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PRONAC 252295Autorizada a captação total dos recursosMecenato

COMO EU MATEI A MINHA FILHA - SOLO DENÚNCIA CONTRA O FEMINICÍDIO

ANDRE LUIZ FALCAO BARBOSA 40434249149
Solicitado
R$ 307,7 mil
Aprovado
R$ 307,7 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-05-27
Término
2026-12-27
Locais de realização (4)
Ribeirão Preto São PauloSorocaba São PauloSão José do Rio Preto São PauloSão Paulo São Paulo

Resumo

Circulação da peça teatral "Como eu matei a minha filha _ Solo denúncia contra o feminicídio" em cidades selecionadas por alto índice de violência contra a mulher no Estado de São Paulo. A temática do projeto é o feminicídio, machismo e a violência contra a mulher, portanto, por meio da encenação e ações complementares, desejamos propor reflexões sobre o machismo estrutural; debater o feminicídio e a violência doméstica; evidenciar como a violência simbólica machista pode se tornar violência física. No texto, um pai cai em si, tarde demais, sobre a responsabilidade de seu comportamento machista ter culminado na tragédia da morte da filha, por feminicídio. Como eu matei a minha filha é uma forma de um homem apoiar a luta feminista, reconhecendo seu papel no machismo estrutural que conduz a índices alarmantes de violência contra a mulher. Objetivamos abrir essa discussão com foco no homem e na construção social que o leva, na maioria das vezes, a ser o agressor. Realizaremos bate-papos no final das apresentações e ações formativas e educativas além dos recursos de acessibilidade: audiodescrição e libras.

Sinopse

O responsável pelo projeto teatral COMO EU MATEI A MINHA FILHA é André Falcão que também é ator do espetáculo. A temática do projeto é o feminicídio, machismo e a violência contra a mulher, portanto, por meio da encenação e ações complementares, desejamos propor reflexões sobre o machismo estrutural; debater o feminicídio e a violência doméstica; evidenciar como a violência simbólica machista pode se tornar violência física. As 20 apresentações do espetáculo solo “Como eu matei a minha filha” serão divididas entre 4 municípios, incluindo a capital do estado de São Paulo, com maiores índices de violência contra a mulher. Todas as apresentações e contrapartidas serão gratuitas. Em cada um dos 4 municípios do do Estado contemplados vamos realizar 2 apresentações para o grande público e 2 exclusivas para alunos da rede municipal/estadual com bate-papo após cada apresentação. Oferecemos, também, oficina para artistas, grupos de teatro, interessados em geral em treinar as emoções, ampliar repertório e conhecer a técnica Rasaboxes, e apresentações da peça teatral para o público espontâneo em teatros que atendam às medidas de segurança, acessibilidade e condições técnicas necessárias. Na cidade de São Paulo vai acontecer uma circulação em teatros municipais nas zonas oeste e norte, totalizando 8 apresentações, 4 por região. Conforme estratégia de comunicação e de metas objetivadas neste projeto, após a definição do cronograma de acordo com a agenda dos espaços de representação e considerando os locais e cidades escolhidas, esperamos atingir mais de 7 mil espectadores presenciais. Disporemos do empenho de divulgação dos profissionais do projeto, assessor de imprensa e marketing digital, produção executiva qualificados e remunerados que estarão à frente desta “convocação” para que se alcance o melhor resultado de público nas apresentações agendadas na circulação e outras atividades. Prevemos ensaios e reuniões com os envolvidos no projeto, conforme necessidades do andamento, além de manutenção da estrutura cênica usada na peça, que implica em reparos e readequações verificadas após a temporada em São Paulo, em cumprimento ao edital de apoio às Múltiplas Linguagens, no qual fomos contemplados em 2022, com realização em 2023. No texto, um pai cai em si, tarde demais, sobre a responsabilidade de seu comportamento machista ter culminado na tragédia da morte da filha, por feminicídio. Como eu matei a minha filha é uma forma de um homem apoiar a luta feminista, reconhecendo seu papel no machismo estrutural que conduz a índices alarmantes de violência contra a mulher. Com dramaturgia de Armando Liguori Jr., a partir do texto que viralizou em 2018, "Como Eu Matei A Minha Filha", de Cadu de Castro, com o ator André Falcão e direção de Leticia Olivares objetivamos abrir essa discussão com foco no homem e na construção social que o leva, na maioria das vezes, a ser o agressor. Classificação 14 anos.

