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Este projeto contempla a produção e temporadas nas cidades de São Paulo (24 apresentações) e Rio de Janeiro (16 apresentações) do espetáculo teatral Filho de Ouro, de José Pedro Peter, com direção de Victor Garcia Peralta e no elenco José Roberto Jardim.
Contada do ponto de vista de um filho que acabou de perder o pai, o texto explora as camadas complexas existentes entre os dois e insolúveis mesmo na morte. Ao perceber o pai morto na cama de hospital, Cristóvão espera que um médico apareça para atestar o óbito, para que ele possa, assim, começar a árdua jornada burocrática do sepultamento do pai. Mas na ausência ou indisponibilidade de um médico para tal ato, Cristóvão aproveita esse tempo para organizar seus pensamentos e entender quais partes do seu passado ele também precisa enterrar junto com o pai. É nessa viagem pra dentro de si que ele relembra toda sua história desde que saiu de sua cidade natal, incluindo o abandono materno.
OBJETIVO GERAL Produzir e realizar as temporadas da peça Filho de Ouro OBJETIVOS ESPECÍFICOS Realizar 24 apresentações na cidade de SP Realizar 16 apresentações na cidade do Rio de Janeiro Realizar dois ensaios abertos e gratuitos na cidade de São Paulo Realizar dois ensaios aberto e gratuitos na cidade do Rio de Janeiro Realizar 8 debates com elenco após apresentações em São Paulo, sendo quatro por mês Realizar quatro debates com elenco após apresentações no Rio de Janeiro, sendo um por semana Realizar uma palestra em São Paulo e uma no Rio com o tema O Processo de Criação em Monólogo Realizar 8 sessões com tradução em libras em SP e quatro no Rio Realizar quatro sessões com áudio descrição em SP e duas no Rio
"Filho de Ouro" é um projeto que não apenas propõe expor questões básicas e burocráticas às quais os cidadãos comumente são subjugados na nossa sociedade, em vida e após a morte, como também explora as camadas mais humanas, permitindo que, de alguma forma, cada espectador possa se identificar ou se emocionar com a encenação. É uma narrativa fiel e bem ilustrada sobre a jornada do brasileiro que deixa o profundo interior do Norte, e outras regiões do país, para começar uma nova vida numa capital do Sudeste, como o Rio de Janeiro. Expõe os contrastes, as dificuldades, os desafios e as sortes e infortúnios daqueles que lutam por algo melhor. O abandono de mães, muito pouco falado, ao contrário do abandono mais recorrente de pais, é um dos temas centrais do texto, que abre as dores e as feridas do protagonista e faz um estudo, ao mesmo tempo, do abalo familiar e do mais íntimo sofrimento do abandonado. Em 2020, de acordo com levantamento da Central Nacional de Registro Civil (CRC), o abandono paterno refletiu em 6,38% de crianças registradas apenas com o nome da mãe na certidão de nascimento. São números expressivos e alarmantes e que não incluem outras formas de abandono, como o afetivo. No que diz respeito ao abandono materno, não há números oficiais, o que torna o assunto ainda mais delicado. Porém, as literaturas de Psicologia já abordam o tema com muito cuidado e evidenciam os danos e as consequências para crianças abandonadas pela mãe, e os efeitos prolongados à vida adulta. "Infância sem mãe", um assunto delicado, pouco comentado e necessário, é espinha dorsal desta dramaturgia que retrata o forte impacto que esse desamparo pode exercer ao longo da construção do ser. Tal tema se alia à alienação parental, que afeta profundamente a