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Realizar um desfile festivo na Marquês de Sapucaí, sobre o tema enredo "A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU, O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHOR", através de uma das 12 escolas de samba do grupo especial, mediante ajuda financeira referente à pré-produção, produção e execução, pós produção, dos ítens constantes na planilha alusiva, e um curso de orientação para sua comunidade, de 6 meses, de modo que a escola selecionada, possa entender e abortar do seu "enredo pessoal", em prol do tema ora proposto, como estrátégia de valorização da identidade do negro no combate ao racismo.
O Tráfico Atlântico desterritorializou cerca de 12,7 milhões de africanos, majoritariamente bantos, entre os séculos XVI e XIX impactando a formação das sociedades coloniais. Os trabalhadores africanos foram fundamentais para a produção de riquezas, sendo os responsáveis pelos diferentes ofícios e atividades econômicas, como a agricultura, a navegação, os transportes terrestres, os serviços domésticos e as diferentes formas de produção do mundo urbano, como o comércio de rua, a estiva, entre outros. É preciso pensar que esse processo também significou uma diáspora africana, não apenas demográfica, mas também tecnológica, uma vez que o conhecimento de ofícios como navegadores, cozinheiros, pedreiros, ferreiros, arquitetos, entre outros, eram largamente praticados pelos africanos muito antes de serem desterritorializados e enviados para as Américas.De igual modo, é preciso identificar que os povos africanos também impactaram a formação cultural brasileira. Embora não reconhecidos pela colonialidade, os povos africanos de origem banta, foram os principais responsáveis pela formação da maior parte das expressões culturais brasileiras, provenientes de Angola como: o samba, a capoeira, o maracatu, o jongo, os tambores de mina, entre outras. Mesmo nos casos de expressões culturais de origem ibérica, como o caso das folias de reis, as escolas de samba e o carnaval, os bantos e seus descendentes ressignificaram essas expressões transformando-as em símbolos de liberdade, resistência e resiliência da população negra que forma a maior parte da sociedade brasileira na contemporaneidade. Entre as expressões populares da cultura brasileira, o candomblé destaca-se por preservarprincípios civilizatórios contra coloniais, isto é, em uma sociedade marcada pela dominação, a escravidão e o extermínio de povos e culturas através da colonização, os povos africanos legaram uma religiosidade cujas filosofias e existência oferecem outras possibilidades cosmogônicas. Assim, outras perspectivas e epistemologias para a sociedade brasileira são fundamentais para se pensar questões sociais contemporâneas resultantes de um processo de escravidão que inaugurou uma necropolítica. Deste modo, este projeto tem como principal função trazer à baila, através dos produtos infracitados, o papel preponderante do negro bantu na contrução do Brasil e formação da Língua Brasileira, de forma a manter a preservação da cultura bantu como fortalecimento das identidades da juventude negra no território, bem como proporcionar oportunidades de formação educativa e de preparação profissional para a inserção de indivíduos das classes populares no mercado produtivo.
OBJETIVO GERAL Tendo em vista a Lei 10.639/2003/PR, que obriga o ensino da história do negro, na África e no Brasil, no ensino Fundamental e Médio, e evocando a Resolução nº 1 de 17/07/2004 do CNE: Art 2º, § 2º, cujo objetivo é o reconhecimento e valorização da identidade, da história e cultura dos afro-brasileiros, bem como a garantia de reconhecimento e igualdade de valorização das raízes africanas da nação brasileira, ao lado das indígenas, europeias, asiáticas, tem-se como objetivo geral a finalidade de reescrever e reavivar a participação negra bantu na história da construção do Brasil. E dessa forma provocar , automaticamente, a sociedade brasileira a mergulhar no passado, para entender o Continente Africano e a diáspora, passando a conhecer a si mesma de modo a valorizar a sua origem. Entretanto, para alcançar este resultado faz-se necessária a realização dos seguinte objetivo específico: Realizar um desfile festivo de carnaval, com enredo temático através de 1 Escola de Samba do Grupo Especial, da Marquês de Sapucaí, sobre A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHOR. Todavia, é importante lembrar que essas agremiações, geralmente, já têm os seus temas enredo alinhavados para o ano seguinte, ou até mais adiante. E que, independentemente, da ajuda que recebem da Prefeitura do Rio de Janeiro para colocar seus carnavais na avenida, necessitam buscar patrocínio extra e significantes, para realizarem seus megas espetáculos, os quais se superam a cada ano, de forma a disputar vaga entre as seis primeiras colocadas, podendo então, retornar no sábado seguinte como campeãs. Sendo assim, contemplar uma delas um valor justo, equivalente as despezas carnavalescas de pré-produção, produção e execução e pós-produção constantes na planílha orçamentária alusiva, para que aborte do seu tema pessoal, em prol do enredo temático, ora, proposto, faz necessário e oportuno. Ainda neste contexto, realizar um curso híbrido de orientação do tema, com 6 meses de duração, administrado por Profs. Doutores do C.C.A.L para a comunidade da Escola de Samba contemplada, e demais interessados, quanto à memória e patrimônio dos Bantu na construção do Brasil e formação da Língua Brasileira. É importante clarificar que não é a Escola de Samba selecionada que está pedindo ao SALIC patrocínio para realizar o seu tema enredo de cunho anual na Marquês de Sapucaí. Mas sim, o CCAL, que, para fechar o ciclo de pesquisas acadêmicas, necessita da produção/execução de uma Escola de Samba desse porte para complementar no maior anfiteatro da Terra, a saga bantu (África/Brasil). SELEÇÃO ENTRE ESCOLAS DE SAMBA INTERESSADAS. Deverão estar totalmente legalizadas (Ata da última eleição, estatuto, cartão do CNPJ, certidões negativas, etc) MONITORAMENTO DA ESCOLA DE SAMBA SELECIONADAA Escola de samba selecionada compromete-se a enviar relatórios periódicosdetalhados sobre o cumprimento dos objetivos e metas do projeto selecionado. Essesrelatórios deverão incluir evidências de execução, como relatórios técnicos, fotografias,vídeos e outros documentos pertinentes, seguindo o modelo e a periodicidade de envioque serão especificados pelo CCAL. O CCAL sob orientação do SALIC, poderá solicitar relatórios parciais a qualquer momento, a escola contempladadurante o período de execução do projeto, para assegurar o acompanhamento contínuoe a conformidade com os termos estabelecidos. O CCAL poderá realizar visitas periódicas aos locais de execução dos projetosselecionados para verificar in loco o andamento das atividades e o cumprimento dosobjetivos estabelecidos. Caso sejam identificadas falhas ou desvios significativos na execução do projeto,a organização proponente será obrigada a apresentar um plano de ação corretivadetalhado, sujeito à aprovação do CCAL para informação ao /SALIC/PATROCINADOR(ES). Ao término do período de execução do projeto, aEscola de samba contemplada deveráapresentar um relatório final abrangente, incluindo uma avaliação dos resultadosalcançados e impactos gerados ao CCAL para informação ao /SALIC/PATROCINADOR(ES). As organizações proponentes dos projetos selecionados deverão apresentar umaprestação de contas detalhada ao término do período de execução do projeto, conforme prazos estipulados pelo CCAL/SALIC/PATROCINADOR(ES). TRATAMENTO DE DADOS As propostas de projetos e todo o conteúdo informado no ato da inscrição, incluindoos seus anexos, serão tratados confidencialmente pelo Agibank e a MGN emconsonância com a Política de Privacidade do CCAL. Os casos omissos a este regulamento serão resolvidos pela comissão técnina/ acadêmica do CCAL.
