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Produzir um curta metragem de no máximo 15 minutos, na cidade de Miguel Pereira - RJ. Utilizando elenco local, escolhidos através de uma oficina de atuação produzida por esse projeto. Para contar a história de Manoel do Congo, atráves de um rap original, cantado por três jovens negras, personagens principais dessa obra. Um elenco negro, interiorano, sendo produzido, escrito e co-dirigido por Rastricinha Dorneles, uma diretora travesti, nascida na cidade de Miguel Pereira.
A sala de aula está cheia de cartazes, chegou o dia da apresentação do trabalho de história sobre uma figura importante para a independência do Brasil. ANTÔNIA (14), MARIANA (14) e JOYCE (15) trazem um trabalho diferente: um rap sobre Manoel do Congo, líder de um dos mais importantes levantes negros contra o regime escravocrata do Estado do Rio de Janeiro, e único condenado e morto pela ação. As meninas sabem que a criatividade não é sempre bem vinda, principalmente quando o coordenador CAMILO resolve assistir a aula. O clima entre ele e a professora MICHELLE não é amistoso, e quando chega a vez das meninas, antes mesmo de começarem, seu trabalho é interrompido. O apoio sonoro que elas trouxeram não é aceito – mesmo com concordância da professora, o coordenador nega. Ele chama a diretora GLÓRIA, que mantém a proibição, mas busca uma forma de possibilitar a apresentação. Mariana sugere que os colegas façam a base da música com palmas e cantos. Ela e as amigas ensinam o ritmo e organizam a turma. O trio apresenta seu rap, cuja letra conta como a ação organizada por Manoel do Congo libertou mais de 400 pessoas escravizadas e como esse ato foi criminalizado. A turma participa, empolgada. Joyce finaliza o rap comparando essa luta com o atual movimento negro e comentando como a independência do povo negro ainda é uma ambição. As amigas reforçam que devemos seguir o exemplo do Manoel e lutar por nossa nação. A turma acolhe a mensagem e a professora se satisfaz com o trabalho. CLASSIFICAÇÃO: Livre
Objetivo geral é produzir um curta de no máximo de 15 minutos que combate o racismo no país. O objetivo específico do projeto é produzir um curta que conte a história de Manoel do Congo a partir de um contexto que conecte sua luta à realidade atual e ao público jovem, target da obra. A ideia é que o produto seja usado como iniciador de conversas sobre o protagonismo negro no processo de contrução do Brasil em locais como escolas, cineclubes e mesmo no ambiente familiar. Na pré-produção, propomos um processo de criação conjunta com adolescentes, concretizado nas seguintes ações e metas: a) realização de oficina de criação audiovisual com turma de até 20 alunos da rede pública municipal (Miguel Pereira) ou estadual (RJ), durante as quais apresentaremos técnicas simples de gravação com celular - a intenção é despertar nestes jovens a possibilidade do fazer audiovisual como fonte de prazer e possível profissionalização, bem com já captar algumas imagens para uso no filme; b) oficina para iniciar o trabalho de direção de não-atores, identificar o trio de protagonistas e sensibilizar os jovens para a gravação; c) leitura e debate do roteiro em oficina, de modo a adaptar a linguagem e promover a apropriação do conteúdo pelos jovens.
