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O projeto propõe a produção, publicação e distribuição de um livro em meio impresso, digital e audiolivro, com o material literário, poético e visual proveniente do trabalho de oficinas artísticas realizadas com adolescentes em extrema situação de vulnerabilidade social e em privação de liberdade, tendo o relato de sonhos desses adolescentes como fundamento para o desenvolvimento do projeto. As oficinas acontecerão no Centro de Internação Provisória do Sistema Socioeducativo - CEIP Dom Bosco e terão uma carga horária total de 100 horas para um total de 100 adolescentes divididos em turmas e turnos. A iniciativa busca fazer ressoar a voz e as narrativas desses jovens, proporcionando um espaço para a expressão de seus anseios, medos e esperanças por meio da arte. As oficinas serão conduzidas por profissionais da área artística e contarão com o acompanhamento de educadores e psicólogos, garantindo um ambiente seguro e estimulante para o desenvolvimento da criatividade e da autoexpressão. No evento de lançamento do livro, o projeto irá apresentar uma mostra artística com fotos ampliadas dos desenhos produzidos a partir dos relatos dos sonhos dos adolescentes. O livro e a mostra artística servirão como plataformas de diálogo sobre a realidade desses adolescentes, despertando a sensibilidade da sociedade para a importância de políticas públicas e ações sociais que garantam direitos e oportunidades para essa parcela vulnerável da população. Uma mesa redonda sobre o tema abordado e seus resultados será oferecida como contrapartida sociocultural.
Oficinas: Serão realizadas oficinas de escrita e artes visuais com os adolescentes do Sistema Socioeducativo para a criação do material textual do livro. A oficina contará com dois momentos: roda de conversa a respeito do tema dos sonhos, a fim de recolher relatos de sonhos dos adolescentes; elaboração conjunta e individual de textos poéticos e literários a partir dos sonhos relatados na roda de conversa. Será usada a metodologia de criação colaborativa a partir de ferramentas e jogos poéticos, coordenada pela escritora participante do projeto. Além disso, serão selecionados, anteriormente, materiais literários, visuais e sonoros baseados na temática dos sonhos, a serem apresentados para os jovens conjuntamente à etapa de elaboração dos textos. A partir (e em torno) do relato dos sonhos pelos adolescentes em grupo, proporemos a realização de trabalhos artísticos visuais (pinturas, colagens, vídeos, fotografias, desenhos...), inspirados em artistas selecionados previamente pela equipe (coordenadora do projeto, psicanalista e escritora), buscando articular a atividade onírica e criativa. As oficinas pretendem operar como “catalisadoras” das experiências sensíveis dos jovens, fomentando o debate e a reflexão, visando a abertura de novas possibilidades de caminhos de vida, considerando as particularidades da experiência da privação de liberdade e os efeitos da trajetória infracional. Ao recolher esse material sensível e apresentá-lo a psicanalistas, pensadores e demais interessados na questão adolescente de se pensar o futuro, pretendemos construir um objeto – um livro -, que transmita algo importante do universo dos adolescentes negros e periféricos de nossa cidade Carga horária: 100 horas. 10 horas para cada turma de 10 adolescentes. 10 turmas no total. Número e perfil de alunos: 100 adolescentes em situação de vulnerabilidade extrema e em privação de Liberdade. Condições de participação e critérios para seleção de participantes: não haverá seleção. Livro: Este projeto propõe a realização de um livro (impresso, digital e audiolivro) composto por material literário, poético e visual em torno do tema dos sonhos. Os textos serão produzidos por adolescentes em privação de liberdade, em oficinas coordenadas por escritores e psicanalistas. Trabalharemos a partir do relato dos sonhos, acreditando que esses relatos podem ser fonte de criação artística e também de possibilidade de investimento em caminhos de vida. Para trabalhar um sonho, é preciso, inicialmente, relembrá-lo e relatá-lo. Vamos nos orientar pela técnica psicanalítica de escuta do inconsciente - que estará a cargo de um psicanalista, com os procedimentos éticos de sua prática -, registrando as figurações e o pensamento de cada sonhador, sem preocupação com o sentido, estando atenta a seu ponto de indefinibilidade. O psicanalista explorará as