Objetivos

Objetivo Geral Apresentar ao público a peça teatral "Como eu matei a minha filha _ Solo denúncia contra o feminicídio", no estado de São Paulo. Inspirada na crônica de Cadu de Castro com a dramaturgia de Armando Liguori Jr. direção artística de Leticia Olivares e interpretação do ator André Falcão, de forma totalmente gratuita, promovendo apresentações com bate-papos que proporcionem a visibilidade sobre os temas feminicídio, a violência doméstica através do teatro e ações complementares. Objetivos Específicos - 24 traduções com Libras nas apresentações teatrais e oficinas. - 8 apresentações teatrais com audiodescrição, sendo 2 em cada cidade. - 20 apresentações gratuitas da peça teatral, totalizando 7040 pessoas em Teatros públicos de São Paulo, capital, Teatro Alfredo Mesquita (200 lugares, 4 apresentações) e Teatro Cacilda Becker (200 lugares, 4 apresentações), Ribeirão Preto, Teatro Municipal de Ribeirão Preto (515 lugares, 4 apresentações, sendo 2 para público espontâneo e 2 para escola pública), Sorocaba, Teatro Municipal Teotônio Vilela (414 lugares, 4 apresentações, sendo 2 para público espontâneo e 2 para escola pública) e São José do Rio Preto, Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto (431 lugares, 4 apresentações, sendo 2 para público espontâneo e 2 para escola pública) complementadas com bate-papos complementares à peça, após cada apresentação, promovendo a interação entre artistas e público, permitindo que o público expresse suas opiniões, compartilhe suas impressões e faça perguntas sobre a produção. - 4 oficinas da técnica Rasaboxes para integrantes de grupos e coletivos culturais, artistas e interessados em geral (1 em cada cidade).

