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O projeto "Teatro de Motim" prevê a realização de 4 oficinas formativas e 4 apresentações teatrais nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador. Cada cidade receberá uma oficina gratuita com 4 horas de duração, voltada à experimentação prática do Teatro do Oprimido, e uma sessão do espetáculo interativo "Teatro de Motim", com participação ativa do público. A proposta inclui também a produção de um e-book educativo e registro audiovisual das atividades, com duração total do projeto estimada em 12 meses.
Espetáculo "Teatro de Motim" Uma performance coletiva que expande e radicaliza o Teatro do Oprimido, convocando grupos a protagonizarem um motim simbólico e político no palco. O espetáculo denuncia as violências estruturais que atravessam corpos marginalizados — dissidentes, indígenas, racializados, LGBTQIAPN+ e periféricos — e propõe a força da ação coletiva como resistência e criação de novos modos de existência. Classificação indicativa: 16 anos.Oficinas "Fundamentos do Teatro de Motim" Formação prática e acessível, com interpretação em Libras, que apresenta as bases metodológicas do Teatro de Motim, estimulando a apropriação da linguagem por artistas, militantes e agentes culturais. As oficinas combinam vivências coletivas e reflexões para fomentar novas narrativas e estratégias políticas nas artes cênicas.E-book Interativo "Teatro de Motim – Metodologias e Reflexões" Publicação digital gratuita que sistematiza o conteúdo das oficinas e apresenta textos, registros e análises críticas sobre o Teatro de Motim. O material inclui também uma versão em audiobook para garantir maior acessibilidade e democratização do conhecimento produzido.
Objetivo GeralRealizar ações de formação e difusão cultural a partir da linguagem do Teatro do Oprimido, promovendo o acesso à arte e à cidadania em quatro capitais brasileiras, com ênfase em práticas participativas, educativas e inclusivas que estimulem o pensamento crítico e a articulação coletiva por meio do espetáculo "Teatro de Motim" e oficinas formativas. Objetivos EspecíficosRealizar 4 apresentações gratuitas do espetáculo "Teatro de Motim", uma em cada cidade: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador.Promover 4 oficinas presenciais gratuitas, com duração de 4 horas cada, abordando teoria, prática e jogos do Teatro do Oprimido, voltadas para até 30 participantes por cidade, com inscrições prévias.Garantir a circulação interestadual da equipe artística e técnica entre as quatro capitais contempladas.Produzir e disponibilizar gratuitamente um e-book educativo, com conteúdos teóricos, relatos de processo, fotos e sistematização metodológica do projeto.Realizar o registro audiovisual do processo e apresentações, para fins de documentação, divulgação e memória do projeto.Implementar ações de comunicação digital com foco em divulgação, acesso e engajamento do público via Instagram, Facebook, YouTube e site da Ruidosa Alma.Promover ações de acessibilidade comunicacional, como interpretação em Libras nas apresentações e oficinas.Estimular o debate crítico e a participação cidadã por meio do formato interativo do Teatro Fórum, que permite ao público intervir na cena para propor transformações coletivas das opressões encenadas.
