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PRONAC 253474Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Meninice - montagem e apresentação de espetáculo teatral infanto-juvenil

INSTITUTO CULTURAL LUIZA DE AZEVEDO MEYER
Solicitado
R$ 544,8 mil
Aprovado
R$ 544,8 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação ou Performance de Teatro
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos normais
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Belo Horizonte
Início
2026-04-02
Término
2026-11-30
Locais de realização (1)
Itabirito Minas Gerais

Resumo

"Meninice" é um projeto cultural voltado à infância e à memória que propõe a montagem e apresentação de um espetáculo teatral infantojuvenil na cidade de Itabirito, Minas Gerais, mobilizando sua comunidade na concepção e realização de todas as suas etapas. A proposta reconhece o brincar como patrimônio cultural imaterial, linguagem de pertencimento e instrumento de formação cidadã e alinha-se diretamente aos pilares valorizados pelo Ministério da Cultura — como a promoção da diversidade cultural, o fortalecimento da cidadania e dos direitos culturais, a democratização do acesso, a valorização da memória e do patrimônio imaterial e o estímulo à participação social — ao articular arte, educação e identidade regional em uma ação cultural descentralizada, inclusiva e de alto impacto formativo. Inspirado no rico universo das brincadeiras tradicionais de Minas Gerais, em especial da cidade de Itabirito, o projeto realiza ações de pesquisa, escuta e mapeamento afetivo e cultural com mestres populares, educadores, brincantes e moradores das comunidades da cidade de Itabirito, em Minas Gerais; para coletar histórias, memórias e expressões do brincar local, que irão compor o roteiro dramatúrgico do espetáculo, fortalecendo o vínculo com o território e a representatividade cultural.A narrativa acompanha um grupo de crianças que se perde dentro de um museu de brinquedos e embarca em uma jornada encantada ao lado da marionete Vovó Luiza — personagem inspirada em mestras da cultura popular. Ao reencontrarem brinquedos, cantigas e brincares, os personagens vivenciam um reencontro poético com as raízes culturais mineiras, reforçando os laços entre gerações e territórios.A montagem mistura teatro, manipulação de bonecos, música autoral e elementos visuais cênicos que evocam o imaginário da infância em Minas, promovendo uma experiência sensível, acessível e intergeracional. Paralelo às apresentações, serão realizadas ações formativas e oficinas de educação patrimonial, promovendo o engajamento de escolas públicas, mediadores culturais e comunidades locais.Com preços populares, sessões gratuitas, acessibilidade e estratégias de mobilização social, o projeto tem com diretrizes a democratização do acesso à cultura, a valorização das brincadeiras tradicionais mineiras como patrimônio imaterial e a promoção de práticas sustentáveis e inclusivas, fortalecendo o brincar como um direito, um ato de resistência cultural e um instrumento de formação cidadã.

Sinopse

Sinopse do Espetáculo Teatral– MeniniceMeninice é um espetáculo teatral infanto juvenil que narra a história de uma criança chamada Menina e seu grupo de amigas e amigos, que, em um dia aparentemente comum, encontram-se no quarto, entediados e desconectados do brincar espontâneo. Entre olhares dispersos, algo chama sua atenção: um brinquedo antigo e esquecido na prateleira, uma peteca feita à mão, herança afetiva da mãe de Menina, guardada como um tesouro desde a infância.Movidos pela curiosidade, ao tocarem nesse objeto artesanal, são surpreendidos e transportados para uma dimensão mágica: o encantado Museu dos Brinquedos, um espaço onde o tempo se dilui e onde as memórias, os sons e as cores das infâncias de diferentes gerações se entrelaçam.Guiados pela marionete da Vovó Luiza, guardiã desse universo e personagem inspirada nas figuras tradicionais das comunidades mineiras — como as mestras da cultura popular e contadoras de causos —, as crianças embarcam em uma jornada poética através do brincar, da memória e da cultura.Em meio aos brinquedos que ganham vida e às narrativas encantadas, o grupo é apresentado a uma rica diversidade de brincadeiras tradicionais brasileiras, com especial destaque para as manifestações culturais de Minas Gerais. Eles experimentam, por exemplo, o jogo da peteca, a ciranda, a amarelinha, o passa-anel e cantigas de roda que há séculos animam praças e quintais mineiros, reconhecendo como essas práticas são formas vivas de transmissão de valores, saberes e modos de ser.O espetáculo evidencia que em Minas Gerais o brincar está profundamente enraizado nas relações comunitárias, nas festas populares e na oralidade, sendo um elemento essencial na construção da identidade cultural do estado. Assim, as crianças descobrem que brincar também é um modo de preservar e celebrar a cultura de seu território.Inspiradas por brinquedos criados artesanalmente com materiais simples — como sabugos, folhas, panos e sementes — e pelas histórias de engenhosidade das infâncias mineiras e brasileiras, as personagens começam a inventar seus próprios brinquedos, compreendendo-se como criadoras, herdeiras e continuadoras dessas tradições.Ao longo dessa jornada sensorial e afetiva, recheada de poesia, música e manipulação de bonecos, os amigos percebem que o maior brinquedo que possuem é a imaginação, que transcende o tempo e os objetos. Com ela, resgatam a alegria do brincar coletivo, do olhar no olho, do corpo em movimento e da troca afetiva que forma vínculos indeléveis entre gerações.Meninice propõe, assim, um mergulho na memória lúdica mineira e brasileira, celebrando a riqueza das infâncias de ontem, a potência do brincar de hoje e a criatividade que molda o futuro. Mais do que um espetáculo, trata-se de uma homenagem ao brincar como patrimônio imaterial, à infância como potência criadora e à cultura popular como elo entre pessoas, tempos e lugares.

