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PRONAC 252342Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Mulher de Teatro

CORDERY E VIANA PRODUCOES ARTISTICAS LTDA
Solicitado
R$ 799,8 mil
Aprovado
R$ 799,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2026-01-01
Término
2026-06-30
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Este projeto tem como objetivo resgatar e celebrar a trajetória de Ruth Escobar, figura essencial do teatro brasileiro, destacando as complexidades e contradições que marcaram sua vida e carreira. A partir da pesquisa da diretora Ines Bushatsky sobre o conceito de "falso" e "falsificação", o espetáculo investigará as nuances da história de Ruth Escobar que, quando perguntada sobre o que diziam sobre sua carreira e trajetória, atestava que "metade é verdade", abrindo caminho para que possamos elaborar também sobre as partes falsas e verdadeiras de sua vida. Em cena, estarão as atrizes Nicole Cordery (50 anos) e Natália Beukers (27 anos), criando um diálogo entre gerações. A dramaturgia será baseada no livro Metade é Verdade, de Álvaro Machado, cujos direitos foram cedidos, e será enriquecida por entrevistas com nomes do teatro que foram próximos a Escobar. O projeto promove uma reflexão sobre o legado de Ruth Escobar, sua contribuição ao teatro e a construção da memória cultural.

Sinopse

A peça revisita a trajetória de Ruth Escobar, figura central da história do teatro brasileiro. Em cena, duas atrizes desdobram as figuras de Maria Ruth e Ruth Escobar, em uma narrativa que atravessa memórias de luta política e de sua atuação nas artes cênicas. No jogo entre construção e destruição, combinando linguagem documental e simbólica, celebramos uma mulher que fez do palco uma revolução.

Objetivos

O projeto tem como objetivo realizar 24 apresentações da peça Mulher de teatro em dois teatros da cidade de São Paulo, a serem definidos. O projeto buscará refletir sobre o legado de Ruth Escobar, seu papel no teatro brasileiro e sua contribuição para as artes e a luta pelos direitos humanos e da mulher, promovendo um diálogo intergeracional sobre sua trajetória e o impacto de sua obra. Objetivos Específicos Criação de uma montagem teatral: A peça investigará um recorte da vida de Ruth Escobar e as diferentes narrativas que foram produzidas sobre ela, explorando os conceitos de "falso" e "falsificação" oriundos da pesquisa cênica de Ines Bushatsky. As atrizes Nicole Cordery (50 anos) e Natália Beukers (27 anos) estarão em cena, estabelecendo um diálogo entre gerações sobre a figura de Escobar e sua obra. Elaboração da dramaturgia: A dramaturgia será baseada no livro Metade é Verdade, de Álvaro Machado, cujos direitos já foram cedidos, e incluirá entrevistas com pessoas próximas a Escobar, como Irene Ravache, Oswaldo Mendes, Elias Andreato, Aimar Labaki, Jefferson del Rios, Rosa Casali, entre outros. A pesquisa e os depoimentos levarão à criação de uma narrativa ampla e plural. Entrevistas com figuras importantes do teatro brasileiro: Para dar voz à memória de Ruth Escobar, serão realizadas mais entrevistas com grandes nomes do teatro que foram seus amigos e colaboradores. Essas entrevistas contribuirão para uma compreensão mais profunda da sua personalidade e de sua contribuição artística, além de gerar conteúdo para a construção da dramaturgia. Promoção de debates: Serão realizados dois debates com o público após as apresentações, sobre a construção da memória cultural e a influência da obra de Escobar no teatro brasileiro. Essas atividades servirão para ampliar a discussão sobre sua relevância na história das artes cênicas do Brasil, além de refletir sobre a relação entre verdade e narrativa no mundo das artes. Promoção de uma oficina: Será oferecida uma oficina formativa durante a temporada, voltada a estudantes e interessados nas artes cênicas. A oficina abordará temas como a construção de personagens, a interpretação e a encenação, promovendo a formação artística de novos talentos e incentivando a participação ativa na cultura. Promoção da memória cultural e o legado de Ruth Escobar: O projeto visa destacar e preservar a memória de Ruth Escobar, trazendo à tona sua luta política e artística, incluindo sua resistência à ditadura, sua contribuição para o teatro nacional e sua militância pelos direitos das mulheres. Impacto sobre o público jovem: Com o uso de duas atrizes de gerações diferentes e o formato contemporâneo do projeto, busca-se alcançar um público jovem, incentivando-o a conhecer a história de Ruth Escobar e refletir sobre as questões de identidade, memória e os desafios da arte em tempos de mudanças sociais e políticas.

