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O projeto visa capacitar jovens de 15 a 29 anos, prioritariamente em situação de vulnerabilidade social, para a valorização, proteção e difusão das culturas tradicionais e populares brasileiras. Fortalece o protagonismo juvenil e o respeito às práticas ancestrais de comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, reconhecendo mestres e mestras como guardiões de saberes e modos de vida sustentáveis. As ações formativas promovem escuta ativa, troca intergeracional e aprendizado situado, assegurando a continuidade dessas expressões como patrimônio imaterial vivo. O projeto também busca fortalecer redes comunitárias, valorizar os territórios como espaços de criação e memória, e incentivar lideranças locais na formação de agentes culturais multiplicadores, ampliando a autonomia e a valorização das expressões culturais na região.
Este projeto visa promover e proteger a diversidade das culturas tradicionais e populares brasileiras, com ênfase nas comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas do município de Oriximiná, Pará. Através de uma série de atividades, como oficinas, palestras, apresentações culturais e registros audiovisuais, o projeto busca fortalecer a identidade cultural e proporcionar a transmissão desses saberes entre gerações. Com isso, o projeto também visa motivar e encorajar outras lideranças comunitárias a reconhecerem o valor de seus próprios patrimônios culturais, despertando o interesse pela preservação e dinamização de suas tradições. A partir da formação de agentes culturais locais, pretende-se criar uma rede de multiplicadores que levarão os conhecimentos adquiridos para suas comunidades de origem, promovendo a replicação das ações e o fortalecimento de outras iniciativas semelhantes em diferentes territórios. Assim, o projeto se propõe a ser um catalisador para a valorização cultural em toda a região, estimulando a autonomia das comunidades na gestão de seus próprios processos de salvaguarda cultural e ampliando o alcance de suas expressões identitárias. 1. OFICINA / CAPACITAÇÃO – PATRIMÔNIO CULTURAL Área: Patrimônio Cultural Segmento: Ações de Educação Patrimonial Produto Principal: Sim Classificação Indicativa: Livre Este módulo promove ações de educação patrimonial voltadas ao reconhecimento, valorização e salvaguarda de saberes e práticas tradicionais das comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Por meio da escuta ativa e do contato com mestres e mestras dos saberes, os participantes serão inseridos em dinâmicas que abordam oralidade, territorialidade, modos de fazer, festas, cultos e celebrações. As atividades valorizam o patrimônio imaterial e promovem o fortalecimento da identidade coletiva. 2. OFICINA / CAPACITAÇÃO – ARTES CÊNICAS Área: Artes Cênicas Segmento: Empreendimentos em Ações Educativo-Culturais / Capacitação / Treinamento Produto Principal: Não Classificação Indicativa: Livre Oficinas práticas e teóricas voltadas ao desenvolvimento da expressão corporal e teatral, com ênfase em narrativas orais, danças tradicionais, encenações populares e jogos dramáticos. O foco está na relação entre as manifestações cênicas e os contextos culturais de origem, respeitando os ritos e a simbologia das comunidades participantes. O conteúdo é ministrado com apoio de mestres locais, promovendo o protagonismo e a autonomia criativa dos jovens. 3. OFICINA / CAPACITAÇÃO – MÚSICA Área: Música Segmento: Empreendimentos em Ações Educativo-Culturais / Capacitação / Treinamento Produto Principal: Não Classificação Indicativa: Livre Oficinas voltadas à vivência musical com ênfase nas práticas tradicionais: cantos, toadas, ladainhas, batuques, marabaixo, carimbó, entre outros ritmos e estilos. As atividades envolvem construção de instrumentos com materiais naturais, percussão corporal e estudo dos contextos de uso da música nas celebrações e no cotidiano das comunidades. A música é tratada como meio de expressão cultural, memória e resistência. 4. Exposição Cultural / de Artes Área: Artes Integradas Segmento: Difusão de acervos e conteúdos audiovisuais em diversos meios/suportes Produto Principal: Não Classificação Indicativa: Livre Oficina com apresentações artisticas de encerramento do projeto, composta por registros documentais das oficinas, entrevistas com mestres e jovens participantes, depoimentos e cenas do processo formativo. A Mostra será aberta ao público, com exibições presenciais e online, acessíveis com recursos de acessibilidade comunicacional (legendagem, audiodescrição, Libras). Representa um momento de celebração, devolutiva pública e valorização dos territórios e de seus saberes ancestrais. 5. MODERNIZAÇÃO E APARELHAGEM DE ESPAÇOS CULTURAIS E EQUIPAGEM PARA MANUTENÇÃO DE ACERVOS CULTURAIS Área: Audiovisual Segmento: Restauração / Preservação de acervos audiovisuais Produto Principal: Não Classificação Indicativa: Não se aplica A proposta contempla a modernização de espaços de uso coletivo vinculados às ações do projeto, com aquisição de equipamentos de captação de som e imagem, computadores, mobiliário e itens de preservação e digitalização de registros audiovisuais e documentais das práticas culturais locais. Essa estrutura garantirá continuidade das ações e a conservação da memória coletiva como bem de valor histórico e social.