Objetivos

Objetivo Geral- Promover o acesso à cultura e à valorização do brincar como patrimônio imaterial da infância e expressão da identidade regional, por meio da montagem e apresentação do espetáculo teatral "Meninice", que integra artes cênicas, educação e ações de mediação cultural, com foco na formação de público, inclusão social e resgate das brincadeiras e saberes tradicionais de Minas Gerais, com destaque a cultural local da cidade de Itabirito.Objetivos Específicos- 1 espetáculo teatral inédito criado, com montagem e dramaturgia original baseada na cultura lúdica mineira.- 24 apresentações realizadas em um teatro de 570 lugares.- 13.000 pessoas atendidas como espectadoras da apresentação teatral, sendo 80% dos ingressos vendidos a preços populares, sendo que 20% dos lugares de cada sessão serão gratuitos e destinados para comunidades de regiões periféricas, escolas públicas, espaços culturais comunitários e áreas com baixo IDH.- Estimativa de público total: 10.000 pessoas assistidas a preços populares e 3000 gratuitamente.- 480 pessoas participantes das oficinas de educação patrimonial como parte da apresentação teatral, sendo 24 oficinas com 20 participantes cada.- 1300 pessoas beneficiadas com ações de acessibilidade: material acessível, tradução em LIBRAS e audiodescrição nas apresentações e apoio de profissionais a todas pessoas com alguma deficiência.- 120 profissionais capacitados quanto ao brincar como patrimônio cultural imaterial, entre educadores e agentes culturais, com vistas a serem multiplicadores (6 oficinas de 20 pessoas cada).- 05 rodas de conversas/encontros de pesquisa e mapeamento junto às comunidades de cada cidade, promovendo o resgate e a valorização do patrimônio lúdico mineiro, envolvendo em torno de 100 pessoas.- 25 profissionais contratados e capacitados, entre artistas, técnicos, mediadores, educadores, produtores e pesquisadores, sendo que, 20 destes residem na cidade de Itabirito, além de estagiários estudantes.- Criação de elementos artísticos:1 cenografia original, 6 figurinos criados com materiais sustentáveis, projeções especiais de celebrações e brincadeiras da localidade e 4 músicas autorais compostas com referência à cultura mineira.- 1.000 exemplares de cartilha ilustrada sobre o brincar tradicional mineiro.- 1 vídeo com registros das brincadeiras, cantigas e saberes compartilhados nas mais diversas ações do projeto, sobretudo nas rodas de conversas, com orientações pedagógicas e reflexões de educação patrimonial.- 1 guia metodológico digital para replicação das ações em outros contextos culturais e educativos, sendo a "apostila" a ser disponibilizada para os participantes da Formação de educadores e mediadores culturais.- 4 relatórios dos conteúdos do patrimônio imaterial lúdica levantado em cada cidade (Roda de Conversas).- CONTRAPARTIDAS SOCIAIS: apresentação gratuita para 1500 crianças destinados para comunidades de regiões periféricas, escolas públicas, espaços culturais comunitários e áreas com baixo IDH, além das medidas de democratização já citadas acima.

