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A exposição O Pernambuco Cósmico de Suanê, prevista para abril a junho de 2026 no Museu do Estado de Pernambuco, propõe apresentar ao público a produção artística de Lúcia de Barros Carvalho, conhecida como Suanê, artista de destaque cuja obra carrega profundas raízes na cultura popular, indígena e sertaneja do Nordeste. A mostra reunirá cerca de 60 a 70 trabalhos de diferentes fases — pinturas, cerâmicas, tecidos, objetos e registros documentais —, proporcionando um panorama abrangente da trajetória de Suanê. A expografia buscará envolver o visitante em atmosferas sensoriais que evoquem os universos simbólicos e místicos presentes em sua arte. Com atividades de visita guiada com a curadoria, catálogo e recursos de acessibilidade, a exposição visa ampliar o acesso à obra de Suanê, promover reflexão sobre diversidade cultural e gênero na arte, e estimular o diálogo entre tradição e contemporaneidade. O projeto reforça o compromisso com a valorização da memória, da ancestralidade e da criatividade nordestina na cena artístico-cultural brasileira. Lúcia de Barros Carvalho, conhecida como Suanê, nasceu em 1922, no engenho Água Preta, situado no município homônimo, na Zona da Mata Sul de Pernambuco. Embora tenha vindo ao mundo em Água Preta, foi em Águas Belas, no sertão pernambucano, que viveu parte de sua infância e adolescência. Essa experiência foi decisiva para sua formação cultural e artística: foi em Águas Belas que Suanê estabeleceu contato profundo com o povo indígena Fulni-ô. A convivência com a cultura Fulni-ô deixou marcas permanentes em sua trajetória. Ainda jovem, recebeu o nome "Suanê" de um pajé da comunidade, uma identidade que adotou para si e que viria a ser sua assinatura artística. Desde cedo, Suanê revelou um olhar atento para o universo simbólico, popular e sagrado do Nordeste brasileiro. Sua obra é marcada por uma profunda ligação com a natureza, a religiosidade popular, as festas, o misticismo e os saberes ancestrais da sua terra natal. Em 1946, realizou sua primeira exposição individual na Galeria Itá, em São Paulo. Sua força criativa e a singularidade de sua linguagem lhe abriram portas no circuito artístico da época. No início da década de 1950, participou da histórica I Bienal Internacional de São Paulo, consolidando-se como uma das artistas nordestinas de maior destaque daquele período. Sua participação a colocou ao lado de nomes consagrados da arte brasileira como Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti, Graciano, Nóbrega e Alfredo Volpi, com quem manteve uma forte relação de amizade e troca artística. Mesmo mantendo uma postura discreta em relação ao mercado e à crítica de arte, Suanê conquistou reconhecimento internacional. Suas obras foram exibidas em eventos importantes, como a XXXII Bienal de Veneza, e em salões e exposições em cidades como Paris, Tóquio e Santiago. A artista transitava entre técnicas e materiais diversos — pintura, cerâmica, tecidos, objetos — sempre com a intenção de evocar a memória, o território e a espiritualidade de sua vivência. Sua produção é atravessada por uma forte conexão com a cultura popular, sem, no entanto, deixar de dialogar com uma estética contemporânea e universal. Suanê faleceu em 2020, deixando um legado artístico que só recentemente vem sendo plenamente resgatado e celebrado. Em 2024, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-USP) realizou a exposição O Pernambuco Cósmico de Suanê, reunindo 62 obras que percorrem toda a sua trajetória criativa. A mostra, com curadoria de Tálisson Melo, destacou a potência lírica, mítica e cultural da obra da artista, reafirmando seu lugar na história da arte brasileira. A história de Suanê é a história de uma mulher que, entre engenhos, sertões e cosmopolitismo, construiu uma arte de profunda originalidade. Seu trabalho permanece como um elo entre o regional e o universal, entre o popular e o erudito, oferecendo ao público uma visão sensível, mágica e eterna do Brasil profundo.
