Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O Projeto "Olhares da Maré: Fotografia como Voz" visa a realização de oficinas de fotografia destinada a adolescentes e adultos do Conjunto de Favelas da Maré, no Rio de Janeiro. Ao final do projeto, haverá uma exposição com fotos retiradas para participantes no percorrer da oficina.
O tema central deste projeto é a utilização da fotografia como uma ferramenta de expressão e transformação social, focando na realidade e na resistência dos adolescentes e adultos em situação de risco e vulnerabilidade socioeconômica no Conjunto de Favelas da Maré. As oficinas buscam explorar como a fotografia pode ser um meio poderoso para contar histórias, documentar experiências e dar voz a indivíduos que muitas vezes são invisibilizados pela sociedade. Através do olhar criativo dos participantes, o projeto pretende abordar questões como identidade, pertencimento e desafios cotidianos da vida na favela. A fotografia servirá não apenas como um meio de captura de imagens, mas como um espaço de reflexão e diálogo sobre as realidades vividas pelos participantes. Assim, o tema central convida os participantes a serem protagonistas de suas próprias narrativas, promovendo uma nova forma de olhar tanto para suas vidas quanto para a comunidade ao seu redor, celebrando Para atingir aos objetivos específicos propostos no Projeto, foram escolhidos quatro produtos: a realização de oficinas, uma exposição fotográfica, um livro fotográfico impresso e um calendário. Durante 10 meses, serão oferecidas oficinas de fotografia para adolescentes e adultos, com aulas teóricas e práticas sobre técnicas como composição, iluminação, enquadramento, edição e uso de equipamentos, totalizando 74 aulas (148h/a). Além disso, será promovido pelo menos 1 encontro e debate com grupos e artistas da comunidade. A exposição fotográfica coletiva, com o tema “Minha Visão da Maré”, apresentará pelo menos 3 imagens de cada participante, buscando estimular a expressão artística pessoal e o olhar único sobre a comunidade. O livro fotográfico impresso reunirá uma foto de cada participante, acompanhada das histórias por trás das imagens, registrando a realidade da Maré e preservando sua memória visual. O calendário fotográfico destacará eventos, tradições e símbolos da Maré, valorizando sua identidade cultural. Cada um desses produtos foi desenvolvido com o objetivo de apoiar os participantes a se tornarem protagonistas de suas próprias trajetórias, oferecendo uma plataforma para registrar suas realidades e criar um espaço de reflexão e diálogo sobre os desafios enfrentados na favela. O intuito é promover a inclusão, a expressão artística e o fortalecimento da identidade cultural tanto dos participantes quanto da Comunidade da Maré. Esses quatro produtos estão profundamente conectados ao tema central do projeto, pois cada um proporciona uma oportunidade para os participantes expressarem suas vivências, documentarem suas histórias e reforçarem sua identidade cultural e social, utilizando a fotografia como uma poderosa ferramenta de empoderamento e transformação. A importância do tema abordado neste projeto de oficina de fotografia para a cena cultural brasileira é multifacetada, refletindo a urgência de inclusão e valorização das vozes de comunidades marginalizadas. A fotografia oferece aos participantes a oportunidade de se verem como protagonistas de suas próprias histórias, o que reforça a valorização de suas identidades culturais. Ao envolver moradores de áreas vulneráveis, o projeto enriquece a diversidade cultural do país, apresentando as múltiplas realidades que compõem o contexto brasileiro. Por meio das lentes dos participantes, é possível explorar e revelar a complexidade e a beleza das experiências diárias em favelas, desafiando estereótipos e preconceitos e, assim, promovendo a diversidade. Além disso, as oficinas oferecem educação e formação, não apenas ensinando habilidades técnicas, mas também estimulando o pensamento crítico e a criatividade. Esse enfoque está alinhado com a relevância da educação artística na formação de cidadãos conscientes e engajados, contribuindo para o desenvolvimento cultural e social das comunidades. A oficina também proporciona o fortalecimento da Comunidade ao criar um espaço para a expressão e o compartilhamento de vivências. A fotografia se torna um ponto de união, promovendo colaboração, diálogo, além de fomentar um senso de pertencimento e solidariedade. Por meio da arte, os participantes encontram novas maneiras de se empoderar e reivindicar seus direitos. O projeto se configura como uma ferramenta de transformação social, gerando mudanças não apenas na vida dos indivíduos diretamente envolvidos, mas também impactando a percepção da sociedade em relação às favelas e seus habitantes. No decorrer das oficinas acontecerão 4 palestras nos temas de fotojornalismo, fotografia de evento e fotografia documental a fim de ampliar o conhecimento de fotografia em diversas áreas. Ao final das oficinas, espera-se que os participantes não apenas tenham desenvolvido habilidades artísticas, mas também construído uma nova forma de olhar para suas histórias e para o mundo ao seu redor. A iniciativa visa, assim, cultivar autoestima, criatividade e ampliação de horizontes, contribuindo para a transformação social e a construção de um futuro mais digno. Em suma, este projeto não apenas oferece oportunidades para a expressão artística, mas também se alinha a movimentos sociais importantes, promovendo a inclusão, a diversidade e a valorização das culturas locais, fundamentais para a construção de uma sociedade mais justa e equitativa no Brasil.
