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PRONAC 253173ArquivadoMecenato

Búzios - A Conspiraão dos Alfaiates (Uma Ópera Popular)

INSTITUTO ROERICH DA PAZ E CULTURA DO BRASIL
Solicitado
R$ 1,26 mi
Aprovado
R$ 1,26 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

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Classificação

Área
—
Segmento
Ópera
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Óperas
Ano
25

Localização e período

UF principal
BA
Município
Salvador
Início
2025-09-01
Término
2026-12-11
Locais de realização (1)
Salvador Bahia

Resumo

Este Projeto está voltado para a consolidação entre a público da memória e conhecimento crítico de um importante episódio da História da nação brasileira, através da realização de 05 apresentações da ópera popular "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates, gratuitamente, em anfiteatros ao ar-livre e/ou em espaços públicos de Salvador-BA. A peça encena os eventos e promove a imersão do público, no universo dos personagens deste pouco conhecido ou desconhecido capítulo da nossa história, através de uma estética brasileira, popular e contemporânea. A Montagem desse Musical que tem Texto de Aninha Franco e Cleise Mendes, Música de Carlo Celuque e Tom Tavares e Roteiro e Direção de Paulo Dourado, prevê o engajamento de cerca de 150 experientes profissionais baianos, entre atores, dançarinos, circenses, músicos, criadores, produtores e técnicos da cena, e um público-alvo de cerca de 40 mil espectadores, formado sobretudo por estudantes das redes estadual e municipal de ensino público.

Sinopse

A Ópera Popular "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" conta todo o processo da insurreição ocorrida na Bahia contra o governo português, cujo trágico desfecho se deu com o enforcamento dos quatro Alfaiates baianos Manuel Faustino, João de Deus, Lucas Dantas e Luiz Gonzaga em 8 de novembro de 1799, na Praça da Piedade, na cidade de São Salvador da Bahia de Todos os Santos. A “Conspiração dos Búzios” ou “Conjuração dos Alfaiates” ficou assim conhecida por ter sido liderada por um grupo de mestiços, ex-escravos, alguns deles alfaiates de ofício. Surpreendentemente (estamos no século XVIII), os participantes desse levante sabiam ler e escrever e, como parte da insurreição, produziram um hino (para divulgação e convencimento do povo) e uma série de escritos - manifestos conclamando a população para o levante, que foram sistematicamente colados por toda o centro da cidade, além de cartas dirigidas às autoridades de quem queriam a cumplicidade. Suas propostas: a criação de uma "República Bahiense", independente de Portugal e do Brasil, onde haveria p.ex. igualdade racial e liberdade de expressão e de iniciativa. Esses textos (claro) foram a sua ruína, porque foi suficiente a investigação identificar quem tinha comprado papel e tinta em quantidade, para chegar aos "miseráveis escrevinhadores" como são referidos nos autos da Devassa. Através da seqüência dos principais fatos históricos que envolveram o movimento, o espetáculo vai revelando a curiosa mescla de idealismo, ousadia intelectual e antevisão das transformações sociais que animou, ainda no século XVIII, a audaciosa sedição baiana inspirada pelas revoluções Americana, Francesa e Haitiana. Assim, como já dissemos, a encenação da ópera popular "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" será baseada na narração e dramatização musical dos fatos históricos ligados aos episódios que marcaram os primórdios do Ciclo da Independência do Brasil na Bahia. Criado a partir dos paradigmas estruturais do Teatro Épico, onde são alternadas cenas musicais, solos, danças, diálogos dramáticos, narrativas e recitações aliás seguindo estratégias criativas, consagradas, na contemporaneidade (por Brecht, pelo Teatro Nacional Popular de Villar e, entre nós, o Teatro de Arena, além musicais da "Broadway" e outros). Os mesmo fundamentos do grande espetáculo popular, que já estavam bem maduros e estabelecidos na magia envolvente dos teatros da Antiguidade Clássica.