A obra de Suanê, nome artístico de Lúcia de Barros Carvalho, revela uma profunda conexão com as paisagens, o misticismo e as tradições simbólicas do Nordeste brasileiro. Inspirada pela convivência com o povo Fulni-ô em sua juventude, Suanê construiu uma produção marcada pela valorização da ancestralidade indígena, da cultura popular, da espiritualidade e das festas do interior pernambucano. Suas pinturas, cerâmicas, tecidos e objetos são permeados por cores vibrantes, formas orgânicas e símbolos que evocam a relação íntima entre natureza, memória e identidade. Ao transitar entre técnicas e suportes diversos, Suanê propõe um diálogo sensível entre o regional e o universal, oferecendo ao público uma visão mágica, lírica e eterna do Brasil profundo. Esta exposição é especialmente significativa por marcar a primeira vez, em toda a carreira de Suanê, que sua obra é apresentada em Pernambuco, seu estado natal. Apesar de sua projeção nacional e internacional ter garantido destaque em importantes mostras e instituições, como a Galeria Itá em São Paulo (onde realizou sua primeira exposição individual, em 1946), a histórica I Bienal Internacional de São Paulo (1951), e participações em cidades como Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, Suanê jamais teve uma exposição retrospectiva em solo pernambucano até este momento. No exterior, suas obras foram exibidas em eventos de grande prestígio, como a XXXII Bienal de Veneza, além de salões e exposições em Paris, Tóquio e Santiago — consolidando seu lugar entre os nomes mais originais e respeitados da arte brasileira do século XX. A mostra O Pernambuco Cósmico de Suanê é, portanto, um acontecimento inédito — um reencontro da artista com suas origens, e uma oportunidade única de o público pernambucano conhecer em profundidade a força, a poética e a relevância de sua produção artística, que permanece como elo vivo entre tradição, invenção e diversidade.
Objetivo GeralPromover o resgate, a valorização e a difusão da obra de Suanê, destacando sua relevância para a história da arte e da cultura pernambucana e brasileira, por meio de uma exposição abrangente e atividades integradas no Museu do Estado de Pernambuco.Objetivos EspecíficosApresentar ao público um panorama representativo da produção artística de Suanê, contemplando diferentes técnicas, suportes e fases de sua trajetória;Revelar as influências indígenas, africanas e sertanejas presentes em sua obra, promovendo a valorização da diversidade cultural do Nordeste;Estimular novas leituras sobre o papel das mulheres e artistas do Nordeste no cenário artístico nacional e internacional;Ampliar o acesso e o diálogo do público com a arte, por meio de visitas mediadas, atividades educativas e interativas, oficinas e debates;Contribuir para a formação de públicos diversos, incluindo estudantes, pesquisadores, artistas, coletivos culturais e comunidades tradicionais;Fortalecer a articulação entre instituições culturais, artistas, educadores e pesquisadores, incentivando intercâmbios e parcerias;Gerar materiais educativos e de divulgação acessíveis (catálogo, recursos de acessibilidade, conteúdos digitais), ampliando o alcance da exposição;Atualizar e enriquecer as narrativas museológicas pernambucanas, incluindo novas vozes, linguagens e olhares sobre o patrimônio cultural.
