| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 33000167000101 | PETROLEO BRASILEIRO S A PETROBRAS | 1900-01-01 | R$ 2,10 mi |
O Arraial do Pavulagem, com 37 anos de hist?ria, ? um fen?meno cultural e musical de Bel?m do Par?, que ser? sede da COP-30 em novembro de 2025. A manifesta??o cultural promove inclus?o e respeito ?s diferen?as, sendo reconhecido como Manifesta??o da Cultura Nacional (Lei Federal n?14.961); Patrim?nio Cultural Paraense (Lei Estadual n? 9.108) e Patrim?nio Cultural do Munic?pio de Bel?m (Lei Municipal n? 9.305). As atividades ocorrem o ano todo, com destaque para o "Arrast?o do C?rio" em outubro e "Cord?o do Galo" em janeiro. Em novembro, o "Cord?o do Peixe Boi" ser? retomado para a COP-30. Al?m dos cortejos, o Instituto Arraial do Pavulagem realiza a?es socioambientais e culturais, como oficinas para crian?as e mulheres, e arrecada??o de alimentos. Com apoio da Petrobras, planejam feiras de economia criativa e atividades que envolvam mais de 100 mil pessoas.
O projeto “Arrastão do Pavulagem – Cultura da Amazônia na COP-30 e além” tem como produtos principais três grandes cortejos populares realizados pelo Instituto Arraial do Pavulagem, cada um inserido em diferentes contextos culturais do estado do Pará. Cada cortejo articula, em seu entorno, oficinas formativas, ações de inclusão social, vivências socioambientais e feiras da economia criativa. A seguir, a descrição dos três produtos centrais:1. Arrastão do Círio (outubro de 2025 – Belém/PA) Cortejo cultural realizado nas ruas de Belém durante a quadra nazarena, como celebração popular paralela ao Círio de Nazaré. Reúne música, dança e elementos cênicos com o Boi Pavulagem e a participação ativa da população. É antecedido por oficinas artísticas e ensaios abertos à comunidade, rodas musicais e ações com crianças, jovens e mulheres. Classificação indicativa: Livre.2. Cordão do Peixe-Boi – Especial COP-30 (novembro de 2025 – Belém/PA) Cortejo artístico e socioambiental que celebra a figura simbólica do peixe-boi amazônico, com forte conteúdo sobre conservação da biodiversidade. Será realizado durante a COP-30, com a participação de grupos culturais convidados da Amazônia. As atividades incluem oficinas com crianças e jovens, confecção de adereços com materiais recicláveis, vivências com PCDs e ações de educação ambiental. Classificação indicativa: Livre.3. Cordão do Galo (janeiro de 2026 – Cachoeira do Arari/Marajó) Cortejo popular ligado à Festividade de São Sebastião, com forte componente educativo. Envolve crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social em oficinas de música, dança e artes cênicas, resultando em um desfile cultural nas ruas da cidade. A ação reforça o pertencimento local e a preservação da memória cultural marajoara. Classificação indicativa: Livre.Todas essas manifestações incluem, de forma integrada, ações formativas, oficinas inclusivas, feiras da diversidade e economia solidária e ações de mobilização comunitária, compondo uma agenda contínua de valorização da cultura amazônica com potencial de alcançar mais de 100 mil pessoas. Classificação indicativa geral: Livre.
