| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 00000000000191 | BANCO DO BRASIL SA | 1900-01-01 | R$ 413,0 mil |
"Las Choronas _ Espetáculo Teatral" é um projeto aprovado pelo Edital de Patrocínio do CCBB _ Banco do Brasil 2023_2025. A proposta consiste na criação e montagem de um espetáculo teatral de aproximadamente 60 minutos. A montagem mescla teatro de bonecos, dança, música e a Língua Brasileira de Sinais (Libras), promovendo uma experiência cênica sensorial e inclusiva. A estreia está prevista para o mês de novembro de 2025 no CCBB de Belo Horizonte, com temporada em 2026 no CCBB de São Paulo e no CCBB do Rio de Janeiro, totalizando 65 apresentações presenciais. O projeto inclui bate-papo com o público.
"Las Choronas – Espetáculo Teatral" é uma criação cênica original que parte da expansão da cena curta homônima apresentada no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto em 2022, onde foi a mais votada pelo público. A peça propõe uma experiência sensorial e acessível que integra teatro de bonecos, dança, música, audiovisual, bufonaria e a Língua Brasileira de Sinais (Libras), concebida como linguagem dramatúrgica central e não como recurso de tradução. A montagem é conduzida por uma criação coletiva entre artistas de diferentes coletivos teatrais de Belo Horizonte, com destaque para a presença do intérprete-bailarino em cena, que atua de forma integrada ao elenco, ao invés de lateralizado, como ocorre em produções mais convencionais. O espetáculo é pensado para atingir tanto o público surdo quanto o ouvinte, explorando as potências expressivas da Libras como gesto coreográfico e signo visual. A dramaturgia da obra será construída ao longo do processo, a partir de improvisações dirigidas, cenas físicas, partituras gestuais, fragmentos poéticos, fábulas de matriz africana e referências cinematográficas e literárias como Mulholland Drive, de David Lynch, e Esperando Godot, de Samuel Beckett. A narrativa flerta com o surrealismo e o absurdo, explorando temas como silêncio, identidade, marginalidade e a busca por sentido em um mundo em colapso. No palco, atrizes e atores manipulam bonecos e são também manipulados por eles, num jogo visual que desafia a hierarquia entre humano e objeto, entre som e gesto, entre ouvir e ver. O espetáculo aposta na quebra de paradigmas da cena tradicional, oferecendo ao público um teatro inclusivo, visualmente potente e aberto à experimentação. Há momentos em que apenas pessoas que dominam Libras compreenderão o que está sendo comunicado em cena — recurso que reverte o modelo dominante da acessibilidade, tornando o espectador ouvinte aquele que, por vezes, precisa "adivinhar" o conteúdo, experienciando o deslocamento sensorial muitas vezes vivido por pessoas surdas. A obra será apresentada em 65 sessões presenciais e, divididas em temporadas no CCBB-BH (novembro de 2025), CCBB São Paulo e CCBB-RIO (primeiro semestre de 2026). A cenografia será modular e adaptável aos espaços dos CCBBs, e os figurinos, adereços e trilha sonora original serão desenvolvidos durante o processo criativo, compondo a identidade estética da obra.Classificação Indicativa EtáriaA classificação indicativa do espetáculo 12 anos, especialmente devido à complexidade poética, à linguagem visual e ao uso experimental da comunicação em Libras. Não há conteúdos impróprios para crianças, mas a compreensão plena da proposta artística pode ser melhor aproveitada por adolescentes, jovens e adultos. Outros Produtos do Projeto e suas Sinopses Rodas de Conversa com o Público (Contrapartida social) Após três apresentações (uma em cada cidade), serão realizadas rodas de conversa abertas ao público, com presença do elenco, equipe criativa e convidados da área cultural, da acessibilidade ou da crítica teatral. Os encontros serão mediados de forma bilíngue (Português e Libras), e terão como temas centrais: Inclusão e representatividade nas artes cênicas;Estéticas da diferença e do deslocamento;Acessibilidade como linguagem artística;Processos coletivos de criação.As rodas de conversa têm caráter formativo e serão registradas para posterior disponibilização nas redes sociais do projeto e dos CCBBs.