O projeto "Teatro de Motim _ Circulação Nacional" se inscreve no campo das artes cênicas brasileiras como uma ação artística de caráter inovador, pedagógico e político. Trata-se de um desdobramento prático e teórico de uma pesquisa iniciada na graduação em artes cênicas, ampliada em nível de mestrado e com projeção para o doutorado, conduzida por Sá Pretto, artista-pesquisadora da Ruidosa Alma. Ao longo de mais de uma década, essa investigação consolidou uma metodologia própria: o Teatro de Motim, uma radicalização e reinterpretação das bases do Teatro do Oprimido, de Augusto Boal, e do Teatro das Oprimidas, de Maíra Azevedo e Bárbara Santos.A proposta nasce da necessidade de atualizar e tensionar as metodologias do teatro político, trazendo à cena um gesto coletivo que subverte a lógica do espectador isolado. Em vez do "espect-ator" que individualmente substitui um personagem para intervir no conflito, como propõe Boal, o Teatro de Motim convoca um grupo de pessoas para agir em conjunto no palco — produzindo um motim dramatúrgico, simbólico e político. Esta escolha não é apenas estética: ela é uma aposta na força coletiva como resposta às violências e opressões estruturais que atravessam os corpos dissidentes, racializados, periféricos, indígenas, LGBTQIAPN+, das mulheres e de tantas outras identidades marginalizadas no Brasil.A circulação nacional do espetáculo, com passagens por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, visa ampliar o alcance da metodologia e sua articulação com comunidades diversas, especialmente artistas, militantes, pesquisadores, educadores e agentes culturais. Em cada cidade, será realizada uma oficina gratuita, com base nos fundamentos do Teatro de Motim, bem como uma apresentação pública acessível do espetáculo e a distribuição gratuita de um e-book interativo com conteúdos reflexivos, registros e ferramentas para replicação. A proposta une formação, fruição, mediação crítica e democratização de saberes, promovendo o acesso a uma linguagem teatral que, ao mesmo tempo em que reconhece tradições, rompe paradigmas e aponta novos caminhos para a criação cênica brasileira.Desta forma, o projeto atende diretamente aos dispositivos previstos no Art. 1º da Lei nº 8.313/91, em especial:Inciso II _ Estímulo à produção cultural e artística;Inciso III _ Apoio a estudos e pesquisas na área cultural;Inciso V _ Estímulo à ampliação do acesso da população aos bens culturais;Inciso VI _ Apoio a projetos culturais que visem à inclusão social por meio da cultura;Inciso VIII _ Estímulo à difusão da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.Simultaneamente, colabora de forma direta com os objetivos do Art. 3º da Lei nº 8.313/91, tais como:I _ Facilitar o acesso às fontes da cultura regional e nacional;II _ Promover a regionalização da produção cultural e artística;III _ Apoiar e difundir o conjunto das manifestações culturais brasileiras e seus criadores;IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira;VI _ Estimular a produção e difusão de bens culturais formadores de conhecimento, cultura e memória;VII _ Priorizar o apoio a áreas e segmentos menos desenvolvidos da produção cultural;VIII _ Estimular o conhecimento dos bens e valores culturais, artísticos e históricos.Neste projeto, a circulação e a formação cultural caminham juntas. A produção teatral é entendida não apenas como apresentação de um espetáculo, mas como prática de pensamento e construção coletiva. Por isso, a proposta prevê ainda a produção de um e-book digital e gratuito, que registra as oficinas, sistematiza as metodologias aplicadas e oferece reflexões de artistas, pensadores e participantes. Esse material será distribuído em formato digital para bibliotecas públicas, centros culturais, universidades e escolas, garantindo acesso duradouro ao conteúdo produzido.A escolha das cidades — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador — também responde a um projeto de diálogo com regiões de forte efervescência cultural e relevância histórica no campo da arte e das lutas sociais. Cada uma dessas cidades abriga potentes redes artísticas e políticas que podem tanto receber quanto ressignificar o Teatro de Motim, potencializando seu alcance e enraizamento.Diante disso, é fundamental o apoio via mecanismo de incentivo fiscal, uma vez que o projeto não prevê comercialização de ingressos ou produtos, sendo toda sua programação inteiramente gratuita, com ações acessíveis e voltadas para públicos diversos, em especial comunidades historicamente excluídas do acesso à produção cultural de qualidade. O fomento público, portanto, se torna essencial para garantir a sustentabilidade e abrangência de um projeto cultural de alto impacto simbólico, formativo e político.Assim, a circulação nacional do Teatro de Motim afirma o lugar da arte como campo de invenção coletiva, reexistência e construção de novas possibilidades de vida — e encontra no mecanismo de incentivo à cultura o apoio necessário para sua realização plena.