Objetivo GeralPromover e fortalecer a cultura popular do Pará, através das manifestações culturais do Arraial do Pavulagem, durante a COP-30 em Belém, em novembro de 2025, e ao longo do ano, visando a inclusão social, a sustentabilidade ambiental e a valorização da diversidade sociocultural da Amazônia. Objetivos Específicos 1. Realizar os Cortejos Culturais: a) "Arrastão do Círio", com culmin?ncia em outubro de 2025, em Belém - 1 cortejo. b) "Cordão do Peixe Boi", com culminância em novembro de 2025, durante a COP-30 - 1 cortejo. c) "Cortejo do Cordão do Galo", com culminância em janeiro de 2025, na cidade de Cachoeira do Arari, Marajó - 1 cortejo.Total de 3 cortejos. 2. Promover Ações Socioambientais e Culturais: a) Realização de oficinas conforme quantidades abaixo:- 03 (três) oficinas de percussão;- 03 (três) oficinas de canto popular;- 03 (três) oficinas de danças populares da Amazônia e arte circense (pernas de pau).Obs.: As oficinas serão parte integrante das atividades dos cortejos. b) Atividades de educação ambiental e empoderamento feminino para crianças e mulheres - 03 (três) capacitações. c) Organizar atividades de arrecadação e doação de alimentos e vestuários para comunidades carentes - 01 (uma) ação social de arrecadação de e doação de alimentos de vestuários. 3. Fortalecer a Economia Criativa com a implementação de 04 (quatro) feiras de Economia Solidária e Criativa atreladas aos cortejos, promovendo a geração de renda para as comunidades envolvidas. 4. Garantir Inclusão e Acessibilidade, oportunizando a participação de pessoas com deficièncias em todas as atividades, com oficinas adaptadas e espaços inclusivos. 5. Divulgar e Promover a Cultura Paraense: a) Desenvolvimento de 01 (um) plano de comunicação abrangente, incluindo campanhas em mídias sociais, press releases, parcerias com influenciadores e cobertura ao vivo. b) Destacar a import?ncia da cultura paraense no contexto da sustentabilidade e preservação da Amazônia durante a COP-30. 6. Engajar a Comunidade e o Público, envolvendo mais de 100 mil pessoas entre atividades e cortejos, promovendo o pertencimento e o envolvimento com a cultura popular. Esses objetivos específicos ajudar a alcançar o objetivo geral de promover e fortalecer a cultura popular do Pará, destacando a importância da inclusão social, sustentabilidade ambiental e valorização da diversidade sociocultural da Amazônia.
JUSTIFICATIVA ? Art. 1º e Art. 3º da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet)Art. 1º - Enquadramento do projeto: O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º:I - estimula e promove a cultura nacional;II - preserva o patrimônio cultural material e imaterial brasileiro;V - desenvolve a consciência do povo para os valores culturais.Art. 3º - Objetivos atendidos: A realização do projeto contribui diretamente para os seguintes objetivos do Art. 3º:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira;IV - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;V - priorizar o apoio a projetos culturais voltados para produtos e serviços que concorram para o fortalecimento da identidade cultural brasileira.O projeto "Arrastão do Pavulagem - Cultura da Amazônia na COP-30 e al?m" ? essencial para a promo??o e valoriza??o da cultura popular do Par?, especialmente no contexto de um evento global como a COP-30. A seguir, s?o apresentadas as principais raz?es que justificam a realiza??o deste projeto: Valoriza??o da Cultura Popular: O Arraial do Pavulagem, com seus 37 anos de hist?ria, ? uma das manifesta?es culturais mais significativas do Par?. A realiza??o dos cortejos culturais durante a COP-30 proporcionar? uma vitrine internacional para a cultura paraense, destacando suas tradi?es e express?es art?sticas ?nicas. Inclus?o Social e Diversidade: O projeto promove a inclus?o social ao garantir a participa??o de todas as pessoas, independentemente de ra?a, cor, condi??o econ?mica, credo, g?nero ou necessidades especiais. As atividades s?o desenhadas para envolver crian?as, jovens, adultos e pessoas com defici?ncias, promovendo o respeito ?s diferen?as e a diversidade sociocultural. Sustentabilidade Ambiental: A COP-30, sendo o maior evento sobre clima do mundo, oferece uma oportunidade ?nica para destacar a import?ncia da sustentabilidade ambiental. O projeto inclui a?es de educa??o ambiental, oficinas de reciclagem e a produ??o de materiais c?nicos com materiais recicl?veis, alinhando-se aos objetivos de preserva??o ambiental e conscientiza??o sobre as mudan?as clim?ticas. Fortalecimento da Economia Criativa: As feiras de Economia Solid?ria e Criativa, atreladas aos cortejos, promovem a gera??o de renda para as comunidades envolvidas. Este fortalecimento da economia local ? crucial para o desenvolvimento sustent?vel e a inclus?o econ?mica das popula?es mais vulner?veis. Engajamento Comunit?rio: O projeto envolve diretamente as comunidades locais, promovendo o pertencimento e o envolvimento com a cultura popular. As oficinas e atividades formativas s?o desenhadas para capacitar e engajar a comunidade, especialmente crian?as e jovens, garantindo a continuidade das tradi?es culturais. Visibilidade e Impacto Internacional: A realiza??o do "Arrast?o do Pavulagem na COP" durante a COP-30 em Bel?m proporcionar? uma visibilidade internacional para a cultura paraense. Este evento ser? uma oportunidade para celebrar e compartilhar a riqueza cultural da Amaz?nia com um p?blico global, fortalecendo a imagem do Par? como um centro de diversidade cultural e sustentabilidade. Parcerias Estrat?gicas: O apoio da Petrobras, atrav?s da Lei Rouanet ? estrat?gico e fundamental para a viabiliza??o do projeto, que ? realizado em regi?o com terit?rio continental e com altos custos de produ??o devidos ao Fator amaz?nico. Este suporte permitir? a realiza??o de atividades de grande escala, garantindo a qualidade e o alcance das a?es propostas.Em resumo, o projeto "Arrast?o do Pavulagem - Cultura da Amaz?nia na COP-30 e al?m" ? uma iniciativa que promove a cultura, a inclus?o social, a sustentabilidade ambiental e o desenvolvimento econ?mico, alinhando-se aos objetivos globais de preserva??o e valoriza??o das tradi?es culturais e ambientais.