Objetivo Geral O objetivo desse projeto é promover a capacitação de jovens entre 15 e 29 anos, com atenção especial àqueles em situação de vulnerabilidade social, como forma de fortalecer a promoção, valorização e proteção da diversidade de culturas tradicionais e populares que compõem a identidade plural do povo brasileiro. O projeto será desenvolvido para comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas localizadas no município de Oriximiná, no estado do Pará — territórios profundamente marcados por expressões culturais ancestrais, mas também atravessados por processos históricos de invisibilização, desigualdade e ausência de políticas públicas culturais estruturantes. Frente aos impactos da globalização, ao crescente êxodo juvenil, à desvalorização dos saberes populares e à transmissão oral cada vez mais fragilizada, a iniciativa visa mitigar a perda progressiva de conhecimentos, práticas e modos de vida sustentáveis construídos por gerações. Para isso, propõe a criação de um espaço formativo contínuo e sensível, onde os jovens possam se reconhecer como herdeiros e protagonistas dessas tradições, dialogando diretamente com mestres e mestras da cultura local — reconhecidos como guardiões da memória, da oralidade e das identidades coletivas. Ao promover o encontro entre gerações e valorizar o conhecimento comunitário, o projeto pretende desenvolver habilidades sociais, técnicas e políticas nos jovens, estimulando sua atuação como agentes multiplicadores e defensores do patrimônio imaterial na cidade de Oriximiná - PARÁ. Busca-se, assim, garantir a permanência e a ressignificação das expressões culturais, não apenas como forma de resistência e afirmação identitária, mas também como estratégia para o desenvolvimento sustentável, solidário e enraizado das comunidades envolvidas. O projeto também visa motivar e encorajar outras lideranças comunitárias a reconhecerem o valor de seus próprios patrimônios culturais, despertando o interesse pela preservação e dinamização de suas tradições. A partir da formação de agentes culturais locais, pretende-se criar uma rede de multiplicadores que levarão os conhecimentos adquiridos para suas comunidades de origem, promovendo a replicação das ações e o fortalecimento de outras iniciativas semelhantes em diferentes territórios. Assim, o projeto se propõe a ser um catalisador para a valorização cultural em toda a região, estimulando a autonomia das comunidades na gestão de seus próprios processos de salvaguarda cultural e ampliando o alcance de suas expressões identitárias Objetivo específico: 1. Desenvolver ações de educação cultural por meio de oficinas voltadas à valorização das culturas tradicionais e populares.Promover atividades formativas que contribuam para o reconhecimento, a valorização e a preservação de saberes, fazeres e expressões culturais que compõem o patrimônio imaterial das comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Tais ações se fundamentam nos princípios estabelecidos pela Constituição Federal (Art. 215 e 216), que garante o direito à cultura e à proteção das manifestações culturais, e na Lei nº 13.278/2016, que institui a Política Nacional de Cultura Viva, reconhecendo e apoiando iniciativas culturais da sociedade civil. As oficinas seguem também as diretrizes do Plano Nacional de Cultura (Meta 4), que propõe garantir o direito à cultura como dimensão fundamental da cidadania e fomentar a diversidade cultural. 2. Oferecer oficinas na área de Artes Cênicas, com foco em teatro popular, contação de histórias e narrativas orais.Realizar atividades formativas que dialoguem com os modos de expressão cênica presentes nas culturas locais, estimulando a prática do teatro comunitário, performances de oralidade, dramatizações baseadas em histórias tradicionais e encenações populares. A proposta respeita os princípios da diversidade cultural (Lei nº 13.018/2014 _ Política Nacional de Cultura Viva) e promove a fruição artística como direito, conforme a Lei Rouanet (Art. 1º, inciso III e Art. 3º, inciso I), ao estimular a criação e o acesso a conteúdos que reflitam os repertórios simbólicos de seus territórios de origem. 3. Proporcionar oficinas na área da Música, baseadas em repertórios tradicionais e práticas coletivas.Promover atividades formativas que envolvam o aprendizado de práticas musicais tradicionais, como toadas, cantos de trabalho, ritmos percussivos, marabaixos, lundus, entre outras expressões orais-musicais, respeitando os modos de transmissão entre mestres e aprendizes. A ação se articula ao conceito de patrimônio oral, conforme reconhecido pela Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO (2003), e contribui para o fortalecimento das expressões musicais como instrumentos de identidade e continuidade cultural. A música é compreendida não apenas como linguagem artística, mas como tecnologia ancestral de conexão coletiva. 