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O projeto visa realizar qualificações formativas baseadas na cultura ballroom, nas batalhas de rimas e arte urbana. Estimula a inserção produtiva de jovens LGBTI+ entre 15 e 29 anos das periferias da Região Metropolitana de Recife. Tem como foco o desenvolvimento artístico para geração de renda. Por meio da performance, busca fortalecer o protagonismo da juventude nos espaços culturais urbanos, de produção cultural e empreendedorismo criativo.
Qualificação 01: Ballroom em Cena ✔ Formação técnica e artística em ballroom; ✔ Qualificar em produção cultural e gestão criativa; ✔ Desenvolvimento de habilidades empreendedoras e inclusão produtiva. Módulo 1: Técnica e Criatividade em BallroomOficinas de voguing, runway, realness e outras categorias;Aulas de expressão corporal, coreografia e improvisação;Introdução à maquiagem artística, figurino e construção de persona performática;Práticas de criação e montagem de balls. Módulo 2: Produção Cultural e Gestão CriativaFundamentos da produção cultural: roteiro, produção executiva e direção artística;Elaboração de projetos e captação de recursos;Gestão de eventos: planejamento, equipe e execução;Leis de incentivo, editais e políticas culturais para juventude LGBTI+. Módulo 3: Empreendedorismo Criativo e Inclusão ProdutivaOficinas de empreendedorismo com foco em inovação social LGBTI+;Mentorias para desenvolvimento de projetos e negócios criativos;Branding pessoal, mídias digitais e marketing de carreira;Formalização de empreendimentos: MEI, coletivos e associações. Qualificação 02: Cores na Rima ✔ Oficinas práticas com MCs, produtores e artistas da cena; ✔ Laboratórios de rima, rodas de conversa e batalhas internas; ✔ Realização de um evento público com batalha de rimas e showcases. Módulo 1: Técnica e Expressão na Batalha de RimasCultura hip-hop e rap como ferramentas de resistência;Escrita criativa, rima, métrica e flow;Improviso, agilidade mental e resposta em batalha;Construção de discurso, identidade e narrativa;Performance de palco: presença cênica e dicção. Módulo 2: Política, Gênero e RepresentatividadeHip-hop como espaço político e de expressão social;Gênero, sexualidade e raça nas narrativas da rima;Estratégias de enfrentamento à LGBTfobia nos espaços urbanos;Corpo e voz como ferramentas de resistência. Módulo 3: Produção Cultural e Eventos de RuaOrganização de batalhas: logística, som, segurança e espaço;Curadoria, comunicação e articulação com artistas locais;Captação de recursos e construção de parcerias;Direitos autorais e licenciamento de obras. Qualificação Formativa 03: Cidade Visível ✔ Formação técnica e criativa em linguagens da arte urbana; ✔ Laboratórios de criação em artes visuais, oficinas de intervenção urbana e rodas de conversa sobre direito à cidade; ✔ Produção e realização de uma exposição de arte urbana e ocupação artística em espaço público. Módulo 1: Arte Urbana e Identidades VisíveisIntrodução à arte urbana e ao ativismo LGBTI+ como resistência cultural;Ilustração tradicional: corpos, identidades e narrativas visuais;Desenho com materiais não convencionais: experimentação e criatividade;Graffiti, stencil e protesto visual: técnicas e criação de mensagens de impacto. Módulo 2: Ocupação Urbana e Direito à CidadeTécnicas de colagem e recorte: reconstruções de corpos e memórias;Lambe-lambe: a rua como meio de comunicação direta;Intervenções urbanas: ocupação e ressignificação do espaço público;Pintura mural coletiva: colaboração e representatividade nas artes visuais. Módulo 3: Ativismo Criativo e Expressão DigitalArte digital e ativismo online: ferramentas para resistência nas redes;Oficina de cartazes e protesto criativo: criação de materiais de luta;Arte performática: o corpo como ferramenta política;Exposição final e ocupação artística: "Nossa Arte na Rua" — ação pública de encerramento.
Objetivo Geral Estimular a inserção produtiva de jovens LGBTI+ residentes em áreas de vulnerabilidade social da Região Metropolitana do Recife. Objetivos Específicos Realizar, ao longo de 9 meses, 3 qualificações formativas nas linguagens culturais do ballroom, das batalhas de rima e arte urbana. Cada capacitação será estruturada em 3 módulos, com 12 aulas realizadas uma vez por semana, totalizando 50 horas-aula.
