Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
Filhas de Gaia é um projeto de formação cultural para meninas e jovens mulheres de 15 a 29 anos da Baixada do Glicério. A iniciativa promove encontros quinzenais com palestras interativas, rodas de conversa e oficinas criativas sobre direitos humanos, cidadania, saúde emocional, sexualidade e empreendedorismo. As participantes escolhem os temas que mais dialogam com suas vivências. O projeto também realiza a produção de uma animação educativa e eventos culturais, fortalecendo o protagonismo feminino e a participação comunitária.
1. Palestras TemáticasAssunto/Conteúdo: Palestras quinzenais que abordam temas fundamentais para o fortalecimento pessoal e comunitário das participantes. Os eixos temáticos incluem: Social: Direitos humanos, cidadania, combate à violência doméstica, enfrentamento da intolerância e promoção da diversidade.Saúde: Saúde mental (depressão e ansiedade), prevenção a transtornos alimentares, sexualidade saudável e prevenção à gravidez precoce.Planejando o Futuro: Educação, empreendedorismo feminino e profissionalização. Formato: Presencial, com 2 a 4 horas de duração cada, acompanhadas de intérprete de Libras e recursos de acessibilidade. Classificação Indicativa: Livre – conteúdo educativo, sem restrição de faixa etária, porém com foco em jovens de 15 a 29 anos. 2. Oficinas Culturais e de Elaboração de Projetos SociaisAssunto/Conteúdo: Oficinas práticas que combinam atividades de expressão artística com formação em cidadania ativa e desenvolvimento de projetos sociais. Temas abordados: Produção cultural comunitáriaElaboração de projetos para captação de recursosTécnicas de escrita criativa e narrativa pessoalLinguagens artísticas: artes visuais, audiovisual, dança e performance Formato: Oficinas presenciais e/ou híbridas, com duração média de 4 horas por encontro. Classificação Indicativa: Livre – com foco no público feminino jovem de 15 a 29 anos. 3. Animação Educativa (Audiovisual)Assunto/Conteúdo: Curta-metragem de animação com narrativa inspirada nas vivências e desafios das jovens da Baixada do Glicério. A obra aborda temas como empoderamento feminino, enfrentamento à violência de gênero, diversidade cultural e construção de projetos de vida. Recursos de Acessibilidade: Versão com Libras, audiodescrição e legendas descritivas. Formato: Animação em vídeo, com duração aproximada de 10 a 15 minutos. Classificação Indicativa: Livre – conteúdo educativo, com linguagem acessível para adolescentes e jovens. 4. Espetáculo de Dança/Performance ComunitáriaAssunto/Conteúdo: Espetáculo de dança e performance artística produzido coletivamente pelas participantes do projeto, com base em suas histórias de vida, culturas de origem e reflexões sobre pertencimento, identidade e cidadania. O espetáculo será apresentado em espaços públicos e centros culturais. Formato: Apresentação presencial com recursos de acessibilidade (Libras e audiodescrição). Duração estimada de 30 a 40 minutos. Classificação Indicativa: Livre – apropriado para todas as idades. 5. Cartilha Educativa "Filhas de Gaia"Assunto/Conteúdo: Publicação educativa com orientações sobre direitos humanos, cidadania, saúde preventiva, prevenção da violência e empreendedorismo feminino. Inclui depoimentos das participantes, atividades práticas e informações sobre políticas públicas de apoio à juventude. Formato: Versão impressa (papel e Braille) e digital (PDF acessível). Classificação Indicativa: Livre – foco no público jovem e educadores sociais. 6. Seminário de Encerramento – Mulheres Protagonistas do GlicérioAssunto/Conteúdo: Evento final para apresentação dos resultados e impacto do projeto. Contará com palestras de especialistas, apresentações das participantes e exibição da animação educativa. Abordará temas como o protagonismo feminino na transformação social e políticas públicas inclusivas. Formato: Seminário presencial, com transmissão online ao vivo. Classificação Indicativa: Livre. 7. Oficinas Paralelas de Formação Aberta à ComunidadeAssunto/Conteúdo: Oficinas abertas ao público em geral sobre temas como: Cidadania e direitos humanosEmpreendedorismo para mulheresProdução cultural comunitáriaArte-educação e expressão corporal Formato: Oficinas de curta duração (2 a 4 horas), presenciais e com recursos de acessibilidade. Classificação Indicativa: Livre – abertas a pessoas de todas as idades, priorizando mulheres e jovens. 8. Materiais de Comunicação e Divulgação AcessíveisAssunto/Conteúdo: Desenvolvimento de materiais gráficos e audiovisuais para divulgação do projeto e de seus produtos, contemplando: Folders, cartazes e banners com linguagem simples, fonte ampliada e versão em BrailleVídeos de divulgação com Libras, audiodescrição e legendasConteúdo digital para redes sociais acessíveis Classificação Indicativa: Livre.
