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PRONAC 253164Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Cartas para o Futuro

VIOLETA SERVICOS LTDA
Solicitado
R$ 300,0 mil
Aprovado
R$ 300,0 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Exposição Cultural / Artística
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-01-05
Término
2027-01-05
Locais de realização (2)
Belo Horizonte Minas GeraisIbirité Minas Gerais

Resumo

O projeto Cartas para o Futuro acontece em Belo Horizonte e Ibirité, com foco na escuta sensível de mães de pessoas com deficiência. A iniciativa propõe vivências artísticas como dança, consciência corporal e rodas de conversa, que culminam na escrita de cartas ao futuro, onde essas mulheres compartilham suas memórias, dores e sonhos. O projeto atenderá 60 famílias e impactará mais de 2.000 pessoas por meio de três exposições públicas e gratuitas. As cartas, fotografias e registros audiovisuais formarão um acervo afetivo que será apresentado com recursos de acessibilidade e mediação cultural, promovendo empatia, cuidado e visibilidade. Ao tratar a cultura como um espaço de escuta e expressão, o projeto contribui para o reconhecimento das mães como agentes de resistência, afeto e transformação.

Sinopse

Cartas para o Futuro é um projeto que nasce do profundo desejo de dar voz às mães de pessoas com deficiência, muitas vezes mães solo que carregam o peso das incertezas e medos quanto ao futuro de seus filhos. Por meio de uma escuta sensível, essas mulheres são convidadas a compartilhar suas memórias, dores, sonhos e esperanças através da escrita de cartas dirigidas ao futuro — cartas que revelam toda a complexidade de suas emoções, o afeto intenso e as lutas silenciosas que enfrentam diariamente. Idealizado e curado por Débora Oliveira, ativista dedicada à causa da deficiência, o projeto tem como ponto de partida as cidades de Belo Horizonte e Ibirité, oferecendo um espaço de acolhimento, visibilidade e valorização cultural para essas vozes essenciais. Débora traz seu compromisso e experiência em promover a inclusão e o protagonismo dessas mulheres, reconhecendo nelas a força da resistência, do amor e da transformação social. Cartas para o Futuro propõe que essas cartas não fiquem apenas nas mãos de suas autoras, mas que circulem, sejam trocadas, lidas e relidas, ampliando seu alcance e poder de sensibilizar e provocar reflexões em toda a sociedade. Esta é a primeira etapa de um movimento que deseja crescer, alcançando outras cidades e estados do Brasil, fortalecendo uma rede de afetos e narrativas que promovam empatia, cuidado e inclusão. Por meio de exposições acessíveis, registros audiovisuais e uma curadoria cuidadosa, o projeto valoriza a cultura como um espaço de escuta e expressão, contribuindo para o reconhecimento social das mães de pessoas com deficiência como agentes fundamentais de transformação e cuidado.

Objetivos

Promover a valorização cultural, a escuta sensível e a expressão artística de mães de pessoas com deficiência, por meio de vivências criativas que resultem na produção de cartas ao futuro e na realização de exposições acessíveis em Belo Horizonte e Ibirité. Objetivos Específicos:-Realizar encontros semanais com práticas de consciência corporal, dança e rodas de conversa que favoreçam o acolhimento e a -expressão sensível dessas mães.-Estimular a escrita criativa e afetiva por meio da produção de cartas autorais que compartilhem memórias, desafios e sonhos dessas mulheres.-Criar um acervo afetivo com as cartas, imagens e registros audiovisuais das participantes.-Realizar três exposições públicas e gratuitas (duas em Belo Horizonte e uma em Ibirité), garantindo acessibilidade física, comunicacional e de linguagem.-Ampliar a visibilidade das narrativas de mães de pessoas com deficiência, promovendo empatia, respeito e reconhecimento social por meio da cultura.

Justificativa

O projeto Cartas para o Futuro busca a valorização cultural e social de um grupo historicamente invisibilizado as mães de pessoas com deficiência por meio da promoção de práticas culturais inclusivas, expressões artísticas e preservação da memória afetiva. Para viabilizar essa iniciativa de alcance nacional, que envolve ações de formação, produção literária e realização de exposição pública, é fundamental recorrer ao Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet). O projeto enquadra-se nos incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91, que define como atividades culturais incentiváveis: Inciso I: "exposições, mostras, feiras e salões de artes plásticas, artesanato, fotografias e artes gráficas;"Inciso IV: "literatura, artes cênicas e produção cultural comunitária;"Inciso VI: "atividades destinadas à preservação do patrimônio cultural material e imaterial."Cartas para o Futuro alia a produção literária das cartas à valorização da memória imaterial, tratando as narrativas como patrimônio cultural e manifestações artísticas e sociais. Além disso, o projeto atende aos objetivos do Art. 3º da mesma lei, que são: Art. 3º, I: "contribuir para a valorização e difusão da cultura nacional e regional;"Art. 3º, II: "estimular a produção, a criação, a difusão e o consumo de bens e serviços culturais;"Art. 3º, III: "promover a preservação, a proteção e a restauração do patrimônio cultural brasileiro;"Art. 3º, V: "estimular a diversidade cultural e o acesso democrático à cultura." Assim, a Lei de Incentivo à Cultura é o mecanismo legal mais adequado para financiar Cartas para o Futuro, pois possibilita a captação de recursos junto à iniciativa privada para a realização de ações que promovem inclusão social, diversidade cultural e preservação da memória afetiva de grupos vulnerabilizados, ampliando o acesso e a participação cultural de forma democrática e plural.

