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Valorizar, homenagear e perpetuar a produção literária do Ceará ao longo de 170 anos por meio de vivências criativas e imersivas: passeios guiados por Fortaleza e pelo interior do estado (Viagens Literárias); rodas de leitura, conversas com escritores e palestra sobre a Literatura do Ceará; e oficinas de escrita criativa. Produção de documentário audiovisual (vídeo) e do livro de arte "Viagens literárias por terras cearenses". As entregas estarão reunidas em um endereço digital.
“Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará” é um projeto cultural multidisciplinar que propõe uma imersão na literatura cearense por meio de vivências criativas, educativas e turísticas, interligando passado e presente, ficção e realidade, tradição e inovação. A obra, aqui entendida como um conjunto articulado de produtos culturais e pedagógicos, visa dar corpo e voz ao legado literário do Ceará ao longo de seus 170 anos de produção impressa e oral, tendo como cenário principal a cidade de Fortaleza e também outras regiões do interior do estado. Um dos principais produtos é o livro “Viagens Literárias pelas Terras Cearenses”, publicação inédita com tiragem de mil exemplares. A obra apresentará roteiros e itinerários temáticos que dialogam com a produção literária cearense, abordando tanto a capital quanto quatro regiões do interior do estado. O livro reunirá textos informativos e descritivos, mapas, imagens, fragmentos literários e relatos produzidos durante os passeios e oficinas. Terá também seções dedicadas à contextualização histórica, geográfica, social e cultural das regiões visitadas, valorizando a diversidade e riqueza simbólica da literatura local. Classificação indicativa: livre. Outro destaque é o documentário audiovisual de até 60 minutos, que terá caráter documental e sensível, registrando as etapas do projeto, os passeios guiados, as oficinas, as rodas de conversa, bem como entrevistas com escritores, professores, participantes e especialistas. O filme apresentará os bastidores do processo formativo e criativo do projeto, revelando as experiências de quem mergulhou na literatura do Ceará a partir de seu território. O documentário será finalizado com recursos de acessibilidade (Libras, audiodescrição, legendas) e poderá ser exibido em espaços culturais, escolas, TVs públicas e na internet. Classificação indicativa: livre. A experiência também se desdobra em 20 passeios guiados por Fortaleza, realizados em vans acessíveis com ambientação literária e acompanhamento de monitores formados pelo projeto. Cada passeio explora um roteiro diferente, conectando locais simbólicos da cidade — como praças, casas de escritores, bibliotecas, museus, sebos e cafés — com fragmentos de obras literárias. Os participantes vivenciam a cidade através da leitura, da escuta e da observação atenta do espaço urbano. Haverá incentivo à criação de conteúdo autoral (textos, fotos, vídeos) a ser compartilhado em redes sociais. Complementa essa jornada um roteiro pelo interior do Ceará, abrangendo quatro regiões do estado. Essa etapa, além de expandir o mapeamento e os registros do projeto, possui caráter de formação para os monitores. As experiências, registros e aprendizagens desse percurso também alimentarão o conteúdo do livro e do documentário. No campo formativo, o projeto oferece 8 oficinas literárias de escrita criativa, voltadas especialmente para jovens e adultos interessados em literatura, com abordagem prática e interativa. Ao final de cada oficina, os participantes terão a oportunidade de apresentar seus textos e compreender o processo de produção editorial por meio de explanações feitas por profissionais do livro. Já os encontros literários serão promovidos por meio de 8 rodas de conversa com escritores(as) convidados(as), nas quais o público terá contato direto com autores contemporâneos e com o pensamento crítico sobre a literatura cearense. Essas rodas contarão com dinâmicas de mediação cultural, leituras públicas, quizzes literários, jogos de percurso e exposição interativa com textos e imagens. Por fim, o projeto ainda inclui a criação de um site oficial como plataforma permanente de acesso aos conteúdos e produtos do projeto. Nesse espaço virtual estarão reunidos os roteiros dos passeios, o documentário completo, materiais das oficinas, textos dos participantes, registros audiovisuais, agenda de atividades, artigos e conteúdos educativos. O site será acessível, gratuito e permanecerá no ar por no mínimo 5 anos, servindo como repositório vivo da memória literária cearense. “Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará” é, portanto, uma obra viva, multiforme, interativa e inclusiva, que visa despertar o interesse pela literatura cearense a partir de experiências sensíveis, reflexivas e coletivas, contribuindo para a preservação do patrimônio imaterial, o estímulo à leitura e a valorização da identidade cultural do estado.
