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PRONAC 252585Expirado o prazo de captação totalMecenato

Curta-Metragem Café Viena

KORFF MULLER PRODUCOES LTDA
Solicitado
R$ 370,6 mil
Aprovado
R$ 370,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Prod. AV curta/média mtragem/Tv Edu Cult
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-04-28
Término
2026-04-28
Locais de realização (1)
São Paulo São Paulo

Resumo

Café Viena é um projeto de curta-metragem de ficção, com duração aproximada de 15 minutos, voltado para o público adulto com idade de 35 a 55 anos. Todo processo de criaça~o pressupo~e riscos, escolhas, perdas, movimentos, vida. Por outro lado, o medo paralisa, imobiliza, envelhece. E´ nessa encruzilhada que esta´ o protagonista de Cafe´ Viena. Mauro, um roteirista de trinta e tantos anos, se perde em meio a seus próprios devaneios na tentativa de escrever um novo filme sobre a passagem do tempo. Ele precisara´ entender que para viver de fato é necessário se desapegar do passado e se arriscar, frente as escolhas da página em branco. Esse projeto fala dos medos e aflições do cotidiano de uma geração que cresceu junto com a internet e as transformações tecnológicas das últimas décadas e enfrenta a velocidade dessas mudanças em seu processo de individuação e na busca por ser alguém num mundo cada vez mais exigente, competitivo, veloz e que busca o resultado imediato.

Sinopse

Mauro, um escritor atormentado por suas dúvidas e pelo medo de fracassar, vai até o Café Viena para encontrar com a Professora Alma Schemberg, em busca de inspiração para sua nova história. Enquanto espera, ele encontra com a intrigante Ângela, uma garçonete que parece conhecê-lo melhor do que ele mesmo. Contundo, ele recusa qualquer aproximação real, preso à medos e inseguranças. A conversa com a professora Alma o faz refletir sobre a percepção da passagem do tempo e suas implicações, e lhe dá alguma coisa em que pensar para seu novo roteiro. Quando resolve buscar por Ângela, percebe que tudo aquilo pode ter sido apenas mais um de seus devaneios. Ele tenta voltar a criar, mas não consegue, e continua voltando ao Café, na tentativa de encontra-la, mas ali só estão antigos personagens seus. Preso entre o real e o imaginário, sua busca por respostas chega a um ponto crucial após um novo encontro com a Professora Alma e sua companheira. Então, Mauro percebe que seu maior desafio não é apenas vencer a página em branco e terminar o roteiro, mas deixar para trás o passado e o significado do que deixou de viver, e se arriscar verdadeiramente no presente.

Objetivos

O projeto tem por objetivo a produção de curta-metragem de aproximadamente 15 minutos de duração e que vislumbra sua circulação tanto pelo circuito nacional, como internacional, de festivais; além de exibições gratuitas em escolas da rede pública do Estado de São Paulo ou espaços culturais de fácil acesso, com debate posterior com integrantes da equipe, numa forma de aumentar o debate sobre os temas levantados na trama. A produção buscará contratar uma equipe diversa, promovendo uma visão mais horizontal e complementar aos processos criativos, sendo também um elemento de inclusão e indução de políticas afirmativas.