Estratégia de execução

Plano de Mídia e Divulgação O projeto contará com uma página oficial no Instagram, desenvolvida para garantir acessibilidade comunicacional, com textos em linguagem simples, legendas claras e recursos de facilitação de leitura. A rede social será utilizada para compartilhar os processos criativos, encontros, registros fotográficos e audiovisuais, além de acompanhar o andamento das exposições, promovendo a interação entre participantes, parceiros e público. Além disso, o projeto contará com assessoria de imprensa especializada, que atuará na divulgação em veículos locais, regionais e setoriais, ampliando o alcance das ações e fortalecendo a visibilidade do tema da deficiência e das mães participantes. Essa assessoria cuidará da produção e distribuição de releases, organização de entrevistas e contato com jornalistas, garantindo ampla cobertura midiática e o fortalecimento da mensagem de inclusão e acessibilidade. Todas as ações de comunicação serão pautadas pela acessibilidade e pelo compromisso de alcançar o maior público possível, com respeito e sensibilidade.

Especificação técnica

O projeto será desenvolvido por meio de um encontro semanal, totalizando seis encontros, que incluirão rodas de conversa, práticas de consciência corporal, dança e momentos de reflexão, proporcionando um espaço acolhedor para que as mães possam compartilhar suas vivências e sentimentos. Após essa etapa, serão realizados mais dois encontros focados na escrita das cartas, com o apoio de profissionais especializados para auxiliar na expressão autoral das participantes. Os encontros acontecerão em Belo Horizonte, preferencialmente em Centros Culturais, e em Ibirité, com possibilidade de realização no Teatro Municipal ou na Secretaria Municipal de Educação. Esses espaços também estarão preparados para acolher os filhos das participantes, garantindo um ambiente inclusivo e adequado às necessidades das famílias. Serão diretamente beneficiadas 60 famílias, sendo 40 em Belo Horizonte e 20 em Ibirité, acolhidas em um processo artístico-afetivo que reconhece suas narrativas e promove espaços de cuidado, escuta e expressão. Como culminância do projeto, serão realizadas três exposições públicas e gratuitas: duas em Belo Horizonte, sendo uma no mês de maio, em homenagem ao mês das mães, e uma em Ibirité. As exposições apresentarão trechos das cartas, fotografias e registros audiovisuais, compondo um acervo sensível e acessível ao público. Estima-se que mais de 3 mil pessoas circulem por essas mostras. Os espaços expositivos contarão com recursos de acessibilidade física, comunicacional e de linguagem, reforçando o compromisso do projeto com a democratização da cultura e com o direito à expressão das mães de pessoas com deficiência.

Acessibilidade

O projeto "Cartas para o Futuro" é guiado por um compromisso profundo com a acessibilidade e a escuta sensível das mães de pessoas com deficiência. Sabemos que, em muitos casos, essas mulheres enfrentam jornadas solitárias de cuidado, sem rede de apoio ou com pouca possibilidade de deixar seus filhos sob responsabilidade de terceiros. Por isso, todos os encontros e vivências do projeto serão pensados de forma acolhedora e inclusiva, garantindo que mães e filhos possam participar juntos, em espaços adaptados e adequados às suas necessidades. As atividades serão realizadas em ambientes acessíveis, seguros e preparados para receber pessoas com deficiência, com suporte de profissionais capacitados em acessibilidade e cuidado. Isso inclui banheiros adaptados, áreas de descanso e infraestrutura que acolha a diversidade dos corpos e das presenças. A acessibilidade será também comunicacional: conteúdos com linguagem simples, vídeos com legendas, Libras e audiodescrição estarão presentes tanto nos encontros presenciais quanto nas redes sociais do projeto. Trata-se de um esforço para garantir que todas as mães possam se sentir compreendidas, representadas e pertencentes, não apenas como participantes, mas como protagonistas de suas histórias. Mais do que um projeto artístico, "Cartas para o Futuro" é um gesto de cuidado coletivo e de valorização da cultura que nasce das experiências vividas por essas mulheres.

