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Realizar concertos sinfônicos com a música original composta e arranjada por Charles Chaplin, na cidade de Santo André/SP.
Não se aplica.
Geral Promover e Difundir a Música de Concerto: criar um espaço que celebre o encontro entre diferentes estilos musicais dentro do universo das trilhas sonoras originais de cinema, permitindo a valorização da música orquestral. Consolidar o projeto de concerto cinematográfico como Evento Inovador: Afirmá-lo desde sua primeira edição como um evento visando ampliar formação de público ao levar essa estética musical diferenciada e qualificada para além dos grandes centros urbanos. Garantir Acessibilidade e Inclusão: Promover um evento que combata o capacitismo integrando práticas inclusivas e acessíveis em um ambiente adaptado tanto para pessoas neurodiversos quanto para pessoas com deficiência (PcDs) nos locais onde o evento será realizado, garantindo que a mobilidade e o acesso às atividades sejam inclusivos para todos. Fomentar a Diversidade Cultural e Geracional: Engajar um público composto por diferentes gerações e contextos étnico-raciais, sociais, culturais e disciplinares. Proporcionar um espaço, onde artistas e público possam se conectar através de uma programação que valoriza a multiplicidade de vozes e a troca de experiências, promovendo um ambiente inclusivo que celebra a diversidade musical e a riqueza cultural de diferentes comunidades. Específico Realizar 08 apresentações de concerto sinfônico com a música original composta por Charles Chaplin, para um dos seus maiores clássicos cinematográficos, O Garoto. Local: Teatro Municipal Maestro Flávio Florence/Teatro Municipal de Santo André.
A genialidade e os múltiplos talentos de Charles Chaplin foram revelados ao mundo logo em seu primeiro longa-metragem. O Garoto (The Kid), comédia dramática lançada em 1921, conquistou imenso sucesso e transformou seu diretor, roteirista, produtor, protagonista e compositor em uma lenda viva. Além da direção, Chaplin compôs as belas músicas, com arranjos em que os instrumentos de corda figuram exuberantes e os sopros soam leves em poéticas melodias. O CONCERTO SINFÔNICO com a projeção do filme mudo dirigido e estrelado por Chaplin celebra o carismático personagem Carlitos, criado pelo múltiplo artista em 1914, quando o "Adorável Vagabundo" com chapéu coco e bengala entrou de vez na sua galeria de tipos. CHAPLIN SOBRE SUA MÚSICA: alguns pensamentos sobre sua música extraídos de sua autobiografia (1964): "Uma coisa feliz sobre o som era que eu podia controlar a música, então compus a minha própria. Tentei compor música elegante e romântica para enquadrar minhas comédias em contraste com o personagem, pois a música elegante dava às minhas comédias uma dimensão emocional. (...) Os arranjadores musicais raramente entendiam isso. Eles queriam que a música fosse engraçada. Mas eu explicava que não queria competição, queria que a música fosse um contraponto de sepultura e charme, para expressar sentimentos, sem os quais, como diz Hazlitt, uma obra de arte é incompleta. (...) Nada é mais aventureiro e emocionante do que ouvir as melodias que alguém compôs tocadas pela primeira vez por uma orquestra de cinquenta peças." O projeto CONCERTO SINFÔNICO _ CHAPLIN O GAROTO se justifica pela necessidade de criar um espaço dedicado à música de concerto com trilha sonora orquestral original e projeção simultânea de clássicos do cinema mudo, área que muitas vezes não recebe a mesma atenção dos circuitos tradicionais. A proposta de apresentar um clássico de um gênio como Charles Chaplin, que criou uma partitura genuína e comovente, reconhecida mundialmente, enriquece o cenário musical e proporciona ao público uma experiência sonora única. Ao desenvolver o trabalho de recuperação da partitura original, o maestro, compositor e arranjador, Timothy Brock, comenta: "Na trilha sonora de O GAROTO (1971), Chaplin nos leva de volta, musicalmente falando, à sua própria juventude no Music Hall inglês. Traços amplos de música pantomímica leve, entrelaçados com a indelével marca registrada melódica de Chaplin. As cordas são exuberantes, os ventos são leves e o poder do excesso de sentimentalismo é mantido à distância por um compositor que conhece seus temas. Há uma sensação geral de charme nebuloso nessas partituras tardias que é difícil de identificar, mas esses filmes são eternamente poetizados por elas. É verdade que a música de Chaplin ganhou