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PRONAC 253308Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Barrolab: Formação Intergeracional em Cerâmica Tradicional Brasileira

ASSOCIACAO VILA BARROLO
Solicitado
R$ 568,4 mil
Aprovado
R$ 568,4 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

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Classificação

Área
—
Segmento
Empreend Ações Educ-Cult/Capacitação/Treinamento
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Conceição das Alagoas
Início
2026-01-02
Término
2026-12-31
Locais de realização (2)
Conceição das Alagoas Minas GeraisLavrinhas São Paulo

Resumo

O projeto BARROLAB propõe a salvaguarda da cerâmica tradicional nacional por meio de uma formação empírica e intergeracional com base na experiência da Vila Barroló. Serão capacitados 20 artesãos das 3ª e 4ª gerações de artesãos da Vila em um processo de especialização técnica e sistematização de saberes. Simultaneamente, serão selecionados 10 aprendizes para acompanhar o processo de modo imersivo, aprendendo por observação, prática e convivência com os artesãos, conforme aprendizado tradicional de artesãos do barro. Como conclusão do processo formativo serão realizados: uma publicação digital multimídia com 100 páginas nomeada Compêndio Atualizado de Saberes e Fazeres com o Barro (2026), uma exposição com 40 peças autorais resultantes do processo de capacitação e uma websérie documental com 5 episódios exibindo todas as etapas. A proposta promove um novo modelo de formação baseado no ofício vivo, garantindo acesso gratuito, geração de renda e proteção do patrimônio imaterial do barro.

Sinopse

1.Formação Cultural – Programa de Capacitação BARROLABO Programa de Capacitação BARROLAB é o eixo formativo central do projeto, voltado à especialização técnica, documentação patrimonial e transmissão empírica de saberes da cerâmica artesanal tradicional brasileira, com base na experiência da Vila Barroló. A formação será realizada presencialmente no atelier da Vila, situado na zona rural de Conceição das Alagoas/MG, e contará com ações complementares em Lavrinhas/SP, com visitas técnicas aos municípios de Cunha/SP e São João del-Rei/MG.Local de RealizaçãoTodos os encontros formativos ocorrerão no atelier da Vila Barroló, espaço tradicional de produção cerâmica em funcionamento contínuo há mais de 40 anos. Localizado em meio rural, o atelier dispõe de estrutura própria para aulas práticas, fornos a lenha, estoque de matéria-prima e ferramentas artesanais, além de ser o núcleo afetivo e técnico do grupo de artesãos que compõem o projeto.MetodologiaA formação será empírica, intergeracional, territorializada e gratuita, baseada em uma pedagogia do ofício e da convivência. Não se trata de um curso técnico convencional, mas de um programa formativo baseado em quatro pilares complementares:. Eixo 1 – Massas CerâmicasSerão realizados 18 encontros com foco na pesquisa e desenvolvimento de massas para queima em baixa (900–1050 ºC) e alta temperatura (1200–1300 ºC).Os artesãos realizarão testes práticos com diferentes tipos de argila, misturas, aditivos naturais e tempos de secagem.Contará com assessoria técnica do Prof. Dr. Alexandre Delforge (UFSJ), que participará de encontros presenciais e online e receberá a equipe em visita técnica ao Laboratório de Cerâmica da UFSJ, em São João del-Rei/MG. . Eixo 2 – Técnicas de Modelagem e AcabamentoCom 18 encontros, este eixo abordará modelagem manual livre, uso de ferramentas tradicionais, acabamento e texturização de peças.As atividades serão conduzidas pelos 20 artesãos formadores da Vila Barroló, que compartilharão suas técnicas próprias com os 10 aprendizes imersivos.Serão criadas ferramentas autorais (estecas, carimbos, raspadores), que também serão documentadas no compêndio. . Eixo 3 – Construção e Operação de FornosEm encontros específicos, os participantes irão projetar, construir e operar dois fornos a lenha: um para baixa temperatura e outro adaptado ao modelo Noborigama (alta temperatura).A construção será acompanhada presencialmente e virtualmente pelo mestre ceramista Alberto Cidraes, pioneiro da queima em atmosfera controlada no Brasil.A equipe de formação realizará visita técnica à cidade de Cunha/SP, referência nacional em cerâmica de alta temperatura, para intercâmbio técnico com o ateliê de Cidraes. . Eixo 4 – Gestão Cultural e ComercializaçãoO último eixo tratará da profissionalização dos participantes como agentes culturais e produtores autônomos.Os encontros abordarão: precificação de peças, montagem de portfólio, fotografia básica de produtos, estratégias de marketing digital, economia criativa e circulação em feiras.Cada participante terá apoio na criação de sua identidade visual e inserção em redes de artesanato e cultura.Participantes e Modalidade20 artesãos formadores da 3ª e 4ª gerações da Vila Barroló, moradores da zona rural de Conceição das Alagoas/MG, participarão do processo como agentes ativos de formação, especialização e pesquisa.10 aprendizes imersivos, oriundos dos territórios rurais e periféricos dos municípios envolvidos, participarão de formações práticas com carga mínima de 100 horas presenciais.Base de Apoio – Lavrinhas/SPLavrinhas será utilizada como base de apoio territorial e institucional, fortalecendo a atuação nacional da Vila Barroló. A cidade abrigará a exposição final das peças produzidas, com ações educativas e recursos de acessibilidade, e servirá como ponto de encontro para a equipe realizar ações de gestão e divulgação dos produtos culturais.Além disso, Lavrinhas está estrategicamente posicionada entre Cunha/SP e São João del-Rei/MG, o que facilita a logística das visitas técnicas com os consultores Delforge e Cidraes, ambos fundamentais para os eixos de massa e forno do projeto.Carga Horária Total EstimadaFormação continuada dos artesãos: 120 horas teórico-práticas, distribuídas em 30 semanas;Participação imersiva dos aprendizes: 100 horas mínimas por aprendiz, com registro de frequência, avaliação qualitativa e emissão de certificado.2. Websérie Documental – “BARROLAB: O Saber que se Molda”Série documental composta por 5 episódios de 20 minutos cada, com formato narrativo e abordagem pedagógica. Os episódios acompanharão as diferentes fases do projeto: iniciação dos encontros formativos, experimentação técnica, construção dos fornos, depoimentos de mestres artesãos, acompanhamento dos aprendizes e finalização dos produtos. A série será disponibilizada gratuitamente em plataformas digitais (YouTube e site da Vila Barroló), com recursos de acessibilidade comunicacional como legendas, audiodescrição e janela de Libras. Classificação indicativa: Livre.3. Exposição ArtísticaMostra presencial com 40 peças autorais produzidas pelos artesãos formadores e aprendizes do projeto, representando os resultados estéticos, técnicos e simbólicos da formação empírica em cerâmica tradicional. A exposição ocorrerá na sede da Vila Barroló em Lavrinhas/SP - Fazenda RIo do Braço, com entrada franca e ações educativas inclusivas. O espaço expositivo contará com mediação cultural, material em linguagem simples, textos em fonte ampliada, audiodescrição, peças táteis e versão em Braille sob demanda. Será acompanhado por um catálogo digital gratuito com imagens, ficha técnica e texto curatorial. Classificação indicativa: Livre.4. Publicação Digital Multimídia – “Compêndio Atualizado de Saberes e Fazeres com o Barro (2026)”Livro digital interativo com no mínimo 100 páginas, resultado do processo formativo e da pesquisa técnica realizada ao longo do projeto BARROLAB. A obra sistematiza os saberes cerâmicos da Vila Barroló e está organizada em quatro eixos: massas cerâmicas (com receitas, testes e curvas térmicas), técnicas de modelagem e acabamento, construção e operação de fornos a lenha, e ferramentas artesanais de produção. Contará com fotografias, depoimentos, plantas técnicas e esquemas ilustrados. O conteúdo será acessível em versões com audiodescrição, fonte ampliada e compatibilidade com leitores de tela. Classificação indicativa: Livre.