A proposta da exposição O Pernambuco Cósmico de Suanê no Museu do Estado de Pernambuco se fundamenta na necessidade de resgatar, valorizar e difundir a obra de uma das mais originais artistas pernambucanas do século XX. Lúcia de Barros Carvalho — Suanê — construiu, ao longo de sua trajetória, uma poética profundamente enraizada na cultura popular, nas religiões de matriz indígena e afro-brasileira, na paisagem e nas festas do Nordeste, sem nunca perder o diálogo com linguagens artísticas contemporâneas e universais. Apesar de seu reconhecimento em vida, inclusive com participações em eventos internacionais de prestígio, a produção de Suanê ainda é pouco conhecida do grande público de Pernambuco e do Brasil. O tempo e a distância do mercado artístico contribuíram para que sua obra fosse sub-representada nos acervos e narrativas da arte brasileira, sobretudo no contexto regional. Recentemente, iniciativas institucionais vêm resgatando sua contribuição, revelando o impacto e a potência de sua criação na formação do imaginário artístico nacional. A realização desta exposição no MEPE é, portanto, fundamental para: Reafirmar a importância histórica e estética de Suanê para a cultura pernambucana e brasileira;Promover o acesso democrático ao seu legado, em especial para novos públicos e gerações;Valorizar a diversidade de saberes, símbolos e matrizes culturais que compõem o Nordeste e que tanto inspiraram a artista;Contribuir para o equilíbrio de gênero e regionalidade nas narrativas dos museus e instituições culturais, incluindo e celebrando mais mulheres, artistas nordestinas e vozes indígenas;Estabelecer diálogos com temas atuais como ancestralidade, sustentabilidade, identidade e cosmologia, posicionando a obra de Suanê como referência para discussões contemporâneas sobre arte, cultura e sociedade.Ao levar O Pernambuco Cósmico de Suanê ao Museu do Estado de Pernambuco, buscamos não apenas celebrar uma trajetória artística singular, mas também propor novas formas de olhar para o passado, o presente e o futuro da criação cultural em nosso país. A exposição promoverá encontros entre diferentes públicos, saberes tradicionais e debates urgentes, ampliando o espaço do museu como lugar de memória, formação e transformação social.
Além das ações já detalhadas, é fundamental ressaltar que a exposição O Pernambuco Cósmico de Suanê representa uma oportunidade única e imperdível para o público pernambucano e nacional conhecer de perto a trajetória e o legado de uma das artistas mais originais do Brasil. Pela primeira vez, Suanê retorna, simbólica e afetivamente, à sua terra natal, permitindo que sua história seja finalmente celebrada e reconhecida onde tudo começou. Esse projeto não apenas encerra uma lacuna histórica significativa—afinal, é inadmissível que uma criadora de tamanha relevância cultural nunca tenha sido homenageada com uma mostra de tal proporção em Pernambuco—como também reafirma o compromisso genuíno do projeto com a inclusão e o respeito à diversidade. A presença ativa do povo Fulni-ô não é apenas um diferencial simbólico: é a prova viva do compromisso com a escuta, a cocriação e a valorização dos saberes ancestrais que moldaram a própria identidade artística de Suanê. Ao investir numa programação acessível, numa plataforma digital interativa e em oficinas gratuitas e inclusivas, a exposição rompe barreiras, democratiza o acesso e fortalece o sentimento de pertencimento. É um convite para o público fazer parte de um momento histórico, fortalecer laços comunitários e valorizar a dignidade e o protagonismo da cultura indígena—elementos sempre presentes na obra e na vida da artista. Ao documentar e compartilhar as experiências dos Fulni-ô e demais participantes, a proposta reforça sua coerência com práticas de preservação da memória e de responsabilidade social — um compromisso com as futuras gerações, com a verdade da história e com o reconhecimento das múltiplas vozes que compõem o Brasil profundo. Por tudo isso, apoiar e vivenciar essa exposição é reconhecer a importância de reparar histórias, promover encontros e assegurar que, finalmente, a arte de Suanê ocupe o espaço que merece no coração e na memória do povo pernambucano e do brasil.