uma certa dose de Bel Canto em sua velhice e, aos 82 anos, a integridade melódica de seu trabalho tornou-se igualmente mais pronunciada. A trilha sonora de O GAROTO tem uma abordagem "play ʻtil ready", que não se aprofunda tanto na ação em detalhes, mas deixa o drama se desenrolar em seu próprio ritmo, enquanto Chaplin define o tom e a cor da cena. Isso está muito mais de acordo com a abordagem da comédia de palco com música, da qual os ingleses são os mestres. Só podemos imaginar que os dias de Chaplin com Fred Karno foram uma grande influência em suas últimas composições, pois todas elas incorporam essa distinção de ritmo e tempo." Aproximar o grande público _ de todas as idades, credos, raças e gêneros _ de tanta beleza e sensibilidade já é, em si, justificativa de grande valor. Fazê-lo ao vivo, unindo música e imagem, num grande evento de música sinfônica e cinema, potencializa a experiência do público, abrindo os poros da sensibilidade para a arte de Charles Chaplin e sua capacidade de comover, ao mesmo tempo que faz refletir sobre importantes aspectos da sociedade, da política e da natureza humana. A solicitação de apoio ao projeto junto ao Ministério da Cultura, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura, é hoje uma das poucas formas de se encontrar parceria na iniciativa privada, sendo imprescindível sua existência para democratizar a cultura em todo o País. Sobre o enquadramento no Artigo 1º da Lei 8.313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; Sobre o enquadramento no Artigo 3º da Lei 8.313/91: II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
INSTRUMENTAÇÃO: Orquestra Sinfônica de Santo André (Ossa), 50 músicos, distribuídos conforme a seguinte nomenclatura musical: 2/picc.1/ca.2(I/asax, II/bcl).1 – 2.2.2.0 – timp.perc (3-4,min. 2), gtr, harp, pno/cel – strings (min. 8. 6. 4. 4. 2). Regência: Marcelo Falcão PROJEÇÃO: Em DCP (Digital Cinema Package), padrão mundial de formato de exibição cinematográfica digital. FilmConcert Package: FILMPHILHARMONIC EDITION, filme Roy Export S.A.S / Música Bourne Co. Music Publishers
PRODUTO APRESENTAÇÃO MUSICAL Acessibilidade física: O Teatro Municipal de Santo André atende às obrigações de acessibilidade arquitetônica, é acessível a pessoas com deficiência, com rampas de acesso, áreas reservadas para cadeirantes e banheiros adaptados. Acessibilidade para PcD visual: audiodescrição Acessibilidade para PcD auditiva: intérprete de libras, legendagem em português Acessibilidade para PcD intelectual: não se aplica, os conteúdos são de fruição para todos os públicos.
Para atendimento ao Artigo 46 da IN 23/2025: As apresentações serão gratuitas para todos os públicos. Para atendimento ao Artigo 47 da IN 23/2025: PRODUTO APRESENTAÇÃO MUSICALIII - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;
O proponente será responsável pela coordenação geral do projeto, remunerado pela rubrica de mesma nomenclatura, e por toda a gestão do processo decisório do projeto. Possui aptidão comprovada na gestão administrativa, financeira e operacional. Coordenação geral: 3 TEMPOS PRODUÇÕES CULTURAIS/Gustavo ArianiGustavo Ariani é formado em Regência pela Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro e vem atuando nas áreas de música, educação e produção cultural há mais de 45 anos. Maestro, compositor e arranjador, realizou inúmeras criações para espetáculos de teatro adulto, infantil e séries de TV. Expandiu sua atuação no campo das artes cênicas, tendo dirigido e codirigido, cenicamente, óperas num dos mais importantes teatros do Brasil: Theatro Municipal do Rio de Janeiro. No campo da educação artística, é fundador e diretor da escola de formação de atores CAL – CASA DAS ARTES DE LARANJEIRAS, inaugurada em 1982. Como vice-presidente do INSTITUTO CAL DE ARTE E CULTURA fundou, em 2012, a FACULDADE CAL DE ARTES CÊNICAS. É diretor da empresa 3TEMPOS PRODUÇÕES CULTURAIS, onde consolida sua relação empreendedora nos campos da Arte e da Cultura, desenvolvendo inúmeros projetos e parcerias. É parceiro do EUROPEAN FILMPHILARMONIC INSTITUTE, na América Latina, por meio da LAFF – LATINO AMÉRICA FILME FILARMÔNICO que, desde 2008, desenvolve o projeto de filme-concerto, tendo sido o produtor responsável pela série MÚSICA & IMAGEM, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, assim como de outras realizações em cidades do Brasil e da América Latina. Coordenador Técnico: RAFAEL RADDIRafael Raddi tem Especialização em Gerenciamento de