Objetivos

Objetivo GeralPromover a valorização, salvaguarda e renovação da cerâmica artesanal tradicional brasileira por meio de um programa de formação empírica, intergeracional e territorializada, com foco na especialização técnica de 20 artesãos da Vila Barroló (MG) e na formação imersiva de 10 novos aprendizes do barro. O projeto visa consolidar um modelo alternativo de ensino baseado na convivência e na prática, garantir a documentação sistematizada dos saberes tradicionais da Vila, e gerar produtos culturais de referência, com acesso gratuito, ampla difusão e impacto social duradouro.Objetivos Específicos1) Capacitar e especializar os saberes e técnicas de 20 artesãos da Vila Barroló, integrantes das 3ª e 4ª gerações, por meio de um processo formativo empírico e continuado com duração de 10 meses, totalizando aproximadamente 120 horas de atividades teórico/práticas, com foco em modelagem avançada, desenvolvimento de massas cerâmicas, especialização em queima artesanal e princípios do marketing digital e gestão cultural com assessoria de especialistas da área, como o Mestre Ceramista Antônio Cleofas, Prof. Dr. Alexandre Delforge (UFSJ), o Mestre Alberto Cidraes de Chunha/SP, introdutor do forno Noborigama no Brasil e o Dr. em Artes pela UFMG e a New York University Isaque Ribeiro2) Selecionar e acompanhar a formação de 10 aprendizes, residentes nos territórios rurais de atuação do projeto (MG e SP), por meio de imersão prática junto aos artesãos formadores, em um modelo pedagógico baseado na observação, repetição e prática orientada. Cada aprendiz deverá participar de pelo menos 100 horas presenciais de atividades formativas;3) Realizar ao menos 24 encontros formativos presenciais, divididos entre oficinas práticas, vivências de campo, sessões de construção e queima, com cronograma documentado e controle de presença dos participantes;4) Desenvolver, testar e documentar pelo menos 8 massas cerâmicas artesanais, sendo: 4 para queima em baixa temperatura (900°C a 1050°C), 4 para queima em alta temperatura (1200°C a 1300°C), com registro de curva de queima, proporção de matéria-prima, resultado visual e textura, e apoio técnico do Laboratório-Escola de Cerâmica da UFSJ (LEC) sob orientação do especialista em arqueologia cerâmica Prof. Dr. Alexandre Delforge (UFSJ);4) Construir dois fornos cerâmicos a lenha (um de baixa e um de alta temperatura), nas dependências da Vila Barroló, para uso coletivo durante e após o projeto, com registro fotográfico, planta baixa e memorial descritivo da construção, sob assessoria do Mestre Ceramista Alberto Cidraes, de Cunha/SP;5) Desenvolver e testar pelo menos 5 modelos de ferramentas manuais específicas, criadas ou adaptadas pelos próprios artesãos, como raspadores, facas de corte, medidores, entre outras, com registro de instrução de uso e imagem ilustrativa para inclusão no compêndio;6) Produzir um acervo de 40 peças cerâmicas autorais, resultante do processo formativo dos 20 artesãos e 10 aprendizes, com identidade estética própria, documentação fotográfica, ficha técnica e texto curatorial para compor a exposição final a ser realizada na Filial da Vila Barroló na Fazenda Rio do Braço em Lavrinhas/SP;7) Realizar uma Exposição Artística Pública, com as 40 peças produzidas, em espaço acessível no município de Lavrinhas/SP, com entrada gratuita, ações educativas (visitas mediadas e oficinas abertas) e catálogo digital distribuído gratuitamente em PDF;8) Publicar um compêndio digital multimídia com no mínimo 100 páginas, intitulado Vila Barroló: Compêndio Atualizado de Saberes e Fazeres com o Barro (2026), contendo: Textos técnicos e relatos orais dos artesãos da Vila Barroló; Fotografias de processos e produtos; Diagramas de ferramentas e fornos; Receitas de massas cerâmicas; Recursos de acessibilidade: audiodescrição, fonte ampliada e versão narrada.9) Produzir e divulgar uma Websérie em 5 episódios (20 min cada), em HD, publicada em canais digitais da Vila Barroló (youtube, instagram e site oficial), documentando todas as etapas do processo formativo, as tecnologias envolvidas e os relatos dos participantes. Os vídeos contarão com: Legendas, Audiodescrição, Roteiro Acessível, Publicação gratuita e permanente nas redes;10) Emitir 10 certificados de participação aos aprendizes imersos, com validação da carga horária mínima e breve relatório de aproveitamento, assinados pelo Presidente da Associação Vila Barroló - Dr. Isaque Ribeiro - e o Mestre Ceramista Antônio Cleofas;11) Alcançar ao menos 50.000 visualizações/interações nos conteúdos digitais do projeto (websérie, compêndio, catálogo, divulgação), com monitoramento por relatórios de acesso, compartilhamento e comentários em redes sociais;12) Promover pelo menos 3 ações paralelas de democratização de acesso, como rodas de conversa online - seminários virtuais - com mestres e aprendizes, e ensaios abertos durante as fases de construção e queima, com registro de presença e registro audiovisual.13) Criar um plano de comercialização cultural para os participantes, incluindo: Criação de portfólios individuais para cada artesão; Orientação para precificação, identidade visual e canais de venda; Circulação do catálogo digital em redes de artesanato, feiras e plataformas de arte popular;14) Garantir 100% de gratuidade e acessibilidade nas ações e produtos do projeto, incluindo: Versões acessíveis dos materiais (PDFs narrados, audiodescrição, legendas); Entrada livre em todas as atividades presenciais; Tradução de linguagem técnica para linguagem simples sempre que necessário;15) Registrar e sistematizar o modelo de formação empírica da Vila Barroló, com ênfase no saber transmitido pela convivência, reconhecendo essa metodologia como estratégia legítima de ensino-aprendizagem cultural para políticas públicas futuras. 16) Garantir condições econômicas de permanência dos participantes por meio do pagamento de 20 bolsas-pesquisa para artesãos formadores e 10 bolsas-auxílio para aprendizes imersivos, com registro dos valores pagos, comprovantes e relatórios de frequência;17) Assegurar a plena acessibilidade comunicacional dos produtos culturais do projeto (compêndio, websérie, exposição), por meio de versões com audiodescrição, fonte ampliada, Libras, Braille digital, legenda descritiva e compatibilidade com leitores de tela, conforme diretrizes do MinC.