Justificativa

A infância é uma fase decisiva na formação de valores, vínculos afetivos e repertórios culturais. O brincar é reconhecido pela ONU como um direito fundamental da criança (Artigo 31 da Convenção sobre os Direitos da Criança), sendo considerado pela Unesco uma linguagem universal de aprendizagem, socialização e expressão simbólica. No entanto, o direito ao brincar, ao lazer e à cultura tem sido comprometido por desigualdades sociais, escassez de políticas públicas e pelo avanço de um modelo de infância consumista e hiperconectada.Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua, IBGE, 2022), mais de 30% das crianças brasileiras entre 5 e 14 anos vivem em domicílios com rendimento per capita inferior a meio salário mínimo, o que impacta diretamente o acesso a bens culturais e experiências de lazer. Complementarmente, dados do Instituto Alana (2021) apontam que 83% das crianças brasileiras brincam predominantemente em espaços fechados, e 65% delas têm o tempo livre direcionado para telas e dispositivos eletrônicos. Isso revela um afastamento progressivo do brincar livre, interativo e criativo.No campo da cultura, a situação também é desafiadora. O Anuário Estatístico do Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM, 2023) mostra que o Brasil conta com aproximadamente 3.800 museus, dos quais apenas 10% possuem acervo voltado à infância ou brinquedos. A grande maioria está concentrada em capitais e centros urbanos, o que acentua a desigualdade regional no acesso à memória, à história e ao patrimônio cultural. Em contraponto a essa realidade, está o reconhecimento do brincar como um patrimônio cultural imaterial, sendo um modo de expressão que comunica saberes, valores e identidades de uma comunidade (UNESCO, 2003). De acordo com Vigotski (1998), o brincar é uma atividade socialmente mediada que favorece o desenvolvimento da linguagem, das funções cognitivas e da cultura simbólica.Em Minas Gerais, esse patrimônio se manifesta por meio de brincadeiras, cantigas e brinquedos tradicionais transmitidos intergeracionalmente, sendo parte fundamental das vivências coletivas em comunidades rurais e urbanas. A valorização dessas práticas está alinhada aos princípios da antropologia da infância (Sarmento, 2005), que reconhece as culturas infantis como construções sociais situadas no tempo e no espaço.Nesse contexto, o projeto "Montagem e apresentação teatral Meninice" propõe uma intervenção artística que une teatro, memória, educação, cultura popular e cultura da infância para promover o reencontro com o brincar tradicional, o vínculo intergeracional e a imaginação como forma de resistência e criação. A narrativa do espetáculo parte do encontro de um grupo de crianças com brinquedos antigos e com a marionete da Vovó Luiza — guardiã da memória do brincar e personagem inspirada em figuras reais que mantêm viva a cultura lúdica popular.Dessa forma, o projeto busca dialogar com as diretrizes da Lei Federal de Incentivo à Cultura, promovendo:- Democratização do acesso, com apresentações gratuitas ou populares, especialmente em escolas públicas e regiões com baixa oferta cultural;- Acessibilidade e inclusão, com sessões adaptadas em LIBRAS e audiodescrição;- Formação de público, com ações educativas como oficinas de brinquedos e rodas de conversa sobre a importância do brincar;- Valorização do patrimônio imaterial, ao resgatar brinquedos, brincadeiras e saberes populares de diversas culturas, com destaque para as tradições mineiras;- Promoção da cultura da infância, fortalecendo o direito ao brincar, à imaginação e à participação cultural.A proposta visa atender diretamente cerca de 15.000 pessoas, entre crianças, famílias e educadores, da cidade de Itabirito, território de Minas Gerais, ampliando o repertório simbólico e cultural de comunidades historicamente excluídas do circuito cultural. Ao unir arte, memória e educação, Montagem e apresentação teatral Menina busca contribuir com a construção de um futuro mais sensível, inclusivo e consciente — onde brincar é também um ato de cultura, de afeto e de resistência.

Estratégia de execução

Ações de Sustentabilidade e ESG do Projeto:1. Ambiental1.1 Uso de Materiais Sustentáveis — Cenários e FigurinosMateriais reciclados: Utilização de papelão reforçado, madeira de reaproveitamento, tecidos reutilizados e fibras naturais para cenários, adereços e elementos de cena, reduzindo a extração de recursos naturais e estimulando práticas de design sustentável.Figurinos eco-friendly: Confecção de figurinos com tecidos orgânicos certificados e tintas à base de água, evitando produtos tóxicos e materiais descartáveis, promovendo segurança e sustentabilidade.Parceria com artesãos locais: Estímulo à economia circular e artesanal por meio da contratação de artesãos que trabalham com técnicas tradicionais e materiais naturais, agregando valor cultural e reduzindo a pegada ambiental. 1.2 Gestão e redução de ResíduosImplantação de sistema de coleta seletiva nos processos de montagem, circulação e apresentações.Reutilização de materiais cenográficos e de figurino em múltiplas apresentações ou em atividades paralelas, como oficinas e exposições.Destinação responsável de resíduos, com parcerias com cooperativas de reciclagem locais. 1.3 Logística sustentávelTransporte compartilhado: Planejamento de deslocamentos em grupos para reduzir o número de viagens e, consequentemente, as emissões de CO₂.Priorização de fornecedores locais: Redução de transporte de materiais e serviços, diminuindo o impacto ambiental e fomentando a economia regional. 1.4 Inventário de carbono e compensação em parceria com projetos ambientais locaisRealização de Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE), contabilizando deslocamentos, consumo energético e materiais utilizados.Implementação de ações de compensação como plantio de mudas nativas em parceria com projetos ambientais locais, buscando a neutralização da pegada de carbono do projeto.Divulgação pública do inventário e das ações compensatórias, promovendo a transparência e conscientização. 2. Social2.1 Valorização cultural e geração de rendaInclusão de artesãos, mestres da cultura popular, educadores e brincantes de Minas Gerais em processos criativos, oficinas e ações formativas, estimulando a circulação de saberes e a geração de renda local.Promoção de parcerias com cooperativas e coletivos culturais, fortalecendo a economia criativa regional. 2.2 Acessibilidade e inclusãoEspetáculos acessíveis: Sessões com intérprete de LIBRAS e audiodescrição, assegurando participação plena de pessoas com deficiência sensorial.Materiais acessíveis: Produção de materiais informativos e pedagógicos em formatos diversos — braille, fontes ampliadas, vídeos com legendas e audiodescrição.Capacitação da equipe: Formação em atendimento inclusivo, comunicação acessível e sensibilização à diversidade cultural e social.Adequação dos espaços: Verificação prévia das condições de acessibilidade física dos locais de apresentação, garantindo mobilidade e conforto para todos os públicos. 2.3 Educação e sensibilização ambientalRealização de oficinas que estimulem a criação de brinquedos a partir de materiais recicláveis e naturais, sensibilizando crianças e jovens para práticas sustentáveis.Distribuição de cartilhas ilustradas com conteúdo sobre cultura popular e sustentabilidade, ampliando o alcance educativo do projeto. 3. Governança3.1 Transparência e prestação de ContasPublicação de relatórios de impacto social, ambiental e cultural do projeto em canais digitais.Divulgação de resultados das ações de acessibilidade, incluindo indicadores de público e avaliação qualitativa das sessões acessíveis. 3.2 Gestão ética e participativaPriorização de fornecedores, artistas e técnicos alinhados com princípios de responsabilidade socioambiental.Estímulo à participação ativa da equipe e das comunidades envolvidas na definição de estratégias e na avaliação das ações, promovendo corresponsabilidade.Adoção de cláusulas contratuais que garantam práticas éticas e respeito aos direitos humanos e trabalhistas. Resultados EsperadosFortalecimento da cultura popular e do artesanato mineiro.Acesso ampliado ao espetáculo por meio de práticas inclusivas e acessíveis.Educação para a sustentabilidade junto ao público infantojuvenil e comunidades participantes.Referência em práticas culturais sustentáveis no âmbito das artes cênicas para a infância.

