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O projeto "Manifesto do Ori" tem como proposta promover a valorização das expressões culturais negras, periféricas e juvenis por meio da realização de 3 oficinas de escrita criativa, 3 saraus literários e 2 slams de poesia falada. As atividades ocorrerão nas cidades de Aparecida de Goiânia e Goiânia, com o objetivo de incentivar a produção autoral, fortalecer redes culturais locais e ampliar o acesso à arte e à literatura marginal. A proposta integra ações de formação, difusão artística e incentivo à oralidade, aliadas à comunicação acessível e ao registro das atividades para ampla visibilidade e impacto social.
Slam e Sarau “Manifesto do Ori”Tipo de produto: Performance / Evento literário-musical Atividade cultural itinerante que une a força do Slam (batalha de poesia falada) com a liberdade do Sarau, formando um circuito de encontros em escolas, praças e instituições públicas. O “Manifesto do Ori” é um espaço para expressão artística, escuta e troca, voltado para juventudes negras e periféricas, valorizando a oralidade, a escrita marginal e a ancestralidade africana como ferramentas de criação, denúncia e transformação social. Classificação indicativa: Livre. Recomendado para maiores de 12 anos devido a possíveis temáticas sensíveis. Oficina 1 – Escrita Marginalizada: Vozes que Pulam o MuroTipo de produto: Oficina formativaOficina de escrita criativa voltada à juventude negra e periférica, com foco na literatura marginal como forma de resistência e afirmação. Propõe a construção de textos a partir das vivências de cada participante, questionando os silenciamentos históricos e potencializando a escrita como ferramenta política e estética. Classificação indicativa: Livre. Recomendado para maiores de 14 anos. Oficina 2 – Escrita Infantojuvenil: Palavra como Brinquedo e PonteTipo de produto: Oficina formativa Voltada para crianças e adolescentes, esta oficina trabalha a palavra como espaço de invenção, brincadeira e construção de identidade. Por meio de jogos poéticos, contação de histórias e criação de textos simples, estimula a imaginação e aproxima o público infantojuvenil da literatura e da autoria. Classificação indicativa: Livre. Oficina 3 – Escrita como Emancipação: Educação pela PalavraTipo de produto: Oficina formativa Espaço de reflexão e produção textual que propõe a escrita como instrumento de emancipação social e construção de autonomia crítica. Voltada a estudantes e jovens interessados em arte, educação e transformação, a oficina combina leituras afrocentradas, rodas de conversa e criações autorais. Classificação indicativa: Livre. Recomendado para maiores de 15 anos.
Objetivo Geral Fortalecer a produção artística e literária de juventudes negras e periféricas por meio de oficinas, saraus e batalhas de poesia falada (slams), ampliando espaços de expressão, escuta e protagonismo em Aparecida de Goiânia e Goiânia. Objetivos EspecíficosRealizar 3 oficinas de escrita criativa voltadas a jovens das periferias, estimulando a autoria, o pensamento crítico e a valorização da identidade cultural.Promover 3 saraus literários como espaços de compartilhamento de produções poéticas, performances e vivências artísticas negras e periféricas.Organizar 2 slams de poesia falada, com jurados convidados e premiação, fomentando o acesso à cultura oral e à expressão poética popular.Garantir a comunicação acessível e o registro audiovisual de todas as atividades, ampliando a divulgação e o alcance dos resultados.Contribuir para a formação de redes culturais locais e o fortalecimento de iniciativas autônomas nos territórios participantes. Garantir a acessibilidade comunicacional e o registro das ações através de produção audiovisual e fotográfica, ampliando o alcance e a memória do projeto.Fomentar o intercâmbio artístico entre criadores(as) de Aparecida de Goiânia e Goiânia, contribuindo para o fortalecimento das redes culturais locais.
