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O presente projeto visa desenvolver a circulação da exposição "Orixás", individual do artista visual Eury Moreira.
A exposição "Orixás" de Eury Moreira, no Centro Cultural dos Correios, mergulhará nas divindades da cultura iorubá, representando as forças da natureza. Composta pela representação de 15 dos orixás, a mostra destaca a meticulosa construção de vestimentas e assemblages do artista, que capturam a essência de cada energia divina. A ambientação cenográfica recria o ambiente de adoração, incorporando elementos como plantas e ervas. Além do impacto visual, a exposição visa difundir informação acerca dessa cultura, oferecendo um plano educativo com contação de histórias e visitas mediadas. Com a meta de atrair 30 mil visitantes, a mostra não apenas celebra a herança cultural dos orixás, trazida ao Brasil pelos povos escravizados, mas também busca engajar ao menos 300 pessoas em tais propostas educativas. Uma oportunidade única de explorar a rica mitologia iorubá por meio da expressão artística contemporânea.
Objetivo geral: Desenvolver a circulação da exposição "Orixás", individual de Eury Moreira no Centro Cultural dos Correios, na cidade do Rio de Janeiro. Os orixás são divindades da cultura iorubá, oriunda da África Ocidental, onde atualmente é a Nigéria. Eles representam as forças da natureza, e são responsáveis por dimensões da vida em sociedade e da condição humana. Sob o comando de Olorum, o "Ser Supremo", os orixás têm a incubência de governar o mundo. Na cultura iorubá tradicional, existem centenas deles, cada um representando um microcosmos da natureza local. Essa cosmologia chegou até o Brasil através dos africanos escravizados durante o período colonial, e com essa imigração compulsória, algumas representações deixaram de fazer sentido por estarem intrinsecamente relacionadas ao território. Na África existem, por exemplo, vários orixás que deixaram de ser cultuados no Brasil porque mimetizam rios locais, enquanto que aqui a orixá Oxum recebeu a atribuição de ser a responsável pela água doce como um todo. Assim, alguns orixás foram descolados do panteão cultuado em terras americanas, permanecendo no Brasil cerca de duas dezenas.Essa organização e registro mitológico aconteceu de forma oralizada, gerando diversas narrativas complementares, que forjaram as características de cada um dos orixás. Tal construção permaneceu de forma oralizada até os anos 60, quando ocorreu um aumento das publicações por pesquisadores e sacerdotes sobre os mitos e a ritualística dos orixás, movimento impulsionado pela adesão de camadas sociais com mais escolaridade às religiões de matrizes africanas, associando assim, a cultura iorubá à palavra escrita. Encontraram nos mitos então, as explicações das práticas ritualísticas e concepções religiosas, que estão repletas de conexões com os signos presentes nos objetos, cantigas e indumentárias de cada orixá. Eury Moreira então conecta-se com esse saber secular ao representar tais forças da natureza em suas obras, seja com a delicada e detalhista construção de vestimentas, ou assemblages que representam os adês (indumentárias de cabeça) dos orixás. A exposição é composta por uma ambientação cenográfica, contando com o chão, plantas, mobiliário, e ervas que tentam recriar o ambiente de adoração desses deuses, a partir da dita cultura. Serão apresentados 15 orixás, a partir de suas vestimentas, assentamentos, e assemblages que representam cada energia. Além disso, a mostra contará com uma instalação em homenagem a Exu, o orixá mensageiro e guardião do panteão. Para a mosta, foi desenvolvido um plano educativo visando a acessibilidade comunicacional: estarão disponíveis QR Codes em cada obra que conduzirão o visitante através de um audioguia no qual o próprio artista irá explicar sobre o processo criativo e o significado das obras. Também visando a acolhida dos públicos, monitores atuarão na exposição para sanar dúvidas e curiosidades dos visitantes e fazer mediação cultural. Aos sábados, serão oferecidas gratuitamente contações de história dos orixás pela educadora Talita Emrich. Seu plano pedagógico inclui a manipulação de bonecos confeccionados por ela por meio da técnica japonesa amigurumi, feitos de crochê. Esses bonecos são as representações dos orixás e por meio da pesquisa científica do professor Dr. Reginaldo Prandi, a contadora selecionará mitos e apresentará de forma lúdica tanto para crianças quanto para adultos. Assim, o projeto possuirá um completo plano educativo, composto por contação de histórias, visitas mediadas, audioguia e ainda audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão. Aliado a um plano de comunicação indicado a seguir, pretende-se atingir um público de 30 mil visitantes na exposição, e 300 pessoas atingidas pelas propostas educativas. Objetivos específicos: 1- Realizar a exposição "Orixás" no Centro Cultural dos Correios, no Rio de Janeiro. A exposição ficará disponível para visitação gratuita durante 1 mês e meio, aberta de terça a sábado; 2- Realizar 16 contações de histórias dos orixás; 3- Atingir a marca de público de 30.000 visitantes;
