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Levar oficinas de teatro e apresentações gratuitas para escolas públicas e valorizar grupos de teatro locais por meio de apresentações contratadas.
As apresentações teatrais terão caráter educativo e cultural, com peças encenadas por grupos locais. As obras abordarão temas como cidadania, direitos humanos, cultura popular, meio ambiente e diversidade, utilizando uma linguagem acessível ao público escolar.Com duração média de 40 a 60 minutos, as peças serão selecionadas com base em critérios pedagógicos e artísticos, respeitando a faixa etária dos alunos e assegurando recursos de acessibilidade.
Objetivo Geral: Promover o acesso à formação cultural e à linguagem teatral entre crianças, adolescentes e educadores de escolas públicas de Parauapebas, por meio de oficinas e apresentações teatrais, valorizando a produção artística local com a contratação de grupos de teatro do município, como forma de incentivar a economia criativa, fortalecer os vínculos comunitários e ampliar o protagonismo cultural da região. Objetivos Específicos:- Realizar 04 (quatro) oficinas de iniciação teatral em escolas públicas localizadas nas zonas urbana e rural do município, voltadas para crianças e adolescentes, totalizando cerca de 80 (oitenta) alunos participantes, durante 3 meses e 4 horas aula por semana totalizando 48 horas aula no total;- Promover 04 (quatro) apresentações teatrais de culminância das oficinas, montada pelos alunos;- Contratar 04 (quatro) grupos de teatro locais para apresentações infantojuvenis nas escolas;- Oferecer, de forma totalmente gratuita, uma experiência cultural enriquecedora à aproximadamente 1.000 (mil) pessoas por meio das apresentações contratadas e dos alunos;- Oferecer 01 (uma) oficina de capacitação para professores, com a participação de 20 (vinte) educadores da rede pública de ensino, com 20 horas aula.
Parauapebas é um município marcado por desigualdades sociais e pela carência de políticas públicas que garantam o acesso efetivo à cultura, especialmente para crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade. De acordo com o Diagnóstico Socioassistencial de Parauapebas (2021), cerca de 79,76% das famílias cadastradas no CadÚnico se encontram em situação de vulnerabilidade alta ou média, o que representa mais de 25 mil famílias em contextos de fragilidade econômica e social.O Índice de Vulnerabilidade Social Familiar (IVSF) mostra que a maioria dos bairros da zona urbana apresenta níveis altos ou muito altos de vulnerabilidade, com destaque para regiões periféricas e comunidades da zona rural, onde o acesso a atividades educativas e culturais é quase inexistente. Apesar de o município contar com 107 escolas públicas, apenas 5 delas contavam com o Programa Mais Educação em 2020, a maioria não dispõe de programas complementares ou ações voltadas à formação cultural, o que limita o desenvolvimento integral dos estudantes.Outro fator agravante é o acesso à infraestrutura cultural da cidade. O único centro cultural de Parauapebas está localizado em um bairro de difícil acesso, distante da área central e fora da rota das vans do transporte coletivo. Para chegar até o espaço, é necessário caminhar aproximadamente 1 km a partir do ponto de onibus mais próximo, o que representa uma barreira significativa, especialmente para crianças, adolescentes e moradores de baixa renda. Além disso, esse equipamento cultural sofre com a escassez de programações abertas ao público e com a ausência de ações contínuas voltadas para a formação de plateia e o estímulo à produção artística local.Nesse cenário, o projeto "O Teatro Vai à Escola: Descobrindo o Teatro" surge como uma resposta direta aos desafios identificados no diagnóstico social do município. Ao levar oficinas de teatro para escolas públicas das zonas urbana e rural e promover a formação de professores por meio de oficinas, a proposta atua como ferramenta de inclusão social, fortalecimento da autoestima, estímulo à criatividade e à cidadania. Ao mesmo tempo, valoriza a cultura local ao contratar grupos de teatro do próprio município, criando um ciclo de formação, fruição e produção cultural onde mais se precisa: dentro da escola pública.O projeto está enquadrado nos incisos do Art. 1º da Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991, conforme descrito:I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores;VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;IX _ priorizar o produto cultural originário do País.Artigo 3º da Lei nº 8.313 de 23 de dezembro de 1991 que nas suas devidas proporções a presente proposta se enquadra, a medida em que pretende fazer:I - incentivo à formação artística e cultural, mediante:d) estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes;II - fomento à produção cultural e artística, mediante:c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;