Especificação técnica

Estação Meninice: Oficina de Educação Patrimonial Estação Meninice: Oficina de memórias e brinquedos que fazem história.Público-alvo: espectadores da apresentação teatral, entre crianças, adolescentes, famílias, educadores, mestres da cultura popular, pessoas com deficiência e comunidade em geral da cidade de Itabirito.Carga horária: 2 horas Número de turmas: 24 turmasParticipantes por turma: 20 participantes por oficina.Total: 4801. ApresentaçãoA Estação Meninice é uma oficina educativa e lúdica voltada a crianças de 4 a 12 anos em grupos escolares ou com seus familiares, inspirada no universo do espetáculo teatral “Meninice”. A atividade propõe um mergulho sensível na memória cultural das brincadeiras tradicionais mineiras, em especial de Itabirito, tratando o brincar como um patrimônio imaterial vivo e um elo entre gerações.Por meio de jogos, cantigas, contação de histórias e atividades manuais, as crianças e seus acompanhantes são convidados a explorar expressões culturais como a ciranda, o passa-anel, as parlendas e brinquedos populares, conectando essas experiências aos saberes locais, ao território e à memória afetiva das famílias.A oficina também promove momentos de escuta e compartilhamento de vivências, despertando o interesse pelas tradições orais e comunitárias, e estimulando o reconhecimento da cultura da infância como um bem coletivo.Realizada de forma gratuita nos espaços de apresentação do espetáculo ou em equipamentos culturais parceiros, a Estação Meninice é uma ação que amplia os impactos do projeto, valorizando o brincar como direito, linguagem e herança cultural.2. ObjetivosGeral:- Promover a educação patrimonial e o acesso cultural através da valorização das brincadeiras e brinquedos tradicionais mineiros, com ações inclusivas e acessíveis.Específicos:- Incentivar a troca intergeracional de saberes sobre o brincar.- Estimular a confecção artesanal de brinquedos com foco na tradição e sustentabilidade.- Sensibilizar o público sobre o patrimônio cultural imaterial relacionado ao brincar.- Garantir a acessibilidade comunicacional, física e metodológica em todas as ações.- Criar um acervo comunitário acessível de memórias lúdicas locais.3. MetodologiaA oficina será desenvolvida com abordagens participativas, sensoriais e acessíveis, utilizando múltiplos formatos comunicacionais (visual, tátil, oral e escrito) e estratégias inclusivas, assegurando a participação efetiva de pessoas com deficiência auditiva, visual, intelectual e física.A metodologia valoriza o respeito à diversidade, com atividades que estimulam o compartilhamento de experiências e a vivência direta com objetos, narrativas e práticas culturais.4. Ações de acessibilidade integradas- Tradução em Libras durante rodas de conversa e mediações.- Materiais pedagógicos em formatos acessíveis: fonte ampliada, braile e audiodescrição.- Espaços com acessibilidade física, incluindo rampas, sinalização tátil e banheiros adaptados.- Mediação sensorial com atividades de toque, cheiros e sons, permitindo experiências multissensoriais.- Orientação de profissionais capacitados para atendimento inclusivo.5. Público-AlvoEspectadores da apresentação teatral, entre crianças, adolescentes, famílias, educadores, mestres da cultura popular, pessoas com deficiência e comunidade em geral da cidade de Itabirito6. Atividades6.1 Roda de conversa sobre Brincadeiras e Brinquedos Tradicionais- Apresentação interativa das brincadeiras típicas mineiras: pião, peteca, bilboquê, roda e cantigas.- Estímulo à participação do público, que será convidado a compartilhar memórias e histórias de infância.- Tradução simultânea em Libras e distribuição de materiais com fontes ampliadas e descrições em braile.6.2 Atividade sensorial: Toque e Reconhecimento- Instalação sensorial com brinquedos confeccionados em diferentes materiais: madeira, tecido, fibras naturais.- Atividade dirigida especialmente a públicos com deficiência visual ou intelectual, promovendo a aproximação tátil e sonora com os objetos patrimoniais.6.3 Registro de memórias- Espaço de produção de registros em múltiplos formatos: Desenhos, pequenos textos.- Gravação de depoimentos orais acessíveis.- Formação de um acervo comunitário de memórias lúdicas acessíveis, com possibilidade de publicação em meio físico e digital.6.4 Oficina de confecção de brinquedos artesanais regionais e locais- Atividade prática de construção de brinquedos simples com materiais naturais ou recicláveis.- Reflexão mediada sobre o valor simbólico e os processos tradicionais de fabricação artesanal.- Adaptação metodológica para permitir a participação de pessoas com deficiência motora ou intelectual.6.5 Montagem de um mini exposição - Exposição com os brinquedos feitos, junto de brinquedos feitos por artesões da cidade, com os relatos de brincadeiras em painéis ilustrativos e explicativos, tendo versões em braile e fonte ampliada.- Mediação destacando o conceito de patrimônio cultural imaterial e a importância do brincar.6.6 Cirandas e Brincadeiras coletivas de encerramento- Roda de brincadeiras tradicionais mineiras, promovendo a integração entre os participantes.