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PRONAC 252221Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Paisagens Imaginárias

EDER SAN JUNIOR CINEMATOGRAFICA E ARTE LTDA
Solicitado
R$ 3,61 mi
Aprovado
R$ 3,53 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Seleção Petrobrás Cultural - Novos Eixos 2025
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2025-06-01
Término
2026-05-31
Locais de realização (6)
Cachoeira BahiaBrasília Distrito FederalBelo Horizonte Minas GeraisItabira Minas GeraisBelém ParáSão Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto pretende subsidiar a montagem e circulação (produto principal) de exposição inédita de artes visuais "Paisagens Imaginárias" do artista Eder Santos.

Sinopse

SINOPSE EXPOSIÇÃO: Idealizado pelo videoartista, cineasta, roteirista e designer gráfico Eder Santos, "Paisagens Imaginárias" é um trabalho que combina linguagens como a videoarte, videomapping e, sobretudo, a nova tecnologia da realidade aumentada para criar obras de arte digital que reimaginam e reinserem virtualmente na paisagem das cidades brasileiras elementos que não mais existem no mundo físico, mas que persistem nos afetos e nas memórias individuais e coletivas. Nessa edição piloto de “Paisagens Imaginárias”, Eder e o coletivo de criadores envolvidos elegeram quatro cidades como objeto de pesquisa para criação das obras inéditas em RA. São elas: Itabira-MG – obra: Pico do Cauê (A Montanha Pulverizada) Cachoeira-BA – obra: Pedra do Cavalo Belém-PA – obra: Brigue Palhaço Ceilândia-DF – obra: Candangos Esquecidos Incansáveis As paisagens (re) criadas pelo projeto não são simulacros idênticos dos elementos que as inspiram, são, antes, representações artísticas que envolverão movimentos, desconstruções, sons, narrativas, textos e subtextos, dentre outros recursos capazes de gerar emoções (estranhamento, surpresa, indignação, repulsa, saudade, pertencimento...) e reflexões críticas sobre as permanências e mudanças na paisagem urbana, sobre o poder transformador do tempo e, sobretudo, da ação humana (para o bem ou para o mal). De patrimônios edificados perdidos, às belezas naturais exauridas por ações antrópicas, até episódios apagados da história, as paisagens imaginárias comportam tudo, subvertem o espaço, alteram a seta do tempo, transformando a percepção do público sobre suas cidades, suas histórias, seus saberes, afetos e sobre o que sabemos de nós mesmos. SINOPSE CICLO DE PALESTRAS: Como informamos, durante a fase de exposição presencial que inaugura a obra em realidade aumentada em cada cidade, o projeto contará com um ciclo de palestras que dialogam com o tema do projeto (arte, tecnologia, novas linguagens, sustentabilidade, permanências e mudanças no espaço urbano etc.) e com a obra criada para cada cidade. No entanto, não é possível nesse momento apresentar uma sinopse desse ciclo de palestras ou de cada palestra, posto que os palestrantes serão escolhidos a partir das visitas técnicas a serem realizadas em cada cidade. Não queremos impor conteúdos às comunidades e às cidades contempladas: queremos construir esses ciclos com elas, entendendo quais conteúdos lhe seriam mais relevantes. Portanto, essa programação depende de uma etapa de execução do projeto que não pode ser realizada antes de sua efetiva aprovação e captação. Não obstante, anexamos ao presente projeto uma declaração / termo da parte proponente se comprometendo a apresentar ao MinC essas sinopses, nomes dos palestrantes e programação completa assim que estiverem definidos.