O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei de Incentivo à Cultura), é essencial para a viabilização deste projeto, que tem como foco a criação de um Slam de Poesia no Instituto Federal de Goiás (IFG). A proposta surge como uma resposta à necessidade de fortalecer a cena cultural dentro da instituição e de abrir espaço para a expressão artística livre e inclusiva, especialmente entre os jovens. O projeto se enquadra nos incisos II e III do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, ao estimular a produção cultural e artística e valorizar manifestações culturais contemporâneas que fazem parte da identidade urbana e periférica brasileira, como é o caso do Slam. Além disso, atende diretamente a diversos objetivos do Art. 3º da mesma lei, tais como: I _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores de conhecimento e memória, por meio da poesia falada;II _ proteger e dar visibilidade às expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, especialmente da juventude e das periferias urbanas;IV _ promover a regionalização da produção cultural, valorizando vozes locais e talentos emergentes;V _ apoiar, valorizar e difundir manifestações culturais legítimas, que promovem o pensamento crítico, a diversidade e a inclusão social.A Lei de Incentivo à Cultura torna-se, portanto, o instrumento ideal para possibilitar a realização contínua de eventos mensais, oficinas e apresentações, que não apenas movimentam a cena cultural no IFG, mas também fortalecem o vínculo entre a instituição e a comunidade. Ao fomentar o protagonismo juvenil e dar visibilidade à produção literária marginal e contemporânea, o projeto contribui diretamente para a construção de uma sociedade mais plural, sensível e participativa.
SLAM & SARAU – MANIFESTO DO ORITipo: Ação cultural itinerante (performance literária e musical) Quantidade: 5 edições ao longo de 2026 Duração média: 2h30 por evento Formato: Apresentações presenciais em praças, escolas e espaços culturais, com estrutura para som e microfone, palco simples e recursos de acessibilidade (intérprete de Libras). Materiais envolvidos: microfones, caixa de som, banners, iluminação simples, extensão elétrica, equipamento de gravação audiovisual, papelaria para sinalização e controle de inscrições. Projeto pedagógico: Cada evento será precedido por uma oficina de escrita criativa. A programação valoriza a oralidade como saber ancestral e meio de emancipação cultural, com destaque para autores e autoras negras, indígenas e periféricos. A curadoria prioriza vozes dissidentes e trajetórias locais, promovendo um espaço de escuta, expressão e construção coletiva. Paginação/estrutura do evento: Abertura artística com convidado/a especial (15 min)Rodada de Slam com 3 turnos de batalha poética (1h30)Intervalo cultural com apresentação musical ou intervenção (15 min)Roda de conversa e microfone aberto (30 min) Classificação indicativa: Livre, recomendado para maiores de 12 anos. OFICINA 1 – ESCRITA MARGINALIZADA: VOZES QUE PULAM O MURODuração: 4h (1 encontro) Público-alvo: Jovens a partir de 14 anos, estudantes de escolas públicas e iniciantes na escrita Formato: Presencial, com roda de conversa, leitura compartilhada e escrita guiada Materiais: cadernos, canetas, textos impressos (ex: poemas de Carolina Maria de Jesus, Sérgio Vaz, Conceição Evaristo), aparelho de som, cartolina e pilotões Projeto pedagógico: Apresenta a escrita marginal como um campo de criação crítica e denúncia social, aproximando os participantes de autores que falam de e a partir das margens. Estimula a escrita autoral como forma de empoderamento e pertencimento. OFICINA 2 – ESCRITA INFANTOJUVENIL: PALAVRA COMO BRINQUEDO E PONTEDuração: 3h (1 encontro) Público-alvo: Crianças e adolescentes de 10 a 14 anos Formato: Presencial, com jogos poéticos, contação de histórias e produção coletiva de textos Materiais: papel, lápis colorido, livros infantojuvenis com temáticas afrocentradas (ex: Kiusam de Oliveira, Otávio Júnior), almofadas, instrumentos de percussão leve (tamborim, chocalho) Projeto pedagógico: A oficina trabalha com a ludicidade como ferramenta de letramento e escuta, incentivando o uso da palavra para criar, imaginar e se expressar. Propõe um ambiente seguro e afetuoso para o protagonismo das infâncias negras. OFICINA 3 – ESCRITA COMO EMANCIPAÇÃO: EDUCAÇÃO PELA PALAVRADuração: 5h (1 encontro ou dividido em dois dias) Público-alvo: Jovens e educadores a partir de 15 anos Formato: Presencial, com leitura crítica, criação autoral e debate formativo Materiais: textos de apoio (bell hooks, Paulo Freire, Djamila Ribeiro), cadernos, datashow (quando possível), flipchart, cartazes Projeto pedagógico: A oficina articula teoria e prática da escrita como ferramenta de emancipação. Estimula a produção de textos a partir da realidade dos participantes e promove uma educação popular ancorada na escuta, na crítica e na coletividade. MATERIAIS DE COMUNICAÇÃO E REGISTROProdutos previstos: Kards digitais e impressos para redes sociais (Instagram, WhatsApp, cartazes A3)Transmissões ao vivo (sempre que possível)Registro audiovisual dos eventos e oficinas, com depoimentos dos participantesRelatórios avaliativos com base em escuta sensível e feedbacks espontâneos Equipe técnica envolvida: designer gráfico, fotógrafo/videomaker, produtor(a) cultural e facilitadores das oficinas Se quiser, posso organizar este texto em um formato pronto para colar em edital ou PDF. Deseja?