Especificações Técnicas do ProdutoExposição O Pernambuco Cósmico de Suanê Número de obras expostas: 60 a 70 peças originais, incluindo pinturas, cerâmicas, tecidos, objetos e documentos.Espaço expositivo: Salas principais do Museu do Estado de Pernambuco, com ambientação sensorial e expografia acessível.Dimensões dos ambientes: Aproximadamente 500 m² de área expositiva, com circuitos sinalizados, rampas, elevadores e assentos para descanso.Equipamentos de suporte: Painéis, vitrines, recursos de iluminação dirigida e suportes para obras.Recursos de acessibilidade: Guias táteis no piso, audiodescrição das principais obras e ambientes, painéis e intérpretes de Libras nas visitas guiadas e material em fonte ampliada.Material educativo: Catálogo impresso, catálogo digital em PDF acessível.Conteúdo digital: Registro fotográfico e audiovisual integral da mostra, visitas guiadas, mini-documentários sobre a artista e o processo curatorial.Capacidade de público: Aproximadamente 700 visitantes por semana, com controle de fluxo para grupos escolares e visitas mediadas.Equipe técnica: Direção Geral, Curadoria, produção, gestão financeira, juridico, contador, adminstrativo, pintura, montagem e desmontagem, assistência de conservação, intérpretes de Libras, monitores, seguranças, limpeza e manutenção.Medidas de preservação: Climatização adequada, controle de luminosidade e sinalização de segurança.
O projeto O Pernambuco Cósmico de Suanê será realizado em um espaço já estruturado para acessibilidade física, pois o Museu do Estado de Pernambuco conta com rampas de acesso, banheiros adaptados, portas e corredores com dimensões adequadas, elevadores e assentos para descanso em pontos estratégicos ao longo da exposição, garantindo o conforto e a autonomia de pessoas com mobilidade reduzida, cadeirantes, idosos e gestantes. Além da acessibilidade física, o projeto contempla uma série de recursos para assegurar a acessibilidade de conteúdo a todos os visitantes: Serão oferecidos recursos de acessibilidade, como audiodescrição dos principais ambientes e obras, acessível por dispositivos de áudio ou aplicativo. Também haverá vídeos institucionais, de mediação e oficinas com interpretação em Libras (Língua Brasileira de Sinais), legendas descritivas em todas as mídias exibidas e roteiro para visita sensorial, que permitirá a exploração tátil de objetos e materiais adaptados, enriquecendo a experiência de pessoas com deficiência visual ou intelectual. A equipe de monitores será capacitada para atender diferentes necessidades dos públicos, promovendo uma visitação acolhedora, plural e inclusiva. O catálogo impresso e digital da exposição contará ainda com uma versão em PDF acessível. Dessa forma, o projeto reafirma o seu compromisso com o acesso universal, a democratização da cultura e a plena participação de todas as pessoas na experiência expositiva.
A democratização do acesso à exposição O Pernambuco Cósmico de Suanê será garantida por meio de múltiplas estratégias. O catálogo físico da exposição será distribuído gratuitamente para escolas públicas, bibliotecas, centros culturais e ONGs, priorizando instituições de Pernambuco e regiões do interior, enquanto exemplares também estarão disponíveis para venda a preço acessível na loja do museu e em versão digital gratuita para download no site do MEPE. Todos os conteúdos digitais produzidos — vídeos institucionais, mediações, oficinas e material educativo — serão disponibilizados online, de forma aberta e sem custo, ampliando o alcance da proposta para além do espaço físico do museu. Como forma de potencializar o envolvimento do público, estão previstas ações como ensaios abertos durante o processo de montagem da exposição, proporcionando aos visitantes a experiência de acompanhar de perto a preparação do evento e interagir com a equipe curatorial. Paralelamente, serão oferecidas oficinas gratuitas de cerâmica, pintura e práticas artísticas inspiradas na obra de Suanê, voltadas especialmente para estudantes de escolas públicas, coletivos culturais e comunidades tradicionais. As visitas guiadas contarão com a participação de pessoas de origem Fulni-ô, proporcionando um olhar autêntico sobre as influências indígenas presentes na trajetória da artista e promovendo o diálogo intercultural. A programação inclui ainda a transmissão ao vivo de mesas-redondas, ciclos de debates e visitas mediadas, promovendo o acesso remoto à discussão sobre cultura, arte e diversidade brasileira. Essas ações integram-se para garantir não apenas a ampla circulação dos produtos da proposta, mas também o envolvimento ativo, aberto e plural de múltiplos públicos em todo o processo expositivo, fortalecendo o compromisso com a inclusão, o respeito à diversidade e o direito à fruição cultural. Doação de uma (1) obra da fase mais recente da artista para o acervo do Museu do Estado de Pernambuco MEPE.
