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A poesia de Carlos de Assumpção, símbolo da resistência negra no Brasil, é o ponto de partida e o centro de "Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista". O projeto celebra sua palavra falada — potente, política, ancestral — em diálogo com os ritmos afro-brasileiros da percussão de Alex Reis. As apresentações, realizadas em Belo Horizonte, Belém e Vitória, são precedidas por oficinas formativas que promovem o encontro entre gerações, a valorização da cultura negra e o combate ao racismo estrutural. Toda a programação é gratuita. Ainda, a contrapartida social prevê a produção de um documentário com o objetivo de registrar, preservar e difundir a luta do povo negro por justiça, sua memória histórica e sua contribuição à cultura brasileira. A proposta fortalece a identidade afro-brasileira e amplia o acesso à arte como ferramenta de transformação.
“Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista” é um encontro entre a palavra e o tambor, entre a resistência ancestral e a criação contemporânea, entre dois artistas cuja trajetória reflete, em si, a luta por voz, corpo e dignidade da população negra no Brasil. O projeto é formado por uma série de ações artístico-pedagógicas centradas na obra do poeta Carlos de Assumpção, um dos nomes mais emblemáticos da literatura negra brasileira, e do baterista e percussionista Alex Reis, reconhecido por sua atuação internacional com o Cirque du Soleil. Destaca-se pela fusão de ritmos brasileiros com a linguagem do jazz e da música instrumental contemporânea.O espetáculo cênico-musical inédito, em que poesia falada e percussão se entrelaçam em um formato performático e dramatúrgico. O espetáculo propõe uma experiência sensorial e estética que une o lirismo da oralidade negra à força rítmica dos tambores afro-brasileiros. Com aproximadamente 90 minutos de duração, a apresentação é conduzida por Carlos de Assumpção declamando seus poemas históricos e contemporâneos, enquanto Alex Reis constrói um ambiente sonoro polirrítmico que dialoga com as palavras, incorpora elementos cênicos e evoca uma sonoridade ancestral. A encenação privilegia o gesto, o silêncio, a pausa e o corpo como suportes dramáticos da fala negra, transformando o palco em espaço de evocação, denúncia e encantamento.O projeto oferece duas oficinas formativas com duração de 90 minutos cada, voltadas a estudantes, educadores, artistas e público em geral. A primeira oficina, “Poesia Falada e Oralidade Negra: A Voz da Resistência”, conduzida por Carlos de Assumpção com suporte de Alex Reis, parte do conceito de oralitura para explorar a performance poética como ato político, pedagógico e artístico. A oficina propõe um mergulho na tradição da palavra viva e na herança da oralidade como instrumento de libertação e ancestralidade. A segunda oficina, “Percussão Afro-Brasileira: Ritmos e Elementos Estilísticos”, é uma vivência prática com fundamentos técnicos, simbólicos e estilísticos da percussão negra no Brasil, conduzida por Alex Reis. A atividade introduz aos participantes instrumentos, compassos, células rítmicas, improvisação e a construção de atmosferas sonoras a partir de bases percussivas associadas à poética negra e às matrizes africanas.Como contrapartida social, o projeto contempla ainda a produção de um documentário. O filme registra tomadas do processo de criação do espetáculo, das apresentações, oficinas, das entrevistas com o público, bastidores etc. O documentário será construído sob uma estética afetiva e sensível valorizando a arte como campo de enfrentamento ao racismo estrutural. O roteiro será guiado pelas palavras do próprio Carlos de Assumpção, entremeadas por percussões de Alex Reis, compondo uma narrativa poética-documental que registra não apenas os produtos do projeto, mas sua potência transformadora.A circulação presencial do projeto ocorrerá em Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Vitória (ES), com ações concentradas, contemplando montagem técnica, oficinas, ensaios, apresentações e captação de conteúdo audiovisual. As atividades serão gratuitas e abertas ao público.Toda a programação tem classificação indicativa livre, com linguagem acessível e conteúdo adequado para crianças, jovens, adultos e idosos. As atividades dialogam com temas como identidade, memória, ancestralidade, antirracismo, valorização da cultura afro-brasileira, literatura negra, musicalidade percussiva e oralidade como forma de resistência e arte.A natureza híbrida do projeto permite uma abordagem transversal das artes, articulando performance, música, palavra, pedagogia e documentação. O projeto “Poesia e Percussão na Luta Antirracista” é, assim, uma proposta de circulação cultural com vocação para o impacto estético, político e social, que reconhece os saberes negros como patrimônio vivo do país e promove o encontro entre gerações em torno da criação artística como ato de justiça e beleza.Ao final do percurso, os conteúdos serão distribuidos em diferentes suportes: presencialmente, durante as oficinas, apresentações e no acesso ao documentário (virtualmente). A obra se firma como um grito estético contra o silêncio imposto à população negra ao longo da história, devolvendo voz, ritmo e sentido aos corpos e territórios que persistem, resistem e criam.