4. Exposição Cultural / de Artes com exibição pública dos registros e produções do projeto.Realizar oficinas com exibição gratuita de registros audiovisuais produzidos ao longo do projeto, entrevistas e rodas de conversa com mestres e mestras dos saberes, e registros das expressões culturais locais, incluindo documentários e vídeos das oficinas. O evento será aberto ao público e também disponibilizado online com recursos de acessibilidade. Esta ação está alinhada ao Art. 3º, inciso IV da Lei Rouanet, que incentiva a difusão de acervos culturais por diferentes meios e suportes, e contribui para o cumprimento das metas 6 e 18 do Plano Nacional de Cultura, que tratam da ampliação do acesso aos bens culturais e da valorização da produção audiovisual regional e comunitária. 5. Modernizar e Aparelhar Espaços Culturais e Equipamentos para Manutenção de Acervos Culturais. Promover a modernização e o aparelhamento dos espaços culturais das comunidades envolvidas, proporcionando infraestrutura adequada para a realização de atividades culturais, como oficinas, apresentações e exposições. Ações como a instalação de sistemas de áudio, iluminação, projeção e mobiliário funcional serão implementadas para garantir que os espaços se tornem centros dinâmicos de expressão cultural. Além disso, serão adquiridos equipamentos especializados para a conservação de acervos culturais, incluindo tecnologias de climatização e sistemas de armazenamento, visando preservar o patrimônio material e imaterial das comunidades. A manutenção desses espaços e acervos será acompanhada de ações de capacitação, assegurando o uso correto e a preservação a longo prazo dos bens culturais, ampliando o acesso e a visibilidade das culturas locais.
As leis de incentivo à cultura representam instrumentos fundamentais para o fortalecimento da produção cultural brasileira, permitindo que a arte e os patrimônios imateriais estejam acessíveis a um número cada vez maior de pessoas. Elas contribuem não apenas para a fruição cultural da sociedade, mas também fomentam processos de criação, inovação artística, inclusão sociocultural e valorização das expressões identitárias do povo brasileiro. No contexto das culturas tradicionais e populares — especialmente aquelas presentes em comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas —, o investimento em ações formativas torna-se ainda mais urgente. A ausência histórica de políticas públicas consistentes para esses territórios exige estratégias comprometidas com a reparação social, o reconhecimento de direitos culturais e a proteção dos modos de vida ancestrais. Dessa forma, é essencial que artistas, produtores culturais, organizações da sociedade civil e coletivos territoriais se articulem e proponham ações educativas e de formação cultural que assegurem a preservação e a valorização desses saberes, como parte integrante do patrimônio cultural brasileiro. A presente proposta está amparada no inciso do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, bem como no Art. 3º da referida norma, ao prever a realização de oficinas de caráter cultural e artístico voltadas à formação e ao aperfeiçoamento de jovens e profissionais da área da cultura. Também se alinha a projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos, com previsão de concessão de bolsa-auxílio a jovens estudantes participantes, garantindo acesso, permanência e dignidade durante o processo formativo. Com duração de 12 meses (de 01 de janeiro a 31 de dezembro de 2026), este projeto tem como objetivo geral promover a capacitação de 100 jovens, com idades entre 18 e 29 anos, oriundos de contextos de vulnerabilidade social e pertencentes a comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, localizadas em regiões de alta riqueza cultural e baixa visibilidade institucional. As oficinas formativas irão abordar temas como oralidade, identidade, corporeidade, práticas ancestrais, cultura alimentar, arte popular, gestão cultural comunitária e produção de conteúdos digitais para difusão cultural. Entendemos que, para além da formação técnica e artística, é necessário fomentar processos educativos que possibilitem o fortalecimento das subjetividades e a consciência crítica da juventude, contribuindo para o desenvolvimento de habilidades socioemocionais como empatia, resiliência, pensamento crítico, capacidade de articulação, escuta ativa e expressão comunicativa. Tais habilidades são essenciais para que os jovens reconheçam suas próprias vozes como protagonistas da transformação de seus territórios e da sociedade. Ao criar espaços de escuta, troca e aprendizado, esta iniciativa estimula a participação política e social da juventude, ao mesmo tempo que preserva e atualiza os saberes e práticas tradicionais. Valorizar a cultura local, suas expressões artísticas e modos de vida é também uma forma de resistência simbólica frente aos processos de apagamento cultural e homogeneização. Os jovens de hoje demandam visibilidade, representatividade e reconhecimento em todas as esferas sociais — e, sobretudo, querem ser parte ativa da construção de um Brasil plural, justo e com identidade própria. Vale a pena ressaltar também que a modernização da Associação Amazônica Tambor na Mata, assim como dos espaços culturais das comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas, é essencial para garantir a preservação do patrimônio local. Através de infraestrutura adequada para atividades culturais e equipamentos para conservação de acervos, busca-se fortalecer a visibilidade e o acesso às culturas tradicionais, assegurando sua continuidade e valorização.