Objetivos

Idealizado pelo videoartista, cineasta, roteirista e designer gráfico Eder Santos, "Paisagens Imaginárias" é um trabalho que combina linguagens como a videoarte, videomapping e, sobretudo, a nova tecnologia da realidade aumentada para criar obras de arte digital que reimaginam e reinserem virtualmente na paisagem das cidades brasileiras elementos que não mais existem no mundo físico, mas que persistem nos afetos e nas memórias individuais e coletivas. De patrimônios edificados perdidos, às belezas naturais exauridas por ações antrópicas, até episódios apagados da história, as paisagens imaginárias comportam tudo, subvertem o espaço e alteram a seta do tempo. Como enunciado, as "Paisagens Imaginárias" são possíveis graças à tecnologia da realidade aumentada (RA), que permite a sobreposição de elementos virtuais ao mundo real, especialmente por meio de aplicações operadas por dispositivos eletrônicos dotados de câmeras e sensores de localização e movimento, como os atualmente acessíveis smartphones e tablets. Assim, será especialmente por meio das telas de seus dispositivos que o público fruirá as obras: em pontos específicos de cada cidade contemplada, devidamente sinalizados e com textos explicativos sobre as obras e como acessá-las, os públicos usarão as câmeras de seus celulares (conectados à internet) para escanear qr-codes que, por sua vez, acionarão uma aplicação web. Essa então baixará os dados e conteúdos necessários à superposição e alinhamento da obra virtual no mundo físico, apresentando na tela do celular uma nova realidade, uma realidade fantástica, uma paisagem imaginária. Cada cidade terá um elemento de sua história reconstituído por meio de modelagem digital 3D, criada a partir de visitas técnicas da equipe do projeto a cada localidade. As visitas permitem aprofundar a pesquisa sobre o que a será reimaginado, a coleta de imagens de arquivo, registros e mapeamento georreferenciado dos locais em que se encontrava o elemento original no mundo físico e das diversas visadas possíveis da paisagem, seus pontos privilegiados de observação (isto é, locais de instalação dos QRCodes). O processo de modelagem, claro, receberá intervenções do gênio criativo de Eder Santos: as obras não serão simulacros idênticos dos elementos que as inspiram, são, antes, representações artísticas que envolverão movimentos, desconstruções, sons, narrativas, textos e subtextos, dentre outros recursos capazes de gerar emoções (estranhamento, surpresa, indignação, repulsa, saudade, pertencimento...) e reflexões críticas sobre as permanências e mudanças na paisagem urbana, sobre o poder transformador do tempo e, sobretudo, da ação humana (para o bem ou para o mal). Nessa edição piloto de "Paisagens Imaginárias", Eder e o coletivo de criadores envolvidos (ver detalhes em no campo de "Ficha técnica" neste formuário) elegeram quatro cidades como objeto de pesquisa para criação das obras inéditas em RA. São elas (ver nos links referências externas/de terceiros sobre cada um dos elementos representados): Itabira-MG _ obra: Pico do Cauê (A Montanha Pulverizada) Cachoeira-BA _ obra: Pedra do Cavalo Belém-PA _ obra: Brigue Palhaço Ceilândia-DF _ obra: Candangos Esquecidos Incansáveis O projeto prevê recursos para a permanência das obras em realidade aumentada (RA) nas paisagens por 1 ano, mas, enquanto a aplicação for mantida no ar, elas poderão ser apreciadas. Logo, podem ser entendidas como parte de um acervo, potencialmente, permanente. Haverá ainda um período expositivo que publiciza e celebra a "inauguração" das obras em cada cidade, com 1 mês de atividades presenciais, dentre elas: - Ocupação de equipamento cultural local, com projeto