Justificativa

Este projeto de circulação é de grande relevância na promoção de visibilidade, através da arte, para assuntos como machismo, educação, patriarcado, combate ao feminicídio e à violência contra a mulher. A diretora artística convidada, Leticia Olivares, cofundadora do Coletivo Rubro Obsceno, possui longa trajetória em tratar temas referentes à realidade social de mulheres, discutindo vulnerabilidades e expondo situações de opressão. No entanto, com a montagem de COMO EU MATEI A MINHA FILHA, junto a André Falcão, inovamos, pois surgiu a oportunidade de falar diretamente ao homem, com um representante do sexo masculino em cena assumindo a sua responsabilidade sobre as consequências de suas atitudes machistas. A crônica "COMO EU MATEI A MINHA FILHA" foi escrita e publicada no Facebook por Cadu de Castro, em agosto de 2018, e viralizou, alcançando milhares de visualizações e compartilhamentos, sendo traduzida em diversos países. O tema é o feminicídio, contudo, o texto trata das mentalidades machistas sobre as quais nossa sociedade é estruturada. A história retrata a dor de um pai que, ao lado do corpo da filha assassinada pelo marido, reflete como seu raciocínio e posturas machistas naturalizaram a violência contra a mulher na educação da filha. Este é um assunto atual e de suma importância. A dramaturgia e a encenação de COMO EU MATEI A MINHA FILHA propõem situações sobre como somos estruturados machistas, bem como seus efeitos sociais nefastos, e prevê aproximação com o público, na realização de bate-papos após cada apresentação com os espectadores, para debater o impacto do espetáculo e colher percepções do público, ampliando, também, o nosso entendimento sobre a recepção da obra. Este tem sido um recurso eficaz na temporada em cumprimento ao edital de apoio às Multiplas Linguagens, onde as conversas sempre trazem depoimentos sobre violências vividas, reflexões e sensibilização sobre o tema, com destaque às participações de falas de homens, que se sentem incomodados, e suscitados a essa necessidade de desconstrução e mudança na forma de viver em sociedade. O feminicídio é a mais dramática consequência do machismo estrutural (ver fontes das informações a seguir em "Informaçoes adicionais - Referências"). É, também, uma pandemia que vem exterminando mulheres. Em 2020, em decorrência da pandemia de Covid-19, mais mulheres ficaram submetidas aos seus algozes, muito devido ao fato do isolamento ter provocado a convivência forçada durante mais período de tempo com seus agressores, muitas vezes, maridos, pais e familiares masculinos, o que implicou num aumento de 22% dos casos de feminicídios em relação a 2019 em 12 estados do país. Segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), o Brasil figura entre os 5 países com maior número de feminicídios, termo usado para denominar assassinatos de mulheres cometidos em razão do gênero. Sabemos, ainda, que em 2019 o número de mulheres assassinadas por crime de gênero aumentou 7,3% em relação ao ano anterior. 1.314 mulheres foram mortas, o que configura uma média de 3,6 feminicídios diários. Em 2020, 1.351 mulheres foram mortas e em 2021, ocorreram um total de 1.319 feminicídios no país, com leve recuo de 2,4% no número de vítimas registradas em relação ao ano anterior. Em 2021, em média, uma mulher foi vítima de feminicídio a cada 7 horas. No estado de São Paulo, segundo o Mapa da Desigualdade Social 2019, cujos dados são de 2018, os feminicídios aumentaram 167% em toda a cidade em comparação com 2017 (de 97 casos para 259) e as ocorrências de violência, 51%. Porém, não foram contabilizados somente os casos registrados pela Polícia Civil como feminicídio, mas também aqueles assassinatos de mulheres registrados como homicídios, que tinham características de crimes de gênero (a tipificação foi feita considerando dados também do Ministério Público). Por isso, o número difere do balanço oficial da Secretaria Estadual de Segurança Pública, disponível no site do órgão, que registrou 29 casos durante 2019. No 3º trimestre de 2021, os homicídios dolosos contra mulheres, incluindo feminicídios, reduziram 14,4% em todo o estado, se comparados ao mesmo período do ano anterior. No entanto, outras formas de violência contra a mulher aumentaram no período. É o caso da lesão corporal dolosa contra mulheres, ou seja, casos de agressão que não têm como resultado a morte das vítimas, aumentaram expressivos 35,9% na capital, seguida da Grande São Paulo, onde aumentou 9,7%. De janeiro de 2022 a setembro de 2022, no estado de São Paulo foram contabilizados 124 feminicídios, sendo 21 na cidade. De acordo com o Observatório do segundo setor, o número de casos de feminicídio aumentaram 34% no primeiro semestre de 2023 no estado de São Paulo, na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo dados da Secretaria de Segurança do Estado (SSP). Entre janeiro e junho deste ano, foram registrados 111 casos de assassinatos de mulheres em todo o estado. São dados alarmantes, que perseguem cada mulher deste país em situações reais de perigo, muitas vezes dentro de suas próprias casas. Acreditamos ser efetiva a aproximação ao tema pelos instrumentos teatrais, levando aos palcos tão triste, porém necessário assunto. Além disso, como trabalhadores da cultura, orgulha-nos poder criar postos de trabalho, impulsionando a economia e favorecendo a atuação de profissionais no mercado. A importância da dimensão de acessibilidade também vem ao encontro de uma necessidade que já sentimos há tempos, seja maior com inserção real na realização e alcance do projeto. Para isso, iremos estabelecer a parceria com empresa com experiência na implementação de recursos de acessibilidade, consultoria, desenho de projetos e de programas de capacitação voltados a acessibilidade atitudinal, comunicacional e estética. Falando em formação, salientamos a contrapartida da oficina de Rasaboxes, ensejo para difundir a técnica entre grupos e artistas da capital e do interior, estes muitas vezes não têm a chance de se deslocar até a capital para fazer cursos e/ou inovar seus aprendizados. A técnica serviu de base para a montagem, amarrando assim sua oferta nesta proposta e criando camadas de percepção em favor da obra, ao mesmo tempo que amplia o universo do ator/atriz no uso de seu corpo e emoções em cena.