Apesar dos bantos terem sido os primeiros escravizados aqui introduzidos, e espalhados, majoritariamente, por todo o território brasileiro (do século XVI ao XIX), praticamente, pouco se sabe oficialmente, sobre o seu papel na formação do Brasil e na construção da língua brasileira, trata-se de uma área bastante carente de estudos, pois muito pouco nesse sentido foi realizado, (Bezerra, 2011), (Figueiredo, 2004), (Lopes, 2014), e (Silva, 2006) entre outros. Pistas apontam para fatos que levam as tradições e referências culturais desse povo, terem sido fundamentais na construção da identidade brasileira. Esse conjunto de valores tradicionais e culturais permanece vivo no dia a dia das famílias, nos terreiros de candomblé, nas ruas, nos mercados, nas quadras das grandes, médias e pequenas escolas de samba, e nas avenidas de desfiles oficiais das mesmas. Tudo isso, antes, durante e depois do carnaval ou em outros tipos de festas populares, bem como em qualquer outro lugar de concentração humana afrodescendente, principalmente por meio de sua linguagem, dança e musicalidade. Estas expressões, permanecem anônimas quanto aos seus países de origem. São generalizadas nas salas de aulas dessa região, bem como, em outras regiões do Brasil, apenas como negras. Assim, África, geográfica, social e politicamente, é tratada como uma região descompromissada de qualquer olhar de solidariedade, e esquecem de que esta constitui o berço da civilização (Darvin, 1871). O projeto A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHORcomo enredo temático para as escolas de samba do grupo especial, é relevante, oportuno e necessário para a cultura Brasileira, por se tratar de mais uma iniciativa que visa reavivar e fixar a página esquecida desta participação negra na História da formação do Brasil. Essas escolas de sambas hoje consideradas grandes exponenciais de cultura, possuem quadras de ensaios, contituiem-se num vasto campo de pesquisa, garantido retorno, em termos de propagação da temática. Além dos ensaios de quadra há também, os ensaios técnicos que acontecem na Passarela do Samba. Sabendo-se, ainda, que um dos principais fatores que alimentam o racismo e suas variáveis é a desinformação, resgatar através da Arte do Carnaval das Escolas de Samba da Cidade do Rio de Janeiro, a participação do Bantuísmo na Formação do Brasil, como tema único, para impactar desvios no pensamento popular, deturpação do patrimônio, da memória, é de extrema importância. Todavia, para continuar esta luta de preservação e fixação da memória e fortalecimento das identidades do povo negro para para a sua incerção no mercado de trabalho bem como, no combate ao racismo e suas variáveis, necessita-se usar neste projeto o mecanismo do incentivo fiscal a Projetos Culturais para o seu financiamento, por estar enquadrado nos incisos infracitados do Art. 1º da Lei de incentivo a Cultura: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.Lei nº 8.313 de 23 de Dezembro de 1991. Restabelece princípios da Lei n° 7.505, de 2 de julho de 1986, institui o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e dá outras providências.Da mesma forma, o projeto " " para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, adere automaticamente, as finalidades e objetivos infracitados do Art. 3º, fazendo juz a captação e canalização de recursos do Pronac:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:b) concessão de prêmios a criadores, autores, artistas, técnicos e suas obras, filmes, espetáculos musicais e de artes cênicas em concursos e festivais realizados no Brasil;c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos;d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023)II - fomento à produção cultural e artística, mediante:b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;d) cobertura de despesas com transporte e seguro de objetos de valor cultural destinados a exposições públicas no País e no exterior;e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante:a) construção, formação, organização, manutenção, ampliação e equipamento de museus, bibliotecas, arquivos e outras organizações culturais, bem como de suas coleções e acervos;d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais;IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante:b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos;c) fornecimento de recursos para o FNC e para fundações culturais com fins específicos ou para museus, bibliotecas, arquivos ou outras entidades de caráter cultural;V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante:b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;