Objetivo GeralA obra poética de Carlos de Assumpção — referência incontornável da resistência negra no Brasil — é o eixo condutor do projeto. Sua palavra, vibrante e ancestral, encontra eco nos ritmos afro-brasileiros executados por Alex Reis, criando um diálogo cênico entre literatura e percussão. Com apresentações em Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Vitória (ES), precedidas por oficinas formativas gratuitas, a iniciativa promove o encontro intergeracional, valoriza a cultura negra e combate o racismo estrutural. A poesia, dita em cena pelo próprio autor, torna-se gesto de memória e presença histórica. Como contrapartida, um documentário acompanhará todo o percurso criativo e os intercâmbios com o público. A proposta reafirma a centralidade da poesia negra na construção de novas narrativas e atua como ferramenta de democratização cultural, escuta crítica e fortalecimento da identidade afro-brasileira.Objetivos Específicos1. Realizar 3 apresentações ao vivo, gratuitas, 1 em cada cidade: Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Vitória (ES). Cada apresentação será uma experiência imersiva que combina poesia, percussão e narrativas visuais, com duração aproximada de 90 minutos, promovendo diálogo direto com o público sobre temas de memória, identidade e resistência negra. A percussão alicerça todo o contexto poético com sonoridades e ritmos oriundos dos mais diversos cantos e brasilidades, dialogando diretamente com a natureza ancestral sugerida em cada obra poética.2. Oferecer 2 oficinas gratuitas, culturais, educativas e presenciais - em cada uma das cidades supracitadas - a 1ª ministrada Carlos de Assumpção e Alex Reis. A 2ª, com foco na percussão afro-brasileira, improvisação rítmica e a diversidade rítmica utilizada no trabalho poético aqui citado, será ministrada por Alex. As oficinas serão voltadas para jovens, adultos e interessados, estimulando a apropriação cultural, o protagonismo artístico e a valorização da tradição oral e musical afrodescendente.3. Produzir um documentário audiovisual, que registre o reencontro histórico entre Carlos de Assumpção e Alex Reis, apresentando as poesias, momentos do processo criativo, cenas de bastidores etc., que contextualizam a importância da arte negra no enfrentamento do racismo estrutural. "Poesia e Percussão na Luta Antirracista" é um projeto cultural dedicado à valorização da memória e da resistência negra por meio da palavra poética e da percussão afro-brasileira. A produção de um documentário audiovisual é uma contrapartida social essencial e intrínseca ao projeto, pois tem o papel fundamental de registrar, preservar e difundir a trajetória artística e política do poeta negro Carlos de Assumpção, símbolo da luta antirracista no Brasil. Este documentário não é um produto isolado, mas uma ação interligada e complementar às oficinas, apresentações e vivências gratuitas oferecidas nas quatro capitais contempladas. Ele garante a continuidade e o impacto duradouro do projeto, permitindo que os saberes, os discursos e as práticas vivenciadas transcendam o tempo e o espaço das apresentações ao vivo.Além disso, o material audiovisual terá caráter pedagógico e será distribuído gratuitamente em canais virtuais de acesso público, ampliando seu alcance e fomentando a formação cultural, o diálogo intergeracional e a conscientização sobre o racismo estrutural. Por ser um instrumento de salvaguarda do patrimônio imaterial negro-brasileiro, voltado exclusivamente para fins educativos e sociais, o documentário representa uma contrapartida social