Objetivo Geral: O objetivo geral do projeto é resgatar e preservar a memória do Conjunto de Favelas da Maré e da Cidade do Rio de Janeiro por meio de imagens fotográficas, promovendo, assim, uma nova percepção da Maré e da Cidade pelos participantes. O projeto visa o desenvolvimento de habilidades fotográficas técnicas e criativas, incentivando a expressão artística pessoal e o protagonismo local. Além disso, as oficinas buscam valorizar a identidade cultural da comunidade, estimulando os assistidos a registrar e compartilhar suas histórias, realidades e percepções sobre o cotidiano da Maré. Por fim, o projeto almeja criar um espaço de visibilidade para os participantes, contribuindo para o fortalecimento da autoestima, do senso de pertencimento e a construção de uma narrativa visual coletiva da comunidade. Objetivos Específicos: 1) Produto OFICINA: realizar durante 10 meses oficinas de fotografia, sendo duas turmas (uma de adolescentes e uma de adultos), duas vezes na semana, com aulas práticas e teóricas sobre técnicas de fotografia (composição, iluminação, enquadramento, edição e uso de equipamentos), com duração de 2hs cada, totalizando 74 aulas de 148h/a durante a execução do projeto. Além das oficinas, será promovido pelo menos 1 encontro e debate em parceria com grupos, projetos e artistas, preferencialmente da Comunidade. Com a finalidade de desenvolver habilidades fotográficas técnicas e criativas nos participantes. 2) Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: realizar ao final das oficinas, 1 dia de exposição fotográfica coletiva, com o tema "Minha Visão da Maré", contendo pelo menos 3 imagens de cada participante. A finalidade é estimular a expressão artística pessoal dos participantes, refletindo seu olhar único sobre a comunidade. 3) Produto LIVRO FOTOGRÁFICO IMPRESSO: envolverá a seleção de 1 imagem de cada participante das oficinas, acompanhada das histórias por trás das fotos. Será incentivado que os participantes fotografem seus próprios familiares, amigos e vizinhos, além de realizar sessões fotográficas em diferentes locais da Maré, como espaços históricos, culturais e cotidianos, com o objetivo de documentar a realidade da Comunidade. O propósito é registrar e preservar a memória visual da Comunidade. 4) Produto CALENDÁRIO FOTOGRÁFICO: em formato virtual. Irá conter as imagens capturadas pelos participantes, destacando eventos, tradições e símbolos da Maré. Assim, promovendo a valorização da identidade cultural da Maré. Através dessas oficinas de fotografia, o objetivo é oferecer aos participantes a oportunidade de desenvolver habilidades técnicas e criativas na fotografia, ao mesmo tempo em que se valoriza a identidade cultural e a memória da Comunidade da Maré. O projeto busca também estimular a expressão artística pessoal e o protagonismo local, promovendo o senso de pertencimento e autoestima. Além disso, pretende-se criar um espaço de troca de conhecimentos e experiências dentro da comunidade, fortalecer a formação e o empoderamento dos moradores por meio da arte, estabelecer uma rede de apoio e colaboração com grupos locais, e fomentar a educação e reflexão sobre a cidade e suas dinâmicas sociais. Todas as etapas de criação das peças fotográficas e imagéticas serão conduzidas pelos participantes, seus familiares e pessoas de seu entorno, promovendo a democratização da cultura e das mídias. Os temas abordados nas produções de imagens e suas edições serão escolhidos pelos participantes das oficinas, refletindo questões significativas para as comunidades em que vivem e para o cotidiano de cada um. A pesquisa e a produção a partir da voz dos participantes é uma ação micropolítica, que valoriza as perspectivas locais. As oficinas e laboratórios também têm como meta qualificar os participantes para atuar no mercado de trabalho fotográfico, ampliando suas possibilidades profissionais. Além disso, o projeto contribuirá para o engajamento dos participantes em atividades artístico-culturais que promovem experiências lúdicas e enriquecem seu conhecimento estético, técnico e sociocultural. A democratização do acesso à cultura será estendida aos moradores e familiares dos participantes, que também serão fotografados e exibidos nas produções. Dessa forma, buscamos estimular a circulação de informação e cultura em locais historicamente marginalizados no acesso a meios de comunicação e bens culturais. Esses objetivos visam o desenvolvimento pessoal e coletivo dos participantes por meio da fotografia, promovendo, ao mesmo tempo, uma maior visibilidade para a comunidade da Maré e suas expressões culturais.
