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PRONAC 252243Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CAPOEIRA, EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E CIDADANIA: Formando cidadãos para a transformação social

ASSOCIACAO DESPORTIVA E CULTURAL AGUAS PURAS DOS QUILOMBOS - ADCAPQ
Solicitado
R$ 182,3 mil
Aprovado
R$ 182,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Capoeira: Apresentação de Dança ou Ação Educativa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MA
Município
São Luís
Início
2025-12-12
Término

Resumo

O projeto tem como objetivo contribuir para o debate, a vivência, a competição e o intercâmbio entre praticantes e agentes da capoeira enquanto esporte, luta e dança, integrando práticas educativas antirracistas com base na Lei 10.639/2003, a fim de fortalecer a vertente esportiva, educativa e social da capoeira entre crinças, jovens e adultos dentro e fora dos espaços escolares.

Sinopse

1. Oficina de Capoeira – Eixo: MovimentosObjetivo: Desenvolver coordenação motora, força, equilíbrio e consciência corporal, respeitando os limites e ritmos de cada praticante. Conteúdos: Aquecimento e alongamento específicos da capoeiraGinga (fundamento base)Movimentos de ataque: armada, martelo, meia-lua de frente, queixadaMovimentos de defesa: esquiva, negativa, cocorinha, rolêFloreios e acrobacias (a depender do nível do grupo): au, macaco, ponte, bananeiraCombinação de movimentos em sequências (jogos simulados)Noções básicas de Capoeira Esporte (regras, pontuação, arbitragem) 2. Oficina de Capoeira – Eixo: MusicalidadeObjetivo: Compreender a importância dos instrumentos e cantos da capoeira como expressões de identidade e resistência cultural. Conteúdos: Introdução aos instrumentos: berimbau (gunga, médio, viola), atabaque, pandeiro, agogô e reco-recoRitmos e toques tradicionais: Angola, São Bento Pequeno, São Bento Grande, IúnaAprendizagem das palmas e acompanhamento rítmicoPrática de cantos: ladainhas, corridos e chulasComposição e improviso de cantigasSignificados e mensagens das músicas (resistência, ancestralidade, cotidiano) 3. Oficina de Capoeira – Eixo: História e CulturaObjetivo: Estimular a valorização da identidade afro-brasileira por meio do conhecimento histórico e cultural da capoeira. Conteúdos: Origem africana e a diáspora negraA capoeira no período da escravidão e no pós-aboliçãoCapoeira como resistência cultural e instrumento de luta socialA relação da capoeira com a Lei 10.639/2003Mestres e mestras de referência na capoeiraCapoeira enquanto patrimônio cultural do Brasil e do mundoCapoeira e os valores de cidadania, coletividade e respeito à diversidade

Objetivos

Objetivo Geral Promover um encontro educativo e esportivo voltado à Capoeira, reunindo diversos agentes culturais e sociais para incentivar o aperfeiçoamento técnico, o espírito de cooperação e a valorização da identidade afro-brasileira, fortalecendo a vertente esportiva da capoeira em diálogo com os princípios da Educação Antirracista e a aplicação da Lei 10.639/2003. Objetivos Especifícos · Desenvolver aulas e oficinas de capoeira integradas a temas da Educação Antirracista e da Lei 10.639/2003. · Fortalecer o protagonismo feminino nas rodas e espaços de capoeira. · Realizar rodas de conversa e debates sobre identidade, ancestralidade, direitos humanos e combate ao racismo. · Desenvolver habilidades sociais, como trabalho em equipe, respeito mútuo e cooperação. · Produzir material educativo (apostilas, vídeos curtos) sobre capoeira, história afro-brasileira e educação antirracista. · Integrar ações de intercâmbio entre grupos culturais e escolas, promovendo troca de saberes e vivências. . Contribuir para o adequado desenvolvimento do talento na Capoeira, na parte prática, fundamentos da modalidade, e uma abrangência maior na área da competição; . Contribuir para o desenvolvimento integral do praticante de Capoeira como ser social, democrático e participante, estimulando o pleno exercício da cidadania; . Estimular a procura do conhecimento cultural e a prática do desporto nas escolas de Capoeira;

