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PRONAC 252089Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Formação Audiovisual para jovens do Canal Jagube - Plano Anual

48.200.757 ANA KEZIA LIMA MARINHO GUIMARAES
Solicitado
R$ 199,7 mil
Aprovado
R$ 199,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
AM
Município
Boca do Acre
Início
2025-08-08
Término
2026-08-28
Locais de realização (1)
Pauini Amazonas

Resumo

O projeto Canal Jagube visa implementar um programa de formação audiovisual para jovens ribeirinhos entre 12 e 25 anos da Vila Céu do Mapiá, na Floresta Nacional do Purus, Amazonas. A iniciativa estrutura-se em 40 encontros online e um presencial, com foco na capacitação em documentarismo e comunicação comunitária. O programa prevê a remuneração de coordenadores locais, jovens aprendizes e oficineiros profissionais do cinema, e busca dar continuidade à divulgação dos conteúdos produzidos nas plataformas digitais.

Sinopse

As oficinas online do Canal Jagube foram estruturadas para oferecer uma formação audiovisual completa aos jovens ribeirinhos da Vila Céu do Mapiá, abordando desde fundamentos teóricos até a aplicação prática e disseminação dos conhecimentos adquiridos. Ao longo de 40 encontros virtuais distribuídos em 12 meses, os participantes percorrerão uma jornada formativa organizada nos seguintes módulos: Módulo 1: Fundamentos Teóricos e Roteiro (8 encontros)Introdução ao documentário: história, estilos e funções sociais do documentarismoNarrativas audiovisuais: estruturas narrativas adaptadas à realidade amazônicaElaboração de roteiros: desenvolvimento de pautas e roteiros a partir de temas locaisÉtica na documentação: abordagem respeitosa das comunidades e questões de consentimentoDocumentário participativo: metodologias de produção que envolvem os retratados no processoMódulo 2: Técnicas de Produção e Captação (10 encontros)Conhecendo os equipamentos: oficinas práticas com câmeras, smartphones e gravadores disponíveisLinguagem audiovisual: enquadramentos, movimentos e composição visualTécnicas de captação de áudio: uso de microfones, captação em ambientes externosIluminação natural e adaptada: estratégias para filmagem na floresta e em ambientes diversosProdução em condições adversas: soluções criativas para filmagens em áreas remotas e com recursos limitadosMódulo 3: Levantamento de Pautas e Produção Local (6 encontros)Identificação de temas relevantes: mapeamento coletivo de assuntos importantes para a comunidadePré-produção: planejamento de entrevistas, locações e cronogramas adaptados à realidade localPesquisa preparatória: métodos de investigação prévia sobre os temas escolhidosProdução comunitária: estratégias para envolver a comunidade nas produçõesDocumentação da memória cultural: técnicas específicas para registro de saberes tradicionaisMódulo 4: Edição e Pós-produção (8 encontros)Introdução aos softwares de edição: ferramentas acessíveis e adaptadas aos recursos disponíveisMontagem narrativa: construção de histórias coerentes a partir do material captadoTratamento de áudio: limpeza, equalização e mixagem básicaCorreção de cor: ajustes básicos para valorizar as imagens captadasProdução de legendas descritivas: tornando o conteúdo acessível a diferentes públicosFormatos para diferentes plataformas: adaptações para redes sociais e canais digitaisMódulo 5: Distribuição e Impacto (4 encontros)Estratégias de publicação: planejamento de lançamentos no Canal JagubeEngajamento comunitário: exibições locais e discussões sobre os materiais produzidosMonitoramento de impacto: ferramentas para acompanhar o alcance dos conteúdosDiálogo com outras comunidades: trocas de experiências com iniciativas similaresMódulo 6: Multiplicação de Saberes (4 encontros)Metodologias para compartilhamento: técnicas pedagógicas para ensinar outros jovensPlanejamento de oficinas locais: estruturação de atividades de repasse dos conhecimentosTutoria entre pares: desenvolvimento de habilidades de orientação e mentoriaDocumentação do processo formativo: registro da própria jornada de aprendizagemSessões de feedback: análise coletiva das produções realizadasEncontro presencial imersivo (15 dias)Oficina intensiva para aprofundamento prático e fortalecimento de vínculos entre participantes e formadoresCada encontro terá duração de 2 horas e incluirá momentos de exposição teórica, demonstrações práticas, exercícios individuais e coletivos, além de espaços para dúvidas e compartilhamento de experiências. Os coordenadores locais darão suporte presencial aos participantes, mediando a aplicação dos conhecimentos e o uso dos equipamentos disponíveis entre os encontros online. As oficinas serão adaptadas à realidade de conexão local, com materiais didáticos que possam ser baixados previamente e atividades que considerem possíveis limitações de internet. Todo o processo será documentado pelos próprios participantes, gerando um acervo metodológico que poderá ser replicado em outras comunidades ribeirinhas da Amazônia.