OBJETIVO GERAL O projeto cultural multidisciplinar "Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará" pretende valorizar e perpetuar o patrimônio cultural imaterial da produção literária do Ceará ao longo de 170 anos, propondo uma imersão na literatura cearense por meio de vivências criativas, educativas e turísticas. Ao incentivar a leitura e o conhecimento da literatura produzida no Ceará, o projeto traz como como resultado o reconhecimento de escritores cearenses, explora novas formas de contar histórias e conecta o público com essa literatura. O projeto também fomentará a Economia Criativa, com estímulo ao desenvolvimento de projetos educativos, além de criar e difundir novos roteiros turísticos da cidade de Fortaleza e do estado do Ceará, a partir da formação de monitores, facilitadores de aprendizado e guias turísticos. OBJETIVOS ESPECÍFICOS As principais ações realizadas no projeto "Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará" e oferecidas à população são: • 20 (vinte) passeios guiados por Fortaleza (roteiro e/ou roteiros temáticos estabelecidos) em vans com capacidade para até 20 pessoas, adesivadas com a programação visual do projeto e adaptadas de maneira a permitir acessibilidade a cadeirantes. Cada passeio inclui a leitura de trechos literários de acordo com os ambientes selecionados, criando atmosfera imersiva autor(a)-obra. Inclui também a passagem por locais como bibliotecas, museus, sebos, cafés literários, entre outros espaços que promovam a literatura ou onde haja clubes de leitura, acervos literários e encontro de escritores. Durante os passeios, haverá incentivo aos participantes para que criem textos, fotografem e/ou gravem vídeos referentes ao roteiro realizado, compartilhando suas experiências nas redes sociais e conferindo maior visibilidade do projeto; • 1 (um) passeio por 4 regiões do interior do Ceará (roteiro e/ou roteiros temáticos estabelecidos). Esse trabalho de campo e de formação será feito por uma equipe do projeto e pelo grupo de monitores que realizará os passeios guiados por Fortaleza. Todo o passeio será retratado e consolidado em detalhes em site do projeto (ver a seguir), em vídeo (ver a seguir), em publicações das redes sociais da proponente e em livro do projeto (ver a seguir); • 8 (oito) bate-papos/rodas de conversas em Fortaleza com escritores, leitura de fragmentos de livros de autores(as) consagrados(as) e palestra de um especialista/professor sobre o tema "A Literatura do Ceará em suas diferentes regiões". Os encontros recorrerão ao uso de jogos de percurso, com perguntas sobre a literatura cearense, incentivando a curiosidade e a aprendizagem sobre a memória literária de forma lúdica. Nesses bate-papos, também será realizada uma exposição interativa, composta por textos e fotos sobre os(as) escritores(as), seus livros e aspectos regionais; • 8 (oito) oficinas literárias sobre escrita criativa, em Fortaleza, seguida de explanação de um(a) profissional editor(a) sobre todo o processo de edição, distribuição e comercialização de livros; • Elaboração, organização, edição e publicação com lançamento do livro "Viagens literárias pelas terras cearenses", com tiragem de 1.500 (mil e quinhentos) exemplares. O livro terá o registro não só dos roteiros e passeios guiados em Fortaleza, mas também os roteiros e passeios sugeridos em outras 4 (quatro) regiões do interior do Ceará, sempre com textos, mapas e imagens, abordando aspectos históricos, geográficos, econômicos e sociais de cada região. O livro ressaltará as características principais da cultura cearense, cuja base essencialmente ibérica tem fortes influências indígenas e africanas. O livro será distribuído gratuitamente para bibliotecas, centros culturais e instituições públicas de ensino localizadas nos territórios nos quais serão realizadas as oficinas literárias. Parte da tiragem poderá ser comercializada; • Criação e manutenção, ao longo de pelo menos 5 (cinco) anos, de um endereço digital (sítio eletrônico), no qual estarão concentradas todas as informações relativas ao projeto, todos os produtos entregues, registros de textos e imagens, depoimentos etc. É nesse ambiente também que serão realizadas as inscrições e seleções de interessados em participar dos passeios guiados, bate-papos e oficinas literárias. • 1 (uma) obra audiovisual documental de até 60 minutos apresentando os roteiros dos passeios guiados em Fortaleza e no interior do estado, incluindo entrevistas com monitores, professores e escritores e depoimentos de participantes dos passeios guiados.