A realização de oficinas de fotografia no Conjunto de Favelas da Maré é uma ação que visa não apenas promover o desenvolvimento artístico e cultural dos moradores da comunidade, mas também democratizar o acesso à cultura e à arte, proporcionando a oportunidade de expressar suas vivências e realidades através da fotografia. A escolha deste projeto se dá pela carência de iniciativas culturais estruturadas que atendam a populações em situações de vulnerabilidade social, como é o caso da Maré, uma das maiores favelas do RJ, marcada pela desigualdade e pela marginalização cultural. A proposta é oferecer aos participantes um espaço de aprendizado, empoderamento e visibilidade, além de incentivar a construção de narrativas visuais que resgatem a memória da comunidade e promovam sua valorização. A oficina de fotografia serve como um instrumento de transformação social e inclusão, oferecendo oportunidades para que adolescentes e adultos da Maré em situação de vulnerabilidade social possam aprender, se expressar e se qualificar profissionalmente. A fotografia, enquanto ferramenta de inclusão social, engaja a comunidade de maneira criativa, proporcionando uma nova perspectiva e a chance de melhorar sua representação no cenário cultural mais amplo. O projeto também busca promover a reflexão e fortalecer o senso de pertencimento, por meio do registro visual das histórias e da identidade cultural local. Um projeto de oficina de fotografia se enquadra em diversos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91: · Inciso I: "Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais". As oficinas propostas visam promover a produção artística e cultural na Comunidade da Maré, capacitando os participantes a criar produções fotográficas e construir uma narrativa visual representativa da comunidade. · Inciso II: "Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais". O projeto, ao oferecer formação artística em fotografia para a Comunidade da Maré, valoriza os talentos locais e fortalece a produção cultural regional. Permite que os moradores se expressem artisticamente e compartilhem suas histórias e vivências, contribuindo para o desenvolvimento de uma produção cultural autêntica e reconhecendo os recursos humanos e conteúdos da comunidade. · Inciso III: "Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores". As oficinas oferecem aos moradores da Maré uma nova forma de expressão artística, ao mesmo tempo em que valoriza e dá visibilidade às suas manifestações culturais, frequentemente marginalizadas. Através da fotografia, os participantes podem registrar e divulgar suas realidades e tradições, promovendo o reconhecimento dos criadores locais e ampliando o alcance de suas produções culturais, fortalecendo assim a identidade cultural da comunidade. · Inciso IV: "Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional". Ao proporcionar oficinas de fotografia, o projeto oferece aos moradores da Maré, a oportunidade de expressar suas realidades e tradições de forma artística e visível. Essa iniciativa contribui para a preservação e valorização das expressões culturais locais, promovendo o pluralismo cultural do país. · Inciso V: "Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira." Ao proporcionar oficinas de fotografia, o projeto ajuda a preservar e fortalecer as formas de expressão artística e cultural da Comunidade da Maré, garantindo que seus modos de criar, fazer e viver continuem a ser valorizados e reconhecidos. · Inciso VI: "Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro." As oficinas oferecem aos participantes a oportunidade de registrar, por meio da fotografia, aspectos do patrimônio cultural e histórico da Comunidade da Maré, contribuindo para a preservação tanto de