A Associação Amazônica Tambor na Mata é uma entidade cultural e social que nasceu em 2008 com o projeto "Tambor na Mata" , com o objetivo de promover e preservar as tradições culturais das comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas da região de Oriximiná, no estado do Pará. Em 2018 tornou-se uma Associação jurídica de fato, e tem se destacado pela sua atuação em diversas áreas, principalmente no que tange à valorização da cultura local e à defesa dos direitos territoriais dessas comunidades tradicionais. A Associação foi criada por um grupo de pessoas que, como Raiza Freitas atual presidente, e Benedita Lobato sua ex-presidente, se identificavam com as causas culturais e socioambientais e viam na coletividade uma forma de fortalecer o movimento cultural da região. O nome "Tambor na Mata" faz referência a um dos mais importantes instrumentos da música tradicional da Amazônia, o atabaque, que simboliza a conexão entre as pessoas e a natureza, além de ser um símbolo da resistência cultural das comunidades. Missão e VisãoA missão da Associação é garantir a preservação e promoção das culturas tradicionais, por meio de atividades culturais e educativas que incentivem a transmissão de saberes ancestrais e o fortalecimento das identidades culturais de comunidades que, ao longo dos anos, têm enfrentado desafios socioeconômicos e ambientais, tais como a destruição de seus territórios e a invisibilidade social. A visão da Associação é criar um espaço de troca de saberes, onde mestres e mestras das comunidades tradicionais possam transmitir seus conhecimentos para as gerações mais jovens, garantindo que a cultura amazônica continue a florescer por muitos anos, preservando as raízes culturais e os valores ambientais que representam a identidade da região. Atuação da AssociaçãoDesde sua criação, a Associação Amazônica Tambor na Mata tem se envolvido ativamente em diversas iniciativas de grande impacto social e cultural. Entre os projetos realizados, destacam-se: Gestão de Oficinas de Artes Integradas: Através dessas oficinas, realizadas em parceria com mestres das comunidades locais, a Associação tem oferecido aos jovens e adultos de Oriximiná a oportunidade de aprender sobre danças, músicas, culinária e artesanato tradicionais.Seminários sobre Territórios Quilombolas: A Associação tem sido uma das principais responsáveis pela promoção de seminários e encontros sobre os direitos territoriais das comunidades quilombolas de Oriximiná. Esses eventos visam discutir a preservação dos territórios e a importância de garantir a segurança jurídica das terras dessas comunidades.Fomento à Cultura Regional: A Associação também realiza diversos eventos culturais, como festivais e mostras de artes, que valorizam os produtos culturais autênticos da região amazônica. Tais eventos têm como objetivo integrar a comunidade local e atrair visitantes de outras regiões, promovendo o turismo cultural e o fortalecimento da economia local.Projetos Socioambientais: Além das ações culturais, a Associação tem se empenhado na promoção da sustentabilidade ambiental e na defesa dos direitos das populações ribeirinhas e quilombolas. Isso inclui iniciativas de educação ambiental, recuperação de áreas degradadas e promoção de práticas agrícolas sustentáveis.Reconhecimento e ImpactoA Associação Amazônica Tambor na Mata tem sido amplamente reconhecida por sua atuação exemplar em defesa da cultura e dos direitos das comunidades tradicionais. Seu trabalho tem contribuído para fortalecer a identidade cultural de Oriximiná, garantindo que as gerações mais jovens conheçam e preservem os saberes de seus antepassados, enquanto também se capacitam para um futuro melhor. Por meio de suas atividades, a Associação tem impactado positivamente a vida de centenas de pessoas, especialmente de jovens de comunidades periféricas e de difícil acesso. A promoção da igualdade de oportunidades e o acesso a conhecimentos tradicionais e formação profissional têm sido pilares centrais da atuação da Associação. Parcerias e ColaboraçõesAo longo dos anos, a Associação tem estabelecido parcerias com instituições públicas e privadas, assim como com outras organizações da sociedade civil que compartilham os mesmos objetivos de preservação cultural e de promoção da justiça social. A Associação também tem se destacado na construção de redes de colaboração interinstitucionais, buscando sempre recursos para apoiar seus projetos e ampliar seu alcance. A Associação Amazônica Tambor na Mata é, portanto, uma referência na luta pela preservação das culturas tradicionais e pela valorização da identidade cultural de Oriximiná, Pará. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com as comunidades, pela promoção de uma educação intercultural e pelo fortalecimento das práticas culturais e ambientais que formam a base da vida nas comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas da região. A execução deste projeto proporcionará a continuidade desse trabalho essencial, garantindo que as futuras gerações se sintam conectadas às suas raízes e possam contribuir para a preservação do patrimônio cultural da Amazônia.