Justificativa

Este projeto justifica-se pela necessidade urgente de resgatar a memória de Ruth Escobar, uma das figuras mais complexas e inovadoras do teatro brasileiro. Ao longo de sua vida, Escobar foi uma mulher à frente de seu tempo, que não apenas revolucionou a cena teatral nacional, mas também se envolveu ativamente em questões políticas e sociais. A pesquisa conduzida pela diretora Ines Bushatsky sobre o conceito do "falso" permitirá um aprofundamento nas versões contraditórias e muitas vezes fantasiadas sobre a vida de Ruth, proporcionando um debate sobre como a verdade e a ficção podem se entrelaçar na construção do legado de uma personalidade pública. Ruth Escobar é, sem dúvida, uma figura fundamental na história do teatro brasileiro. Ela não foi apenas uma produtora ousada, mas também uma mulher militante e defensora dos direitos humanos. Ao longo de sua vida uniu arte e negócios de maneira única: foi pioneira ao perceber que arte e business poderiam caminhar juntos. Ruth Escobar utilizou sua influência no meio artístico para construir pontes entre a produção cultural e o mercado, e dessa maneira, ajudou a transformar o setor cultural brasileiro. Sua trajetória é marcada por grandes feitos: desde a criação do Teatro Ruth Escobar, que fundou com 29 anos, até a destruição do mesmo espaço para montar o revolucionário espetáculo O Balcão de Jean Genet, dirigido por Victor Garcia, que se tornou um marco da cena teatral nacional. Ruth também foi uma mulher visionária, que não temia enfrentar desafios, e se destacou por criar festivais internacionais de teatro no Brasil, sendo a primeira a trazer para o país artistas renomados como Bob Wilson, Peter Brook e Jerzy Grotowski. Entretanto, a figura de Ruth também foi cercada de mitos. Como ela mesma afirmou em 1974: "Sou uma mulher que virei um pouco lenda. Contam muitas histórias a meu respeito, e eu nunca vim a público para dizer as histórias que correspondem à verdade ou as histórias que eram partes de uma fábula. Contam até histórias de que morri em Portugal e nasci de novo no Brasil." Essa construção de "lenda" é parte da narrativa que queremos desconstruir e questionar, no intuito de apresentar Ruth Escobar não apenas como uma figura polêmica, mas como uma mulher de verdade, para além dos estereótipos, que transformou a cena cultural brasileira. Este projeto atende aos incisos I, II e III do Art. 1º da Lei 8313/91, pois visa ao fomento à produção cultural, à formação de público e difusão cultural, e à preservação do patrimônio cultural. Ao focar na preservação e valorização da memória de Ruth Escobar, o projeto contribui para a construção de uma narrativa mais completa sobre sua obra e sua contribuição para o teatro brasileiro. O projeto também se alinha aos objetivos do Art. 3º da mesma lei, especialmente em relação à formação de público, que ocorrerá por meio das apresentações e debates, e à promoção de uma reflexão sobre a arte e a história, ao permitir que o público participe da discussão sobre os desafios de manter viva a memória de uma grande artista, ao mesmo tempo em que questiona a natureza das narrativas que se constroem sobre figuras público. Por fim, o projeto busca trazer uma nova perspectiva sobre Ruth Escobar, corrigindo a falha de uma memória cultural que, com o tempo, foi se distorcendo. A peça irá oferecer uma visão mais rica e aprofundada sobre a vida e obra de Escobar, ajudando a restituir a dignidade à memória de uma mulher que, apesar de sua grande contribuição, acabou esquecida por muitos. Este resgate da sua história será uma homenagem a uma figura que, embora tenha sido cercada de controvérsias, merece ser lembrada como uma das grandes mulheres do teatro brasileiro. "Como ela se atreve a ser uma mulher de teatro e fazer coisas que ninguém faz?". Ruth Escobar, 1995