- Inclusão de brincadeiras adaptadas para pessoas com deficiência, promovendo o direito ao brincar coletivo, acessível e intergeracional.7. Resultados esperados- Ampliação do acesso à cultura e ao patrimônio para públicos diversos.- Sensibilização sobre a importância do brincar como patrimônio cultural.- Fortalecimento dos laços comunitários e da troca intergeracional de saberes.- Estímulo à produção artesanal e sustentável de brinquedos.- Formação de um acervo acessível de memórias lúdicas locais.8. Considerações FinaisO projeto Oficina de Educação Patrimonial vinculada ao espetáculo "Meninice" propõe uma vivência educativa rica e inclusiva, que valoriza a diversidade cultural das infâncias mineiras e amplia a consciência sobre o brincar como um bem cultural coletivo.Por meio de ações que integram pesquisa, prática artesanal, memória e sensibilização, pretende-se fortalecer o sentimento de pertencimento da comunidade de Itabirito e contribuir para a preservação e transmissão das culturas do brincar.As ações de acessibilidade garantem que o projeto seja amplo, democrático e acolhedor, reafirmando o compromisso com a diversidade e os direitos culturais de todos os públicos.A continuidade do projeto poderá ampliar o acervo de memórias e inspirar novas ações educativas e patrimoniais em outros territórios.--------------------------------------------------------------------------------------------OFICINA DE CAPACITAÇÃO PARA EDUCADORES E MEDIADORES CULTURAISO Brincar como Patrimônio Cultural ImaterialPúblico-alvo: Educadores da rede pública e agentes culturais locais de ItabiritoCarga horária: 12 horas (divididas em 2 dias de 6 horas)Número de turmas: 6 turmasParticipantes por turma: 20 Total: 120 participantesApresentação e justificativaComo parte integrante do projeto cultural e educativo "Meninice", esta oficina tem como foco a formação de educadores, mediadores culturais, arte-educadores e agentes comunitários das cidades de Itabira, Barão de Cocais, Nova Lima e Itabirito, territórios estratégicos de atuação da empresa Vale. A proposta reconhece o brincar tradicional como patrimônio cultural imaterial, direito da infância e linguagem de identidade local.Ao capacitar agentes multiplicadores, a oficina busca ampliar o impacto do projeto nas comunidades, incentivando a permanência e disseminação das práticas culturais ligadas ao brincar para além do período de circulação do espetáculo. Trata-se de uma ação de legado, que valoriza os saberes populares, estimula vínculos intergeracionais e fortalece a cultura da infância como instrumento de cidadania. Objetivo GeralCapacitar educadores e agentes culturais para reconhecer, valorizar e multiplicar práticas do brincar como expressão do patrimônio cultural imaterial mineiro, estimulando ações pedagógicas e culturais em suas comunidades.Objetivos EspecíficosApresentar fundamentos sobre o brincar como bem cultural e direito da infância.Discutir conceitos de patrimônio cultural imaterial e sua relação com a cultura da infância.Vivenciar brincadeiras tradicionais e coletivas como ferramentas de educação, inclusão e pertencimento.Incentivar a documentação, valorização e transmissão oral de saberes e práticas lúdicas locais.Formar multiplicadores que atuem em escolas, centros culturais, museus e projetos comunitários.Conteúdo Programático- O Brincar e os Direitos da InfânciaBrincar como linguagem e expressão culturalBrincadeira, imaginação e desenvolvimento infantil- Patrimônio Cultural ImaterialConceito, marcos legais e políticas públicasExemplos de manifestações do brincar reconhecidas como patrimônio- Brincadeiras Tradicionais MineirasCantigas de roda, brinquedos artesanais, festas e jogos popularesCompartilhamento de repertórios locais pelos participantes- Educação Patrimonial e Metodologias LúdicasComo trabalhar o patrimônio com crianças e jovensDinâmicas de grupo, oficinas práticas e planos de ação- Multiplicação e Articulação em RedeEstratégias para multiplicação das práticas nas comunidadesConstrução de planos locais de ação com base nos conteúdosMetodologia- Aulas Expositivas Dialogadas Introdução conceitual com mediação ativa, promovendo a escuta e o diálogo horizontal entre saberes acadêmicos, comunitários e tradicionais.- Rodas de Conversa e Escuta Afetiva Espaço para partilha de experiências pessoais e repertórios locais do brincar, fortalecendo vínculos e valorizando a diversidade cultural.- Oficinas Práticas e Corporais Vivência de brincadeiras tradicionais, cantigas, jogos coletivos e construção de brinquedos artesanais, com foco na aplicabilidade em contextos educativos.- Estudo de Casos e Experiências Inspiradoras Apresentação de iniciativas reais e bem-sucedidas de salvaguarda do brincar e de ações culturais transformadoras em contextos comunitários.