O curso sobre “A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHOR”, terá: a) Oficina de noções de Artes, e técnicas e procedimentos com 2 horas de duração para o público de adolescentes/adultos e idosos. construção de estruturas de palcos, alegorias, cenários, decorações, iluminação, entre outras atividades relativas ao assunto.Receber inscrições nas datas previstas pelo proponente através do e-mail casaraiz@crbndm.com.brPodem participar das atividades – Professores e alunos da rede pública, e pessoas interessadas no ramo.Serão utilizados na oficina chassis de carros alegóricos do C.C.A.L , pertencentes ao antigo curso de "artezão do carnaval" ministrados pelo então auto didata, Jeusamir Alves da Silva, até o ano 2000 na então, CRBNDM. Além de aquisição necessária de materiais como:máquina de soldar, eletrodos, tubos de ferro de 1 a 5", máscara e óculos de soldador, prancheta para desenho, régua de 1m, compasso, giz de cera, tintas (aquarela, guache e a óleo, madeira, holofotes, fitas e mangueiras, materiais recicláveis como garrafas pet, materiais alternativos como cordas de sisal, conduítes elétricos, sobras de tecidos, papelão, eva, etc.O responsável pela oficina será o Facilitador- Prof. Doutor Arthur do Valle (das Artes). Instituto Multidisciplinar da UFRRJ. Mora em Seropédica-RJ.b) Oficina de "noções de toques de instrumentos de percussão (rítimos afro-bantu-brasileiro), com 2 horas de duração para o público de crianças/adolescentes/adultos e idosos.Receber inscrições nas datas previstas pelo proponente através do e-mail ccal@crbndm.com.br Podem participar das atividades – Professores e alunos da rede pública, e pessoas que tenham atividades no ramo.Serão utilizados na oficina os instrumentos de percussão da bateria do CCAL, (Surdos de 1ª, Surdos de 2ª e Surdos de 3ª, repiques, caixas de guerra, tamborim, cuíca, chocalhos, reco-reco, frigideira, prato, pandeiro, agogô, berimbau, e alfaias próprias para Maracatu), como a aquisição de algumas novas, além da manutenção mediante couros, encordoamentos, talabartes, macetas, baquetas, entre outros.O responsável pela oficina será o Facilitador – Auto didata, Mestre Franco Velha Guarda do GRESUVL e fundador do GRESUVG. Mora em Nova Iguaçu-RJ.Na Disciplina de “Culturas Bantu e a Diáspora Africana terá a oficina: "Toques de atabaque e Cânticos do Candomblé Bantu-Angola", ¨.Serão utilizados na oficina ojogo de atabaques doCcal, compostos por três unidades.O responsável pela oficina será o Facilitador- Estudande de Direito, Yago Silva Oliveira dos Santos, (Kambondu da CRBNDM)Mora em Nova Iguaçu-RJ. Regulamento: Inscrições no site www.ccal.net.br, preenchendo o formulário a ser disponibilizado. A Escola de samba selecionada deverá apresentar Ata e estatuto atualizados, relação da diretoria administrativa com respectivos cpf e rg, cartão do CNPJ, todos esses documentos deverá constar o carimbo do resrespectivo órgão de cúpula. A escola de samba selecionada deverá matricular no curso, pelo menos 10 componentes ligados diretamente a execução do carnaval temático em pauta. A liberação da verba para desenvolvimento do enredo temático sobre os Bantu na África e no Brasil, estará atrelada à forma de pagamento escolhida pelos patrocinadores/ccal/SALIC A escola de samba selecionada deverá apresentar ao C.C.A.L um ante projeto de realização do enredo temático "A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHOR", no valor exato da ajuda para produção/execução estipulado pelo CCAL/SALIC. A prestação de contas ao C.C.A.L, via SALIC, patrocinadores, orgãos de cúpula do samba, no caso a Liesa, e eventualmente a Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, dar-se-á mediante a apresentação de notas fiscais alusivas aos gastos dentro do padrão do SALIC. Da mesma forma, todas as instituições envolvidas serão informadas durante as etapas de trabalho. Justifica-se ainda, o porque da persistência em realizar “A BAIXADA FLUMINENSE É BANTU O RIO DE JANEIRO É BANTU, O BRASIL É BANTU,TODO O MUNDO É BANTU SIM SENHOR," como um enredo temático: a) Conforme se deu a diáspora africana, diferentemente, dos povos africanos, posteriormente, chegados e direcionados para Salvador - BA (séculos XVII e XVIII), os bantu chegados do século XVI ao XIX, foram espalhados por todo o território brasileiro, contribuindo com a sua tecnologia agrícula, construção de estradas de ferro, construção de cidades, entre outros feitos. Fato que junto com os índios e os portugueses elevou o Brasil no exterior, à condição de Nação (Caio Prado Júnior em "Formação do Brasil Contemporâneo", 1953. Carlos Alberto da Costa e Silva em"A Enxada e a Lança: a África antes dos portugueses", 2006.Gilberto Freyre em "Casa Grande e Senzala", 2003. Sérgio Buarque de Holanda em "Raízes do Brasil", 2011. Portanto trata-se um tema nacional, podendo-s dizer até mesmo internacional. b) Nos portos do sudeste do Brasil, sobretudo o do Rio de Janeiro, entraram quase três milhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente, 21,5%, de todos os africanos que chegaram às Américas na condição de escravizados. Sesse quantitativo, mais de 80% vieram das regiões de predominância da cultura bantu nÁfrica Centro-Ocidental. Os africanos procedentes dessa região estavam em quantidade majoritária nos diversos espaços da vida escrava do Rio de Janeiro, tanto no interior da província, quanto na capital. Era comum vê-los nas ruas como trabalhadores urbanos, mas principalmente, no campo, onde se viviao difícil cotidiano das lavouras de cana de açucar, café e de outros alimentos (BEZERRA, 2011). (LOPES,2012). SILVA,2010), entre outros. Logo, trata-se de um tema, também regional e local. c) E por último a coincidência da entrada dos bantu no Rio de janeiro, direcionados em boa parte para o Recôncavo da Guanbara, hoje Baixada Fluminense, local das fazendas, no mesmo ano da fundação da Cidade, 1565.