Estratégia de execução

A encenação tem como principal característica o equilíbrio entre construção e destruição. Entre projetos culturais, lutas políticas, casamentos e viagens, Ruth Escobar — nascida Maria Ruth — foi protagonista de momentos decisivos para a história das artes cênicas no Brasil e para a emancipação das mulheres na política. Para homenagear essa figura central da nossa memória coletiva, a peça se desenvolve no mesmo fluxo de movimento que marcou sua trajetória, por exemplo na construção de um teatro — o seu teatro — e a posterior destruição de parte dessa estrutura para abrigar a histórica e revolucionária montagem de O Balcão, de Jean Genet, em 1969. Essa dinâmica formal também reflete a construção da própria persona Ruth Escobar, uma figura pública, emblemática e respeitada, forjada por Maria Ruth, imigrante portuguesa e filha de pai incógnito. A peça revela a tensão entre essas duas identidades, propondo uma encenação que ora separa, ora mistura Maria Ruth e Ruth Escobar. Essa relação é evidenciada desde a cena inicial, quando as atrizes, munidas de careca postiça, utensílios de maquiagem e perucas, “tornam-se” Ruth Escobar diante do público, marcando o início da construção — não só da personagem, mas de todo um universo simbólico que ela mesma ajudou a edificar... e a desconstruir. O espaço é multifacetado transformando-se continuamente em diferentes ambientações: as famosas festas na casa de Escobar, o palco de seu teatro durante a montagem de O Balcão, os palanques políticos, um Natal em Nova York ao lado de Cacilda Becker, a infância remota em Portugal. Para contar essa história que, nas palavras da própria Escobar, “metade é verdade”, a encenação aposta no jogo entre o falso e o verdadeiro - tanto ao questionar fatos possivelmente “inventados” sobre sua vida, quanto ao explorar efeitos cênicos de falsificação, com recursos de dublagem e a encenação da figura do duplo Ruth Escobar e Maria Ruth. A peça acompanha momentos significativos da trajetória de Escobar, porém sem assumir uma intenção estritamente biográfica. O espetáculo propõe um exercício ativo de memória histórica, apresentando detalhes marcantes de diferentes períodos de sua vida, mas sem abrir mão de cenas simbólicas e poéticas. Em cena, destacamos sua atuação feminista, sua militância política durante a ditadura militar, a criação do primeiro Festival Internacional de Teatro no Brasil, e seus anos finais, atravessados pela doença de Alzheimer. Não buscamos contar sua vida de forma linear, mas sim reverberar sua coragem e suas contradições, intercalando realidade e falsificação, lucidez e delírio, figura pública e persona íntima. O palco possui um plano realista, composto por uma mesa de trabalho, cadeiras e objetos cotidianos — livros de poesia, maquiagens, perucas; e um plano espectral, marcado pela presença de um espelho suspenso ao fundo, posicionado em ângulo diagonal acima das atrizes. Esse espelho cria uma comunicação indireta entre as atrizes e a plateia, permitindo que o público acompanhe simultaneamente a ação direta e sua duplicação refletida. Esse recurso favorece os jogos de duplicidade, deslocamentos de perspectiva e suspensões entre o falso e o verdadeiro — temas centrais à construção da persona de Ruth Escobar e à proposta estética do espetáculo. A cenografia será constantemente moldada pela luz, que assume papel central na criação dos diferentes ambientes cênicos. Uma luz com recorte cilíndrico delimita a cena e nos transporta, por exemplo, à montagem de O Balcão, realizada originalmente em uma estrutura verticalizada, com vários andares. Como nosso espaço cênico não se assemelha fisicamente ao da encenação de 1969, é através da luz que buscamos mimetizar sua atmosfera, reconstruindo a arquitetura daquele espetáculo. A Câmara dos Deputados é representada por uma luz fria, distante, que amplia e clareia o espaço, criando uma sensação de formalidade e impessoalidade. Já a casa de Ruth é marcada por diferentes nuances luminosas, que variam conforme a década e a hora do dia, mas que mantêm tons alaranjados, que nos levam a rememorar, a entender as cenas como vestígios de uma memória, de um passado. Esses contrastes visuais definem os espaços e reforçam a dualidade entre o público e o privado, entre a história documentada e a lembrança subjetiva — entre o real e o espectral. Os figurinos acompanham as diferentes épocas retratadas na peça, buscando reproduzir com precisão a imagem pública de Ruth Escobar: uma mulher elegante, bem-vestida, cujos trajes comunicavam poder e autoconfiança. A troca de perucas em cena é um recurso valioso da encenação, que identifica mudanças de tempo e identidade, bem como saltos entre décadas. A variação de estilos e cortes de cabelo colabora com a construção das diferentes fases da vida de Escobar e com a distinção entre Maria Ruth e Ruth Escobar, além de auxiliar o público a se situar temporalmente entre os saltos cronológicos propostos pela dramaturgia. O texto reflete a prosódia de Escobar, sua agilidade e astúcia, criando um espetáculo dinâmico, sem perder o tom lírico, como, por exemplo, no momento em que Escobar encontra Fernando Pessoa e declara seu amor e admiração intelectual por ele. As atrizes Nicole Cordery e Natália Beukers interpretam Ruth Escobar, assim como outras personagens importantes da história, como Cacilda Becker, Fernando Pessoa e Célia Helena. Elas compartilham a história de Escobar, explorando a relação do duplo entre as figuras de Ruth Escobar e Maria Ruth. Este espetáculo é uma celebração de Ruth Escobar como uma figura única, à frente de seu tempo, que transformou o teatro em um ato político e o palco em uma revolução. Comemoramos sua importância fundamental como farol para as mulheres e homens de teatro, essencial para a construção do teatro brasileiro que vivemos e fazemos hoje.