Objetivo Geral: Capacitar e incluir produtivamente jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social da Baixada do Glicério, promovendo atividades formativas e culturais que incentivem a permanência escolar, o fortalecimento da identidade cultural e o engajamento em políticas públicas e ações de voluntariado. O projeto visa democratizar o acesso à cultura, fomentar a economia criativa e contribuir para a redução da evasão escolar. Objetivos Específicos: Capacitar 150 jovens da Baixada do Glicério por meio de oficinas formativas sobre voluntariado, cidadania e elaboração de projetos comunitários.Produzir e exibir uma animação educativa baseada no vídeo sobre construir um projeto de voluntariado, ensinando como estruturar e implementar projetos sociais.Realizar 10 oficinas culturais (teatro, música, grafite e audiovisual) para resgatar e fortalecer a identidade cultural local.Promover 2 eventos comunitários, incentivando a participação ativa dos jovens na cultura e nas políticas públicas.Disponibilizar material educativo digital e impresso para replicação dos conteúdos abordados nas oficinas e na animação.Monitorar e avaliar o impacto do projeto, com indicadores de participação, engajamento e redução da evasão escolar. I - Delimitação do território a ser trabalhado na propostaO projeto será realizado na Baixada do Glicério, região central da cidade de São Paulo. Esse território é caracterizado por alta densidade populacional, presença marcante de comunidades migrantes e refugiadas (bolivianas, haitianas, angolanas, sírias, entre outras), além de população em situação de rua e famílias de baixa renda. A área abrange equipamentos públicos como o CEU Heliópolis, o Centro de Referência de Assistência Social Glicério (CRAS), escolas estaduais e municipais, centros culturais e coletivos locais, formando um ecossistema que será mobilizado para as ações do projeto. II - Previsão de programas e ações estruturantes e contínuos para sustentabilidade pós-implementaçãoFormação de um coletivo jovem local para continuidade das ações, com apoio de mentores e articuladores culturais.Disponibilização online e gratuita da metodologia aplicada (oficinas e rodas), promovendo replicação por ONGs e escolas.Parceria com o Instituto Entre Rodas e outras organizações para continuidade das formações com recursos complementares (doações, parcerias com fundações, emendas parlamentares etc.).Criação de um grupo permanente no WhatsApp e/ou Telegram para troca de experiências, oportunidades e mobilização comunitária.Articulação com políticas públicas de juventude, cultura e igualdade de gênero para garantir transversalidade institucional. III - Dinâmicas econômicas locais e regionais de bens e serviços culturais e criativos a serem desenvolvidasOficinas de grafite, audiovisual, teatro e música com foco na criação de produtos culturais que possam ser comercializados ou exibidos em festivais e redes sociais.Incentivo à produção de conteúdo digital pelas jovens (podcasts, reels, animações).Estímulo ao empreendedorismo feminino com foco em moda consciente, cosméticos naturais, artesanato urbano e comunicação digital.Apoio à produção e comercialização da animação educativa como recurso pedagógico para escolas e instituições. IV - Identificação, mapeamento ou diagnóstico dos ecossistemas criativos e seus atores-rede no territórioO projeto irá mapear coletivos, artistas, educadores e espaços culturais da região (ex: Coletivo Glicério Vivo, artistas da Favela Galeria, Mulheres de Luta do Glicério). Será realizado um levantamento participativo com as jovens para identificar talentos locais, iniciativas já existentes e demandas específicas para fortalecer a rede. V - Proposição de modelo de governança com articulação em rede e monitoramento digitalGovernança compartilhada com um Comitê Gestor formado por representantes