Programa de Formação Comunitária ( de 01/07/2026 a 31/12/2027). O curso terá a duração de 6 meses e devida a procura, está planejado para receber 120 alunos. Público alvo (maiores de 18 anos). Objetivos: descobrir, aplicar, incentivar, valorizar, capacitar e assinar o certificado de capacitação de pessoas, principalmente de origem negra, nos diversos campos da Arte, História e demais áreas abrangentes como: ferreiros, carpinteiros, aderecistas, decoradores, costureiros, chapeleiros, designers, alfaiates, carnavalescos, dançarinos, músicos, atores, entre tantas outras capacitações no ramo das artes finalizando com a produção de um documentário sobre as Culturas Bantu no Território da Cidade de Nova Iguaçu. Inventario do patrimônio cultural afro-brasileiro na Comunidade de Corumbá, considerando as imaterialidades africanas presentes no cotidiano das respectivas comunidades; registrar as memórias e o patrimônio cultural de origem banto nas histórias dos territórios de Nova Iguaçu. Projeto pedagógico Local: Cidade do Rio de Janeiro. Duração 6 meses. Vagas: 120 vagas período de 01/07/2026 a 31/12/2027). Espécie: Curso de Formação. Modalidade: Híbrida. Faixa etária: Maiores de 18 anos. Suporte: Apostilas e vídeos, pelo site www.ccal.net.br EMENTAObjetivos: transmitir conhecimentos, aguçar e difundir a criatividade sobre os diversos campos de expressão da Cultural Bantu-angolana-brasileira, e das demais áreas da África Negra, bem como difundir as expressões culturais européias repaginadas pelo negro afro-brasileiro; através da Cultura, da Educação e da Arte. Disciplinas: (Aulas teóricas e práticas) 1 História da Arte: da Pré-História ao Surrealismo 2 Seminários de Cultura, Educação e Arte 3 História da Arte Internacional e Brasileira 4 O Candomblé banto e as culturas afro-brasileiras através das artes: a) Cromologia das Divindades; b) Confecção de Trajes africanos; c) Confecção de Máscaras africanas (Mukange); 5 História da Arte Afro-brasileira, Africana e Indígena 6 Fundamentos Estéticos 7 Técnicas e Procedimentos Artísticos, Arte do Carnaval: a) Desenvolvimento de temas bantu entre outros para Escolas de Samba e Blocos Carnavalescos em suas diversidades. b) Desenho de fantasias, alegorias, adereços e cenários etc. c) Elementos Alegóricos: obras de Serralheria, carpintaria, marcenaria, esculturas em isopor, fibra de vidro, pastelação, chassis de carros e tripés;e) Decoração: Adereços, incluindo Mukange (máscara africana) Iluminação; f) A Arte da reciclagem e materiais alternativos. g) A Arte Conceitual. 8 Linguagem da Arte: · Música; Todos os instrumentos de percussão; pratos metálicos e marimba. · Arte Cênica; Maquiagem, figurino etc. · Danças afro: Maracatu, Boi Bumbá, Jongo, Candomblé, Escola de Samba, Frevo, Capoeira, Maculelê, Funk, Partido Alto e tantas outras de matriz africana bantu bem como as de matriz europeia ressignificadas pelos negros afro-brasileiros. 