associações em torno das figuras e palavras do sonho, prevalecendo, para além de uma interpretação de sentido, a sensibilidade para escutar o que escapa ao sentido. O material onírico(em especial, esse resto sem sentido que Freud chamou de "umbigo do sonho") servirá de base para as atividades artísticas que se seguirão à roda de conversa. O material literário e artístico produzido servirá como fonte de criação de um livro, que contará também com textos de psicanalistas, artistas e pensadores convidados. Com o livro, pretendemos, primordialmente, compartilhar e descentralizar o conhecimento gerado na crença de que é possível encontrar um lugar de fala e de escuta para esses jovens que têm seus sonhos invisibilizados pela sociedade. Mostra Artística: Prática Artística Colaborativa, por meio de rodas de conversa e oficinas de criação artística contemplará tanto a coleta de sonhos dos adolescentes privados de liberdade, cumprindo medidas socioeducativas, quanto a produção de imagens a partir dos sonhos, em variados suportes. Servirá de inspiração e guia (apresentados aos adolescentes nas oficinas) o campo contemporâneo das diversas manifestações artísticas, em seus múltiplos suportes: vídeo, fotografia, desenho, pintura, bordado, colagem, performance. A equipe irá trabalhar de forma colaborativa com os adolescentes, participando na formação do desenvolvimento teórico e conceitual da obra, e assumindo a responsabilidade pela formalização do material produzido em oficinas. A noção convencional de autoria estará, assim, obviamente, questionada, e será substituída pela autoria de um Coletivo. Mesa Redonda: Inspirada no conteúdo do livro e na exposição, mergulhará no processo criativo por trás das obras apresentadas. A discussão explorará temas cruciais: como sonhar em um contexto de restrição? Quais as perspectivas de esperança e futuro para jovens que se veem privados de sonhos? E que papel a sociedade desempenha diante do desamparo de uma juventude confrontada por seus próprios fantasmas? Para enriquecer o debate, jovens que participaram das rodas de conversa e oficinas, e que agora estão em liberdade, serão convidados a compartilhar suas experiências e reflexões durante o lançamento da exposição e a mesa-redonda.
Objetivo Geral: Criar um espaço de criação artística e literária para adolescentes em situação de vulnerabilidade social e em privação de liberdade, por meio de oficinas que utilizam o relato de sonhos como ponto de partida para a produção de um livro e uma exposição, promovendo a autoexpressão, a reflexão crítica e o diálogo sobre aspectos sociais e psíquicos de suas realidades. Objetivos Específicos: 1. Oferecer um ambiente seguro e estimulante para a expressão criativa dos adolescentes, onde possam elaborar seus sonhos, medos e esperanças por meio de oficinas artísticas e literárias, conduzidas por profissionais da área e acompanhadas por educadores e psicólogos. 2. Produzir um livro em formato impresso, digital e audiolivro que reúna os trabalhos literários, poéticos e visuais desenvolvidos pelos adolescentes durante as oficinas, servindo como um registro de suas vozes e como um instrumento de diálogo com a sociedade. 3. Realizar uma mostra artística que apresente ao público o material produzido nas oficinas, criando um espaço de visibilidade e reflexão sobre as realidades desses jovens, despertando a sensibilidade da sociedade para a importância de políticas públicas e ações sociais que garantam seus direitos e oportunidades. 4. Promover uma mesa redonda como contrapartida sociocultural, reunindo especialistas, educadores, psicólogos e os próprios adolescentes para discutir os resultados do projeto, os desafios enfrentados e as possibilidades de ampliação de iniciativas semelhantes. 5. Fomentar a construção de novas relações entre os adolescentes e aquilo que os cercam, por meio da arte e da palavra, permitindo que eles se reconheçam como sujeitos de sua própria história e não apenas como objetos de intervenção social ou jurídica. 6. Contribuir para a reformulação de políticas públicas relacionadas ao sistema socioeducativo, apresentando evidências clínicas e artísticas que demonstrem a importância de espaços de expressão e escuta para adolescentes em situação de vulnerabilidade. 7. Desafiar o discurso dominante sobre adolescentes em conflito com a lei, propondo uma abordagem que valorize a singularidade de cada jovem e sua capacidade de transformação por meio da arte e da palavra.