Objetivos

Objetivo Geral Capacitar jovens ribeirinhos da Vila Céu do Mapiá como documentaristas e comunicadores audiovisuais, promovendo o protagonismo juvenil e a preservação da memória cultural local através da produção de conteúdo sobre sua comunidade na Floresta Amazônica. Atuando como comunicadores de sua comunidade os jovens participantes despertam uma percepção que pode ajudar a compreender o local onde vivem, as suas perspectivas, as características culturais existentes e valores da sua comunidade. Essas informações podem embasar a construção de uma comunicação mais efetiva e adaptada às necessidades das pessoas na região. Objetivo Específico - Realizar 40 encontros virtuais de formação em técnicas audiovisuais com duração de 90 minutos cada.- Promover 1 encontro presencial entre todos os participantes para integração e práticas audiovisuais coletivas.- Formar 10 jovens entre 12 e 25 anos em técnicas de produção, edição e distribuição de conteúdo documental.- Produzir, no mínimo, 10 peças audiovisuais (documentários, reportagens e videoclipes) sobre a comunidade e seu entorno.- Publicar todos os conteúdos produzidos nas plataformas digitais do Canal Jagube, ampliando o alcance das narrativas locais.- Remunerar 2 coordenadores locais, 10 jovens aprendizes e 4 oficineiros durante o período do projeto.Método- Pesquisa e diagnóstico: será realizada uma pesquisa e um diagnóstico na comunidade buscando entender quais são as necessidades e desafios de comunicação enfrentados. Nesta etapa serão feitas entrevistas com os interessados em participar da oficina para a seleção e escolha dos 10 participantes fixos de acordo com os critérios e perfil definidos pela coordenação do projeto. - Definição de objetivos e conteúdos: definir conjuntamente os objetivos da oficina buscando fortalecer a capacidade de comunicação dos participantes, promovendo a expressão de identidades culturais locais e melhorando a articulação de questões e demandas comunitárias. Os conteúdos propostos serão identificados com base nos objetivos estabelecidos conjuntamente. Isso pode abranger habilidades de comunicação, como contar histórias, uso de mídias sociais, redação, criação de roteiros, noções de fotografia, produção de áudio e vídeo, a produção de documentários, entre outros. - Experiências práticas: A oficina irá proporcionar oportunidades para que os participantes coloquem em prática as habilidades de comunicação aprendidas durante a oficina. Isso pode incluir a criação pelo jovens de projetos de mídia comunitária. - Avaliação e acompanhamento: Durante e após a oficina, será feito uma avaliação do progresso dos participantes e da eficácia da metodologia utilizada. - Ao final espera-se que os participantes se tornem multiplicadores dos conhecimentos adquiridos, expandindo o conhecimento para outros jovens. Plano pedagógico Carga horária de 60 horas. Serão 40 encontros online semanais de 1h30min com a coordenação local, os jovens aprendizes e os oficineiros da Arica Cinematográfica que se dividirão entre os seguintes conteúdos, além dos que forem identificados no diagnóstico inicial: Teoria / Roteiro / Produção; Utilização dos equipamentos de filmagem e som já disponíveis na comunidade;Levantamento de pautas relevantes na comunidade; Produção e Captação de material audiovisual; Edição de materiais captados;Produção de Legenda Descritiva; Publicação no Canal Jagube dos materiais produzidos:Acompanhamento do processo de multiplicação para os outros jovens da comunidade. Os participantes serão expostos continuamente a discussão de conteúdo prático e teórico que os ensine a produzir conteúdo audiovisual de modo simplificado, sem necessidade de qualquer aprofundamento técnico rigoroso. O que se pretende é possibilitar que, para os participantes, o audiovisual possa ser enxergado como uma ferramenta de expressão e comunicação que está ao alcance da maior parte das pessoas. Por meio de atividades coletivas e dinâmicas, os oficineiros juntamente com os coordenadores locais apresentarão aos participantes conceitos necessários ao pensamento e à elaboração audiovisual, e os auxiliarão no desenvolvimento de produção de conteúdos para a web.