O Ceará foi o primeiro estado a abolir a escravidão no Brasil. Isso em 1884, quatro anos antes da promulgação da Lei Áurea. Daí porque ficou conhecido como "Terra da Luz", título cunhado pelo jornalista José do Patrocínio, abolicionista idealizador da Guarda Negra, vanguarda do movimento negro no Brasil e formada para proteger família imperial contra a aristocracia e os militares. Claro que a expressão também pode ser interpretada como uma alusão à luminosidade e ao calor tão característicos do estado e tão associados à sua imagem. "Tudo verdade", diria o pesquisador, prestando homenagem ao título do inacabado It's All True, filme de Orson Welles gravado em Fortaleza em 1942. Não há como duvidar: são muitas as "luzes" partindo do Ceará. E uma que merece destaque é o pioneirismo na literatura. Em 1894 — dez anos depois, portanto, da libertação de todos os escravos do Ceará —, foi criada em Fortaleza a Academia Cearense de Letras, a primeira do País. Dois anos antes, em 1892, surgira no Centro de Fortaleza, mais exatamente no Café Java, a singular agremiação Padaria Espiritual, movimento literário e artístico reunindo escritores, pintores, desenhistas, músicos e outros amantes da literatura. A ideia de seus jovens e bem-humorados criadores era fornecer alimento ao espírito do povo, contrapondo-se à atitude burguesa de atender somente às exigências materiais. Essa era a Fortaleza da Belle Époque. A cidade, aliás, vale lembrar, comemorará 300 anos em 2026. Uma data "redonda" muito apropriada para se comemorar também outras importantes efemérides ligadas ao Ceará e à sua produção literária. Por exemplo: os 170 anos, justamente em 2026, da publicação de Prelúdios Poéticos, primeira obra da literatura cearense enfeixada em livro, marco inicial do Romantismo no estado e estreia de Juvenal Galeno, editado no Rio de Janeiro em 1856. Ainda no período monárquico, em 1824, foi publicado o primeiro periódico do estado, o Diário do Governo do Ceará, que completará 202 anos em 2026. Mais um dos muitos "aniversários" sempre importantes de serem lembrados quando falamos de literatura e do Ceará: os 127 anos, em 2026, do lançamento, em 1899, de A rainha do Ignoto, considerado o primeiro romance de literatura fantástica do Brasil, escrito por Emília Freitas. As "luzes" literárias do Ceará não se restringem a Fortaleza nem a José de Alencar e Rachel de Queiroz. Não é possível, por exemplo, contar a história do Ceará na primeira metade do século XX sem mencionar Demócrito Rocha, político, escritor, poeta e jornalista que dá nome à Fundação proponente deste projeto. Demócrito Rocha fundou, em 1928, o jornal O POVO (um dos mais antigos, respeitados e tradicionais do País, às vésperas de completar 100 anos), e, no ano seguinte, a revista literária Maracajá, propagadora do Modernismo no Nordeste do Brasil. Há que se lembrar ainda de personagens menos midiáticas, talvez, mas igualmente talentosas e referenciais, como Lúcia Fernandes Martins, autora de Nada de novo sob o sol, romance que impressionou o ator mexicano-americano Anthony Quinn, a ponto de ele tentar conseguir os direitos autorais para transformar a obra em filme. A rica e diversificada escrita de homens e mulheres cearenses disseminou o prazer da leitura, conhecimentos e saberes para o mundo, tendo como cenários o litoral, o sertão, a caatinga, a serra, o Cariri. Esses universos imaginados por incontáveis leitores têm conexão com a realidade de hoje e ganham novos sentidos no contato direto com a história, a geografia e as pessoas de cada território. Isso merece ser explorado. E é este exatamente o propósito deste projeto, intitulado "Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará": dar a materialidade possível a frutos da ficção, e assim proporcionar, ao real e ao imaginado, novos olhares e entendimentos, por meio da elaboração e realização de roteiros e programações culturais, entre outros produtos aqui apresentados, como exposições, oficinas, vídeos e a publicação de livro inédito, apresentando ao público as histórias e personagens que fazem parte da sua identidade e promovendo o gosto pela leitura, especialmente, da produção literária cearense. Pelo exposto acima, acreditamos