O espetáculo-oficina “Teatro de Motim” nasce da confluência entre teoria, práxis política e performatividade insurgente. Fundamentado na matriz do Teatro do Oprimido de Augusto Boal, que revolucionou o teatro político ao subverter a relação entre espectador e ator, este projeto se configura como uma plataforma para a criação de motins cênicos — atos coletivos de resistência e insurgência que enfrentam as estruturas opressoras através da arte. Inscrito no campo expandido das artes performáticas como uma “performance ruidosa” — conceito desenvolvido pela Ruidosa Alma que usa o ruído como metáfora do conflito, da dissidência e da potência disruptiva — o projeto visa quebrar convenções estéticas e sociais e abrir espaços para novas narrativas e possibilidades.No centro desta proposta está a ideia do teatro como ferramenta estratégica de resistência, onde atores e espectadores se transformam em “espect-atores”, agentes ativos que participam da criação de cenas insurgentes que questionam e desestabilizam as relações de poder vigentes. O “Teatro de Motim” não apenas segue o legado de Boal, mas o reelabora, construindo coletivamente estratégias de enfrentamento às múltiplas opressões que atravessam corpos, histórias e territórios.O coletivo Ruidosa Alma, cuja identidade trans e não binária é parte fundamental da potência política da prática, utiliza a performance como um gesto de insurgência contra normas hegemônicas e sistemas de dominação, especialmente aqueles que silenciam corpos e vozes dissidentes. O ruído aqui é a voz ativa que recusa o silêncio forçado, convertendo a performance em um motim artístico — um ato coletivo que se opõe radicalmente à normatividade, celebra a diversidade e provoca rupturas.A criação coletiva que orienta o projeto é uma resposta prática contra a fragmentação social e os mecanismos individualistas que permeiam o campo artístico. O processo horizontal de tomada de decisões e a distribuição plural de protagonismos transformam o espaço da oficina em um laboratório político, onde a potência de cada corpo e história é reconhecida e potencializada, e as hierarquias tradicionais são desconstruídas. É na ação coletiva que reside a força para enfrentar as opressões.“Teatro de Motim” também dialoga com epistemologias decoloniais, que desafiam os cânones eurocêntricos e promovem uma reapropriação das narrativas a partir das matrizes culturais afro-indígenas e periféricas. Essa articulação entre arte, ativismo e saberes ancestrais reforça a insurgência estética como forma legítima e necessária de intervenção social, ampliando os modos de existir e resistir.A oficina funciona como uma ferramenta de empoderamento político e estético, onde a palavra, o corpo e o movimento tornam-se armas para desconstruir as normas hegemônicas e construir discursos performativos de resistência. Trata-se de um espaço de formação coletiva para a criação de motins cênicos que desmontam estruturas opressivas e inauguram novos territórios de existência e expressão.Historicamente, o “Teatro de Motim” se posiciona no epicentro das lutas contra violências raciais, sociais e culturais, manifestando-se como um ato de insurgência que reivindica a reexistência — reconstituindo memórias coletivas, reinventando o presente e abrindo caminhos para futuros possíveis. O termo “motim” ressoa como um chamado à insurreição contra os sistemas excludentes, um convite a romper algemas e criar novas formas de ser e agir.Assim, o “Teatro de Motim” é mais que uma obra artística: é um manifesto político e estético que reafirma a potência da arte enquanto prática coletiva de insurgência, resistência e criação de novos mundos. Um convite para que, juntos, resistamos, reinventemos e reexistamos
Espetáculo "Teatro de Motim"Duração: Aproximadamente 80 minutos.Formato: Performance teatral coletiva, com elenco formado por 6 a 10 artistas.Elementos cênicos: Cenografia minimalista, uso de projeções audiovisuais com legendas descritivas, iluminação cênica adaptada para acessibilidade visual.Classificação indicativa: 18+ Recursos de acessibilidade: Interpretação em Libras durante as apresentações das oficinas; legendas descritivas nos vídeos e trechos audiovisuais do espetáculo.Oficinas "Fundamentos do Teatro de Motim"Carga horária: 4 horas por oficina.Formato: Presencial, com dinâmica prática e teórica.Público: Aberto, com até 30 participantes por oficina. Inscrições prévias e vagas para chegada espontânea.Recursos de acessibilidade: Interpretação em Libras garantida durante toda a oficina.Material pedagógico: Apostila digital com exercícios e referências, disponibilizada para os participantes.E-book Interativo "Teatro de Motim – Metodologias e Reflexões"Formato: Digital, compatível com leitura em computadores, tablets e smartphones.Paginação: Entre 80 a 120 páginas.Conteúdo: Sistematização das metodologias aplicadas, textos críticos, registros fotográficos, depoimentos de artistas e participantes.Acessibilidade: Versão em audiobook para ampliar o acesso; não haverá adaptação para Braille.Distribuição: Gratuita, por meio de download em plataformas digitais e envio a bibliotecas públicas, centros culturais e instituições de ensino.