1. OFICINA / CAPACITAÇÃO – PATRIMÔNIO CULTURAL Área: Patrimônio Cultural Produto Principal: Sim Duração: 8 meses (Abril a Novembro de 2026) Carga Horária: 48 horas (3h por Oficina - 2 Oficinas ao mês) Público-alvo: Jovens de 18 a 29 anos de comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. Metodologia: Oficinas participativas com mestres e mestras dos saberesAtividades práticas e rodas de conversaVivências comunitárias e imersões em territórios Material Didático: Cartilhas de apoio, cadernos de campo, kits com materiais locais Projeto Pedagógico: Fundado nos princípios da Educação Popular e na Educação Patrimonial (conforme Art. 216 da Constituição Federal e Decreto nº 3.551/2000), com foco no fortalecimento identitário e na salvaguarda do patrimônio imaterial. 2. OFICINA / CAPACITAÇÃO – ARTES CÊNICAS Área: Artes Cênicas Produto Principal: Não Duração: 4 meses (Abril a Julho de 2026) Carga Horária: 48 horas por turma (3h/semanais) Metodologia: Jogos dramáticos e improvisaçãoEstudos de cena baseados em manifestações tradicionaisCriação de cenas coletivas com elementos simbólicos das comunidades Material Didático: Figurinos tradicionais, adereços, instrumentos e textos adaptados Projeto Pedagógico: Abordagem etnocênica voltada à cultura popular, com base em Paulo Freire e Viola Spolin, aliando expressão corporal, oralidade e memória cultural. 3. OFICINA / CAPACITAÇÃO – MÚSICA Área: Música Produto Principal: Não Duração: 4 meses (Agosto a Novembro de 2026) Carga Horária: 48 horas por turma (3h/semanais) Metodologia: Prática de cantos e ritmos tradicionaisConstrução de instrumentos com elementos naturaisVivência de rodas musicais, ladainhas, batuques Material Didático: Instrumentos percussivos, gravações, cancioneiro tradicional Projeto Pedagógico: Educação musical com base em práticas orais e coletivas, centrada na escuta, no ritmo comunitário e na contextualização sociocultural da música, conforme diretrizes da BNCC e da Lei 11.769/2008 (Educação Musical na Educação Básica). 4. Exposição Cultural / de Artes Produto Principal: Não Duração: 2 dias (Segunda semana de novembro de 2026) Formato: Presencial e online (transmissão ao vivo e em plataformas digitais) Programação: Exibição de vídeos (documentários curtos de 5 a 10 minutos)Roda de conversa com mestres e participantesSessão de encerramento com apresentação artística Material Técnico: Projetor, telão, caixas de som, microfones, equipamentos de acessibilidade (intérprete de Libras, legendas, audiodescrição) Projeto Pedagógico: A mostra integra as práticas formativas ao processo de devolutiva pública, promovendo a democratização do acesso e o reconhecimento dos jovens e mestres como produtores de conteúdo cultural. 5. MODERNIZAÇÃO E APARELHAGEM DE ESPAÇOS CULTURAIS E EQUIPAGEM PARA MANUTENÇÃO DE ACERVOS CULTURAIS Área: Audiovisual Produto Principal: Não Período de Execução: a Julho de 2026 Especificações Técnicas: Equipamentos: computadores, HDs externos, câmeras, microfones, projetores. Estrutura física: Climatizadoras, armários, bancadas de trabalho. Software: programas de edição e catalogação de arquivos digitais Finalidade: Registro, armazenamento e difusão dos acervos produzidos nas oficinas e preservação de documentos audiovisuais das culturas tradicionais. Projeto Pedagógico: Sustentado pela Política Nacional de Arquivos (Lei nº 8.159/1991) e pelas diretrizes do Sistema Nacional de Cultura, com vistas à preservação da memória e apoio à autonomia dos territórios culturais.