Informações Complementares sobre o Arraial do PavulagemHistória e Impacto CulturalO Arraial do Pavulagem é um grupo musical e cultural fundado em 1986 em Belém, Pará. Com uma trajetória de 37 anos, o grupo se dedica à preservação e divulgação das tradições populares amazônicas. O Arraial do Pavulagem é conhecido por seus cortejos vibrantes e coloridos, que ocorrem principalmente nos meses de junho e outubro, transformando as ruas de Belém em um palco de celebração cultural. Reconhecimentos e PremiaçõesO Arraial do Pavulagem recebeu diversos reconhecimentos ao longo dos anos: Título de Utilidade Pública para o Estado do Pará (Lei Estadual nº 7.025, de 30/06/07).Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial de Belém (Lei Municipal nº 9.305, de 12/07/17).Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Pará (Lei Estadual nº 9.108, de 17/08/20).Ponto de Cultura certificado pelo Ministério da CulturaProgramação e AtividadesAlém dos eventos mencionados anteriormente, o Arraial do Pavulagem realiza uma série de atividades ao longo do ano, incluindo: Levantação dos Mastros: Cerimônia que marca o início dos festejos juninos.Ensaio Geral: Preparação para os cortejos, envolvendo a comunidade local.Rodas Cantadas: Encontros musicais que promovem a interação e a troca de conhecimentos culturaisParcerias e ColaboraçõesO Arraial do Pavulagem trabalha em parceria com diversas entidades, incluindo: Equatorial ParáGoverno do ParáPrefeitura de Belém Essas parcerias são fundamentais para a realização dos eventos e atividades, garantindo apoio logístico e financeiro Impacto Social e AmbientalO projeto tem um forte componente socioambiental, buscando envolver a comunidade em atividades que promovem a conscientização ambiental e a inclusão social. As oficinas e vivências formativas são direcionadas a crianças, jovens e pessoas com deficiência, com o objetivo de promover o desenvolvimento social e cultural Economia CriativaAs Feiras da Diversidade, Economia Solidária e Criativa são uma parte importante do projeto, promovendo a economia local e incentivando o empreendedorismo. Essas feiras destacam produtos e artesanatos locais, contribuindo para a geração de renda e o fortalecimento da economia criativa Inovação e SustentabilidadeO Arraial do Pavulagem busca inovar em suas práticas culturais, utilizando materiais recicláveis na confecção de adereços e brinquedos de rua. A sustentabilidade é um tema central nas oficinas realizadas pelo Instituto, com o objetivo de promover a educação ambiental e a conscientização sobre a importância da preservação da Amazônia Essas informações complementares destacam a importância e o impacto do Arraial do Pavulagem na cultura paraense e na comunidade local, reforçando a relevância do projeto para a avaliação da proposta
A prática didático-pedagógica Objetivos gerais Formar brincantes para as festas populares realizadas pelo Arraial do Pavulagem. Sensibilizar para a valorização do patrimônio cultural através de atividades pautadas na cultura popular como abordagem educativa, contribuindo para a apropriação de conhecimentos e práticas de favoreçam o exercício do direito à cidadania cultural. Formar um público sensível aos conteúdos e práticas culturais. Gerar processo de trocas culturais, sob a égide de dimensões cidadã e simbólica da cultura tradicional Objetivos específicos Realizar oficinas de percussão, danças populares, cantos populares e técnicas circenses em dois períodos: em agosto/setembro de 2025, outubro de 2025 e dez/25 e jan/26. Desenvolver o potencial criativo dos participantes baseado nos folguedos populares; Difundir o saber-fazer amazônico, como forma de consolidação da identidade cultural local conectado com as tradições populares. Valorizar o conhecimento passado por oralidade, corporalidade e musicalidade; respeito à individualidade na prática coletiva. Promover as culturas populares por diversas linguagens artísticas. Fomentar a produção e valorização da música de raiz feita na Amazônia. JustificativaCom um histórico de trabalhos realizados junto à sociedade, o Instituto Arraial do Pavulagem desenvolve um amplo repertório de oficinas