Objetivo GeralTransformar a cena curta "Las Choronas" — premiada no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto de 2022 — em um espetáculo teatral completo e inclusivo, com aproximadamente 60 minutos de duração, concebido num processo criativo coletivo e simultâneo de quatro meses ("tudo ao mesmo tempo e agora"), que integre teatro de bonecos, dança, música e a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como linguagem dramatúrgica central. O resultado final será compartilhado com o público em 65 apresentações acessíveis — 21 no Centro Cultural Banco do Brasil Belo Horizonte, 24 no Centro Cultural Banco do Brasil de São Paulo e 20 no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro—, garantindo fruição artística a pessoas surdas, mobilizando novos públicos, fortalecendo a cena cultural de Minas Gerais e incentivando o diálogo sobre inclusão, diversidade e inovação estética nas artes cênicas contemporâneas.Objetivos EspecíficosPRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASReunir o núcleo artístico (Byron O’Neill, Carol Oliveira, Aurora Majnoni, Eduardo Felix, Joyce Malta, Liz Schrickte, Uziel Ferreira, Tom Forato) para criar, em processo simultâneo, o texto definitivo, a partitura de ações físicas, a composição de personagens e a condução de cenas, assegurando que a Libras esteja organicamente incorporada à narrativa e ao movimento cênico.Realizar, de forma paralela, laboratórios práticos que misturem manipulação de bonecos, coreografia contemporânea, exploração sonora e desenvolvimento de sinais coreográficos em Libras, fomentando a inventividade coletiva e a interdisciplinaridade.Conceber e construir um cenário modular, desmontável e adaptável aos palcos do CCBB‑BH, do CCBB‑SP e do CCBB-RJ, composto por estruturas que permitam rápida montagem e possibilitem diferentes configurações cênicas.Desenvolver figurinos completos, alinhados à estética híbrida do espetáculo, contemplando necessidades de mobilidade para coreografias e manipulação de bonecos, além de adereços que reforcem a simbologia narrativa.Criar um desenho de luz que dialogue com as animações de bonecos e evidencie o intérprete de Libras, assegurando visibilidade ideal ao público surdo em qualquer posição da plateia.Desenvolver sequências coreográficas que partam de sinais da Libras como matrizes de movimento, envolvendo elenco e intérprete em dinâmicas simultâneas de dança e tradução em cena.Promover oficinas internas de Libras cênica e manipulação de bonecos, qualificando todo o elenco e a equipe técnica a trabalharem de modo acessível.Realizar 65 sessões públicas — 21 no CCBB-BH, 24 no CCBB-SP e 20 no CCBB-RIO — distribuídas em temporadas contínuas para alcançar diferentes perfis de público, incluindo estudantes, artistas, pessoas surdas e frequentadores habituais dos CCBBs.Manter intérprete de Libras atuando em cena do início ao fim do espetáculo, assegurando tradução integral de falas, cantos e situações dramatúrgicas.Empregar diretamente profissionais de diferentes áreas (interpretação, dramaturgia, direção, produção, cenografia/figurino, trilha/música, iluminação, etc) e indiretamente serviços de contabilidade, transporte, hospedagem, alimentação, fotografia, audiovisual e comunicação, movimentando a cadeia produtiva cultural.Fortalecer a imagem de Belo Horizonte como polo criativo, estimulando parcerias inter‑coletivos, possibilitando desdobramentos futuros em festivais, circuitos de artes integradas e programas de formação artística continuada.PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAISOrganizar uma roda de conversa com o público pós‑espetáculo em cada cidade, somando três encontros, abordando temas como inclusão, dramaturgia híbrida e processos colaborativos, com equipe do espetáculo e abertas a perguntas do público.