Democratização do acesso

A democratização do acesso é um princípio central do projeto Cartas para o Futuro. Todas as atividades propostas vivências, encontros, rodas de conversa, oficinas e exposições serão gratuitas e abertas ao público, com especial atenção às mães de pessoas com deficiência, público diretamente envolvido e historicamente marginalizado das políticas culturais. O projeto reconhece as barreiras econômicas, sociais e simbólicas que muitas vezes afastam essas mulheres do acesso pleno à cultura, e, por isso, propõe ações descentralizadas, acolhedoras e acessíveis, realizadas em espaços adaptados para receber não só as mães, mas também seus filhos, considerando que muitas delas não têm com quem deixá-los. Ao garantir acesso livre e universal, Cartas para o Futuro busca criar condições reais de participação, visibilidade e valorização de trajetórias invisibilizadas, ampliando o alcance da cultura como direito e fortalecendo o pertencimento desses sujeitos no cenário cultural brasileiro.

Ficha técnica

Débora Oliveira – Coordenadora Geral e Curadora Bacharel em Direito, com especialização em Gestão Cultural: Cultura, Curadoria e Mercado pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio). Possui também formação em Estudo de Imagem, Arte e Conceito e em Fundamentos em Curadoria pelo CEFART (BH), sob orientação dos professores Alexandre Ventura, Daniela Parampal e Mara Tavares. Com mais de 10 anos de experiência na elaboração, coordenação e gestão de projetos culturais, atua com ênfase em políticas públicas de fomento, leis de incentivo e articulação institucional. Débora é reconhecida por seu comprometimento com a democratização do acesso à cultura e com a qualificação da gestão cultural em diversos territórios. Sua atuação é guiada pela escuta, inclusão e pelo fortalecimento de narrativas invisibilizadas, sobretudo no campo da deficiência, área na qual milita como ativista e curadora. Luciane Kattauoi – Coordenadora Técnica, Palestrante Terapeuta ocupacional, bailarina, atriz e referência na causa da pessoa com deficiência. Luciane Kattauoi atua há mais de 30 anos com foco na promoção da inclusão, da arte e do cuidado no campo da deficiência. Terapeuta ocupacional, bailarina e atriz, desenvolveu ao longo de sua trajetória uma prática interdisciplinar, que une arte, saúde e educação em projetos voltados à valorização da pessoa com deficiência. É fundadora e idealizadora da Associação Crepúsculo, reconhecida como um espaço pioneiro de convivência, expressão e acolhimento para pessoas com deficiência. Sua atuação se destaca pelo comprometimento com o desenvolvimento humano, a escuta sensível e a construção de espaços mais acessíveis, afetivos e diversos. Ao longo dos anos, vem realizando palestras, formações e projetos culturais em diferentes territórios do Brasil, sempre alinhando a experiência artística com a perspectiva do cuidado. Valéria Gomes – Coordenadora de produção Formada em Gestão Cultural, Valéria Gomes atua como produtora cultural e analista de comunicação, com sólida experiência na idealização, coordenação e execução de projetos culturais. Ao longo de sua trajetória, tem colaborado com instituições públicas e organizações culturais em diversas frentes, sempre com foco na democratização do acesso à cultura e no fortalecimento das expressões artísticas locais. Foi diretora de Cultura e Lazer do município de Ibirité, atuando também na Prefeitura de Nova Lima, na Fundação Clóvis Salgado e no Viaduto das Artes, onde contribuiu para a articulação entre artistas, gestores e comunidades. Seu trabalho está pautado na escuta sensível dos territórios e na comunicação como ferramenta de mobilização, pertencimento e transformação social. Com olhar atento às práticas culturais de base comunitária e às políticas públicas de cultura, Valéria tem se dedicado à construção de projetos que integram arte, cidadania e inclusão. Eliana Oliveira – Coordenadora de Oficinas Com mais de 30 anos de atuação na área da educação especializada, Eliane Oliveira é pedagoga com especialização em Educação e Inclusão. Sua trajetória é marcada pelo compromisso com o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens com deficiência, tendo contribuído diretamente para a construção de práticas pedagógicas mais humanas, acessíveis e eficazes. Foi dirigente da APAE de Ibirité, onde coordenou projetos voltados ao atendimento e à inclusão de pessoas com deficiência e ao apoio de suas famílias. Atualmente, é professora na rede pública, continuando a exercer um papel fundamental na formação e no acompanhamento de estudantes da educação especial. Reconhecida por sua dedicação, escuta atenta e conhecimento técnico, Eliane integra o projeto com a missão de fortalecer as ações de acolhimento e acessibilidade, contribuindo para que cada participante tenha sua trajetória valorizada e sua voz ouvida.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.