artísticas e culturais acessíveis ao público que expressa à diversidade cultural amazônica, alicerçadas nas matrizes originárias e universais que influenciam a formação sociocultural do povo brasileiro. A cultura brasileira tem uma exuberância muito grande em particular o conteúdo cultural amazônico de natureza pluriétnica, que proporciona ao artista educador uma variedade de instrumentalização. Além disso, a arte brasileira traz o mundo da alegria, da festa, da celebração, da aglutinação e da sociabilidade, que são coisas muito propícias à formação da criança e do adolescente. O Instituto realiza oficinas de percussão, danças populares, cantos populares e artes circenses com ênfase nos pernaltas. São oficinas gratuitas ao público em geral. As oficinas atingem, em média cerca de 600 pessoas, tem duração de 30 dias e carga horária de 60 h/a em cada período. Os participantes têm aulas teóricas e práticas com o acompanhamento de instrutores técnicos do Instituto para que estejam aptos a participar dos cortejos de rua, executando os ritmos, a musicalidade, a expressão de danças populares, a técnica circense para ocuparem a rua organizadamente. As atividades de artes visuais preparam todo o cenário plástico dessa cena cultural. E todas as ações estão vinculadas ao mosaico musical de pesquisa do Arraial do Pavulagem. Toda essa preparação das oficinas resulta nos cortejos que agregam milhares de pessoas durante o ano nos eventos de rua do Arraial do Pavulagem na cidade de Belém. As atividades do Pavulagem focadas numa ação social e cultural públicas vêm atingir a população em uma das áreas onde mais se tem carência: educação e cultura. Elaboração de materiais de apoio pedagógico e ilustrativo das ações que servirão de ferramental educativo para orientar o trabalho. Carga Horária Completa: 4 oficinas x 3 instrutores por oficina x 2 h por oficina x 30 dias x 03 períodos = 2.160 h/a. Cliente/Público alvo (características e idades).Em todas as atividades são admitidas pessoas a partir de 8 anos (os menores, obrigatoriamente, têm que estar acompanhados de responsável). Metodologia que será aplicadaO procedimento metodológico utilizado é dialogal e participativo, onde os conteúdos são construídos coletivamente, envolvendo os participantes das ações, cuja práxis evidencia os mestres da cultura popular que como seus saberes e fazeres referencia e alimenta o trabalho. Exercita-se mecanismo de inteireza entre o conhecimento tradicional e o contemporâneo na ressignificação do conteúdo cultural simbólico, revelando o modo de viver, de ver e representar o mundo, destacando em nós a capacidade de se fazer conviver tradição e contemporaneidade pelas trocas que se faz e as influências do meio e que, ao mesmo tempo em que renova, reafirma as tradições. A cada atuação o procedimento adotado valoriza a compreensão e a consciência do grupo naquilo que se ativer, quer na memória oral, na contextualização e aplicabilidade estética e substancialidade da matéria que se deseja estudar. As oficinas pela sua natureza essencialmente lúdicas trazem em si, um espelho humano- espiritual que reverbera uma vivencia coletiva harmônica no grupo de trabalho, se espraiando para as ruas a significação do pertencimento a tradição popular. Forma-se uma grande roda de conhecimento, onde as experiências dos participantes são valorizadas e integradas nessa amálgama cultural. A cada oficina o participante perpassa por todas as linguagens artísticas, apreende a técnica de tocar, dançar, cantar, equilibrar, festejar e celebrar a vida, nesse mundo cada vez mais dinâmico e complexo. Material Didático Utilizado:Instrumentos musicais, vídeos, fotografias, músicas gravadas, partituras, pernas de pau e malabares. Profissionais envolvidos e respectivas formações:Rafael Barros: músico e arte educador. Franklin Furtado: músico e arte educador. Luiz Alcântara: músico e arte educador. Igor Silva: dançarino e arte educador. Lucia Almeida: dançarina e arte educadora. Amanda Coutinho: dançarina e arte educadora. Luciana Lobo: arte circense. Hiago Lobo – arte circense João Guilherme – ator e arte educador Alexandre Nogueira – músico e arte