Direção Geral Will Albuquerque é especialista em produção cultural, captação de recursos, marketing, publicidade, gestão pública e relações governamentais, com forte atuação na elaboração de projetos culturais, curadoria e desenvolvimento no terceiro setor. Com uma trajetória consolidada em eventos de grande porte, participou da organização de festas populares como o São João de Caruaru e de Jaboatão dos Guararapes, além de festivais como o PE Music Festival. Idealizador e responsável pela criação de projetos como o Museu do Brega, Metamorfismo, Vozes do Sertão, Comida Ancestral – Cozinhando para Reis e Rainhas, Batucando Cultura – Vivência de Percussão de Tradições Populares, Forró Sensorial – Celebrando a Cultura, Abraçando a Inclusão, e a exposição Ombak – Uma Exposição Imersiva na Arte das Ondas. Também assina projetos de cunho esportivo, como o Campeonato de Futebol nas Comunidades, em parceria com o Ministério dos Esportes. Sua atuação ultrapassa a criação e execução de projetos culturais: [Seu Nome] também dissemina conhecimento sobre produção cultural e captação de recursos através de quadros de dicas exibidos na TV Pernambuco e na TV e Rádio ALEPE (Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco), incentivando novos produtores e fortalecendo o ecossistema cultural. Com experiência na gestão financeira e na aplicação de recursos públicos via a plataforma Transfere.gov, alia conhecimento técnico em captação ativa de recursos à expertise em estratégias de comunicação e live marketing, atendendo projetos culturais, esportivos e sociais de diferentes portes. Formado em Publicidade e Propaganda pela FAPE, é especialista em Comunicação, Publicidade e Marketing em Mídias Digitais (Anhanguera), possui MBA em Gestão Empresarial (Faculdade Maurício de Nassau), especialização em Gestão Pública Municipal pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB) e formação em Gestão Pública pela Anhanguera. Entre suas certificações internacionais, destacam-se os cursos de Sport Sponsorship: Let Them Play (Universidade Autônoma de Barcelona), Sports Marketing (Northwestern University), além das formações em Emprendimientos Creativos e Parcerias Público-Privadas para o Desenvolvimento, ambas promovidas pelo BID – Banco Interamericano de Desenvolvimento. Também possui especializações em Gestão de Públicos e Comunidades Culturais (Chile) e Comunicação em Museus pelo Ministério da Cultura da Argentina. Apaixonado pela cultura pernambucana e pela diversidade cultural brasileira, Will Albuquerque atua com o propósito de fortalecer o setor cultural e promover impacto social através da arte, da educação e da democratização do acesso à cultura. Curador Tálisson Melo é artista, curador e pesquisador. Desde 2022, realiza seu pós-doutorado no Instituto de Estudos Brasileiros da USP. É doutor em Sociologia e Antropologia pela UFRJ, com estágio de pesquisa na Yale University (EUA), e mestre em Artes, Cultura e Linguagens pela UFJF, onde também se graduou em Artes e Design. Durante a graduação, realizou intercâmbio na Universidad de Salamanca (Espanha), com ênfase em História e Teoria da Arte. Atualmente, atua como curador-pesquisador em diversos projetos: no acervo do Projeto Suanê; no Pivô Arte e Pesquisa, para a exposição To-Day September 2 de Mariana Castillo Deball; e na Galeria Superfície, onde desenvolve três iniciativas — a publicação A vanguarda poética de Pedro Escosteguy, a exposição de Neide Sá e a catalogação da coleção de arte conceitual. Entre seus principais projetos