"Las Choronas _ Espetáculo Teatral" é um projeto que nasce da força do encontro entre artistas experientes e premiados da cena mineira e brasileira, com formações diversas e atuações reconhecidas nas áreas de teatro de bonecos, bufonaria, performance, coreografia e acessibilidade cênica. A peça é uma expansão da cena curta homônima, que foi a mais votada pelo público no Festival de Cenas Curtas do Galpão Cine Horto de 2022, sendo aclamada por sua potência visual, pelo uso criativo da Língua Brasileira de Sinais (Libras) e ela composição cênica singular. Em 2023, o projeto foi aprovado no Edital de Patrocínio do Centro Cultural Banco do Brasil _ CCBB 2023_2025, o que garantiu a realização de uma temporada com 65 apresentações presenciais nas unidades do CCBB de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. A estreia está prevista para o final de novembro de 2025 em Belo Horizonte, com apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro ao longo de 2026. O projeto necessita do apoio da Lei de Incentivo à Cultura para garantir sua execução. A complexidade artística da proposta, a robustez da equipe e a dimensão das ações envolvidas demandam um orçamento compatível com as características do projeto. O incentivo fiscal torna possível garantir a remuneração dos profissionais envolvidos, a criação de cenários e figurinos com qualidade, o transporte da cenografia entre as cidades, a realização das oficinas gratuitas, o registro audiovisual completo e a execução de todas as ações de acessibilidade previstas. O espetáculo é criado para ser acessível ao público surdo desde o seu princípio. Não se trata de uma adaptação, mas de uma concepção artística em que a Libras é uma linguagem dramatúrgica estruturante. O intérprete, Uziel Ferreira, é também bailarino e co-coreógrafo do espetáculo, e sua presença em cena não se restringe à tradução, mas se expande em direção à composição cênica e coreográfica. Isso exige um processo de ensaio e criação totalmente particular, no qual os atores e atrizes aprendem Libras, criam junto com o intérprete e dialogam com os signos visuais como parte da dramaturgia do corpo. Trata-se de uma abordagem inovadora, rara no teatro brasileiro contemporâneo, e que propõe uma nova perspectiva sobre acessibilidade, não como um adendo funcional, mas como fundamento artístico. Além do caráter inclusivo, o projeto promove um cruzamento de saberes e práticas entre artistas de diferentes linguagens e formações. A equipe inclui Byron O’Neill (direção e dramaturgia), dramaturgo premiado e fundador da Cia 5 Cabeças; Eduardo Felix, escultor, cenógrafo e um dos diretores do Pigmalião Escultura que Mexe, grupo que atua internacionalmente com teatro de bonecos; Joyce Malta, performer e diretora formada na França; Carol Oliveira, atriz e terapeuta ocupacional, com atuação relevante na rede pública de saúde mental de Belo Horizonte; Liz Schrickte, atriz, coreógrafa e pesquisadora doutoranda em Teatro na UDESC; Aurora Majnoni, atriz italiana radicada em BH, com formação em direitos humanos e trajetória internacional no teatro de formas animadas; Uziel Ferreira, intérprete de Libras e artista com ampla atuação em dança e acessibilidade cultural; e Marina Arthuzzi, iluminadora com mestrado em Artes Cênicas e vasta experiência em teatro de grupo. Essa diversidade de trajetórias confere ao projeto uma profundidade estética e social rara. A montagem será realizada em um processo criativo de quatro meses com toda a equipe reunida, num modo de trabalho simultâneo e colaborativo que chamamos de "tudo ao mesmo tempo e agora". Cenário, trilha, dramaturgia, movimentos coreográficos e iluminação serão desenvolvidos em diálogo constante, resultando em uma obra artística viva, que reflete a soma dos afetos, saberes e visões de mundo da equipe envolvida. O espetáculo terá 65 minutos de duração e será composto por cenas visuais e sonoras que misturam bonecos, corpos, máscaras, música, signos em Libras, imagens projetadas e ações coletivas. A dramaturgia será construída ao longo dos ensaios, a partir de improvisações dirigidas, textos de criação livre, fábulas de matriz africana e referências