O projeto já conta com espaços adequados para a realização das atividades propostas, incluindo áreas com acessibilidade física garantida, como rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização visual. Esses ambientes oferecem conforto e segurança para todos os participantes, inclusive pessoas com deficiência. Para os espaços que ainda necessitam de melhorias, serão feitas as adaptações necessárias com base nos itens previstos no orçamento do projeto. Essas adequações garantirão que todas as ações ocorram de forma inclusiva, respeitando os princípios de acessibilidade e atendendo às necessidades do público envolvido. 1. OFICINA / CAPACITAÇÃO – PATRIMÔNIO CULTURAL Acessibilidade Física: O espaço onde a oficina será realizada conta com rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização visual. As áreas são amplas e organizadas para facilitar a circulação de todos os participantes, inclusive pessoas com deficiência. Acessibilidade de Conteúdo: As oficinas terão tradução em Libras e audiodescrição para garantir que pessoas com deficiência auditiva ou visual possam acompanhar todo o conteúdo. Os materiais informativos também estarão disponíveis em formatos acessíveis. 2. OFICINA / CAPACITAÇÃO – ARTES CÊNICAS Acessibilidade Física: As oficinas acontecerão em locais acessíveis, com rampas e banheiros adaptados, garantindo conforto e segurança para todas as pessoas, inclusive com deficiência. Acessibilidade de Conteúdo: Haverá interpretação em Libras e audiodescrição durante ensaios e apresentações. Os materiais usados nas oficinas serão preparados de forma acessível para facilitar a participação de todos. 3. OFICINA / CAPACITAÇÃO – MÚSICA Acessibilidade Física: As oficinas de música serão realizadas em espaços adaptados, com rampas e banheiros acessíveis, para atender bem a todas as pessoas. Acessibilidade de Conteúdo: Teremos interpretação em Libras e materiais adaptados para participantes com deficiência auditiva ou visual. Também serão utilizados recursos táteis e sensoriais que possibilitam outras formas de sentir a música. 4. EXPOSIÇÃO CULTURAL / DE ARTES Acessibilidade Física: As exposições ocorrerão em espaços acessíveis, com rampas, banheiros adaptados e apoio para a locomoção de pessoas com deficiência. Acessibilidade de Conteúdo: As exibições contarão com tradução em Libras e audiodescrição. Também serão organizadas visitas sensoriais que permitem o contato direto com os objetos e obras, facilitando a compreensão do conteúdo por pessoas com deficiência visual. 5. MODERNIZAÇÃO E APARELHAGEM DE ESPAÇOS CULTURAIS E EQUIPAGEM PARA MANUTENÇÃO DE ACERVOS CULTURAIS Acessibilidade Física: Os espaços culturais serão adaptados para garantir acessibilidade, com rampas de acesso, banheiros adequados e sinalização visual. Tudo será planejado para oferecer conforto e mobilidade a todas as pessoas, inclusive aquelas com deficiência. Acessibilidade de Conteúdo: O acervo cultural, físico e digital, contará com recursos de audiodescrição, Libras e legendas, permitindo que pessoas com deficiência visual ou auditiva tenham acesso completo ao conteúdo. Dessa forma, promoveremos a inclusão e a participação de todos.