Projeto Pedagógico – Oficinas “Descobrindo o Teatro”Nome das OficinasDescobrindo o Teatro – Iniciação Teatral para Estudantes e Formação para Educadores- ResponsávelWanderley Silva Lima Ator, diretor e arte-educador, com DRT nº 176 e formação pela Escola de Teatro e Dança da Universidade Federal do Pará (ETDUFPA). Fundador da Cia de Teatro Reflexo Artes Cênicas (2004–2022), atuou em dezenas de espetáculos nas periferias de Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás. Foi professor do Projeto Esperança (2009–2022) e do programa PGCult da Fundação Vale, com ampla experiência em oficinas com foco em direitos humanos e arte como instrumento de transformação social. Em 2013, atuou como diretor na Casa das Artes de Parauapebas. Será o oficineiro responsável por ambas as turmas, orientando técnica e artisticamente os participantes.- Objetivos PedagógicosGeral: Despertar o interesse pela linguagem teatral e proporcionar vivências criativas que ampliem as possibilidades de expressão, convivência e pensamento crítico entre estudantes e educadores da rede pública de Parauapebas.Específicos:Estimular a expressão corporal e vocal dos participantes;Desenvolver a escuta, a empatia e a cooperação em grupo;Explorar temas sociais e comunitários através de jogos e improvisações;Oferecer aos educadores ferramentas teatrais aplicáveis em sala de aula;Valorizar a cultura local e promover o protagonismo dos participantes. - MetodologiaA metodologia é baseada na pedagogia do teatro, com ênfase na aprendizagem por meio da experiência, da criação coletiva e da escuta ativa. As oficinas serão compostas por jogos teatrais, exercícios de corpo e voz, improvisações, construção de cenas e partilha pública. A abordagem é dialógica e inclusiva, respeitando as particularidades de cada grupo e garantindo acessibilidade plena. - Público-Alvo e Carga HoráriaTurma Estudantes (Ensino Fundamental e Ensino Médio) Carga horária: 48 horas Modalidade: Oficina presencial, com 4 horas semanais, ao longo de semanas.Turma Educadores (Professores da rede pública) Carga horária: 20 horas Modalidade: Oficina intensiva, com foco em jogos, didáticas criativas e aplicação pedagógica do teatro. - Conteúdo ProgramáticoPara Estudantes (48h)Jogos de integração e confiançaExpressão corporal e consciência espacialVoz e articulação como instrumentos expressivosImprovisações e escuta coletivaConstrução de personagens e narrativasCenas com temas sociais (ex: identidade, escola, território)Ensaios e ajustes colaborativosApresentação final para a comunidade escolarPara Educadores (20h)Teatro como ferramenta pedagógicaJogos dramáticos aplicáveis em sala de aulaCorpo e voz na comunicação docenteCriação de situações fictícias para mediação de conflitosPlanejamento de atividades artísticas interdisciplinaresOficina prática de criação coletivaAvaliação e feedback sobre os processos vividos- AcessibilidadeAs oficinas serão 100% acessíveis, com:Espaços com rampas e banheiros adaptados;Intérprete de Libras em todos os encontros;Materiais em braille e fonte ampliada;Audiodescrição das cenas e atividades práticas;Apoio de monitores capacitados para atendimento a PcDs e pessoas com TEA. - Forma de Seleção dos ParticipantesAs oficinas serão destinadas a alunos da rede pública de ensino. A equipe do projeto irá até as escolas apresentar a proposta e distribuir fichas de inscrição presencial aos alunos interessados. Serão selecionados até 20 participantes por turma, com formação de cadastro reserva para garantir a reposição de vagas em caso de desistências. A seleção será feita com apoio da equipe pedagógica da escola, priorizando estudantes com menor acesso a atividades culturais e garantindo diversidade de gênero, faixa etária, e prioridade para pessoas com deficiência. O objetivo é assegurar turmas inclusivas e representativas da realidade local. - Itens de Apoio às Atividades Teatrais:- Apostila - Agenda para anotação- Lápis- Caneta
1. Acessibilidade Física Todas as atividades do projeto ocorrerão em espaços escolares previamente avaliados quanto à acessibilidade estrutural. Serão priorizados locais que contem com rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização acessível. Quando necessário, serão providenciadas guias táteis provisórias e adaptações temporárias que assegurem a autonomia de pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida.2. Acessibilidade de Conteúdo Para garantir a plena compreensão e fruição das oficinas e espetáculos teatrais, o projeto adotará múltiplos recursos de acessibilidade de conteúdo:- Intérprete de Libras em todas as atividades;- Audiodescrição ao vivo durante os espetáculos;- Materiais em braille e fonte ampliada para participantes com deficiência visual;- Legendas descritivas em vídeos institucionais e formativos;- Visitas sensoriais orientadas previamente às apresentações, especialmente pensadas para pessoas com deficiência visual e intelectual.
