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O projeto Arte do Sagrado visa promover a formação cultural e técnica de jovens por meio de oficinas de costura e criação de adornos litúrgicos afro-brasileiros. Realizado em 10 meses, prevê a capacitação em confecção, empreendedorismo e história dos adornos afro, culminando na criação de um ateliê cultural autossustentável para continuidade das atividades e geração de renda.
Oficinas de História da Costura e dos Adornos Afro-brasileiros: Conteúdo sobre a trajetória histórica das vestimentas africanas, a simbologia dos adornos, processos de resistência e as expressões contemporâneas da moda afro. Oficinas de Costura: Formação técnica em corte, costura manual e uso de máquinas, com foco em vestimentas tradicionais e roupas litúrgicas afro-brasileiras. Oficinas de Produção de Adornos: Criação prática de fios de contas, colares, pulseiras, guias e outros elementos litúrgicos, respeitando a tradição dos materiais e a simbologia espiritual. Módulo de Empreendedorismo Cultural: Orientação sobre marketing, precificação, identidade visual, acesso a editais e formalização de empreendimentos culturais. Exposição Cultural e Desfile Final: Apresentação pública dos produtos confeccionados, aberta à comunidade, com destaque para a ancestralidade e a criatividade dos participantes. Classificação Indicativa: Livre.
O projeto Arte do Sagrado nasce do desejo profundo de preservar, valorizar e transmitir os saberes tradicionais afro-brasileiros, por meio da formação técnica e cultural de jovens de Parauapebas e região. Estruturado em módulos formativos, o projeto contempla a implantação de um ateliê, a criação de adornos litúrgicos e vestimentas, além da introdução aos fundamentos do empreendedorismo cultural, com foco nas expressões religiosas e estéticas de matriz africana.Sua realização será iniciada com o apoio do presente edital, permitindo a implantação das atividades, a aquisição de equipamentos e a contratação de profissionais capacitados. Ao longo de dez meses de execução, os participantes serão conduzidos por uma trajetória didático-pedagógica que respeita a ancestralidade, estimula o pertencimento cultural e forma novos agentes multiplicadores das tradições afro-religiosas, sobretudo nas regiões historicamente invisibilizadas.
O projeto Arte do Sagrado nasce como uma ação estruturante, com o objetivo de fortalecer as expressões culturais e os saberes tradicionais de matriz africana por meio da formação de jovens em situação de vulnerabilidade social. Com recursos iniciais oriundos do edital, o projeto viabiliza a implantação de um ciclo formativo completo — desde a capacitação técnica até o desenvolvimento criativo e o resgate simbólico de práticas ancestrais. No entanto, mais do que uma ação pontual, esta proposta se apresenta como um embrião de um legado permanente. Ao término do período de execução com fomento público, está prevista a construção de um ateliê cultural autônomo, que passará a funcionar como núcleo de produção, aprendizagem continuada e empreendedorismo criativo, especialmente voltado à confecção de artigos religiosos e indumentárias de cunho afro-brasileiro. Esse ateliê será mantido com recursos próprios — provenientes da comercialização de peças produzidas, do oferecimento de oficinas comunitárias e do engajamento de lideranças e parceiros locais. Dessa forma, o projeto consolida sua autossustentabilidade financeira e cultural, ampliando seu alcance e garantindo a continuidade da formação de novas turmas, a geração de renda e a manutenção de uma rede de saberes que dialoga com a espiritualidade, a ancestralidade e a inclusão produtiva. Ao valorizar o fazer ancestral como instrumento de autonomia e cidadania, o Arte do Sagrado afirma-se como uma iniciativa de impacto duradouro, capaz de transformar a realidade de indivíduos e comunidades por meio da arte, do sagrado e da coletividade. Dessa forma, o projeto solicita financiamento via Lei de Incentivo à Cultura, em conformidade com o inciso II do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, que prevê o apoio a projetos que visem à formação cultural e ao desenvolvimento da cultura nacional. Além disso, o projeto contribui para o alcance dos objetivos previstos nos incisos II, III e V do Art. 3º da mesma lei, a saber: II _ Fomentar a produção, difusão e circulação de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;III _ Priorizar o produto cultural originário do País;V _ Estimular a produção e difusão de bens culturais com capacidade de gerar trabalho e renda.