Estratégia de execução

André Falcão é um artista multifacetado, com uma trajetória destacada como ator, diretor, autor e produtor cultural. Com DRT 3590/97, ele iniciou sua carreira artística em 1994, após concluir as oficinas de atuação com o renomado grupo TAPA. Sua primeira experiência no palco foi na peça Fragmentos e Canções, dirigida por Eduardo Tolentino, apresentada no Teatro Municipal de São Paulo. Formado em Artes Visuais pela Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e com pós-graduação em Literatura e Cultura pelo Centro Acadêmico Dom Bosco, André tem se consolidado como um profissional de destaque no cenário cultural brasileiro. Em 2023/24, atuou como ator, idealizador e produtor do monólogo Como Eu Matei a Minha Filha, uma peça com uma poderosa temática sobre o feminicídio, que foi contemplada no Edital de Apoio a Projetos Culturais de Múltiplas Linguagens da Prefeitura de São Paulo. Ele também realizou uma demonstração de cena para os mestres Eugênio Barba e Julia Varley, do Odin Teatret. Entre renomados diretores musicais foi dirigido no teatro por pelos maestros Carlos Bauzys, Gustavo Kurlat e Paulo Herculano Além disso, é o fundador do Duo Teatral, um coletivo artístico no qual produziu, escreveu, atuou e dirigiu diversas produções. Entre elas, destaca-se Alquimistas, que foi adaptada para a TV Cultura no programa Teatro Rá-Tim-Bum. O Duo Teatral também criou projetos de grande impacto social, como o Pic Nic Literário, que levou a literatura às bibliotecas municipais de São Paulo, a intervenção literária Pamonhesia – O Carro da Poesia Chegou, que circulou por unidades do Sesc/SP e Secretaria Municipal de Cultura da cidade de São Paulo, O Velho e a Sombra no projeto Caleidoscópio do CCSP etc. No seu extenso portfólio de atuações, André esteve presente em diversas produções teatrais, como Voltaire – Deus Me Livre e Guarde, com direção de Márika Gidali e Décio Otero, O Teatro de Sombras de Ofélia de Michael Ende, A Culpa é da Ciência? De Oswaldo Mende e Alessandro Greco, Prometeu Despedaçado de Flávio Moraes, A Cara Metade do Dito Cujo Caramujo de Armando Liguori Jr, por meio do Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo com recursos da Lei Aldir Blanc Proac 36 e Insubmissas - Mulheres na Ciência de Oswaldo Mendes e direção de Raquel Araújo, O Chá das Quintas de Aldo Leite com direção de Eudósia Acunã Quinteiro, DeAnchietaavoce.com como ator e coautor, produzida com recursos da Lei Aldir Blanc do Governo Federal e por meio do Programa de Ação Cultural da secretaria Estadual de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo. Também trabalhou com diretores renomados e produções premiadas, como a participação no programa Carcereiros da TV Globo, escrita por Marçal Aquino, Fernando Bonassi e Dennison Ramalho, direção artística de José Eduardo Belmonte e no longa-metragem Amigas de Sorte, dirigido por Homero Olivetto.Em 2021, através do editais do PROAC EXPRESSO LAB 38 atuou e produziu a peças De_Anchieta_a_você.com (texto de Cadu de Castro com direcao de Leticia Olivares, temporada de 6 apresentações pelo Facebook do DUO Teatral com transmissões simultâneas em 12 cidades ligadas ao Pe. Anchieta. Além de seu trabalho no teatro e no audiovisual, André tem se destacado também como formador de público e coordenador de diversos projetos culturais e educacionais. Foi premiado como artista e produtor independente na 1ª edição do Prêmio Aldir Blanc e foi contemplado no Edital LAB 42 com o projeto Conectando Gerações, que promoveu a conexão entre diferentes faixas etárias através da arte. Em sua busca constante pela evolução profissional, ele também tem explorado áreas como locução, participando de projetos como Memórias, Sonhos Vividos e Preludiando, com o Ballet Stagium. Sua atuação como educador também se estende a diversos programas de iniciação artística, como artista orientador no PIÄ e coordenador de polo no Recreio nas Férias, na Secretaria Municipal de Educação de São Paulo. Com uma carreira diversificada e um compromisso inabalável com a cultura, André Falcão se apresenta como um dos profissionais mais completos do setor, sempre buscando inovar e expandir as fronteiras da arte. LETICIA OLIVARES (Leticia Maria Olivares Rodrigues) DRT 13018 Atriz profissional desde 1991, educadora, mestre em Artes Cênicas (ECA-USP, 2014), pós-graduada em Dança e Consciência Corporal (FMU-SP, 2009). Graduada em Letras (Mackenzie, 2005). Cursos no Laban Institute (ING/Londres, 2009) e Odin Teatret (Dinamarca/Holstebro, 2013, 2014). Trabalhou por 14 anos na Hilária Troupe – Soluções diferenciadas em Comunicação e Educação Corporativa (segmento de teatro empresarial) – como diretora de 11 peças do repertório, diretora-assistente em 5 peças do repertório, direção e dramaturgia de centenas de intervenções cênicas, direção de