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PRONAC 252619Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo – Formação de Dança

57.885.528 GISELIA SOUSA BOTELHO
Solicitado
R$ 643,3 mil
Aprovado
R$ 643,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Jequitinhonha
Início
2026-01-01
Término
2027-03-01
Locais de realização (3)
Araçuaí Minas GeraisJequitinhonha Minas GeraisRubim Minas Gerais

Resumo

O projeto "Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo _ Formação de Dança" visa oferecer uma formação gratuita em danças egípcias e danças tradicionais do Vale do Jequitinhonha, com duração de 12 meses, no município de Jequitinhonha, destinada a três turmas de 20 alunos cada, preferencialmente estudantes da rede pública e moradores do município. O projeto culminará em três apresentações, realizadas ao final de cada semestre. Haverá oferta de alimentação, transporte, figurinos para as apresentações, instrumentos para as aulas e estrutura adequada para a realização das atividades.

Sinopse

O projeto “Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo” contará com a realização de dois espetáculos, que deverão ocorrer semestralmente. Nessas apresentações, será mostrado ao público o conteúdo trabalhado ao longo dos meses. Os espetáculos de dança, cujas realizações estão previstas para as cidades de Jequitinhonha, Rubim e Araçuaí, vão promover um diálogo e um contato profundo entre as culturas do Vale do Jequitinhonha e do Egito, destacando a semelhança e a proximidade existentes entre hábitos, costumes, modos de viver e fazer artístico. Os festivais seguirão uma estrutura que intercala danças tradicionais egípcias e do Vale do Jequitinhonha, essas com trilha sonora de artistas locais. 1. (Egito) Dança Baladi: significa “minha terra” ou “meu povo” e remete às origens. Retrata pessoas simples que migraram para grandes cidades (como Cairo) em busca de melhores oportunidades, e que mantém o orgulho de onde vieram.1. (Jequitinhonha) Será utilizada a música de Ailton Botelho - Rubim - “Onde eu nasci, toda origem da minha família, costumes da vida na roça”. Retrata a saudade da vida interiorana.2. (Egito) Raqs — Al Ballas — Dança del cântaro (jarro) Fallahi: O ritmo aqui trabalhado remete ao costume (ainda hoje mantido em algumas regiões) de as mulheres buscarem água em grupo, com jarros nas cabeças. Remete também a outras atividades feitas às margens do rio, como trabalhar e lavar roupas.2. (Jequitinhonha): música “Mariá”: retrata o trabalho das lavadeiras do Vale do Jequitinhonha, que levavam roupas e bacias na cabeça para lavarem no rio. Nesses momentos era comum o hábito de cantar e dançar para passar o tempo. 3. (Egito) Said/ Tahitid: é uma arte marcial tradicional masculina do Egito que, como a capoeira, motivou o surgimento de uma dança. Essa dança é uma falsa luta iniciada pela música em que os homens se posicionam e mostram através da postura e acrobacias, sua força, atacando e desviando dos golpes de acordo com a música. Hoje mulheres, numa versão suave, também realizam esta dança, conhecida como Raqs Assaya – ou dança da bengala.3. (Jequitinhonha) Dança da peneira: aqui, a peneira é utilizada como instrumento coreográfico devido ao seu uso doméstico. Utiliza-se roupas de chita típicas do Vale do Jequitinhonha.4. (Egito) Fallahi: tem origem no interior, com fazendeiros egípcios de natureza simples. Remete à colheita, ao uso do pandeiro e à alegria.4. (Jequitinhonha): Retrata os produtores rurais do Vale do Jequitinhonha que vão semanalmente vender seus produtos no mercado. Esse se torna um momento de união, encontro e alegria.5. (Egito): Entrada do Cavalo Árabe com a bailarina.5. (Jequitinhonha) Dança do Boi Janeiro: Sempre em janeiro, o “Boi” sai nas ruas com dança e cantos, desejando um ano feliz e parando para dançar em frente às casas para os moradores. 6. (Egito): Dança da entrada do Faraó, reverenciado junto de sua comitiva.6. (Jequitinhonha): conta a história do povo do Jequitinhonha, sua opressão política e injustiça social. Onhas: significa peixe. Jequi: é aquele instrumento em forma de funil que os pescadores usam. 7. (Egito): Dança do baixo Egito - Mambouty - A dança dos pescadores: Resistência e luta do povo egípcio contra a tomada do canal de Suez pelos ingleses. Retrata o mar e suas redes. É a resistência de um povo pelo seu país. Trabalhadores do porto utilizam palmas, colheres, panelas e daffs para acompanhar e dançar as canções daquela região.7. (Jequitinhonha): Dança do baixo Jequitinhonha – A dança do rio: retrata a vida do povo do Jequitinhonha e sua relação afetiva com o rio. O rio é a vida do povo, para diversas atividades, que envolvem trabalho, sobrevivência, artesanato e diversão. Evoca a arte do barro e a riqueza cultural do Jequitinhonha.8. (Egito): Malea Laff– Dança do lenço enrolado: Faz referência à comida do Egito, o charuto, enrolado em folha da parreira.8. (Jequitinhonha): “Catira da comida mineira”: A catira está presente no Vale do Jequitinhonha com danças e batidas dos pés e palmas marcando a música. E retrata a comida típica: pão de queijo, feijão tropeiro, frango com quiabo e outros.9. (Egito): Dança Religiosa - Festival Abydos: O acompanhamento musical era feito por sistro (instrumento de percussão), flauta e tambor. As mulheres sacerdotisas dançavam, mas posteriormente mostram batedores de palmas marcando o ritmo para um grupo de dançarinos.9. (Jequitinhonha) Dança Religiosa- Dança de Yemanjá e Negros Escravizados Ancestrais: Dança de matriz africana onde a Dona Maria de Carlindo desenvolvia seus trabalhos de oferendas e de cunho espiritual. A apresentação terá seu filho no atabaque e cantando músicas do terreiro onde aprendeu desde sua infância.10. Final - Todos dançam e chamam o público a participar. Encerra com a Dança da jibóia. A serpente que no Egito representa a coluna vertebral e significa a vida espiritual. A dança vai serpenteando e chamando o povo para aderir, e todos dançam e alegram suas vidas e seu espírito. Levando luz divina a todo povo, não importando sua nacionalidade. É uma dança milenar do Jequitinhonha.