bens materiais (objetos e espaços) quanto imateriais (tradições e histórias locais). · Inciso VIII: "Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória." O projeto de fotografia oferece uma plataforma para a criação e disseminação de produções culturais da comunidade da Maré, promovendo o compartilhamento de suas histórias e memórias com um público mais amplo, e contribuindo para a construção de um patrimônio cultural de valor universal. · Inciso IX: "Priorizar o produto cultural originário do País." A oficina de fotografia foca na valorização das expressões culturais locais da Maré, alinhando-se ao incentivo à produção cultural originária do Brasil. Destaca a importância de dar visibilidade ao patrimônio cultural de comunidades brasileiras, promovendo e priorizando a produção cultural local. O Projeto também alcança objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91: De acordo com o Art. 3º, inciso I, alínea "d" da Lei 8.313/91, que trata do estímulo a participação de artistas locais e regionais em projetos educativos e sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visam à inclusão social de crianças e adolescentes, o projeto se encaixa em diversos aspectos. Ao oferecer formação em fotografia, promove o desenvolvimento artístico dos participantes, ampliando suas formas de expressão e habilidades técnicas. Também possibilita a participação de artistas locais. Além disso, promove a inclusão social de adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade, proporcionando uma oportunidade de aprendizado e expressão artística que, muitas vezes, não está acessível a eles, engajando a comunidade de forma criativa e melhorando sua representação cultural. O Inciso II, alínea "e", trata de atividades culturais como exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, entre outras manifestações culturais. No caso da oficina de fotografia, se aplica porque o projeto não apenas ensina técnicas fotográficas, mas também culmina em uma exposição das obras criadas pelos participantes, o que caracteriza um evento cultural. Neste projeto solicita-se a aquisição de equipamentos e materiais essenciais para a realização das oficinas de fotografia e para alcançar os objetivos específicos, como a produção de um livro fotográfico impresso, calendário fotográfico e, ao final, uma exposição fotográfica coletiva. A oficina de fotografia é uma atividade permanente, com a intenção de ser realizada por vários anos consecutivos, razão pela qual está cadastrada como um projeto anual. Assim, justifica-se a aquisição dos equipamentos, pois são itens fundamentais para a execução das oficinas e das atividades de conclusão. Esses equipamentos serão utilizados em oficinas ao longo de vários anos, tornando mais econômico adquiri-los, em vez de alugá-los por 10 meses consecutivos durante vários anos. Dessa forma, segue-se o princípio da economicidade. Para a execução deste projeto, é necessária a utilização do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais da Lei nº 8.313/91, que possibilita o financiamento de iniciativas culturais com o apoio de empresas e pessoas físicas que destinam parte de seus impostos para apoiar projetos culturais. A escolha pela Lei Rouanet justifica-se pela necessidade de viabilizar um projeto de grande impacto social, que visa beneficiar a Comunidade da Maré, oferecendo formação artística e profissionalizante e fortalecendo a produção cultural local. Além disso, a lei permite a atração de patrocinadores, que podem deduzir o valor investido de seus impostos, tornando o projeto financeiramente viável e com custo reduzido para o poder público. Também favorece a divulgação e o reconhecimento do trabalho realizado, ampliando o impacto do projeto.
Não se aplica.