que o projeto se enquadra perfeitamente nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91, também conhecida como Lei Rouanet: I - estimular a produção, a difusão e o acesso a bens culturais; II - apoiar a preservação e a valorização do patrimônio cultural brasileiro, material e imaterial; III - promover a democratização do acesso à cultura; IV - estimular a criação artística e literária, em suas diferentes formas de expressão; V - fomentar a pesquisa, a experimentação e a inovação nas áreas culturais; VI - valorizar os profissionais da cultura; VII - fortalecer a economia da cultura; Além disso, o projeto aqui descrito também atende a objetivos relacionados no Art. 3ºda mesma Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), visando ao cumprimento das finalidades expressas no Art. 1º. A saber: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes; e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; III - preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, mediante: d) proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos; b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais; c) ações não previstas nos incisos anteriores e consideradas relevantes pelo Ministro de Estado da Cultura, consultada a Comissão Nacional de Apoio à Cultura. Pelo demonstrado até aqui, acreditamos que a realização do projeto "Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará" contribui claramente para o alcance das finalidades da Lei Rouanet, que são, em resumo, facilitar o acesso à cultura, fomentar a produção cultural e artística, e preservar o patrimônio cultural brasileiro. Posto que a Lei Rouanet busca incentivar e apoiar as diversas manifestações culturais no Brasil, desde a produção e acesso até a preservação do patrimônio e a valorização dos artistas, defendemos que a aprovação deste projeto cultural no âmbito da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet) é de fundamental importância para a sua realização, por possibilitar a captação e canalização de recursos de instituições com atuação nacional para o setor cultural do Ceará, garantindo assim a diversidade, a preservação e a democratização do acesso aos bens culturais.
O projeto resultará em três produtos culturais principais: um livro impresso e digital, um documentário audiovisual e um site oficial do projeto. A seguir, as especificações técnicas de cada um: 1. Livro “Viagens Literárias pelas Terras Cearenses” - Formato: 255 x 336 mm (fechado); - Capa dura, impressão em 4 cores, com laminação BOPP Fosco e Verniz UV Brilho Reserva, papel Couchê Fosco Imune 150 g/m²; - Miolo: 220 páginas, impressão colorida, papel Couchê Fosco Imune 170 g/m², formato 250 x 330 mm; - Guarda: impressa em 4 cores, papel Couchê Fosco Imune 170 g/m²; - Tiragem: 1.500 exemplares; - Acabamento: costura, encaixotamento, shrink e paletização; - Será também produzida uma versão digital (PDF/ePUB) e uma versão em audiolivro (MP3), garantindo maior alcance e acessibilidade; - Contará com ISBN, ficha catalográfica e registro de obra na Biblioteca Nacional. 2. Documentário Audiovisual - Duração estimada: até 60 minutos; - Formato de captação: digital Full HD (1920x1080), com câmeras profissionais e captação de som direto; - Roteiro e direção baseados nos itinerários literários abordados no livro; - Edição e pós-produção profissional, com trilha sonora original, legendas e audiodescrição; - O produto final será disponibilizado em canais digitais do projeto e poderá ser exibido em sessões públicas e festivais, com cópias em formatos adequados para exibição e acessibilidade. 3. Site Oficial do Projeto - Plataforma responsiva com design acessível, reunindo: - Conteúdos do livro em versão digital; - Exibição do documentário; - Materiais extras, bastidores, mapas interativos e galeria de imagens; - Área para download de audiolivro e versão em ePUB; - O site será hospedado com domínio próprio e contará com recursos de acessibilidade, como contraste ajustável, leitor de tela e navegação por teclado. Todos os produtos serão produzidos respeitando os princípios da democratização do acesso, valorização da cultura regional e preservação do patrimônio literário cearense.