indispensável e reforça o compromisso do projeto com a democratização do acesso à cultura, com a valorização da diversidade e da cidadania cultural, garantindo também que as futuras gerações possam conhecer, valorizar e dar continuidade ao trabalho e à luta do poeta Carlos de Assumpção e da cultura negra brasileira.4. Garantir acessibilidade e inclusão em todas as ações culturais, adotando tradução simultânea em Libras em todas as apresentações ao vivo e nas oficinas. No documentário e materiais de comunicação, além de Libras, receberão legendas onde for necessário para assegurar a participação plena, promovendo a democratização do acesso cultural.5. Elaborar e distribuir materiais didáticos e informativos, em formatos digitais e impressos. Todos os materiais produzidos no âmbito do projeto — incluindo documentário, conteúdos audiovisuais, textos, imagens e conteúdos formativos — serão disponibilizados gratuitamente ao público por meio de canais virtuais (plataformas de vídeo, redes sociais, sites institucionais), assegurando amplo acesso e democratização do conteúdo.6. Documentar rigorosamente todas as fases do projeto, por meio de registros audiovisuais profissionais, fotografias e relatórios das atividades realizadas, garantindo transparência e conformidade para prestação de contas junto aos órgãos financiadores, além de produzir conteúdo para comunicação e difusão do projeto.7. Ampliar a difusão do projeto por meio de plataformas digitais, utilizando perfis dos artistas, parcerias etc., em redes sociais diversas para divulgação contínua dos produtos propostos no cerne do projeto, disponibilização do documentário e interação com o público, alcançando uma audiência nacional e internacional, fortalecendo a presença da arte negra na esfera digital.8. Implementar um plano de comunicação e divulgação estratégico, envolvendo assessoria de imprensa, parcerias com veículos especializados, participação em eventos e agentes culturais, garantindo ampla visibilidade ao projeto e seus valores culturais, sociais e antirracistas.9. Mensurar os impactos culturais e sociais do projeto, por meio de indicadores como número de participantes nas oficinas e shows, alcance digital (visualizações, downloads, seguidores), avaliações qualitativas (questionários, depoimentos) e parcerias estabelecidas, permitindo ajustes estratégicos e comprovação do sucesso para os financiadores.10. Estabelecer e fortalecer redes de cooperação cultural e educacional, fomentando agentes culturais, educativos e órgãos públicos para potencializar a continuidade das ações, possibilitando ampliar o alcance dos conteúdos produzidos para além do período de vigência do projeto.11. Gravação e edição do documentário com, com distribuição gratuita comprovada por meio de links, exibições ou parcerias.12. Realização de 3 apresentações públicas (1 por cidade) com controle de público (fichas de presença, ingressos, registros audiovisuais etc.). Oferta de 6 oficinas culturais (2 por cidade) com lista nominal de participantes e registro audiovisual.13. Possibilidade de projeção: estatísticas detalhadas de alcance digital e interações nas redes sociais e plataformas online.14. Avaliações qualitativas de público e parceiros via questionários e depoimentos documentados.Perfil do público atendido:O projeto visa atingir comunidades afrodescendentes, jovens e adultos de áreas com menor acesso a oportunidades culturais, além de pesquisadores, estudantes, pessoas com deficiência, profissionais da cultura e público geral interessado em arte, história e questões raciais etc.
"Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista" é um gesto de escuta, de memória e de justiça poética. Um reencontro entre gerações, vivências e linguagens que se unem para afirmar que a arte negra não é adorno, é fundamento. No centro deste projeto está a poesia como ferramenta política, pedagógica e ancestral. Não uma poesia neutra ou ornamental, mas uma poesia feita de luta e de chão, escrita por um homem negro que atravessou o século sem jamais ser vencido pelo silêncio.Carlos de Assumpção é um dos maiores poetas vivos da literatura brasileira. Negro e nonagenário, sua obra ecoa a voz dos que vieram antes e inspira os que seguem. Seus versos foram, por décadas, mantidos à margem pelos espaços de legitimação literária, embora fossem centrais para compreender a dor, a beleza, a resistência e o sonho do povo negro no Brasil. Este projeto é, antes de tudo, um ato de reparação simbólica: trazer Carlos de Assumpção para o centro da cena é reconhecer que há potências soterradas pela história oficial, e que cabe à cultura escavá-las com delicadeza, urgência e coragem.Ao lado dele, o percussionista Alex Reis — músico branco com trajetória marcada pela escuta respeitosa das culturas afro-brasileiras — propõe um acompanhamento sonoro que não ofusca, mas amplia. A percussão aqui não é trilha ou moldura: é extensão do poema, respiração do corpo, pulsação ancestral. Ao se encontrarem, esses dois artistas constroem uma experiência que une som e palavra como se fossem uma só matéria viva — porque são. Porque sempre foram. Porque na tradição oral afro-brasileira, poesia e ritmo são inseparáveis. Este projeto honra essa ancestralidade e a reinventa com potência."Poesia e Percussão na Luta Antirracista" propõe apresentações poético-musicais em três capitais brasileiras: Belo Horizonte, Vitória e Belém. Cidades que guardam forte presença negra em sua formação histórica e simbólica, e onde o diálogo com comunidades locais será não só possível, mas desejado. Cada apresentação será também um encontro educativo, antecedido por 6 oficinas formativas que propõem a escuta, o debate e o compartilhamento de saberes. Serão abertas ao público e pensadas especialmente para jovens, educadores, estudantes da rede pública, artistas em formação, coletivos culturais e a qualquer pessoa que se interesse pelo assunto tratado.A centralidade do poeta negro não está apenas na cena, mas na construção conceitual do projeto. É a partir de sua obra que se desenham as temáticas, o repertório, os caminhos de reflexão. A poesia aqui é eixo, não ilustração. É espelho e martelo. Seus versos denunciam o racismo estrutural, celebram a ancestralidade, choram os mortos e cantam a liberdade. Não há neutralidade possível diante dessa palavra. O que o projeto propõe é dar a ela a escuta que lhe foi negada, o palco que lhe foi tirado, o lugar de protagonismo que lhe é de direito.Em um país atravessado por desigualdades raciais profundas, é dever ético da cultura contribuir para a construção de novas narrativas. "Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista" é uma dessas narrativas: que afirma a vida negra, que honra seus velhos, que valoriza a oralidade como tecnologia ancestral. E mais: que transforma esse reconhecimento em gesto pedagógico. Não basta apenas exibir a poesia — é preciso partilhá-la, problematizá-la, multiplicá-la nos corpos, nos cadernos, nos ritmos, nas vozes.Conteúdos gerados especificamente para divulgação: textos, áudios, registros das vivências, informativos etc., serão disponibilizados gratuitamente ao público, por meios digitais e canais físicos. Isso garante que o projeto não se esgote em suas apresentações presenciais, mas reverbere como acervo, como material formativo, como legado. O objetivo é democratizar o acesso à obra do poeta, oferecendo caminhos para sua leitura, escuta e apropriação por públicos diversos.Essa proposta dialoga profundamente com os valores e objetivos do Instituto Cultural Vale. Está alinhada com a salvaguarda do patrimônio imaterial — ao valorizar a oralidade, a poesia falada, os saberes ancestrais. Atende às metas de formação de público e fortalecimento de redes culturais locais, por meio das vivências. E se compromete com os princípios de diversidade, inclusão e democratização do acesso à cultura, com ações gratuitas e voltadas a públicos amplos e plurais.Num momento em que a sociedade brasileira precisa repensar seus fundamentos, o projeto oferece uma provocação: que país queremos ser? O que escolhemos silenciar e o que estamos dispostos a ouvir? A resposta começa por devolver a palavra a quem sempre falou, mas nunca foi ouvido. E por isso o poema de Carlos de Assumpção é mais que literatura — é documento vivo, é testemunho, é bandeira. "Poesia e Percussão na Luta Antirracista" não é apenas um espetáculo. É um compromisso com o presente e com a história. É uma ação cultural que, ao colocar o poeta negro em evidência, propõe uma revolução silenciosa — feita de tambores e palavras. Uma experiência artística que toca, forma, emociona e politiza. Uma escuta coletiva que, ao ecoar, transforma.