cinematográficas e literárias como "Mulholland Drive" de David Lynch e "Esperando Godot" de Samuel Beckett. Para além das apresentações teatrais, o projeto se compromete com uma dimensão educativa e comunitária forte. Serão realizadas oficinas gratuitas voltadas à formação de artistas, educadores e público em geral, com temas como: Libras, manipulação de bonecos, bufonaria e acessibilidade nas artes. Também estão previstas rodas de conversa com a comunidade surda, escolas públicas e coletivos periféricos, estimulando o debate sobre inclusão cultural e representação no campo das artes cênicas. Essas atividades não geram bilheteria ou lucro direto, mas são fundamentais para ampliar o alcance e o impacto social do projeto. A aprovação do projeto pelo edital do CCBB já representa um importante reconhecimento institucional e garante parte significativa da estrutura para a realização das temporadas em Belo Horizonte e São Paulo. A Lei Rouanet permite que empresas contribuam com a cultura de forma transparente e fiscalmente segura, e é, hoje, o principal instrumento de viabilização de projetos como este, que envolvem inclusão, formação, inovação estética e impacto direto em comunidades vulnerabilizadas. Combinando financiamento público e privado, o projeto terá condições de cumprir sua missão: criar uma obra artística potente, acessível, necessária e transformadora. Em um país onde o acesso à cultura ainda é desigual, o teatro de "Las Choronas" pretende ser não apenas um espetáculo, mas também um gesto político e poético de escuta, encontro e invenção. Um gesto que só pode existir plenamente com o apoio da política pública que reconhece a cultura como um direito — e que encontra, na Lei de Incentivo, um dos seus instrumentos mais eficazes.O projeto atende às seguintes finalidades do Art. 1° da lei 8.313/1991:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional;V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX - priorizar o produto cultural originário do País.E atende aos seguintes objetivos do Art. 3º da lei 8.313/1991:II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore.
O projeto "Las Choronas – Espetáculo Teatral" foi aprovado no Edital de Patrocínio do Banco do Brasil 2023–2025, após análise criteriosa realizada pelos Centros Culturais Banco do Brasil (CCBBs), reconhecidos nacionalmente por sua excelência em curadoria e apoio a projetos culturais de impacto. De acordo com as diretrizes do edital, a liberação dos recursos financeiros está condicionada à inscrição, aprovação e captação do projeto via Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Ou seja, embora o patrocínio já esteja formalmente garantido pelo Banco do Brasil, o valor só poderá ser acessado após a regular aprovação da proposta pelo Ministério da Cultura e sua publicação no sistema Salic. Portanto, esta inscrição no mecanismo de incentivo fiscal é uma etapa obrigatória para a viabilização do projeto, sem a qual não será possível executar a temporada de 65 apresentações nas unidades do CCBB de Belo Horizonte,São Paulo e Rio de Janeiro, tampouco realizar as ações educativas, oficinas, rodas de conversa e contrapartidas sociais previstas no plano de trabalho. É importante destacar que, mesmo com o atraso no repasse do patrocínio, a equipe do projeto já iniciou os ensaios e estudos preparatórios desde o início de 2025, assumindo com recursos próprios os primeiros movimentos do processo criativo. Esse comprometimento reforça a seriedade da proposta, a maturidade do grupo envolvido e a urgência na aprovação via Lei Rouanet para garantir o cumprimento do cronograma pactuado com o patrocinador. A inscrição e aprovação do projeto nesta Lei são, portanto, decisivas para o sucesso da proposta e para que todas as ações previstas possam ser realizadas com a qualidade e o alcance esperados.____________________DESLOCAMENTOSOs deslocamentos da equipe serão realizados, principalmente, entre BH e as demais capitais previstas no projeto.Apenas um deslocamento mais longo (de uma das atrizes do espetáculo) provavelmente será realizado via passagem área, da cidade de Navegantes (SC) para o Rio de Janeiro (RJ).