Especificação técnica

O projeto "Mulher de Teatro" resulta na montagem de um espetáculo teatral contemporâneo, baseado no texto inédito da diretora e dramaturga Ines Bushatsky. A seguir, detalhamos as especificações técnicas que garantem a qualidade artística e a acessibilidade do produto. 1. Produto Artístico Título: Mulher de Teatro Duração do Espetáculo: Aproximadamente 90 minutos. Formato: Teatro, com encenação ao vivo. Número de Apresentações: Total de 24 apresentações em São Paulo. 2. Elenco e Equipe Técnica Elenco: Composto pelas atrizes Natália Beukers e Nicole Cordery. Direção: Ines Bushatsky, reconhecida por sua abordagem inovadora no teatro contemporâneo. Produção: A equipe de produção incluirá profissionais experientes na gestão de projetos culturais, garantindo a eficiência na execução do espetáculo. Equipe Técnica: Composta por iluminadores, sonoplastas, figurinistas e cenógrafos, todos especializados em suas áreas e comprometidos com a qualidade artística da montagem. 3. Cenografia e Figurinos Cenário: O cenário será modular e versátil, permitindo diversas configurações para criar uma atmosfera simbólica que representa a luta interna e externa das personagens. Figurinos: Desenvolvidos em colaboração com designers de moda, os figurinos utilizarão elementos visuais que remetam a ícones femininos e a estética contemporânea. Os figurinos também serão projetados para facilitar a movimentação dos atores em cena. 4. Iluminação e Sonorização Iluminação: A iluminação será cuidadosamente planejada para criar atmosferas que dialoguem com a narrativa do espetáculo. Sonorização: A trilha sonora será composta por uma artista convidada, e os efeitos sonoros serão integrados ao espetáculo para enriquecer a experiência sensorial do público. O sistema de som será de alta qualidade, assegurando que todos os elementos auditivos sejam claramente percebidos. 5. Acessibilidade O espetáculo terá um forte compromisso com a acessibilidade, incluindo: Interpretação em Libras: As apresentações acessíveis contarão com a presença de intérpretes de Libras, que garantirão que o público surdo possa acompanhar a narrativa de forma fluida e natural. Audiodescrição: As apresentações com recursos de acessibilidade incluirão audiodescrição, permitindo que o público com deficiência visual compreenda todos os aspectos visuais do espetáculo. 6. Materiais e Recursos Materiais Gráficos: Serão produzidos conteúdos digitais para a divulgação do espetáculo, destacando as informações sobre acessibilidade e as atividades complementares. Registro Audiovisual: O espetáculo será gravado em alta definição, com a edição do material resultante que será disponibilizado na internet, permitindo que um público mais amplo tenha acesso ao conteúdo e às discussões promovidas pela obra.