Justificativa

Apesar de importantes avanços legais e institucionais nas últimas décadas, o Brasil ainda convive com profundas desigualdades raciais e de gênero, especialmente evidentes nas periferias urbanas, onde a juventude negra enfrenta múltiplas formas de exclusão. A ausência de políticas públicas efetivas que valorizem a identidade, a cultura e as potencialidades dessa juventude compromete o exercício pleno da cidadania e o acesso a oportunidades de desenvolvimento social. Nesse cenário, a capoeira — expressão cultural afro-brasileira que articula luta, dança, música e espiritualidade — se destaca como uma prática histórica de resistência e formação comunitária. Aliada à Educação Antirracista e à implementação da Lei 10.639/2003, que estabelece o ensino da História e Cultura Afro-Brasileira nas escolas, a capoeira se apresenta como uma poderosa ferramenta pedagógica e de transformação social. Ela promove autoestima, pertencimento, respeito à diversidade e a construção de espaços educativos mais inclusivos, democráticos e plurais. Os grupos Águas Puras dos Quilombos e Capoeira Marabrasil atuam nessa perspectiva, reconhecendo na capoeira não apenas uma prática corporal e esportiva, mas também um meio de fortalecimento identitário, valorização da ancestralidade e engajamento comunitário. Ao incentivar a vivência da capoeira esportiva com base em princípios de cooperação, respeito e superação, os grupos visam ampliar o número de adeptos e fomentar o orgulho pelos saberes e legados herdados. O esporte, nesse contexto, é compreendido como uma força aglutinadora, capaz de mobilizar afetos, inspirar jovens e contribuir para a construção de um projeto de vida coletivo e transformador. Assim, este projeto se justifica pela urgência de investir em ações que promovam cidadania ativa e inclusão por meio da cultura, do corpo e da educação, em diálogo com as demandas da juventude periférica de São Luís e região.

Estratégia de execução

A prática esportiva sistematizada tem se revelado através dos últimos anos como singular e imprescindível prática humana no desenvolvimento para a formação de crianças, jovens e adultos. Ela se configura, principalmente como práticas culturais, ou seja, que acontecem nas relações comunitárias entre seres humanos envolvendo a competição com valor na cooperação, no respeito às regras, na postura ética, além dos benefícios envolvendo saúde e lazer. O projeto visa também a ormação de jovens críticos, conscientes de suas raízes afro-brasileiras e do combate às discriminações. no fortalecimento da autoestima, da cidadania e do protagonismo dessa juventude, criando redes culturais e educativas entre capoeiristas, escolas e comunidades.