Objetivos

OBJeTIVO GERAL Realizar um evento em que a arte concorra para um maior conhecimento, e o reconhecimento, da relevância sociocultural da História da Bahia e do Brasil destacando a singularidade da participação nessa história dos trabalhadores rurais e urbanos, da população negra, e dos indígenas. OBJETIVOS ESPECÍFICOS 1. Contribuir para uma reflexão critica sobre o sentido de episódios marcantes para a formação histórica e social da Bahia e da nação Brasileira, sobretudo aqueles episódios relacionados à participação popular em conflitos políticos, economicos e culturais. 2. Contribuir para uma reflexão crítica sobre a ação dos personagens centrais (heróis) em episódios determinantes da História da Bahia e do Brasil. 3. Contribuir para uma reflexão sobre o sentido social das artes na Bahia, através da realização de uma ópera popular, voltada para o "grande público" e articulada ao conhecimento vivo da nossa História. 4. Concorrer para uma reflexão sobre a força e a influência das ações de indivíduos e grupos organizados sobre o conjunto da sociedade. 5. Realizar um evento artístico que possibilite e estimule o acesso e a recepção de grupos geralmente excluídos dos circuitos culturais. 6. Realizar um evento de grande porte envolvendo artistas e técnicos da Bahia concorrendo para o seu desenvolvimento estético e valorizando a sua consolidação profissional. 7. Realizar a produção de um musical brasileiro, popular e contemporânea, utilizando criativamente os recursos - atuais e antigos - da tecnologia do "grande" espetáculo e das artes cênicas em geral - som, luz, técnicas circenses, pirotecnia, coreografia, música, canto etc. 8. Realizar ações que concorram para posicionar a Cosnpiração dos Búzios, um levante popular do século XVIII que lutava pela Independência, pela República e pela igualdade racial no Brasil, num lugar de destaque no imaginário cultural baiano e nacional, principalmente na percepção dos jovens, com destaque para os estudantes das redes públicas de ensino médio e superior.