A seguir, apresentamos as especificações técnicas detalhadas dos produtos culturais que integram o projeto Las Choronas – Espetáculo Teatral. Cada item foi planejado considerando critérios de qualidade técnica, acessibilidade, segurança e viabilidade logística, de forma a garantir excelência artística e impacto cultural. 1. Espetáculo Teatral – Las ChoronasDuração: 60 minutos (aproximadamente)Classificação Indicativa: 12 anosFormato: Presencial, com plateia frontal em espaço teatral convencional.Quantidade de apresentações: 65 (sendo 21 no CCBB-BH, 24 no CCBB São Paulo e 20 no CCBB-RIO).Estrutura cênica:Cenário: modular, desmontável, de fácil transporte e montagem, composto por elementos de madeira, tecido e estrutura metálica.Figurinos: peças criadas sob medida, com materiais como algodão, linho, malha e elementos visuais pintados à mão.Adereços: bonecos, máscaras e objetos cênicos construídos artesanalmente com espuma, látex, papel machê, madeira e tecidos variados.Iluminação: equipamentos de LED, refletores PC e fresnéis, operados por mesa de luz digital, com desenho técnico assinado por profissional especializado.Som: trilha sonora original executada por sistema de som profissional, com retorno para palco, operado por técnico.Acessibilidade de conteúdo:Intérprete de Libras integrado à cena;Elenco capacitado em Libras cênica;Legendas em vídeos de divulgação;Rodas de conversa bilíngues (Libras/Português);Acessibilidade física:Apresentações realizadas exclusivamente em unidades do CCBB com infraestrutura adequada (rampas, banheiros adaptados, piso tátil, elevadores). 2. Rodas de Conversa com o Público Número previsto: 3 encontros (1 por cidade).Formato: bate-papo informal com público após o espetáculo, com presença do elenco e convidados.Duração: 30 a 35 minutos.Mediador: profissional bilíngue (Português e Libras).Temas abordados:Inclusão nas artes cênicas;Representatividade surda;Processos colaborativos e acessibilidade como linguagem;Criação coletiva e estética da diferença.Estrutura: microfone sem fio, intérprete de Libras, cadeiras para o elenco, gravação em vídeo (sempre que possível).Espaço: foyer, sala de espetáculos ou auditório do CCBB.
O projeto Las Choronas – Espetáculo Teatral foi concebido desde sua origem como uma experiência artística inclusiva, em que a acessibilidade não é apenas uma etapa posterior à criação, mas parte integrante do processo. A proposta trabalha com duas dimensões de acessibilidade: física e de conteúdo, ambas tratadas com o devido cuidado e respeito ao público diverso que será acolhido nas temporadas em Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASAcessibilidade Física As 65 apresentações presenciais do espetáculo ocorrerão nos CCBBs de Belo Horizonte (21 apresentações), São Paulo (24 apresentações) e Rio de Janeiro (20 apresentações), espaços que já possuem infraestrutura de acessibilidade plenamente adequada às normas vigentes. Esses equipamentos culturais oferecem: Rampa de acesso e elevadores para todos os níveis da edificação; Banheiros adaptados com barras de apoio, pia e espelhos em altura adequada; Vagas de estacionamento reservadas para pessoas com deficiência; Poltronas específicas na plateia para pessoas com mobilidade reduzida e cadeirantes; Piso tátil e sinalização adequada, facilitando o deslocamento de pessoas com deficiência visual. Acessibilidade de Conteúdo e Comunicação A dimensão de acessibilidade de conteúdo é o pilar central do projeto Las Choronas. O espetáculo foi idealizado a partir de uma pesquisa estética que coloca a Língua Brasileira de Sinais (Libras) como linguagem dramatúrgica principal. O intérprete de Libras não atua como um tradutor lateralizado, mas está integrado à cena como personagem, coreógrafo e artista cênico. Essa abordagem transforma a Libras em elemento expressivo e compositivo do espetáculo, o que garante ao público surdo uma experiência imersiva, poética e de pertencimento. Entre as ações de acessibilidade de conteúdo previstas, destacam-se: Presença de intérprete de Libras em todas as apresentações, atuando de forma integrada à narrativa e à movimentação cênica; Criação de coreografias baseadas na Libras, com envolvimento de todo o elenco, tornando os sinais