A juventude LGBTI+ da periferia brasileira enfrenta um contexto interseccional de violações de direitos e exclusão histórica. Segundo a pesquisa "Percepções sobre a população LGBTI+ no Brasil" (Ipsos, 2021), embora 87% dos brasileiros reconheçam que essa população sofre discriminação, a efetivação de políticas públicas inclusivas ainda é limitada, especialmente em territórios periféricos. A situação torna-se ainda mais grave quando falamos de jovens negros, indígenas, pobres, pessoas com deficiência (PDC)/, trans e travestis — alvos recorrentes de violência, negligência institucional e exclusão de oportunidades educacionais e econômicas. O Atlas da Juventude (2021) mostra que jovens LGBTI+ têm menores taxas de escolarização, maior desemprego e maior vulnerabilidade socioeconômica em comparação com seus pares heterocisnormativos. O relatório "Violência contra LGBTI+ no Brasil" (ANTRA, 2023) revela que a maioria das vítimas de violência letal e institucional são jovens periféricos, com destaque para pessoas trans e travestis. No campo da cultura, essa exclusão se manifesta na sub-representação em editais e eventos, e na ausência de acesso à formação técnica e apoio à produção de seus próprios conteúdos. Segundo o Observatório Itaú Cultural (2022), a desigualdade de acesso à cultura é acentuada por marcadores como território, raça, gênero e sexualidade, evidenciando a urgência de ações afirmativas interseccionais. O IBV _ Instituto Boa Vista é uma ONG fundada em 2009, com sede no bairro da Boa Vista, no Recife, voltada à promoção da cidadania e dos Direitos Humanos, especialmente da população LGBT e de pessoas idosas. Sua localização estratégica, próxima à tradicional boate Metrópole, favorece a realização de atividades e eventos voltados à comunidade LGBTI+ da cidade. Nesse sentido, o IBV apresenta o projeto "Brilha Periferia", propondo as qualificações ‘Ballroom em Cena’, ‘Cores na Rima’ e ‘Cidade Visível, pensadas para dialogar com a juventude recifense, incorporando práticas como como voguing, rap, batalhas de rima e garte urbana. A instituição reconhece a cultura como motor de transformação social e econômica para juventudes periféricas LGBTI+. Investir em qualificações nas culturas urbanas e dissidentes é promover cidadania, autoestima e oportunidades reais de renda. A cultura ballroom, batalha de rimas e arte urbana funcionam como linguagens periféricas de resistência e pertencimento, carregando significativo potencial estético e econômico. São manifestações juvenis da cultura contemporânea surgidas em Nova York entre 1970 e 1980, que se consolidaram no Brasil na década de 1990. Em Recife, a cena ballroom ganhou força com o coletivo Vogue for Recife — que reúne as casas House of China, House of Kunoichis, House of Guerreiras e Casa Mandacaru (AFRONTOSAS, 2023). No hip hop, a Batalha da Escadaria, criada em 2008 e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial em 2023, se destacou como marco local (G1 PE, 2023). Paralelamente, o grafite firmou‑se como poderoso instrumento de denúncia social, afirmação identitária e revitalização do espaço público urbano (George, 2010; Silva, 2015). Com suporte técnico e estrutural, elas podem favorecer a inserção profissional de jovens LGBTI+ em setores como cultura, moda, música, audiovisual e organização de eventos. O uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais, previsto pela Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991), justifica-se pela natureza pública e transformadora do projeto. Ele visa democratizar o acesso à cultura, valorizar a diversidade e enfrentar desigualdades estruturais. O incentivo permitirá a viabilização das trilhas formativas, remuneração justa, aquisição de materiais, produção dos eventos finais e ampliação do impacto social do projeto. O "Brilha Periferia!" se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313/91: Inciso II _ "Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória." Inciso V _ "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira." Inciso VIII _ "Desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos e nações." E contribui diretamente para o cumprimento dos seguintes objetivos do Art. 3º: I _ "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais." II _ "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais." IV _ "Estimular a presença da cultura brasileira nos meios de comunicação de massa." V _ "Priorizar o apoio a projetos culturais cujos