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PRONAC 252359Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Arte Viva: Oficinas de Cultura Amazônica para Juventude

CARLA NADYANE BRUNO FERREIRA
Solicitado
R$ 198,3 mil
Aprovado
R$ 198,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
AM
Município
Manaus
Início
2025-09-01
Término
2026-08-31
Locais de realização (1)
Manaus Amazonas

Resumo

O projeto "Arte Viva: Oficinas de Cultura Amazônica para Juventude" tem como missão principal oferecer oficinas culturais presenciais voltadas ao resgate, valorização e transmissão de saberes tradicionais da Amazônia, como o artesanato com fibras naturais, o canto popular amazônico e a formação em cidadania socioambiental. A ação será direcionada a 90 jovens com idades entre 14 e 21 anos, oriundos de comunidades periféricas urbanas, com ênfase em públicos em situação de vulnerabilidade social. Ao longo de 12 meses de atividades, pretende-se criar um ambiente de formação contínua que fortaleça a identidade amazônica, promova o conhecimento ancestral e fomente o protagonismo juvenil na preservação da cultura local. O ciclo culminará em eventos públicos, onde os produtos culturais serão compartilhados com a comunidade em exposições e apresentações artísticas.

Sinopse

A “obra” produzida pelo projeto compreende um conjunto de manifestações culturais materiais e imateriais que refletem a diversidade e vitalidade da cultura amazônica. Ao longo de 12 meses, os jovens participantes criarão cerca de 240 peças de artesanato tradicional utilizando fibras naturais, sementes, madeiras e pigmentos da floresta. Além disso, comporão e interpretarão músicas baseadas no repertório cultural da região, com apresentações públicas de canto e dança inspiradas em manifestações como o carimbó, o marabaixo e o boi-bumbá. As oficinas culminarão em eventos comunitários, nos quais os produtos culturais — artesanato, músicas e vivências — serão compartilhados com a população, reafirmando a importância da cultura como instrumento de identidade e transformação social.

Objetivos

Objetivo Geral Fomentar o fortalecimento da identidade cultural amazônica entre jovens da região, promovendo sua formação cidadã e artística a partir de vivências diretas com os saberes tradicionais da Amazônia. A proposta visa, por meio de oficinas educativas e práticas, desenvolver a consciência crítica, o pertencimento cultural e o engajamento socioambiental de adolescentes e jovens em situação de vulnerabilidade, assegurando oportunidades concretas de desenvolvimento humano e cultural. Objetivos Específicos • Implementar oficinas culturais semanais com metodologias participativas nos eixos de artesanato em fibras naturais, música regional amazônica e educação socioambiental, proporcionando experiências imersivas de aprendizagem prática e reflexiva.• Capacitar 90 jovens em técnicas artísticas tradicionais e no entendimento da importância da sustentabilidade ambiental, promovendo a autoestima, a expressão criativa e o senso de responsabilidade social.• Confeccionar aproximadamente 240 peças de artesanato utilizando matérias-primas amazônicas (como cipós, sementes, fibras e madeiras), com ênfase em processos sustentáveis e respeito aos ciclos naturais da floresta.• Realizar 12 rodas de conversa temáticas que dialoguem com os conteúdos das oficinas, abordando questões como identidade amazônica, cultura popular, território e meio ambiente.• Impactar direta e indiretamente até 400 pessoas nas comunidades envolvidas, incluindo familiares, professores e lideranças locais, por meio de ações culturais abertas e processos de difusão.• Assegurar que todas as atividades, oficinas e eventos contem com acessibilidade física e comunicacional, garantindo a participação plena de pessoas com deficiência ou limitações sensoriais.

Justificativa

A cultura amazônica, com seus ritos, saberes e expressões, constitui uma das maiores riquezas do patrimônio cultural brasileiro e mundial. No entanto, esse patrimônio imaterial corre sérios riscos de esvaziamento e esquecimento, especialmente nas áreas urbanas da Amazônia, onde processos de urbanização desordenada, exclusão social e ausência de políticas públicas permanentes de valorização cultural têm contribuído para o distanciamento de muitos jovens de suas raízes. O projeto "Arte Viva" nasce da urgência de reconectar as novas gerações com seus territórios simbólicos, através de oficinas práticas e vivenciais que valorizam técnicas ancestrais como a cestaria, a produção de biojoias e a música tradicional. A transmissão intergeracional desses conhecimentos é fundamental para a preservação das identidades coletivas e para a construção de um futuro mais consciente e sustentável. Ao capacitar jovens com saberes tradicionais e ao promover a cidadania socioambiental, o projeto fortalece vínculos culturais e sociais, impulsiona autoestima comunitária e contribui para a formação de cidadãos atuantes e conscientes. A proposta se torna ainda mais relevante ao garantir gratuidade, acessibilidade plena e uso de materiais tradicionais de maneira ética e sustentável — o que somente será possível com o apoio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei 8.313/91). Legalmente, o projeto está em consonância com os princípios da legislação cultural, especialmente o Art. 1º (incisos I e II), que trata do estímulo à produção e difusão cultural, e o Art. 3º (objetivos II e IV), que aborda a valorização das expressões culturais e a formação regional.