O projeto nasce da necessidade de criar um espaço de expressão e escuta para adolescentes em situação de extrema vulnerabilidade social e em privação de liberdade, cujas vozes são frequentemente silenciadas ou reduzidas a estatísticas e demandas institucionais. Inspirado na experiência clínica e social do "Desembola na Ideia", que opera na interseção entre psicanálise e arte, este projeto busca oferecer um lugar onde os adolescentes possam, por meio da arte e da palavra, elaborar seus sonhos, medos e anseios, transformando-os em matéria poética e visual. A arte, como dispositivo de invenção, permite que esses jovens se reconheçam como sujeitos de sua própria história, rompendo com o automatismo do discurso punitivista e assistencialista que muitas vezes os reduz a meros objetos de intervenção social. A publicação de um livro e a realização de uma mostra artística não apenas materializam essa produção, mas também a colocam em diálogo com a sociedade, desafiando-a a olhar para esses adolescentes além dos estigmas e das violências que os cercam. Com este projeto buscamos desconstruir estereótipos e revelar a complexidade da experiência vivida por esses jovens; empoderar, ao promover a autoestima e o protagonismo dos participantes, e sensibilizar, ao conectar a sociedade com a realidade desses jovens, fomentando a discussão sobre políticas públicas voltadas à juventude. A proximidade com o mundo interno de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa na última década, em atividades semanais de escuta psicanalítica e oficinas de artes, nos alertou para a necessidade de ampliar na cidade a discussão sobre a condição de vida e de futuro dos jovens negros e pobres de Belo Horizonte. A dimensão da visibilidade interessa ao projeto que aqui apresentamos _ é preciso buscar para esses jovens um olhar sensível e acolhedor _, inclusive para contribuir com a diminuição de carências verificadas no Plano Decenal de Atendimento Socioeducativo do Estado de Minas Gerais e para consolidar o atendimento às demandas complexas e heterogêneas diagnosticadas no Plano Municipal para Infância e Adolescência/ PMIA. Estamos falando de um universo de 3054 casos para atendimento só no ano de 2022, no CIABH (Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Autor de Ato Infracional de Belo Horizonte). Na experiência de trabalho com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa, o tema dos sonhos é recorrente. São numerosos os relatos que afloram quando os adolescentes estão em privação de liberdade. Os adolescentes vinculados ao Sistema Socioeducativo se inserem no maior grupo de risco de morte no país − jovens negros, em sua maioria ligados ao universo do crime e do tráfico de drogas, o que determina maior vulnerabilidade social. Sabemos que tal circunstância não é sem efeito sobre o psiquismo desses sujeitos, o que nos convoca a um trabalho artístico junto a eles, justamente para resgatar a dimensão da vida e da criação presentes nos relatos de sonhos. Intenta-se assim incidir sobre as possibilidades de sonhar mais, sonhar com o que ainda não se conhece, sonhar com o futuro, poder sonhar também no presente. Junto às ferramentas de escuta e intervenção da psicanálise, a arte pode incidir, colocando em ato a aposta da possibilidade de criação, de deslocamento e de encontro com o inesperado. A condição de abandono e invisibilidade me levou a pensar em um processo artístico que conseguisse acessar a sensibilidade do público para que vejam nos relatos e nas representações dos sonhos mais do que "jovens delinquentes", "menores infratores" ou "meninos favelados", mas, tão somente, um infantil destituído de direitos. Ou seja, mostrar que ali onde a sociedade vê perigo, só há desamparo. Escolhemos o sonho como ponto de partida e base para abordar artisticamente a temática do risco de morte dos adolescentes negros e periféricos por apostar que a produção artística realizada a partir de elementos dos sonhos dos adolescentes pode transmitir algo que permita singularizar e humanizar sujeitos que têm seus corpos e psiquismo marcados por um olhar que ora os invisibiliza, negando sua existência, ora os hipervisibiliza, taxando-os como uma alteridade que encarnaria o pior da sociedade. Cabe sublinhar que o sonho é, efetivamente