O projeto “Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista” tem como uma de suas grandes forças a circulação por três cidades brasileiras que representam diferentes contextos culturais, sociais e históricos, ampliando o alcance e o impacto da iniciativa em diversas regiões do país.Belo Horizonte (MG): Capital mineira com forte presença da cultura negra e diversidade artística, Belo Horizonte destaca-se como um polo de efervescência cultural, que possibilita uma articulação rica com coletivos locais, escolas públicas, instituições culturais e movimentos sociais. O projeto fortalecerá a luta antirracista num contexto urbano com grande potencial de mobilização social, proporcionando um ambiente favorável ao diálogo e à reflexão crítica sobre questões raciais, identidade e resistência cultural.Belém (PA): Localizada na região amazônica, Belém possui uma riqueza cultural singular, marcada pela forte influência das tradições indígenas e afro-brasileiras. A presença do projeto nesta cidade contribuirá significativamente para o intercâmbio de saberes e para a valorização da diversidade cultural regional, integrando elementos próprios da cultura amazônica à reflexão antirracista proposta pelo espetáculo e pelas oficinas. Esta conexão amplia a abrangência cultural e reafirma a importância da pluralidade de vozes na construção da memória e identidade negras.Vitória (ES): Com uma cena cultural dinâmica e diversidade demográfica crescente, Vitória apresenta um espaço ideal para aprofundar o diálogo entre arte, identidade e resistência negra. O projeto promoverá a conexão entre manifestações tradicionais e contemporâneas da cultura afro-brasileira, estimulando o intercâmbio entre artistas locais e integrantes da equipe do projeto, além de ampliar a visibilidade das pautas antirracistas junto ao público da região.O documentário produzido durante toda a execução do projeto é um elemento central e inovador, que vai registrar de forma ampla, sensível e detalhada o processo artístico, as oficinas formativas, as apresentações ao vivo e as interações locais. Através de imagens, sons e depoimentos, o documentário cria um arquivo audiovisual multifacetado que possui duplo papel fundamental:1. Legado cultural e educacional: O documentário será utilizado como material didático em escolas, universidades e instituições culturais, fomentando o debate e a reflexão sobre a cultura negra, a história da resistência antirracista, e a potência da poesia falada e da percussão enquanto linguagens artísticas, políticas e de afirmação identitária. Essa ferramenta audiovisual ampliará o alcance do projeto, garantindo sua perenidade e utilização educativa para além do período de execução presencial.2. Fonte de pesquisa para profissionais da música e da cultura: Além do aspecto artístico e educativo, o documentário configura-se como um importante repositório de conhecimento acerca dos ritmos afro-brasileiros. Documenta estilos tradicionais como o maracatu, o jongo, o samba de roda, o coco e outros ritmos presentes no repertório do espetáculo e nas oficinas oferecidas. Estes registros são de grande relevância para musicólogos, pesquisadores, educadores, artistas e demais profissionais da cultura, que poderão utilizar o material como fonte confiável para preservação, difusão e aprofundamento dos estudos sobre as manifestações músico-culturais negras no Brasil.Por fim, a mostra dos ritmos brasileiros no projeto transcende a simples apresentação musical. Ela se propõe a evidenciar a diversidade, complexidade e riqueza das manifestações culturais afro-brasileiras, estabelecendo um diálogo vivo entre passado e presente, tradição e inovação. A circulação cultural pelo país, as oficinas formativas e o documentário juntos formam um sistema integrado e coeso que promove o fortalecimento da identidade negra, o combate ao racismo e a ampliação do acesso à cultura de qualidade e às práticas artísticas ligadas à ancestralidade. Este conjunto articulado de ações reforça a profunda relevância social, artística, educacional e política do projeto, contribuindo decisivamente para a construção de uma sociedade mais justa, plural e consciente da importância da diversidade cultural como pilar da cidadania e do desenvolvimento humano.Dado o caráter singular deste projeto e a experiência única do poeta Carlos de Assumpção, cuja trajetória e saber acumulado são preciosos e que hoje se encontram em estágio avançado de sua vida, é fundamental que sua realização ocorra com a maior brevidade possível. Assim, assegura-se que o legado, as vivências e os ensinamentos transmitidos pelo artista estejam plenamente captados e possam servir como fonte de inspiração e educação para as gerações futuras.