educador Allan Carvalho: músico e arte educador. Pamela Iris: músico e arte educador. Responsável pela coordenação:Walter Figueiredo de Souza Produtor e pesquisador de culturas autóctones com vivências em educação pela arte e o ofício. Dirigiu a divisão de apoio à produção cultural da Secretaria Municipal de Educação e Cultura – SEMEC; Compôs a equipe de criação da Fundação Cultural de Belém – FUMBEL, atuando na assessoria de cultura dessa Instituição; Coordenou a difusão cultural da Fundação Curro Velho; Gerenciou o processo de interiorização/extensão das ações da Fundação Curro Velho, órgão da administração indireta do Governo do Estado do Pará, desenvolvendo atividades permanentes em comunidades quilombola, ribeirinha, indígena e nos centros urbanos das cidades paraenses, recebendo o Prêmio Gestão Pública e Cidadania da Fundação Getúlio Vargas, como experiência inovadora no Brasil, com o projeto “Ação Comunitária em Arte e Ofício”, que acontece em comunidades negras rurais no Pará; Participou da pesquisa “Folias do Marajó”, em convênio com o Instituto de Artes do Pará e o Instituto Arraial do Pavulagem, resultando em produção de CD duplo; Produziu os CD’s da Cia. de Música Curimbó de Bolso, intitulado “Cantação Amazônida” e o “BUMBARQUEIRA” – Cantigas dos Quilombos de Cametá (Pa); Resumo dos conteúdos que serão ministrados.1. Cantos Populares Instrutores:Allan Carvalho e Pamela Iris Local: Sede do Instituto, sito a Av. Castilho França, 738 Períodos: agosto e setembro de 2025, outubro de 2025 e dezembro/25 e janeiro 26. Horário: De segunda a sexta:18h30 as 20h30; Sábados:16h as 18h; domingos: 10h as 12h. Carga Horária: 180 h/a Resumo da proposta: As músicas transmitidas aos brincantes nas oficinas são de autorias dos grandes mestres da cultura popular paraense, fonte de sabedoria e experiência, principalmente dos criadores da manifestação cultural, Júnior Soares e Ronaldo Silva. Nos encontros, os participantes aprendem sua importância, ritmos e celebram a ancestralidade na força da expressão coletiva. Conteúdo programático:a. Breve histórico sobre as manifestações culturais da região: b. Dinâmica de grupo c. Exercício de respiração d. Higiene vocal e. Exercícios falados/cantados f. Relaxamento g. Exercícios de articulação h. Aquecimento corporal e vocal i. Aplicabilidade do canto na rua 2. PercussãoInstrutores: Rafael Barros, Franklin Furtado e Luiz Alcântara. Local: Sede do Instituto, sito a Av. Castilho França, 738 Períodos: agosto e setembro de 2025, outubro de 2025 e dezembro/25 e janeiro 26. Horário: De segunda a sexta:18h30 as 20h30; Sábados:16h as 18h; domingos: 10h as 12h. Carga Horária: 180 h/a Resumo da Proposta:Os participantes aprendem a história dos ritmos, suas representações e locais de origens. Obtêm informações sobre instrumentos musicais, como maracá, ganzá, barrica, caixa de marabaixo, matraca e alfaia. Os estudos envolvem o contato e manuseio dos instrumentos utilizados na composição da orquestra de rua, denominação BATALHA DA ESTRELA, a percepção do tipo de som emitido (grave ou agudo) e exercícios de toques no tambor (open e slep). Há ainda discussão sobre paisagens sonoras, desenvolvimento da cultural musical e preservação da memória das brincadeiras e folguedos populares. Conteúdo Programático:a. Processo de sensibilização e integração do grupo b. Histórico dos ritmos e instrumentos c. Exercícios básicos de percussão d. Estudo de base rítmica do samba de cacete, bangüê, boi-bumbá, marchas dos cordões de pássaros, mazurca, retumbão, quadrilha junina e carimbó, e. Exercícios dos toques open e slap para diferenciação de timbres médios e agudos tocados com a mãos f. Posicionamentos das mãos em exercícios com baquetas g. Aplicação dos ritmos apreendidos em ensaios abertos 3. Danças PopularesInstrutores: Igor Silva, Lucia Almeida e Amanda Coutinho. Local: Sede do Instituto, sito a Av. Castilho França, 738 Períodos: agosto e setembro de 2025, outubro de 2025 e dezembro/25 e janeiro 26. Horário: De segunda a sexta:18h30 as 20h30; Sábados:16h as 18h; domingos: 10h as 12h. Carga Horária: 180 h/a Resumo da Proposta:Os participantes aprendem a história e a evolução de