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PRONAC 253004Autorizada a captação total dos recursosMecenato

ÓNÁ ÉWÁ - Cuidado Ancestral

36.043.041 RAYANE RODRIGUES DA COSTA
Solicitado
R$ 198,1 mil
Aprovado
R$ 198,1 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações Educ-Cult em Humanidades em geral
Enquadramento
Artigo 26
Tipologia
Povos de Terreiro
Ano
25

Localização e período

UF principal
RJ
Município
Rio de Janeiro
Início
2025-09-10
Término
2026-06-10
Locais de realização (1)
Rio de Janeiro Rio de Janeiro

Resumo

Ònà Ẹwà é um projeto sociocultural que promove oficinas e rodas de conversa sobre cultura afro-brasileira para mulheres pretas, gordas, periféricas e de Terreiro. Com foco no cuidado coletivo e no autocuidado como patrimônios culturais, valoriza saberes ancestrais e práticas de matriz africana. Idealizado por uma mulher preta e neurodivergente, o projeto busca acolher, fortalecer identidades e enfrentar o racismo, a intolerância religiosa, a gordofobia e a misoginia. A iniciativa mobiliza parcerias com universidades públicas, instituições culturais e coletivos locais, ampliando o alcance e o impacto das ações. O apoio da Lei Rouanet é essencial para sua continuidade, estrutura e acessibilidade.

Sinopse

O projeto propõe uma vivência cultural e terapêutica voltada para mulheres pretas, gordas, periféricas e de religiões de matriz africana, valorizando suas trajetórias por meio da reafirmação da cultura de Terreiro como tecnologia ancestral de cura e cuidado coletivo. Por meio de oficinas e rodas de conversa, serão exploradas práticas de autocuidado, espiritualidade, corporalidade e empoderamento, fortalecendo a identidade e a saúde mental dessas mulheres em um processo de resistência cultural e sociológica. A iniciativa privilegia a inclusão, a diversidade e a democratização do acesso às expressões culturais afro-brasileiras, promovendo a cultura como instrumento de transformação social e de fortalecimento comunitário. Oficinas Vivenciais Culturais Serão ofertadas duas oficinas mensais ao longo de cinco meses, totalizando 10 atividades. Essas oficinas terão caráter vivencial e terapêutico, abordando práticas ancestrais de autocuidado, espiritualidade, uso de ervas, expressões corporais e empoderamento de mulheres pretas, gordas, periféricas e de religiões de matriz africana. As atividades buscam promover a conexão com saberes ancestrais e a valorização das identidades culturais desses grupos. Classificação indicativa: 25 anos. Rodas de Conversa Mensais Mensalmente, será realizada uma roda de conversa aberta para discussão e troca de saberes sobre temas relacionados à cultura de Terreiro, autocuidado, enfrentamento das violências, empoderamento e saúde mental das mulheres negras. Esses encontros promoverão a construção coletiva de conhecimento e fortalecerão vínculos comunitários. Classificação indicativa: 25 anos.

Objetivos

Objetivos Gerais _ Promover a valorização da cultura afro-brasileira e dos saberes ancestrais como ferramentas de autocuidado, pertencimento e transformação social; _ Criar um espaço cultural seguro, acessível e inclusivo para a realização de vivências, oficinas e formações com foco em corpos dissidentes, especialmente mulheres negras, gordas, neurodivergentes, LGBTQIA+ e periféricas; _ Estimular processos formativos e extensionistas entre estudantes de universidades públicas e agentes culturais atuantes nos territórios, com base na articulação entre teoria e prática, cultura e comunidade; _ Sistematizar e disponibilizar de forma gratuita um acervo digital acessível com os conteúdos e registros das atividades, promovendo memória, difusão e fruição cultural em ambiente online. Objetivos Específicos Realizar 10 oficinas presenciais de práticas culturais e saberes afro-brasileiros voltadas ao cuidado coletivo e à valorização da ancestralidade.Promover 5 rodas de conversa com temáticas sobre identidade, bem viver e enfrentamento das opressões estruturais que atravessam os corpos negros e gordos.