Especificação técnica

1. Planejamento e Organização (Meses 1 e 2)Produto: Plano Pedagógico e Operacional do Projeto Descrição: Documento contendo os objetivos, metodologias, cronograma detalhado, critérios de seleção dos participantes, estratégias de acessibilidade e democratização do acesso, parcerias e definições técnicas das oficinas.Material utilizado: Computador, edição de texto (Word, PDF), recursos de comunicação (reuniões presenciais e virtuais).Paginação estimada: 15 a 20 páginas.Formato:ebook Responsáveis: Coordenação pedagógica e administrativa do projeto. 2. Oficinas de Capoeira (Meses 3 a 7)Produto: Oficinas Formativas de Capoeira (movimentos, musicalidade e história) Descrição: Realização de oficinas práticas e teóricas com adolescentes e jovens das comunidades atendidas. Aulas intercaladas com atividades educativas relacionadas à Lei 10.639/2003 e à educação antirracista.Duração total: 5 meses (com frequência semanal ou quinzenal, a depender da logística local).Carga horária por oficina: 2 a 3 horas por encontro.Material didático: Instrumentos de capoeira (berimbau, atabaque, pandeiro), camisetas, fichas de acompanhamento, cartilhas educativas, vídeos, caixas de som, tapetes ou tatames (se necessário).Paginação de apoio pedagógico (apostila): 20 a 30 páginas com conteúdo básico sobre movimentos, musicalidade e história.Espaço: Escolas públicas, centros culturais e espaços comunitários acessíveis.Número estimado de participantes: 50 a 80 jovens. 3. Aulas de Educação Antirracista e Lei 10.639/2003 (Meses 3 a 7)Produto: Oficinas Teóricas e Práticas em Educação Antirracista Descrição: Atividades interativas que articulam a prática da capoeira com conteúdos sobre identidade, cultura afro-brasileira, combate ao racismo e implementação da Lei 10.639/2003.Duração total: 5 meses, em sincronia com as oficinas de capoeira.Formato: Aulas dialogadas, rodas de conversa, dinâmicas, produção de cartazes e painéis.Material: Projetor, cartolinas, canetas, textos base, trechos de filmes/documentários, material impresso (apostilas e cartilhas).Paginação das cartilhas de apoio: 20 a 25 páginas.Responsáveis: Educadores parceiros, professores convidados, mestres de capoeira com formação pedagógica. 4. Videodocumentário (Produção nos Meses 6 a 8; finalização no 9º mês)Produto: Videodocumentário “Capoeira como Caminho” Descrição: Produção audiovisual que registrará todo o processo do projeto, com depoimentos de alunos, mestres, educadores e cenas das oficinas e aulas, destacando os impactos sociais e culturais da iniciativa.Duração: 10 a 15 minutos.Formato: Full HD (1080p), legendado em português, com recursos de acessibilidade (audiodescrição e/ou Libras, conforme orçamento).Equipe técnica: cinegrafista, editor de vídeo, roteirista, responsável pela acessibilidade.Materiais utilizados: Câmeras, microfones, computadores para edição.Distribuição: Plataformas digitais (YouTube, redes sociais), pendrive/DVD para parceiros, escolas e bibliotecas comunitárias. 5. Relatório Final de Execução (Mês 9)Produto: Relatório Final e Avaliação do Projeto Descrição: Documento detalhado que apresentará todas as etapas do projeto, avaliação das atividades, número de participantes, imagens das ações, depoimentos e os desdobramentos educacionais e sociais da iniciativa.Paginação estimada: 25 a 40 páginas.Formato: ebook.Material utilizado: Textos, fotos, gráficos, vídeos, entrevistas.Responsáveis: Coordenação geral, equipe pedagógica e equipe de comunicação.

Acessibilidade

O projeto propõe um conjunto de ações comprometidas com a inclusão e acessibilidade, garantindo a participação plena e equitativa de todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, sociais ou cognitivas. Serão adotadas medidas que assegurem o acesso universal aos espaços de realização das atividades, como locais com estrutura adequada para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização clara. Durante as atividades, serão oferecidos recursos de acessibilidade comunicacional, como intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), linguagem simples na mediação pedagógica e materiais visuais com contraste para participantes com baixa visão. As metodologias serão adaptadas para garantir a compreensão e a vivência das práticas de capoeira por pessoas com diferentes níveis de habilidade física e intelectual, valorizando o corpo em sua diversidade. Além disso, o projeto adotará práticas inclusivas que respeitem identidades de gênero, orientação sexual, raça, etnia e geração, criando um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor, especialmente para jovens de comunidades periféricas. O foco será promover a autonomia, a dignidade e o sentimento de pertencimento, alinhando-se aos princípios da educação para os direitos humanos e da inclusão social.

Democratização do acesso

Para garantir a participação ampla e igualitária no projeto, serão adotadas estratégias voltadas à democratização do acesso, especialmente para jovens de comunidades periféricas, que historicamente enfrentam barreiras econômicas, sociais e culturais no acesso a atividades esportivas e culturais. Serão oferecidas atividades gratuitas, sem cobrança de inscrição ou taxa de participação, além da disponibilização de transporte solidário em parceria com coletivos comunitários, escolas públicas e lideranças locais, facilitando a chegada de participantes de áreas mais afastadas. A divulgação do projeto será feita de forma acessível e descentralizada, priorizando canais populares como rádios comunitárias, redes sociais, visitas em escolas, centros de juventude, associações de bairro e espaços culturais, a fim de alcançar públicos que nem sempre têm acesso a meios formais de informação. Também será promovido o envolvimento direto da comunidade local na organização e mediação das atividades, reconhecendo e valorizando saberes populares e práticas já existentes. Com isso, busca-se romper com a lógica hierárquica de produção do conhecimento e da cultura, criando um ambiente de troca e pertencimento. Essas ações visam garantir não apenas o acesso físico ao evento, mas também o acesso simbólico e afetivo, estimulando a construção de vínculos com a capoeira, com a educação antirracista e com o exercício da cidadania.