Durante 10 meses serão realizadas oficinas de fotografia, divididas em duas turmas, sendo uma de adolescentes e uma de adultos, com no máximo 20 participantes cada. As aulas acontecerão duas vezes na semana, com duração de 2hs cada, totalizando 74 aulas de 148h/a. Serão realizadas aulas teóricas e práticas, complementadas por vídeos e filmes, com o objetivo de desenvolver um repertório e promover uma imersão, buscando estimular um olhar fotográfico voltado de dentro para fora. O público beneficiado serão adolescentes (a partir de 12 anos) e adultos moradores do Conjunto de Favelas da Maré, com ou sem experiência prévia em fotografia. Para que esse projeto possa ser executado serão necessários a contratação de 1 coordenador geral, 1 coordenador administrativo, 1 assistente administrativo, 1 contador, 1 produtor cultural durante o período de 12 meses. Os 2 professores, 2 monitores serão contratados por 10 meses. 1 curador durante os 3 últimos meses do projeto para trabalhar em cima da exposição que será realizada ao final das oficinas, atuando como um mediador entre os participantes e o público, interpretando o trabalho, contextualizando-o e criando uma narrativa visual coerente e significativa. Como a oficina de adultos será realizada no turno da noite, devido ao horário de trabalho destes, se faz necessário a contratação de 1 secretária que fique responsável pela abertura e fechamento da Organização, além de atender a demais demandas dos alunos e 1 ASG para a limpeza e preparação e distribuição de lanches. Todos os profissionais envolvidos, terão carga horária semanal de 20hs. Desenvolver uma oficina de fotografia numa Comunidade exige uma abordagem estratégica que combine aprendizado técnico e imersão cultural. As aulas teóricas serão realizadas para a introdução ao conceito de fotografia, história, técnicas e tipos de lentes, além de debates e análise de obras de fotógrafos. As aulas práticas serão atividades de campo, onde os participantes poderão aplicar os conceitos discutidos nas aulas teóricas, fotografando a realidade ao seu redor. Para tal, serão solicitados no projeto o aluguel de ônibus para que em cada oficina os participantes passam realizar 4 passeios, sejam saídas para realizar fotografias na Maré e/ou outros locais do Rio de Janeiro e participar de exposições. A avaliação será contínua, levando em consideração o envolvimento, a participação nas atividades práticas e teóricas e a qualidade da produção fotográfica. Os participantes serão incentivados a refletir sobre seu processo criativo e as escolhas que fizeram ao longo das aulas. A metodologia empregada busca não apenas ensinar fotografia, mas também valorizar as histórias e perspectivas dos participantes, incentivando a expressão visual como forma de comunicação e transformação social dentro da comunidade da Maré. O Conteúdo programático foi divido em 4 módulos, com duração de 2 meses e meio cada um, totalizando 10 meses de oficina. O cronograma de execução do projeto ficou da seguinte forma: Captação – Até outubro de 2025. Pré- Produção – Outubro/2025 Produção – De novembro/2025 a agosto/2026 Módulo 1 – De novembro/2025 a janeiro/2026 ● Breve histórico da Fotografia ● Conhecendo a Câmera e os Equipamentos Fotográficos ● Tríade Fotográfica (Velocidade do Obturador, Abertura do Diafragma e Iso ) Módulo 2 – De janeiro a março/2026 ● Regra dos Terços e Composição ● Profundidade de Campo e Fotos Estática ou em Movimento ● Tríade Fotográfica na Prática Módulo 3 – De abril a junho/2026 ● Uso do flash Externo e Flash da Câmera ● Técnicas Avançadas (Panning, Light Paint, Zoomada ou Puxada de Zoom dentre outras) ● Uso do flash de Estúdio Módulo 4 – De junho a agosto/2026 ● Softwares de Tratamento e Edição ● Seleção de Fotos para entrega a cliente ● Seleção de Fotos para Exposição Pós-produção – De setembro e outubro/2026 Como resultados esperados, acredita-se que os participantes desenvolvam um olhar fotográfico pessoal e coletivo, com uma visão mais crítica e criativa sobre o cotidiano e a Comunidade da Maré; aumento de sua autoestima e empoderamento por meio da expressão artística; promoção da fotografia como uma ferramenta de transformação social na Comunidade; criação de uma rede de conhecimento e troca cultural entre os participantes, estimulando a colaboração entre diferentes faixas etárias e experiências dentro da Comunidade.