Estratégia de execução

Todo o desenvolvimento do projeto seguirá princípios de sustentabilidade ecológica, social e cultural. Os materiais utilizados serão preferencialmente biodegradáveis, de origem local e obtidos de maneira ética e sustentável, respeitando os ciclos naturais da floresta e promovendo a economia criativa local. A equipe será composta majoritariamente por profissionais da própria região amazônica, o que reforça o compromisso com o desenvolvimento territorial e a valorização de saberes endógenos. Ao final das atividades, os jovens participantes serão incentivados a formar coletivos culturais juvenis, que terão apoio técnico e pedagógico para dar continuidade às ações iniciadas, criando novas redes de cooperação e protagonismo cultural nas comunidades.

Especificação técnica

• Oficinas de Artesanato Amazônico:Com duração de 2 horas semanais, estas oficinas contemplarão técnicas tradicionais com uso de fibras vegetais, sementes, madeiras e outros materiais naturais. Os participantes aprenderão desde a coleta consciente da matéria-prima até a confecção de biojoias, cestos e peças escultóricas, com abordagem prática e contextualizada. • Oficinas de Música Regional:Também com 2 horas semanais, estas oficinas proporcionarão aos jovens o contato direto com ritmos tradicionais da região como carimbó, marabaixo, toadas e o boi-bumbá. Serão abordadas noções de canto, ritmo, expressão corporal e criação coletiva, com base em repertórios populares. • Oficinas de Cidadania Socioambiental:Com carga horária semelhante, essas oficinas discutirão temas como direitos territoriais, preservação da floresta, respeito às tradições e a importância da cultura como base para a sustentabilidade. As dinâmicas serão conduzidas com base na realidade local e nos desafios enfrentados pelos jovens amazônidas.

Acessibilidade

A inclusão é um dos pilares centrais do projeto “Arte Viva”. A acessibilidade será garantida tanto nos espaços físicos quanto no conteúdo das atividades, para assegurar que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais ou cognitivas, possam participar plenamente do processo cultural e educativo. Acessibilidade Física:Todos os espaços utilizados nas oficinas e eventos contarão com estrutura acessível, incluindo rampas de acesso, sinalização tátil para pessoas com deficiência visual, banheiros adaptados para cadeirantes e piso tátil direcional. Acessibilidade de Conteúdo:Serão produzidos materiais de divulgação e apoio em formatos inclusivos, como cartilhas em Braille, versões ampliadas para pessoas com baixa visão e conteúdos em linguagem simples, com vocabulário acessível, para facilitar a compreensão por pessoas com deficiência intelectual ou com baixa escolarização. As apresentações culturais finais contarão, sempre que possível, com intérprete de Libras e audiodescrição.

Democratização do acesso

Comprometido com os princípios da equidade cultural, o projeto adota estratégias de democratização do acesso desde o processo de inscrição até a difusão dos resultados. As vagas serão prioritariamente destinadas a jovens de escolas públicas, organizações comunitárias e instituições sociais localizadas em comunidades periféricas urbanas. Além disso, as ações do projeto não se limitarão ao público participante das oficinas: serão promovidas rodas de conversa itinerantes em comunidades rurais e áreas de difícil acesso, de forma a expandir o alcance da iniciativa e incluir novos públicos em processos de escuta e troca de saberes. Essa mobilidade contribui para descentralizar a ação cultural e ampliar sua capilaridade territorial. Como forma de retorno social, parte das biojoias, cestos e demais objetos produzidos nas oficinas será distribuída gratuitamente a escolas públicas, bibliotecas comunitárias e centros culturais da região, contribuindo para a circulação dos conhecimentos produzidos e para o fortalecimento de redes locais.

Ficha técnica

Coordenação Geral: Carla Nadyane Bruno Ferreira – produtora cultural com 5 anos de experiência em projetos com comunidades tradicionais e educação popular. Consultoria Pedagógica: Érika Cássia da Silva Tavares – educadora com 10 anos de experiência, pesquisadora de culturas populares amazônicas. Produção Executiva: Moacyr Loubet – gestor cultural, responsável por projetos de formação em arte-educação em parceria com empresas privadas e secretarias municipais. Acessibilidade: Rayssa Nara Guimarães da Siva – Responsável pela acessibilidade em especial tradução simultânea em Libras. Mestres da Cultura e Oficineiros: Artesãos, doceiras e contadores de história de comunidades ribeirinhas e indígenas, com atuação reconhecida. • Oficineiros:• A ser contratado (artesanato em fibras naturais). • A ser contratado (canto e danças amazônicas). • A ser contratado (formação em cidadania socioambiental).

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.