expositivo rico em imagens, textos, vídeos, vídeo-instalações e outros conteúdos adicionais sobre a obra criada e seu processo de desenvolvimento, sobre a pesquisa realizada e sobre o elemento da paisagem reinventado e sua história. - Videomapping: nas noites do fim de semana de abertura da exposição em cada cidade, será realizada uma projeção mapeada que trará outra experiência sobre a obra, isto é, sem a mediação de celulares. - Atividades de formativas (ver mais detalhes dessas ações em campo específico), a saber: - 5 (cinco) oficinas intensivas (masterclass) de capacitação ministradas pelos criadores envolvidos. - Ciclos com pelo menos 10 palestras ministradas por pesquisadores e representantes de entidades sociais, socioculturais e ambientais locais. - Visitas guiadas. Sem considerar o potencial de permanência das obras por mais tempo no espaço "imaginário" (virtual) de cada cidade, espera-se que, ao longo do período de execução do projeto, este alcance um público direto de pelo menos 260 mil pessoas, de forma livre, democrática, acessível e totalmente gratuita. ------------------------------ // -------------------------------- Em resumo, o projeto tem, portanto, os seguintes objetivos: OBJETIVO GERAL: Contribuir para a democratização do acesso às artes visuais, para o diálogo entre essa linguagem, outras vertentes artísticas e as novas tecnologias, bem como para a reflexão crítica, social e ambiental sobre questões centrais da contemporaneidade, sobre o poder transformador do tempo e da ação antrópica na tecitura da paisagem urbana, natural e/ou social, por meio da realização de uma exposição de artes de impacto e grande potencial de continuidade e replicabilidade nas mais diversas cidades brasileiras. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: 1) PRODUTO PRINCIPAL (Exposição Cultural / de Artes): Realizar a produção das obras, a montagem e exibição da exposição inédita de artes visuais, "Paisagens Imaginárias", do artista mineiro Eder Santos, em 4 cidades brasileiras. 1.1. A exposição produzirá 4 obras em realidade aumentada, que ficarão "virtualmente" expostos por um período de 3 anos em cada cidade, mas com amplo potencial de permanência para além desse período. Espera-se alcançar cerca de 500 mil pessoas ao longo do período de execução desse projeto (1 ano). 1.2. Além da exposição das obras em realidade aumentada em cada cidade, a exposição conta ainda com um período expositivo que publiciza e celebra a "inauguração" das obras em cada cidade, com 1 mês de atividades presenciais, que envolvem, (i) a ocupação de equipamento cultural local, com projeto expográfico rico em imagens, textos, vídeos, vídeo-instalações e outros conteúdos adicionais sobre a obra criada e seu processo de desenvolvimento, sobre a pesquisa realizada e sobre o elemento da paisagem reinventado e sua história; (ii) realização de ação de videomapping, nas noites do fim de semana de abertura da exposição em cada cidade, que trará outra experiência sobre a obra, isto é, sem a mediação de celulares. 2) PRODUTO SECUNDÁRIO (Curso/Oficina/Capacitação - Artes Visuais): Realizar, de forma integrada ao período expositivo inaugural supracitado, atividades formativas em cada cidade contemplada e vinculadas aos temas da exposição, a saber: - 5 (cinco) oficinas intensivas (masterclass) de capacitação ministradas pelos criadores envolvidos. - Pelo menos 10 palestras ministradas por pesquisadores e representantes de entidades sociais, socioculturais e ambientais locais (em cada cidade). - Visitas guiadas no espaço cultural que sediará a exposição presencial inaugural e nos pontos de visualização das obras em RA nos espaço urbano de cada cidade.