As inscrições para a participação deste projeto são abertas para o público em geral do Conjunto de Favelas da Maré. Na divulgação do Projeto será ressaltada a oportunidade de participação nas oficinas para todos que estejam interessados e se enquadrem nos critérios de inscrição, incluindo Pessoas com Deficiência Física, auditiva, intelectual e autistas. Produto OFICINA MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Rampas, portas largas, corredores amplos, banheiros adaptados, piso e sinalização tácteis (placas em braile e contraste visual para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO: Para pessoas com deficiência visual: adaptação com atividades sensoriais, onde deficientes visuais podem explorar o ambiente com o auxílio de outros sentidos, como tato e olfato, enriquecendo sua experiência. Durante as aulas práticas e teóricas, as atividades e imagens exibidas serão descritas de forma detalhada por meio da audiodescrição. Conteúdo teórico da oficina poderá ser disponibilizado em braile. Para pessoas com deficiência auditiva: Conteúdo das aulas e apresentações teóricas poderão ser acompanhados de legendas ou transcrições para garantir o acesso à informação. Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: conteúdo das aulas poderá ser simplificado e ajustado para garantir que os participantes com deficiência intelectual e autistas possam compreender os conceitos de fotografia. Monitores especializados irão auxiliar esses participantes durante as atividades, oferecendo suporte individualizado e adaptando o ensino de forma acessível. As oficinas terão uma abordagem prática que pode ser mais facilmente compreendida por estes participantes, favorecendo a aprendizagem por meio da experiência direta. Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Rampas, banheiros adaptados e piso e sinalização tácteis (placas em braile e contraste visual para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO: Para pessoas com deficiência visual: Sessões sensoriais para deficientes visuais, com a possibilidade de tocar nas obras fotográficas (até 5% das fotos em formato adaptado ou com impressões em relevo) e explorar a exposição por meio de outros sentidos (olfato, tato, etc). As fotografias exibidas na exposição poderão vir acompanhadas de audiodescrição, permitindo que deficientes visuais compreendam a imagem e o contexto de cada obra. Para pessoas com deficiência auditiva: Vídeos ou apresentações audiovisuais que integrem a exposição poderão ter legendas descritivas. Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: Poderá ser disponibilizado material explicativo com imagens e textos simples, além de visitas guiadas adaptadas, com linguagens simples e atividades mais interativas para que os participantes possam entender o contexto e a mensagem das obras expostas. Produto LIVRO FOTOGRÁFICO IMPRESSO MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: Rampas, banheiros adaptados e piso e sinalização tácteis (placas em braile e contraste visual para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO: Para pessoas com deficiência visual: O livro fotográfico poderá ser produzido em formatos acessíveis, como versões em braille, para garantir que as pessoas com deficiência visual possam acessar as histórias por trás das imagens e descrições dos participantes. Além disso, a versão impressa será de fácil manuseio, com letras de tamanho adequado e contraste visual para garantir a leitura confortável. Para pessoas com deficiência auditiva: o livro poderá ter versões digitais com audiodescrição das imagens e das histórias, garantindo que possam acessar o conteúdo de forma acessível. Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: O conteúdo das histórias e das legendas poderá ser adaptado para linguagem mais simples e direta, garantindo que participantes com deficiência intelectual possam compreender as mensagens e contextos das fotos. Também poderá ser oferecido suporte individualizado ou em grupo, utilizando abordagens práticas e visuais. Produto CALENDÁRIO FOTOGRÁFICO MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO ARQUITETÔNICO: rampas, banheiros adaptados e piso e sinalização tácteis (placas em braile e contraste visual para facilitar a orientação de pessoas com deficiência visual). MEDIDAS DE ACESSIBILIDADE NO ASPECTO COMUNICACIONAL E DE CONTEÚDO: Para pessoas com deficiência visual: Cada imagem do calendário terá uma descrição em aúdio, permitindo que deficientes visuais compreendam o conteúdo das imagens. Para pessoas com deficiência auditiva: o calendário poderá ter versões digitais com audiodescrição das imagens e das histórias, garantindo que possam acessar o conteúdo de forma acessível. Para pessoas com deficiência intelectual e autistas: o calendário poderá ter ilustrações e legendas simplificadas, com linguagem visual clara, para garantir que pessoas com deficiência intelectual possam compreender e aproveitar o conteúdo.