Objetivos

Objetivo geral O objetivo geral do projeto é criar uma formação gratuita em danças egípcias e danças tradicionais do Vale do Jequitinhonha na cidade de Jequitinhonha, destinada a até 60 alunos das escolas públicas do município, e realizar apresentações nessa localidade e em outras duas cidades próximas. Objetivos específicos • Ofertar 12 (doze) meses de aulas de dança, a serem realizadas duas vezes na semana; • Atender, através das aulas, o número de até 60 (sessenta) alunos, preferencialmente vindos de escolas públicas do município; • Fornecer explicação das danças a serem ensinadas, explicando sua história, como surgiram e os movimentos que causam no corpo, trabalhando a respiração, a postura e a destreza de cada aluno; • Ministrar aulas teóricas onde serão abordadas também a cultura de cada povo citado - do Egito e do Vale doJequitinhonha- sua alimentação, hábitos e modo de viver. Serão transmitidas as semelhanças nos costumes e nas danças entre um vale e outro; • Realizar 6 (seis) apresentações de dança que mostrem o conteúdo aprendido, sendo 3 (três) executadas ao final do primeiro semestre e 3 (três) ao final do segundo semestre; • Contratar transporte destinado às apresentações de dança nas cidades propostas; • Adquirir figurinos característicos da dança para todos os alunos matriculados; • Fornecer instrumentos de dança necessários às aulas para todos os alunos; • Destinar recursos econômicos para a melhoria da estrutura do espaço em que as aulas serão realizadas; • Fornecer alimentação para todos os alunos, buscando servir pratos que representem a cultura local, típicos de cadaregião trabalhada (Egito e Vale do Jequitinhonha).