das jovens participantes, ONGs parceiras, lideranças comunitárias e especialistas.Uso de plataformas como Google Forms, Trello, e Padlet para planejamento, monitoramento e avaliação participativa.Indicadores: frequência, engajamento, retorno escolar, realização de ações próprias pelas participantes, alcance da animação e replicação das oficinas.Relatórios semestrais e apresentações públicas de resultados, com feedback coletivo. VI - Previsão de estudos, pesquisas ou estruturação de unidades de dados e indicadores sobre economia criativaRealização de diagnóstico inicial e final com base em metodologias participativas (questionários, rodas de escuta, mapas afetivos).Criação de um relatório com dados quantitativos e qualitativos sobre a atuação das jovens na cultura local.Possibilidade de instalação de um Observatório Jovem da Cultura em parceria com universidades e coletivos, com foco na juventude periférica e migrante. VII - Atuação em rede com instituições públicas e privadas do territórioParcerias com CRAS Glicério, escolas da rede pública, instituições como SESC Carmo e Biblioteca Mário de Andrade (ações itinerantes).Parceria com o Instituto Entre Rodas, Fundação Tide Setubal, Instituto Alana e Casa das Mulheres da Leste para apoio técnico e formativo.Valorização da força de trabalho local: contratação de oficineiros/as, artistas e produtores do território, com prioridade para mulheres, jovens e migrantes. VIII - Qualificação ou formação para profissionais e empreendedores criativosRealização de oficinas específicas sobre elaboração de projetos culturais, gestão de redes sociais, pitch criativo e precificação de serviços.Mentorias com empreendedoras culturais para formação de lideranças locais.Formação técnica em produção audiovisual, edição de vídeo, sonoplastia e design gráfico para produção da animação. IX - Suporte à criação ou estruturação de negócios culturais e criativosApoio na criação de portfólios, identidade visual e canais de divulgação das jovens empreendedoras.Realização de uma Feira de Criatividade Jovem, conectando as jovens a parceiros e mercados.Suporte para registro de MEI e formalização de iniciativas coletivas.Acesso a editais, linhas de microcrédito e programas de incubação.
A Baixada do Glicério, localizada na região central de São Paulo, é um território marcado por grande diversidade cultural e social, abrigando comunidades migrantes, refugiados e famílias em situação de vulnerabilidade socioeconômica. A região apresenta desafios significativos relacionados à desigualdade de gênero, evasão escolar, violência doméstica, gravidez precoce, trabalho informal e acesso limitado a serviços básicos de saúde e educação. Esses fatores contribuem para a exclusão social de meninas e jovens mulheres, limitando suas oportunidades de desenvolvimento pessoal, educacional e profissional. O Projeto Filhas de Gaia surge como resposta a esse cenário, propondo ações integradas de formação cidadã, fortalecimento de vínculos comunitários e promoção do protagonismo juvenil feminino. Ao oferecer um espaço seguro de acolhimento, escuta e troca de saberes, o projeto visa resgatar a autoestima dessas jovens e capacitá-las para atuarem como agentes de transformação social em suas comunidades. As palestras e oficinas propostas têm como foco principal ampliar o repertório de conhecimentos das participantes em temas como direitos humanos, saúde integral, cidadania e empreendedorismo, proporcionando uma abordagem preventiva frente a situações de vulnerabilidade, como violência doméstica, gravidez precoce, abuso de substâncias e evasão escolar. Além disso, o incentivo ao protagonismo feminino e à participação em políticas públicas contribui para a formação de lideranças locais, fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva. A iniciativa se propõe também a desenvolver e testar