Segundo o IBGE, o Rio de Janeiro concentra 8,4% da população do país e ocupa uma área de 43.750,425km². Nessa perspectiva, é o estado com maior densidade demográfica do Brasil e sua capital é a segunda cidade mais populosa do país. No que se refere aos dados relacionados à Maré, recorte territorial do Projeto, de acordo com o Censo Maré, realizado pela Redes da Maré e Observatório de Favelas, destaca-se um elevado número de moradores, estimativa de cento e vinte e quatro mil habitantes, distribuídos em 16 comunidades, sendo considerado o 9º bairro mais populoso da cidade do Rio de Janeiro. Sobre o recorte etário do projeto, mais da metade da população local é formada por jovens - 51,9% têm menos de 30 anos, conforme indica o Censo Maré. Cabe destacar que 24,5% estão na faixa entre 0 e 14 anos; 27,4% entre 15 a 29 anos; 40,0% de 30 a 59 anos; 14% com 60 anos ou mais. O território é atravessado por uma série de ausências de políticas públicas, majoritariamente dominado por grupos criminosos armados. No campo educacional, 19,7% dos adolescentes entre 15 e 17 anos estão fora da escola. Apenas 37,6% da população completou o ensino fundamental. Nesse contexto, o projeto oferece oficinas de fotografia gratuitas para adolescentes e adultos em situação de risco no Conjunto de Favelas da Maré. Essas oficinas promovem a arte fotográfica e disseminam conhecimentos gerais sobre a cultura do Rio de Janeiro. O projeto visa tornar a fotografia acessível em diversos espaços da cidade. Trata-se de uma proposta de democratização do acesso à cultura, que reconhece a cidade e seus cidadãos como elementos interdependentes. Além disso, adota uma perspectiva mais ampla ao reconhecer que cada cidadão também é um produtor da cultura do Rio de Janeiro. Neste projeto são apresentados 4 Produtos: oficina; exposição de artes; livro fotográfico impresso e calendário fotográfico. A fim de democratizar o acesso, para cada um desses Produtos, serão adotadas medidas de ampliação de acesso, com base no Art.47 da IN nº 23, de 5 de fevereiro de 2025, a saber: Produto OFICINA: · Realizar gratuitamente atividades paralelas aos projetos (Art. 47, V): Ao longo dos 10 meses de oficina, serão realizadas atividades complementares, como 1 encontro e debate, preferencialmente com grupos e artistas da comunidade, com o objetivo de promover a troca de experiências e ampliar o impacto cultural. Essa atividade paralela será aberta ao público da comunidade, incluindo ao menos 1 ensaio e palestra educativas sobre o papel da fotografia na cultura local. · Realizar ações culturais voltadas para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores (Art. 47, VI): As próprias oficinas fotográficas propostas neste Projeto para adolescentes e adultos já são uma ação cultural. Produto EXPOSIÇÃO DE ARTES: · Disponibilizar, na internet, registros audiovisuais das exposições (Art. 47, III): A exposição "Minha Visão da Maré" será registrada em vídeo e disponibilizada online, com legendas descritivas e tradução em Libras, garantindo acesso a pessoas com deficiência auditiva e inclusão de deficientes visuais por meio de audiodescrição. O acesso online permitirá que aqueles que não puderem comparecer pessoalmente à exposição tenham a oportunidade de vivenciar a experiência. · Garantir a captação e veiculação de imagens (Art. 47, IV): A distribuição do calendário será documentada por meio de imagens e vídeos, que serão veiculados em meios de comunicação gratuitos, como sites públicos e canais comunitários, ampliando o alcance do projeto a um público mais amplo. Produto LIVRO FOTOGRÁFICO IMPRESSO: · Disponibilizar na internet com Libras e Audiodescrição (Art. 47, III): O livro fotográfico poderá ser disponibilizado em versão digital acessível, com audiodescrição das imagens para garantir que pessoas com deficiência auditiva e visual possam acessar o conteúdo do livro, incluindo as histórias por trás das fotos. Produto CALENDÁRIO FOTOGRÁFICO: · Realizar atividades paralelas gratuitas (Art. 47, V): A produção do calendário fotográfico virtual incluirá atividades paralelas, como 1 workshop e apresentação do projeto, abertas ao público da comunidade. A distribuição do calendário impresso será feita gratuitamente somente para possíveis investidores, parceiros, com o objetivo de promover a identidade cultural local e conseguir apoiadores para trabalhos futuros. · Garantir a captação e veiculação de imagens (Art. 47, IV): A distribuição do calendário será documentada por meio de imagens e vídeos, que serão veiculados em meios de comunicação gratuitos, como sites públicos e canais comunitários, ampliando o alcance do projeto a um público mais amplo.