- Planejamento Coletivo de Intervenções Dinâmica de construção colaborativa de planos locais de ação educativa, com base nos conteúdos e práticas desenvolvidas na oficina.Resultados EsperadosFormação direta de 120 agentes multiplicadores em Itabirito, com potencial de alcance ampliado em suas redes locais.Implementação de ações educativas baseadas no brincar em escolas públicas, ONGs, espaços culturais e museus.Estímulo à criação de núcleos locais de valorização da cultura da infância e do patrimônio imaterial.Fortalecimento da identidade cultural local por meio da escuta, registro e reaplicação de práticas do brincar. --------------------------------------------------------------------------------------------RODAS DE CONVERSA E ENCONTROS DE PESQUISA E MAPEAMENTOTítulo: O Brincar e as Memórias da Infância: Escutas, Saberes e Patrimônio Abrangência: Itabirito e distritos Duração: 2 horas cada Total de encontros: 5 Público estimado: 100 pessoas (20 participantes por roda)ApresentaçãoComo etapa fundamental para a construção do espetáculo teatral Meninice e de suas ações formativas, as Rodas de Conversa e Encontros de Pesquisa e Mapeamento propõem a escuta ativa e o diálogo direto com a comunidade de Itabirito, com foco na valorização da cultura do brincar como patrimônio imaterial vivo.Estes encontros se configuram como espaços sensíveis de troca de saberes, afetos e experiências entre crianças, mestres da cultura popular, educadores, artistas, famílias e brincantes. A proposta é registrar e reconhecer as manifestações lúdicas tradicionais do território – como cantigas, jogos, brinquedos artesanais, festas e narrativas locais – que constituem o imaginário coletivo das infâncias local e mineira.Ao todo, serão promovidas 5 rodas de conversa, sendo que cada uma reunirá até 20 participantes, respeitando a dinâmica e o contexto de cada coletivo, com um público estimado de 100 pessoas diretamente envolvidas.Esses encontros terão caráter investigativo, documental e colaborativo. Serão conduzidos por uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores, educadores e artistas do projeto, com metodologia baseada em mapeamento afetivo, escuta comunitária, memória oral e inventário participativo das brincadeiras locais.Objetivo GeralRealizar rodas de conversa e encontros comunitários com moradores, educadores, brincantes, mestres da cultura popular e representantes de grupos locais, com o objetivo de mapear práticas tradicionais do brincar, memórias e saberes relacionados à infância e à cultura local.Objetivos Específicos- Levantar memórias afetivas e culturais relacionadas ao brincar do território.- Identificar agentes culturais locais e práticas lúdicas representativas.- Estimular o reconhecimento do brincar como patrimônio cultural imaterial.- Construir uma base de dados qualitativos que subsidie as ações educativas e artísticas do projeto.- Fortalecer os vínculos entre a equipe do projeto e as comunidades.MetodologiaA metodologia será baseada em pesquisa participativa e educação patrimonial, com foco em processos de escuta ativa, valorização da oralidade, e produção colaborativa de conhecimento. As etapas serão:1. Mobilização ComunitáriaContato prévio com lideranças locais, escolas, centros culturais e grupos da cidade.Convite aberto para a participação nas rodas, com foco em diversidade geracional.2. Rodas de ConversaAs rodas serão mediadas por educadores-pesquisadores e documentadas por equipe audiovisual e de registro textual.Utilização de materiais facilitadores (fotos antigas, objetos, brinquedos, cantigas) para ativar memórias.3. Mapeamento ColaborativoDurante os encontros, será construído um painel de referências locais com nomes, lugares, histórias e brincadeiras significativas.Utilização de mapas afetivos, desenhos e anotações em cartazes e suportes visuais.4. Sistematização e DevolutivaProdução de relatório com os principais achados por encontro e um geral.Entrega de versão sintética do material para escolas, bibliotecas e centros culturais.Perfil dos ParticipantesMoradores com vivências significativas do brincar tradicional (crianças, jovens, adultos e idosos).Educadores da rede pública, arte-educadores e brincantes populares.Representantes de centros culturais, bibliotecas, museus e grupos de cultura popular.Resultados Esperados- Mapeamento cultural e afetivo do brincar da cidade Levantamento de práticas, memórias, cantigas, jogos e brinquedos tradicionais locais, permitindo a construção de um acervo vivo e identitário das expressões lúdicas regionais. Esses registros serão sistematizados e utilizados como base criativa para a dramaturgia do espetáculo e para a elaboração de conteúdos pedagógicos e formativos.- Envolvimento direto de aproximadamente 100 pessoas na comunidade. Serão realizadas ao menos 5 rodas na cidade, com participação média de 20 educadores, mestres, agentes culturais, crianças, famílias e lideranças locais por encontro. Essa escuta ativa fortalece vínculos comunitários e promove um processo coletivo de reconhecimento de saberes locais, ampliando o pertencimento social.- Criação de material documental (textual, fotográfico e audiovisual) Os relatos, memórias e brincadeiras partilhadas durante os encontros serão registrados de forma ética e sensível, compondo um acervo de referência para as ações do projeto. Este material poderá ser disponibilizado como produto de legado, podendo também compor um relatório.- Reconhecimento público de mestres e agentes culturais locais As rodas propiciarão a identificação e valorização de figuras-chave da cultura do brincar em cada cidade, estimulando sua presença ativa em eventos, oficinas e mediações. Isso contribui para o fortalecimento de lideranças culturais comunitárias e para a salvaguarda de patrimônios imateriais locais.