Justificativa

POR SER UM PROJETO EM BUSCA UM TEATRO POPULAR CONTEMPORÂNEO - O espetáculo 'Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" integra a série Teatro Popular Contemporâneo que desde 1992 realizou, com grande recptividade de púlico e crítica 13 temporadas que mobilizaram mais de 500.000 espectadores. Todas as produções são "grandiosas" (chegamos a envolver 300 profissionais em cena no espetáculo "Rei Brasil - Uma Ópera Popular") que contou p.ex. com a participação especial de Margareth Menezes, Regina Dourado, Lazzo matumbi, Roberto Mendes, uma Orquestra Sinfônica e muitos outros. As realizações desse Projeto se apropriam de temas históricos e a partir de uma equipe (altamente) profissional e experiente - elenco, criadores, técnicos, produtores etc - tem ocupado (nos últimos 30 anos) grandes espaços como a Concha Acústica do Teatro Castro Alves ou as praças públicas da cidade, montando grades palcos equipados com a melhor tecnologia cênica (de som e luz) disponível, além de tradicionais efeitos circenses como içamento (rappel), alçapões, pirotecnia, às vezes instalando até 5000 cadeiras e usando dos mais diversos recursos cênicos da música, coreografia, trucagens, efeitos especiais etc, na busca de consolidar uma linguagem contemporânea para o tradicional conceito de teatro popular. Uma ação que um importante crítico descreveu como "a carnavalização (trioeletrização) do teatro". Em suma trata-se de um tipo de projeto que somente poderá ter êxito e somente se viabiliza se houver patrocínio. POR SER UMA EMOCIONANTE IMERSÃO EM NOSSA HISTÓRIA E TRADIÇÕES CULTURAIS - A nova versão do espetáculo tem como proposta revelar o caráter vanguardista e audacioso das reivindicações defendidas pela "Conspiração dos Alfaiates", cuja pauta incluía não só o desejo da independência do país, mas também a criação de um governo republicano com garantias de igualdade social, igualdade racial e até de liberdade de expressão. Através de cenas e diálogos acompanhados por projeções de imagens e interferências musicais, a encenação mostrará como,no século XVIII, a cidade de Salvador já era uma cidade cosmopolita, onde conviviam diferentes culturas: portuguesa, indígena, africana, francesa, holandesa, árabe, entre outras.Assim, a sua realização justifica-se, como um projeto de dramaturgia original, voltado para a formatação com entrada gratuita) de um musical popular, contemporâneo e impactante. voltado para a revisão crítica da história nacional. Estamos, portanto, falando de um tipo de espetáculo que, embora seja claramente necessário, somente poderá ser viabilizado através do patrocínio, privado ou publico. POR SER A IMPRESCINDÍVEL INTEGRAÇAO DAS ARTES PROFISSIONAIS AO CALENDÁRIO CULTURAL DO NOSSO ESTADO - O sentido social da realização de um espetáculo de grandes proporções (um musical contemporâneo, brasileiro e popular) depende sobretudo da sua capacidade de alcançar e impactar um grande público. Nosso projeto encarna a busca de um diálogo socialmente responsável entre a função imemorial do teatro, enquanto revisitação poética da História articulada em uma linguagem esteticamente impactante e envolvente. Para isso torna-se imprescindível o apoio público ao projeto através da Lei Rouanet de incentivo à cultura. ESTÉTICA E DIVERSIDADE: Na percepção da maioria das pessoas, "cultura popular" é algo tosco, realizado de uma maneira mal acabada, visando exclusivamente os aspectos lúdicos e a exaltação sensual do público. Na Bahia, grosso modo, essa noção ainda se limita, ao carnaval e às expressões carnavalizadas em geral - São João, Reveillon, grandes shows musicais etc. Ao lado disso ainda persiste uma outra noção, também superficial e equivocada, de que "o povo não gosta de teatro". Nosso projeto, porém, há mais de 30 anos desafia esses preconceitos: buscamos realizar eventos urbanos, num registro "popular", balizados e focados em outro tipo de recepção. Buscamos levar ao público uma experiência artística apoiada na excelência profissional e em