Justificativa

O projeto Canal Jagube representa uma iniciativa estratégica para a democratização do acesso à formação audiovisual em uma das regiões mais isoladas e carentes de infraestrutura cultural do Brasil - a Vila Céu do Mapiá, localizada dentro da Floresta Nacional do Purus, no Amazonas. A utilização de recursos públicos por meio do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais se justifica pela necessidade de superar as barreiras geográficas e econômicas que impedem jovens ribeirinhos de terem acesso a formações técnicas e artísticas no campo audiovisual.A proposta atende diretamente às comunidades tradicionais amazônicas, historicamente marginalizadas dos processos de produção cultural hegemônicos e com limitado acesso a políticas públicas. O Canal Jagube vem desenvolvendo ações voluntárias desde 2017, mas necessita de estruturação financeira para ampliar seu alcance e garantir a continuidade do trabalho, proporcionando remuneração adequada aos jovens participantes e formadores envolvidos. O uso de recursos incentivados é fundamental para viabilizar a logística complexa de formação em área remota da Amazônia, incluindo o encontro presencial entre os participantes, além de garantir equipamentos adequados para a produção audiovisual em condições extremas da floresta. Este projeto contribui para a descentralização das políticas culturais, levando formação qualificada a um território distante dos centros urbanos e dando voz narrativa a seus habitantes. Enquadramento na Lei 8313/91 (Lei Rouanet)Art. 1° do PRONAC - Incisos aplicáveis:II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais O Canal Jagube atua diretamente na formação de jovens amazônicos como produtores de conteúdo audiovisual, valorizando seus olhares e narrativas sobre o território. A proposta visa qualificar recursos humanos locais para que possam documentar e comunicar suas próprias histórias, promovendo assim a regionalização da produção cultural brasileira na Amazônia profunda. IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional A Vila Céu do Mapiá representa uma comunidade tradicional amazônica com costumes, conhecimentos e modos de vida únicos. O projeto contribui para a proteção dessas expressões culturais ao capacitar jovens locais como documentaristas de suas próprias manifestações culturais e cotidianas. V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira Ao formar jovens documentaristas na comunidade, o projeto contribui para a salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver dos ribeirinhos da Floresta Nacional do Purus, registrando audiovisualmente práticas, conhecimentos tradicionais e a relação única que mantêm com a floresta amazônica. Art. 3° do PRONAC - Objetivos aplicáveis:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos O Canal Jagube estabelecerá um programa estruturado de formação audiovisual com 40 encontros virtuais e 1 presencial, configurando-se como curso de caráter cultural destinado à formação técnica e artística de jovens ribeirinhos, em iniciativa sem fins lucrativos. II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural O projeto resultará na produção de pelo menos 10 peças audiovisuais (documentários, reportagens e videoclipes) que registrarão aspectos socioculturais e ambientais da Vila Céu do Mapiá e seu entorno, contribuindo para a formação de um acervo audiovisual de importante valor cultural sobre a região amazônica.Nota Como proponente, fundadora e coordenadora local do projeto, acredito ser essencial entender o nível de acesso e familiaridade com a tecnologia em comunidades dessa natureza. Levantamentos sobre conectividade, acesso à internet e dispositivos eletrônicos nos dão ideias para a implementação de soluções de comunicação viáveis. É importante, por exemplo, investigar tecnologias de comunicação adequadas ao ambiente amazônico, como rádio comunitária de baixa potência, sistemas de energia solar e soluções de conectividade de banda larga adaptadas à realidade local. Ao atuar por anos na comunidade desenvolvendo conteúdos audiovisuais, o nosso projeto pretende ainda explorar experiências anteriores de projetos de comunicação comunitária bem-sucedidos na Amazônia ou em contextos semelhantes para aprender com as práticas efetivas e desenvolver estratégias adaptadas às necessidades específicas da comunidade. Pesquisas e estudos sobre a biodiversidade, ecossistemas naturais e questões ambientais da região são informações que podem orientar uma abordagem de comunicação que promova a educação ambiental, a sustentabilidade e a preservação da Amazônia através de conteúdos audiovisuais que retratam a realidade local. Com a aplicação dessa Formação, vamos possibilitar o contato dos participantes com habilidades técnicas básicas em produção audiovisual, como roteiro, produção, operação de câmera, gravação de áudio, edição de vídeo e pós-produção. Eles devem aprender a utilizar equipamentos audiovisuais de forma adequada e eficaz. Com esse processo de aprendizagen, vamos incentivar os participantes a explorarem sua criatividade ao utilizar o audiovisual como forma de comunicação, se sentindo capacitados para contar histórias, transmitir ideias e emocionar utilizando recursos visuais e sonoros. Além disso, através da oficina, os participantes devem desenvolver uma maior compreensão crítica das mensagens transmitidas através do audiovisual edevem aprender a analisar o contexto, a linguagem e os efeitos de suas criações. A oficina espera também poder capacitar os participantes a utilizar o audiovisual como uma ferramenta para amplificar as vozes e as demandas da comunidade, incentivando a desenvolver projetos de mídia que retratem questões locais, além de promover o engajamento e a participação ativa da comunidade. Através do audiovisual, os participantes podem desenvolver um senso de responsabilidade social e empatia em relação a questões sociais relevantes ao ser estimulados a criar conteúdos audiovisuais que promovam a conscientização e inspirem uma mudança positiva na comunidade. Os participantes devem aprender a utilizar as mídias sociais e outras plataformas online como ferramentas para divulgar seus projetos audiovisuais, alcançar um público mais amplo e promover o diálogo com a comunidade online. A oficina pretende estimular o trabalho em equipe e a colaboração entre os participantes. Eles devem aprender a trabalhar juntos na concepção, desenvolvimento, produção e divulgação de projetos audiovisuais, promovendo habilidades de colaboração e comunicação. O projeto possibilita ainda uma formação técnica capaz de ampliar a renda desses jovens e da coordenação local, estabelecendo um vínculo do povo da floresta com o pessoal que vive fora, em outras comunidades ao entorno, no Brasil e no exterior, fortalecendo a cidadania, a cultura e os direitos individuais.