projetos especiais, coordenadora de equipe e RP (na interface com a empresa contratante), atuando, ainda, em várias peças como atriz. No segmento educativo da Hilária Troupe, o Ser em cena, ministrou o curso Teatrando de teatro para não-atores de 2005 a 2009, dirigindo peças de finalização de ano com os alunos/as, como A FARSA DO ADVOGADO PATELÃO. Realizou a preparação dos atores, direção, dramaturgia e coordenação referentes aos trabalhos do Sítio do Pica-Pau Amarelo, marca licenciada pela Globo para a Hilária Troupe. Atuou em várias peças teatrais como O mercador de Veneza, de W. Shakespeare (2004, dir. Claudio Mendel) e O ARLECCHINO de Dario Fo (2007/2008, dir. Augusto Marin), neste também com as funções de professora e preparadora corporal. Atuou, realizou a preparação corporal e assinou a direção de movimento da peça Nem tudo é verdade dentro do bosque à noite (2010, dir. Paulo de Moraes, Cia Os Tios de Teatro). Dirigiu, entre outras, as peças CATADIÓPTRICO (2012, Trilhas da Arte Pesquisas Cênicas), Janelas para uma mulher (2016 - em circulação até hoje, com Juliana Calligaris pelo Trilhas da Arte Pesquisas Cênicas), Bodas de Ouro (texto inédito de Rogério Favoretto, Arautos Cênicos, 2021), De_Anchieta_a_você.com (texto de Cadu de Castro, com André Falcão/DUO Teatral, 2021) Ministra aulas e oficinas em instituições, como SESC e ECA-CAC/USP (II Summer Academy LAPETT, 2017). Assistente de direção da Prof.ª Dr.ª Sayonara Pereira em várias montagens do núcleo de pesquisa LAPETT (Laboratório de Pesquisa e Estudos em Tanz Theatralidades, ECA-USP, 2010/2014). Organizadora, junto à Pereira, do livro Trajetórias em construção - escritos cênicos dos pesquisadores do LAPETT (Ed. Prismas, 2016). Possui artigos sobre dança e teatro publicados em periódicos e livros sobre Artes Cênicas e afins. Trabalhou com o Núcleo Arte Ciência no Palco em Insubmissas – Mulheres na Ciência (atriz) e Prometeu Despedaçado (atriz e preparadora corporal). Cofundadora e integrante, junto à Stela Fischer, do Coletivo Rubro Obsceno, um agrupamento teatral criado em 2013, em São Paulo, a partir dos encontros do Magdalena Project (rede internacional de mulheres artistas) no Brasil (Vértice 2010 e 2012, Florianópolis). O coletivo realiza projetos artísticos e sociais sob a perspectiva de um teatro voltado ao empoderamento de diferentes grupos de mulheres: mulheres soropositivas (Projeto ++Mulheres, em parceria com a ONG ECOS, 2010-2013), mulheres em situação de violência (Centro de Referência da Mulher – Casa Eliane de Grammont, SP/2015), mulheres com mais de 60 anos (Projeto [des]velhecer, SESC Santana, 2016; Festival Multicidade, 2017; SESC Av. Paulista, 2020) e mulheres em situação de cárcere (Projeto Mulheres Possíveis, junto ao Coletivo Dodecafônico na Penitenciária Feminina da Capital/PFC, 2016-atual). Como Rubro Obsceno, promoveu grupo de estudos sobre gênero, criações artísticas e festival, como a Mostra ObsCENAs: encontro de mulheres artistas, em 2014, que contou com a presença de Julia Varley (atriz do Odin Teatret e fundadora do Magdalena Project). Promoveu o workshop “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”, ministrado pela ativista e bailarina sueca Clara Lee Lundberg (2013); a criação e apresentação da instalação cênica Em si mesmas, que trata da solidão da mulher, apresentada no III Simpósio de Reflexões Cênicas Contemporâneas, promovido pelo LUME e UNICAMP (Campinas, 2014). Realizou a performance “O que te prende mulher?”, uma ação poético-cênica de empoderamento e criação de afetos com mulheres, no Ato pelo Dia Internacional das Mulheres (SP/Avenida Paulista, 2015) e na reinauguração do Centro de Referência à Mulher Eliane de Grammont (2015). Com a lecture performance “O que te prende, mulher? E outras histórias do Coletivo Rubro Obsceno” participou do MULTICIDADE – Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas (RJ/2015), do “Mulheres em Cena” (FUNARTE – SP/2016) e do “Magdalena³ – Criar e Transformar” (Oficina Cultural Oswald de Andrade – SP/2016). Ministrou a oficina e performance [des]velhecer (2016), no Sesc Santana, participando da programação de De|Generadas e no Sesc Paulista (2020). Organizou e participou da "Ocupação Mulheres, Performance e Gênero" na Oficina Cultural Oswald de Andrade (SP/2016) junto ao Coletivo Dodecafônico, ministrando a oficina CORPO(s) MANIFESTO(s) e apresentando uma performance urbana com o mesmo nome. Em parceria com a artista mexicana Violeta Luna (MEX/EUA), promoveu sua oficina “O Corpo: território e fronteira” junto à SP Escola de Teatro e estreou a performance Para aquelas que não mais estão, em cocriação do Rubro Obsceno com Luna, em 2015, na II Bienal Internacional de Teatro (TUSP-SP), apresentando-a também em Bogotá, Colômbia, no Festival Internacional Mujeres en Escena por la Paz (Agosto/2017), em