acessíveis e visíveis ao longo de toda a peça; Formação interna da equipe artística em Libras para a cena, garantindo compreensão e respeito ao uso da língua em sua totalidade expressiva; Material de divulgação com versões em vídeo acessível, contendo legendas.PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAISRealização de uma roda de conversa com o público pós espetáculo em cada cidade, somando três encontros, abordando temas como inclusão, dramaturgia híbrida e processos colaborativos, com equipe do espetáculo e abertas a perguntas do público.As rodas de conversa contarão com mediação bilíngue (Libras/Português), para garantir a participação plena de pessoas surdas nos encontros pós-espetáculo; além disso, serão realizadas nos espaços dos CCBBs que contém acessibilidade física para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, pessoas obesas, etc
Democratização do AcessoO projeto Las Choronas – Espetáculo Teatral foi concebido com o compromisso de ampliar o acesso à cultura em todas as suas etapas, desde o processo criativo até a circulação e as ações de formação de público. A proposta é garantir que o espetáculo atinja diferentes camadas da população, especialmente aquelas historicamente afastadas dos equipamentos culturais, como pessoas surdas, moradores de regiões periféricas, estudantes de escolas públicas e profissionais da educação e da saúde. Para isso, serão realizadas diversas estratégias de democratização de acesso, detalhadas a seguir. PRODUTO: ESPETÁCULO DE ARTES CÊNICASDistribuição e ComercializaçãoO espetáculo contará com 65 apresentações presenciais com ingressos a preços populares realizadas em três dos mais importantes centros culturais do país: 21 apresentações no CCBB-BH, com estreia marcada para o final de novembro de 2025;20 apresentações no CCBB-RIO, programadas para ocorrer entre janeiro e fevereiro de 2026;24 apresentações no CCBB-SP, programadas para ocorrer entre junho e julho de 2026.Com relação à distribuição de ingressos será feita uma reserva de 10% dos ingressos por sessão, contemplando:Escolas públicas;Centros de Referência em Assistência Social;Coletivos de pessoas surdas.Esses ingressos serão distribuídos de forma ativa pela produção do projeto, por meio de agendamento e articulação direta com as instituições, garantindo o preenchimento dessas vagas por públicos prioritários. PRODUTO: CONTRAPARTIDAS SOCIAISRodas de ConversaEstão previstas três rodas de conversa abertas ao público (uma em cada cidade), sempre após as apresentações. Esses encontros servirão como espaços de escuta e troca entre público, artistas e especialistas convidados.MEDIDA DE AMPLIAÇÃO DO ACESSOComo medida de ampliação do acesso, em conformidade com a IN 23/2025, o projeto prevê: Art. 47, III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição.
O projeto "Las Choronas – Espetáculo Teatral" será realizado pela proponente Byron O’Neill, artista com vasta experiência em direção, dramaturgia e preparação de elenco, que atuará diretamente como diretor geral e dramaturgo da peça, além de participar ativamente da articulação da equipe e da coordenação criativa das atividades. Byron já iniciou reuniões semanais com a equipe do projeto desde 2024, mesmo antes da liberação dos recursos do patrocínio do Banco do Brasil, liderando estudos visuais, dramatúrgicos e conceituais em preparação ao processo oficial que ocorrerá entre julho e novembro de 2025. O projeto será executado por um grupo de artistas de excelência reconhecida, com sólida formação acadêmica e trajetória consolidada em teatro de grupo, teatro de formas animadas, performance, dança e acessibilidade. Todos os membros da ficha técnica atuarão de forma integrada na construção coletiva da obra e das ações formativas, conforme descrito abaixo: Equipe Artística e Técnica Principal Byron O’Neill – Direção e Dramaturgia Licenciado em Artes Cênicas pela UFMG, é um dos criadores do Festival Estudantil de Teatro (FETO) e fundador da Cia 5 Cabeças. Dirigiu e escreveu espetáculos premiados como Cachorros Não Sabem Blefar e Isso É Para a Dor. Foi preparador de elenco de filmes e séries, além de atuar como diretor de fotografia em diversos curtas e documentários. Assina também a dramaturgia de 