Justificativa

O projeto BARROLAB propõe a valorização, salvaguarda e renovação da cerâmica artesanal tradicional brasileira por meio de um programa integrado de formação empírica, pesquisa aplicada e documentação patrimonial, com base na experiência formativa real da Vila Barroló, comunidade de artesãos ceramistas localizada na zona rural de Conceição das Alagoas/MG. A iniciativa busca consolidar um modelo de formação intergeracional e territorializada, capaz de sistematizar os saberes desenvolvidos pela família de artesãos fundada pelo mestre ceramista Antônio Cleofas, ativo desde 1979.A Vila Barroló reúne quatro gerações de uma mesma família dedicada à prática do artesanato, e desenvolveu, ao longo de mais de 40 anos, uma linguagem estética, técnica e simbólica própria, baseada no fazer cotidiano com o barro, na construção artesanal de ferramentas, na modelagem livre e nas queimas a lenha em fornos abertos. Segundo estudos da arqueóloga Dra. Márcia Angelina Alves (USP), essas técnicas guardam semelhanças com as cerâmicas produzidas por povos indígenas que habitaram a região do Triângulo Mineiro, como os Kayapó, além de associações com a tradição cerâmica dos Puris, povo originário do Vale do Paraíba, onde a Vila também atua hoje através de sua filial na cidade de Lavrinhas/SP.Embora a Vila Barroló já tenha sido reconhecida como Ponto de Cultura (desde 2019) e suas peças circulem nacionalmente, grande parte de seus saberes nunca foi documentada de forma sistemática. A formação de seus artesãos ocorreu e ainda ocorre de forma empírica e natural, com base em observação, repetição, experimentação e partilha entre gerações. Esse modelo de aprendizagem, que mistura cotidiano, oralidade e prática, está em risco de desaparecer se não for compreendido, reconhecido e formalizado.Para isso, o projeto propõe dois processos formativos complementares e articulados:1) A capacitação empírica e continuada de 20 artesãos da Vila Barroló (MG), pertencentes às 3ª e 4ª gerações de ceramistas da família, com foco na especialização técnica, experimentação e sistematização de saberes, valorizando as linguagens autorais desenvolvidas ao longo dos anos; 2) A formação imersiva de 10 aprendizes, selecionados para acompanhar todo o processo de formação dos artesãos, em um modelo de aprendizado tradicional, baseado na convivência, observação e prática assistida — tal como se aprende o ofício do barro em contextos populares e semelhante ao processo específico de aprendizado dos artesãos da Vila Barroló Trata-se de uma proposta que não reproduz um modelo escolar e formal de ensino, mas reconhece e valoriza um modo ancestral de formação, em que o saber é transmitido no fazer, no corpo, no gesto e na repetição. Acreditamos que esse modelo — ainda pouco documentado — é tão potente quanto qualquer curso técnico, e que ele deve ser registrado, valorizado e replicado como metodologia alternativa e legítima de ensino-aprendizagem cultural.O projeto será realizado em dois territórios:Conceição das Alagoas/MG, onde está localizada a sede histórica da Vila Barroló, núcleo fundacional dos saberes que serão sistematizados; e Lavrinhas/SP, onde a Associação abriu uma filial em 2023, com o objetivo de expandir sua atuação. O município está inserido no Vale do Paraíba, região marcada pela presença histórica dos povos Puris — conhecidos por sua tradição cerâmica — e pela proximidade com Cunha (SP), reconhecida nacionalmente como a capital da cerâmica de alta temperatura, onde vive o mestre ceramista Alberto Cidraes, parceiro técnico do projeto. A cidade também está próxima de São João del-Rei (MG), onde se localiza o Laboratório-Escola de Cerâmica da UFSJ, parceiro para o desenvolvimento e teste de massas cerâmicas através do acompanhamento e assessoria do Prof. Dr. Alexandre Delforge. A cidade de Lavrinhas é berço cultural e familiar de Anita Braga Bezerra, esposa de Cleofas, e a abertura dessa filial visa resgatar seus vínculos familiares e ancestrais com a referida região. Esse eixo territorial MG_SP fortalece tanto a preservação quanto a difusão dos saberes: Conceição das Alagoas como lugar de origem