1. Forma de Distribuição e Comercialização dos Produtos Nossa associação está completamente preparada para garantir o acesso inclusivo e a distribuição de nossos produtos culturais a todos, sem exceção. Já implementamos ações que asseguram que nenhum público seja excluído, com especial atenção às comunidades em situação de vulnerabilidade social. Todos os produtos e atividades do projeto serão disponibilizados de forma acessível, considerando as diversidades sociais, econômicas e geográficas. Distribuição dos Produtos: Oficinas: As inscrições estão abertas a todos, com especial atenção aos jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social, oriundos de comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas. A distribuição das vagas é feita por meio de inscrições acessíveis, levando em conta a diversidade social e regional. Além disso, nossas instalações já estão adaptadas para garantir acessibilidade física e de conteúdo a todos os participantes.Produções Audiovisuais e Culturais: As produções geradas nas capacitações, como vídeos, documentários e palestras, serão disponibilizadas gratuitamente nas principais plataformas digitais, como YouTube, Instagram. Essa distribuição online permite que o conteúdo chegue a públicos distantes, sem restrições geográficas, garantindo a democratização do acesso.Exposições e Apresentações Culturais: As exposições e apresentações acontecerão em espaços públicos acessíveis e com entrada gratuita. A prioridade será dada a regiões periféricas, muitas vezes carentes de acesso à cultura, garantindo que todos possam participar sem limitações financeiras.Produtos Informativos: Todos os materiais pedagógicos serão disponibilizados em formatos digitais e impressos, com versões em Braille e adaptados para deficientes auditivos e visuais. Estes materiais serão distribuídos gratuitamente para participantes e o público em geral, com foco em locais de maior concentração de jovens e comunidades tradicionais. 2. Medidas de Ampliação de Acesso Com o objetivo de ampliar ainda mais o alcance e a inclusão, adotamos uma série de medidas que garantem a participação de todos, sem exceções. Nossa infraestrutura já está adaptada para receber pessoas com deficiência, e continuamos a melhorar nossa oferta de acessibilidade. Ensaios Abertos: Realizaremos ensaios abertos ao público, onde será possível acompanhar de perto o processo criativo e as atividades de formação. Esses ensaios contarão com recursos de acessibilidade como interpretação em Libras, audiodescrição e outras ferramentas para garantir a plena inclusão.Oficinas Paralelas e Oficinas de Imersão: Além das oficinas principais, oferecemos oficinas paralelas para diferentes públicos, incluindo crianças, adolescentes, familiares dos participantes e o público geral. Essas atividades ocorrerão em locais de fácil acesso, e todas as oficinas terão uma abordagem inclusiva, respeitando as necessidades de cada participante.Transmissões ao Vivo pela Internet: Para garantir o máximo alcance, todas as atividades principais, como oficinas e exposições, serão transmitidas ao vivo pela internet. Através de plataformas de streaming, redes sociais e nosso site, qualquer pessoa poderá participar, enviar perguntas e interagir com os mestres e formadores, de qualquer local.Pontos de Acesso Regionais: Para levar o projeto a comunidades mais afastadas, organizaremos eventos descentralizados em parcerias com escolas, centros culturais e associações locais. Esses pontos de acesso garantirão que as populações distantes também possam participar, sem a necessidade de deslocamento até centros urbanos. 3. Garantia de Acesso a Públicos com Baixa Condição Econômica Estamos comprometidos com a inclusão social e, por isso, todas as atividades de capacitação e eventos culturais serão oferecidos gratuitamente. Para os jovens em situação de vulnerabilidade, garantimos bolsas-auxílio para cobrir custos com transporte, alimentação e materiais, assegurando que todas as pessoas, independentemente de sua condição financeira, tenham a oportunidade de participar plenamente das atividades. Nossa infraestrutura já está adaptada para garantir que todos, independentemente de sua condição econômica ou social, possam usufruir do projeto de forma igualitária.
Nome da Instituição: ASSOCIAÇÃO AMAZÔNICA TAMBOR NA MATA Responsável Legal: RAIZELENA FREITAS DA SILVA CNPJ: 30.366.963/0001-74 Contato: tambornamata@gmail.com / +55 93 99245-9437 Atividades da Instituição Proponente A instituição proponente será responsável pela gestão geral do projeto, incluindo: Coordenação e supervisão das atividades culturais e formativas.Administração financeira e prestação de contas.Mobilização e articulação com comunidades quilombolas, ribeirinhas e indígenas.Estruturação das ações de acessibilidade e inclusão social.Registro e divulgação das ações desenvolvidas. Equipe Principal 1. BENEDITA LOBATO PAULINO – Coordenadora do Projeto Atuação no projeto: Responsável pelo planejamento, execução e acompanhamento do projeto.Supervisão das atividades pedagógicas e culturais.Relacionamento institucional e articulação com parceiros.Resumo Curricular:Benedita Lobato Paulino é educadora e supervisora escolar aposentada em Oriximiná-PA, já foi presidente da Associação Amazônica Tambor na Mata. Sua atuação foca na valorização cultural e socioambiental das comunidades tradicionais. Liderou projetos como Maria Flor, voltado ao empoderamento feminino, e estabeleceu parcerias com o Itaú Social UNICEF e a MRN. Participou da pós-graduação em Etnoeducação e do Projeto Penitentes. Seu trabalho fortalece a identidade cultural, inclusão social e educação na Amazônia. 