O projeto “Teatro de Motim – Circulação Nacional” assume o compromisso com a acessibilidade plena, garantindo a participação digna e autônoma de pessoas com deficiência em suas ações formativas e artísticas, tanto no âmbito físico quanto no comunicacional.Acessibilidade Física: As oficinas e apresentações acontecerão em espaços culturais que possuam infraestrutura acessível, como rampas de acesso, banheiros adaptados, piso tátil e sinalização adequada, conforme as normas da ABNT (NBR 9050). A seleção dos locais será pautada pelo princípio da acessibilidade universal.Acessibilidade de Conteúdo: Para garantir o acesso de pessoas com deficiência à experiência estética e pedagógica do projeto, serão adotadas as seguintes medidas:Intérprete de Libras em todas as apresentações e oficinas;Legenda descritiva nos vídeos e nos trechos audiovisuais do espetáculo;Disponibilização do e-book reflexivo e metodológico também no formato de audiobook, ampliando o acesso ao conteúdo formativo.Com essas estratégias, o projeto reafirma seu compromisso com a democratização da cultura, não como gesto complementar, mas como eixo estrutural de sua concepção e execução. A acessibilidade aqui é pensada como linguagem expandida, capaz de multiplicar sentidos e promover uma experiência estética verdadeiramente inclusiva.
Todas as atividades do projeto “Teatro de Motim – Circulação Nacional” serão oferecidas de forma inteiramente gratuita ao público, reafirmando o compromisso com o acesso amplo, diverso e descentralizado à arte e à formação crítica.A circulação prevê uma oficina em cada cidade (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador), realizada durante a tarde, com até 30 vagas, abertas para inscrição prévia e também com vagas reservadas para pessoas que chegarem presencialmente no dia da oficina. À noite, acontece a apresentação do espetáculo.Em Salvador, além da oficina e da apresentação presencial, será oferecida transmissão ao vivo do espetáculo, ampliando o alcance para públicos que não puderem estar presencialmente.Entre as ações de democratização e multiplicação do acesso, destacam-se:Distribuição gratuita de um e-book digital interativo, com reflexões teóricas, registros das oficinas e ferramentas metodológicas, enviado a universidades públicas, bibliotecas, coletivos culturais e espaços de formação em todo o país;Disponibilização do e-book também no formato de audiobook, ampliando o alcance a pessoas com deficiência visual e outras condições que se beneficiam da escuta como principal via de acesso ao conteúdo;Registro audiovisual de trechos do espetáculo e das oficinas, com legendas descritivas, a serem publicados nas plataformas digitais da Ruidosa Alma, promovendo o acesso remoto ao conteúdo artístico e pedagógico do projeto;Realização de oficinas paralelas a cada apresentação, promovendo a mediação crítica e a formação de público;Sempre que possível, serão realizados ensaios abertos e rodas de conversa pós-apresentação, favorecendo o diálogo direto com o público e ampliando o processo formativo.Essas ações visam expandir o acesso geográfico, comunicacional e físico, fomentando redes, saberes e práticas coletivas que aproximam arte, política e comunidade.