3 Fadas Moribundas e da cena curta Las Choronas, cuja expansão origina este espetáculo. Eduardo Felix – Atuação, Cenário, Figurino e Adereços Bacharel em Belas Artes pela UFMG, com especialização em escultura. É membro fundador do grupo Pigmalião Escultura que Mexe e tem longa atuação internacional, com destaque para criações apresentadas na França, Bélgica e Marrocos. Especialista em construção de bonecos, máscaras e cenografias híbridas, com experiência em teatro visual e intervenções urbanas. Aurora Majnoni – Atuação Atriz italiana radicada em Belo Horizonte, com formação em Direitos Humanos pela Universidade de Bologna e vasta experiência em construção e manipulação de bonecos. É integrante do grupo Pigmalião desde 2012, com apresentações no Brasil, América Latina e Europa. Atua como artista-pesquisadora, articulando teatro e questões sociais em diversos projetos culturais e educativos. Joyce Malta – Atuação Atriz, diretora e performer com formação internacional pela Ecole Philippe Gaulier (França), onde estudou bufões, vaudeville, clown e Shakespeare. Fundadora do Obscena Agrupamento, desenvolve trabalhos que cruzam teatro, performance e saúde pública. Dirigiu o espetáculo 3 Fadas Moribundas, apresentado em mais de 20 unidades da rede de saúde mental de Belo Horizonte. Carol Oliveira – Atuação Atriz formada pelo CEFAR e terapeuta ocupacional pela UFMG, com especializações em saúde mental e saúde do adolescente. Atuou em diversos espetáculos da Cia 5 Cabeças e no premiado Cachorros Não Sabem Blefar. É coautora da peça Se não houvesse mais ninguém no mundo e atua como articuladora entre arte e saúde pública, com foco em desinstitucionalização e inclusão por meio da cultura. Liz Schrickte – Atuação e Coreografia Atriz, coreógrafa e pesquisadora. Doutoranda em Teatro pela UDESC, mestre pela Universidade de Évora e formada pelo Teatro Universitário da UFMG. Integra o Pigmalião Escultura que Mexe desde 2011 e desenvolve pesquisa em dramaturgias do corpo e visualidade no teatro de formas animadas. Tem experiência internacional com manipulação e criação de bonecos na França e República Tcheca. Uziel Ferreira – Atuação, Coreografia e Intérprete de Libras Intérprete de Libras, bacharel em Direito e pós-graduado em Libras. É também artista da dança e da cena, com trabalhos reconhecidos em festivais como FENAR, FETO e Mostra BH nas Telas. Atua integrando Libras e corpo como linguagem artística e dramatúrgica. Tem ampla atuação em festivais de teatro, vídeo, dança e projetos inclusivos, como o Sarau Visual e o Teatro em Libras. Marina Arthuzzi – Iluminação Iluminadora com graduação em Teatro pela UFMG e mestranda em Artes Cênicas pela UFOP, onde pesquisa iluminação e dramaturgia da luz no teatro de grupo. Tem longa trajetória como iluminadora e atriz em grupos como Pigmalião Escultura que Mexe, Primeira Campainha e Mayombe. Desenvolve projetos que cruzam iluminação, performance e manipulação de objetos e bonecos.Tom Forato - Manipulador de bonecos/ContrarregraGraduado em artes visuais pela UFMG, colaborou com diversos grupos, dentre eles Giramundo, Pigmalião Escultura que Mexe, Armatrux, Grupo Girino, dentre outros. Atua principalmente nas áreas de construção de bonecos e iluminação. Em 2020 foi vencedor do prêmio Copasa SINPARC pela melhor criação de luz para teatro adulto com o espetáculo "O Pirotécnico Zacarias", do grupo Giramundo, onde fez a criação e operação de além de vídeos e projeções mapeadas. Em 2024 ministrou, em Bologna, com Aurora Majnoni, o Workshop "Gigante Luminosa" onde foi construida uma Marionete de três metros e vinte em bambú e papel de arroz que desfilou em cortejo da pinacoteca de Bologna, pela via delle belle arti, ate o jardim do Guasto.Luísa Rosa - Coordenação de produçãoAtriz, produtora e locutora. Formada pelo Curso Profissionalizante de Teatro do Palácio das Artes (CEFAR) em 2007, é integrante fundadora da Cia. 5 Cabeças, em Belo Horizonte. Atua em publicidade, cinema e teatro, explorando múltiplos formatos e linguagens. Como produtora, colaborou com companhias como Odeon Cia Teatral, diversos espetáculos independentes e a Associação de Produtores – APPA.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$20.000,00 em 26/03/2026.