O proponente será responsável por toda a execução do projeto. Será responsável pela gestão de todo o projeto, incluindo a parte técnico-financeira. Realizará a contratação do RH, dos serviços e da aquisição dos equipamentos e materiais necessários. Além de fazer a prestação de contas. Coordenação Geral: Michelle Henriques Ramos Pedagoga formada pela UFF, com atuação consolidada em educação popular, direitos humanos e produção cultural em favelas. Possui formação complementar em Redução de Danos (FIOCRUZ, 2024) e extensão em alfabetização e leitura (PROALE/UFF). Recebeu moção de louvor da Câmara do Rio (2011) por serviços às comunidades da Maré. Tem ampla experiência em projetos sociais e culturais, com destaque para sua atuação como coordenadora do Programa de Atenção à Criança e ao Adolescente em Situação de Risco (FIA/Instituto Vida Real). Atuou no projeto Casa Frida, foi executora de "Memórias do Aterro e Agrofloresta do Cocotá", e pesquisadora no Observatório de Favelas. Com passagem pela rede pública de ensino (2010-2012), foi bolsista de iniciação científica (2003-2005), com publicações acadêmicas sobre educação inclusiva e práticas sensoriais. Apresentou trabalhos em seminários e congressos sobre educação, cultura e juventudes em vulnerabilidade. Coordenação Administrativa: Ana Carolina Hastenreiter Rodrigues da Fonseca Profissional com 12 anos de experiência na área esportiva, com foco na gestão de projetos incentivados via Lei de Incentivo ao Esporte e TRANSFEREGOV (antigo SICONV). Atuou por 12 anos na Confederação Brasileira de Judô, chegando à posição de supervisora de projetos. Graduada em Letras (Português-Espanhol) pela UFRJ, iniciou a carreira como professora e acumulou funções administrativas e de RH, chegando à gerência de equipes. Atualmente é Coordenadora Administrativa do Instituto Vida Real, sendo responsável por supervisão de projetos, controle de recursos e relatórios. Possui três pós-graduações (Gestão de RH, Gestão do Esporte e Gerenciamento de Projetos) e diversos cursos na área de projetos culturais e esportivos. Atua na elaboração de projetos para leis de incentivo (Rouanet, ISS, ICMS) e editais privados. É fluente em espanhol, com conhecimentos básicos em inglês e francês. Assistente Administrativa: Jane Ferreira da Silva Graduada em Letras pela UFRJ, com diversos cursos nas áreas de produção cultural, administração e informática. Possui vasta experiência administrativa no terceiro setor, com trajetória de crescimento no Instituto Vida Real até se tornar Diretora Administrativa. Atuou na gestão financeira, controle logístico, elaboração de relatórios e planejamento de projetos com captação por leis de incentivo (ISS, ICMS, Rouanet, Emendas Parlamentares). Tem domínio de plataformas como SEI, CONVERJ e sistemas financeiros do Governo do RJ. Professor: Adriano Almeida de Lima Ensino médio completo, com experiência nas áreas de arte, cultura e educação para adolescentes e adultos. Atuou como monitor de turmas em projetos sociais, instrutor de serigrafia, fotografia e informática básica, além de técnico de som no Museu da Maré. Trabalhou como fotógrafo na Vila Olímpica da Maré e completou diversos cursos técnicos (serigrafia, informática, áudio e fotografia). É capacitado em montagem e manutenção de computadores, edição de imagens e sonorização. Atua como educador no Instituto Vida Real. Monitora: Gleice Guilherme Cardoso Técnica em Informática com curso profissionalizante em Mecânica de Manutenção (Firjan/SENAI). Desde 2022, atua como professora de informática em projetos sociais e inclusão digital, com destaque para sua atuação no Instituto Vida Real e no projeto Navezinha Carioca (SMCT). Iniciou em funções operacionais e se especializou no ensino de tecnologia, redes e manutenção de computadores. Participa de ações comunitárias como o Projeto Brinquedoteca e Horta Comunitária, demonstrando forte engajamento social. Possui diversos cursos técnicos em áreas como análise de dados, fotografia e primeiros socorros. Monitor: Albano Silva do Nascimento Artista visual e educador, atua como professor de Artes e grafite no Instituto Vida Real e na Sociedade Educacional Rodrigues, com foco em murais, oficinas e exposições. Está em formação em Licenciatura em Artes Visuais pela UFRJ, com conclusão prevista para 2025.2. Possui experiência em pintura, desenho, tatuagem e produção artística urbana. Participa de projetos sociais e de pesquisa universitária, além de atuar como produtor cultural no projeto Arte de Grafitar, integrando prática artística com ações de impacto comunitário. Outras funções (ASG, Secretária, Curador, Produtor Cultural, entre outras) serão preenchidas na fase de pré-produção do projeto, por meio de processo seletivo. Em anexo seguem os currículos destes profissionais.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.