Curitiba, no Festival Internacional Ruídos EnCena (Setembro/2017) e no Festival Internacional Magdalena 2ª Generacion – Mujer |Teatro y Banquete, em Buenos Aires (Maio/2019). Em 2017, apresentou a performance O que nos separa, trabalho desenvolvido com as artistas Beatriz Cruz, Sandra Ximenez e Vânia Medeiros, parceiras no projeto Mulheres Possíveis, que propôs uma caminhada desde o Sesc Santana até os muros da Penitenciária Feminina da Capital (PFC), refletindo sobre nossa vivência com as mulheres encarceradas. Em agosto e setembro de 2018, desenvolveu e ministrou oficina, junto às mesmas artistas, em mais um módulo do projeto Mulheres Possíveis, na PFC e no Sesc 24 de maio, dentro da programação “Encarceramento em massa é justiça?”, com a atividade “Escambo Poético”, que promove a troca de correspondência entre mulheres de dentro e de fora do sistema prisional. O projeto Mulheres Possíveis também foi contemplado pelo Prêmio Rumos Itaú Cultural 2017/2018 e foi realizado durante 2018-19 com vários módulos de atividades como LAB_performance, LAB_caderno de campo, LAB_Escambo poético, ministrados dentro e fora da PFC, sendo finalizado com a publicação do livro Mulheres Possíveis – corpo, gênero e encarceramento (Conspire Edições, 2019). No mês de novembro de 2018, ministrou duas oficinas: no Sesc Santana (SP), no evento De|Generadas, com CORPOs MANIFESTOs e no MULTICIDADE – Festival Internacional de Mulheres nas Artes Cênicas (RJ), com [des]velhecer Ministrou a oficina Mulheres, performance e gênero no MASP (08/2019). Apresentou a lecture performance O que nos separa? na Ocupação Magdalena Vila Itororó (nov/2019). Apresentação on-line de Insubmissas – Mulheres na Ciência, dir. de Carlos Palma com o grupo Arte Ciência no Palco para a Sociedade Brasileira de Pesquisa Científica (SBPC – out/2020). Participação em live a convite do Magdalena 3ª geração (Magdalena Project) com apresentação sobre o projeto Mulheres Possíveis: corpo, gênero e encarceramento (out/2020). Dirigiu a leitura cênica on-line A mulher como campo de batalha, de Matei Visniec, com Jéssica Miranda e Juliana Calligaris (nov/2020). Trabalha também como avaliadora e revisora de textos, principalmente acadêmicos, tendo prestado serviços (2012-2019) às revistas aSPAs e Sala Preta, ambas do Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (PPGAC/USP). Em 2021, através do editais do PROAC EXPRESSO LAB, dirigiu as peças De_Anchieta_a_você.com (texto de Cadu de Castro, com André Falcão (e também foi produtora; temporada de 6 apresentações pelo Facebook do DUO Teatral com transmissões simultâneas em 12 cidades ligadas ao Pe. Anchieta, alcançando mais de 11 mil visualizações); Janelas para uma Mulher (com Juliana Calligaris, 6 apresentações no canal do Trilhas da Arte - Pesquisas Cênicas com mais de 1000 visualizações) e Bodas de Ouro (com Rogério Favoretto e Cristina Guimarães, 6 apresentações no canal dos Arautos Cênicos, com mais de 1000 visualizações) em formato de transmissão gravada on-line, com conversas ao vivo depois das transmissões, no caso da primeira e terceira peças Além das peças que foram adaptadas e dirigidas para o formato de vídeo, participou das produções audiovisuais: [des]velhecer: reflexões sensório-cênicas sobre a mulher e o envelhecimento [na pandemia], Rubro Obsceno em #1001 fires. Desenvolveu, pelo projeto Mulheres Possíveis, um Livro de Atividades (2020) com tiragem de 2.000 exemplares, distribuído na Penitenciária Feminina da Capital e na Penitenciária de Franco da Rocha. O livro traz proposições que articulam reflexões poéticas sobre corpo, gênero e encarceramento, buscando, criar espaços de cuidado de si, sentidos de partilha e reflexões sobre o mundo que nos rodeia e aquele que desejamos. Promoveu, organizou, participou; editou e revisou (o zine), junto ao projeto Mulheres Possíveis, e em parceria com o Sesc Santana, as Conversas Possíveis: palavras para ultrapassar muros, encontros on-line com mulheres especialistas, egressas e interessadas no sistema penitenciário feminino de São Paulo. Ao final dos encontros, foi produzido um zine, impresso com tiragem de 5.000 exemplares, que traz uma edição coletiva do conteúdo das conversas realizadas para as mulheres que estão do lado de dentro e não puderam acompanhar os debates. As unidades que receberam o material foram: Penitenciária Feminina de Santana, Penitenciária Feminina da Capital, CDP Feminino de Franco da Rocha, CPP Feminino de São Miguel Paulista e CPP Feminino do Butantã. Com o Rubro Obsceno, participou da mostra virtual Perfídia - Performance e novas mídias (mai/jun 2021) e produziu o vídeo Performance e novas mídias: conversa com Violeta Luna, entrevista pelo PROAC LAB42 #culturaemcasa (2021). Link dissertação: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/27/27156/tde-27022015-163239/pt-br.php