e em primeiro lugar, a experiência da produção singular de um sujeito (lembrando que trabalhos psicanalíticos revelam que o conteúdo dos sonhos de sujeitos privados de liberdade é, invariavelmente, terrificante, por trazer com frequência a dimensão da morte). Há um ponto no sonho, segundo Freud, onde ele é insondável. Vimos aí, nesse ponto onde se interrompe o sentido ou toda a possibilidade de sentido, uma possibilidade para um trabalho de subjetivação, de construção de um novo saber, que pode recolocar o sujeito sonhador diante do que o constitui como resposta aos impasses de sua existência. Esse ponto de suspensão _ em vez de provocar apenas espanto ou paralisia _ funcionará, em nossa proposta, como fio que indica um caminho de criação, na medida em que ele permanece como uma matriz simbólica que é capaz de se enlaçar ao campo da Cultura. A arte pode ser uma ferramenta potente de reflexão sobre a os limites da representação, tanto em uma escala generalizada, quanto em uma dimensão íntima, e interessa à arte contemporânea compreender os processos de subjetivação e de sociabilização. A imagem/palavra do sonho pode se emparelhar a outras em sucessão, e, nessa montagem, fazer-se, reversamente, linguagem. Estrangeiros e distópicos, os adolescentes envolvidos nessa proposta, sem lugar entre linguagem e imagem, podem encontrar um lugar possível, enviando sua mensagem artística ao futuro e apelando à potencialidade transformadora da arte, em um devir imprevisível. A opção por uma prática "colaborativa" se justifica como o método de trabalho mais adequado para enfrentar a complexidade do tema, além permitir novos métodos de prática artística, e a opção pela transdisciplinaridade da equipe de criação é coerente por demandar integração disciplinar, cooperação e comunicação, por trabalhar com o que está "entre" as disciplinas e os sujeitos. Assim, propomos a realização de oficinas coordenadas por uma equipe com experiência no trabalho com os adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa e na articulação entre arte e psicanálise. O trabalho artístico e literário é compreendido aqui como ferramenta de intervenção psicossocial e, principalmente, como possível mobilizador e sensibilizador do público para o tema do fomento à vida dos adolescentes em vulnerabilidade social. O livro e a mostra artística constituem uma consequência natural do trabalho, uma vez que o objeto cultural funciona, socialmente, como um disparador potencial para o envolvimento de um virtual _ e distante _ público "espectador", agora transformado em "leitor". A mostra artística e a mesa-redonda que acontecerá em conjunto com o lançamento do livro pretende operar sobre a participação do público, criando um intervalo no qual reine a opacidade do sonho, fazendo surgir - como indexador da falta de sentido - novos nomes e novos rumos, que possam fazer desaparecer os pontos de suspensão, deixando intervir uma "interpretação" (similar à do psicanalista) e uma "responsabilidade" (única posição política possível diante do abandono no qual se encontra a juventude da periferia) inéditas. Um novo olhar e uma nova aliança diante do que parece insondável: o futuro para esses jovens. A ideia de se ter uma versa~o online do livro aposta na "ocupação" da internet, como território de ampliação de laços sociais, fortalecendo o protagonismo desses jovens. Acreditamos que este projeto só pode ser realizado com o Incentivo da Lei Federal de Incentivo à cultura por se tratar de um projeto de arte bem específico e com uma característica única: arte para jovens privados de liberdade. Tal proposta, no nosso entendimento contempla: 1 - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. Inciso 1 do artigo I. 2-Fomento à produção cultural: A produção de um livro e de uma mostra artística, derivados das oficinas, estimula a criação e a difusão cultural, atendendo ao inciso II do artigo 3º da lei. 3-Inclusão social: Ao dar visibilidade às experiências de jovens marginalizados, o projeto contribui para a redução das desigualdades e a promoção da cidadania, alinhando-se aos princípios da lei. 4-Inovação: A integração entre arte e psicanálise como metodologia de intervenção social é pioneira, podendo servir como modelo replicável para outras iniciativas.