conteúdos e meios de realização respeitem os valores éticos e sociais da pessoa e da família." VIII _ "Valorizar a diversidade étnica e regional." A execução desse projeto só é possível com apoio estruturante, como o que pode ser viabilizado por meio do incentivo fiscal, que permite a articulação entre o poder público, a sociedade civil e a iniciativa privada. Por meio da Lei de Incentivo à Cultura, empresas parceiras poderão associar suas marcas a uma ação de impacto social concreto, que responde a demandas urgentes por justiça social, equidade e inserção produtiva. Referências AFRONTOSAR. Vogue for Recife: fortalecimento da cultura ballroom. Recife, 2023.ANTRA. Relatório: Violência contra LGBTI+ no Brasil. 2023. Disponível em: https://antrabrasil.org. Acesso em: 29 abr. 2025.BRASIL. Lei nº 8.313/91. Institui o Pronac. DOU, 24 dez. 1991.DORNELAS, A. História do Hip Hop. SP: Editora Rua, 2021.GEORGE, N. Hip Hop America. NY: Viking, 2010.G1 PE. Batalha da Escadaria é patrimônio do Recife. 2023. Disponível em: https://g1.globo.com. Acesso em: 29 abr. 2025.IPSOS. Percepções sobre a população LGBTI+. 2021. Disponível em: https://ipsos.com. Acesso em: 29 abr. 2025.OBSERVATÓRIO ITAÚ CULTURAL. Desigualdades no acesso à cultura no Brasil. SP: 2022.SILVA, C. A. O grafite em Recife. Recife: Ed. UFPE, 2015.SOUZA, R. Ballroom: arte, resistência e cultura LGBTI+. SP: Orgânica, 2017.ATLAS DA JUVENTUDE. Relatório Juventudes no Brasil 2021. SP: Fundação Roberto Marinho; Em Movimento, 2021.
✔ Os cursos de qualificação formativa desenvolvidos pelo Instituto Boa Vista, com o apoio do Ministério da Cultura, têm como objetivo capacitar 60 jovens LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social das periferias de Recife.
Objetivo Geral: Fomentar o desenvolvimento de habilidades técnicas, artísticas e criativas de jovens LGBTI+ por meio da qualificação em ballroom, batalhas de rima, arte urbana. Objetivos Específicos: ✔ Qualificar em técnicas de ballroom: voguing, runway, realness e coreografia;✔ Ensinar fundamentos da produção cultural: projetos, captação de recursos e gestão de eventos;✔ Desenvolver competências empreendedoras: criação de negócios, branding e marketing artístico;✔ Estimular reflexões sobre gênero, sexualidade, representatividade e LGBTfobia nas batalhas de rima e arte de rua;✔ Preparar para a realização de eventos culturais, batalhas de rima, showcases e exposições de arte urbana. Justificativa Ao integrar formação técnica, produção cultural e empreendedorismo criativo, o projeto contribuirá para o fortalecimento da identidade com foco no trabalho cultural, além de fomentar a reflexão crítica sobre questões de gênero e sexualidade nas manifestações culturais. Público-Alvo Jovens de 15 a 29 anos, pertencentes à comunidade LGBTI+ da periferia de Recife, com interesse nas áreas de cultura, arte, música, dança e empreendedorismo. Critério de Seleção: ✔ Idade entre 15 e 29 anos; ✔ Interesse nas áreas de cultura e arte, especialmente no contexto do ballroom ou das batalhas de rima; ✔ Prioridade para jovens LGBTI+ em situação de vulnerabilidade social; ✔ Inscrições via formulário online. Metodologias de Ensino: ✔ Aulas Expositivas: Para introdução de conceitos técnicos e teóricos, como história do ballroom, técnicas de rima e produção cultural.✔ Oficinas Práticas: Para desenvolvimento das habilidades específicas nas áreas de ballroom, rima e arte urbana, com ênfase na experimentação e criação.✔ Laboratórios e Rodas de Conversa: Espaços colaborativos para a troca de experiências, discussões sobre gênero, sexualidade e identidade, e assuntos correlatos;✔ Eventos Práticos: Ao final de cada módulo serão realizados quatro eventos: os três, em espaço aberto ao público (por exemplo, vão livre do Museu Cais do Sertão, Parque D. Lindu, etc e Boate Metrópole) o quarto em local fechado restrito aos alunos e convidados para celebração do término do curso. Material Didático a Ser Utilizado: ✔ Apostilas e materiais digitais, vídeos e tutoriais;✔ Softwares e aplicativos de design para criação de figurinos, maquiagem e branding;✔ Materiais sobre políticas públicas, leis de incentivo e financiamento de projetos culturais. Profissionais Envolvidos: ✔ Sociólogo / Coordenador Geral✔ Sociólogo / Assistente de Coordenação✔ Auxiliar administrativo / Financeiro✔ Designer / Educadora✔ Assistente Social / Educadora✔ Social Mídia;✔ Oficineiros com experiência prática nas categorias de ballroom (voguing, runway, realness);✔ Oficineiros com experiência em expressões de rima e hip-hop e técnica de batalha de rimas;✔ Oficineiros com experiência em grafite e lambe-lambe. Plano de Avaliação ✔Questionários semanais e monitoramento das atividades práticas para acompanhar o aprendizado dos alunos;✔ Reuniões quinzenais da equipe para adaptar o curso conforme necessário;✔ Diários de bordo e reflexões da equipe para promover o autoconhecimento e alinhamento das práticas profissionais;