Especificação técnica

Oficina de Rasaboxes para integrantes de grupos e coletivos culturais, artistas e interessados em geral. Sobre a oficina: Sinopse: Rasaboxes é uma técnica de treinamento desenvolvida por Richard Schechner, estudioso estadunidense da performance, que visa fornecer recursos psicofísicos para o ator, fundindo o conceito de “atleta das emoções”, apresentado por Artaud, com o de Rasa, termo utilizado no Natya Shastra indiano, considerado um dos primeiros textos sobre a arte da atuação. Rasa significa “essência”, “sumo”, “sabor”, e também é usado para qualificar o estado de espírito despertado por uma obra artística. A partir desse termo, Schechner combinou a experiência espacial de “caixas” (boxes) demarcadas no espaço contendo cada uma das “emoções” listadas como rasas: Adbhuta (admiração, surpresa), Bhayanaka (medo, vergonha), Bibhasta (aversão, asco, nojo), Hasya (humor, riso, alegria), Karuna (tristeza, piedade, pesar), Raudra (raiva, ira), Sringara (desejo, amor, prazer), Vira (energia, vigor, virilidade) e Shauta, a nona rasa, ao centro, que quer dizer paz, plenitude. O percurso das caixas permite ao ator vivenciar os estados emocionais em suas essências, saboreando as qualidades afetivas de cada um em diversas intensidades. Metodologia: Propiciar aos participantes o espaço e tempo, bem como as orientações sobre o aproveitamento da técnica para a investigação diversos estados com o corpo e a voz, aumentando seu repertório expressivo e apurando seus estágios emocionais. 3 horas de duração com intervalo de 10 minutos. Vagas: 20 Público-alvo: atores e artistas interessados em geral, a partir de 18 anos. Materiais: Fita crepe, folhas A4, canetinhas, giz Ministrante: Leticia Olivares e André Falcão.