Cidades: Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Vitória (ES).1. Espetáculo Cênico-Musical ao Vivo (3 espetáculos: 1 por cidade) Duração: Aproximadamente 90 minutos por apresentação. Formato: Apresentação presencial em espaços culturais, teatros ou auditórios com infraestrutura adequada.Material Técnico: Som profissional (microfones, caixas acústicas, mesa de som), iluminação cênica, equipamentos audiovisuais para registro.Equipe Técnica: Técnico de som, iluminação, produção artística e apoio de palco. Projeto Pedagógico: O espetáculo promove a valorização da cultura negra e ancestralidade por meio da integração entre poesia falada e percussão afro-brasileira, estimulando reflexões socioculturais e históricas. Está conectado diretamente às oficinas formativas, ampliando o impacto educacional e artístico.2. Oficinas Formativas (6 oficinas no total: 2 por cidade)Duração: Cada oficina terá 90 minutos.Formato: Presenciais e gratuitas, com material didático de apoio.Materiais: Material digital; instrumental voltado à prática musical; materialaudiovisual para exemplificação.Projeto Pedagógico:Oficina 1 – “Poesia Falada e Oralidade Negra: A Voz da Resistência”Conteúdo: Técnicas de poesia falada, oralidade, ritmo verbal, expressão corporal,memória e resistência cultural etc. Ministrada por Carlos de Assumpção, comsuporte rítmico de Alex Reis.Objetivo: Estimula a ponderação sobre temas de resistência e identidade culturalpor meio da arte performática.Oficina 2 – “Percussão Afro-Brasileira: Ritmos e Elementos Estilísticos”Conteúdo: Técnicas de percussão, ritmos tradicionais brasileiros, práticainstrumental, importância simbólica da percussão. Ministrada por Alex Reis.Objetivo: Promove reflexão, expressão e autoconhecimento através da práticaartística e do debate cultural.3. Documentário AudiovisualDuração: Aproximadamente 120 minutos.Formato: Vídeo documentário em alta definição, com legendas e tradução emLibras para garantir acessibilidade.Material: Arquivos em formato digital, edição profissional, trilha sonora.Projeto Pedagógico: O documentário tem função educativa e cultural. Será disponibilizado em plataformas digitais para uso educacional e artístico, fortalecendo o legado do projeto e a difusão da cultura negra e antirracista. Equipe Técnica: Coordenador Geral, Produtor Executivo, Coordenador de Comunicação (Marketing E Propaganda - Gestor De Tráfego / Web Designer) cinegrafistas, editor de vídeo, técnico de som, especialista em acessibilidade audiovisual.; Músicos; Administrativo, Contadoria, Cenografia etc.4. Material Didático ComplementarConteúdo: Textos explicativos, imagens ilustrativas, exercícios práticos, audiovisuais, referências bibliográficas, glossário de termos, atividades sugeridas para aprofundamento, slides etc., em pdf.Projeto Pedagógico: O material acompanha as oficinas, proporcionando suporte teórico, prático e visual aos participantes.Acessibilidade: Disponibilização em formatos acessíveis.5. Relatórios Técnicos, Artísticos e FinanceirosFormato: Documentos digitais e impressos, com estrutura organizada para prestação de contas.Conteúdo: Descrição detalhada das atividades realizadas, indicadores de participação (quantitativos e qualitativos), análises de impacto social e cultural, registros fotográficos, vídeos e depoimentos, demonstrativo financeiro conforme normas do Ministério da Cultura.Projeto Pedagógico: Além da função administrativa, os relatórios contribuirão para a transparência do projeto e poderão ser utilizados como base para estudos e disseminação de boas práticas em projetos culturais incentivados.Considerações FinaisO detalhamento técnico de cada produto do projeto é pensado para assegurar a qualidade artística e pedagógica, a acessibilidade e a eficácia na promoção da cultura negra e da luta antirracista. Cada elemento foi planejado conforme as exigências da Lei 8.313/91 (Lei Rouanet), suas regulamentações complementares e as melhores práticas de produção cultural e educativa.