Os recursos de acessibilidade no projeto “Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará” estão presentes em quase todas as ações realizadas. A saber: A van utilizada nos passeios guiados por Fortaleza e interior do Ceará será acessível para cadeirantes, ou seja, adaptada para o transporte de pessoas com deficiência. O veículo terá um sistema de elevador ou rampa para acesso, fixadores para cadeiras de rodas, e outros recursos que garantam a segurança e conforto do passageiro. Nesses passeios guiados, deficientes auditivos também terão a possibilidade de participar de todo o roteiro cultural com acompanhamento de um tradutor de libras especialmente designado para assessorar os deficientes auditivos que tiverem se inscrito e tenham sido selecionados para participar dos passeios. O mesmo acontecerá com deficiente visuais, que terão um acompanhamento especial de um profissional especialista em audiodescrição. Esse profissional fará, só para o(s) deficiente(s) visual, a audiodescrição dos passeios, de maneira a complementar as informações dadas pelos guias. O documentário audiovisual de até 60 minutos terá três recursos de acessibilidade, sendo: legendas ocultas (closed caption), audiodescrição e tradutor de Libras (Língua Brasileira de Sinais). Finalmente, o endereço digital (sítio eletrônico) no qual estarão concentradas todas as informações relativas ao projeto e todos os produtos entregues terá recursos de acessibilidade online, garantindo a inclusão e que o conteúdo seja percebido e entendido de forma eficaz por pessoas com deficiência ou necessidades específicas. Complementarmente, o livro “Viagens Literárias pelas Terras Cearenses” terá uma versão em audiolivro (MP3).
O projeto “Terra da Luz: Viagens Literárias pelo Ceará” foi concebido com o firme compromisso de garantir amplo acesso aos seus produtos e atividades, buscando atingir públicos diversos, com atenção especial a estudantes, professores, artistas, agentes culturais, pessoas com deficiência e moradores de áreas periféricas. O princípio da democratização orienta não só a distribuição dos produtos finais, mas também a própria metodologia de execução do projeto, suas estratégias de comunicação e os critérios de seleção de participantes. As atividades presenciais — como os passeios guiados, oficinas literárias e rodas de conversa — serão realizadas de forma totalmente gratuita para o público, com inscrições abertas por meio de site acessível, redes sociais do projeto e da Fundação Demócrito Rocha e parceiros institucionais. A seleção dos participantes priorizará a diversidade geográfica, de gênero, raça e condição socioeconômica, além de estimular a participação de estudantes da rede pública e profissionais da educação. O livro “Viagens Literárias pelas Terras Cearenses”, com tiragem de 1.500 exemplares, será majoritariamente distribuído gratuitamente em bibliotecas públicas, centros culturais, instituições de ensino situadas nos territórios atendidos pelas atividades do projeto e instituições parceiras apoiadores do projeto via Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet). Um percentual da tiragem poderá ser destinado à comercialização, visando à sustentabilidade do projeto e à ampliação do alcance. O documentário audiovisual, com até 60 minutos de duração, será disponibilizado gratuitamente no endereço digital do projeto e também por meio de exibições públicas em espaços culturais parceiros. Além disso, serão buscadas parcerias com emissoras públicas e comunitárias para ampliar o alcance da exibição, incluindo o próprio canal educativo da Fundação proponente, transmitido em sinal aberto e fechado na Região Metropolitana de Fortaleza. Todo o conteúdo audiovisual contará com recursos de acessibilidade, como tradução em Libras, audiodescrição e legendas descritivas. Um sítio eletrônico acessível, com permanência mínima de cinco anos, reunirá todos os produtos, materiais educativos, registros, depoimentos e agenda. Este ambiente será o principal canal de interação, inscrição e difusão dos resultados do projeto. Complementarmente, haverá: - Transmissão online de rodas de conversa; - Ações itinerantes durante o percurso pelo interior; - Encontros com escolas antes das atividades; - Produção de materiais em diversos formatos (vídeo, áudio, PDF); - Parcerias com coletivos culturais e educacionais para mobilização. Essa multiplicidade de estratégias garante não só o acesso gratuito e a ampla distribuição dos produtos, como também promove o engajamento das comunidades e a apropriação dos conteúdos pelo público, valorizando os patrimônios culturais locais e estimulando a continuidade das ações mesmo após o encerramento formal do projeto.