Justificativa

Contemplado pelo programa Petrobrás Cultural 2025 - Novos Eixos, essa edição piloto do projeto "Paisagens Imaginárias", Eder e o coletivo de criadores envolvidos (ver detalhes em no campo de "Ficha técnica") elegeram quatro cidades como objeto de pesquisa para criação das obras inéditas em RA. São elas: Itabira-MG _ obra: Pico do Cauê (A Montanha Pulverizada), Cachoeira-BA _ obra: Pedra do Cavalo, Belém-PA _ obra: Brigue Palhaço; e Ceilândia-DF _ obra: Candangos Esquecidos Incansáveis. Abaixo, trazemos um breve descritivo de cada obra proposta para cada cidade: Itabira: Após décadas de exploração do seu minério de ferro, o Pico do Cauê que se impunha na paisagem de Itabira, já não existe mais. Mesmo assim, como versou (e denunciou) o filho mais ilustre da cidade, Drummond, "a montanha pulverizada" ainda é, e apesar de tudo, "a serra que não passa", uma serra que vive na memória e no imaginário do povo itabirano. Ao reinventar a serra ausente, a obra aqui proposta não fala apenas à alma dos moradores de Itabira: as maquinações do mundo, ocorridas e em curso, afetam a todos, pois "cada um de nós tem seu pedaço no Pico do Cauê". Além do alerta ambiental, a obra também lança luz sobre as histórias silenciadas dos operários (quase todos negros) que ali chegaram para ganhar (e perder) a vida desde os anos 1940, dos escravos que bem antes também ali lavraram o ouro para seus senhores e, ainda, dos indígenas que um dia foram donos do Pico de Itabira. Cachoeira: Reconhecida pelo IPHAN como uma joia do Patrimônio Cultural Brasileiro por seu conjunto arquitetônico barroco, a cidade de Cachoeira, estranhamente, não possui uma cachoeira. A obra de Paisagens Imaginárias na cidade explora essa ausência para trazer ao Rio Paraguaçu uma queda d’água etérea que jorra imagens e símbolos das muitas histórias e lendas de Cachoeira, não apenas as da cidade oficial, da cidade "Heroica" e "Monumento Nacional", mas, sobretudo, as da cidade da gente escravizada que a ergueu, dos terreiros de Candomblé que ali resistem, de suas "donas" e "mães", das histórias da "Recuada". Belém: Em 1823, as águas da Baia do Guajará foram cenário de um dos episódios mais brutais da história do Pará, o Massacre do Brigue Palhaço, em que 256 pessoas foram assassinadas nos porões de um navio (brigue) do recém proclamado império brasileiro. As vítimas, em sua maioria negros, indígenas e mestiços, integravam tropas da província do Grão-Pará que ousaram exigir do governo de D. Pedro I que equiparasse os salários de brasileiros e portugueses, e igualdade para progressão na carreira. Apagado das páginas da independência do Brasil, esse fato será reimaginado na obra de Paisagens Imaginárias: mais uma vez, o Brigue Palhaço navegará sobre às águas em frente ao Ver-o-Peso, para ser lembrado como símbolo de resistência e da luta por direitos, em especial, de grupos desde sempre sub-representados, da colônia aos tempos atuais. Ceilândia: Quando se pensa no Distrito Federal, logo se imagina o céu de Brasília, o traço do arquiteto, o plano piloto de Lucio Costa, o sonho de JK. A imagem é retrato da história oficial, que pouco nos conta dos milhares de trabalhadores que vieram de diversas partes do país (sobretudo do Nordeste e do Norte) para colocar de pé a cidade monumental, para tornar a utopia modernista real. Pouco se fala também que a esses pioneiros juntaram-se outros milhares, atraídos pelas promessas da nova capital e, que 10 anos após a conclusão da cidade planejada, a presença desses trabalhadores tinha se tornado, aos olhos do poder, um enorme "problema social". Assim, numa "política de higienização", foram removidos do Plano Piloto, isto é, das áreas reservadas às elites da capital nacional. Chamada "Campanha de Erradicação das Invasões" (CEI), a política deu nome e origem à Ceilândia, a terra prometida aos incansáveis e verdadeiros construtores de Brasília. Só que a terra prometida não tinha nada: nem moradia, nem energia, nem transporte, nem mesmo água. Não por acaso, é a Caixa D’Água de Ceilândia um dos seus principais patrimônios edificados: mais que um marco da paisagem, a obra representa a história de luta por direitos e lembra que, apesar das melhorias, ainda há muito a ser conquistado. A obra de Paisagens Imaginárias toma a Caixa D’água como "suporte" para ressignificar e reiterar sua dimensão simbólica, projetando em sua estrutura nomes e rostos dos pioneiros de Ceilândia, personagens esquecidos dos livros de história, mas vivos na memória local. A um só tempo, a obra homenageia os que se foram e seu legado, mas reforça e celebra o grande senso de pertencimento de seus atuais moradores, novos incansáveis da Ceilândia de luta e resistência. Como se vê, o projeto ora proposto é marcado pela ousadia, pelo caráter experimental e pela busca de novas fronteiras artísticas, como é marca do trabalho de Eder Santos. O projeto enseja ainda uma reflexão crítica, social e ambiental profunda sobre questões centrais dos nossos tempos. Projetos com esse conjunto de atributos, que ampliam os limites da arte e fomentam novas formas de interação com o patrimônio cultural, necessitam de incentivos públicos para se tornarem viáveis e para alcançarem e impactarem o maior número possível de pessoas. A Lei Federal de Incentivo à Cultura, ao estimular iniciativas de relevância estética e social, torna-se, assim, o mecanismo essencial para que "Paisagens Imaginárias" se concretize e cumpra sua missão de ressignificar memórias, espaços e histórias por meio da arte e da tecnologia, de forma gratuita e acessível a todos. ----------------- // -------------- Este projeto enquadra-se em pelo menos 7 (sete) incisos Art. 1º da Lei 8313/91, isto é, alinha-se a sete finalidades do PRONAC: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Este projeto atende também a pelo menos 2 (dois) dos objetivos previstos no Art. 3º da referida Lei, a saber: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: (...) c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres;