e memória, Lavrinhas como lugar de projeção, intercâmbio e continuidade viva. Produtos Culturais e Ações Técnicas Como resultado do processo formativo, serão realizados três produtos culturais complementares:1) Publicação digital multimídia com no mínimo 100 páginas, intitulada "Vila Barroló: Compêndio Atualizado de Saberes e Fazeres com o Barro (2026)", reunindo conteúdos técnicos, esquemas visuais, receitas de massas, depoimentos, registros audiovisuais e recursos de acessibilidade comunicacional; 2) Exposição com 40 peças autorais, produzidas pelos artesãos formadores durante o processo em parceria com os aprendizes do barro e abertura pública, mediação cultural e catálogo digital gratuito; 3) Websérie com 5 episódios, de 20 minutos cada, documentando todas as etapas do projeto em regime de prestação de contas ativa, com legendas, audiodescrição e roteiros acessíveis. Além disso, o projeto inclui:1) Construção de dois fornos cerâmicos (um de baixa e um de alta temperatura) com apoio técnico e assessoria do Mestre Ceramista Alberto Cidraes, português introdutor do forno Noborigama no Brasil;2) Desenvolvimento e testes de pelo menos 8 massas cerâmicas, com orientação técnica do Prof. Dr. Alexandre Delforge (UFSJ);3) Produção de ferramentas artesanais específicas e técnicas avançadas de modelagem, com orientação do Mestre Ceramista Antônio Cleofas;4) Orientação sobre comercialização, identidade visual e portfólio, fortalecendo a autonomia produtiva dos envolvidos, com orientação do Dr. em Artes Isaque Ribeiro, Coordenadore Geral do Projeto. Por que a Lei de Incentivo à Cultura? A execução do projeto depende do Mecanismo de Incentivo à Cultura da Lei nº 8.313/91 (Lei Rouanet), pois trata-se de uma proposta gratuita, de interesse público, sem fins lucrativos, voltada à valorização de um patrimônio imaterial coletivo. O projeto não visa a comercialização dos produtos culturais, mas sim sua ampla circulação e seu potencial formativo, além da formação e estímulo à criação de novos ateliês de produção e artesãos de barro, garantindo a continuidade do saber imaterial dos fazeres com o barro.O uso do incentivo fiscal garante:A gratuidade da formação para os participantes; A remuneração digna dos mestres, formadores, formandos e equipe técnica; A produção de materiais acessíveis e de alta qualidade; A circulação nacional dos produtos culturais gerados, com alcance estimado de pelo menos 50.000 pessoas via meios digitais e presenciais. Ssendo 50.000 views na websérie, 1.000 acessos ao compêndio, 500 visitantes presenciais na exposição. Enquadramento Legal _ Lei nº 8.313/91 Art. 1º _ O projeto se enquadra nos seguintes incisos:I _ Incentivo à formação artística e cultural; II _ Apoio a estudos e pesquisas na área cultural; IV _ Proteção e conservação do patrimônio cultural imaterial; VIII _ Fomento à produção e difusão de bens culturais. Art. 3º _ Objetivos que serão alcançados:I _ Facilitar a todos o livre acesso à cultura; II _ Estimular a regionalização da produção cultural brasileira; IV _ Apoiar as manifestações culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira; VI _ Proteger expressões culturais responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; VII _ Apoiar iniciativas que garantam a presença da cultura nos meios de comunicação de massa. Além da formação cultural e da salvaguarda do patrimônio imaterial, o projeto BARROLAB visa contribuir diretamente para a sustentabilidade econômica e a inclusão produtiva dos participantes. Ao documentar os processos, sistematizar técnicas e fortalecer a autonomia dos artesãos na criação, divulgação e comercialização de suas obras, o projeto impulsiona o desenvolvimento de ateliês familiares, redes de produção artesanal e inserção em circuitos criativos. A elaboração de portfólios individuais, o apoio à identidade visual e a criação de um plano de comercialização cultural asseguram que os efeitos do projeto perdurem além do período de execução, gerando renda, autonomia e protagonismo. BARROLAB, assim, transforma o fazer com o barro em uma estratégia de cultura viva, trabalho digno e permanência do saber.