condições técnicas e poéticas, adequadas às culturas contemporâneas. Nesse sentido o projeto "Búzios" justifica-se finalmente, por propiciar a produção de um espetáculo "épico" em que se associam música, artes cênicas, tecnologia do espetáculo, cultura popular e estética contemporânea, na perspectiva da criação um musical brasileiro. Tudo isso direcionado, em síntese, para a inclusão de um contingente significativo de espectadores (geralmente excluídos dos circuitos de arte) e à reafirmação do sentido social do espetáculo de teatro popular, enquanto veículo milenar de cultura e sabedoria. UMA BREVE FUNDAMENTAÇÃO HISTÓRICA - Em 2025, o movimento conhecido como Revolta dos Búzios ou Conspiração dos Alfaiates completa 226 anos e, felizmente, em 2009, um grande passo foi dado em direção ao reconhecimento da nossa história nacional. A aprovação da Lei 5819/2009 finalmente inscreveu os nomes dos mártires da Revolta dos Búzios (João de Deus, Lucas Dantas, Manoel Faustino e Luis Gonzaga das Virgens) no Livro dos Heróis da Pátria. É oportuna e extremamente necessária a iniciativa de reconhecer através de uma lei a importância deste movimento. Mas não é suficiente. Faz-se necessário um amplo programa para a divulgação deste capítulo da nossa história que, através de múltiplas ações complementares, visem posicionar a "Conspiração dos Alfaiates" num merecido lugar de destaque no imaginário cultural de todo o povo baiano (e brasiliro), principalmente entre os mais jovens . DESCONHECIMENTO - O desconhecimento sobre a "Conspiração dos Alfaiates" e a inexistência de iniciativas eficazes no plano artístico e pedagógico, capazes de esboçar uma resposta a esse problema, é a justificativa do presente projeto. É necessário divulgar de maneira eficiente esse importante fato histórico. Primeiramente, porque ele abarca uma série de eventos fundamentais à compreensão de todo o processo político e cultural que viria a resultar na Independência do país. Mas, sobretudo, porque o fator determinante para que a "Conspiração dos Alfaiates" represente "uma página fundamental da História da Bahia e do Brasil" decorre não do heroísmo militar, ou do gesto varonil dos conjurados. Mas, antes, do caráter visionário, e intelectualmente audacioso de suas postulações. Essa singular expressão de uma vontade libertária na Bahia Colonial, ao lançar-se contra a Coroa Portuguesa, ambicionava não apenas a independência do país. Pleiteava, sobretudo, um conjunto direitos humanos e sociais pelos quais ainda se aguardaria por mais um século para serem difundidos e aceitos, como é o caso da igualdade racial ou da liberdade de expressão. Com "Búzios" tem início o ciclo de insurgência da Independência da Bahia que parecia ecoar o cenário internacional das Revoluções Americana, Francesa e do Haití. O desconhecimento sobre o movimento conhecido como a Conspiração dos Alfaiates é a justificativa do Projeto Conspiração que ganha ainda maior interesse quando se considera ter havido na concepção e liderança da Conspiração dos Alfaiates uma ampla participação de representantes das classes pobres da população - homens de cor, soldados, escravos e artífices (o que origina a designação de "alfaiates" para os conjurados). Segundo Mário Maestri, "as idéias democráticas e revolucionárias francesas esposadas por membros das classes proprietárias baianas teriam sido acolhidas por artífices e soldados de cor, livres e escravizados, sobretudo de Salvador, que as adequaram à realidade social de então, produzindo o mais avançado programa político jamais proposto no Brasil até a Abolição, em 1888. O descaso dos ideólogos nacionais com a conspiração de 1798 deve-se ao seu plebeísmo e radicalismo. Movimento de escravistas, clérigos e intelectuais, a Inconfidência Mineira ruiu, em 1789, como um castelo de cartas, e tem sido fortemente celebrada. Na Bahia, homens ricos participaram da conspiração, mas a hegemonia do movimento encontrava-se nos seus momentos finais com soldados, artífices e cativos de Salvador."