Estratégia de execução

Passagens Aéreas para Oficina Presencial - Ida e Volta Ivo Costa Felipe (Oficineiro) - sai de São paulo para Rio BrancoAndré Inojosa de Almeida Pupo (Oficineiro) - sai de São paulo para Rio BrancoIberê Périssé de Oliveira (Oficineiro) - sai de São paulo para Rio BrancoEnio José de Oliveira Staub (Oficineiro) - sai de Florianópolis para Rio Branco

Especificação técnica

FORMAÇÃO AUDIOVISUAL PARA JOVENS RIBEIRINHOSPROJETO PEDAGÓGICOCanal Jagube | Vila Céu do MapiáEsta proposta pedagógica estrutura um programa de formação com duração de 12 meses, composto por 40 encontros online de 120 minutos e um encontro presencial imersivo de 15 dias. O projeto dá continuidade a uma iniciativa que já existe há 7 anos, fortalecendo o protagonismo juvenil e a comunicação comunitária através do audiovisual. A metodologia proposta considera as especificidades da região, como o acesso limitado à internet e as características culturais locais, adaptando o ensino do audiovisual às necessidades e potencialidades da Vila Céu do Mapiá. O público alvo são jovens ribeirinhos entre 12 e 25 anos, residentes na Vila Céu do Mapiá e comunidades adjacentes na Floresta Nacional do Purus, Amazonas.CARGA HORÁRIA E ESTRUTURA DO CURSO180 horas, distribuídas em:60 horas de encontros online (40 encontros de 1h30min)20 horas de encontro presencial imersivo80 horas de atividades práticas supervisionadas20 horas de atividades de multiplicação do conhecimentoPeriodicidadeEncontros online: semanais (de 1 a 2 vezes por semana)Atividades práticas: quinzenaisEncontro presencial: uma imersão de 15 dias no mês 11 do projetoAtividades de multiplicação: últimos 3 meses do projetoDuração total12 meses METODOLOGIA DE ENSINOAprendizagem experiencialOs participantes serão estimulados a aprender fazendo, através de exercícios práticos que partem de suas próprias experiências e do contexto local. Para cada conceito teórico apresentado, haverá uma aplicação prática imediata, adaptada às condições locais. Pedagogia de projetosOs conteúdos serão organizados em torno de projetos audiovisuais completos, que integram várias etapas da produção. Desde o início, os participantes trabalharão em produções reais, com complexidade crescente ao longo do curso. Diálogo interculturalA formação valorizará os saberes locais, incorporando-os ao processo de aprendizagem e estimulando o diálogo entre conhecimentos tradicionais e técnicas contemporâneas de produção audiovisual. CONTEÚDO PROGRAMÁTICOMódulo 1: Fundamentos Teóricos e Roteiro (8 encontros - 16 horas)Introdução ao documentário e linguagem audiovisualDiferentes abordagens e estilos documentaisElementos básicos da linguagem cinematográficaDocumentário como ferramenta de expressão culturalNarrativas audiovisuais e estruturas de roteiroEstruturas narrativas aplicadas ao documentárioStorytelling adaptado à realidade amazônicaDesenvolvimento de personagens e arcos narrativosRoteiro para documentário: particularidades e processosElaboração de projetos audiovisuaisDesenvolvimento de argumentosPesquisa preparatória e pré-roteiroPlanejamento de produçãoAutorização de uso de imagem e vozMódulo 2: Técnicas de Produção e Captação (10 encontros - 20 horas)Operação de equipamentos disponíveisCâmeras DSLR: configurações básicas e avançadasSmartphones como ferramenta de captaçãoGravadores de áudio e microfonesEquipamentos de apoio (tripés, estabilizadores)Composição visual e enquadramentosPrincípios de composição fotográficaEnquadramentos e movimentos de câmeraFotografia em ambientes florestais e ribeirinhosPlanejamento visual para documentáriosCaptação de áudio em ambientes externosSoluções para desafios acústicos específicosCaptação de depoimentos e entrevistasRegistro de paisagens sonoras da florestaIluminação natural e adaptadaAproveitamento da luz naturalTécnicas de iluminação com recursos limitadosDesafios da captação na floresta e em ambientes internosSoluções criativas para condições adversasDireção de fotografia para documentárioEstética documental e escolhas visuaisAdaptação à realidade técnica localIdentidade visual de projetos documentaisMódulo 