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Este projeto consiste na circulação do show Umbanda, do artista belo-horizontino Mauricio Tizumba. O trabalho aponta para a relação do cantor a Umbanda, mesclando músicas tradicionais com o repertório do cantor e outras interpretações. O álbum foi, recentemente, lançado em Belo Horizonte e este projeto consiste na viabilização de sua circulação. Em cada cidade serão realizadas uma oficina e um show. Todas ações gratuitas, abertas e realizadas em espaços públicos.
SOBRE O SHOW Em Umbanda, o cantor e compositor belorizontino Mauricio Tizumba borra os limites ocidentais entre o sagrado e o profano, mostrando que o corpo que canta, toca e dança está em oração. Esta obra apresenta novos modos de cantar, performar e sentir a música, retornando à totalidade do corpo a sensibilidade musical. Assim, é um disco que chama o corpo e coloca esse corpo em contato com outros corpos, tanto os presentes quanto os da ancestralidade. O disco apresenta um tom mais intimista que ajuda a aproximar o sagrado à terra. Contando com Mauricio Tizumba no violão e percussões e Everton Coroné em outro violão, o disco/show se torna uma reverência à ancestralidade. É Coroné, multi-instrumentista, compositor e produtor musical, foi responsável pelos arranjos das músicas. Em muitos bairros de Belo Horizonte e em todas as regiões da cidade centros de Umbanda existiam. Levado pela mãe, Mauricio Tizumba andou pelo Aparecida, pelo Parque Riachuelo, pelo Ermelinda e pelo Nova Esperança e outros. Foi na Umbanda que o artista começou a se formar, junto ao congado, ainda na infância. Ali ele aprendeu a cantar primeiro para Exu, o que cuida das encruzilhadas: aprendeu a se comunicar e falar. Falar e cantar é um dos meios para abrir os caminhos. Esse trabalho é uma homenagem e uma celebração de um percurso que começou há mais de cinco décadas, pensando na Umbanda como um locus especial em que se cruzam vários saberes e sabores, várias descobertas e segredos, vários aprendizados e encontros. A Umbanda, muito sagrada para todo povo de fé de Minas Gerais, já que ela que abriu caminho para o Candomblé, se apresenta nesse disco como disparador artístico para articular música, corpo e memória. Nesse sentido, esse trabalho é um importante registro em tempos em que a cultura afro-brasileira é cada vez mais perseguida. Quando Mauricio Tizumba canta para Exu, ele canta para as águas doces das cachoeiras, o bem que a água faz pro corpo e também para a terra, água que corta essa terra para encontrar o mar. Quando canta para Xangô, Tizumba fala de justiça nesse nosso mundo tão injusto. Quando canta para Iansã, canta a força da natureza e os ventos. Quando canta para Iemanjá, ele canta a beleza e a saúde que vem do mar. Quando canta para Nanã, canta o respeito ao mais velho e à sabedoria. Quando canta para os Erês, canta para a criança, a renovação, para o que está chegando. Nesse cantar de Umbanda de Mauricio Tizumba se percebe uma aproximação forte com a natureza e esse disco, além de ser pensado como uma celebração de ancestralidade, ele é também uma reflexão sobre a ecologia. Nesse sentido, o trabalho também é importante para se pensar a relação da humanidade com o meio onde vive, assunto cada vez mais urgente e que pode encontrar em outras cosmovisões respostas que precisamos urgentemente. SOBRE A OFICINA Com a gunga no pé, os escravizados fugidos eram mais facilmente descobertos. Ressignificado como instrumento de resistência, a gunga convoca a ancestralidade negra que lutou por liberdade, e tornou-se importante elemento de identidade, utilizado pelas guardas de moçambique. Os participantes irão se aproximar do sentido do instrumentos e colocar em prática sua dança-reza.
Obejtivo geral: Realização de circulação do show Umbanda, do artista belo-horizontino Mauricio Tizumba. O trabalho aponta para a relação do cantor a Umbanda, mesclando músicas tradicionais com o repertório do cantor e outras interpretações. O álbum foi, recentemente, lançado em Belo Horizonte e este projeto consiste na viabilização de sua circulação. Em cada cidade serão realizadas uma oficina e um show. Todas ações gratuitas, abertas e realizadas em espaços públicos. Obejtivos específicos: Realizar seis apresentações de música regional (show Umbanda) com o artista Mauricio Tizumba; Realizar seis oficinas de gunga com o artista Mauricio Tizumba.
Em primeiro lugar, a inscrição deste projeto no Ministério da Cultura, via Lei de Incentivo, se deu em função de uma possibilidade de captação do projeto, via esse mecanismo. Acreditamos ainda que a Lei Rouanet é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada para realização de projetos culturais. Assim, consideramos que a finalidade do projeto está em consonância com o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac) e se enquadra, especialmente nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; Considerando que a principal finalidade do projeto é viabilizar apresentações culturais, o mesmo se enquadra no seguinte inciso do Art. 3º da Lei 8313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
Show de gravação do álbum Herança pode ser visto em: https://youtu.be/EZkXX7fb10s?si=Yn_gdv7qRV71Jell
Não é o caso.
ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO:O projeto vai contratar banheiros químicos adaptados e reservará espaço para para cadeirantes, obesos e idosos. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES VISUAIS:O projeto irá contratar profissional de audiodescrição que estará presente nos shows. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES AUDITIVOS:O projeto irá contratar intérprete de libras que estará presente nos shows. ACESSIBILIDADE PARA DEFICIENTES INTELECTUAIS:O projeto irá contratar monitores treinados para auxiliar esse público nos shows.
Todas as ações do projeto, artísticas e formativas, serão gratuitas e abertas. Conforme art. 28 da IN nº 01/2023 do MinC, o projeto vai: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; VI - realizar, gratuitamente, atividades paralelas aos projetos, tais como ensaios abertos, estágios, cursos, treinamentos, palestras, exposições, mostras e oficinas.
O proponente realizará os serviços de Coordenação geral e Coordenação de Produção. Para tal, receberá pelas rubricas de Coordenação geral e Coordenador de Produção. Sendo que o trabalho abrange a responsabilidade pela gestão administrativa / técnico-financeira do projeto. MAURICIO TIZUMBA - DIRETOR MUSICAL, DIRETOR ARTÍSTICO, CANTOR E MÚSICO - Ator, compositor, cantor, multi-instrumentista, diretor musical e capitão de congado, Mauricio Tizumba estabeleceu em suatrajetória artística – que começou quando ainda era criança, na extinta TV Itacolomi – diálogo entre diversas linguagens eentre a arte e as manifestações populares tradicionais da cultura afro-brasileira e afro-mineira. Formado pelo TeatroUniversitário da Universidade Federal de Minas Gerais e transitando pelo cinema, pela TV e pelo teatro, atuou em 28espetáculos, sendo 25 musicais, entre eles, a trilogia de João das Neves: “Bituca”, com músicas de Milton Nascimento, e“Besouro Cordão de Ouro” e “Galanga Chico Rei”, com músicas de Paulo César Pinheiro (a experiência deste último sedesdobrou em álbum homônimo, o sexto da carreira, criado em parceria com Sérgio Santos). Antes de Galanga Chico Rei(2015), no entanto, Tizumba lançou os seguintes álbuns: 1981 - Compacto Marasmo; 1988 - LP Caras e caretas; 1993 -LP Cirandar com o Paiaço Frajola; 1999 - CD Patrimônio da alegria, com a Bat Caverna; 1999 - CD África Gerais; 2003 -CD Mozambique; 2006 - CD Tambor Mineiro, com o Bloco Tambor Mineiro; 2008 - CD Rosário embolado, com o GrupoTambor Mineiro; 2010 - CD e DVD Mauricio Tizumba no mercado. ELIAS GIBRAN - COORDENAÇÃO DE PRODUÇÃO E GESTOR - É pós-graduado em Formulação e Monitoramento de Projetos Sociais, pela UFMG e tem graduação em Gestão de Organização do Terceiro Setor (Processos Gerenciais), pela UEMG. É gestor e produtor cultural e, em 2005, criou a Napele Produções Artísticas. Trabalhou em projetos relacionados à culturas tradicionais e populares, em produções teatrais, em produção de livros e discos, festivais de teatro e de música. É um dos idealizadores da coleção Arte e Teoria. Foi um dos diretores do filme Viamão (2023) e também é escritor. ALEXANDRE TAVERA - COORDENAÇÃO TÉCNICA E CENÓGRAFO - Artista plástico, figurinista e cenógrafo, Alê Tavera foi coordenador de arte-educação do Museu Inimá de Paula e responde pela criação de exposições como Reinado de Chico Calu Repertórios Sagrados da Irmandade Os Carolinos e 35 anos de Cultura Hip Hop em BH, no Festival de Arte Negra de Belo Horizonte. Seu trabalho autoral tem na relação entre cidade e sujeito a principal fonte de pesquisa e experimentação. MARIANA MISK - COORDENAÇÃO DE COMUNICAÇÃO E DESIGNER - Sócia criadora da OESTE (antiga Lab Design). Professora da Escola de Design da UEMG há 25 anos, Mariana é uma das grandes personalidades do design gráfico de Belo Horizonte, reconhecida tanto por sua atuação na docência quanto por seus trabalhos editoriais que já foram premiados no iF Design Awards e no Red Dot Communication Design. Tem trabalhos publicados no Anuário do Clube de Criação de Minas gerais (2004 e 2005), nos Catálogos da Bienal Brasileira de Design, promovida pela Associação de Designers Gráficos do Brasil (2014 e 2017) e projetos premiados internacionalmente no iF Design Awards (2017), no Red Dot Communication Design (2016) e no Prêmio Lusófonos de Criatividade (2016). SILVIA BATISTA - COORDENAÇÃO ADMINISTRATIVA - Com ampla experiência na gestão administrativo-financeira de projetos culturais, incluindo orientação sobre a legislação vigente e prestação de contas, Silvia Batista trabalha com importantes grupos e artistas do cenário cultural mineiro e nacional, como o Grupo Teatral Espanca!, a Cia de Teatro Luna Lunera, a Quick Cia de Dança e a Cia MaÌ?rio Nascimento. Foi responsável pela gestão administrativo-financeira do Grupo Galpão de 1997 a 2007, e de quase oitenta projetos dos mais diversos agentes culturais, nas áreas de música, teatro, dança e circo, inscritos nas leis municipal, estadual e federal de incentivo à cultura.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.