A Ruidosa Alma se posiciona como um coletivo artístico e instituição cultural que atua na interseção entre arte, política e experimentação estética, com uma abordagem que tensiona os limites tradicionais da criação e mediação cultural. Fundada a partir de um núcleo fundador composto por artistas de múltiplas linguagens — teatro, performance, dança, audiovisual, música e pesquisa — a Ruidosa Alma é referência em projetos que desconstroem narrativas hegemônicas e promovem a insurgência simbólica por meio da arte.A instituição será a responsável pela concepção, coordenação e execução de todas as etapas do projeto, atuando como instância mediadora e facilitadora dos processos criativos, formativos e técnicos, pautados na Performance Ruidosa — um conceito e metodologia que articula o “ruído” como metáfora e ferramenta para a desconstrução de paradigmas estéticos, sociais e políticos. Por meio desse dispositivo poético e crítico, a Ruidosa Alma promove encontros coletivos, oficinas híbridas, laboratórios de criação e ações formativas que valorizam a diversidade, a experimentação sensorial e a construção colaborativa do conhecimento.Ruya Carlo, produtora cultural, roteirista e curadora, representante legal da Ruidosa Alma, assumirá junto de Sá a direção geral do projeto.Sá Pretto Artista multidisciplinar, pesquisadora, curadora e produtora cultural, Sá Pretto é uma voz vital na cena contemporânea que transborda fronteiras e hierarquias artísticas. Mestre em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Sá é cofundadora do coletivo Ruidosa Alma e a mente por trás da inovadora Performance Ruidosa — um conceito que articula o ruído como linguagem e insurgência política, uma metodologia que questiona as convenções estéticas, identitárias e sociais vigentes.Sua trajetória é marcada por uma produção artística que atravessa as linguagens do teatro, da performance e do audiovisual, com obras emblemáticas como Genon&Cídios, Dois Pontos, Cigana Terena e Altar da Pátria. Essas criações foram apresentadas em importantes palcos e festivais nacionais — São Paulo, Pelotas, Porto Alegre, Rio de Janeiro, São José dos Campos — e internacionalmente, em países como Argentina, México, Chile, Nigéria, Itália e Reino Unido, ampliando a circulação e o debate em torno de temáticas essenciais, como colonialidade, sexualidade dissidente, necropolítica e a performatividade dos afetos.No campo do audiovisual, Sá Pretto é uma das idealizadoras e curadoras do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), onde exerce papel central na curadoria estética e na coordenação das ações formativas, fortalecendo a articulação com instituições culturais e acadêmicas. Além do FIRQ+, Sá impulsiona outras iniciativas como a Mostra Ruídos Emergentes, o Transvocalizando Lab e a Mostra Nacional de Cinema Brasil Profano — espaços que promovem a visibilidade e valorização de narrativas trans, queer e periféricas.Além de sua atuação artística, Sá é formadora e educadora, conduzindo oficinas e residências que exploram a criação híbrida, o audiovisual experimental e a performance crítica. Sua metodologia privilegia a experimentação sensorial e a colaboração coletiva, refletindo um compromisso político e estético com a transformação social. Ruya Carlo Produtora cultural, roteirista e curadora, Ruya Carlo é a força motriz por trás da estruturação e realização de projetos culturais inovadores que rompem barreiras institucionais e ampliam os horizontes da cultura independente no Brasil. Como idealizadora e organizadora do Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), Ruya criou um dos eventos mais relevantes para o cinema queer nacional, consolidando sua expertise em gestão, curadoria e produção cultural.Com um olhar atento para a inovação e a experimentação artística, Ruya conduz também iniciativas como a Mostra Ruídos Emergentes, o Sonora Queer – Festival de