Este projeto propõe a produção de um livro composto por material literário, poético e visual em torno do tema dos sonhos. Os textos serão produzidos por adolescentes em privação de liberdade, em oficinas coordenadas por escritores, artistas visuais e psicanalistas. Trata-se de uma proposta que compreende trabalhar com o relato dos sonhos pode ser fonte de criação artística e também de possibilidade de investimento em caminhos de vida, considerando a situação de vulnerabilidade social e de risco de morte em que se encontram os adolescentes em privação de liberdade. O projeto se divide em 4 etapas: 1- realização de oficinas para uma prática artística colaborativa; 2- produção de obras artísticas a partir desse material. As obras serão curadas e apresentadas na Mostra Artística proposta. 3- Edição e organização do material para composição do livro; 4- Apresentação dos resultados do projeto: lançamento e distribuição do livro, com a realização de mesa-redonda e abertura da mostra. A carga horária total das oficinas será de 100 horas, para 100 adolescentes, sendo 10 horas para cada turma de 10 adolescentes. Número e perfil de alunos: 100 adolescentes em situação de vulnerabilidade extrema e em privação de Liberdade. Encontram-se no Centro de Internação Provisória Dom Bosco em Belo Horizonte. Com o livro, pretendemos, primordialmente, compartilhar e descentralizar o conhecimento gerado na crença de que é possível encontrar um lugar de fala para esses jovens que têm seus sonhos invisibilizados pela sociedade. É preciso sensibilizar a sociedade para a importância de se promover a possibilidade de futuro para estes jovens.
Livro: Tiragem 500 exemplares, formato 21X28. Policromia, 200 páginas, capa dura. Mostra Artística: Espaço expositivo com capacidade para 250 pessoas. Auditório para 230 pessoas. Período expositivo: 02 meses Oficinas: Esclaremos que as oficinas serão conduzidas a partir do relato dos sonhos dos adolescentes em situação de vulnerabilidade social e privados de liberdade. A partir do relato dos sonhos e das intervenções artísticas a mostra e o livro tomarão forma. Duração: 04 meses e meio. Mesa Redonda - Contrapartida sóciocultural: 03 pessoas, duração 02 horas. O lançamento do livro, a mostra artística e a mesa redonda acontecerão no mesmo dia em maio/26
Para a realização das oficinas, a equipe se deslocará até o local onde eles estão cumprindo uma medida socioeducativa, no caso, o Centro de Internação Provisória Dom Bosco, em Belo Horizonte. Essa inversão, ou também poderíamos chamar de "acessibilidade ao reverso", garante que os jovens tenham acesso às atividades propostas pelo projeto, mesmo em um contexto de restrição de liberdade. Dessa forma, o projeto se adapta à realidade dos participantes, eliminando barreiras físicas e logísticas, e assegurando que a arte possa chegar até eles, promovendo transformação e inclusão dentro do próprio espaço onde estão inseridos. Para o lançamento do livro, Mostra Artística e a mesa redonda, contaremos com o equipamento cultural "Centro de Referência da Juventude", equipamento público pertencente à Prefeitura Municipal de Belo Horizonte, espaço físico acessível para pessoas com mobilidade reduzida, incluindo rampas, elevadores, banheiros adaptados e sinalização adequada. Espaço amplo para a movimentação de pessoas em cadeira de rodas. Além disso, o Centro de Referência da Juventude está localizado no Centro da cidade de Belo Horizonte, ao lado a Praça da Estação de metrô. A acesso até o local é muito bem servido de ônibus e metrô, facilitando a chegada até o local. Utilizaremos fontes ampliadas para pessoas com baixa visão nas legendas da mostra artística; A equipe do projeto será capacitada para lidar de forma inclusiva e sensível com pessoas com diferentes tipos de deficiência, promovendo um ambiente acolhedor e acessível. Para a mesa redonda haverá tradução em libras. O livro contará com um versão em audiolivro distribuído em plataformas gratuitas como Spotify, Youtube, Soundcloud