A proposta de realização de um Slam de Poesia no IFG está comprometida com a promoção de um ambiente acessível, inclusivo e diverso, em sintonia com os princípios de democratização cultural. .Os locais de realização dos eventos, por serem itinerantes e ocorrerem em diversos pontos da cidade, como o IFG – Câmpus Goiânia, escolas públicas e parques de Aparecida de Goiânia, foram escolhidos por sua infraestrutura acessível. Eles contarão com rampas de acesso, banheiros adaptados e demais facilidades para garantir a mobilidade de pessoas com deficiência física.Para ampliar ainda mais o acesso às atividades, serão incluídos intérpretes de Libras em todas as oficinas de escrita criativa, garantindo que pessoas surdas possam participar ativamente tanto como público quanto como artistas. Além disso, será promovida uma comunicação visual acessível nas peças de divulgação digital e impressa, priorizando fontes legíveis, contraste adequado e linguagem clara. A equipe de produção estará sensibilizada e preparada para acolher diferentes públicos, assegurando que todos possam usufruir da experiência cultural de forma plena.Com essas ações, o projeto reforça seu compromisso com a inclusão, buscando não apenas oferecer acessibilidade estrutural, mas também simbólica e participativa, fortalecendo os vínculos entre cultura, diversidade e cidadania.
Todos os eventos do projeto Slam no IFG serão gratuitos e abertos ao público, promovendo o acesso irrestrito à cultura em espaços acessíveis na cidade, como o IFG, escolas e parques de Aparecida de Goiânia, garantindo a participação de públicos diversos, incluindo moradores de bairros periféricos e estudantes de escolas públicas. Serão oferecidas oficinas de escrita criativa gratuitas, com vagas prioritárias para jovens artistas e poetas iniciantes, estimulando a expressão e a capacitação para os Slams. Além disso, ensaios abertos ao público, transmissões ao vivo e registros audiovisuais dos eventos e oficinas garantirão um acesso ampliado, incluindo aqueles que não podem comparecer presencialmente. O projeto também contará com intérpretes de Libras em todas as edições, garantindo a inclusão de pessoas surdas e promovendo uma comunicação visual acessível, com fontes legíveis e contrastes adequados. A proposta visa não apenas garantir o acesso físico, mas também ampliar o acesso simbólico e formativo, valorizando a diversidade de vozes e aproximando a arte do cotidiano das pessoas.
Direção Artística e Coordenação de Produção: Daya Gomes – Mulher negra, artista multidisciplinar, pesquisadora, cineasta, escritora e ativista. Atua como professora e performer em dança, com foco em narrativas afrocentradas e corpos dissidentes. É diretora do filme Ancestrais do Futuro, obra poética que aborda a presença de mulheres negras e gordas na dança. Doutoranda em Dança, pesquisa a linguagem do movimento como ferramenta de resistência e emancipação. Curadoria e Mediação de Slam e Sarau: Beatriz Ohana – Poeta marginal, cineasta e produtora cultural. Mulher branca, atua em Goiânia e Anápolis (GO), é fundadora do Islã Resistir e do Cineclube América Nuestra, com ações voltadas à democratização do acesso à poesia e ao audiovisual independente. Participa como jurada convidada e mediadora nas ações do projeto. Jurada Convidada (Slam e Sarau): Lavínea Mendes – Mulher negra, historiadora, pesquisadora e escritora com três livros publicados. Reside em Aparecida de Goiânia (GO), onde atua como articuladora cultural. É idealizadora do projeto Cria Gueto Cria, voltado à formação e valorização da produção literária periférica. Sua atuação fortalece a construção de narrativas locais e a inclusão de vozes diversas nos espaços de fala e criação.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.