O projeto Arte do Sagrado apresenta não apenas um programa formativo de qualificação cultural e técnica, mas também uma ação afirmativa de valorização da cultura afro-brasileira e de promoção da equidade racial no campo das políticas públicas culturais. A metodologia adotada prioriza práticas pedagógicas participativas, com respeito às tradições orais e aos modos de fazer ancestrais, configurando um espaço de transmissão intergeracional de conhecimentos historicamente marginalizados. Destaca-se que o projeto foi estruturado com enfoque em sustentabilidade de longo prazo, por meio da criação do Ateliê Cultural, cujo objetivo é assegurar a continuidade formativa e a geração de renda após o encerramento do financiamento público inicial. Além disso, a inserção de medidas de acessibilidade física e de conteúdo demonstra o compromisso com a democratização real do acesso à cultura, em consonância com os princípios da inclusão e da diversidade. Ressalte-se que a atuação da instituição proponente, o Ilê Alaketu Áse Ya Ádufé, é reconhecida regionalmente por sua contribuição na preservação de práticas culturais afro-brasileiras, atuando diretamente no fortalecimento da identidade cultural e na redução de desigualdades sociais. Outro diferencial da proposta é a estratégia de capilarização das ações: o projeto busca envolver comunidades vizinhas, lideranças locais e iniciativas culturais periféricas, gerando impacto positivo ampliado para além do público diretamente atendido. A parceria pretendida com o SEBRAE para o módulo de empreendedorismo cultural reforça a perspectiva de profissionalização e autonomia econômica dos participantes. Por fim, cumpre destacar que o projeto contribuirá para a visibilidade das expressões culturais afrodescendentes em Parauapebas e Região, promovendo o reconhecimento do patrimônio imaterial afro-brasileiro e fortalecendo as redes de solidariedade, saberes e práticas ancestrais que sustentam essas comunidades.
Oficinas de Costura: Carga horária: 60 horas por turma;Materiais: Utilização de máquinas de costura industriais e domésticas;Tecidos: algodão, restilie, linho, seda, poliéster e viscose. Outras fibras como cânhamo, microfibra, acrílico e nylon poderão ser usadas conforme necessidade e disponibilidade;Turmas: até 40 participantes por módulo.Oficinas de Produção de Adornos: Carga horária: 30 horas;Materiais: miçangas, fios, sementes, elementos naturais, metais e búzios (elementos de forte significado cultural e religioso nas tradições afro-brasileiras).Exposição Cultural: Duração: 2 dias;Espaço: até 900m² adaptado com acessibilidade física e de conteúdo (audiodescrição, mediação em Libras, materiais sensoriais);Elementos: exposição sensorial com peças táteis, legendas descritivas e visitação guiada para públicos diversos.Ateliê Cultural: Equipado com 5 máquinas de costura domésticas, 1 máquina overlock industrial e 1 máquina reta industrial;Estoque inicial de tecidos diversos e materiais de adorno (fios, miçangas, búzios, sementes e metais);Espaço adaptado para continuidade das oficinas e produção cultural de forma autossustentável.
Acessibilidade Física: O projeto Arte do Sagrado será desenvolvido em espaço locado e adaptado para atender a pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Serão implementadas as seguintes medidas: Acesso por rampa adaptada na entrada principal.Adequação dos banheiros com barras de apoio e espaço de giro para cadeirantes;Circulação interna com largura mínima de 1,20 m;Sinalização tátil para orientação de pessoas com deficiência visual.Áreas de circulação livres de obstáculos.Acessibilidade de Conteúdo: Com o objetivo de garantir a plena compreensão e participação de todos os públicos, o projeto adotará: Intérprete de Libras nas oficinas e eventos públicos de apresentação dos resultados;Material didático com versão em fonte ampliada e impressão adaptada (alto contraste);Descrição oral e legendas descritivas em exposições e mostras de produtos culturais.Sessões sensoriais adaptadas durante a exposição final para permitir a percepção tátil dos adornos e vestimentas produzidos.Essas ações visam assegurar o princípio da inclusão, conforme previsto no Decreto nº 5.296/2004 e nas diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), ampliando o acesso à cultura para todas as pessoas, em especial para aquelas com deficiência ou mobilidade reduzida.