Entendendo que a acessibilidade é um direito socialmente conquistado e um compromisso ético com a equidade, o projeto “Brilha Periferia!” incorpora desde sua concepção, medidas concretas para garantir a participação plena de pessoas com deficiência em todas as ações propostas. Ao reconhecer que a exclusão social se manifesta de forma multidimensional, a acessibilidade no projeto é pensada como parte essencial da democratização do acesso à cultura, ao conhecimento e às oportunidades. A sede do Instituto Boa Vista, local onde os cursos serão ofertados, atende às normas de acessibilidade arquitetônica, com infraestrutura adequada à mobilidade de pessoas com deficiência física. Dentre os recursos disponíveis, destacam-se: •Banheiros adaptados, com barras de apoio, espaço interno ampliado e sinalização acessível;•Rampas de acesso e nivelamento de ambientes, assegurando a circulação segura de cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida;•Placas de sinalização em braile nos principais ambientes;•Reservas de assento preferencia, garantindo conforto e autonomia aos participantes com deficiência. Com o compromisso de garantir qualidade, acolhimento e equidade para todas as pessoas envolvidas, as ações do projeto são cuidadosamente planejadas para assegurar a participação de todos os públicos. Nosso objetivo é proporcionar um ambiente seguro, inclusivo e respeitoso, promovendo um forte sentimento de pertencimento e bem-estar. Sendo assim, as dinâmicas propostas, bem como os materiais utilizados, garantirão a plena participação de todas as pessoas. Isso porque entendemos que acessibilidade vai muito além da estrutura física: ela está diretamente ligada à garantia de direitos, à escuta ativa e à valorização da diversidade humana. Nesse sentido, o projeto adotará uma série de recursos de mediação e tradução de conteúdo, com o objetivo de ampliar o alcance e a compreensão das atividades formativas e das produções culturais desenvolvidas. Entre as medidas previstas estão: - Intérpretes de Libras em todas as atividades ao vivo, como oficinas, rodas de conversa, apresentações e eventos públicos;- Audiodescrição de vídeos, performances e registros audiovisuais produzidos ao longo do projeto;- Legendas descritivas para todos os conteúdos audiovisuais, incluindo identificação de falas, sons ambientes e trilhas sonoras;- Materiais impressos e digitais em braile e em formatos acessíveis, para ampla divulgação das atividades formativas e informativas;- Visitas sensoriais nos eventos de culminância, proporcionando experiências imersivas a pessoas com deficiência visual ou intelectual, com mediação sensível às suas necessidades;- Áudio descrição em locução, favorecendo o conhecimento das produções por pessoas com deficiência visual;- Monitoria especializada inclusiva ao longo das atividades, com o uso de linguagem simples — recurso da acessibilidade cognitiva, criado para facilitar a comunicação com pessoas com deficiência intelectual; Adoção de práticas inclusivas voltadas para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), incluindo: •Monitoria preparada para evitar estímulos sensoriais excessivos, como sons altos, luzes fortes e aglomerações;•Disponibilização de espaço para gerenciamento de crise em caso de necessidade;• seus acompanhantes•Acesso facilitado por meio de fast pass, permitindo, se necessário, entrada por vias alternativas;•Distribuição de protetores auriculares ou fones de ouvido para reduzir ruídos;•Oferta de óculos escuros para diminuir a exposição à luz intensa. Além disso, todos os membros da equipe e oficineiros receberão orientações sobre práticas inclusivas, linguagem acessível e atendimento humanizado, contribuindo para a construção de ambientes seguros, respeitosos e acolhedores. A aposta na acessibilidade como eixo estruturante do projeto está em consonância com o compromisso ético e político do “Brilha Periferia” que é fazer da cultura uma ferramenta de transformação real e inclusão efetiva.