Justificativa

O projeto "Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo _ Formação de Dança" visa democratizar o acesso à formação cultural e artística no município de Jequitinhonha, oferecendo gratuitamente aulas de dança a até 60 alunos, prioritariamente estudantes da rede pública e moradores locais, culminando na realização de apresentações públicas. Para sua viabilização, propõe-se a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, instituído pelo artigo 2º, inciso III da Lei Federal nº 8.313/91 (Lei Rouanet), que prevê o incentivo à execução de projetos culturais voltados à exibição, utilização e circulação públicas dos bens culturais deles resultantes. O projeto atende aos objetivos expressos no Artigo 1º da Lei, especialmente nos incisos: I _ contribuir para facilitar a todos os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais; III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. Adicionalmente, o projeto cumpre o que determina o Artigo 3º, enquadrando-se nos seguintes objetivos: I _ incentivo à formação artística e cultural mediante a instalação e manutenção de cursos culturais destinados à formação e especialização de alunos; A formação gratuita em dança, a oferta de infraestrutura adequada (alimentação, transporte, figurinos e instrumentos), e as apresentações públicas abertas à comunidade garantirão o cumprimento da finalidade pública exigida pela legislação. Assim, o apoio através da Lei Rouanet é essencial para viabilizar o projeto, assegurar a inclusão sociocultural e fortalecer a produção artística regional no Vale do Jequitinhonha.

Especificação técnica

Resultado Cênico da Oficina Cultural (em desenvolvimento)Resumo: Produto final artístico resultante do processo formativo da oficinal cultural que será construído ao longo do projeto com a participação ativa dos alunos. O conteúdo e a forma da apresentação serão definidos de modo colaborativo, a partir das práticas desenvolvidas nas aulas, culminando em apresentações no final de cada semestre.Classificação indicativa: LivreLinguagem: Multilinguagem, com abordagem introdutória e experimentalFormato: A definir conforme o desenvolvimento dos alunosAcessibilidade: Ações de acessibilidade serão previstas conforme o formato fina Projeto pedagógico A proposta das aulas de dança, para alunos da rede pública de ensino, é uma prática pedagógica valiosa que contribui para o desenvolvimento integral dos estudantes, tanto no âmbito físico como no emocional e social. Ela promove a criatividade, a expressão deemoções e a consciência corporal, além de auxiliar no processo de aprendizagem de outras disciplinas. Serão ministradas aulas com explicação das danças, sua história, como surgiram e os movimentos no corpo. Serão realizados de forma consciente, onde será trabalhada a respiração, a postura e a destreza de cada aluno. Além das aulas práticas, serão ministradas aulas teóricas onde será trabalhada também a cultura local de cada povo citado — no caso deste projeto, do Egito e do Vale do Jequitinhonha — sua alimentação, hábitos e modo de viver. Serão transmitidas as semelhanças nos costumes e nas danças entre um vale e outro.

Acessibilidade

O projeto “Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo – Formação de Dança” busca trazer elementos fundamentais para garantir uma maior acessibilidade, sendo possível destinar-se a um amplo público, desde a execução das aulas até os eventos e espetáculos.Será garantido, no espaço físico, a presença de rampas adaptadas e banheiros adaptados, que tornem o ambiente facilmente acessível para portadores de deficiência motora ou locomoção reduzida.Nos espetáculos de dança será garantida a presença de um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais), visando tornar a experiência acessível às pessoas surdas.Ainda, nas apresentações de dança haverá a garantia de rampas e banheiros adaptados, possibilitando a acessibilidade e a segurança para todos os participantes, sejam alunos ou parte do público.Haverá, por fim, uma extensa divulgação das condições essenciais de acessibilidade, buscando atingir um público numeroso e fazendo ser conhecida a condição inclusiva dos eventos.