Estratégia de execução

DOCUMENTOS ANEXADOS À PROPOSTA: Além da documentação obrigatória do proponente, anexos à presente proposta os seguintes documentos: No campo "Informações adicionais", apresentamos (em PDF único): - Considerações sobre os conteúdos obrigatórios relacionados a propostas que contemplem a área de Artes Visuais (item 4 do ANEXO II da Instrução Normativa 23/2025). - Ficha técnica estendida, isto é, um documento com currículos também de outros profissionais envolvidos na proposta, mas que não puderam ser apresentados no referido campo “Ficha Técnica” em função de sua limitação dos caracteres (apenas 8.000). - Carta de anuência do curador, Luiz Gustavo Carvalho. - Projeto Pedagógico Preliminar. No campo "Carta ao proponente" (por ausência de outros campos para tanto), apresentamos (em PDF único): - Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que não irá adquirir bens permanentes com os recursos do projeto. - Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que adotará as medidas sanitárias vigentes, conforme portaria SECULT/Mtur n.44/2021. - Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que obterá, se necessário, quaisquer autorizações e licenças em caso de uso de obras protegidas e/ou que envolvam direitos autorais de terceiros. - Termo de Compromisso firmado pela proponente, declarando que irá apresentar, oportunamente, todas as autorizações, licenciamentos e alvarás que se fizerem necessários junto ao poder público e entidades privadas locais para realização das atividades do projeto. - Declaração firmada pela proponente atestando que o projeto cultural é uma produção independente.

Especificação técnica

Como já informado noutros campos dessa proposta, em cada cidade contemplada, o projeto realizará uma programação de atividades formativas associada às linguagens artísticas do projeto e aos seus temas das obras que serão criadas (produto secundário). Todas as atividades ocorrerão durante o mês inaugural de cada obra em RA criada para cada cidade, quando teremos uma exposição presencial ocupando um espaço cultural da localidade. Coordenadas por Marcus Bastos, Doutor em Comunicação e Semiótica, essas atividades formativas envolvem 4 eixos, a saber: (i) Ciclo de Oficinas; (ii) Ciclo de Palestras; (iii) Visitas Guiadas; (iv) Residência Artística. Em função da limitação dos caracteres do presente campo, o plano pedagógico (preliminar) dessas atividades formativas está sendo apresentado como anexo dessa proposta. Chamamos o projeto pedagógico de "preliminar", pois: Alguns conteúdos/nomes ainda não podem ser definidos: Como será possível observar no documento anexo, alguns conteúdos de algumas atividades formativas ainda não podem ser definidos. Falamos aqui, especificamente, de todas as palestras do Ciclo de Palestras (como já informado no campo "Sinopse" acima) e de algumas oficinas do Ciclo de Oficinas, pois, por premissa do projeto, tais atividades deverão envolver agentes locais como ministrantes, como protagonistas. Não queremos impor conteúdos às comunidades e às cidades contempladas: queremos construir com elas essa programação, entendendo quais conteúdos lhe seriam mais relevantes e também dar voz e visibilidade a professores e especialistas locais, que trarão seus saberes para os ciclos propostos. A definição desses professores locais, no entanto, depende de uma etapa de execução do projeto que não pode ser realizada antes de sua efetiva aprovação e captação, a saber, as viagens dedicadas às visitas técnicas em cada cidade contemplada. Além da modelagem 3D para as obras e da realização de testes, essas viagens também permitirão a articulação de parcerias com instituições de ensino superior locais e a consequente seleção dos profissionais, também locais, envolvidos nessas atividades formativas. Não obstante, anexamos ao presente projeto uma declaração / termo da parte proponente se comprometendo a apresentar ao MinC essas ementas e sinopses, nomes e currículos dos ministrantes e a programação completa assim que estiverem definidos. Os conteúdos podem ser alterados: Mesmos os conteúdos e dinâmicas de algumas oficinas apresentados no anexo poderão sofrer alterações, pois poderão ser adaptadas à realidade de cada localidade contemplada. As alterações serão avaliadas entre os parceiros locais, ministrantes e a coordenação pedagógica do projeto. Modo de seleção dos contemplados: a princípio, como todas as atividades formativas propostas são gratuitas, o acesso poderia se dar por ordem de inscrição até serem ocupadas todas as vagas (ou lotação do espaço, em alguns casos). No entanto, como esperamos firmar parcerias com instituições de ensino locais, essas podem propor outra forma de seleção dos contemplados em cada atividade proposta (como indicação de alunos ou turmas mais afeitas ao tema, processos de seleção interna conduzidas pelas instituições, dentre outros). A única condição do projeto é que as atividades sejam oferecidas de forma gratuita a todos os interessados.