MARCOS TARDIN (gerente-geral da Fundação Demócrito Rocha), responsável por gerenciar a execução do projeto. Jornalista, formado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Em 2011 concluiu o MBA Internacional em Gestão de Negócios pela MRH / FGV. Trabalhou na Bloch Editores, no jornal O Globo e redator e no Jornal do Brasil. Vive em Fortaleza desde 2000, sempre trabalhando no Grupo de Comunicação O POVO, onde exerceu diversas funções de gestão. Apresentou o programa Debates do POVO nas rádios O POVO CBN (AM e FM) e CBN Cariri e desde 2024 apresenta o programa O POVO News 2ª edição, de segunda a sexta, das 18h às 19h, do Canal do O POVO no Youtube, com mais de 1,2 milhão de inscritos. O programa também é transmitido pela TV O POVO, canal 48.2, sinal aberto e fechado na Região Metropolitana de Fortaleza. Desde novembro de 2013, exerce também a função de gerente-geral da Fundação Demócrito Rocha, coordenando o trabalho de uma equipe de 30 profissionais, responsáveis pelo dia a dia da Universidade Aberta do Nordeste (braço no ensino a distância), das Edições Demócrito Rocha (editora e livraria), do Canal FDR (emissora educativa, parceira do Canal Futura, da Fundação Roberto Marinho, no Ceará) e da TV O POVO (também emissora educativa, com programação mais voltada para o Jornalismo). Sob sua gestão, o Canal FDR já pré-licenciou 14 projetos aprovados pela Ancine, direcionados a produtoras independentes do Ceará. É autor do perfil biográfico Aldemir Martins, publicado pelas Edições Demócrito Rocha. Foi vice-presidente da Câmara Setorial do Audiovisual e é um dos coordenadores da Rede de Investidores Sociais (RIS) Nordeste, espaço de troca de conhecimentos e articulação do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (Gife). É presidente do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado do Ceará (Sindatel). É realizador, produtor-executivo e roteirista do episódio piloto da série documental Sinos, fruto do XII Edital de Cinema e Vídeo 2015, da Secult CE, e exibido no Canal Futura, Canal FDR, Globoplay e O Povo+. Produtor associado da série documental 3 Tonelada$, produto original da Netflix lançado em 2022. Parecerista dos editais do Programa de Fomento Pró-Carioca Audiovisual 2024. Perfil no Mapa Cultural do Ceará: https://mapacultural.SECULT.ce.gov.br/agente/60932/ RAYMUNDO NETTO (gerente de projetos da Fundação Demócrito Rocha), dará consultoria literária ao projeto e também vai colaborar no gerenciamento de execução do projeto: Escritor, editor, quadrinista e produtor cultural. Autor de Um Conto no Passado: cadeiras na calçada (romance ganhador do I Edital de Incentivo às Artes da Secult-CE 2004), Os Acangapebas (obra em contos, ganhadora do prêmio literário da SecultFOR em 2007 e do Prêmio da Academia Cearense de Letras em 2011), Crônicas Absurdas de Segunda (ganhadora do Edital de Incentivo às Artes da Secult-CE 2015 e finalista do Prêmio Jabuti 2016), de Quando o Amor é de Graça (crônicas, ganhador do Edital de Incentivo às Artes da Secult-CE 2017) e Coisas Engraçadas de Não se Rir (selo independente), além de infantojuvenis e ensaios, como Centro: um coração malamado, da Coleção Pajeú, da SecultFOR, Cronologia Comentada de Juvenal Galeno, da coleção Nossa Cultura da Secult, Nilto Maciel, da coleção Terra Bárbara das Edições Demócrito Rocha, Juvenal Galeno: a voz popular na poesia, da Coleção NOVA Terra Bárbara das Edições Demócrito Rocha, Padre Cícero: o filme, da Coleção Memória do Audiovisual Cearense, da FDR, entre outros. Como editor, publicou mais de 200 livros. Foi membro do Conselho Editorial da revista CAOS Portátil: um almanaque de contos, da Para Mamíferos e curador e coordenador editorial do suplemento literário Maracajá, publicado no jornal O POVO em 2019. É autor de Os FitoManos, tiras em quadrinhos e é coautor do documentário em longa-metragem “História das HQs no Ceará” e do documentário em média-metragem “Padre Cícero, o filme”. Exerceu a Coordenadoria das Políticas do Livro e de Acervos da Secretaria da Cultura do Ceará, atuando como curador da IX Bienal Internacional do Livro do Ceará, secretário executivo da Cultura, editor da “Coleção Nossa Cultura” de resgate do patrimônio artístico-literário cearense, coordenador da I Feira do Livro do Ceará em Cabo Verde (África), redator e criador do Prêmio Literário para Autor(a) Cearense (2010), entre outros. Em 2012 recebeu