3: Levantamento de Pautas e Produção Local (6 encontros - 12 horas)Identificação de temas relevantesCritérios de relevância e interesse públicoAbordagens possíveis para temas locaisDesenvolvimento do olhar documental sobre o cotidianoPré-produção documentalPlanejamento de entrevistas e depoimentosPesquisa preparatória e contato com participantesLogística de produção na florestaCronogramas adaptados à realidade localPesquisa e documentaçãoLevantamento de fontes e materiais de arquivoProdução de conteúdo complementarMódulo 4: Edição e Pós-produção (8 encontros - 16 horas)Introdução aos softwares de ediçãoAdobe Premiere e alternativas gratuitas (DaVinci Resolve, Shotcut)Organização de arquivos e fluxos de trabalhoEdição adaptada aos recursos computacionais disponíveisMontagem narrativaPrincípios de montagem documentalConstrução de sequências e cenasRitmo e tempo na ediçãoMontagem de entrevistas e depoimentosTratamento de áudioMixagem de diferentes fontes sonorasUso de sons ambientes e trilhas sonorasFinalização de áudio para diferentes plataformasCorreção de cor e finalização visualCorreção primária e ajustesUniformidade visual entre diferentes fontesExportação para diferentes formatos e plataformasProdução de legendas e acessibilidadeCriação de legendas em português e outros idiomasLegendas descritivas para acessibilidadePadrões técnicos para legendagemIntegração de legendas aos vídeos finalizadosMódulo 5: Distribuição e Impacto (4 encontros - 8 horas)Estratégias de publicação digitalPreparação de conteúdo para o Canal JagubeAdaptação para diferentes plataformas (YouTube, Instagram, etc.)Calendário de publicações e continuidadeEngajamento comunitário e exibiçõesMediação de debates e rodas de conversaColeta de feedback da comunidadeDocumentário como ferramenta de mobilizaçãoImpacto e alcance dos conteúdosMétricas e ferramentas de monitoramentoAvaliação qualitativa de impactoAmpliação de audiência e parceriasDiálogo com outras iniciativas documentaisMódulo 6: Multiplicação de Saberes (4 encontros - 8 horas)Metodologias para compartilhamento de conhecimentoTécnicas pedagógicas básicasPlanejamento de oficinas introdutóriasAdaptação de conteúdos para diferentes faixas etáriasAcompanhamento de projetos iniciantesFeedback construtivo e suporte técnicoCriação de redes de apoio entre realizadoresDocumentação de processos formativosRegistro sistematizado da jornada de aprendizagemCriação de materiais didáticos adaptadosSistematização de metodologias desenvolvidasCompartilhamento de aprendizados e desafiosEquipamentos disponíveis para práticaCâmeras DSLR Canon T5i (1 unidade)Smartphones com capacidade de gravação em HD (4 unidades)Gravadores de áudio Zoom H4n (1 unidades)Microfones lapela e direcional (2 unidades)Tripés e estabilizadores básicos (2 kits)Computadores para edição (2 estações)Discos rígidos externos para armazenamento (4 unidades)Equipamentos de projeção para exibições comunitárias (1 kit)EQUIPE DE FORMADORESCineastas responsáveis pela formaçãoAndré Pupo Cineasta documentarista e coordenador de pós-produção, com experiência em projetos socioambientais na Amazônia. Especialista em produção de baixo orçamento e metodologias participativas. Responsável pelos módulos de Edição e Pós-produção. Enio StaubDiretor e fotógrafo com vasta experiência em documentários antropológicos. Dentre suas produções, destaca-se o ambiente amazônico e o estudo das plantas de podr. Responsável pelos módulos de Produção e Distribuição. Ivo Costa Felipe Roteirista e produtor com foco em narrativas comunitárias e identitárias. Experiência em formação audiovisual para jovens. Responsável pelos módulos de Fundamentos Teóricos e Roteiro. Iberê PérisséFotógrafo especializado em documentários. Experiência em ensino de técnicas de pós-produção acessíveis. Responsável pelos módulos de Técnicas de Produção e Captação. Equipe de apoio local / Coordenadores locais Dois moradores da Vila Céu do Mapiá com experiência prévia em projetos do Canal Jagube, que atuarão como mediadores entre os formadores e os participantes, oferecendo suporte contínuo às atividades práticas.