Acessibilidade

MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE FÍSICA: O projeto prevê as seguintes medidas de acessibilidade física: - Os espaços selecionados para receberem a exposição já são dotados de medidas de acessibilidade, como rampas de acesso em suas entradas, banheiros adaptados, assentos / lugares preferenciais às pessoas com deficiências físicas e/ou com mobilidade reduzida (importante nos eventos de lançamento e atividades formativas previstas). Esses lugares prioritários se estendem também a gestantes, mães com crianças de colo e idosos. - Sempre que possível, também buscaremos posicionar os totens com QRCodes em cada cidade em locais acessíveis. - A montagem da exposição nos equipamentos locais também posicionará as obras em alturas acessíveis a todos, inclusive a cadeirantes. MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE DE CONTEÚDO: O projeto prevê as seguintes medidas de acessibilidade de conteúdo: Para pessoas com deficiências auditivas: - Os eventos de lançamento das exposições, as oficinas, ciclo de palestras e visitas guiadas contarão com intérprete em LIBRAS. - Os vídeos produzidos pelo projeto (teasers, aftermovies e vídeos presentes na exposição) contarão com legendas. - O site do projeto integrará medidas assistivas, como Handtalk. Para pessoas com deficiências visuais: - Todas as obras (de realidade aumentada, videomapping e da exposição montada nos espaços culturais em cada cidade) contarão com audiodescrição. - Acompanhados de hashtags #PraCegoVer e/ou #Paratodesverem, os posts nas redes sociais terão descrição das imagens. - O site do projeto contará com uma aplicação de acessibilidade que também possui medidas assistivas para pessoas cegas, com baixa visão e daltônicas, como: alteração do tamanho/tipo de fonte, do espaçamento entre linhas e letras, leitor de sites, modo leitura, máscara de leitura, barra guia de leitura, lupa de conteúdo, destaque de links, controles de cor (contrate / saturação). Outras medidas gerais de acessibilidade (conteúdos / atitudinal) - Prevemos ainda a contratação de uma consultoria especializada em acessibilidade para treinamento da equipe do projeto e dos monitores locais com objetivo de criar outras medidas para além das citadas para atender bem a todos os públicos, inclusive pessoas com deficiência intelectual e com transtorno do espectro autista (TEA). - Parcerias locais: como sabemos, não basta ao projeto prever medidas de acessibilidade se os públicos aos quais se destinam não comparecem e não sabem da existência de tais medidas. Se as PCDs não souberem do projeto, bem como que serão bem acolhidas se vieram às exposições, atividades formativas, dentre outras ações previstas, de nada adianta. Assim, buscaremos também parcerias com entidades, de cada cidade, dedicadas à defesa dos direitos das PCDs, à formação, inclusão social/profissional das pessoas com deficiência e de combate ao capacitismo, para que divulguem a exposição e suas atividades junto aos seus beneficiários e redes.

Democratização do acesso

MEDIDAS DE DEMOCRATIZAÇÃO DO ACESSO Como já informado, todas as atividades e conteúdos do projeto terão acesso gratuito a todos os interessados. MEDIDAS DE AMPLIAÇÃO DO ACESSO: Como medida de ampliação acesso, o projeto realizará diversas atividades paralelas ao produto principal (exposição cultural / de artes). Essas atividades têm caráter formativo (produto secundário: Curso/Oficina/Capacitação - Artes Visuais) e envolvem oficinas e palestras, conforme detalhadas em campo específico presente formulário. Essas atividades paralelas estão alinhadas com artigo Art. 47. da INSTRUÇÃO NORMATIVA MinC nº 23, DE 5 DE FEVEREIRO DE 2025, que elenca as medidas elegíveis de ampliação do acesso a serem adotadas pelos projetos beneficiados pela Lei Rouanet. Mais especificamente, essa medida está prevista como elegível no incentivo V do citado artigo, como abaixo transcrito: "V - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições e oficinas;"