diferentes formas de dançar incorporadas à cultura paraense. Eles têm uma visão geral dos ritmos amazônicos e suas representações estético- corporais. Além disso, a criação coletiva permite a percepção de movimentos e sua adaptação para o cortejo de rua. Conteúdo Programático:a. Breve histórico sobre as manifestações culturais da região: b. Dinâmica da roda c. Alongamento d. Aquecimento muscular e. Histórico sobre as danças circulares sagradas dos povos amazônicos. f. Expressão corporal e seus benéficos g. Percepção corporal h. Compreender a lidar com o corpo i. A roda ancestral 4. Artes Circenses – Pernas-de-PauInstrutor: Luciana Lobo, Hiago Lobo e João Guilherme Local: Sede do Instituto, sito a Av. Castilho França, 738 Períodos: agosto e setembro de 2025, outubro de 2025 e dezembro/25 e janeiro 26. Horário: De segunda a sexta:18h30 as 20h30; Sábados:16h as 18h; domingos: 10h as 12h. Carga Horária: 180 h/a Resumo da Proposta:Conhecer a tradição dos mambembes de rua, tradição milenar na arte do circo e associar a cultura popular como expressão e comunicação artística, mantendo o equilíbrio e a harmonia no cotidiano das pessoas. Conteúdo Programático:a. Exercício de integração e socialização do grupo b. Histórico da arte circense e suas interfaces artísticas c. Exercícios corporais inventivos e criativos d. Dinâmica de posturas e equilíbrios e. Técnica de manipulação da perna na rua f. Prática de movimentos e ensaios técnicos
Medidas adotadas por produto principal:Arrastão do Círio (Belém/PA)- Arquitetônico: espaços públicos com rampas de acesso e infraestrutura urbana adaptada.- Deficiência visual: audiodescrição em vídeos institucionais e de registros audiovisuais.- Deficiência auditiva: intérprete de LIBRAS no palco durante as apresentações principais.- Deficiência intelectual: monitores treinados para atendimento a crianças e jovens neurodivergentes; inclusão de Espaço Azul em pontos do cortejo.Cordão do Peixe-Boi – COP-30 (Belém/PA)- Arquitetônico: cortejo em ruas planas e acessíveis, com pontos de apoio adaptados.- Deficiência visual: uso de materiais táteis nos adereços e brinquedos; audiodescrição nos registros audiovisuais.- Deficiência auditiva: intérprete de LIBRAS durante apresentações culturais.- Deficiência intelectual: equipe preparada para acolhimento, com apoio de parceiros como Movimento de Emaús.Cordão do Galo (Cachoeira do Arari/Marajó)- Arquitetônico: parceria com a Prefeitura para garantir acessibilidade nos espaços utilizados.- Deficiência visual: materiais didáticos acessíveis nas oficinas; audiodescrição nos vídeos de registro.- Deficiência auditiva: intérprete de LIBRAS nos momentos de apresentações culturais.- Deficiência intelectual: oficineiros capacitados e monitores locais preparados para inclusão e acolhimento de pessoas com deficiência intelectual.Em todos os arrastões e agendas desenvolvidas pelo Instituto Arraial do Pavulagem existe a perspectiva de trabalho e o envolvimento de pessoas com deficiências (PCDs), inclusive o Instituto tem parcerias com a Associação Mundo Azul, que promove a conscientização sobre o autismo e a inclusão de pessoas autistas; com o CIIR - Centro de Integração de Inclusão e Reabilitação, em Belém. A perspectiva é de garantir o envolvimento direto de PCDs e suas famílias, garantindo acessibilidade em suas atividades. Em resumo, atenção especial em todas as atividades é dada ao público PCD. No geral, temos como prática das atividades questões como as apresentadas abaixo: 1 - Contratar oficineiros capacitados a atender as diversas especificidades de deficiência; 2 - Espaços de formação das oficinas preparados para receber pessoas com baixa mobilidade (rampas, corrimões, pisos táteis, cadeiras adaptadas para pessoas em cadeira de roda, entre outras medidas de infraestrutura voltadas à inclusão); 3 - Profissional de Libras para acompanhar e traduzir o show musical da banda do Instituto Arraial do Pavulagem; 4 - Espaço Azul: Espaço específico para crianças com espectro autista no momento do prestígio da Mostra Cultural; 5 - Implementar o espaço inclusivo, que promove acolhimento e acessibilidade as pessoas com deficiência.