9 Ensaios 10 Avaliação Externa. Material necessário: Tintas, pinceis, papel A 4, papel Canson (para aquarela,) linhas, agulhas, tecidos, máquinas de costura: reta, zigue zague, overloque e bordar. Tecidos finos, grossos e médios, couro, napa, sisal, palha da costa etc. Tesouras réguas, compasso, esquadros, etc. pistola de grampear a vácuo, grampeadores, Tecido em EVA, paetês, missangas, tecidos de pano, colas quentes e frias, brocais purpurinas, tintas, verniz, fibra de vidro, resina, blocos de isopor, materiais recicláveis comprados das mãos de recicladores de rua:garrafas pet, materiais alternativos como: conduítes elétricos, mangueiras luminosas, fitas led, lâmpadas led, holofotes e etc. not books, geradores, gasolina ou diesel, tubos de ferro e solda elétrica, papelão, madeiras de resto de obra e novas, chassis de carros alegóricos, pneus, rodas rodízios e ferramentas alusivas etc. Instrumental (percussão - todos), pratos metálicos, marimba, encordoamento para caixas de guerra, macetas, baquetas, apitos; Maquiagem, figurinos etc. Material utilizado: Data Show, tela, apostilas, not book entre outros. Apoio pedagógico para pesquisas dos candidatos: apostilas, e indicação de referências bibliográficas no site www.ccal.net.br. Referências bibliográficas: BEZERRA, Nielson Rosa; LAURENTINO, Eliana. Baixada Negra. Rio de Janeiro: Esteio, 2022. BEZERRA, Nielson Rosa; POSSIDÔNIO, Eduardo. Religiosidades africanas em tempos de escravidão: batuques e candomblés no Recôncavo do Rio de Janeiro, século XIX. Recôncavo: Revista de História da UNIABEU, Volume 6, Número 10, (66-85), 2016. CRAEMER, Willy de. VANSINA, Jan e FOX, Renée C. “Religious Movements in Central Africa: a Theoretical Study”, Comparative Studies in and History, 18:4, out., 1976. POSSIDÔNIO, Eduardo. Entre Ngangas e Manipansos: a religiosidade centro-africana nas freguesias urbanas do Rio de Janeiro de fins do Oitocentos (1870-1900). Salvador: Saga, 2018. SILVA, Jeusamir Alves da. (Tata Ananguê/CRBNDM). São Paulo: Editora Dialética. 2023. Memória, patrimônio e candomblé: perspectivas das identidades banto na religiosidade afro-brasileira de Nova Iguaçu. São Paulo: Dialética, 2023. SLENES, Robert. A árvore de Nsanda transplantada: cultos kongo de aflição e identidade escrava no Sudeste brasileiro (século XIX). In Douglas Cole Libby e Júnia Ferreira Furtado (orgs.), Trabalho livre, trabalho escravo: Brasil e Europa, séculos XVII e XIX. São Paulo: Annablume, 2006, pp. 293-294. TOUSSAINT-SAMSON, Adèle. Uma parisiense no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Capivara, 2003 [1883]. VANSINA, Jan. “The Dictionary and the Historian”. History in Africa, vol. 1, 1974, pp. 149-152. YEMANJÁ, Mãe Beata de. Caroço de Dendê.: a sabedoria dos terreiros.Rio de Janeiro: Pallas. 2002.
O proponente se responsabiliza por garantir que esse produto tenha em sua construção ou reformas e uso como sala de aula, acessibilidade física como Rampas de acesso, banheiros adptados, assentos, guias tateis, para Pessoas com Mobilidade Reduzida como: Deficientes, obesos, Idosos, Gestantes. Para além disso, no que tange a Conteúdos para Deficientes auditivos, legendagem e intérprete de libras. Para Deficientes visuais, escrita e leitura em braile, audio – descrição, vista sensorial, placas sensoriais no piso.No Programa de Formação Profissional e Comunitária que trata dos cursos de formação.