Art. 47. Em complemento às medidas de democratização de acesso, o proponente deverá prever a adoção de, pelo menos, uma das seguintes medidas de ampliação do acesso: III - disponibilizar, na internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referentes ao produto principal, acompanhado com libras e audiodescrição;
MARCOS CARVALHO MONTEIRO – DIRETOR GERAL E PROPONENTE Iniciou sua carreira artística em 2016 no grupo de teatro AVE Arte Viva no Evangelho, onde desenvolveu atividades como ator. Após um ano, assumiu a direção e dirigiu diversas peças incluisive na Fazenda da Esperança (comunidade terapêutica que atua desde 1983 no processo de recuperação de pessoas que buscam a libertação de seus vícios), sendo homenageado pela Associação de Teatro de Parauapebas pelos trabalhos realizados. Posteriormente, ingressou na Companhia de Teatro Maria Clara Machado, onde atua como ator e Diretor. Marcos também faz parte da direção do Instituto Cultural Terra Fértil, contribuindo para importantes projetos culturais no município. Como Diretor Geral e Proponente deste projeto, será responsável pela coordenação geral e supervisão de todas as atividades. Ele gerenciará a equipe técnica, supervisionando as oficinas de teatro e as apresentações, além de garantir que as metas e objetivos do projeto sejam atingidos.KALIL IZAAC DE JESUS ALMEIDA - DIRETOR ARTÍSTICOAtor, produtor cultural e professor, iniciou sua trajetória no teatro como catequista, organizando o Auto de Nossa Senhora de Fátima. Integrou o grupo AVE – Arte Viva no Evangelho, onde encenou e ajudou a produzir a Paixão de Cristo. Posteriormente, ingressou na Cia de Teatro Maria Clara Machado, onde permanece até hoje. Com formação em teatro e experiência na produção cultural, foi contemplado por programas de incentivo à cultura e atua como professor de teatro no Instituto IDESC. Kalil atuará como Diretor Artístico responsável pela escolha dos grupos teatrais que participarão do projeto, analisando a qualidade do trabalho e se ele se encaixa no que estamos propondo. Ele vai acompanhar os ensaios e apresentações para garantir que tudo mantenha o nível artístico que queremos, além de servir como ponte entre os grupos contratados, a produção do projeto e os oficineiros, ajudando a alinhar as ideias e resolver qualquer questão relacionada à parte artística. Com sua experiência como ator, produtor e professor de teatro, Kalil tem toda a bagagem necessária para fazer essa curadoria e mediação de forma eficiente.KAYLANNE BRITO ARAÚJO – DIRETORA DE PRODUÇÃOKaylanne Brito Araujo iniciou sua carreira artística em 2018 em uma oficina de teatro promovida pelo Centro Cultural de Parauapebas. Posteriormente (2020), ingressou na Companhia de Teatro Maria Clara Machado, onde atua como atriz, maquiadora e assistente de produção. Como Coordenadora de Produção e Comunicação do projeto, Kaylanne será responsável por coordenar todas as atividades de produção, garantindo o cumprimento do cronograma, a logística de eventos e a supervisão do contato com fornecedores e locação de equipamentos.WANDERLEY SILVA LIMA - OFICINEIROFormado pela Escola de Teatro e Dança da UFPA (E.T.DUFPA) em 2008, com registro profissional (DRT: 176), Wanderley é um experiente ator e pesquisador em artes cênicas. Como fundador e diretor da Cia de Teatro Reflexo Artes Cênicas (2004-2022), ele coordenou e participou de diversas apresentações, tanto em ruas quanto em teatros, nas periferias de Parauapebas e Curionópolis (Serra Pelada). Seu trabalho é reconhecido em Parauapebas, Curionópolis e Canaã dos Carajás, onde atuou como arte-educador, dramaturgo e diretor de teatro no Projeto Esperança (2009-2022), desenvolvendo peças com forte engajamento social voltadas para a defesa dos direitos das crianças e adolescentes. Em 2013, foi diretor de teatro na Casa das Artes em Parauapebas e professor no projeto PGCult da Fundação Vale. Como Oficineiro, será responsável por ministrar as oficinas de iniciação teatral, orientando os alunos na criação e desenvolvimento artístico.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.