O projeto Arte do Sagrado visa à democratização do acesso às suas ações e produtos culturais por meio de estratégias amplas de difusão e participação comunitária. A distribuição dos produtos resultantes (adornos, vestimentas e peças confeccionadas) será realizada majoritariamente de forma não comercial: parte das peças será disponibilizada em eventos comunitários e espaços de celebração cultural, como doações ou exposições abertas ao público. A comercialização ocorrerá apenas no âmbito do Ateliê Cultural autossustentável a ser criado ao final do projeto, garantindo geração de renda futura para a manutenção das atividades. Como medidas complementares de ampliação do acesso, serão implementadas: Oficinas paralelas gratuitas de iniciação à costura e criação de adornos para a comunidade local.Ensaio aberto e expositivo durante o módulo final, permitindo à população acompanhar o processo criativo dos jovens participantes.Transmissão online de trechos das atividades formativas e da exposição final por meio de plataformas digitais gratuitas (Instagram e YouTube);Divulgação gratuita das oficinas, do ateliê e dos produtos culturais em redes sociais, rádios comunitárias e cartazes em espaços públicos.
Atividade dos Dirigentes e Equipe Principal: Yalorixá Osum-Femin atuará como Coordenadora Geral do projeto, sendo responsável pela supervisão da execução global das ações, pelo alinhamento pedagógico das oficinas e pela garantia da fiel observância dos princípios culturais e espirituais do Ilê Alaketu Áse Ya Ádufé. Além disso, ministrará diretamente as oficinas de confecção de adornos litúrgicos, transmitindo saberes ancestrais às novas gerações. Bruno Sindeaux Alves será o Articulador de Parcerias e Relações Comunitárias, responsável pela mobilização de lideranças locais, entidades culturais e agentes sociais, além do fortalecimento de redes de apoio para a continuidade do projeto. Marcos Alister Martins atuará como Supervisor Pedagógico, garantindo o acompanhamento das atividades formativas, o desenvolvimento dos conteúdos programáticos e a qualidade dos processos de aprendizagem dos jovens participantes. É pedagogo formado em 2011 pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), com experiência em coordenação de oficinas culturais, metodologias participativas de ensino e orientação de projetos socioculturais com foco em juventudes periféricas.Currículo dos Principais Participantes: Yalorixá Osum-Femin: Sacerdotisa iniciada nos fundamentos de Omolu (2005) e de Ketu (2020), com ampla trajetória na promoção da cultura afro-brasileira e formação de lideranças culturais. Fundadora do Ilê Alaketu Áse Ya Ádufé, é especialista em práticas litúrgicas, culinária sagrada, simbologia dos orixás e rituais ancestrais. Bruno Sindeaux Alves: Articulador comunitário e cultural com experiência em projetos de mobilização social, organização de eventos culturais afro-brasileiros e redes de economia solidária. Atua no fortalecimento de parcerias institucionais e desenvolvimento de projetos de cultura popular. Marcos Alister Martins: Pedagogo formado em 2011 pela Universidade de Santo Amaro (UNISA), com experiência em coordenação de oficinas culturais, metodologias participativas de ensino e orientação de projetos socioculturais com foco em juventudes periféricas. Odileuza Ribeiro: Estilista e modelista industrial com ampla experiência em confecção, consertos e customizações de roupas. Atua na supervisão de ateliês de costura e na formação de novos profissionais da área . Alfaiate (a ser contratado): Profissional especializado em corte e costura de vestimentas tradicionais, que será selecionado para integrar a equipe técnica do projeto, contribuindo com sua expertise na confecção de roupas de matriz africana. Consultores de Empreendedorismo Cultural: Será buscada uma parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (SEBRAE) para a realização de oficinas e consultorias voltadas ao empreendedorismo cultural, abordando temas como marketing, precificação, identidade visual, acesso a editais e formalização de empreendimentos culturais.
PROJETO ARQUIVADO.