Esse projeto deve ser incentivado pois abragem os seguintes temas do Art. 1º Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro;VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também aborda os seguintes assuntos do Art. 3: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes; (Incluída pela Lei nº 14.568, de 2023) II - fomento à produção cultural e artística, mediante:a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; (Redação dada pela Medida Provisória nº 2.228-1, de 2001)
Ainda hoje a narrativa histórica predominante afirma que a liberdade dos escravizados no Brasil foi presente de uma princesa branca. A lei 10.639/03, que obriga as escolas a ensinarem sobre a história africana e dos afro-brasileiros, segue sofrendo muita dificuldade para sua implementação. Mesmo com a lei, existe imensa resistência e dificuldade, provocadas pelo racismo estrutural em nossa sociedade, em apresentar os protagonistas do povo preto que lutaram para que a liberdade fosse uma realidade. Não à toa, heróis como Manoel do Congo são pouco conhecidos; apagá-los da história ensinada não é um acidente, faz parte de um projeto antigo, cruel e criminoso. Com o curta “Manoel, Herói da Nação” queremos nos juntar a essa conversa a partir da figura de Manoel do Congo apresentada em seu contexto histórico e regional, mas de uma forma que o conecta às novas gerações. A sala de aula - arena principal de nosso projeto - deve ser um lugar seguro, que celebra e potencializa os talentos da nossa juventude; a sala de aula deve refletir sua sociedade, em cores, gêneros e classes. A realidade é outra: se alguns têm direito ao erro, à dúvida, têm o apoio e a representatividade, por outro lado, uma grande maioria precisa agradecer a chance de frequentar a sala de aula, sabendo que sua participação deve, antes de mais nada, não atrapalhar a ordem comum já estabelecida. Este projeto quer resgatar o herói Manoel e também criar novas heroínas, que representam a tarefa herdada pela juventude negra, pela comunidade LGBTQIAPNB, pelas mulheres. Uma tarefa de construção de uma sociedade de direitos e responsabilidades justas. Em consonância com os objetivos do presente edital, o projeto oferecerá, na cidade de Paty do Alferes, oficinas para incluir a população local desde a preparação até a exibição, levando o debate sobre Manoel do Congo para a região de sua atuação, colaborando para a democratização do acesso à cultura e para que os jovens vejam a condição de artista como uma possibilidade profissional. Trata-se de um projeto que não facilita o esquecimento e o apagamento das pessoas que sempre são postas de lado; um projeto alinhado ao objetivo de democratizar o acesso aos aparelhos de cultura, permitindo a conexão entre o passado e o presente, para sonharmos com futuros que não reproduzam as violências que, infelizmente, são uma realidade para muitos. Qual é a tarefa de uma obra de arte? Com essa provocação afirmamos que este projeto é uma obra de arte que cumpre sua tarefa. A tarefa de conectar, gerar conhecimento e construir esperança.
O nosso produto principal é um curta metragem do gênero comédia musical que aborda a luta contra o racismo de forma divertida e atual, com uma metragem máxima de 15 minutos e com uma metragem mínima de dez minutos. Vamos criar uma trilha musical original com uma letra que ensina sobre a luta de Manoel do Congo Vamos produzir uma oficina de atores que irá atingir entre 15 a 30 jovens da cidade Miguel Pereira - RJ. Vamos realizar a exibição gratuita do filme em um sábado e um domingo, sendo sábado numa sala de cinema e domingo em praça pública para os cidadãos de Miguel Pereira
Acessibilidade FÍSICA Rampas e corredores na locação banheiro de pessoas com deficiência em todos os gêneros. Acessibilidade de CONTEÚDO: Audiodescrição Legendas para surdos e ensurdecidos Janela de libras
Nossa proposta é totalmente concebida a partir da lógica de participação e protagonismo de grupos vulnerabilizados, especialmente a população negra e jovens das periferias. A obra será gravada com jovens não-atores provenientes das escolas públicas da cidade de Miguel Pereira, oportunizando também um momento de aprendizado sobre o fazer audiovisual. Realizaremos 2 dias de exibição gratuita da obra na cidade de Miguel Pereira, após a finalização da pós produção do filme, buscaremos realizar um dia numa sala de cinema e no outro em praça pública a céu aberto. A equipe do projeto é composta prioritariamente por profissionais negros, trans e mulheres cisgeneras. A título de exemplo, destacamos que a diretora é nascida em Miguel Pereira e atualmente reside em Macaé; a empresa produtora tem sede no município de Macaé. As ações de distribuição estão pensadas para priorizar a chegada do produto ao público via janelas de alcance popular sem comprometer possíveis licenciamentos para janelas de apelo comercial. A primeira ação da estratégia de distribuição será a exibição da obra na cidade locação, Miguel Pereira, tendo como público alvo os participantes da gravação e a população local em geral. Num segundo momento, a obra será submetida a concorrências públicas de licenciamento, priorizando sua chegada a janelas de alcance popular, como editais de tvs públicas e de instituições como o Sesc. O projeto será apresentado a distribuidoras, em busca de recursos para sua inscrição em mostras e festivais nacionais e internacionais com inscrição paga. Para competições e mostras sem valor de inscrição, a submissão será feita pelo proponente, privilegiando mostras e festivais com temáticas afins à da proposta. Por fim, a obra será apresentada a serviços de streaming que comportam o segmento de curtas-metragem - como Embaúba play, Cardume Curtas, Porta Curtas e Todes Play, dentre outros. A depender dos contratos firmados, propomos disponibilizar a obra em sites como Vimeo e Youtube, com divulgação por meio de impulsionamento de mídia do Instagram e envio de releases a meios de comunicação especializados, influenciadores digitais, órgãos públicos ou civis voltados a assuntos como cultura, cinema e direitos humanos, e redes de cineclubes.