Acessibilidade

Acessibilidade O projeto "Mulher de Teatro" se compromete a garantir que o espaço físico e o conteúdo do espetáculo sejam acessíveis a todos os públicos, especialmente às pessoas com deficiência. Serão implementadas medidas de acessibilidade física e de conteúdo, assegurando uma experiência inclusiva para o público. Acessibilidade Física Para facilitar a locomoção de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, as apresentações serão realizadas em teatros e espaços culturais que atendam a critérios de acessibilidade, incluindo: Rampas de acesso: proporcionando mobilidade para usuários de cadeiras de rodas e pessoas com dificuldades de locomoção. Banheiros adaptados: os locais contarão com banheiros acessíveis, equipados com barras de apoio e espaço suficiente para facilitar o uso. Guias táteis: sempre que possível, haverá sinalização tátil para ajudar pessoas com deficiência visual a se orientarem e se deslocarem com segurança dentro dos espaços. A equipe do projeto será treinada para oferecer o suporte necessário e garantir que o público com deficiência física possa acessar e desfrutar das apresentações de forma confortável e segura. Acessibilidade de Conteúdo Para assegurar que o conteúdo do espetáculo seja acessível a pessoas com deficiência sensorial, um terço das apresentações contará com recursos de acessibilidade, oferecendo: · Interpretação em Libras: uma apresentação por semana terá intérpretes de Libras, permitindo que o público surdo acompanhe plenamente a narrativa. O uso de Libras será integrado à encenação de forma natural, respeitando a estética do espetáculo. · Audiodescrição: essa mesma apresentação contará com audiodescrição, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam todos os detalhes visuais do espetáculo, como gestos, expressões faciais e movimentações no cenário. Medidas Complementares Além dos recursos principais, o projeto também prevê: · Visitas sensoriais: serão realizadas visitas sensoriais antes das apresentações acessíveis, onde o público com deficiência visual poderá explorar o cenário e figurinos por meio do toque. Essa atividade ajudará a promover uma melhor compreensão do ambiente cênico e da proposta visual do espetáculo. Essas iniciativas reforçam o compromisso do projeto com a inclusão e a democratização do acesso à cultura. O objetivo é que "Mulher de Teatro" proporcione uma experiência artística acessível, garantindo que todos possam participar e se envolver com o conteúdo apresentado.

Democratização do acesso

Além da distribuição e comercialização acessíveis, o projeto "Mulher de Teatro" também promoverá outras iniciativas que visam ampliar o acesso à cultura, incluindo: Promoção de debates: Serão realizados dois debates com o público após as apresentações, sobre a construção da memória cultural e a influência da obra de Escobar no teatro brasileiro. Essas atividades servirão para ampliar a discussão sobre sua relevância na história das artes cênicas do Brasil, além de refletir sobre a relação entre verdade e narrativa no mundo das artes. Oficinas Paralelas: Será oferecida uma oficina formativa durante a temporada, voltada a estudantes e interessados nas artes cênicas. A oficina abordará temas como a construção de personagens, a interpretação e a encenação, promovendo a formação artística de novos talentos e incentivando a participação ativa na cultura. Gravação e Disponibilização na Internet: O espetáculo será gravado e posteriormente disponibilizado na internet, permitindo que pessoas que não puderem comparecer fisicamente ao teatro tenham a oportunidade de assistir à performance em um momento posterior. Essa ação visa alcançar um público ainda mais amplo, incluindo aqueles em áreas remotas ou que enfrentam dificuldades de locomoção, garantindo que a mensagem e as discussões promovidas pelo espetáculo cheguem a todos. Essas estratégias não apenas atendem às diretrizes da Lei Rouanet e da Instrução Normativa, mas também reforçam o compromisso do projeto "Mulher de Teatro" com a inclusão e a promoção da diversidade cultural. Ao democratizar o acesso à arte, o projeto busca criar um ambiente onde todos possam se sentir parte da experiência teatral, promovendo a fruição cultural como um direito de todos os cidadãos.