O projeto “Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista” assume o compromisso com o acesso universal, conforme preconiza a Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet) em seu Art. 1º, incisos II e VI, que estabelecem como finalidades da Política Nacional de Cultura a valorização da diversidade cultural e o estímulo à produção e difusão de bens culturais com objetivo educativo, artístico e cultural, acessíveis à população. O projeto também observa o Art. 3º, incisos I, II, III e IV, que tratam do estímulo à democratização do acesso aos bens culturais, à valorização de manifestações afro-brasileiras e à ampliação da participação social na cultura.Dessa forma, estão previstas ações que garantem acessibilidade plena, nas dimensões física e de conteúdo, conforme detalhado a seguir:Acessibilidade FísicaTodas as apresentações e oficinas serão realizadas em locais previamente avaliados quanto à sua adequação às normas técnicas de acessibilidade, conforme a ABNT NBR 9050/2020. Estão incluídas as seguintes exigências mínimas para os espaços:· Rampas de acesso, elevadores ou plataformas para pessoas com mobilidade reduzida;· Banheiros adaptados com barras de apoio e circulação adequada;· Sinalização acessível e guias táteis (quando aplicável);· Reservas de assentos e áreas específicas para cadeirantes e acompanhantes;· Garantia de circulação segura para pessoas com deficiência em todos os ambientes do evento.Acessibilidade de ConteúdoA fim de garantir a participação plena de pessoas com deficiência sensorial ou intelectual, serão disponibilizados os seguintes recursos de acessibilidade de conteúdo:· Tradução simultânea em Libras (Língua Brasileira de Sinais) durante todas as oficinas;· Legendas descritivas nos vídeos e materiais audiovisuais do projeto (materiais áudio-midiáticos e documentário);Todas essas medidas visam garantir o direito à fruição cultural, em consonância com a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), em especial os artigos 42 e 44, que asseguram o acesso à cultura, ao lazer e aos bens culturais em igualdade de condições. Fundamentação Legal (Lei Rouanet – Lei nº 8.313/1991):· Art. 1º, inciso II – Valorizar a diversidade étnica e regional da cultura brasileira;· Art. 1º, inciso VI – Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informativos, acessíveis à população;· Art. 3º, inciso I – Contribuir para facilitar, a toda a população brasileira, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;· Art. 3º, inciso II – Priorizar o apoio a projetos culturais que respeitem os valores culturais das comunidades locais;· Art. 3º, inciso III – Estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização dos recursos humanos e conteúdos locais;· Art. 3º, inciso IV – Apoiar preferencialmente o acesso da população aos produtos culturais por meio de novos meios de comunicação e difusão.
O projeto “Carlos de Assumpção e Alex Reis: Poesia e Percussão na Luta Antirracista” compromete-se integralmente com os princípios da democratização cultural, conforme previsto na Lei nº 8.313/1991 (Lei de Incentivo à Cultura), especialmente em seu Art. 3º, incisos I, II e IV, que orientam as ações culturais à garantia do acesso amplo, valorização das comunidades locais e inclusão de públicos historicamente marginalizados. Estruturado para atender a um público amplo e diverso, o projeto será realizado de forma gratuita, acessível e com forte compromisso com a justiça cultural. Todas as ações visam facilitar o acesso à produção e fruição artística por meio de mecanismos efetivos de distribuição, formação, comunicação e acessibilidade.A proposta inclui uma circulação por três capitais brasileiras — Belo Horizonte (MG), Belém (PA) e Vitória (ES) — com a realização de 3 apresentações cênico-musicais ao vivo e 6 oficinas gratuitas (2 por cidade), voltadas à valorização da poesia falada, da oralidade negra e da percussão como ferramentas de educação, criação e resistência. Todas as atividades serão gratuitas, abertas ao público, a qualquer pessoa interessada no assunto. Não haverá cobrança de ingressos nem comercialização de qualquer produto cultural.As oficinas formativas, práticas e reflexivas, serão abertas e gratuitas. O projeto assegurará vagas para jovens negras e negros, indígenas, pessoas LGBTQIA+, pessoas com deficiência e moradores