Justificativa

Café Viena é fruto de algumas angústias passadas durante a pandemia que permaneceram nos anos seguintes. Cada um viveu à sua maneira esse momento de clausura em que sentimos os dias todos iguais: inventamos formas de fazer o tempo passar, revisitamos práticas cotidianas, adaptamos atividades, criamos fugas e projetamos futuros melhores pra nos livrar da sensação de estarmos presos. Foi assim que esse projeto e seu protagonista começaram a tomar forma, junto com algumas teorias sobre a passagem do tempo, trabalhadas pelo físico italiano Carlo Rovelli em seu livro A Ordem do Tempo. O trabalho do escritor pode ser muito frustrante, com horas de pesquisa, leituras, reescritas. E nem sempre se atinge o objetivo esperado, a crítica pretendida ou mesmo um possível sucesso - que quase sempre é uma miragem sem forma no horizonte. Essa jornada pode se transformar num mergulho em si mesmo; numa briga com seus medos e traumas; num eterno esforço de se abrir e se colocar nu frente à busca por entender a profundidade da (própria) alma humana. Além disso, há sempre a tal da folha em branco - a mais feroz das antagonistas. Assim, o processo criativo é um interessante gerador de conflitos em narrativas metalinguísticas, nas quais o artista-criador é muitas vezes o próprio protagonista, ou seu duplo, usado para escarafunchar melhor suas próprias questões. Exemplos disso são o escritor atormentado por seu bloqueio em Barton Fink dos Irmãos Coen, ou o protagonista de Adaptação, em que ele vive o pro´prio Charlie Kaufman - roteirista do filme. Seguindo essa tradição, chegamos a Mauro que busca escrever uma nova história, mas acaba revisitando seus personagens antigos. Seus medos com a página em branco, em não cumprir com o que se espera dele, em não ser bom o suficiente, o imobilizam e, fazem com que ele escape para um lugar seguro, onde não enfrenta os riscos da vida real. Essa fuga da realidade é algo muito presente na contemporaneidade, quando o cotidiano com suas mazelas climáticas, o medo de que o mundo acabe e a pressão de ser sempre o vencedor, empurra nossa geração (Millenialls) para uma outra realidade (seja em aplicativos ou gadgets), onde possamos controlar o presente e o futuro; onde possamos agir sem responsabilidades, criando nossa própria história e controlando nosso próprio tempo. Alguns exemplos de tramas que abordam essa fuga em sua trama ou em seus protagonistas são os longas O Homem que Copiava (Jorge Furtado); Meia Noite em Paris (Woody Allen); e mergulhando ainda mais a série Westworld. Nesse projeto, propomos um protagonista heterossexual deslocado do sempre-presente papel clássico, da dita masculinidade padrão, em uma jornada externa, de feitos heróicos. Mauro não tem traços de força, se não intelectuais, criativas. E mesmo essas estão em xeque. Ele acaba por abraçar suas falhas e enfrentar seus medos numa jornada de transformação interna - representada pela própria criação de seu novo filme - em que precisa deixar seu passado para trás, se reconectando com própria sua "verdade interior", para assim poder viver o presente e ter um futuro possível. Nesse sentindo, esse arco se aproxima do que Maureen Murdock traz em seu livro A Jornada da Heroína e nos afasta de uma narrativa clássica fundamentada na concepção de Campbell e Vogler. Há também outros deslocamentos importantes como a figura do mentor que é centrada na Professora Alma e, também, nas potências de conhecimento e de movimento - sempre ligadas à vitalidade - que falta à Mauro nas figuras femininas. Portanto, esse projeto se faz relevante à medida que transita entre medos comuns dos Millenials, dentro de uma narrativa metalinguística que traz o Amor e os afetos como elementos que dão sentindo ao Tempo e, que traz uma perspectiva sobre esse masculino (e feminino, por consequência) não idealizado e que busca uma reconexão consigo próprio como forma de se posicionar melhor frente ao desconhecido; frente ao futuro.