O projeto visa a utilização da lei de incentivo à cultura pois enquadra-se no inciso VI, V e VIII do artigo 1º da lei 8313/1991, que sanciona a proteção das expressões culturais responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional, a salvaguarda dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira e o estímulo à produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Podemos citar, no âmbito da educação, a lei 10.639, de 2003, baseada na necessidade do ensino da história da África e dos Africanos, a luta dos negros no Brasil, a cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, resgatando a contribuição do povo negro nas áreas social, econômica e política pertinentes à História do Brasil. Se hoje, após já alargarmos ligeiramente as discussões e vieses históricos, ainda é necessário avançar nos estudos e pesquisas decoloniais para ampliar as narrativas para o grande público, de uma forma acessível e democrática. Nesse sentido, o projeto almeja contribuir com a valorização da cultura negra brasileira resgatando a contribuição do povo negro na história do Brasil, indo de encontro com a lei 10.639 de 2003, citada acima. Sua temática versa a clarificação acerca da importância da cultura iorubá, tradicional cultura de origem nigeriana, na África Ocidental, que foi trazido ao Brasil pelos negros escravizados. Suas crenças em divindades oriundas das forças da natureza, nomeadas de orixás, demonstra a profunda conexão daqueles povos com o seu entorno, desenvolvendo seus costumes e preceitos acerca de uma relação de respeito com a natureza à sua volta. Com o processo de colonização, esses povos se viram obrigados a esquecer suas origens, sendo evangelizados. Assim, ocorreu o sincretismo dos orixás com os santos cristãos, visando a preservação da vida e dos costumes desses povos. Esse sincretismo está fortemente enraizado nos costumes brasileiros até hoje, desde atos como o uso de branco nas festividades do ano novo, o uso de plantas para fins espirituais, ou até mesmo, proteção da casa.
As passagens de ônibus previstas no projeto serão utilizadas da seguinte forma: Etapa de pré-produção - visita técnica 3 trechos: São Paulo - Rio de Janeiro 3 trechos: Rio de Janeiro - São Paulo Beneficiários: Artista, Coordenadora do projeto, produtora. Etapa de produção - montagem da exposição 4 trechos: São Paulo - Rio de Janeiro 4 trechos: Rio de Janeiro - São Paulo Beneficiários: Artista, Coordenadora do projeto, produtora e curadora. Etapa de produção - entrevistas com imprensa local 1 trechos: São Paulo - Rio de Janeiro 1 trechos: Rio de Janeiro - São Paulo Beneficiário: Artista Etapa de produção - desmontagem da exposição 3 trechos: São Paulo - Rio de Janeiro 3 trechos: Rio de Janeiro - São Paulo Beneficiários: Artista, Coordenadora do projeto, produtora
Exposição de artes visuais 2 meses de duração Cidade: Rio de Janeiro
Conforme legislação vigente, parte do valor captado será utilizado em prol da ampliação da acessibilidade do projeto, nos âmbitos comunicacional, físico e atitudinal. Em relação ao âmbito comunicacional, a exposição oferecerá áudio-guias com descrição das obras, além de obras táteis em menor formato, representando as vestimentas completas de orixá para os não videntes. Além disso, os textos da exposição serão revisados a partir da premissa de escrita facilitada, visando o entendimento de todos os públicos, sejam eles com maior ou menor formação formal. Já no quesito atitudinal, a mostra contará com monitoria para o público, acompanhando o percurso expositivo, e explicando sobre o conceito das obras e da exposição. Também ofereceremos uma oficina para os funcionários da instituição, trazendo-os para o universo da cosmologia retratada. No que tange a acessibilidade física, o espaço é preparado para receber pessoas com mobilidade reduzida.