Estratégia de execução

Não há necessidade.

Especificação técnica

TEATRO POPULAR CONTEMPORÂNEEO “Búzios” é uma criação da série de produções do Projeto Teatro Popular Contemporâneo (TPC) que já encenou com grande sucesso de publico e critica: Búzios – A Conspiração dos Alfaiates (em 1992 e 2011), Canudos, A Guerra do Sem-Fim (1993), Lídia de Oxum – Uma Ópera Negra (1995), Rei Brasil – Uma Ópera Popular (2000), Sertões-Veredas (2010), A Paixão de Cristo (de 2011 a 2016) e 2 de Julho – A Ópera da Independência (2013 e 2023). O conceito fundamental deste Projeto é o da realização de encenações criativas e impactantes e para isso convoca a sempre um grupo profissional de artistas e técnicos (todos baianos) altamente qualificados e experientes. Além disso, um dos fundamentos desta série de projetos é a utilização de sonorização de alta qualidade (com microfones sem fio), execução de música ao vivo com a participação de conhecidos compositores, cantores e músicos, iluminação de alto impacto visual acompanha de cenografia e figurinos adequados às dimensões do projeto. Foi com base nestes fundamentos que todas as produções do Projeto TPC do mobilizaram grandes platéias - entre quatro e dez mil espectadores por dia de apresentação - o que reafirma a arte do teatro como um importante veículo de cultura e sabedoria nas sociedades contemporâneas. TEATRO MUSICAL BRASILEIRO – “Búzios” é mais uma ópera popular criada por Paulo Dourado com texto de Aninha Franco e Cleise Mendes e música especialmente composta por Carlo Celuque e Tom Tavares. Contará com 100 profissionais baianos sendo, 20 renomados atores/atrizes encabeçados por Jackson Costa; 10 dançarinos coreografados por Ivete Ramos, a participação especial de 04 solistas e uma “orquestra” composta por 6 músicos polivalentes. A estes se somam 60 membros das várias equipes: de criação, de produção, divulgação/registro e técnicos da cena. A estratégia poética e política do Projeto Teatro TPC, é vincular as suas criações artísticas ao calendário dos eventos e episódios da história da Bahia e do Brasil divulgando através de espetáculos épicos, contemporâneos e envolventes, as tramas e os dramas subjacentes à formação cultural da nação brasileira. Uma parte fundamental da estratégia deste projeto é a sua articulação com as escolas da rede oficial de ensino. Como já referimos acima o Projeto TPC mantém contato regular desde 1992 com uma extensa rede de colaboradores instalada em escolas públicas e em importantes instituições culturais ou grupos organizados da sociedade. Através destas articulações pretendemos mobilizar a maior parte do público-alvo das apresentações aqui previstas. ESTRUTURA: "Búzios" foi criado a partir da estrutura de Teatro Épico, onde serão alternadas cenas musicais, diálogos dramáticos, narrativas e recitações. Do ponto de vista da dramaturgia o projeto deverá articular elementos Tradicionais e Contemporâneos como opção estética e fundamento central da proposta criativa. Assim, "Búzios" será encenada como resultado de experiências bem sucedidas anteriormente em termos de comunicabilidade com o grande público. Isso implica na associação entre os aspectos dramáticos dos episódios históricos e uma teatralidade contemporânea, emocionante e envolvente. Um narrador (emulando a figura de Castro Alves interpretado por Jackson Costa) terá a função de ligar os fatos da história, enfatizando/comentando os pontos mais complexos da trama, e seguindo a sua representação teatral. Tudo isso, reflete nossa determinação em criarmos uma encenação, rica em efeitos visuais e sonoros, destinada a apresentações em amplos espaços ao ar-livre, que integrem o teatro à vida cotidiana da população e aos espaços da cidade.

Acessibilidade

Em seguida a um intenso, amplo e efetivo processo de divulgação, mobilização e formação de plateias as cinco apresentações de "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" estão previstas para ocorrer com entrada gratuita na Concha Acústica do Teatro Castro Alves que é o espaço cultural mais qualificado do estado da Bahia - em termos de amplitude, localização e quipamentos - para esse tipo de espetáculo e/ou em praças públicas ou outros espaços assemelhados de Salvador-Bahia. Recentemente reformada a Concha Acústica está equipada com todos os recursos para receber espectadores idosos ou portadores de necessidades especiais, como rampas de acesso, áreas especais, banheiros e atendimento prioritário nos termos da legislação sobre o tema. O mesmo vale para as praças públicas da cidade de Salvador. Toda a estética desse projeto (que tem mais de trinta anos de existência) se apoia no fundamento da recepção plena da semiótica (ou mímese poética) do espetáculo o que significa dizer que estamos focados não apenas na "compreensão" do texto literário mas na emoção empática com os elementos da trama. Nesse sentido nosso projeto prevê ainda a presença de intérpretes de Libras.