Acessibilidade

Acessibilidade FísicaO projeto Canal Jagube assegurará que os espaços físicos utilizados para os encontros presenciais com os jovens participantes sejam acessíveis a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Os locais selecionados para as oficinas presenciais contarão com: Banheiros adaptados para pessoas com deficiênciaRampas de acesso ou alternativas à escadaSinalização tátil de alerta e direcionalEspaços amplos que permitam a circulação de cadeiras de rodasMobiliário ajustável às necessidades de diferentes usuáriosEstacionamento com vagas reservadas próximo aos locais de atividadeDurante o planejamento logístico do encontro presencial, serão consideradas as necessidades específicas de eventuais participantes com deficiência, garantindo transporte adequado e assistência personalizada quando necessário. Acessibilidade de ConteúdoA acessibilidade será integrada como componente fundamental da formação audiovisual oferecida pelo Canal Jagube. As ações incluirão: Conteúdos formativos:Módulo específico sobre produção audiovisual acessível, sensibilizando os jovens sobre a importância da inclusãoCapacitação técnica para criação de legendas descritivas e audiodescriçãoMateriais didáticos:Disponibilização de materiais em formatos acessíveis (textos ampliados, áudio, digital acessível)Plataforma virtual de aprendizagem:Interface compatível com leitores de telaVídeos tutoriais com legendasProdutos audiovisuais: Implementação obrigatória de legendas em todos os conteúdos produzidosEstímulo à produção de audiodescrição e legenda descritiva nos documentários finalizadosCriação de um protocolo de acessibilidade para as produções do Canal JagubeDivulgação:Materiais de comunicação do projeto desenvolvidos em formatos acessíveisDisponibilização de informações em múltiplos formatos (texto, áudio, vídeo)A temática da acessibilidade comunicacional será transversal à formação, sensibilizando os jovens documentaristas sobre seu papel na construção de conteúdos inclusivos que possam ser fruídos por todos os públicos, independentemente de suas condições sensoriais ou cognitivas.