Especificação técnica

Estratégia de Produção Para viabilizar a produção do curta-metragem e todas as ações previstas, tanto na visão criativa, quanto em seu plano de distribuição, desenvolveremos uma estratégia de produção que parte das locações previstas no roteiro e também dos profissionais que já deram sua anuência ao projeto. O filme se passa em uma grande cidade do centro-sul do Brasil em que a arquitetura disforme de seu centro urbano se faz muito presente. As duas principais locações do filme são o Café - presente no título - e o apartamento de Mauro. Logo, a proposta é achar esse primeiro espaço em cidades como São Paulo - base da maioria dos profissionais mencionados - ou mesmo em outra grande metrópole brasileira do Sul ou Sudeste, porém que não tenham litoral, para que tenhamos um tom mais frio e distante em seu urbanismo, ou mesmo que tenha um choque entre décadas em sua arquitetura. Assim, também consideramos cidades como Curitiba, Porto Alegre ou mesmo Belo Horizonte. Também na mesma cidade poderemos achar a locação que servirá para o apartamento de Mauro - o mesmo de Ângela e também a sala de jantar da casa da Professora Alma. É importante que os espaços urbanos não denotem onde estamos, mas que possam imprimir que se trata de uma cidade latino-americana, com suas construções do século passado e com a sujeira característica dos maus tratos sofridos pelo descaso com esses grandes centros. A partir da produtora KM77, contamos com o produtor executivo (e diretor) Alexis Müller; o diretor de produção Arthur Pinheiro; a Assistente de Direção Isabela Liporoni; o Diretor de Fotografia Vini Bock; o músico Daniel Montes Ribeiro, os produtores de casting Alice Wolfenson e Neto Avena; o montador Tales Gremen; e a mixagem feita pela produtora Zanzar - todos parceiros de outros curtas metragens realizados pela KM77 e que formam uma equipe experimente já tendo realizado diversos conteúdos de entretenimento e publicidade. O projeto também conta com empresas parceiras de equipamento de câmera, iluminação e maquinária que já colocaram seus acervos à disposição da produção sem custos pelas locações – assim como sinalizado também no orçamento do projeto. Da mesma forma, buscaremos parceiros para alguns pontos mais críticos que são os efeitos, como a chuva e também as aplicações em pós ou nas filmagens (direção de arte) das imagens de Ângela na paisagem urbana, por exemplo. Perfil de público alvo/Classificação Indicativa: O público alvo do filme é de pessoas de 35 a 55 anos, das classes A, B e C, principalmente, no Brasil, mas também na América Latina e Europa, com interesse em filmes que abordem temas como relacionamentos, narrativas fantásticas, conceito de Física e sobre a passagem do tempo. Pensamos em alcançar esse público a partir de festivais e mostras de cinema de diferentes países, das regiões mencionadas, com foco em curtas-metragens de ficção; além de canais de tv a cabo, tv aberta e vídeo OnDemand. Estratégia de Distribuição Detalhamos nosso plano de distribuição em duas fases distintas, sendo a primeira focada na circulação do filme por festivais do Brasil e do Mundo; já a segunda, após a janela de festivais, é a distribuição via licenciamento para canais à cabo, de tv aberta e vídeo on demand. PRIMEIRA FASE || FESTIVAIS E SESSÃO ABERTA Nessa primeira fase, mapearemos os principais festivais de curta-metragem do Mundo, seus critérios de seleção e viés artístico. A partir disso, traçaremos uma estratégia de distribuição para a trajetória do filme pensado temas como ineditismo e também onde temos maiores possibilidades de entrar na programação, como festivais latino-americanos e de cinema de autor como os nacionais Kinoforum, Tiradentes, Brasília, CineBH para citar alguns e os festivais internacionais como Clermont Ferrand (o maior festival dedicado apenas a curtas-metragem), Berlin, Cannes, Locarno, Biarritz (focado no cinema latino), Havana, Mar Del Plata, Bogoshorts - um dos maiores festivais de curtas na América do Sul, realizado Bogotá e outros que seguem na mesma linha de nosso plano de ação. A duração desse primeiro momento é de aproximadamente doze a catorze meses a partir do filme pronto. Na sequencia dessa primeira etapa, aumentaremos a capilaridade da distribuição, estendendo os envios aos festivais regionais, locais e/ou de porte médio em que o ineditismo não seja fundamental, como o Festin em Lisboa, Seminci em Valladolid, FICViña em Viña del Mar, ou o Cine Taquary em Pernambuco e o Finos Filmes em São Paulo. Da mesma forma, no início dessa segunda etapa, pensamos em realizar as exibições abertas ao público relacionadas nas contrapartidas, contemplando a expectativa sobre os investimentos públicos no projeto. SEGUNDA FASE || CANAIS DE TV, VIDEO ON DEMAND (VOD) E OUTRAS EXIBIÇÕES Nesse segundo ciclo, iniciaremos o licenciamento junto aos principais canais de TV à cabo (exemplo: Canal Brasil e PrimeBox Brasil), players de VOD e canais de TV aberta. Buscaremos priorizar os canais com maior audiência e relevância, para depois licenciar aos demais. O filme poderá ser enviado para festivais ou mesmo exibidos em determinados eventos, continuando sua circulação respeitando as regras de licenciamento de cada canal mencionado acima. De acordo as possibilidades de ineditismo e das regras de licenciamento parceiros, o filme será disponibilizado de forma online e gratuita, assim chegando ao período final de nosso plano e estratégia de distribuição.