Estratégia de execução

O projeto BARROLAB representa não apenas um processo de formação em cerâmica, mas a formalização e valorização de um modelo de ensino tradicional raramente sistematizado nas políticas culturais brasileiras: a formação empírica e intergeracional no ofício artesanal, transmitido por meio da convivência, observação e repetição. Essa abordagem, vivenciada há mais de quatro décadas pela Vila Barroló, pode servir de base para o desenvolvimento de novas diretrizes públicas de formação não escolarizada, voltadas à cultura popular e ao saber-fazer ancestral.Trata-se de uma proposta estrategicamente posicionada em territórios rurais e de baixa densidade de projetos culturais financiados (Conceição das Alagoas/MG e Lavrinhas/SP), o que reforça sua relevância no contexto da regionalização da cultura e do combate à desigualdade territorial no acesso a políticas públicas. A presença da Vila Barroló em ambos os territórios permite que o projeto atue com enraizamento comunitário e difusão nacional simultaneamente.O projeto parte de um histórico consolidado da instituição proponente, que já obteve reconhecimento como Ponto de Cultura, participou de diversos editais públicos e possui uma rede de parceiros sólidos, incluindo universidades federais, mestres tradicionais, prefeituras e coletivos culturais. Isso garante sua capacidade de execução, gestão e prestação de contas, com equipe técnica qualificada e estrutura já instalada.Além disso, o BARROLAB se destaca por ter uma matriz de acessibilidade plenamente integrada, garantindo que todos os produtos culturais (publicação, websérie, exposição) contem com versões acessíveis desde o início da produção. Também há previsão de bolsas-auxílio e bolsas-pesquisa, assegurando a permanência dos participantes em situação de vulnerabilidade e reconhecendo os mestres como produtores de conhecimento.A proposta investe de forma estruturada em documentação técnica, produção de conteúdos originais, e em estratégias de difusão digital gratuitas, garantindo acesso livre a milhares de pessoas e gerando insumos replicáveis para escolas técnicas, pontos de cultura e redes de economia criativa. Os produtos finais (compêndio, websérie, catálogo, exposição) serão disponibilizados sob licença livre, com potencial de circulação em políticas públicas, espaços de educação não formal e redes de artesanato.Finalmente, BARROLAB responde a uma demanda crescente por modelos de formação ancorados na sabedoria popular, na sustentabilidade territorial e na valorização do patrimônio imaterial, alinhando-se plenamente aos princípios da Lei Rouanet e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, especialmente os de educação de qualidade, trabalho decente, igualdade territorial e valorização da diversidade cultural.