uma tecnologia social replicável, que poderá ser aplicada em outros territórios com contextos semelhantes, potencializando o impacto do projeto em nível local e nacional. Portanto, a realização do Filhas de Gaia na Baixada do Glicério é fundamental para enfrentar as desigualdades de gênero e promover a inclusão social de jovens mulheres em situação de vulnerabilidade, garantindo-lhes acesso a novas oportunidades e meios de transformação de suas realidades. Por que a Lei de Incentivo à Cultura?A realização do Projeto Filhas de Gaia na Baixada do Glicério demanda recursos financeiros que possibilitem a contratação de profissionais especializados, a oferta de oficinas culturais de qualidade, a produção de materiais educativos e a viabilização de eventos de caráter comunitário e formativo. Considerando o contexto de vulnerabilidade das jovens participantes e das comunidades atendidas, torna-se inviável a cobrança de qualquer tipo de contrapartida financeira por parte do público beneficiado, o que limita a autossustentação financeira do projeto. Dessa forma, o Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, por meio da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), apresenta-se como a ferramenta mais adequada para viabilizar a execução do projeto. O mecanismo permite a captação de recursos junto à iniciativa privada, por meio da concessão de incentivos fiscais, sem onerar diretamente o público-alvo. Trata-se de um modelo que estimula a responsabilidade social das empresas e o investimento em ações culturais de impacto social relevante. Enquadramento legal _ Art. 1º da Lei nº 8.313/91:O Filhas de Gaia se enquadra no Art. 1º da Lei nº 8.313/91, especialmente nos seguintes incisos: Inciso I: Fomenta e valoriza as manifestações culturais nacionais e regionais, por meio de oficinas de artes, animação educativa e eventos culturais que dialogam com a diversidade cultural da Baixada do Glicério, território marcado pela presença de migrantes e refugiados.Inciso II: Apoia a formação cultural, por meio de ações de educação cidadã, capacitação em voluntariado e estímulo à participação comunitária de jovens mulheres em situação de vulnerabilidade social.Inciso IV: Promove o desenvolvimento cultural das comunidades, ao fortalecer o protagonismo juvenil feminino e incentivar a geração de tecnologias sociais replicáveis.Objetivos alcançados _ Art. 3º da Lei nº 8.313/91:O projeto contribui diretamente para os objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, com destaque para: Inciso II: Apoiar, valorizar e difundir as manifestações culturais regionais e locais. O projeto se desenvolve a partir da valorização da identidade cultural da Baixada do Glicério e das narrativas das participantes, que são incorporadas à produção artística e aos eventos do projeto.Inciso IV: Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. O Filhas de Gaia incentiva a produção cultural de base comunitária e o fortalecimento das expressões culturais das jovens mulheres do território.Inciso V: Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira. Ao contemplar temas como diversidade, direitos humanos e igualdade de gênero, o projeto preserva e fortalece manifestações culturais ligadas às populações migrantes, refugiadas e periféricas.Inciso IX: Apoiar iniciativas que ampliem o acesso da população aos bens e serviços culturais. O projeto é gratuito e direcionado a um público com acesso limitado à produção cultural, garantindo inclusão e democratização cultural.O Filhas de Gaia integra cultura, cidadania e educação, alinhando-se aos princípios e finalidades da Lei de Incentivo à Cultura. A utilização deste mecanismo é fundamental para garantir a amplitude e a qualidade das ações propostas, democratizando o acesso à cultura e potencializando a transformação social das participantes e de suas comunidades.