O projeto adotará a medida prevista no inciso V (V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas) do art. 47 da IN nº 23/2025, realizando gratuitamente atividades paralelas aos produtos principais, como:- Ensaios abertos ao público nas comunidades;- Oficinas formativas gratuitas para crianças, jovens, mulheres e pessoas com deficiência;- Rodas de conversa sobre cultura, meio ambiente, inclusão e sustentabilidade.Essas ações são parte integrante da metodologia do Instituto Arraial do Pavulagem e ocorrerão de forma descentralizada e gratuita, garantindo a ampliação efetiva do acesso aos conteúdos culturais do projeto.Para garantir o acesso à distribuição e comercialização dos produtos da proposta, o projeto "Arrastão do Pavulagem - Cultura da Amazônia na COP-30 e além" adota as seguintes estratégias: 1. Nas Feiras de Economia Solidária e Criativa: a) Localização Estratégica: Realizar as feiras em locais de grande circulação, como a Praça dos Estivadores em Belém, durante os eventos culturais e a COP-30. b) Parcerias Locais: Estabelecer parcerias com associações e cooperativas locais para promover os produtos artesanais e culturais. c) Moedas Sociais: Implementar o uso de moedas sociais para facilitar as transações e incentivar a economia local, no Cordão do Galo. 2) Medidas de Ampliação de Acesso: Para ampliar o acesso às atividades e produtos do projeto, implementamos as seguintes medidas: a) Ensaios Abertos: Comunidade Envolvida: Realizar ensaios abertos ao público, permitindo que a comunidade participe e se envolva desde o início das atividades.Divulgação: Promover os ensaios abertos nas redes sociais e em pontos estratégicos da cidade para atrair mais participantes. b) Atividades de formação: Diversidade de Temas: Oferecer oficinas de percussão, educação ambiental, confecção de adereços, danças populares da amazônia, arte circense (Pernas de pau), voltadas para crianças, jovens e adultos. Inclusão Social: Realizar oficinas específicas para mulheres, pessoas com deficiências e comunidades carentes, promovendo a inclusão e o empoderamento. c ) Transmissão pela Internet: Parceria com TV Cultura do Pará: Transmitir ao vivo, cortejos culturais, pelo YouTube, em parceria com a TV Cultura do Pará. d) Plataformas Digitais: Utilizar plataformas digitais para transmitir oficinas, palestras e debates, permitindo que um público mais amplo tenha acesso às atividades. e) Conteúdo Sob Demanda: Disponibilizar gravações das atividades e eventos no site do Instituto e nas redes sociais, para que possam ser acessadas a qualquer momento. f) Comunicação e Divulgação Campanha de Mídias Sociais: Posts Informativos: Criar posts informativos sobre datas, locais e atrações dos eventos e oficinas. Vídeos Curtos: Produzir vídeos curtos mostrando momentos marcantes de edições anteriores e depoimentos de participantes. Hashtags: Utilizar hashtags como #CulturaParaense, #ArraialdoPavulagem, #COP30, para aumentar o alcance das publicações. g) Assessoria de Imprensa: Press Releases: Enviar press releases para jornais, revistas e portais de notícias locais e nacionais.Entrevistas: Realizar entrevistas com líderes e participantes dos eventos para divulgar histórias e curiosidades. Material Gráfico: Cartazes e Flyers: Distribuir cartazes e flyers coloridos e atrativos em pontos estratégicos da cidade, hotéis, centros culturais e locais de interesse turístico. Implementando essas estratégias, o projeto "Arrastão do Pavulagem - Cultura da Amazônia na COP-30 e além" garantirá um amplo acesso à distribuição e comercialização dos produtos, além de ampliar o alcance das atividades culturais e socioambientais, promovendo a inclusão e a valorização da cultura paraense.