Acessibilidade

No aspecto da acessibilidade física/arquitetônica apresentaremos a peça em espaços culturais que atendem à legislação referente à acessibilidade física para as pessoas cadeirantes ou com mobilidade reduzida e pessoas cegas ou com baixa visão (rampas, banheiros, corrimãos, bilheteria em altura adequada, calçada, circulação, estacionamento, sinalizações específicas etc.). No aspecto comunicacional atenderemos dois públicos pelo menos em todas as apresentações: o público da libras e em 8 apresentações o público da audiodescrição. No aspecto atitudinal destacamos que a diretora artística é uma pessoa com deficiência. Buscaremos atender os protocolos de acessibilidade no design do programa, com descrição das imagens e uso de texto alternativo nas postagens em redes sociais. E todo material de divulgação gerado pelo projeto conterá informações sobre a disponibilização das medidas de acessibilidade. Para isso faremos um vídeo libras e um audioconvite para divulgar as apresentações em cada espaço cultural.

Democratização do acesso

Todas as apresentações serão realizadas de forma gratuita, sem cobrança de ingressos Estaremos divulgando as apresentações com antecedência visando atender: Art. 20. I - estimativa da quantidade total de ingressos ou produtos culturais previstos, observados os seguintes limites: a) mínimo de 20% (vinte por cento) exclusivamente para distribuição gratuita com caráter social, educativo ou formação artística; b) até 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita por patrocinadores; c) até 10 % (dez por cento) para distribuição gratuita promocional pelo proponente em ações de divulgação do projeto; E, em cumprimento ao artigo 21 da IN 2019 será realizado as seguintes ações: I - doar, além do previsto na alínea a, inciso I do artigo 20, no mínimo, 20% (vinte por cento) dos produtos resultantes da execução do projeto a escolas públicas, bibliotecas, museus ou equipamentos culturais de acesso franqueado ao público, devidamente identificados, a realização de atividades se dará em espaços culturais da administração pública municipal (Teatro Alfredo Mesquita, 200 lugares, Teatro Cacilda Becker, 200 lugares em São Paulo, capital, Teatro Municipal de Ribeirão Preto, 515 lugares, em Sorocaba, Teatro Municipal Teotônio Vilela e São José do Rio Preto, Teatro Municipal Humberto Sinibaldi Neto. No inciso II, caput do art. 27; III - prever acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, serão contempladas com sessões em libras e com audiodescricao (surdos e cegos).IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal, serão disponibilização na Internet dos registros fotográficos e audiovisuais do projeto. VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas; Caso escolha esse inciso, especifique qual será a ação paralela, serão promovidas 4 oficinas gratuitas. Promover bate-papos, uma oportunidade de receber feedback imediato e, em alguns casos, de aprofundar a reflexão sobre o trabalho realizado.VII - Realizar ação cultural voltada ao público através da peça teatral “Como eu matei a minha filha – Solo denúncia contra o feminicídio”

Ficha técnica

Autor da crônica original: Cadu de CastroDramaturgia teatral: Armando Liguori Jr.Elenco: André Falcão (currículo em “Outras informações”)Direção artística: Leticia Olivares (currículo em “Outras informações”)Trilha Sonora: Demian PintoIluminação: Daniel Gomes EstevesFigurinista: Bruna CastroCenógrafo: Antonio MarcianoProdução e edição de vídeos: Renato GriecoProdução executiva: Vera Kowalska Produção: Duo Teatral e LMOR - Produções Teatrais

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.