Acessibilidade

1. Princípios GeraisO projeto assegura o direito ao acesso universal à cultura, promovendo a inclusão e a participação plena de pessoas com deficiência, idosos, famílias e demais públicos com necessidades especiais. Todas as ações artísticas, educativas e de circulação contemplam adaptações para garantir autonomia, conforto e segurança.2. Acessibilidade Auditiva- Interpretação em LIBRAS: todas as sessões, haverá intérprete de Língua Brasileira de Sinais presente em cena, garantindo a plena compreensão para pessoas surdas ou com deficiência auditiva.- Legendagem: Todos os vídeos e materiais audiovisuais produzidos para divulgação e formação terão legendas claras, sincronizadas e acessíveis.- Capacitação da equipe: Os artistas e mediadores receberão treinamento básico em LIBRAS para facilitar a comunicação com o público surdo.3. Acessibilidade Visual- Material em formatos acessíveis: Todo o material educativo e comunicativo (cartilhas, folhetos, roteiros) será oferecido em versões ampliadas, em braille e em áudio digital, conforme demanda.- Sinalização tátil e em alto relevo: Nos espaços de apresentação e oficinas, haverá placas e orientações em braille e relevo, para facilitar a locomoção e segurança.4. Acessibilidade Motora- Espaços acessíveis: Todas as sessões serão realizadas em locais com acessibilidade física completa: rampas, banheiros adaptados, assentos reservados para cadeirantes, corredores amplos e piso antiderrapante.- Circulação facilitada: O cenário e os espaços de oficina serão planejados para garantir que cadeirantes e pessoas com mobilidade reduzida possam participar sem obstáculos.- Apoio físico: Disponibilização de equipe para auxiliar pessoas com mobilidade reduzida quando necessário.5. Acessibilidade Cognitiva e Intelectual- Linguagem clara e simplificada: Textos, roteiros e materiais educativos serão redigidos em linguagem acessível, utilizando frases curtas e vocabulário simples para facilitar a compreensão.- Atividades adaptadas: Oficinas e ações educativas terão versões adaptadas para pessoas com deficiência intelectual, com acompanhamento personalizado e estímulos sensoriais.- Ambiente acolhedor: Espaços reservados para descanso e controle de estímulos sensoriais para público que necessite de pausas ou redução de ruídos e luzes.6. Inclusão Sensorial e Multiprofissional- Ambientes sensoriais: Espaços de oficina e convivência com objetos táteis, texturas variadas e sons suaves para estimular a experiência multisensorial.- Equipe qualificada: Contamos com profissionais capacitados em educação inclusiva e mediação cultural para apoiar públicos diversos, garantindo um atendimento humanizado e respeitoso.7. Acessibilidade em Espaços Alternativos- Adaptabilidade: O projeto prevê a realização de apresentações e oficinas em escolas, centros comunitários e espaços públicos com infraestrutura variada, realizando adaptações específicas conforme a realidade local.- Infraestrutura móvel: Equipamentos como rampas portáteis, cadeiras de rodas e materiais pedagógicos acessíveis serão disponibilizados para garantir o acesso em locais com menor infraestrutura.- Parcerias locais: Articulação com organizações locais que atuam na inclusão social para adequar as ações e ampliar o alcance do projeto.8. Comunicação Inclusiva- Divulgação acessível: Todos os materiais de divulgação (online e impressos) contarão com linguagem acessível, legendas, audiodescrição e imagens descritivas para facilitar o acesso às informações.- Atendimento personalizado: Canal de comunicação direto para receber demandas específicas de acessibilidade, garantindo respostas e adaptações conforme necessidade do público.9. Monitoramento e Avaliação da Acessibilidade- Serão aplicados questionários e rodas de conversa para avaliar a eficácia das medidas de acessibilidade, buscando aprimorar continuamente as práticas do projeto.- Registro de depoimentos e observações qualitativas para compor relatório final e balizar futuras ações inclusivas.