Democratização do acesso

O projeto "Desbravando os Vales: do Jequitinhonha ao Nilo – Formação de Dança" está plenamente alinhado ao princípio da democratização do acesso à cultura, oferecendo atividades gratuitas e abertas à população. A democratização será garantida por meio das seguintes ações: Curso de formação gratuita: Serão ofertadas aulas de dança ao longo de 12 meses, em turmas destinadas preferencialmente a estudantes da rede pública e moradores do município de Jequitinhonha, promovendo o acesso à formação artística de qualidade. Apresentações públicas gratuitas: Ao final de cada semestre, os alunos realizarão apresentações abertas ao público, promovendo o acesso da comunidade local e de municípios vizinhos aos resultados artísticos do projeto. Ensaios abertos: Durante o período formativo, serão realizados ensaios abertos, permitindo que a população acompanhe o processo artístico e pedagógico dos alunos, fortalecendo o diálogo, a integração social e o vínculo comunitário. Acessibilidade: O projeto garantirá acessibilidade por meio da disponibilização de intérprete de Libras nas apresentações públicas, uso de linguagem simples nos materiais de divulgação e comunicação com o público, bem como a adequação dos espaços com banheiros adaptados para pessoas com deficiência, visando a inclusão de todos os públicos. Divulgação: As atividades serão amplamente divulgadas por meio de redes sociais, rádios locais, cartazes, panfletos e parcerias com escolas e instituições culturais, assegurando que toda a comunidade tenha conhecimento e acesso às ações do projeto.Todas essas medidas serão amplamente divulgadas nos canais de comunicação do projeto, garantindo que o público tenha conhecimento prévio das condições de acessibilidade e que ninguém deixe de participar por falta de informação.

Ficha técnica

João Vitor Figueiredo Neves – Diretor Geral / Produtor CulturalAtor, narrador e diretor com 10 anos de experiência. Fundador da AR Cultural. Atuou no Grupo de Contadores de Estórias Miguilim (2015–2022), dirigido por Dôra Guimarães. Apresentou trabalhos na Faculdade de Sorbonne (Paris) em parceria com a UNB e no Museu da Língua Portuguesa (SP), com foco na obra de Guimarães Rosa. Davy Gea – Cenógrafo e FigurinistaProdutor da Ar Cultural, cenógrafo, figurinista e diretor de arte em espetáculos como Baque, Memorada (Palácio das Artes/UFMG) e Juízo (Palácio das Artes). Responsável pela cenografia e figurino das apresentações. Raphaela de Souza Marcial – Redatora e DesignerGraduanda em Letras pela UFMG, roteirista e produtora da AR Cultural. Atua com a obra de Guimarães Rosa há mais de 8 anos. Responsável pela criação dos texto e criação do material de divulgação do projeto. Giselia Souza Botelho - Professora de Dança Possui mais de 30 anos de experiência na dança, especializou-se na dança do ventre e, em 1994, apresentou-se no Egito, onde recebeu o apelido de "Latifa", fortalecendo sua conexão com a cultura árabe. Responsável pela ministração das aulas de dança do ventre. Jefferson Wagner Salomão Cantor e compositor com forte atuação no Vale do Jequitinhonha. Desde 2013 participa de festivais e, a partir de 2021, passou a lançar suas composições nas plataformas digitais. Com influências da MPB e da música regional, possui um repertório autoral com cerca de 25 músicas. Ailton Pereira Botelho Em 1996, foi reconhecido pela Secretaria de Cultura de Ouro Preto como um dos grandes intérpretes de Luiz Gonzaga,participando dos principais eventos da cidade. Nos anos 2000, aprofundou sua dedicação ao ensino ao ingressar na universidade em Ouro Preto, na área de música e musicalização infantil. Em 2010, veio um dos reconhecimentos mais marcantes de sua trajetória: no Festival de Primavera da PUC Minas foi premiado com o segundo lugar.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.