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O projeto "Tambor a Onilé" promove aulas semanais de percussão afro-brasileira e oficinas de corporeidade afro-diaspórica com foco em dança ancestral para jovens e adultos de comunidades tradicionais de matriz africana em Sepetiba. A proposta inclui formação musical e corporal, vivências com mestres(as) da cultura popular e apresentações públicas, valorizando os toques, movimentos e saberes dos povos de terreiro. Realizado em uma região marcada pela vulnerabilidade social e reconhecida como zona de sacrifício ambiental e urbano, o projeto fortalece a identidade, autoestima e o pertencimento comunitário por meio da cultura e da ancestralidade.
1. Aulas semanais de percussão afro-brasileira Resumo: Atividades formativas regulares voltadas à iniciação e prática em instrumentos de percussão tradicionais das culturas afro-brasileiras, com enfoque em ritmos religiosos e populares, desenvolvendo habilidades musicais, disciplina coletiva e identidade cultural. Classificação indicativa: Livre2. Oficinas semanais de corporeidade afro-diaspórica (com foco em dança ancestral) Resumo: Oficinas práticas que combinam expressão corporal, dança e consciência do corpo a partir de fundamentos de movimentos tradicionais de matriz africana. As aulas estimulam a valorização da ancestralidade, do território e do corpo como instrumento de memória e resistência. Classificação indicativa: Livre3. Apresentações mensais públicas (performances de música e dança) Resumo: Apresentações abertas à comunidade com os(as) participantes do projeto, envolvendo performances musicais e coreografias criadas ao longo do processo formativo. Os espetáculos serão realizados na sede do ITS ou em espaços públicos parceiros. Classificação indicativa: Livre4. Espaço de convivência e escuta (serviço integrado nas aulas) Resumo: Ação socioeducativa integrada às aulas regulares, desenvolvida em parceria com o CRAS Betty Friedman e o DEAMB. Funciona como espaço de fortalecimento de vínculos, escuta coletiva e atenção psicossocial aos participantes, com foco em juventude em situação de vulnerabilidade. Classificação indicativa: Livre5. Registro audiovisual do projeto (vídeos, reels e fotos) Resumo: Produção de conteúdo digital educativo e artístico sobre as atividades do projeto, incluindo entrevistas, trechos das oficinas e apresentações, além de making of. O material será publicado nas redes sociais do ITS e disponibilizado gratuitamente. Classificação indicativa: Livre6. Oficinas paralelas e ensaios abertos Resumo: Atividades complementares realizadas esporadicamente, como oficinas temáticas (confecção de instrumentos, rodas de saberes, ancestralidade) e ensaios abertos ao público, promovendo a troca com a comunidade e a ampliação do acesso cultural. Classificação indicativa: Livre
Objetivo Geral: Promover a valorização dos saberes e expressões tradicionais dos povos de terreiro por meio da formação musical e corporal, fortalecendo a identidade cultural, a autoestima e a cidadania de jovens e adultos em situação de vulnerabilidade social na região de Sepetiba. Objetivos Específicos: - Realizar aulas semanais de percussão afro-brasileira até dezembro de 2025, promovendo a formação musical de jovens e adultos da região de Sepetiba (aproximadamente 35 aulas);- Oferecer oficinas semanais de corporeidade afro-diaspórica com foco em dança ancestral até dezembro de 2025, valorizando os saberes corporais dos povos de terreiro;- Promover apresentações mensais com os(as) participantes do projeto, realizadas na sede do Instituto Terreiro Sustentável ou em eventos parceiros da região;- Garantir, em todas as aulas, a realização de um espaço de convivência e fortalecimento de vínculos em parceria com o CRAS Betty Friedman, promovendo acolhimento e escuta ativa;- Oferecer, em parceria com o DEAMB, um espaço contínuo de cuidado com a saúde mental dos jovens, com acompanhamento coletivo e ações de sensibilização integradas às atividades.
O projeto Tambor a Onilé requer o uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) por tratar-se de uma iniciativa que atua em um território de alta vulnerabilidade social e baixo acesso a equipamentos culturais, como é o caso de Sepetiba (RJ). A viabilidade financeira por meio deste mecanismo é essencial para garantir a oferta gratuita de atividades formativas, artísticas e comunitárias a uma população historicamente marginalizada. O recurso será fundamental para viabilizar: - Ajuda de custo a educadores(as), oficineiros(as), coordenadores(as) e participantes do projeto;- Alimentação nos dias de atividade;- Aquisição de figurinos e instrumentos de percussão;- Materiais pedagógicos e estruturais, como som, transporte, cenário e registro audiovisual das ações.A proposta se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91: Inciso I _ Estímulo à produção cultural independente;Inciso IV _ Apoio às manifestações culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira, como as de origem africana;Inciso V _ Preservação e difusão do patrimônio cultural e dos valores afro-brasileiros.Contribui ainda para os objetivos do Art. 3º da referida lei: I _ Garantir a todos livre acesso às fontes da cultura e pleno exercício dos direitos culturais;II _ Promover a regionalização da produção cultural, valorizando conteúdos e agentes locais;III _ Apoiar e difundir manifestações culturais dos diferentes segmentos da sociedade brasileira;V _ Salvaguardar a herança cultural afro-brasileira, especialmente os saberes dos povos de terreiro;VI _ Estimular a difusão de bens culturais que informem e formem conhecimento, cultura e memória.O uso da Lei de Incentivo à Cultura possibilita democratizar o acesso à formação cultural de base comunitária, fortalecendo políticas públicas de inclusão, diversidade e valorização das tradições afro-diaspóricas.