Democratização do acesso

O Canal Jagube implementará uma estratégia abrangente de democratização do acesso aos conteúdos audiovisuais produzidos por seus jovens participantes, baseada em três pilares: distribuição gratuita e universal, promoção do intercâmbio cultural e ações formativas complementares. Todos os produtos audiovisuais resultantes do projeto serão disponibilizados gratuitamente nas plataformas digitais do Canal Jagube, que já conta com uma base consolidada de mais de 20 mil seguidores. Sendo assim, conforme o artigo 47 da IN 23/2025, este projeto vai disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição; Canal Jagube no YouTube: transmissão integral dos conteúdos, reportagens e videoclipes produzidos, com sistema de legendas em português e audiodescriçãoPerfil no Instagram: publicação de trechos e bastidores das produções, alcançando públicos diversificadosAções de Ampliação de AcessoTransmissões ao vivo:Realização de pelo menos 3 lives durante o projeto, compartilhando o processo formativo e os resultados parciais das produçõesSessões virtuais de lançamento dos documentários com presença dos jovens realizadores para diálogo com o públicoOficinas abertas:Promoção de 1 webinário gratuitos abertos ao público sobre temas relacionados à produção audiovisual em territórios remotosDistribuição em comunidades:Disponibilização dos conteúdos em formato offline para escolas e centros culturais em áreas sem acesso adequado à internetCriação de "pacotes culturais" com os documentários para circulação em comunidades ribeirinhas vizinhas à Vila Céu do MapiáParcerias institucionais:Acordos com TVs educativas e comunitárias para exibição dos conteúdos produzidosArticulação com festivais de cinema e mostras audiovisuais para inscrição e circulação dos documentários produzidosSendo assim, o projeto também vai realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas; e realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores conforme prevê o artigo 47 da IN 23/2025. Acessibilidade:Disponibilização de todos os conteúdos com legendas descritivasImplementação gradual de recursos de audiodescrição nos principais documentáriosO projeto não prevê comercialização dos produtos, já que todos os conteúdos serão disponibilizados gratuitamente, cumprindo a função social de ampliar o acesso à diversidade cultural amazônica e fortalecer a representatividade de comunidades ribeirinhas no cenário audiovisual brasileiro.

