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O projeto Museu da Vila de Beja - Implantação e Manutenção busca estabelecer a sede física de um museu na Vila de Beja, Abaetetuba (PA), consolidando iniciativas virtuais iniciadas em 2020 para preservar o rico patrimônio cultural amazônico. Com ênfase na história, tradições e modos de vida das comunidades ribeirinhas da foz do Rio Amazonas, o museu promoverá atividades educativas, culturais, artísticas e ambientais, fortalecendo o vínculo entre moradores e visitantes. A sede abrigará um acervo comunitário composto por fotografias, objetos, documentos e registros audiovisuais, construído de forma colaborativa com a participação ativa de jovens, idosos e lideranças locais, por meio de ações como oficinas de arte e cultura, exposições fotográficas, exibição de filmes e produções documentais.
O Museu da Vila de Beja é um projeto comunitário que cria um espaço de preservação do patrimônio cultural ribeirinho na Vila de Beja, Abaetetuba (PA). Com foco na história e tradições amazônicas, o museu promove atividades educativas, culturais e ambientais, envolvendo a comunidade na gestão e curadoria. A sede abrigará um acervo com fotografias, objetos e registros audiovisuais, enquanto oficinas, eventos de carimbó, contação de histórias e ações ambientais fortalecem a identidade local e a sustentabilidade.
Objetivos do projeto Museu da Vila de Beja - Implantação e Manutenção Geral: Implantar e manter o Museu da Vila de Beja como um espaço comunitário de preservação do patrimônio cultural, promoção de atividades educativas, culturais, artísticas e ambientais, fortalecendo a memória e a identidade da comunidade ribeirinha de Abaetetuba (PA). Específicos: Implantar a sede física do museu, com infraestrutura para abrigar o acervo comunitário e realizar atividades presenciais. Realizar 24 atividades culturais e artísticas (12 por ano, sendo 6 artísticas e 6 culturais) ao longo de dois anos, alcançando pelo menos 2.400 participantes (100 por atividade). Promover 24 oficinas educativas (12 por ano, 1 por mês) sobre patrimônio, memória e artes, capacitando 480 pessoas (20 por oficina). Executar 8 ações ambientais (4 por ano, 1 por trimestre), como mutirões de limpeza e educação ambiental, envolvendo 800 participantes (100 por ação). Preservar e catalogar o acervo comunitário (mínimo de 200 itens, como fotos, objetos e registros audiovisuais), com acesso público presencial e virtual.
A Vila de Beja, localizada em Abaetetuba (PA), na foz do Rio Amazonas, fundado por padres capachinhos no século XVII, é uma comunidade ribeirinha cuja identidade cultural se entrelaça com práticas tradicionais como a pesca artesanal e as narrativas orais transmitidas de geração em geração. Apesar dessa riqueza patrimonial, a vila enfrenta desafios significativos, como a perda da memória cultural e a ausência de espaços formais para sua preservação. Desde 2020, iniciativas financiadas por editais estaduais de fomento têm promovido o registro e a valorização dessa herança por meio de ações virtuais, incluindo oficinas, exposições fotográficas e produções audiovisuais. Contudo, a falta de uma sede física tem limitado a continuidade e o impacto dessas atividades, dificultando a consolidação de um acervo comunitário e a expansão do alcance cultural. Para enfrentar essa lacuna, o projeto Museu da Vila de Beja - Implantação e Manutenção propõe a criação de um espaço físico que consolide e amplifique essas iniciativas. Inspirado na museologia social, conforme preconizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), o museu se diferencia de modelos tradicionais ao posicionar a comunidade como protagonista na gestão, curadoria e execução das atividades. Jovens, idosos e lideranças locais são convidados a moldar o projeto, garantindo que suas vozes e histórias sejam o coração da preservação cultural. A sede abrigará um acervo comunitário composto por fotografias, objetos, documentos e registros audiovisuais, cuidadosamente catalogados e digitalizados para proteger a memória da vila contra o esquecimento. Além de preservar o patrimônio, o Museu da Vila de Beja busca promover o desenvolvimento cultural, social e ambiental da comunidade. Por meio de oficinas gratuitas de oralidade, fotografia e outras expressões culturais, o projeto capacitará jovens e adultos, incentivando a cidadania e a economia criativa. Atividades voltadas à sustentabilidade reforçarão a conexão da comunidade com o ecossistema amazônico, promovendo práticas ambientais conscientes. Eventos culturais e artísticos, como apresentações de carimbó e contação de histórias, celebrarão as tradições ribeirinhas, fortalecendo o senso de identidade e pertencimento local. Alinhado aos objetivos da Lei de Incentivo à Cultura, o projeto garante a salvaguarda do patrimônio material e imaterial amazônico, assegurando sua transmissão às futuras gerações. Ao oferecer acesso gratuito a atividades culturais e educativas, prioriza a população de baixa renda da Vila de Beja e arredores, democratizando a cultura. A formação artística e cultural, proporcionada por oficinas e eventos, estimulará o desenvolvimento de habilidades criativas, enquanto a geração de empregos locais e a atração de visitantes por meio do turismo cultural impulsionarão a economia regional. Com uma abordagem participativa e profundamente enraizada na realidade local, o Museu da Vila de Beja não apenas preserva a memória cultural amazônica, mas também fomenta o orgulho comunitário, a inclusão social e o desenvolvimento sustentável, estabelecendo-se como um modelo inspirador de iniciativa cultural transformadora.