Exposições e Museus pela Universidade Técnica de Munique e pelo Instituto de Artes da Universidade de Harvard; Mestrado em História da Arte e Ciência Política pela Ludwig-Maximilians-Universität München (Tema: Patrocínio cultural nas áreas governamentais e privadas da União Europeia, por exemplo, na Alemanha). Cursos de Especialização em Organizações pela King’s College University of London; Administração de Museus pelo Kerschensteiner Kolleg – Deutsches Museum; Referendário na Comissão Parlamentar Alemã de Cultura e Mídia (CDU/CSU Fraktion). Foi Presidente do Instituto Plano Cultural em Brasília, DF - Brasil. Prestou consultoria a empresas em Harald Gescher Management – Beratung, Munique - Alemanha. Membro da Associação Alemã de Cientistas das Artes – Berlim; Consultor do Serviço Social da Indústria (SESI CNI) em Gestão da Cultura; Consultor da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA); Consultoria do Instituto de Artes da UNICAMP. Atuando principalmente nos seguintes temas: Patrocínio Cultural, Patrocínio na Europa, empresas de cultura, artistas plásticos, museus e artes patrocinadas, desenvolvimento e concepção de programas na área de Arte e Ciência voltados para Educação Ambiental e Concepção e planejamento estratégico na implementação de ações empresariais considerando padrões ESG. Maestro: MARCELO FALCÃOMarcelo Falcão é regente de orquestra e arranjador. Além do repertório tradicional, Marcelo Falcão é uma das principais referências no Brasil quando se trata de dirigir cine-concertos, uma prática que combina a magia do cinema com a força de uma orquestra sinfônica ao vivo. Dirige atualmente como regente convidado a Orquestra Sinfônica Nacional da UFF, a Orquestra Sinfônica do Theatro São Pedro – onde é desde 2023 diretor musical da série Cine São Pedro – além de ser atual maestro assistente da Orquestra Sinfônica de Santo André. Em 2025, fará a direção musical e regência da primeira “Mostra de Cinema Brasil-Alemanha” com a Orquestra do Theatro São Pedro, em parceria com a Cinemateca Brasileira e o Instituto Goethe. Marcelo Falcão é também desde 2025 diretor artístico da LAFF – Latino América Filme Filarmônico. Foi fundador e regente titular da Babylon Orchester Berlin, a orquestra residente no lendário cinema Babylon em Berlim. Dirigiu dezenas de apresentações de filme mudo com orquestra, apresentando clássicos como Metropolis, Nosferatu e Encouraçado Potemkin, entre outros, além da première estreia (?) alemã da versão restaurada do filme Novo Babylon, com música original de Shostakovich. Na Alemanha atuou no arranjo e recriação das trilhas originais de filmes como Nosferatu e Gabinete do Dr. Caligari. Realizou em parceria com o Theatro São Pedro o trabalho de pesquisa, restauração e da trilha original do filme Caiçara, de 1950, composta por Francisco Mignone, apresentando o mesmo em formato inédito ao público com orquestra ao vivo mais de 70 anos após o lançamento do filme. Participou do Taschenopern Festival de Salzburg, regendo a ópera “O Beijo” de Wolfgang Mitterer, onde trabalhou com membros do Schönberg Ensemble e Neue Vocalsolisten Stuttgart. Foi regente no Ateliê Contemporâneo em São Paulo, onde apresentou performances de Pierrot Lunaire, de Schoenberg em português, e estreou obras de compositores brasileiros. Regeu orquestras como a Orquestra Nacional da Rússia, Orquestra Filarmônica de Minas Gerais, Orquestra Nacional Filarmônica da Geórgia, Argovia Philharmonic, Orquestra Sinfônica da USP, Berlin Sinfonietta, Orquestra Jovem de São Petersburgo, MÀV Budapest Orchestra e grupos de música contemporânea, como o Divertimento Ensemble na Itália e Ensemble NAMES Salzburg. Ficou em segundo lugar no concurso internacional de regência de orquestra da Ópera de Baugé, na França e foi bolsista do Festival Internacional de Campos de Jordão. Foi também semifinalista na competição de regência de música moderna e contemporânea na Città di Brescia, na Itália. Marcelo Falcão iniciou sua carreira no Rio de Janeiro, onde estudou contrabaixo e composição na Universidade Federal do Rio de Janeiro. É bacharel em Musicologia e História da Arte pela Universidade Humboldt de Berlim. Especializou-se na regência de música moderna e contemporânea com Arturo Tamayo, na Suíça, Sandro Gorli, na Itália e com Peter Rundel, na Áustria. É mestre em regência orquestral pela Royal Welsh College of Music and Drama, onde concluiu seus estudos com mérito.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.