O Projeto Filhas de Gaia se diferencia por seu caráter inovador, territorializado e replicável, reunindo ações de formação cidadã, produção cultural e protagonismo feminino, com foco em jovens em situação de vulnerabilidade social na Baixada do Glicério, região marcada pela diversidade cultural e grandes desafios sociais. 1. Tecnologia Social ReplicávelUm dos diferenciais do projeto é o desenvolvimento de uma metodologia de formação e engajamento juvenil que poderá ser aplicada em outros territórios de alta vulnerabilidade social no Brasil. Durante a execução, será estruturado um manual metodológico, com orientações práticas para a implementação do modelo em outras regiões, ampliando a capilaridade do projeto. 2. Participação Protagonista das BeneficiáriasTodas as atividades propostas buscam garantir a protagonização das participantes, desde a construção do roteiro da animação educativa até a concepção e execução dos projetos sociais. A jovem mulher deixa de ser apenas beneficiária e passa a ser agente de transformação de sua realidade, o que fortalece sua autoestima e habilidades de liderança. 3. Valorização das Culturas Migrantes e RefugiadasA Baixada do Glicério é um território multicultural, com forte presença de migrantes e refugiados de diversas nacionalidades (bolivianos, haitianos, senegaleses, venezuelanos, entre outros). O projeto valoriza essas diversidades culturais e promove ações inclusivas que respeitam e dialogam com essas identidades, contribuindo para combater a xenofobia, o racismo e a intolerância religiosa. 4. Sustentabilidade e Responsabilidade AmbientalO projeto incorpora práticas de sustentabilidade ambiental, como o uso de materiais recicláveis na produção de figurinos, cenografia e materiais gráficos, além da priorização de fornecedores e profissionais locais. A gestão dos resíduos nas oficinas e eventos será realizada de forma responsável, com orientação educativa para as participantes. 5. Impacto Social EsperadoO Filhas de Gaia espera atingir diretamente 50 jovens mulheres ao longo do projeto e beneficiar mais de 500 pessoas da comunidade, por meio de suas ações abertas e conteúdos distribuídos. O impacto esperado inclui: Redução da evasão escolar entre as jovens participantes.Fortalecimento das redes de proteção social e combate à violência de gênero.Geração de projetos sociais e coletivos locais idealizados pelas próprias participantes.Estímulo ao empreendedorismo feminino e geração de renda alternativa.6. Parcerias EstratégicasO projeto já conta com articulações em andamento com organizações sociais locais, escolas públicas e centros culturais que fortalecerão sua execução. Há, ainda, a previsão de parceria com a Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, para facilitar o uso de espaços públicos e garantir suporte institucional. 7. Equipe Técnica EspecializadaA equipe técnica do projeto é composta por profissionais experientes em: Arte-educação e oficinas culturaisPsicologia comunitária e direitos humanosProdução cultural acessívelComunicação inclusiva O time será responsável por garantir a qualidade técnica, pedagógica e de acessibilidade dos produtos e ações do projeto.8. Contribuição para as Políticas Públicas de CulturaO Filhas de Gaia se alinha às diretrizes das políticas públicas de cultura e inclusão social, especialmente no que se refere à Lei Brasileira de Inclusão (Lei 13.146/2015) e às metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), como: ODS 4: Educação de QualidadeODS 5: Igualdade de GêneroODS 10: Redução das DesigualdadesODS 16: Paz, Justiça e Instituições Eficazes
1. Palestras TemáticasAssunto/Conteúdo: Direitos humanos, cidadania, saúde mental, empreendedorismo e políticas públicas.Duração: 50 minutos a 1 horas cada palestra.Periodicidade: Quinzenal, ao longo de 12 meses.Material Utilizado:Apresentações em slides (PowerPoint/Canva), com versão em Libras e audiodescrição.Materiais impressos para acompanhamento (folders, cartilhas em Braille e fonte ampliada).Recursos multimídia: vídeos, áudios e músicas de apoio.Projeto Pedagógico:Metodologia participativa, com rodas de conversa e dinâmicas de grupo.Espaços de escuta ativa e construção coletiva de conhecimento.Incentivo à reflexão crítica e ao protagonismo juvenil. 