Acessibilidade

Para ampliar o acesso ao curta-metragem, objeto desse projeto, nossa proposta contempla ações de acessibilidade como legendagem, audiodescrição e libras aplicadas às cópias. As exibições que constam do plano de contra-partidas e democratização do acesso (presenciais ou online), contarão com tais recursos, assim como buscaremos espaços culturais de fácil acesso para as respectivas exibições.

Democratização do acesso

Após o período de circulação em Festivais, disponibilizaremos o filme de forma online e gratuíta, assim como buscaremos licenciar o conteúdo para canais de TV por assinatura e streamings de fácil acesso e sem custos para locação ou visionamento do conteúdo.

Ficha técnica

Roteirista e Diretor - Alexis Müller Diretor de Fotografia - Vinicius Bock Assistente de Direção - Isabella Liporoni Diretor de Produção - Arthur Pinheiro Atriz - Maria Eduarda Machado Produtora de Casting - Alice Wolfenson Diretor Musical - André Minnassian Montador - Tales Gremen Compositor (Trilha Sonora)- Daniel Montes Ribeiro Alexis Müller - Roteirista e Diretor Diretor e roteirista baseado em São Paulo, é graduado em Cinema pela FAAP, em Propaganda e Marketing pela ESPM, formado em Interpretação Dramática pela Oficina de Atores Nilton Travesso; além de ser pós-graduado em Roteiro também pela FAAP. Escreveu e dirigiu os curtas “Talvez o Vento Saiba seu Nome” (2024); “E o Resto é Silêncio” (2019) - prêmio de melhor diretor em curta-metragem no New Cinema - Lisbon Monthly Film Festival; “Tormenta” (2019) “Entre Nós” (2015) e “Mischa” (2015) - melhor Filme, fotografia e direção no The Kids Festival em Málaga (Espanha). Além disso, também desenvolveu e dirigiu a websérie exibida no Instagram “Diários da Quarentena” (2020) e conteúdos publicitários. Hoje, desenvolve o curta “Café Viena”; um longa metragem derivado do curta “Talvez o Vento Saiba seu Nome”, sobre uma personagem que busca da história de sua mãe biológica, uma desaparecida da Ditadura Chilena; e o longa “A Volta para Casa”, sobre uma argentina que volta a casa de sua família depois de anos fora. Vini Bock – Diretor de FotografiaFormado em Cinema pela Anhembi Morumbi, desde 2017 atua como diretor de fotografia, mesclando um tom mais naturalista ao seu olhar cinematográfico, que dialoga com sua formação diversificada. Em 2022, ele foi indicado ao prêmio de melhor fotografia pela Associação Brasileira de Cinematografia (ABC) com o clipe "Teletransportar", de Rafa Castro. Entre seus principais projetos estão o documentário "Mães do Brasil", para a Rede Globo, e comerciais para Nike, Google, Nivea, BetFair, entre outras. Isabella Liporoni - ADFormada em jornalismo, com passagem pelo curso de Direção de Atores na EICTV em Cuba, trabalha na indústria cinematográfica há mais de dez anos, com diferentes tipos de narrativas e formatos. Seus principais trabalhos são o longa Divaldo o Mensageiro da Paz (2018), a série Elize Matsunaga Era Uma Vez Um Crime(2020) e a 2ª temporada da série O Coro (2022). Ela e o diretor Alexis já trabalharam juntos em diferentes projetos e nos curtas O Resto é Silêncio (2019) e Tormenta (2019). Arthur Pinheiro – ProdutorFormado em Bacharel em Audiovisual pelo Centro Universitário SENAC, especialização em Produção Audiovisual pela Academia Internacional de Cinema. Trabalhando como produtor freelancer de filmes publicitários em grandes produtoras como: O2 Filmes, Conspiração, Bossa Nova, Fulano Filmes, Big Bonsai e outras. Ele e e o diretor Alexis já trabalharam juntos em diferentes projetos e nos curtas O Resto é Silêncio(2019) e em Tormenta (2019).

Providência

Periodo para captação de recursos encerrado.