O projeto tem como princípio fundamental, a garantia de que a cultura não seja um privilégio de poucos, mas sim um direito de todos, especialmente daqueles que historicamente foram marginalizados e silenciados. Pensando nisso, a democratização de acesso aos produtos culturais gerados pelo projeto será realizada de maneira estratégica e abrangente, alcançando tanto os jovens participantes quanto a população em geral, com foco na periferia, nas juventudes LGBTI+ e nas comunidades em situação de vulnerabilidade. Sendo assim, a exposição do trabalho desenvolvido a será realizada por meio de canais acessíveis e descentralizados, visando o alcance máximo dentro das comunidades periféricas e também no espaço digital, garantindo a visibilidade e a valorização das produções culturais locais. Todas as produções artísticas realizadas pelos jovens, como videoclipes, apresentações de voguing, performances de rap e freestyle, serão registradas e compartilhadas por plataformas como YouTube, Instagram e TikTok. A ideia é democratizar o acesso e garantir que essas expressões artísticas cheguem ao maior número possível de pessoas, incluindo aquelas que não têm acesso físico aos espaços do projeto, viabilizando a interação direta do público com os participantes. Além disso, a ampliação do acesso aos resultados do projeto se dará por meio de uma série de medidas inclusivas, que visam não só a distribuição física e digital dos conteúdos, mas também a criação de espaços mais acessíveis e interativos para o público geral, à exemplo: •Ensaios abertos: Durante o processo formativo, serão realizados ensaios abertos, onde a comunidade poderá acompanhar o desenvolvimento das produções culturais, assistir a performances ao vivo e interagir com os participantes; •Visibilidade digital e interativa: Para garantir que a formação não fique restrita ao espaço físico, os ensaios abertos serão transmitidas ao vivo pela internet, através de plataformas como YouTube, Instagram e Facebook, os quais, ficarão salvo no canal do IBV no Youtube. Todos os conteúdos também terão acessibilidade garantida, com legendas descritivas, tradução em Libras e audiodescrição, para garantir o acesso e a interação das pessoas com deficiência;•Transmissão ao vivo e acessibilidade online: As transmissões ao vivo com interação direta do público, bastidores das produções e debates sobre cultura e resistência permitirão que os participantes e a comunidade possam acompanhar de perto o processo criativo, além de fortalecer a construção de uma rede colaborativa e inclusiva. Reconhecendo que as barreiras econômicas também constituem obstáculos à participação plena em ações formativas, o projeto "Brilha Periferia!" adotará medidas de apoio direto para garantir o acesso e a permanência dos participantes nos cursos. Dentre essas ações, destaca-se a disponibilização de ajuda de custo para transporte e alimentação dos/as alunos/as, assegurando que pessoas em situação de vulnerabilidade socioeconômica consigam não apenas chegar aos locais de formação, mas também permanecer com regularidade ao longo de todo o percurso formativo. Essa medida visa ampliar o alcance do projeto, permitindo que jovens da periferia com maior vulnerabilidade social, pessoas com deficiência, pessoas LGBTI+ e outros públicos historicamente excluídos em situação semelhante, tenham as mesmas condições de usufruir das oportunidades oferecidas. Com isso, reforça-se o compromisso com a equidade, a justiça social e a efetivação dos direitos culturais. Fortalecimento de Redes de Colaboração A democratização do acesso também se dá por meio da construção de redes de colaboração, que integram jovens, coletivos culturais, produtores e organizações periféricas. O projeto buscará estabelecer parcerias com outras iniciativas culturais e sociais, criando uma rede de apoio à visibilidade e circulação das produções criativas. Esse fortalecimento das redes periféricas visa garantir que os produtos culturais sejam parte de um movimento mais amplo de fortalecimento da economia criativa na periferia. Com a construção dessas redes, será possível ampliar o impacto do projeto, não só nos territórios diretamente envolvidos, mas também em outras regiões, criando um movimento de troca cultural e fortalecendo as vozes que vêm das margens. A democratização de acesso aos produtos culturais gerados pelo "Brilha Periferia" busca, acima de tudo, garantir que todos tenham a oportunidade de ver, ouvir e vivenciar o talento e a força criativa das juventudes LGBTI+ e