Ficha técnica

Ana Kézia Marinho - Proponente, Coordenadora Geral e Pedagógica do Canal Jagube. Ana Kézia Marinho é jornalista formada, moradora da Vila Céu do Mapiá há mais de 10 anos e fundadora do Canal Jagube. Como professora da Escola Estadual Cruzeiro do Céu, ela combina sua experiência pedagógica com conhecimentos técnicos em audiovisual para coordenar as atividades do projeto junto aos jovens da comunidade. Atribuições no ProjetoCoordenação Pedagógica: Responsável por adaptar as metodologias propostas pelos oficineiros à realidade local, garantindo que o conteúdo seja acessível e relevante para os jovens participantes.Mediação entre Oficineiros e Participantes: Atua como ponte entre os oficineiros externos e os jovens locais, contextualizando as demandas e particularidades da comunidade para os formadores e facilitando a compreensão das técnicas apresentadas para os jovens.Acompanhamento Presencial: Oferece suporte presencial contínuo aos participantes entre os encontros virtuais, promovendo exercícios práticos, esclarecendo dúvidas e orientando o uso dos equipamentos disponíveis.Produção Local: Coordena as saídas a campo para gravações, identificando locações, articulando apoio comunitário e garantindo as condições logísticas necessárias para as produções.Edição e Finalização: Auxilia os jovens nos processos de edição, oferecendo orientação técnica no uso dos softwares e na construção narrativa dos materiais produzidos.Publicação e Divulgação: Gerencia a publicação dos conteúdos nas plataformas digitais do Canal Jagube, organizando o calendário editorial e as estratégias de divulgação.Suporte Técnico: Administra os equipamentos do projeto, orientando o uso adequado e a manutenção básica do material audiovisual disponível.Articulação Comunitária: Promove o diálogo entre o projeto e as diferentes instâncias da comunidade, identificando pautas relevantes e mobilizando apoio local para as produções.Documentação do Processo: Registra o desenvolvimento do projeto, sistematizando aprendizados e desafios para aprimoramento contínuo da metodologia.Multiplicação do Conhecimento: Orienta os jovens participantes para que se tornem multiplicadores do conhecimento adquirido, ampliando o impacto da formação na comunidade.A participação de Ana Kézia é fundamental por sua compreensão profunda tanto das linguagens audiovisuais quanto da dinâmica cultural e social da Vila Céu do Mapiá. Sua atuação como jornalista e educadora permite estabelecer um diálogo efetivo entre as técnicas contemporâneas de produção audiovisual e os saberes tradicionais da comunidade, garantindo que o projeto seja culturalmente relevante e tecnicamente consistente.Olímpio Mendes - Coordenador de Produção LocalOlímpio Mendes é morador de longa data da Vila Céu do Mapiá, com profundo conhecimento da geografia local e das tradições culturais da comunidade. Colaborador do Canal Jagube desde seus primórdios, desenvolveu habilidades práticas em produção audiovisual através da experiência direta em projetos anteriores. Atribuições no ProjetoCoordenação Logística: Responsável pela organização prática das atividades de campo, incluindo deslocamentos, alimentação e acomodação para gravações em locais remotos.Articulação com Lideranças Locais: Estabelece diálogos com moradores antigos e lideranças comunitárias para viabilizar gravações e entrevistas.Suporte Técnico em Campo: Auxilia nas questões técnicas durante as gravações, especialmente em situações que demandam adaptações aos desafios da floresta.Identificação de Pautas: Contribui com seu conhecimento local para o levantamento de temas relevantes para documentação audiovisual.Mediação Cultural: Facilita o entendimento de aspectos culturais específicos da comunidade para que sejam abordados de forma respeitosa nas produções. Ivo Costa Felipe - Oficineiro de Roteiro e ProduçãoIvo Costa Felipe é roteirista e diretor especializado em narrativas documentais que abordam temas socioambientais e culturais. Com formação em Comunicação Social e especialização em Roteiro para Audiovisual, acumula mais de 15 anos de experiência em produções independentes e séries documentais para canais educativos. Atribuições no ProjetoFormação em Roteiro Documental: Ministra oficinas virtuais sobre estruturas narrativas adaptadas à realidade amazônica.Orientação de Pesquisa: Ensina metodologias de pesquisa preparatória para produção documental.Desenvolvimento de Projetos: Orienta os participantes na estruturação de seus projetos audiovisuais, do argumento ao roteiro finalizado.Supervisão de Conteúdo: Oferece feedback sobre os roteiros desenvolvidos pelos jovens, sugerindo aprimoramentos narrativos e estruturais.Enio José de Oliveira Staub - Oficineiro de Direção e ProduçãoEnio Staub é um cineasta com mais de quatro décadas de experiência, tendo fundado a Arica Cinematográfica em 1979. Sua carreira é marcada pelo compromisso com temáticas sociais, políticas e indígenas, realizando obras premiadas como 'Hijos de la Tierra' e 'Cone Sul', que receberam reconhecimento no Prêmio Goya/2016 e Festival de Gramado/85. Atualmente, como Diretor de Conteúdo da Arica Cinematográfica, dedica-se a projetos que retratam comunidades indígenas e povos tradicionais das Américas e África, com especial atenção aos temas relacionados à ancestralidade e plantas de poder. Atribuições no ProjetoFormação em Direção Documental: Ministra oficinas sobre abordagens e estilos de direção para documentários.Linguagem Audiovisual: Ensina princípios de construção visual e sonora aplicados à realidade amazônica.Direção de Personagens: Orienta técnicas de condução de entrevistas e construção de relações éticas com os sujeitos documentados.Supervisão Artística: Oferece direcionamento conceitual para os projetos, auxiliando na definição de abordagens e estéticas.Iberê Périssé de Oliveira - Oficineiro de FotografiaIberê Périssé é fotógrafo e diretor de fotografia especializado em documentários e produções em ambientes naturais. Com formação em Cinema e Audiovisual, desenvolveu técnicas específicas para captação de imagens em condições desafiadoras como a floresta amazônica. Colaborou em diversas produções premiadas sobre temas ambientais e culturais. Atribuições no ProjetoFormação em Fotografia Documental: Ministra oficinas sobre composição visual e enquadramentos adaptados aos ambientes da floresta.Técnicas de Captação: Ensina o uso otimizado dos equipamentos disponíveis na comunidade.Iluminação Natural: Orienta estratégias para aproveitamento da luz natural e soluções para condições adversas.Supervisão Visual: Oferece feedback sobre a qualidade técnica e estética das imagens produzidas pelos participantes.André Inojosa de Almeida Pupo - Oficineiro de Pós-produçãoAndré Pupo é um realizador audiovisual com ampla experiência em produções complexas, destacando-se por dirigir a obra seriada "Zona de Conflito" e a série de aventura "Kaiak". Seu trabalho como documentarista inclui direção de obras como "Aída dos Santos", "Linha de Frente" e "Santo de Casa". Atualmente, como Diretor de Conteúdo da Arica Cinematográfica, dedica-se a projetos que documentam comunidades indígenas e povos tradicionais das Américas e África, com foco em temas de ancestralidade e plantas de poder. Atribuições no ProjetoFormação em Edição Documental: Ministra oficinas sobre montagem narrativa e construção de sequências.Técnicas de Pós-produção: Ensina processos de tratamento de imagem e som adaptados aos recursos disponíveis.Finalização e Distribuição: Orienta sobre formatos de exportação e estratégias de publicação para diferentes plataformas.Supervisão de Montagem: Oferece feedback sobre a estrutura narrativa e ritmo dos materiais editados pelos participantes.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.