Democratização do acesso

"Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" é mais um projeto de uma série intitulada Teatro Popular Contmporâneo, realizada na Bahia e que desde 1992 produziu treze temporadas em bases semelhantes. Desde o início usamos um processo de distribuição gratuita de “pré-convites” que devem ser trocados por ingressos na bilheteria do Teatro Castro Alves. Essa distribuição (de pré-convites e material publicitário) que ocorre principalmente através de reuniões e com professores, diretores ou coordenadores das escolas da rede pública do ensino médio e superior, também deve incluir coordenadores e dirigentes de grupos culturais como os blocos-afro, candomblés, sindicatos, igrejas etc. Essa distribuição gratuita irá corresponder a 80% da lotação da Concha Acústica. Os 20% (1000 ingressos por dia) remanescentes serão disponibilizados gratuitamente para estudantes da rede privada de ensino e para o público em geral. Importante ressaltar que esta ação é articulada ao processo "normal" de assessoria de imprensa e a um intenso processo de divulgação nas redes sociais e internet. Apesar de sua simplicidade, essa estratégia que há mais de três décadas tem funcionado com extrema eficácia, vem consolidar o caráter democrático e popular do nosso projeto. Ela tem sido responsável pela reunião das maiores platéias das artes cênicas da Bahia e é isso em última instância o que dá sentido a projetos como "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates". Logo, esse é um projeto de teatro profissional, popular e contemporâneo e uma produção de "teatro na rua" (ou a céu aberto) em que nâo haverá cobrança de ingresso nas oito apresentações previstas. Nessacondição é um espetáculo inteiramente DEMOCRÁTICO. Todos os presentes terão acesso ao espetáculo.Entre as formas de DIFUSÃO e engajamento do público, destacamos : 1) DISTRIBUIÇÃO DE FOLHETOS-CONVITES: Pretendemos fazer a distribuição de 150 mil folhetos-convites para estudantes da rede oficial de ensino e priorizando comunidades de baixa renda, como já fazemos há mais de 30 anos. A ação de Formação de Plateias do projeto envolverá ainda (alem das escolas como nas edições precedentes) o apoio dos principais Terreiros deCandomblé, das Igrejas Católica e Batista, da Federação Espírita, da Federação Baiana de Teatro Amador, de Blocos Afro (como o Olodum e o Ilê Ayê) grupos culturais como o UNISAMBA, além de outras grandes instituições religiosas e culturais. Tudo isso está em conformidade com os benefícios sociais das Leis de Incentivo Fiscal. Em função disso 40 mil espectadores será o publico-alvo para a edição 2025. 2) INTERESSE PÚBLICO: Pelo tema de interesse público, pela gratuidade, pelo profissionalismo, pela proposta de um espetáculo clássico, épico e popular o projeto do musical "Búzios - A Conspiração dos Alfaiates" coloca a Bahia entre os importantes núcleos de realização cênica do Brasil. Realizados desde 1992 os espetáculos do Projeto de Teatro Popular Contemporâneo desafiam a noção equivocada e obscurantista de que "o povo não gosta de teatro", mobilizando todos os tipos de público desde as classes de baixa renda e pouco (ou nenhum) hábito cultural até as plateias mais sofisticadas e afeitas ao contato com as artes cênicas contemporâneas. 3) PÚBLICO-ALVO: 40 mil espectadores nas 05 apresentações previstas na temporada. Teatro é uma arte presencial - "a arte do encontro" como disse um Mestre. Esse é a meta básica do processo de difusão cultural do nosso projeto. De fato trabalharemos para obter plateias ainda maiores do que essa, porque esse tem sido o capital cultural do nosso projeto ao longo de mais de 30 anos de atividade.