Produtora, Co Diretora e Roteirista Rastricinha Dorneles Aos 16 anos participou do curta "NOVAMENTE”, com o curso de rádio tv da UFRJ e a ONG Grupo - Arco-íris, no mesmo ano foi do júri jovem do festival de curtas do Rio. Atuou em Latifúndio de Éri Sarmet, produziu o próprio pós porno “#GAYPRIDE” exibido na exposição Salão Vermelho da galeria Ateliê Sanitário. Realizou UMA DANÇA PARA AS MOÇAS para o festival de artes negras da região dos lagos, a fotonovela “Ensaio da Mulher Macaia” como trabalho final do laboratório afroameríndio da GATO MÍDIA. Em 2023 finaliza seu curta documentário, Erê: Criança no axé e no mesmo ano, o WIP, Vencer o Medo do Fim, que está em fase de pós-produção. Parecerista para SPcine na Paulo Gustavo da cidade de São Paulo, Curadora do FRAPA 2024 e do FAM 2024, onde também atuou como tutora do rally. Contemplada para produção do curta "Parla Italiano” no edital SESC PULSAR 2024/25. Presidenta da Associação de Profissionais Trans do Audiovisual (APTA) na gestão de 2024. Premiada na categoria audiovisual em terceiro lugar no edital municipal de Macaé/RJ da PNAB em 2024. Atualmente é colaboradora no Projeto Marieta e finalista da edição de 2025 do programa “Narrativas Negras Não Contadas” da WBD. Co Diretor Rico Ballardin Diretor e Diretor de Wrte transmasculino com trajetória ativa no audiovisual desde 2017. Com mais de 10 videoclipes dirigidos e seu primeiro curta documental em pré-produção, desenvolveu uma linguagem visual sensível e colaborativa. Assinou a direção de arte de mais de 5 curtas, além de atuar em um longa de terror e na série DNA do Crime (Netflix). Também trabalha como captador de imagem em eventos, sempre com foco em sets bem estruturados e narrativas visualmente marcantes. Produtor Executivo e Diretor Assistente Ricardo Valle Profissional com ampla experiência no setor audiovisual, atuando por vários anos em produções de curtas, médias e longa-metragens, bem como em séries e vídeos institucionais. Sua expertise abrange a gestão de recursos financeiros e materiais, elaboração e análise de orçamentos, contratação e pagamento de equipes, além do desenvolvimento de conteúdo e supervisão de ajustes na edição final, em alinhamento com o cliente. Como diretor cinematográfico, assinou os videoclipes do projeto Carrossel de Esperança, de Michael Sullivan, o teaser Dois Mundos, Uma Sentença e o curta-metragem de ficção Pedra do Relógio. Atuou também como produtor executivo nos longas Assexybilidade, Meu Nome é Daniel e Sex Beatles - Memorabília. Na ficção, produziu o longa Tormento e foi produtor associado do documentário O Cravo e a Rosa. Diretora de Produção e Roteirista Clara Vives Formada em jornalismo pela FACHA e especializada em roteiro pela Escola de Cinema Darcy Ribeiro. Roteirizou os curtas "A menina e o flautista" (8 Dígitos/Lira Filmes, 2024), "O privilégio que não existe" (Moedor Filmes/ECDR, 2018) e os clipes "Improviso" e "Serra" (Diva Rebelo, 2019/2024). Como produtora, atuou em "Democracia em vertigem" (Busca Vida Filmes, 2019), "Sempre verei cores no seu cinza" (AIC, 2018) e "Oh!" (ECDR, 2018). Roteirista e Assistente de Executiva Mariana Ferraz Formada em roteiro pela Roteiraria, com diversos cursos livres na área de roteiro e produção. Roteirista na série de animação Babydino, do Studio Z (SP), exibida no canal Nick Jr. e no streaming iQIYI (China) e premiado no Festival ComKids 2023. Cocriadora e roteirista de: Blog da Mari, exibida nas tvs Cultura do Amazonas e São Paulo e TV Brasil; Guardiões do Tempo, selecionada em edital federal de desenvolvimento; e do educativo Jornal Natural, distribuído em escolas públicas da região metropolitana de Manaus. Responsável pela escrita de projeto e roteiro dos seguintes projetos contemplados na Lei Paulo Gustavo: Se Joga no Véin (videoclipe), No Interior Também Brota Brilho (documentário), Cristal (videoperformance). Criadora, produtora, diretora e roteirista do curta-metragem “Minha Cidade”, em fase de finalização. Vivência também na escrita para projetos editoriais e expositivos, conteúdo para sites, exposições e impressos, e na assistência de produção para eventos e exposições.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.