2. MARIA ROSANE DE OLIVEIRA RAMOS – Coordenadora Pedagógica Atuação no projeto: Responsável pelo acompanhamento pedagógico das atividades.Apoio à organização didático-metodológica.Contribuição na formação continuada da equipe e na avaliação do projeto.Resumo Curricular: Maria Rosane de Oliveira Ramos é educadora com ampla formação acadêmica. Possui Ensino Médio completo na modalidade Magistério, Licenciatura em Pedagogia pela FAEL e Licenciatura em História e Geografia pela UFOPA. É especialista em Gestão Escolar (Administração, Supervisão, Orientação e Inspeção) pela Faculdade Futura e em Psicopedagogia pela Faculdade Fleming Cerquilho. Com sólida experiência na educação, atua no fortalecimento da prática pedagógica, na gestão escolar e no apoio ao desenvolvimento de processos educativos inclusivos e de qualidade. 3. LEOMARA ANJOS DA SILVA – Coordenador Cultural Atuação no projeto: Desenvolvimento do plano pedagógico e metodológico do projeto.Formação e acompanhamento dos oficineiros e facilitadores.Monitoramento das atividades educacionais e culturais.Resumo Curricular: Leomara Anjos da Silva, de Oriximiná-PA, é educadora, empreendedora e agente cultural. Pós-graduada em Etnoeducação pela UFF, sua monografia abordou a musicalização na Comunidade Santíssimo Sacramento. Idealizou o projeto "Rotacine Oriximiná", voltado à difusão cultural, e atua na valorização das expressões artísticas locais. Como empreendedora individual, fortalece iniciativas sociais e culturais, promovendo inclusão e desenvolvimento comunitário. Seu trabalho une educação, arte e cultura. 4. SILVIO JOSÉ PRINTES GOMES JUNIOR – Coordenador de Produção Atuação no projeto: Estratégias de divulgação do projeto (redes sociais, imprensa, mobilização comunitária).Produção de materiais audiovisuais e textos informativos.Documentação e registro das ações do projeto.Resumo Curricular: Silvio José Printes Gomes Junior é um produtor audiovisual com destaque em Oriximiná, Pará. Ele possui projetos aprovados na Lei Paulo Gustavo e na Lei Aldir Blanc, que fomentam a produção e difusão de conteúdos culturais e audiovisuais na região. Silvio tem se dedicado a promover a cultura local por meio da mídia, utilizando essas leis de incentivo para financiar suas iniciativas, contribuindo para o fortalecimento da identidade cultural e a visibilidade de Oriximiná no cenário audiovisual. Também atua na área ambiental no grupo "Floresta", parceiro da MRN. 5. Raizelena Freitas da Silva (PRESIDENTE) – Mestre(a) da Cultura Tradicional - Coordenadora das oficinas Atuação no projeto: Condução de oficinas e vivências culturais.Compartilhamento de saberes ancestrais.Conexão com as tradições das comunidades participantes.Resumo Curricular:Raizelena Freitas da Silva é produtora cultural e atual presidente da Associação Amazônica Tambor na Mata, onde desempenha um papel crucial na gestão e desenvolvimento de projetos culturais e sociais voltados para as comunidades tradicionais da Amazônia. Sua atuação se destaca pela promoção de ações que valorizam a identidade cultural, as artes e as tradições locais, com foco especial nas comunidades quilombolas e ribeirinhas de Oriximiná. Raizelena tem sido fundamental na implementação de projetos que fortalecem a cultura amazônica e proporcionam impacto social positivo na região 6. IARA PAULINO DE OLIVEIRA – Coordenador(a) Administrativo- Contadora Atuação no projeto: Gerenciamento do orçamento e prestação de contas.Supervisão de contratos e logística.Apoio à equipe técnica no planejamento financeiro.Resumo Curricular: Iara Paulino de Oliveira é contadora atuante em Oriximiná, Pará. Com vasta experiência na área contábil, Iara presta serviços essenciais para a gestão financeira e fiscal de empresas e entidades da região. Sua atuação se destaca pela precisão e compromisso com as normas contábeis, contribuindo para a saúde financeira das organizações e o desenvolvimento econômico local. Ela também tem experiência na gestão de recursos e na prestação de contas de projetos culturais e sociais. 7. CAIO MARCELO PAULINO PEREIRA – Coordenador Técnico Atuação no projeto: Coordenação técnica na execução de projetos culturais e socioambientais.Gestão e implementação de soluções web inovadoras com metodologias ágeis.Organização de eventos culturais e liderança de equipes técnicas.Acompanhamento e supervisão da produção cultural e operacional.Resumo Curricular: Caio Marcelo Paulino Pereira é profissional com sólida experiência em produção cultural e socioambiental, com destaque na gestão e execução de projetos culturais, especialmente na organização de eventos e na liderança de equipes. Sua expertise também se estende ao desenvolvimento e implementação de soluções web inovadoras, utilizando metodologias ágeis para otimizar processos e resultados. Com um histórico de sucesso na gestão de projetos e eventos, Caio é comprometido com a entrega de resultados de alta qualidade, com foco na inovação, sustentabilidade e impacto social.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.