Ficha técnica

Ficha Técnica Direção: Ines BushatskyDramarurgia: Ines BushatskyAtrizes: Natália Beukers e Nicole Cordery Ines Bushatsky Mestre em Artes Cênicas pela Escola de Comunicações e Artes da USP, dirigiu, entre outros, os espetáculos A demência dos touros, B de Beatriz Silveira, O mistério cinematográfico de Sendras Berloni, Dr. Anti e A gente te liga, Laura. Em 2023, assinou a direção cênica das óperas Gota Tártara, Entre-veias e Casa Verdi do Atelier de Composição Lírica do Theatro São Pedro. Em 2024, assinou a direção das óperas A Canção de Fortunio e As Senhoras do Mercado de J. Offenbach no Theatro São Pedro. Assina a direção geral do espetáculo Rei Lear - Shakespeare in Drag, sucesso de público e crítica que estreou em julho de 2024 no Teatro Anchieta do Sesc Consolação e rendeu o Prêmio Shell de Melhor Ator para Alexia Twister. Natália Beukers Formada em Direito pela PUC-SP (2020), a atriz e criadora do Infoteatro, Natália Beukers (27), começou a estudar teatro aos 10 anos de idade. Estudou, de 2017 a 2021, com os atores do Grupo TAPA, assim como com o diretor Eduardo Tolentino de Araujo, participando de três espetáculos do grupo: “Anatol”, “O Jardim das Cerejeiras” e “Um Chá das Cinco”. O Infoteatro, plataforma dedicada à troca de conhecimentos e divulgação de produções teatrais, surgiu em abril de 2020. Desde então, o Portal se tornou um ponto de referência para a cena teatral, com mais de 100 entrevistas, críticas, colunas e conteúdos diversos sobre os bastidores do teatro. Além disso, com sua crescente influência digital, o Infoteatro se tornou um guia de peças teatrais em SP e RJ. Foi colaboradora de Cultura da Vogue Brasil, onde escreveu mais de 53 textos sobre a cena teatral brasileira, entre 2021 e 2022. Já escreveu para a Folha de S. Paulo e é embaixadora do Teatro B32 e da Sympla. Nicole Cordery Nicole Cordery trabalha há 28 anos no teatro. No audiovisual participou das séries Pedro e Bianca, Natureza Morta, Segunda Chamada, De Volta aos 15, Sintonia, Autoposto. É criadora da websérie Nós com Larissa Ferrara. Atuou nos curtas Bastidores, Entrelatinhas, Cylene, A Outra, Algo Sobre Ilda, Mal Me Quer, Nostalgia e Linhas. No média Memória de uma Canção (Lucas Mathias), no telefilme A Grávida da Cinemateca, (Christian Saghaard) e, atualmente faz parte do elenco dos longas Biônicos, (Afonso Poyart - Netflix), Cyclone (Flávia Castro), As Horas Seguintes (Carla Torres) e Dom (3ª. Temporada).No teatro foi indicada aos prêmios de melhor atriz: APCA 2015, Aplauso Brasil 2015 e 2019 e foi Vencedora do 6º Festival Carioca de Novos Talentos do Rio de Janeiro, 1996. É idealizadora do Videocast Corda Bamba - atrizes e crises e criadora da Platore.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.