vida do personagem à medida em que, pelo abandono, é obrigado pelo pai a esquecer de sua mãe, como se estivesse morta. A tentativa de amenizar a dor do filho acaba por construir uma película de traumas, ainda que permeada por um amor ignorante, pois não sabe das consequências que a ordem de esquecimento traz ao pequeno e o que o acompanharia por anos. Nesta história, a saída de Cristóvão de Pará, sua terra natal, é fator relevante na construção de sua vida, que se deu de forma completamente diferente ao ir para o Rio de Janeiro. Este tema está enraizado na história do Brasil, dada sua forte presença conforme apontam dados fornecidos pelo Observatório do Desenvolvimento do Nordeste (ODNE). No boletim de temática migratória, constatou-se que mais de 6,3 milhões de pessoas saíram do Nordeste, em 2010, rumo ao Sudeste do país, sendo a região principal de destino. A pesquisa aponta também que o Norte, apesar de ocupar largo território brasileiro, apresenta menos de 8% de habitantes nascidos na região. Algumas das principais razões para o êxodo rural são a busca por uma vida melhor, por mais possibilidades de trabalho e acesso à equipamentos carentes nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, porém para Cristóvão e seu pai a migração vai além. Somando a todos esses fatores, a dupla necessita reconstruir o afeto em suas vidas. Patriarcado, misoginia, machismo, homofobia, regionalismo, emigração, êxodo nordestino, êxodo nortista, êxodo rural, burocracia, abandono familiar são palavras- chaves do projeto. O afeto e o amor que persistem e resistem entre pai e filho, até mesmo à morte. O espetáculo prevê a reflexão do abandono materno de um ponto de vista imparcial e das cicatrizes emocionais do ser humano; debate diferenças culturais e regionalismo, bem como a migração nordestina e nortista e o acolhimento no Sudeste; e explora a relação pai/filho, buscando a compreensão e a psicologia de temas complexos. Pela relevância dos temas a serem abordados e debatidos na peça, "Filho de Ouro" se justifica.
não se aplica
Acessibilidade no aspecto arquitetônico: O espetáculo será realizado em teatros devidamente equipados com rampas de acesso e instalações sanitárias adequadas para atender às necessidades de idosos, pessoas com deficiência física e usuários de cadeiras de rodas, bem como, local apropriado para sua acomodação (e de seu acompanhante) na plateia. Acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva: Realização de apresentações do espetáculo com tradução em Libras, devidamente informadas no material de divulgação. Acessibilidade para pessoas com deficiência visual: Realização de apresentações com audiodescrição, devidamente informadas no material de divulgação. Acessibilidade para pessoas com deficiência intelectual: - Nos dias de espetáculo, reserva de lugares (com acompanhante) nos corredores, perto da saída de emergência; atendimento preferencial, priorizando a entrada antecipada, evitando filas de espera e desconforto com aglomeração; e assistência pessoal para conduzir o espectador (com acompanhante) até o seu assento na plateia.
A distribuição dos ingressos do espetáculo será organizada da seguinte forma: - 10% dos ingressos serão distribuídos gratuitamente com caráter social e educativo. - até 10% dos ingressos serão distribuídos de forma gratuita promocional para os patrocinadores do projeto, de maneira proporcional ao investimento efetuado. - até 10% dos ingressos serão distribuídos de forma gratuita promocional em ações de divulgação do projeto. - Haverá dois ensaios abertos e gratuitos para ONGs e escolas públicas