Ficha técnica

Diretor Geral - Paulo Dourado: Um diretor cuja atividade é caracterizada pela diversidade de áreas de atuação. Em quase 35 anos de produção artística, foi diretor, roteirista, adaptador, iluminador, cenógrafo, dramaturgo, diretor musical e produtor de um grande número de espetáculos, audiovisuais e eventos. Além disso, é ainda professor da Universidade Federal da Bahia, tendo sido diretor da Escola de Música e Artes Cênicas e da Escola de Teatro da UFBA. Ainda na UFBA, foi Assessor do Reitor para Extensão, Coordenador de Arte e Cultura da UFBA, Coordenador da TvUFBA e membro de diversos Conselhos Superiores, Seja em dimensão camerística ou épica, o trabalho de Paulo Dourado caracteriza-se, não apenas pela busca de profissionalismo e elaboração artística, mas, sobretudo, por ser um empreendimento cujo objetivo principal é o de incorporar uma função social para a produção artística, enquanto valor relevante e fator de desenvolvimento para as sociedades contemporâneas. Dramaturga - Cleise Mendes: Nasceu no Rio de Janeiro, mas desde 1966 reside em Salvador, onde é professora na Escola de Teatro e no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia. Estreou como dramaturga em 1975, com o musical Marylin Miranda. É doutora em Letras, pesquisadora do CNPQ e membro da Academia de Letras da Bahia. Cleise Mendes é uma importante dramaturga e poeta da Bahia, cujas criações são encenadas, premiadas e publicadas regularmente. Entre outras inúmeras realizações, Cleise Mendes é uma das criadoras da série Teatros do Tempo tendo escrito os textos de A Conspiração dos Alfaiates (1992/2011), Canudos – A Guerra do Sem-Fim (1993), 2 de Julho – A Ópera da Independência (2012). Dramaturga - Aninha Franco - Escritora com vários livros publicados, dramaturga de grande sucesso, poeta premiada pela academia Brasileira de Letras, historiadora e pesquisadora do teatro baiano, produtora, polemista e agitadora cultural reconhecida e prestigiada, A.F. há c. de 40 anos, é figura central no cenário cultural da Bahia. Compositor/ Instrumentista - Carlo Celuque: Doutor em Música pela UFBA e com uma vasta obra voltada para a música eletrônica, trilhas e canções de espetáculos musicais e cinema, C.C. um dos principais compositores/instrumentistas da BA atual. Compositor/Diretor Musical - Tom Tavares: Compositor, cantor, instrumentista, maestro e professor da UFBA, T.T. é uma das principais figuras do cenário musical da Bahia atual. Cnógrafo - Zuarte Jr : Doutor em Arts Cênicas pela uFBA, Diretor do Centro Técnico do TCA, cenógrafo premiado de teatro, eventos e audiovisual atuando na BA desde 1980. Diretora de Produção - Eliana Pedroso Graduação: Licenciatura em Dança pela Universidade Federal da Bahia Especialização: Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Bailarina da Companhia Balé Teatro Castro Alves por 10 anos, onde também exerceu a assistência de coreografia, assistência de direção, ministrou aulas para o elenco e assumiu a coordenação de projetos especiais. Atuou como coreógrafa em projetos autorais, tendo sido premiada com o primeiro lugar no Concurso Jovens Talentos da Bahia (TCA - 1979), e em alguns espetáculos de teatro. Atuou como atriz em variados espetáculos e em propagandas de TV. Fundou a EP Produções Culturais (1994), onde durante 14 anos concebeu e implantou importantes projetos na área das artes cênicas e da música erudita, com destaque para o Ateliê de Coreógrafos Brasileiros, que se tornou referência nacional e contribuiu para atrair investimentos para a dança produzida na Bahia. Em 2013 assumiu a NACE – NÚCLEO DE AÇÕES CULTURAIS ESTRATÉGICAS, empresa resultante de uma fusão com a EP Produções Culturais e, como destaque, foi responsável pela concepção, gestão e investimento do Café Teatro RUBI, hoje ESTAÇÂO RUBI, referência pela excelência da sua programação cultural. Também com a NACE foi responsável pela concepção e realização de 3 edições do MUSA-Festival de Música Universitária de Salvador, e lançou o Ateliê de Coreógrafos Baianos ( 2021), que já concebeu e publicou o catálogo “Traços da Memória da Dança Contemporânea