2. Oficinas Culturais e de Elaboração de Projetos SociaisAssunto/Conteúdo: Artes integradas, escrita criativa, elaboração de projetos sociais e culturais.Duração:Módulos de 2 horas cada.Realização mensal, com ciclos formativos ao longo de 12 meses.Material Utilizado:Cadernos pedagógicos (versão digital, impressa e Braille).Kits de materiais artísticos: papéis reciclados, tintas atóxicas, lápis de cor, massinha de modelar, tecidos, entre outros.Equipamentos de apoio: projetor, computadores, caixas de som e microfones com suporte a Libras.Projeto Pedagógico:Metodologia ativa, com foco no aprender fazendo (learning by doing).Desenvolvimento de habilidades de escrita, expressão artística e cidadania.Produção de um projeto social por participante, apresentado ao final do ciclo formativo. 3. Animação EducativaAssunto/Conteúdo: Empoderamento feminino, diversidade cultural e cidadania.Duração do Vídeo: 5 a 7 minutos.Material Utilizado:Software de animação 2D (Adobe After Effects / Toon Boom Harmony).Roteiro produzido de forma colaborativa pelas jovens.Recursos de audiodescrição, Libras (janela de intérprete) e legendas descritivas.Projeto Pedagógico:Formação audiovisual básica para as participantes, com oficinas de roteiro e animação.Valorização das narrativas locais e das experiências de vida das jovens da Baixada do Glicério.Produto final como ferramenta educativa para uso em escolas e espaços de formação cidadã. 4. Espetáculo de Dança/Performance ComunitáriaAssunto/Conteúdo: Expressão corporal e artística sobre temas como identidade, violência de gênero e protagonismo feminino.Duração do Espetáculo: 30 a 40 minutos.Material Utilizado:Figurinos criados com tecidos recicláveis e reaproveitados.Cenografia com elementos simples e sustentáveis (bambu, tecido, papelão).Trilha sonora original ou adaptada, com legenda descritiva e audiodescrição para o público.Projeto Pedagógico:Oficinas de expressão corporal e teatro comunitário.Processo criativo conduzido de forma colaborativa, com vivências de autoconhecimento e fortalecimento de vínculos comunitários.Ensaio aberto como ação de democratização do acesso e feedback comunitário. 5. Cartilha Educativa "Filhas de Gaia"Assunto/Conteúdo: Cidadania, direitos das mulheres, prevenção de violência, empreendedorismo social.Paginação:20 páginas, formato 21 cm x 29,7 cm (A4), com diagramação acessível.Material Utilizado:Papel reciclado (para versão impressa).Arquivo digital responsivo (para leitura em celulares e tablets).Projeto Pedagógico:Linguagem simples e objetiva, com recursos gráficos e ilustrações para facilitar a compreensão.Conteúdo construído a partir das vivências e reflexões das participantes.Seção de atividades práticas e reflexão crítica ao final de cada capítulo. 6. Seminário de Encerramento – Mulheres Protagonistas do GlicérioAssunto/Conteúdo: Resultados do projeto, compartilhamento de experiências e debates sobre políticas públicas para juventude e mulheres.Duração: Evento de 4 horas, com mesas de debate, palestras e apresentações artísticas.Material Utilizado:Palco com acessibilidade (rampas, sinalização tátil).Intérprete de Libras e audiodescrição ao vivo.Recursos multimídia: telão, projetor, microfone sem fio.Projeto Pedagógico:Evento de síntese e celebração dos resultados.Espaço para apresentação de projetos das participantes e articulação com políticas públicas.Exibição pública da Animação Educativa com acessibilidade. 7. Oficinas Paralelas de Formação Aberta à ComunidadeAssunto/Conteúdo: Empreendedorismo social, direitos humanos, arte e cultura.Duração: 4 encontros com 2 horas cada, realizados ao longo da execução do projeto.Material Utilizado:Apostilas impressas (papel reciclado), versão Braille e PDF.Recursos de artesanato, informática básica e materiais de pintura/dança.Projeto Pedagógico:Princípios da Educação Popular de Paulo Freire.Incentivo à participação ativa e à troca de saberes comunitários.Certificação simbólica para fortalecimento do currículo das participantes. 8. Materiais de Comunicação e Divulgação AcessíveisAssunto/Conteúdo: Divulgação do projeto e de suas atividades nas redes sociais, mídias impressas e digitais.Paginação/Formato:Folder (2 dobras, 6 páginas), cartazes A3, banners verticais 90x120 cm.Conteúdo digital (imagens para redes sociais, vídeos de 1 a 3 minutos).Material Utilizado:Impressos em papel reciclável, versões digitais acessíveis.Vídeos com janela de Libras, audiodescrição e legendas descritivas.Projeto Pedagógico:Comunicação clara, acessível e inclusiva.Linguagem simples, foco em imagem e símbolo para fácil compreensão.Ações de mobilização e sensibilização comunitária. Classificação Indicativa Geral dos Produtos:Todos os produtos são classificados como “Livre”, sendo apropriados para todos os públicos, com ênfase em jovens mulheres de 15 a 29 anos, mas também acessíveis para famílias, crianças e idosos que participarem das atividades comunitárias.