Medidas de “ampliação de acesso” adotadas no projeto, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023:VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas ao projeto, tais como ensaios abertos,estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas. Exemplo: (Incentivar e permitir que turmas do jardim da infância ao ensino medio,das escolas públicas e particulares, visitem e participem como convidadas, de aulas práticas e teóricas, bem como, ensaios abertos, estágios, treinamentos,palestras, exposições, mostras e oficinas, do Programa de Formação Profissional e Comunitária, como incentivo para a criança e o jovem a se aprofundarem noestudo da temática afro-bantu na construção do Brasil e Formação do Português Brasileiro.X - outras medidas sugeridas pelo proponente, a serem apreciadas pela Comissão Nacional deIncentivo à Cultura (CNIC).Exemplo: Convidar Personalides como, compositores, carnavalescos, escritores, atores, atrizes, cantores, cineastas,patrocinadores, autoridades das três esferas de governo, entre outros, para palestras, ao longo das ações do projeto, como fortalecimento ao combate contraracismo e suas variáveis. Medidas de “ampliação de acesso” adotadas no projeto, conforme artigo 28 da IN nº 01/2023: I - doar 10% (dez por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto para distribuição gratuita com caráter social, além do previsto inciso II do art. 27, totalizando 20% (vinte por cento).
O Dirigente realizará no projeto a função de Coordenador Geral, cujo currículo resumido segue imediatamente a seguir: Jeusamir Alves da Silva (Tata Ananguê). 2015 Licenciatura em História pela UNOPAR. 2017 Licenciatura em Artes e Educação Artística pelo Instituto UnIversal CLARETIANO. Nesse período conquistou 6 pós-graduações latus sensu em: 1) História e Cultura Afro-Brasileira. 2) Ensino de História. 3) Ciências da Religião. Artes: 4) Técncas e Procedimentos. 5) Ensino da Língua Epanhola e 6) Gestão Escolar: Supervisão, Administração e Orientação, todas pela UCAM. Em 2018 conquistou o Mestrado em Educação, Cultura e Comunicação em Periferias Urbanas, pela FEB/UERJ. 2023 concluiu o Doutorado Em Educação com Especialidade em Pesquisa e Investigação pela UNiB-Porto Rico. Curso de Extensão Universitária "Os Bantu na África e no Brasil (UERJ). Professor convidado do Programa de Mestrado e Doutorado da Febef/UERJ, Professor convidado do Programa de Mestrado da UFRRJ. Membro do Grupo de Pesquisas da UFRRJ - GEPICAFRO. E do Grupo de Pesquisa "A Côr da Baixada" da FEB/UERJ.Escritor/ORCID: 0000-0002-8512-7507. ISBN:911637. Cinco livros lançados com temática negra, dois deles em 2023. Vários artigos da Cultura afro-brasileira publicados em anais de Congressos de Cultura e Educação Nacionais e Internacionais, em Revistas Acadêmicas e Journaux. Espertise no projeto "I Seminário Nacional dos Angoleiros do Brasil", realizado de 25 a 27 de marco de 2010, através do Convênio nº 719027/2009 celebrado entre a SEPPIR/PR e a CRBNDM, com Prestação de Contas aprovada. Sacerdote do Calundu/Candomblé de Angola. Presidente da Confederação Nacional dos Candomblés de Angola e dos Costumes e Tradições Bantu no Brasil - CNCACTBB. Presidente, fundador e dirigente da Casa Raiz do Benguê Ngola Djanga Ria Matamba - CRBNDM, CNPJ: 32008799/0001-59. Presidente do GRES.União de Vaz Lobo (1980 à 1990). Suboficial Reformado serviu a Marinha do Brasil, de 1961 à 1990. Supervisor e professor de História e Artes do Centro Educacional Corumbá, desde 2017.Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/9341688856983028. Coordenador/docente:Prof. Doutor Nielson Rosa Bezerra (Pós- Doutorado - York University). Coordenador dos Cursos de Mestrado e Doutorado da FEB/UERJ. Equipe de Produção:Profa. Doutora em Educação Andrea Mendes (Doutorado - UNICAMP) - DocenteProfa. Doutora em Educação Eliana Laurentino (Doutorado - UERJ) - DocenteProfa. Doutora em Educação Bruna Maria Luiz (Doutorado – UERJ) - DocenteProfa. Doutora em Educação Jacqueline Rodrigues (Doutorado – UNICAMP) - DocenteProfa. Doutora em Educação Marta Ferreira (Doutorado – UNICAMP - Docente)Prof. Doutor em História Social Eduardo Possidônio (Doutorado – UFRRJ) - DocenteProf. Doutor em Ciências Sociais Otair F. de Oliveira (Doutorado - UERJ) - DocenteProf. Doutor em Artes Arthur Gomes do Vale - (Doutorado URRJ) - Docente.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.