Ficha técnica

ATIVIDADES DO DIRIGENTE E DA INSTITUIÇÃO PROPONENTE Como idealizador, diretor geral e artista principal do projeto, Eder Santos e sua produtora, a Trem Chic (que responde pela Realização / Produção do projeto), realizarão diversas atividades remuneradas no projeto. Tais atividades e suas remunerações estão previstas no orçamento do projeto e correspondem às seguintes rubricas: - Artista e Direção Geral (realizada por Eder Santos, sócio da Trem Chic) - Direção de Produção (realizada por Barão Fonseca, sócio da Trem Chic) - Coordenação Técnica (realizada por Leandro Aragão, sócio da Trem Chic) - Pesquisa (realizada por Mônica Cerqueira, colaboradora da Trem Chic) - Produção Logística (realizada por Bia Flecha, colaboradora da Trem Chic) PRINCIPAIS PARTICIPANTES E SUAS FUNÇÕES Eder Santos - Idealização, Direção Geral e Artista Principal Eder Santos é videoartista, cineasta, roteirista e designer gráfico. Foi um dos pioneiros da arte multimídia no Brasil e é reconhecido mundialmente por desenvolver projetos híbridos que mesclam artes visuais, cinema, teatro, vídeo e novas mídias. Sua trajetória confunde-se com o início da produção audiovisual nas artes plásticas nos anos 1980, entre o padrão estabelecido pelas televisões e as experimentações com vídeo amador. Vencedor de diversos prêmios no Brasil e no exterior, participou de diversas edições do World Wide Video Festival (Amsterdam, Holanda), do Videobrasil e da Bienal de São Paulo. Suas obras integram importantes coleções de instituições brasileiras e internacionais, tais como a Coleção Itaú, os Museus de Arte Moderna da Bahia, de São Paulo e do Rio de Janeiro, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centre Georges Pompidou (Paris, França) e a Cisneros Fontanals Art Foundation (Miami, Estados Unidos). Eder Santos tem ainda uma premiada carreira como realizador e diretor de cinema e TV. É autor de 15 curtas-metragens e 3 longas, além de séries para televisão. Trem Chic - Produção / Realização A Trem Chic foi criada por Eder Santos, um dos mais importantes videoartistas brasileiros, em parceria com André Hallak, Leandro Aragão e Barão Fonseca. Recentemente a produtora consolidou o departamento de Cinema e TV, o qual desenvolve projetos de filmes ficcionais, documentários e séries de televisão. Os longas e curtas foram exibidos e premiados em festivais importantes como Rotterdam, Oberhausen, DOK Leipzig, É Tudo Verdade, Videobrasil, dentre outros em diversos países. Luiz Gustavo Carvalho – Curadoria Curador, artista e pianista, Luiz Gustavo Carvalho apresentou a sua primeira curadoria na França, em 2011. No Brasil, como curador de mais de setenta exposições, ele apresentou pela primeira no país a obra de diferentes artistas visuais, tais como Antanas Sutkus, Serguei Maksimishin, Mac Adams e François Andes, entre outros. Em 2012, criou o Festival Artes Vertentes – Festival Internacional de Artes de Tiradentes, que recebeu durante as últimas nove edições mais de 250 artistas sob a sua direção artística. Entre 2011 e 2014 integrou a direção artística do Zeitkunst Festival, em Berlim. Participou de diferentes programas de residência artística na América do Sul, Europa e Ásia. Desde 2016, colabora de maneira regular com o Museu Bispo do Rosário Arte Contemporânea, no Rio de Janeiro. Marcus Bastos – Coordenação Pedagógica: Doutor em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, onde é professor vinculado ao Departamento de Artes, desde 2003, e ao programa de pós-graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital, desde 2012. Tem experiência docente nas graduações em "Comunicação e Multimeios", "Arte: História, Crítica e Curadoria", "Jornalismo", "Publicidade e Propaganda", "Tecnologias e Mídias Digitais" e na pós-graduação em "Tecnologias da Inteligência e Design Digital". Também é professor da pós em "Musica e Imagem", das Faculdades Santa Marcelina. Publicou os livros Audiovisual ao Vivo: tendências e conceitos (Intermeios, 2020), Limiares das Redes (Intermeios, 