Especificação técnica

1. Formação Cultural – Programa de Capacitação BARROLABModalidade: Formação empírica, intergeracional e presencial Duração Total:120 horas para os 20 artesãos formadores100 horas mínimas para os 10 aprendizes imersivos Local: Atelier da Vila Barroló, zona rural de Conceição das Alagoas/MG Base técnica complementar: Lavrinhas/SP (filial da Vila Barroló)Projeto Pedagógico – Eixos TemáticosA formação será organizada em 4 eixos, cada qual com estrutura técnica específica:Massas Cerâmicas (18 encontros):Testes empíricos e laboratoriais de pelo menos 8 formulações diferentes;Curvas de queima registradas (baixa e alta temperatura);Classificação por plasticidade, cor, resistência e acabamento;Parceria com o Laboratório-Escola de Cerâmica da UFSJ (Prof. Dr. Alexandre Delforge);Análise de barros locais e regionais com registro sistemático (PDF + vídeo).Modelagem e Acabamento (18 encontros):Técnicas manuais livres, com e sem uso de torno;Aplicação de texturas, incisão, queima com engobe, polimento com sebo, casca de árvore ou pedra;Criação de ferramentas manuais (raspadores, afinadores, estecas e carimbos);Elaboração de 40 peças autorais com registro fotográfico e curadoria.Construção e Operação de Fornos (24 encontros):Construção de 2 fornos a lenha: um tradicional de baixa e um adaptado ao modelo Noborigama;Projeto com memorial descritivo e planta baixa;Assessoria do Mestre Alberto Cidraes (Cunha/SP) – presencial e remota;Medição de temperatura com pirômetros e termopares, controle de atmosfera.Gestão Cultural e Comercialização (18 encontros):Precificação, identidade visual e uso do Instagram como vitrine;Criação de portfólios e catálogos para cada artesão;Produção de conteúdo visual com celular + iluminação simples;Planejamento de feiras, redes de comercialização e editais públicos.Recursos Didáticos e Materiais:Apostilas digitais com infográficos;Kits de ferramentas básicas;Roteiros impressos e QR Codes de apoio;Grupos de WhatsApp para tutoria e partilha semanal. 2. Publicação Digital MultimídiaTítulo: Vila Barroló: Compêndio Atualizado de Saberes e Fazeres com o Barro (2026) Formato: Livro digital interativo (PDF e ePUB acessível) Paginação mínima: 100 páginasConteúdo técnico:Receitas de massas com proporções, testes, falhas e acertos;Passo a passo de construção de fornos;Ferramentas tradicionais e sua adaptação contemporânea;Depoimentos dos mestres e aprendizes;Glossário de termos técnicos com explicação em linguagem simples.Produção editorial:Desenvolvido no Canva Pro para diagramação interativa;Edição de imagem com Photoshop e Adobe Illustrator para fichas técnicas, mapas visuais e tratamento de imagens;Diagramação modular por eixos temáticos;Coautoria com os próprios artesãos e aprendizes (nomeados no conteúdo).Acessibilidade e Distribuição:Versão com fonte ampliada, contraste elevado e leitura por software de tela;Versão narrada em áudio por locutor humano;Hospedagem gratuita no site oficial da Vila Barroló e plataformas como Issuu, Archive.org e Drive com links públicos;QR Code para acesso impresso em materiais educativos e pontos de cultura. 3. Websérie DocumentalTítulo: BARROLAB Formato: 5 episódios de 20 minutos Duração total: 100 minutos Resolução: Full HD (1920x1080) Classificação indicativa: LivreConteúdo e estrutura:Episódios organizados por fases do projeto: formação, fornos, peças, aprendizes, exposição;Entrevistas com o Mestre Antônio Cleofas, filhos e netos ceramistas, aprendizes, consultores técnicos;Imagens de drone sobrevoando o atelier, o entorno rural e os fornos em queima;Captação de som direto com microfones de lapela e ambientes;Referências estéticas inspiradas em documentários como "O Sal da Terra" (Wenders) e "Krenak" (SPCine), buscando narrativa poética e imersiva.Edição e acessibilidade:Inserção de trilha sonora instrumental original;Legenda descritiva em português com ruídos e ambientações;Janela de Libras em todos os episódios;Audiodescrição gravada com voz humana;Roteiro completo em PDF acessível.Veiculação e licenciamento:Publicada no canal do YouTube da Vila Barroló, com playlist específica e descrição acessível;Compartilhada em redes sociais com chamadas e trailers;Licença aberta para exibição pública não comercial (feiras, escolas, centros culturais). 4. Exposição ArtísticaFormato: Exposição presencial Local: Fazenda Rio do Braço - Município de Lavrinhas/SP Peças expostas: 40 obras autorais Duração: 30 diasCuradoria e montagem:Obras com diversidade de técnicas e temperaturas de queima;Curadoria coletiva com os próprios artesãos e equipe de mediação;Expositores modulares acessíveis (1,10m de altura);Textos em linguagem simples, fonte ampliada, e versão em Braille;Mínimo de 10 peças com função tátil para cegos.Materiais complementares:Catálogo digital ilustrado com 40 páginas (PDF com audiodescrição);Ações educativas com mediação sensorial;Visitas escolares e rodas de conversa com mestres da cerâmica.