a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza, pelos serviços prestados à cultura do Ceará, assim como, a Medalha Brigadeiro Tibúrcio, de Viçosa do Ceará, em 2017, e o Troféu Haroldo Serra, na categoria “Literatura”, em 2022. Em 2017 recebeu o Troféu HQMIX, na categoria “Grande Contribuição”, pelo projeto “Curso Básico de Histórias em Quadrinhos”, em EaD/120h, o primeiro do gênero no país. Atua durante anos como coordenador editorial da coleção Paic & Poesia da Secretaria da Educação do Estado do Ceará (Seduc). Coordenou e executou diversos cursos a distância de relevância cultural e artística. Foi organizador, curador e coordenador dos álbuns em quadrinhos da Coleção DISCOnversando da Mostra Sesc HQ em Pacoti nas edições de 2024 e 2025. Desde 2007 é cronista convidado do Caderno “Vida & Arte” do jornal O POVO. Mantém o blog AlmanaCultura e é gerente de criação de projetos da Fundação Demócrito Rocha (FDR). CHICO MARINHO (gerente de audiovisual da Fundação Demócrito Rocha), será coordenador de toda a cobertura audiovisual do projeto, incluindo o documentário de até 60 minutos: Formado em jornalismo em 1987, no Recife. Iniciou a carreira no jornal impresso e logo em seguida adentrou no audiovisual. Foi editor-chefe e diretor de jornalismo nas afiliadas das redes SBT, Band, Record e Tv Universitária. No início dos anos 2000 iniciou os trabalhos de coordenação de audiovisual na propaganda política partidária. Também dirigiu filmes documentários, entre eles Seu Domingos e Os Caminhos da Sanfona em Pernambuco. Como proprietário de produtora de vídeos montou séries e realities para emissores locais e nacionais. Atualmente é editor-chefe do Núcleo audiovisual do Grupo O POVO e gerente audiovisual da Fundação Demócrito Rocha. FABRÍCIA GÓIS (coordenadora de projetos e relacionamento da Fundação Demócrito Rocha), também será responsável pela coordenação da produção audiovisual do projeto: Graduada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, cursa atualmente MBA em Gestão de Projetos e possui no currículo, cursos em Arte educação social em Vídeo - ENCINE, Curso de Elaboração de Projetos para Área Cultural – SEBRAE, Oficina de Audiovisual – SINEDUC, Curso de Comunicadores Sociais em Vídeo – Ong Encine, Curso de Direção de Arte para Cinema- CCBN, Curso Economia e Mercado do Cinema e Audiovisual. Premiada pelo 1°Edital das Artes de Fortaleza, com o Documentário “Circulando no Grande” Pesquisadora e Produtora Executiva nos Documentários “Amigo do Pobre, Conhecido do Rico”. Em 2013, assumiu a Gerência de Produção e Programação na SECULTFOR, Coordenou a infraestrutura do Festival Vida & Arte (2018), coordenou o projeto Expedição Jornalística Ceará Gastronômico do Jornal O Povo. Premiada no VII edital das Artes de Fortaleza com o Projeto TEAR. Hoje, atua como coordenadora de projetos na Fundação Demócrito de Rocha. JOSEFA BRAGA CAVALCANTE SALES (gerente pedagógica da Fundação Demócrito Rocha), será responsável pela revisão pedagógica dos passeios guiados e palestras: Mestra em Avaliação de Políticas Públicas pela Universidade Federal do Ceará, Pesquisadora do Núcleo Multidisciplinar de Avaliação de Políticas Públicas (NUMAPP/UFC), Graduada em História e Pedagogia pela Universidade Estadual do Ceará com Pós-Graduação em Gestão Educacional, Supervisão Escolar, Planejamento Educacional e Docência para a Educação Profissional. AURELINO FREITAS (analista de licitações da Fundação Demócrito Rocha), fará todo o acompanhamento de documentação: Licenciado em Matemática pela UFC e atua há mais de 16 anos na coordenação, execução e acompanhamento de projetos educacionais e culturais, desenvolvidos em parceria com a iniciativa privada e o setor público. Possui amplo domínio de ferramentas governamentais como SALICWEB, e-Parcerias, TransfereGov, entre outras, além de sólida experiência na prestação de contas técnica e financeira de projetos firmados por meio de contratos, termos de fomento, cooperação, outorga, convênios e congêneres. Também atua com projetos viabilizados por Leis de Incentivo, como a Lei Rouanet, Lei de Incentivo ao Esporte (nas esferas estadual e federal) e Mecenato Estadual. Possui experiência em processos licitatórios, com ênfase em cotação de preços, editais de registro de preços e análise de editais com base na nova Lei de Licitações (Lei Federal nº 14.133/21).
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.