Especificação TécnicaDuração: 24 meses. Espaço: Sede de 100 m², com área expositiva, sala de oficinas e espaço externo para atividades ambientais. Acervo: Catalogação e digitalização de 100 itens (fotografias, objetos, audiovisuais). Atividades: 12 oficinas educativas, 12 atividades culturais/artísticas, 4 ações ambientais. Equipe: 1 coordenador, 1 museólogo, 1 educador, 2 assistentes comunitários, 2 intérpretes de LIBRAS. Equipamentos: Computadores, projetor, sistema de som, scanner, HDs externos. Acessibilidade: LIBRAS, audiodescrição, materiais táteis, rampas, sinalização em braille.
O projeto de acessibilidade do Museu da Vila de Beja garante a inclusão de pessoas com deficiência em todas as atividades. Serão oferecidos recursos como interpretação em LIBRAS e audiodescrição para 100% das oficinas, exposições e eventos culturais, além de materiais táteis para pessoas com deficiência visual. A sede contará com rampas de acesso, banheiros adaptados e sinalização em braille, assegurando um ambiente acessível. Uma equipe especializada, composta por dois intérpretes de LIBRAS (R$ 1.500,00/mês cada, por 24 meses), será contratada para atender às demandas do público.
O Museu da Vila de Beja prioriza a democratização do acesso à cultura ao oferecer todas as atividades gratuitamente, com foco na população de baixa renda da comunidade ribeirinha e arredores. Oficinas, eventos culturais e ações ambientais serão abertos ao público, promovendo a inclusão social e cultural. A sede estará localizada em um ponto estratégico da vila, facilitando o acesso de moradores e visitantes, e a comunicação será ampliada por meio de redes sociais, anúncios locais e materiais gráficos distribuídos na região.
A equipe prinicipal do Meuse da Vila de Beja é: COORDENADORA GERAL/MUSEÓLOGA DEYSE MARINHO é museóloga formada pela FAV/ICA/UFPA, pesquisadora de artes visuais e produtora cultural. Mestranda na EBA – PPGArtes / UFMG em preservação do patrimônio cultural. Idealizadora e coordenadora geral de três edições do Salão Xumucuís de Arte Digital, do projeto Hiper_Espaço Xumucuís (João Pessoa- PB e Belém-PA), produtora das exposições Panorama da Arte Digital no Pará e Cinema no Pará:História e Memória. Idealizadora do projeto Acervos em Movimento: Os Museus do Pará e Suas Coleções. COORDENADOR PEDAGÓGICO/CURADOR RAMIRO QUARESMA é Doutor em Artes/ Cinema na EBA – PPGArtes – UFMG (2019). Professor do Instituto de Ciências da Arte – UFPA entre 2014 e 2024. Documentarista. Artista visual. Curador independente/ pesquisador de artes visuais/artemídia e cinema. Mestre em artes pelo PPGArtes-ICA-UFPA e formado em Comunicação Social – UNAMA. Idealizou o blog Cinemateca Paraense (Cinema). Realizou em 2013 e 2014 a Semana de Preservação do Patrimônio Audiovisual. Contemplado em 2013 no programa Rede Artes Visuais Funarte 10° Edição, idealizou e realizou três edições do Salão Xumucuis de Arte Digital (Prêmio Conexões Artes Visuais MINC-Funarte – 2013), a exposição Panorama da Arte Digital no Pará (prêmio Banco da Amazônia de Artes Visuais – 2012) e o projeto “Cinema no Pará: História e Memória” (edital Projetos Culturais Banco da Amazônia – 2012). Entre 2002 e 2008 trabalhou com projetos museológicos para o Sistema Integrado de Museus da SECULT-PA para o Museu da Imagem e do Som.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.