2014) e Cultura da Reciclagem (Noema, 2007, ebook), além de organizar Audiovisual experimental: arqueologias, tendências e desdobramentos (com Natália Aly, Pontocom 2018), Cinema Apesar da Imagem (com Gabriel Menotti e Patricia Moran, Intermeios 2016) e Mediações, Tecnologia, Espaço Público: panorama crítico da arte em mídias móveis (com Lucas Bambozzi e Rodrigo Minelli, Conrad, 2010). Dirigiu o documentário Radicais Livre(o)s (Prêmio Petrobrás Cultural, 2004) e o webdocumentário Cidades Visíveis (Prêmio Rumos Itaú Cultural, 2009-2011). É autor de 15 artigos em periódicos e 21 capítulos de livro. Fez o Curso Abril de Jornalismo em Revistas com especialização em design, tendo atuado como designer das revistas Casa Claudia e Quatro Rodas. Foi diretor de arte de diversos projetos gráficos e audiovisuais, com clientes como Platô Produções e Goethe Institut. Museu.Io (Bruno Favaretto e Renato de Almeida Prado) – Modelagem 3D / RA / Aplicações Web: Em suas trajetórias, Bruno Favaretto e Renato de Almeida Prado acumulam mais de 15 anos de experiência na área. Participaram de diversos projetos de acervos digitais, como catálogos raisonné de Tarsila do Amaral e Alfredo Volpi, Acervo digital do Museu Afro Brasil, Museu do Futebol, Itaú Cultural, ICAA Documents Project e CAYC Files, entre outros. Desenvolveram também exposições, interativos, aplicativos, instalações, sites e sistemas para instituições como MAM Sâo Paulo, Museu do Futebol, Museu Afro Brasil, Memorial da América Latina, Itaú Cultural, MIS/SP, Paço das Artes, Cultura Artística, entre outros. Bruno Favaretto / Bacharel em Letras (Alemão/Português) pela FFLCH/USP e programador autodidata, explora a criação de softwares que operam nas diversas interfaces entre a cultura e a tecnologia: especialista/acervo, público/acervo, artista/público, artista/espaço etc. Duas décadas de experiência na área, trabalhou com importantes museus no Brasil e do exterior. Renato de Almeida Prado / Doutorando em arquitetura pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, Mestre em Comunicação e Semiótica pela PUC/SP e arquiteto pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP, trabalha e pesquisa espaços híbridos – físico e digital – com foco nos espaços expositivos. Foi professor de 2006 a 2010 do Istituto Europeo di Design nos curso Arti Visive e no Masters — pós graduação. 4Art Produções Culturais - Produção Executiva / Projeto Expográfico (Presencial): Sediada em Brasília, a 4 Art Produções Culturais é formada por uma equipe interdisciplinar e por consultores especializados em diversas áreas do conhecimento – o que imprime às nossas realizações um caráter inovador e colaborativo, desde a conceituação até a avaliação final de cada projeto. Voltamos nossos olhares para as questões que ampliam o espaço e o debate em torno da Arte e da Cultura, eventos que permitem um melhor acesso do público aos acervos e conteúdos informacionais, buscando integrar esses acervos às comunidades a que estão vinculados. Museus e instituições culturais nacionais e internacionais, colecionadores privados e corporativos, e órgãos públicos nas esferas municipal, estadual e federal, empresas públicas e privadas, estão entre os nossos principais parceiros e clientes. A 4 Art Produções Culturais atua no desenvolvimento de exposições, criação e revitalização de museus e espaços culturais, programas educativos, gestão de acervos, projetos socioculturais, capacitação de equipes, projetos editoriais, produções, videográficas, programas de memória institucional, realização de seminários e consultorias específicas representam os projetos desenvolvidos, marcados por ineditismo, alto padrão estético e cultural, ética e transparência. Nossas ações privilegiam o diálogo com o outro, o despertar de novos talentos para a cultura, a capacitação continuada de nossos pares e a formação de novos públicos para as artes no Brasil. É dirigida por Daiana Castilho Dias, produtora cultural e professora.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.