Intérpretes e a Mostra Brasil Profano, ampliando o protagonismo de artistas dissidentes, especialmente nas artes audiovisuais e performáticas. Sua atuação vai além da curadoria: Ruya é reconhecida pela habilidade em captação de recursos culturais, tendo viabilizado mais de R$ 300 mil por meio de leis de fomento direto e acumulado projetos aprovados que ultrapassam a casa de R$ 1 milhão, especialmente pela Lei Rouanet, garantindo a sustentabilidade financeira e o alcance social dos seus projetos. Entre seus destaques estão a Residência Artístico-Performática IRANRAN INA, financiada pela Lei Aldir Blanc, que promoveu processos coletivos de criação e experimentação, além da consolidação da Mostra Ruídos Emergentes, premiada pelo reconhecimento cultural em Pelotas. Ruya também é responsável pela criação e coordenação de materiais pedagógicos, como e-books educativos, que fortalecem a formação crítica no campo cultural, ampliando o impacto social de suas ações.Com um perfil multidisciplinar e inovador, Ruya Carlo segue ampliando as fronteiras da cultura independente, promovendo diversidade, inclusão e resistência, articulando arte e política como vetores para transformação social profunda.Eduard Pretto Curador, artista visual e produtor cultural, Eduard Pretto atua no campo da cultura digital, arte contemporânea e ativismo cultural, com especial atenção à visibilidade LGBTQIAP+ e à produção periférica. Integrante da equipe organizadora do FIRQ+, Ed é responsável pela coordenação da comunicação institucional, gestão das mídias sociais e produção de conteúdos que combinam imagem, narrativa e ativismo cultural.Sua prática curatorial é marcada pela interseção entre performance, vídeo, visualidades queer e estratégias de mídia crítica, destacando-se na construção de contranarrativas e na promoção da circulação independente de obras artísticas. Ed pesquisa o uso das redes sociais como territórios de produção estética e política, combinando design gráfico, crítica institucional e ativismo digital para fortalecer identidades visuais que dialogam sensível e provocativamente com diversos públicos. Kowawa Apurinã Mulher indígena do povo Apurinã, artista, curadora, pesquisadora e ativista, Kowawa é doutora em Antropologia Social pela Universidade Federal Fluminense (UFF), com experiência internacional na Sorbonne Nouvelle Paris 3. Seu trabalho está centrado na epistemologia indígena, retomadas territoriais, educação diferenciada e racismo estrutural, sempre valorizando as vozes das mulheres indígenas.Atua como curadora e consultora em projetos que interligam arte e ancestralidade, sendo presença fundamental no FIRQ+ e na Residência IRANRAN INA, onde promove reflexões sobre cinema indígena, descolonização da imagem e modos insurgentes de existir. Cofundadora da Coletiva Artivismo Indígena, do Instituto Pupykary do Povo Apurinã e da Articulação Brasileira de Indígenas Antropólogos (ABIA), Kowawa também contribui em processos de demarcação territorial e elaboração de laudos antropológicos para diversos povos originários.Sua prática artística e curatorial desafia os limites institucionais, propondo novos paradigmas de criação e pensamento a partir de um cosmopolitismo indígena insurgente e crítico. Carolina Leão Atriz, educadora e pesquisadora, Carolina tem experiência consolidada em processos formativos nas áreas de teatro, performance e audiovisual. Participou da Residência Artístico-Performática IRANRAN INA como assistente pedagógica, colaborando na construção de estratégias formativas para artistas emergentes.No Festival Internacional de Cinema Ruídos Queer+ (FIRQ+), atua na produção e organização das atividades educativas, oferecendo suporte logístico e técnico nas mesas, oficinas e debates, garantindo o fluxo e a qualidade das ações formativas e a integração entre os diversos participantes.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.