de periferias e territórios vulnerabilizados, reforçando o compromisso com a equidade no acesso à cultura e à formação artística. Elas fortalecem o componente pedagógico do projeto e ampliam sua capacidade de engajamento social.Para além da acessibilidade de conteúdo, o projeto prevê acessibilidade física em todas as suas atividades presenciais. Os espaços de realização (centros culturais, teatros ou auditórios públicos) deverão contar com infraestrutura adequada, incluindo rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e sinalização visual adequada. A equipe de produção, em parceria com os espaços parceiros, será responsável por garantir o cumprimento das exigências legais previstas na Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015), bem como nas normativas culturais vigentes.O conteúdo educativo e artístico digital será adaptado com recursos de acessibilidade como transcrição em PDF acessível e interpretação em Libras. Além disso, os vídeos contarão com legendas descritivas e foco na clareza e compreensão de conteúdos sensíveis à temática étnico-racial. Todo o material será produzido seguindo os parâmetros técnicos estabelecidos pela Portaria MinC nº 116/2023, que orienta sobre a promoção da equidade, democratização e acessibilidade nos projetos apoiados por meio do mecanismo de incentivo fiscal.As estratégias de comunicação também têm como base a democratização do acesso. O plano de comunicação priorizará a linguagem simples, o uso de redes sociais de amplo alcance (Instagram, Facebook, YouTube etc.), parcerias etc., ações em conjunto com possiveis agentes culturais e educativos de cada local. Cada cidade contará com fornecedores e prestadores de serviços locais, incentivando a economia criativa regional e fortalecendo os vínculos com os territórios atendidos.Em alinhamento ao Art. 5º da Instrução Normativa nº 02/2019, que orienta que toda proposta cultural deve apresentar ações de democratização do acesso e de acessibilidade compatíveis com sua natureza e público, o projeto se estrutura como uma prática exemplar de acesso gratuito, distribuição equitativa de conteúdos, participação popular e articulação com redes culturais e educativas nos territórios atendidos. Ao integrar arte, formação, memória e luta antirracista, o projeto amplia o conceito de democratização da cultura, fazendo dela um instrumento de transformação social.Por fim, o projeto visa construir um legado duradouro, não apenas por meio das apresentações e oficinas, mas também ao criar e distribuir gratuitamente um acervo cultural e pedagógico acessível, colaborando com escolas, educadores e agentes culturais de base em todo o país. A democratização do acesso aqui não é uma etapa ou complemento, mas o próprio coração da proposta, entendida como prática contínua de justiça cultural e reparação histórica.
1. HELTON LUÍS DA SILVAFunção no projeto: COORDENADOR GERALCurrículo:Músico, produtor musical, compositor e arranjador. Formação acadêmica: Licenciatura em Música (UFU); Pedagogia - UNIFRAN; Mestrado em Políticas Públicas - UNESP. Trabalhos artísticos - CDs ('CLOSER' - 2010; 'ONE - HELTON SILVA/YURI POPOFF/MARCIO BAHIA' - 2015; 'UM TREM PRA MINAS - HELTON SILVA & DUDU LIMA' - 2016) DVD - HELTON SILVA & GRUPO - DISPONÍVEL EM https://www.youtube.com/watch?v=ZLX7zajFfZA2. ANDRÉ GUSTAVO DE MELO BOLELA Função no projeto: PRODUTOR EXECUTIVOCurrículo:Músico Profissional (desde 1987); Comunicação Social - Publicidade Propaganda (UNIMEP); Pós-Graduação em Arte e Criatividade (UNIFRAN); Produção Musical - InSide Estúdio Fonográfico.3. EDUARDO CARVALHO DE SOUSAFunção no projeto: COORDENADOR DE COMUNICAÇÃO (MARKETING E PROPAGANDA - GESTOR DE TRÁFEGO / WEB DESIGNER)Currículo: Graduado em Marketing pela Universidade Metodista, pós graduando em Marketing Digital pela Metropolitana, com certificado Iesde em Publicidade e propaganda. 4. CIRLEI NARCIZOFunção no projeto: CAPTAÇÃO DE RECURSOSCurrículo: Técnico Contabilidade, Graduação em Gestão Pública com Pós Graduação em Gestão Pública e, atualmente cursando pós-graduação em Gestão Financeira.5. MARCELO ANTONIO BARCELOSFunção no projeto: CONTADOR - Nº DE REGISTRO: SP-242223/0-9Currículo: Responsável técnico pela Contabilidade São Miguel LTDA - Registro: 2SP041416/O-2 / Data Fundação: 03/01/2018.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.