Todos os produtos serão distribuídos de forma gratuita, assegurando a democratização do acesso através dos limites e formas de distribuição da Instrução Normativa de 2025.
Paradoxa Gestão Cultural é uma produtora da região metropolitana de São Paulo, fundada por Vitória Pecora e Leticia Suárez Victor. Destacando-se no desenvolvimento e produção de projetos para editais. Realizaram via recursos de editais públicos para publicação de livros, institucionalização de obras de arte, mapeamento de patrimônio cultural, exposições, manutenções de espaços culturais. Vitória Pecora possui experiência no mercado de artes visuais e audiovisual. Foi gestora da OMA Galeria, e produziu diversos projetos, como no CCBB, Caixa Cultural, MAR - RJ, Museu Nacional de Belas Artes e Centro Cultural dos Correios. Também coordenou ações em instituições como a Pinacoteca de SBC e o Ateliê Casa Sete. Já produziu mais de 100 exposições, eventos e projetos. Letícia Suárez Victor (COREM 4R 429 II) é historiadora (USP e Sorbonne - Paris IV). Possui mestrado em Museologia (USP), com atuação em instituições de Museus da Imigração de São Paulo e de Paris. Sua experiência também se estende a projetos educativos em equipamentos culturais, incluindo o Museu do Ipiranga - SP, OMA Galeria e Nano Art Market, e em espaços independentes, como o Ateliê Casa Sete. O artista Eury Moreira realizou a exposição proposta neste projeto. Vale salientar que a mostra recebeu mais de 22 mil visitantes e foi realizada sem fomento direto, com eximia apresentação, tanto do ponto do projeto expográfico quanto da elaboração artística. A curadora da exposição, Ana Carolina Ralston, é pesquisadora e curadora de arte. É mestra em jornalismo cultural pela Columbia New York University na Espanha e pós-graduada em arte, crítica e curadoria pela PUC-SP. Atualmente, dedica-se à pesquisa sobre arte natureza e a relação entre o universo ambiental e tecnológico. Ralston organiza textos e projetos para instituições, entre elas Pavilhão da Bienal, MIS-SP, Centro Cultural Correios, MuBA, Praça das Artes e Biblioteca Mário de Andrade. Foi curadora adjunta do museu FAMA, onde assinou exposições de Louise Bourgeois, Arthur Bispo do Rosário entre outras. Também foi diretora artística da Galeria Kogan Amaro, com unidades em São Paulo e Zurique, onde apresentou dezenas de exposições, além de criar o núcleo de jovens artistas. Tatita Emrich Gomes é professora, artesã e contadora de histórias. É formada em Letras - Literatura pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro e mestranda em Língua Portuguesa (na área de Ensino da Língua Portuguesa) pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Tem formação complementar em Curso de Contação de Histórias pelo Instituto Rio de Histórias da ONG Viva e Deixe Viver (2017), na Oficina Contando Histórias para Bebês por Giovana Olivieri (2017) e no Curso livre de Teatro no Núcleo de Teatro da Ilha do Governador (2014 a 2018). Entre suas experiências destaca-se como contadora de Histórias dos Orixás em eventos particulares e culturais e em escolas municipais do Rio de Janeiro desde 2022. Ações de caráter educativo, que buscam combater a intolerância religiosa no meio escolar através da contação de histórias, apresentação da cultura e todas de conversa com os estudantes. Também éinfluenciadora digital no perfil @fiapodeouro, desde 2021, por meio do qual leva às redes sociais o debate sobre o preconceito religioso direcionado às religiões de matriz africana. Com viés educativo e não catequizador, o conteúdo visa desmistificar as informações falsas e/ou difamadoras sobre o aspecto religioso da cultura afrobrasileira. Atuou como recreadora infantil na Cáritas do Rio de Janeiro fazendo recreação e contações de histórias para crianças refugiadas (0 a 11 anos) assistidas pela Instituição do Terceiro Setor Cáritas RJ. (2017) e foi voluntátia na ONG Saúde Criança, também como contadora de histórias para pacientes pediátricos (02 a 11 anos) do Hospital Municipal Nossa Senhora do Loreto.(2018).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.