1. Aulas Semanais de Percussão Afro-BrasileiraDuração: 35 encontros (1x por semana, até dezembro de 2025), com 2 horas por aula.Material: instrumentos de percussão (atabaques, agogôs, xequerês, alfaias, ilús), baquetas, bancos ou cadeiras, sistema de som, fichas de frequência e cadernos de registro.Projeto Pedagógico: Abordagem decolonial e vivencial, com ênfase na prática coletiva, escuta e oralidade. Utiliza repertório tradicional dos povos de terreiro, valorizando musicalidade como ferramenta de educação cultural e pertencimento. 2. Oficinas Semanais de Corporeidade Afro-Diaspórica (Dança Ancestral)Duração: 35 encontros (1x por semana, até dezembro de 2025), com 2 horas por oficina.Material: tecidos para amarrações, esteiras, colchonetes, som portátil, espelhos, trajes de dança, adereços corporais (buzios, saias, miçangas), itens simbólicos (ervas, instrumentos de apoio rítmico).Projeto Pedagógico: Metodologia inspirada em danças rituais e práticas afro-diaspóricas. As oficinas promovem o reconhecimento do corpo como território sagrado, com base em fundamentos das danças dos orixás, ritmos populares e jogos de improvisação coletiva. 3. Apresentações Mensais PúblicasDuração: 7 apresentações (1 por mês de junho a dezembro), com cerca de 40 a 60 minutos cada.Material: figurinos tradicionais, elementos de cena (esteiras, tecidos, velas, objetos rituais), instrumentos musicais do projeto, sistema de som, iluminação básica.Projeto Pedagógico: As apresentações são momentos de culminância e compartilhamento público das criações construídas coletivamente nas aulas. Integram música e dança como linguagem de afirmação cultural e visibilidade dos saberes de terreiro. 4. Espaço de Convivência e Escuta (CRAS + DEAMB)Duração: Presente em todas as aulas (35 encontros), com momento reservado de 30 a 40 minutos antes ou após as atividades.Material: roda de conversa, instrumentos de mediação (caderno de sentimentos, dinâmicas de grupo, cartazes, papel kraft, marcadores), lanche coletivo.Projeto Pedagógico: Construído em parceria com profissionais do CRAS e do DEAMB, busca acolher os participantes, apoiar questões emocionais, e reforçar vínculos. Utiliza metodologias da educação popular e da psicologia comunitária. 5. Registro Audiovisual do ProjetoDuração: Ao longo dos 7 meses de execução, com foco nas apresentações mensais e momentos-chave das oficinas.Material: câmera DSLR, celular com boa resolução, microfone de lapela, tripé, editor de vídeo, banco de imagens.Paginação (para vídeos): Reels (até 1 min);Vídeos de apresentação (3–5 min);Documentário-resumo final (10–15 min).Projeto Pedagógico: O material será usado como ferramenta de documentação cultural, ampliação de acesso e valorização de memórias coletivas, com edição sensível à estética dos povos tradicionais. 6. Oficinas Paralelas e Ensaios AbertosDuração: Atividades pontuais de 2 a 3 horas, realizadas conforme calendário da comunidade ou em resposta a convites institucionais.Material: depende da oficina, podendo incluir sementes, couro, madeira, cola, tinta, adereços, instrumentos didáticos, tecidos e cartazes.Projeto Pedagógico: Temas incluem confecção de instrumentos, fundamentos das nações afro-brasileiras, ancestralidade, sustentabilidade e expressão comunitária. São atividades com alto potencial formativo, voltadas à transmissão de saberes tradicionais.
O projeto Tambor a Onilé será realizado em espaços que contam com acessibilidade física parcial, garantindo rampas de acesso e sinalização visual nas áreas de circulação. Nos eventos de apresentação pública e nas oficinas com maior fluxo de público, serão instaladas estruturas complementares para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Quanto à acessibilidade de conteúdo, o projeto prevê produção de vídeos com legendas descritivas e recursos de audiodescrição para os registros audiovisuais. As peças de divulgação digital e impressa serão elaboradas com atenção à leitura acessível (contraste, tipografia adequada) e, sempre que possível, será oferecida mediação sensorial nas oficinas, especialmente voltadas à musicalidade e ao movimento. Essas medidas buscam garantir a inclusão e participação plena de pessoas com deficiência, reafirmando o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura.