- DECADÊNCIA. DE S. BERKOFF. COM BETH GOULART E GUILHERME LEME - FELIZES DA VIDA. DE J. LANGSNER. COM GUILHERME LEME E LUCÉLIA SANTOS - POE. DE E.A. POE. COM J. FERRARI - DOROTÉIA MINHA. DE E COM BETH GOULART - OS HOMENS SÄO DE MARTE, E É PRA LÁ QUE EU VOU. DE E COM MÔNICA MARTELLI (PRÊMIO QUALIDADE BRASIL DE MELHOR DIREÇÄO) - NÄO SOU FELIZ, MAS TENHO MARIDO. DE V. GOMEZ THORPE. COM ZEZÉ POLESSA - UM MARIDO IDEAL. DE O. WILDE. COM HERSON CAPRI, EDWIN LUISI, BIANCA BYNGTON - QUARTETT. DE H. MÜLLER. COM BETH GOULART E GUILHERME LEME - VOCÊ ESTÁ AÍ? DE J. DAULTE. COM CLAUDIA OHANA - AGORA EU VOU FALAR! DE E COM RAFAEL GNONE - ESTÁ TODO MUNDO NO MESMO BARCO! DE E COM RICARDO NAPOLEÄO - ALUCINADAS. DE B. MAZZEO, F. PORCHAT, E. PALATINIK. COM LUCIANA FREGOLENTE E RENATA CASTRO BARBOSA - TUDO QUE EU QUERIA TE DIZER. DE M. MEDEIROS. COM ANA BEATRIZ NOGUEIRA - SEM MEDIDA. DE W. SILVESTRIN. COM CLAUDIA MISSURA, FLÁVIA GUEDES RENATO RABELLO E RENATO SCARPIN - NOVECENTOS. DE A. BARICCO. COM ISIO GHELMAN - O CASO VALKIRIA R. DE C. SUSSEKIND. COM HELENA RANALDI, MARCOS BREDA E YACHMIN GAZAL - TAMBÉM QUERIA TE DIZER DE M. MEDEIROS COM EMILIO ORCIOLLO NETTO - SEXO, DROGAS & ROCK "N" ROLL DE E. BOGOSIAN COM BRUNO MAZZEO - O SUBMARINO DE M. C. BARBOSA E M. FALABELLA COM LUCIANA BRAGA E MARCIUS MELHEM - QUEM TEM MEDO DE VIRGINIA WOOLF? DE E. ALBEE COM ZEZE POLESSA, JOSÉ WILKER, EROM CORDEIRO E ANA KUTNER - UMA RELAÇÃO PORNOGRÁFICA DE P.BLASBAND COM ANA BEATRIZ NOGUEIRA E GUILHERME LEME - A COMÉDIA DAS MALDADES COM ÉRICO BRÁS, MARIANA SANTOS, RODRIGO FAGUNDES E FRANÇOISE FORTON - QUEIME ISSO DE L. WILSON COM TATSU CARVALHO, ALCEMAR VIEIRA, KARINE CARVALHO, CELSO ANDRÉ - A ÚLTIMA VIDA DE UM GATO DE A. RIBONDI COM DEDÉ SANTANA E FELIPE CUNHA - DECADÊNCIA DE S. BERKOFF COM EROM CORDEIRO E ALINE FANJU - THE PRIDE DE A. K. CAMPBELL COM ARTHUR BRANDÃO, CIRILLO LUNA, JULIA TAVARES E MICHEL BLOIS - NUNCA FUI CANALHA DE M. MENDONÇA E T. LOPES COM TATÁ LOPES - O GAROTO DA ÚLTIMA FILA DE J. MAYORGA COM ISIO GHELMAN, LUCIANA BRAGA, LORENA DA SILVA, CELSO TADDEI, GABRIEL LARA, VICENTE CONDE. - A SALA LARANJA DE V. HLADILO COM RENATA CASTRO BARBOSA, ISABEL CAVALCANTI, ROBSON TORINNI, DANIELA PORFIRIO, PRISCILLA BAER, RAFAEL SIEG. - EUFORIA DE J. SPADACCINI COM MICHEL BLOIS. - MORDIDAS DE GONZALO DEMARIA VERSÃO: MIGUEL FALABELLA COM: ANA BEATRIZ NOGUEIRA, REGINA BRAGA, ZÉLIA DUNCAN, LUCIANA BRAGA. - TEBAS LAND DE SERGIO BLANCOCOM: OTTO JR. E ROBSON TORINNI. (PRÊMIO BOTEQUIM CUL…Currículo de JOSÉ ROBERTO JARDIM José Roberto Jardim é ator, diretor teatral, dramaturgo e encenador artístico. Formado pela Escola de Arte Dramática da USP, a EAD-USP, vem se destacando nos últimos anos com suas criações e performances no teatro, onde realiza espetáculos com fusões de linguagem e impacto visual. Recebeu inúmeros prêmios no Brasil com sua atuação, direção e encenação, além de convites para apresentar suas criações cênicas em festivais internacionais, como: a Quadrienal de Praga, a Quadrienal WSD - World Stage Design, o BlackSea Festival, no Antalya Theater Fest, e o New York Global Forms Theater Festival. Atualmente continua desenvolvendo sua pesquisa teatral em espetáculos multimídia, além de ser professor na Faculdade de Artes Laranjeiras, CAL, e de finalizar seu Mestrado em Literatura Crítica pela PUC-Rio.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.