em Salvador- 2000 a 2010 “.Também, dentro do ATELIÊ, concebeu e assumiu a direção artística do projeto Carybé em 3 Linhas, que apresentou coreografias de Jorge Silva, Edileuza Santos e João Perene, além do espetáculo Outro Céu, coreografado por Guego Anunciação, todos em 2021. Assumiu de 2017 a 2020, a convite da Prefeitura de Salvador, a Diretoria de Gestão do Centro Histórico, onde implantou um novo programa Pelourinho Dia e Noite, com algumas iniciativas culturais: o espetáculo de Teatro Musical- Circuito Jorge Amado; o POPELÔ – Polo de Orquestras do Pelô; a República dos Tambores, entre outros. Integrou o Conselho do Carnaval da Cidade de Salvador, o Conselho Municipal de Cultura, foi Presidente do Conselho de Administração da Saltur, Assessora de Cultura da Câmara Municipal de Salvador e, posteriormente, Chefe de Gabinete da Presidência da casa ( 2009/ 2011 Direção de Movimento (Coreografia) Ivete Ramos: Bailarina, professora, coreógrafa e diretora de dança. Começou seus estudos em 1974 na (Escola de Balé Teatro Castro Alves), em 1979 ingressou na Faculdade de Dança (UFBA), recebendo o título de Bacharela em Dança. Fez parte do Balé Brasileiro da Bahia excursionando pela América do Sul e Europa. Em 1981 ingressou no Balé Teatro Castro Alves, primeira companhia de dança do Norte e Nordeste e a quinta do Brasil; Depois de várias turnês fixou residência na Espanha onde foi coreógrafa e professora na Expo92 – Sevilha, bailarina convidada na Escola de Balé Juana Tarf, e da Escola Amor de Dios de dança flamenca em Madrid. Em 1995 voltou ao Brasil, assumiu o cargo de assistente de coreografia do Balé Teatro Castro Alves, trabalhou na implantação do projeto de parceria entre BTCA e o Projeto Axé no ano de 1995, atuando como professora, coreografa, logo depois, vice-diretora de dança da companhia Gicá do Projeto Axé, Diretora assistente do BTCA/Cia Ilimitada no período de 2004 à 2006, coordenadora de dança no período de 2007 à 2010no Centro de Cultura de Amaralina em parceria com a Escola de Dança da FUNCEB, coordenadora de difusão e circulação do BTCA no período de 2010 à 2014, assessora artística do Balé Teatro Castro Alves no ano de 2014 à 2015. Iluminação LUCIANO REIS 2024 DRT.1646-97 / SATED-BA ● Pós Graduado em Políticas e Gestão Cultural –UFRB/CECULT/Santo Amaro/Ba - 2019.● Bacharel em Relações Internacionais. 2006● Técnico em eletricidade pela Escola Técnica Estadual, com especialização em iluminação cênica através dos seguintes cursos:iluminação básica para teatro, iluminação básica para vídeo, estágio assistido de 94-96 Teatro Castro Alves – BA.● Chefe de palco no Teatro Jorge Amado (Salvador – BA) de 1998 a 2003 sendo responsável por todo aparato técnico, equipamentos, conservação e coordenação da equipe técnica.● Experiência como coordenador técnico, montagem e operação para eventos em geral, shows de música, espetáculos musicais, exposições e Teatro. ATUAL ● Consultoria Técnica para: NEOJIBÁ, ATIVA ATELIER, PAULO DARZÉ, HOTEL PALLADIUM, MUNCAB, MUSEU DA CIDADE.● Iluminador dos artistas: Larissa Luz, Rumpilez, Illy, Grupo Garagem, Neojibá.● Projetos recentes: Iluminação cênica para 20 escolas de tempo integral na rede estadual. ● Festival Instrumental do Recôncavo.● Noite da Beleza Negra 2024.● Festival Zona Mundi.● PROJETOS 2024 - SALVADOR MAPPING / TORTO ARADO (ESTRÉIA NACIONAL) / PAIXÃO DE CRISTO de 2011 a 2025. Ator/Narrador - Jackson Costa: é um dos principais atores baianos, pioneiro no desempenho de importantes personagens na mídia nacional. Ao lado da sua atuação em cinema e Tv, Jackson mantém uma atividade intensa e regular em teatro, sendo um ator residente na BA, altamente popular e reconhecido pelo público. AUDIÇÃO - Os outros atores serão selecionados através de processo público de "audição" (para teatro/canto/dança) em que iremos mesclar jovens atores a experientes profissionais.

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Perfil agência incompatível com tipo pessoa, o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. *Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email salic@cultura.gov.br.*