Justificativa

O projeto Ònà Ẹwà propõe uma iniciativa cultural inovadora que integra ações de formação, criação, fruição e difusão de saberes ancestrais afro-brasileiros articulados ao autocuidado, à acessibilidade e à valorização de corpos dissidentes. Idealizado por uma mulher preta, gorda, periférica, neurodivergente, de terreiro e sobrevivente de violência doméstica, o projeto nasce da ausência de espaços seguros e não violentos que contemplem essas interseccionalidades. Sua realização requer o apoio do Mecanismo de Incentivo à Cultura, uma vez que sua complexidade, abrangência territorial e compromisso com acessibilidade plena e políticas afirmativas demandam recursos que ultrapassam as possibilidades de realização com recursos próprios ou por meio de editais pontuais. Mesmo sendo desenvolvido de forma voluntária e sem patrocínio até o momento, o projeto já articula parcerias significativas, como com a UFRJ, o Instituto de Pesquisas e Cultura Negra (IPCN), o Muhcab e demais instituições de valorização da cultura preta. Por meio de metodologia formativa, extensionista e comunitária, mobiliza estudantes de diversas áreas que aplicam seus conhecimentos na construção prática do projeto, ao mesmo tempo em que ampliam sua formação com valores civilizatórios afro-brasileiros, práticas de acessibilidade, inclusão e empatia. A proposta prevê, ainda, a aquisição de equipamentos de audiovisual e comunicação que permitirão a continuidade das ações, sua extensão digital e a manutenção de uma plataforma de rede, fruição e memória cultural. Nesse sentido, o projeto se enquadra nos seguintes dispositivos da Lei nº 8.313/91: Art. 1º O projeto atende aos incisos: I _ estímulo à produção cultural independente e plural, com forte componente comunitário e educativo; II _ acesso aos bens e serviços culturais por populações periféricas, pretas, gordas, neurodivergentes e com deficiência; VI _ preservação e promoção do patrimônio cultural imaterial afro-brasileiro, com foco nos saberes ancestrais e nas tecnologias de cuidado e cura tradicionais. Art. 3º A proposta contribui diretamente para os seguintes objetivos: I _ contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II _ promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, valorizando recursos humanos e conteúdos locais; III _ apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV _ proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VII _ estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Ao viabilizar ações que descentralizam a cultura do eixo zona sul do Rio de Janeiro, promovem acessibilidade integral e reconfiguram a forma de fazer cultura a partir dos territórios e das experiências de grupos historicamente excluídos, Ònà Ẹwà se posiciona como ferramenta potente de democratização cultural. O apoio por meio da Lei de Incentivo à Cultura é essencial para garantir a continuidade, qualidade e expansão dessas ações que impactam diretamente a formação cidadã, a equidade e o reconhecimento da diversidade como pilar do desenvolvimento cultural do país.

Estratégia de execução

O projeto é idealizado e coordenado por uma mulher preta, gorda, periférica, autista e com TDAH, integrante de terreiro e vítima de violência doméstica. Ele nasce da ausência de espaços que acolham suas múltiplas intersecionalidades de forma não violenta e integradora, buscando incluir e dialogar com todas essas dimensões em sua ação. Apesar de não contar com patrocínio ou incentivos financeiros, o projeto é mantido por meio de trabalho voluntário e estabelece parcerias significativas, como com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e outras instituições de valorização da cultura preta, graças à articulação e mobilização da idealizadora. Um aspecto central é a ação formativa, que envolve estudantes de diferentes áreas do conhecimento para aplicar seus aprendizados na construção do projeto, ao mesmo tempo em que se apropriam dos valores civilizatórios afro-brasileiros, inclusão, acessibilidade e empatia. Esse modelo fomenta a troca de saberes, o fortalecimento de redes colaborativas e amplia o impacto social e cultural da iniciativa. O projeto adota práticas de acessibilidade, com oferta de Libras e audiodescrição, e promove a democratização do acesso à cultura, realizando todas as atividades gratuitamente para o público, especialmente mulheres pretas, gordas, periféricas e de religiões de matriz africana. A integração entre ações presenciais e digitais reforça a inclusão e o fortalecimento comunitário. Considerando o formato e o alcance desejado, pretende-se adquirir equipamentos de audiovisual e comunicação para ampliar a qualidade das atividades e o engajamento do voluntariado, potencializando a visibilidade e o impacto social. Por fim, o projeto contribui para o enfrentamento do racismo, gordofobia, misoginia e intolerância religiosa, promovendo espaços seguros e acolhedores que valorizam saberes ancestrais e o empoderamento cultural, com ações de monitoramento e avaliação simples para garantir o cumprimento dos objetivos e o atendimento ao público previsto.