Acessibilidade

O projeto BARROLAB adota a acessibilidade como princípio transversal, implementando recursos físicos, comunicacionais, digitais e atitudinais que assegurem a participação plena e autônoma de pessoas com deficiência, idosos, moradores da zona rural e públicos em situação de vulnerabilidade social. As ações e produtos culturais serão adaptados para contemplar os diferentes perfis de público, considerando os seguintes eixos: 1. Acessibilidade comunicacional e digital1.1 A publicação digital multimídia (Compêndio de Saberes da Vila Barroló) será disponibilizada em versão: . Com linguagem simples e clara, adequada para pessoas com baixa escolaridade;. Com fontes ampliadas, favorecendo a leitura por idosos e pessoas com baixa visão;. Com navegação compatível com leitores de tela, para pessoas cegas;. Com descrição de imagens e fotos (texto alternativo);. Com versão narrada em áudio e, sempre que possível, com audiodescrição integrada.1.2. A websérie com 5 episódios será publicada em plataformas digitais com os seguintes recursos: . Legendas abertas para pessoas com deficiência auditiva;. Audiodescrição dos elementos visuais nos episódios e trailers;. Narração com ritmo acessível e vocabulário inclusivo;. Roteiro disponível em PDF acessível, para acompanhamento dos conteúdos. 2. Acessibilidade nas formações e ações presenciais2.1 As oficinas e formações presenciais adotarão: . Espaços e equipamentos - tais como banheiros - com acesso nivelado ou adaptado com rampas, sempre que necessário;. Uso de materiais táteis e ferramentas de fácil manuseio;. Linguagem inclusiva e estratégias pedagógicas adequadas a perfis diversos;. Apoio individualizado a idosos, pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida.2.2 Durante a exposição artística em Lavrinhas/SP: . Haverá mediação com linguagem simples;. Distribuição de Catálogo Acessível, com imagem das peças e instrumentos para facilitação do acesso;. Disponibilização de audioguia ou gravações acessíveis;. Produção de fichas técnicas ampliadas e com QR Codes para acesso a vídeos ou descrições por celular;. Criação de placas com letras em alto contraste e fonte ampliada. 3. Acessibilidade atitudinal3.1 A equipe técnica e pedagógica do projeto passará por sensibilização e orientação sobre inclusão e acessibilidade, incluindo: . Boas práticas no acolhimento de pessoas com deficiência;. Uso de linguagem inclusiva;. Atendimento humanizado durante as atividades e eventos.. Toda a comunicação institucional do projeto (postagens, vídeos, apresentações) seguirá princípios de acessibilidade digital e comunicação inclusiva, garantindo que o conteúdo seja compreensível, visualmente limpo e linguística e culturalmente acessível. 4. Compromisso com a inclusão socialO projeto prioriza a formação gratuita de artesãos e aprendizes residentes em territórios rurais, com enfoque na inclusão de jovens, mulheres e idosos — muitos dos quais com limitações de acesso a políticas culturais. Será realizada divulgação orientada para garantir a participação de pessoas com deficiência da região, bem como articulação com instituições locais de apoio a esse público.

Democratização do acesso

O projeto BARROLAB estrutura sua estratégia de democratização de acesso com base na valorização dos saberes tradicionais de territórios rurais e periféricos, assegurando que os públicos historicamente menos alcançados por políticas culturais estejam no centro da proposta — como sujeitos, e não como espectadores. Todas as ações formativas, técnicas e culturais do projeto são inteiramente gratuitas, realizadas em municípios do interior com baixa oferta de formação em arte e cultura, e voltadas à formação, circulação e permanência de saberes artesanais em contextos populares e familiares.1. Centralidade das áreas rurais e periféricasBARROLAB será executado nos territórios de Conceição das Alagoas/MG (Zona Rural do Triângulo Mineiro) e Lavrinhas/SP (interior do Vale do Paraíba), regiões com alta densidade rural, ausência de centros culturais estruturados e acesso precário à formação artística. A proposta se ancora no protagonismo da Vila Barroló, comunidade de artesãos que vive e produz na zona rural e reconhece o saber popular como eixo estruturante da política cultural.A própria metodologia do projeto foi concebida de modo a se adaptar à realidade desses territórios: os encontros presenciais são locais, os conteúdos são orais, e os materiais didáticos são simples, ilustrados e acessíveis. Não há exigência de escolaridade formal, o que abre caminho para a inclusão efetiva de populações com baixa escolarização, jovens rurais e mulheres do campo.2. Bolsa-pesquisa e bolsa-auxílio como instrumentos de acessoPara assegurar a permanência, o envolvimento ativo e o reconhecimento simbólico e econômico dos participantes, o projeto prevê:Bolsa-pesquisa para os 20 artesãos formadores da Vila Barroló, como forma de valorização do tempo investido, do saber transmitido e do processo de sistematização de conhecimentos. Essa bolsa reconhece o artesão não apenas como executor, mas como produtor de conhecimento legítimo, inserindo-o na lógica da pesquisa-ação cultural.Bolsa-auxílio para os 10 aprendizes imersivos, destinada a cobrir deslocamentos, alimentação e custos indiretos de sua participação contínua nos encontros presenciais. Essa medida corrige desigualdades de origem social, viabiliza o acesso de jovens e moradores de regiões periféricas, e reconhece que o tempo de formação tem valor econômico.Ambas as bolsas fortalecem a ideia de que o acesso só é real quando há condições para permanência, e que democratizar a cultura inclui remunerar dignamente quem a pratica e a preserva.3. Acessibilidade comunicacional e pedagógicaTodos os materiais produzidos no projeto serão disponibilizados em formatos acessíveis:Compêndio Digital com fonte ampliada, versão narrada em áudio humano, estrutura hipertextual e compatibilidade com leitores de tela;Websérie com legendas abertas, janela de Libras, audiodescrição e roteiros acessíveis em PDF;Textos educativos da exposição com linguagem simples, versão em Braille sob demanda e apoio a visitação tátil para pessoas com deficiência visual.Além disso, os conteúdos formativos e culturais serão permanentemente publicados nas redes digitais da Vila Barroló (site oficial, YouTube e redes sociais), com acesso irrestrito, sem barreiras de pagamento ou inscrição.4. Distribuição comunitária e descentralizada dos produtosA versão digital do compêndio, os episódios da websérie e o catálogo da exposição serão distribuídos gratuitamente por meio de canais digitais, para bibliotecas públicas, escolas municipais, pontos de cultura e coletivos culturais de Conceição das Alagoas e Lavrinhas, garantindo acesso a comunidades com baixa conectividade digital.