Atividades do Instituto Arraial do Pavulagem no Projeto:O Instituto Arraial do Pavulagem, sob a liderança de Walter Figueiredo, Júnior Soares e Ronaldo Silva, realizará as seguintes atividades no projeto "Arrastão do Pavulagem - Cultura da Amazônia na COP-30 e além": Cortejos Culturais: Cordão do Galo (janeiro/2025, Cachoeira do Arari/PA): Cortejo com foco socioambiental, envolvendo crianças e jovens em dança, música e preservação cultural.Arrastão do Círio (outubro/2025, Belém/PA): Cortejo associado ao Círio de Nazaré, celebrando tradições religiosas e culturais.Cordão do Peixe-Boi (novembro/2025, Belém/PA): Cortejo especial durante a COP-30, integrando grupos culturais da Amazônia e abordando questões ambientais.Atividades Educativas e Sociais: Oficinas de percussão, dança, artes cênicas e educação ambiental para crianças, jovens e comunidades periféricas.Vivências formativas para pessoas com deficiência (PCDs) e Transtorno do Espectro Autista (TEA).Rodas de conversa sobre cultura, meio ambiente e sustentabilidade.Feiras de Economia Criativa: Realização de feiras atreladas aos cortejos, promovendo empreendedores locais, economia solidária e moedas sociais.Ações de Comunicação e Sustentabilidade: Transmissão ao vivo dos eventos via YouTube, em parceria com a TV Cultura do Pará.Confecção de adereços e brinquedos com materiais recicláveis, alinhados à agenda da COP-30.Articulação Comunitária: Mobilização de famílias e comunidades para participação nas atividades, incluindo doações de alimentos e vestuário. Currículo Resumido dos Principais Participantes: Ronaldo dos Santos Silva Cargo: Presidente do Instituto Arraial do Pavulagem.Formação: Sociólogo.Experiência: Fundador do Instituto (2003), responsável por cortejos como o Arrastão do Boi Pavulagem e Cordão do Galo.Coordenação de projetos socioculturais e educacionais, com foco em inclusão social e preservação ambiental.Produção de álbuns musicais e oficinas de revitalização de folguedos populares em comunidades quilombolas.Júnior Soares Cargo: Produtor Executivo e Gestor Cultural.Formação: Economista (CESEP/1988).Experiência: Cofundador do Arraial do Pavulagem, com 40 anos de atuação em cultura popular.Produção de 9 discos do grupo, turnês nacionais pelo SESC (Sonora Brasil) e coordenação de projetos como "Mestres Navegantes".Expertise em musicalização, gestão de eventos e articulação com comunidades tradicionais.Walter Figueiredo de Sousa Cargo: Gestor e Produtor Cultural.Formação: Gestão de Eventos Culturais (UNAMA).Experiência: Cofundador do Instituto, com 40 anos de atuação em projetos interdisciplinares.Coordenação de eventos como a Semana do Folclore, Feira da Beira e planos de salvaguarda (ex: Flauta Artesanal do Carimbó, reconhecida pelo IPHAN).Produção executiva de documentários culturais e articulação de políticas públicas para culturas tradicionais.Papéis no Projeto: Ronaldo Silva: Coordenação geral, articulação com comunidades e integração de ações socioambientais.Júnior Soares: Produção musical, organização de oficinas e gestão logística dos cortejos.Walter Figueiredo: Planejamento estratégico, parcerias institucionais e execução das feiras de economia criativa.Essas atividades e perfis reforçam o compromisso do Instituto em aliar cultura popular, educação e sustentabilidade, destacando-se como um projeto estratégico para a COP-30.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.