recentes como curador, destacam-se as exposições A casa flutuante (Galeria Eduardo Fernandes, 2023), Revelações (Galeria Marli Matsumoto, 2022), Calor Específico (25M Sala de Projetos, 2022), Retransformações de Gretta Sarfaty (Auroras, 2022), além da programação de lives Uma conversa sobre coisas que são muitas (2020-2022). Em 2016, curou a exposição Dessemelhança Construída (CCBM e Galeria Guaçuí), que originou o projeto Mesmo Sol Outro, selecionado pelo programa Rumos Itaú Cultural (2016-2018). É coautor do livro Fusca amarillo o la revolución de los sistemas (MicroutopiasPress, Montevidéu, 2023) e organizador do livro Só vida: arte, história e intermídia (EdUFJF, 2023). Ao longo de sua trajetória, atuou também como pesquisador e docente em instituições como a College of the Holy Cross (Massachusetts, 2020), Espacio de Arte Contemporáneo (Montevidéu, 2018), School of Art da Wits University (Joanesburgo, África do Sul, 2017), Espaço Saracvra e Centro Municipal de Arte Helio Oiticica (Rio de Janeiro, 2016), Museo de Arte Contemporáneo (Santiago do Chile, 2015) e Museu de Arte Murilo Mendes da UFJF (2013). Direção Artistica Fernanda Carvalho É formada em Comunicação Social pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), em São Paulo, e mestre em Artes Visuais (MFA - Master of Fine Arts) pelo Pratt Institute, em Nova York. Atua como diretora do Instituto Suanê, instituição dedicada à promoção e preservação da arte e cultura brasileiras. É sócia fundadora da Editora Noeses, reconhecida por seu compromisso com a publicação de obras de relevância intelectual e cultural, e co-fundadora da Clínica Comunitária Grei, iniciativa voltada para atenção em saúde mental. Com trajetória marcada pelo diálogo entre arte, educação e cidadania, Fernanda tem contribuído de forma significativa para a valorização da cultura, da literatura e do cuidado social no Brasil. Coordenação e Preservação do Acervo do Instituto Suanê Talita Desserie É pós graduada no curso de Museologia, Curadoria e Colecionismo (Belas Artes), cursou Bacharelado em História (Fundação Santos André), Assistente de Conservação Preventiva e Restauro de Papel e Fotografia (Senai Theobaldo de Nigris) e Oficina de Conservação e Restauro de Fotografia com Luiz Pavão (Lupa- Lisboa). Atua na coordenação e preservação do Instituto Suane desde a fundação do instituto em 2021 sendo proponente e coordenadora do projeto de exposição retrospectiva da artista Lucia Suane ocorrida em 2024 no Museu de Arte Contemporânea de São Paulo com apoio do edital ProAC No. 12/2023 DE APOIO ARTES VISUAIS . É gestora e conservadora responsável pela conservação preventiva, catalogação e restauro do Acervo Artístico Ivald Granato desde 2017 e do Projeto Fernando Zarif desde 2015. Trabalhou como restauradora de fotografia e papel no Ateliê Margot Crescenti de 2013 a 2016. Supervisionou o Projeto de Preservação e Digitalização do Acervo Fotográfico do Artista Ivald Granato contemplado pelo Edital Proac Expresso 28/2021. Atuou como técnica de Conservação no Projeto Fotografias do Jornal Última Hora. - Arquivo do Estado (2013-2015) e no Projeto de higienização e catalogação de acervo do conservatório dramático e musical de São Paulo (2012-2013). Coordenou o Projeto de Preservação e Higienização de Hemeroteca da Biblioteca Mário de Andrade (2012-2013) e foi assistente de acervo na Casa do Olhar Luiz Sacilotto - Prefeitura Municipal de Santo André (2011).
Projeto paralisado porque o proponente está INADIMPLENTE junto ao Ministério da Cultura.