periféricas. Apoio social e Proteção de Direitos A atuação da assistente social no projeto "Brilha Periferia!" é estratégica para assegurar a efetivação dos direitos sociais dos jovens participantes, promovendo tanto o acesso quanto a permanência nas ações de qualificação. Sua presença fortalece o caráter emancipatório, inclusivo e protetivo da iniciativa. Integrando-se de forma interdisciplinar com as demais áreas do projeto, a profissional terá como atribuições:Realizar acolhimento social dos participantes, identificando demandas que possam impactar sua permanência e desempenho nas atividades formativas;Articular a rede de proteção social e os serviços públicos (educação, saúde, assistência, cultura, trabalho e direitos humanos), encaminhando os participantes sempre que necessário;Atuar na mediação de conflitos, na escuta qualificada e no fortalecimento dos vínculos comunitários. Impacto social / cultural O projeto deixará como legado o fortalecimento da autoestima e do protagonismo de jovens LGBTI+ da periferia do Recife, por meio da arte e da cultura. Promoverá benefícios imateriais como a valorização da identidade e inclusão social, e materiais como capacitação técnica e artística, ampliando oportunidades de renda e inserção produtiva na economia criativa, além de fomentar redes de apoio e colaboração cultural no território
Acioli Neto – Sociólogo - Coordenação Geral Sociólogo, pós graduado em Dinâmica de Grupo, Gestão Hospitalar e especialista em Gerontologia. Trabalhou em instituições públicas (Prefeitura do Recife e Ministério da Saúde) e em organizações não governamentais. Tem larga experiência como consultor de projetos sociais para o Governo de Pernambuco, PNUD, UNODC e União Europeia. Atualmente é Coordenador Geral do Instituto Boa Vista. Fabrício Fontes - Sociólogo - Assistente de Coordenação Profissional com sólida formação acadêmica e experiência na interface entre cultura, trabalho e desenvolvimento social. Bacharel em Ciências Sociais pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar, 2016), Licenciado em Sociologia pela Faculdade de Educação Paulistana (FAEP, 2020) e Mestre em Serviço Social pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB, 2023). Atua na promoção de processos formativos voltados à economia criativa, com foco em populações historicamente vulnerabilizadas, integrando saberes sociológicos e práticas pedagógicas inclusivas à gestão de projetos culturais e à qualificação para o mundo do trabalho. Antonio de Alburquerque Xavier – Assistente Administrativo / Financeiro Profissional com experiência nas áreas administrativa e financeira, atuando em planejamento, controle e execução de atividades organizacionais. Graduado em Ciência da Computação e pós-graduado em Business Analytics e Análise de Dados. Atuou em instituições como MAX Estratégia em Educação, Instituto Boa Vista e MXavier Consultores. Possui habilidades em organização, atendimento e gestão financeira. Giovana Borges da Silva - Assistente Social - Educadora Graduada em Serviço Social pela Universidade Católica de Pernambuco. Possui experiência em acolhimento, mediação escolar, pesquisa acadêmica e desenvolvimento de projetos sociais voltados para populações em situação de vulnerabilidade, com ênfase em pessoas LGBTI+. Integrou iniciativas de fomento à diversidade e combate ao preconceito no setor corporativo e educacional. Yanne Vicente da Paz - Design – Educadora Designer e ilustradora graduada pela Universidade Federal de Pernambuco, com ampla experiência em projetos gráficos, editoriais, de storytelling e educacionais voltados à criatividade e às artes visuais. Ativista social, já ministrou workshops de criatividade voltados à população jovem, moradora da periferia no interior de Pernambuco. É ativista virtual, atuando na emancipação de pessoas LGBTI+ através de ilustrações e quadrinhos. Social Mídia - A definir. Profissional responsável por planejar, criar e gerenciar conteúdos nas redes sociais, com o objetivo de fortalecer sua presença digital e engajar o público. Ele desenvolve estratégias de comunicação, produz textos, imagens e vídeos, agenda publicações, interage com os seguidores, analisa métricas de desempenho e acompanha tendências para manter a relevância da marca nas plataformas digitais. Oficineiros e demais integrantes. Execução da iniciativa visando alcançar o objetivo de estimular a inserção produtiva de jovens LGBTI+ que vivem em áreas de vulnerabilidade social na Região Metropolitana do Recife.
PROJETO ARQUIVADO.