Todos os produtos culturais do projeto Tambor a Onilé serão inteiramente gratuitos e acessíveis ao público, sem qualquer tipo de cobrança por participação, ingresso ou inscrição. As aulas semanais, oficinas de dança e corporeidade, bem como as apresentações mensais, serão abertas à comunidade de Sepetiba e regiões próximas, priorizando o acesso de jovens, adultos e famílias em situação de vulnerabilidade social. Além das atividades regulares, o projeto prevê: - Ensaio aberto mensal, permitindo a participação espontânea da comunidade e o fortalecimento do vínculo com o território;- Oficinas paralelas temáticas, que poderão incluir confecção de instrumentos, rodas de conversa e práticas integradas com outras linguagens culturais;- Transmissão ao vivo e/ou gravação das apresentações públicas, disponibilizadas nas redes sociais do Instituto Terreiro Sustentável, ampliando o alcance para além do território físico;- Distribuição online de conteúdos formativos e registros audiovisuais, com legendas e recursos de acessibilidade.A proposta também inclui estratégias de mobilização comunitária por meio de parcerias com escolas, terreiros e centros culturais locais, contribuindo para a ampliação do acesso à produção artística e à valorização da cultura afro-brasileira em territórios periféricos.
O Instituto Terreiro Sustentável (ITS), na qualidade de proponente do projeto Tambor a Onilé, atuará diretamente em todas as fases da iniciativa — da mobilização comunitária à prestação de contas final — com a coordenação executiva liderada de forma voluntária por seu presidente e dirigentes associados. As principais atividades da instituição e da equipe dirigente incluem: Coordenação geral e acompanhamento pedagógico das atividades formativas, garantindo a fidelidade à proposta político-cultural do projeto e aos princípios da educação popular e decolonial;Articulação com parceiros institucionais, como CRAS Betty Friedman, DEAMB, escolas da região e casas de axé, para assegurar o apoio intersetorial e comunitário necessário à execução das atividades;Gestão administrativa e financeira, incluindo planejamento orçamentário, controle de pagamentos, aquisições e prestação de contas conforme as exigências da Lei de Incentivo à Cultura;Mobilização territorial e comunicação comunitária, promovendo o engajamento de jovens e famílias do território por meio de redes sociais, visitas aos terreiros, rodas de conversa e circulação de materiais informativos;Supervisão da equipe técnica e artística, apoiando a mediação entre educadores(as), oficineiros(as) e participantes para garantir um ambiente seguro, inclusivo e culturalmente respeitoso;Produção dos eventos mensais, atuando na organização logística, no contato com fornecedores e na articulação com espaços parceiros para realização das apresentações públicas.Além disso, o ITS se responsabiliza pelo registro e documentação das ações, garantindo a produção de conteúdo audiovisual, a memória institucional do projeto e a difusão dos resultados nas plataformas digitais da organização. Rodrigo Carneiro Rosa – PRESIDENTEHomem cis, branco, homossexual, povos tradicionais de matrizes africanas.Atuação: Educação popular para Povos Tradicionais de Terreiro, gestão de projetos, educação ambiental e oficinas sustentáveis. Formação: - Faculdade em Ciencias Biologicas (UNIVERCIDADE). - Mestrado em Educação Ambiental pela UERJ/FFP. - Pós graduação ESG - Ambiental, Social e Governança - Sustentabilidade e Gestão de Projetos. - Formação em Pedagogia. - Presidente do Instituto Terreiro Sustentável. - Educador ambiental e educação popular de terreiro Luciana Carneiro Lopes da Silva – DIRETORA ADJUNTAMulher cis, parda, bissexual, povos tradicionais de matrizes africanas.Area de atuação: Linguagens, educação popular, educação ambiental e cultura. Formação: - Cursando Letras/Literatura. - Diretora Adjunta do Instituto Terreiro Sustentável. - Coordenadora de Bioeconomia do Instituto Terreiro Sustentável. - Agente Ambiental (SMAC - Secretaria de Meio Ambiente e Clima). - Educadora ambiental e agente de cultura. - Curso de Extensão “Promoção e Defesa da Liberdade Religiosa” (UFF/2017). - Laboratório de Mediação Sociopolítica da cidade do Rio de Janeiro - Lab.JUV-RIO sobre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável ODS da ONU (2022). Camily Caramez Soares – coordenadora de dança (Tambor a Onilé)mulher cis, preta, bissexual, povos tradicionais de matrizes africanas.Area de atuação: Artes, dança, educação ambiental e cultura. Formação: - Aluna do Jongo da Serrinha.- Voluntária do Instituto Terreiro Sustentável.- Assistente de Coordenação do grupo artistico Tambor a Onilé.- Educadora ambiental e agente de cultura.
PROJETO ARQUIVADO.