Acessibilidade FísicaSerão asseguradas condições adequadas de locomoção e permanência para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida nos locais de realização das palestras, oficinas e eventos culturais. As ações previstas incluem: Acesso a rampas e/ou plataformas elevatórias, garantindo a entrada e circulação de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida.Banheiros acessíveis, adaptados de acordo com as normas da ABNT (NBR 9050).Sinalização visual adequada, com alto contraste e fonte ampliada, para facilitar a orientação de pessoas com baixa visão.Acessibilidade de ConteúdoPara assegurar a compreensão e fruição dos conteúdos culturais e formativos oferecidos pelo projeto, serão implementadas as seguintes medidas: Intérprete de Libras nas palestras, oficinas e eventos públicos do projeto, garantindo acessibilidade à comunidade surda.Legendas descritivas nos vídeos e na animação educativa produzida pelo projeto, possibilitando acesso para pessoas surdas e pessoas com dificuldades de compreensão auditiva.Audiodescrição nos materiais audiovisuais e nas visitas guiadas aos eventos culturais, para inclusão de pessoas cegas ou com baixa visão.Visitas sensoriais previamente agendadas, permitindo o reconhecimento tátil de espaços, materiais e recursos, com acompanhamento especializado, sempre que necessário.
O Projeto Filhas de Gaia tem como princípio central a democratização do acesso à cultura e ao conhecimento, garantindo que seus produtos e atividades cheguem ao maior número possível de pessoas, especialmente àquelas em situação de vulnerabilidade social. Distribuição e Comercialização dos ProdutosOs principais produtos do projeto — incluindo a animação educativa, materiais pedagógicos, cartilhas de cidadania e direitos e manuais de empreendedorismo social — serão gratuitamente distribuídos às participantes diretas do projeto e às organizações sociais da Baixada do Glicério e de outras regiões com público-alvo similar. A distribuição ocorrerá em versão digital, por meio de plataformas online e redes sociais, e em versão impressa acessível, incluindo materiais em Braille e fonte ampliada, para assegurar o acesso de pessoas com deficiência visual. Não haverá comercialização dos produtos culturais e formativos gerados pelo projeto. Todo o conteúdo será disponibilizado gratuitamente, visando à ampliação do acesso à cultura e à educação cidadã. Outras Medidas de Ampliação de AcessoPara potencializar o impacto e garantir a ampla participação da comunidade, serão implementadas as seguintes ações: Ensaios abertos e exibições públicas gratuitas da animação educativa e das apresentações culturais realizadas pelas participantes do projeto. Esses eventos serão promovidos em praças públicas, centros culturais e escolas da região.Oficinas paralelas gratuitas abertas à comunidade, com foco em temas como arte-educação, elaboração de projetos sociais, cidadania e empreendedorismo feminino, permitindo a inclusão de um público ampliado para além das 50 participantes iniciais.Transmissão ao vivo pela internet dos eventos culturais, palestras e rodas de conversa, garantindo acesso remoto a pessoas de outras localidades e amplificando o alcance do projeto.Disponibilização dos conteúdos gravados nas redes sociais do projeto e em plataformas gratuitas de vídeo, com recursos de Libras, audiodescrição e legendas descritivas, assegurando acessibilidade digital.Parcerias com escolas públicas e organizações sociais para a difusão dos materiais educativos, incentivando a replicação das ações e a formação de novas redes de apoio.
Gestão e CoordenaçãoGestor Geral e Detentor do Processo Decisório – Augusto Lemos AssumpçãoEngenheiro Ambiental (USP), com experiência em gestão de projetos sociais, culturais e ambientais.Responsável pela gestão administrativa, financeira e operacional do projeto, além da supervisão da equipe e tomada de decisões estratégicas.Atuação na captação de recursos e na articulação com empresas e instituições para o financiamento e apoio ao projeto. Coordenadora– Eliane Aparecida Lemos OzoresDoutoranda em Direitos Humanos (Bircham University)Psicóloga (Universidade do Grande ABC), Mestre em Distúrbios do Desenvolvimento (Mackenzie) e especialista no atendimento da pessoa com deficiência (USP).Fundadora do Instituto Entre Rodas e Batom, com experiência na gestão de projetos inclusivos e acessibilidade cultural.Responsável pela supervisão das ações culturais e pedagógicas, bem como pela capacitação da equipe para inclusão e acessibilidade.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.