Especificação técnica

Detalhamento Técnico dos Produtos Oficinas Vivenciais Culturais Quantidade: 10 oficinas (2 por mês durante 5 meses)Duração: 3 horas cadaFormato: PresencialMateriais específicos serão definidos conforme a curadoria de cada oficina, considerando as particularidades dos temas e práticas abordadas. Essa flexibilidade permite adequar recursos naturais, manuais e pedagógicos conforme a necessidade de cada atividade.Projeto pedagógico: As oficinas são estruturadas para promover a vivência prática e sensível da cultura afro-brasileira, integrando saberes ancestrais, corporalidade e autocuidado. São conduzidas por profissionais e extensionistas que articulam a filosofia de Oxum, valorizando a cultura de Terreiro e a construção coletiva do conhecimento por meio da experiência direta, reflexão e troca comunitária. Rodas de Conversa Mensais Quantidade: 5 rodas de conversa (1 por mês)Duração: 2 horas cadaFormato: PresencialMaterial: Registro audiovisual para documentação e divulgação, material de apoio para mediação e pautas de discussão.Projeto pedagógico: Espaço dialogal que promove a escuta ativa, o compartilhamento de experiências e o fortalecimento da rede entre mulheres pretas, gordas, periféricas e de matriz africana. As conversas abordam temas relacionados à cultura, autocuidado, enfrentamento de violências e empoderamento, fomentando a construção de estratégias coletivas de resistência e cuidado.

Acessibilidade

O projeto se compromete com a promoção de um ambiente acessível, seguro e acolhedor para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, corpos diversos e públicos historicamente marginalizados, considerando diferentes dimensões da acessibilidade: arquitetônica, comunicacional, sensorial, atitudinal, territorial e digital. Acessibilidade arquitetônica As atividades presenciais serão realizadas em espaços que contem com estrutura acessível, incluindo rampas, sinalização adequada e banheiros adaptados, de modo a garantir a circulação de pessoas com deficiência física, pessoas gordas, usuárias de cadeiras de rodas, gestantes e pessoas idosas. A escolha dos locais também levará em consideração a mobilidade urbana e o acesso por transporte público, com o objetivo de descentralizar os equipamentos culturais da zona sul e ampliar o acesso nas regiões periféricas da cidade, especialmente a zona oeste. Acessibilidade comunicacional e sensorial Será assegurada a presença de intérprete de Libras em atividades de grande porte, como o painel de encerramento, além de eventos em que haja solicitação prévia no formulário de inscrição. O projeto prevê também a utilização de recursos de audiodescrição nas peças de divulgação e, se solicitado, nas atividades presenciais. O conteúdo publicado nas plataformas digitais do projeto será elaborado com atenção à acessibilidade, incluindo contrastes adequados, linguagem simples e formatação compatível com leitores de tela. Acessibilidade atitudinal Toda a equipe envolvida no projeto (profissionais, oficineiras, extensionistas e voluntárias) será orientada sobre práticas inclusivas, comunicação anticapacitista, respeito à diversidade e acolhimento das diferenças. Será adotado um termo de compromisso ético com diretrizes de conduta respeitosa e inclusiva, garantindo a individualidade de cada participante. Reuniões internas reforçarão essas práticas, promovendo um espaço cultural seguro e livre de discriminações. Acessibilidade territorial e digital O projeto compreende que o acesso ao território e à cultura digital também faz parte da democratização do acesso à cultura. Por isso, as atividades presenciais ocorrerão prioritariamente em territórios periféricos, promovendo a descentralização do acesso aos bens culturais. O site oficial do projeto será uma ferramenta fundamental de inclusão, permitindo que pessoas impossibilitadas de comparecer presencialmente possam acessar conteúdos e interagir com as atividades propostas.