Ficha técnica

A instituição proponente estará diretamente envolvida em todas as etapas do projeto, com participação ativa na concepção, organização, execução e avaliação das atividades. O dirigente da instituição, que também é mestre em capoeira com ampla experiência em ações educativas e culturais, atuará de forma voluntária como coordenador pedagógico e técnico das ações voltadas à Capoeira Esporte, garantindo a qualidade das atividades propostas e a fidelidade aos princípios da educação antirracista. Entre as atividades que serão realizadas pelo dirigente e pela instituição, destacam-se: Planejamento das oficinas, rodas e competições de capoeira, com definição de metodologias inclusivas, critérios técnicos e pedagógicos;Condução de treinos e vivências práticas com os alunos e alunas participantes, promovendo o aperfeiçoamento técnico e o fortalecimento do espírito comunitário;Articulação com o grupo parceiro (Capoeira Marabrasil) para integrar as equipes, alinhar estratégias e ampliar o alcance do projeto;Mobilização da comunidade e das juventudes locais, especialmente os estudantes da instituição, garantindo que o projeto atenda às suas demandas reais de formação e pertencimento;Mediação de rodas de conversa e momentos formativos que articulem capoeira, identidade negra, educação antirracista e cidadania, em consonância com a Lei 10.639/2003;Acompanhamento e sistematização das experiências ao longo do projeto, contribuindo para a construção de uma metodologia replicável e acessível.A presença ativa do mestre de capoeira à frente da proposta garante não só o domínio técnico e a legitimidade das ações, mas também o compromisso ético e político com a transformação social a partir da valorização da cultura afro-brasileira e do protagonismo juvenil. Curriculo O grupo "Águas Puras dos Quilombos" foi fundado pelo Mestre Zé Manoel como uma iniciativa de inclusão social e preservação cultural através da capoeira. Nascido em Barra, Maranhão, e formado na capoeira desde 1989, Mestre Zé Manoel consolidou sua carreira na arte e na educação, tornando-se um referência na formação de jovens em comunidades periféricas. Criado no bairro da Divinéia, em São Luís, o "Águas Puras dos Quilombos" vai além da prática esportiva, servindo como ferramenta de educação e resgate cultural. O projeto oferece aulas de capoeira que incentivam a disciplina, a confiança e o respeito, ao mesmo tempo em que preservam a identidade afro-brasileira. O impacto do grupo se estende para além da comunidade, alcançando reconhecimento em intercâmbios culturais no Brasil e no exterior. Sob a liderança do Mestre Zé Manoel, o "Águas Puras dos Quilombos" continua a transformar vidas e fortalecer a história da capoeira no Maranhão. A Associação de Capoeira Marabrasil desenvolve ações com base em princípios educativos, culturais e pedagógicos, respeitando as particularidades de cada praticante. Sua atuação valoriza identidade, pertencimento, equidade, saúde, lazer e defesa pessoal, promovendo o resgate da história da capoeira como filosofia de vida e instrumento de transformação social. Entre 1993 e 2000, realizou trabalho voluntário em escolas públicas de São Luís, oferecendo atividades de capoeira para adolescentes em situação de vulnerabilidade. A cada cinco anos, realiza o Curso de Formação de Professores, que qualifica praticantes em aspectos como movimento, musicalidade, liderança e docência, possibilitando sua atuação no Brasil e no exterior. A associação participou de importantes intercâmbios culturais entre 2006 e 2010 em estados como Rio de Janeiro, Piauí e Pará, além de experiências internacionais na França, Bélgica e Holanda (2007, 2019 e 2022), ampliando sua visão da capoeira em contextos diversos. No Maranhão, mantém núcleos ativos nos municípios de Cururupu, Axixá, Rosário, Paço do Lumiar, São José de Ribamar e Pinheiro, fortalecendo seu modelo cultural-educativo em escala estadual.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-08-28
Locais de realização (1)
São Luís Maranhão