pelo cumprimento orçamentário e colaborar com a organização das oficinas e do evento final.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (1)
Cachoeira Dourada Goiás