Democratização do acesso

Como estratégia de democratização do acesso, o projeto se compromete com ações afirmativas tanto na composição da equipe quanto no acesso do público beneficiário às atividades. Na contratação de profissionais, extensionistas e prestadores de serviço, o projeto adotará uma política de vagas afirmativas, com a seguinte distribuição prioritária: 50% das vagas destinadas a mulheres pretas e gordas;10% para mães solo;10% para pessoas LGBTQIA+;10% para pessoas com deficiência;10% para pessoas de religiões de matriz africana. Para o público participante das oficinas e rodas de conversa, a reserva de vagas seguirá o mesmo critério de prioridade, com foco em grupos historicamente marginalizados. Além disso, será garantido que 10% das vagas sejam destinadas exclusivamente a mulheres moradoras de favelas da Zona Oeste do Rio de Janeiro, reconhecendo a importância de territorializar o acesso e fortalecer o direito à cultura nesses territórios. Complementarmente, a criação e manutenção de um site oficial do projeto atuará como uma ferramenta fundamental para a democratização do acesso digital, permitindo: A divulgação contínua das ações do projeto;O acesso gratuito a conteúdos culturais, registros audiovisuais e materiais terapêuticos produzidos nas oficinas;A articulação em rede com outras iniciativas de cuidado, autocuidado e cultura negra;O cadastro de participantes e o acompanhamento público das metas, ações e resultados do projeto.Dessa forma, a democratização se dá não apenas por presença física e territorial, mas também por meio do acesso virtual e da construção de uma comunidade digital afrocentrada, inclusiva e acessível.

Ficha técnica

Rayane Rodrigues (Bruxaray) é a idealizadora do projeto Ònà Ẹwà e atua voluntariamente na coordenação de direção criativa e mobilização sociocultural. É responsável pela concepção geral do projeto, criação e curadoria das atividades, planejamento das oficinas e rodas de conversa, articulação com lideranças comunitárias e instituições parceiras. Foi responsável direta pela mobilização das parcerias com a UFRJ, o catálogo Quase Catálogo, o IPCN e o MUHCAB. Atua também na mediação das ações, garantindo que a proposta se mantenha alinhada aos princípios de cuidado coletivo, valorização da cultura afro-brasileira e fortalecimento de redes entre mulheres pretas, periféricas e de terreiro. Lorraine Rodrigues é psicóloga, doula, escritora e palestrante. Atua na coordenação geral e de acolhimento psicossocial. É responsável pela seleção e acolhimento de profissionais, extensionistas e voluntários, além de atuar como oficineira, palestrante e mobilizadora. Sua atuação prioriza escuta qualificada, cuidado emocional e ações afirmativas voltadas à saúde mental de mulheres pretas e periféricas, fortalecendo os vínculos humanos, culturais e espirituais no projeto. Mayara Costa atua na coordenação administrativa do projeto, sendo responsável pela organização orçamentária, controle de recursos, cronogramas e prestação de contas, garantindo que todas as ações ocorram de forma eficiente e transparente. O projeto também conta com a atuação de 14 estudantes extensionistas, oriundos da UFRJ, UERJ, UFF e IFRJ, que colaboram em áreas como comunicação, produção, recepção, arquitetura, mediação cultural e registro audiovisual. A integração com esses estudantes fortalece o caráter formativo do projeto, contribuindo para a democratização do acesso à cultura e o vínculo entre universidade e território.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.