Ficha técnica

Associação Vila Barroló – Instituição ProponenteA Associação Cultural Vila Barroló atuará como responsável direta pela gestão integral, execução pedagógica, articulação institucional e prestação de contas do projeto BARROLAB. Sediada na zona rural de Conceição das Alagoas/MG, com filial em Lavrinhas/SP, a entidade reúne artesãos ceramistas de quatro gerações e vem atuando desde 2016 como agente cultural reconhecido nacionalmente. Dirigente e Coordenador Geral: Isaque RibeiroAtividades: Gestão geral do projeto, supervisão das equipes, coordenação do audiovisual e integração pedagógica; coordenação do núcleo formativo de gestão e marketing.Mini currículo: Doutor e Mestre em Artes pela UFMG, com formação complementar pela NYU/Tisch School of the Arts. Atua como gestor cultural, artista e educador, com experiência em políticas públicas, produção audiovisual e coordenação de projetos culturais comunitários. É integrante da Vila Barroló desde 2015.Mentor Técnico e Mestre Formador: Antônio Cleofas de Oliveira BezerraAtividades: Mentoria formativa, repasse de técnicas, coordenador do núcleo de modelagem e ferramentaria.Mini currículo: Mestre ceramista autodidata com 46 anos de atuação. Fundador da Vila Barroló, é reconhecido por sua contribuição à salvaguarda da cerâmica tradicional do Triângulo Mineiro. Responsável pela formação de três gerações de artesãos.Produção Executiva: Débora Bezerra RibeiroAtividades: Coordenação logística, produção executiva, interlocução institucional e supervisão orçamentária.Mini currículo: Ceramista com 25 anos de atuação. Graduada em Letras (UFTM) com formação complementar em Cerâmica pela UFMG. Atuou em centros de criação em Nova Iorque e Belo Horizonte. Tem ampla experiência em editais e articulação institucional.Coordenação Pedagógica e Acompanhamento dos Aprendizes: Salomão Braga BezerraAtividades: Facilitação dos encontros, mediação entre mestres e aprendizes, tutoria formativa, coorganização dos conteúdos do compêndio.Mini currículo: Ceramista e professor de Letras, atua na Vila Barroló como responsável técnico por produção funcional (vasos e peças utilitárias). Desenvolve pesquisa autoral em técnicas ancestrais e é reconhecido por seu trabalho artístico autoral e metodológico.Comunicação e Relatórios Técnicos: Pedro Estevão Braga BezerraAtividades: Redação de boletins e releases, elaboração de relatórios de progresso, curadoria textual do compêndio e apoio ao roteiro da websérie.Mini currículo: Artista visual e escritor. Atua em dramaturgia, instalação e performance. Membro da Vila Barroló, desenvolve trabalhos ligados à cultura da terra, com forte presença em linguagem experimental.Comunicação Digital e Engajamento: Ester Braga BezerraAtividades: Gestão de redes sociais, produção de vídeos curtos, divulgação dos eventos abertos, condução do “Café com Barro” e ações de mediação com o público.Mini currículo: Artesã de barro, fotógrafa e videomaker. Formada em desenho e moda. Atua na mediação entre cultura digital e práticas artesanais. É responsável pela produção de conteúdo audiovisual leve e educativo nas redes da Vila.Consultor Técnico – Fornos Cerâmicos: Alberto CidraesAtividades: Projeto e acompanhamento técnico na construção de dois fornos a lenha (baixa e alta temperatura), condução de oficinas técnicas e mentorias híbridas.Mini currículo: Mestre ceramista e referência nacional na técnica Noborigama e queima em atmosfera controlada. Reside em Cunha/SP, cidade conhecida como capital nacional da cerâmica de alta temperatura. Atua há mais de 40 anos na formação de ceramistas e construção de fornos experimentais.Consultor Técnico – Massas Cerâmicas: Prof. Dr. Alexandre DelforgeAtividades: Orientação no desenvolvimento de massas cerâmicas, recepção de visita técnica no Laboratório de Cerâmica da UFSJ, revisão técnica dos conteúdos do compêndio.Mini currículo: Arqueólogo e ceramista, professor da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Coordena o Laboratório-Escola de Cerâmica (LEC/UFSJ) e é referência nacional na arqueologia cerâmica, com foco em técnicas indígenas e formulação de massas experimentais.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.