O projeto está comprometido com a democratização do acesso aos produtos culturais gerados, garantindo que o livro e a exposição sejam amplamente acessíveis a diferentes públicos, incluindo aqueles em situação de vulnerabilidade social, comunidades periféricas e grupos que tradicionalmente têm menos acesso a bens culturais. A distribuição e comercialização dos produtos serão realizadas de forma estratégica e inclusiva, priorizando a gratuidade e a acessibilidade. Abaixo, descrevemos como o projeto contemplará essa democratização: 1. Distribuição Gratuita do Livro: Doação para bibliotecas públicas e comunitárias: O livro produzido a partir das oficinas será distribuído gratuitamente para bibliotecas públicas, comunitárias e escolares, especialmente em regiões periféricas e de baixa renda. Essa ação visa garantir que o conteúdo chegue a comunidades que têm menos acesso a materiais culturais. Distribuição em instituições socioeducativas: Parte dos exemplares será destinada a outras unidades do sistema socioeducativo, permitindo que adolescentes em privação de liberdade em diferentes regiões tenham acesso ao material. Pontos de cultura e organizações sociais: O livro será entregue a pontos de cultura, ONGs e coletivos que atuam com adolescentes em situação de vulnerabilidade, ampliando o alcance do projeto e incentivando o debate sobre as questões abordadas. Distribuição do livro digital e o Audiolivro em plataformas gratuitas como Spotify, Youtube, Soundcloud. 2. Versão digital gratuita: O livro será disponibilizado gratuitamente em formato digital, com acesso aberto em plataformas online. Essa versão será acessível em dispositivos móveis e computadores, garantindo que pessoas de diferentes regiões do país possam acessar o conteúdo sem custos. 3. Mostra Artística Gratuita: A mostra será montada no Centro de Referência da Juventude, um local central, gratuito e acessível. Contaremos com visitas guiadas gratuitas especialmente para grupos de adolescentes, estudantes e comunidades locais, com o objetivo de promover a interação e o diálogo sobre as obras expostas. 4. Material educativo: Será produzido um material educativo complementar à exposição, distribuído gratuitamente aos visitantes, com informações sobre o projeto, os adolescentes participantes e o contexto social abordado. 5. Ações de Divulgação e Engajamento:Campanhas de divulgação em redes sociais: O projeto será amplamente divulgado em redes sociais, com foco em alcançar jovens, educadores, artistas e ativistas culturais. A divulgação incluirá informações sobre como acessar o livro e a mostra gratuitamente. 6. Parcerias com veículos de comunicação comunitários: Serão estabelecidas parcerias com rádios comunitárias, jornais locais e blogs independentes para divulgar o projeto e seus produtos, garantindo que a informação chegue a públicos diversificados. 7. Contrapartida Sociocultural:Mesa redonda aberta ao público: A mesa redonda, que discutirá os resultados do projeto, será um evento aberto e gratuito, transmitido ao vivo pela internet para garantir o acesso de pessoas de diferentes regiões. O debate será gravado e disponibilizado posteriormente em plataformas digitais. A distribuição do livro se dará da seguinte forma: • 5% das cópias será reservado para a Secretaria Municipal de Cultura • 80% das cópias estará disponível para distribuição gratuita: retirada no Centro de Referência da Juventude para os participantes do evento e a sujeitos, grupos e coletivos de arte e cultura levantados na etapa de mapeamento. Também serão distribuídos junto ao sistema de garantia dos direitos da cidade. •15% para envio pelos correios para instituições culturais interessadas no tema. Podemos destacar algumas observações sobre os aspectos democráticos do projeto: Inclusão e Participação: essa iniciativa coloca os adolescentes que estão em situação de vulnerabilidade e privados de liberdade no centro do processo de criação do livro e da exposição, como participantes ativos. Assim, o projeto abre espaço para que esses jovens, muitas vezes estigmatizados, façam parte da produção cultural e literária, dando a eles a chance de terem sua expressão reverberada. Empoderamento: O projeto parte dos sonhos dos adolescentes como material de criação, propondo a manifestação de suas singularidades. Acesso à Cultura: Com o livro publicado tanto no formato impresso quanto digital, e com a abertura da mostra, o projeto abre portas para que esses jovens e outras pessoas tenham acesso à cultura e à literatura. Valorização da Diversidade: Ao destacar as diferentes experiências e perspectivas dos adolescentes, o projeto celebra a diversidade e ajuda a construir uma visão mais inclusiva da sociedade, uma vez que trabalha com aquilo de mais único que cada um tem – o material onírico e os temas de desejo de cada um. Transparência e Colaboração: Desde a produção até a finalização (o produto livro, a mostra e a mesa redonda) o projeto será feito de forma colaborativa e transparente, mostrando que todos têm voz no processo. Ao final, ao envolver adolescentes em situação de vulnerabilidade e privação de liberdade na criação de um livro e na realização de uma mostra que dá voz às suas experiências, o projeto promove valores como inclusão, participação, empoderamento, acesso à cultura, diversidade e colaboração.
Olivia Loureiro Viana: Coordenação Geral, Psicanalista, Arte Educadora/facilitadora das oficinas: Graduada em Artes Plásticas pela Escola Guignard-UEMG com habilitação em Pintura (2013) e Xilogravura (2015). Graduada em Psicologia, com ênfase em Psicologia Clínica (UFMG, 2017).Especialista em Psicanálise: clínica da criança e do adolescente (PUC-MG, 2018).Mestra em Estudos Psicanalíticos (UFMG, 2022). Doutoranda em Estudos Psicanalíticos (UFMG). Atua no Centro de Atenção Psíquica Freud Cidadão; Atendimentos ambulatoriais e Psicóloga da clínica-dia. Membro da equipe do projeto Desembola na Ideia (2016-atual) Professora da disciplina "Arte e Psicanálise" do curso de Pós graduação em Psicanálise e Clínica Contemporânea da Faculdade UNA BH. Exposição: -À superfície, em silêncio. Individual. Piccola Galeria da Casa Fiat de Cultura (2022); . Mostra córregos vivos (2020). Clara Amorim -Editora de textos/Facilitadora: Formada em Letras pela UFMG e especialista em Gestos de Escrita pela Casa Tombada (2022). Além de educadora,e também pesquisadora, escritora e experimentadora de fazeres artísticos diversos. Autora do livro Canção para fazer o sol nascer (2022), do caderno poético Cotidiana (2021), que integra o livro Desembola na Ideia: arte e psicanálise. Coautora da coletânea de poemas Corpo de Terra (2021). Patricia Faria - Produtora Executiva: Graduada em Psicologia (bacharelado e licenciatura) pela Universidade Federal de Minas Gerais.1993. Especialista em Planejamento e Gestão Cultural pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais. 1999.Especialista em Cooperação Cultural Iberoamericana pela Universidade de Barcelona/Espanha. 2000. Musso Greco- Coordenação Geral e Coordenação Editorial: Médico, Psiquiatra e Psicanalista. Coordenação editorial de diversos livros, entre eles, "O Espelho de Lacan" e o livro: "Desembola na Ideia: arte e psicanálise implicadas na vulnerabilidade juvenil". Este livro ficou entre os finalistas do eixo Produção Editorial do 64º Prêmio Jabuti. Trata-se de um dos mais abrangentes e reconhecidos prêmios literários do país. Eduardo de Jesus- Curador: Professor Titular da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFMG, Faculdade de Comunicação. Departamento de Cinema e Artes. Doutor em Artes pela USP/SP tendo feito a curadoria em diversas exposições em Belo Horizonte e São Paulo.
PROJETO ARQUIVADO.