Democratização do acesso

O projeto Meninice estabelece um conjunto robusto de ações para garantir a democratização do acesso aos bens e serviços culturais oferecidos, conforme as diretrizes da Lei Federal de Incentivo à Cultura. As atividades foram planejadas com atenção especial à inclusão de públicos diversos, territorialização das ações, gratuidades, acessibilidade e fomento à participação cidadã.1. Realização de 24 apresentações teatrais a preços populares, sendo que 20% dos lugares de cada sessão serão gratuitos e destinados para comunidades de regiões periféricas, escolas públicas, espaços culturais comunitários e áreas com baixo IDH.- Estimativa de público total: 10.000 pessoas assistidas a preços populares e 3000 gratuitamente.- Ações de divulgação com foco em mobilização popular e capilaridade territorial, utilizando redes de ensino, centros de assistência social e coletivos locais.2. Acessibilidade comunicacional e atitudinal- Todas as apresentações contarão com tradução simultânea em LIBRAS e audiodescrição, garantindo acesso de pessoas com deficiência auditiva e visual.- Serão produzidos materiais em formato acessível: cartilhas com versão em braile, leitura ampliada e disponibilização digital com recursos de leitura por voz.- Profissionais capacitados serão contratados para realizar acolhimento inclusivo, atuando como mediadores culturais para pessoas com deficiência.3. Realização de 24 oficinas de Educação Patrimonial gratuitas- Serão realizadas 24 oficinas de 2h cada, com 20 participantes por turma, totalizando 480 beneficiários diretos.- Público prioritário: espectadores do espetáculo, crianças e adolescentes de escolas públicas, famílias, pessoas com deficiência, mestres da cultura popular, educadores e agentes culturais locais.- As oficinas acontecerão em espaços públicos acessíveis, com métodos lúdicos e inclusivos voltados à valorização do brincar como bem cultural imaterial.4. Formação gratuita de 120 agentes multiplicadores- Serão ofertadas 6 oficinas de capacitação, com carga horária de 12 horas para educadores, agentes culturais e mediadores.- Cada oficina contará com 20 profissionais capacitados, totalizando 120 multiplicadores.- Participantes receberão certificação, material didático e acompanhamento técnico, estimulando a multiplicação das práticas culturais em escolas, museus e projetos sociais locais.5. Rodas de escuta e valorização comunitária- Realização de 5 rodas de conversa e encontros de pesquisa e mapeamento do brincar tradicional, com cerca de 20 participantes em cada encontro.- Estimativa de público direto: 100 pessoas.- Envolvimento de mestres populares, brincantes, famílias e educadores, com foco na coleta de histórias, saberes e práticas culturais do brincar para subsidiar a dramaturgia do espetáculo.- Esses conteúdos comporão um relatório sistematizado, integrando o processo de documentação e salvaguarda do patrimônio imaterial.6. Produção e distribuição gratuita de materiais educativos e de replicação- Impressão e distribuição de 1.000 cartilhas ilustradas com conteúdos sobre o brincar tradicional mineiro, com versões acessíveis e linguagem inclusiva.- Produção de 1 vídeo educativo com brincadeiras e cantigas tradicionais, acompanhados de orientações pedagógicas, disponibilizados gratuitamente em - plataformas digitais públicas. - Elaboração de 1 guia metodológico digital de replicação para agentes culturais e educadores interessados em adaptar o projeto a outros contextos culturais e educacionais. 7. Promoção da diversidade e da intergeracionalidade- O projeto valoriza a representatividade etária, racial, cultural e social dos participantes, garantindo que as ações envolvam crianças, jovens, adultos e idosos, com atenção à presença de povos e comunidades tradicionais, moradores de zonas rurais e periferias urbanas, da localidade de Itabirito.- As atividades promovem o diálogo entre gerações, fortalecendo a transmissão de saberes tradicionais e a identidade cultural local.

Ficha técnica

Equipe do Instituto Cultural de Azevedo Meyer - Museus dos BrinquedosDiretora Presidente: Maria Elizabeth de Azevedo Meyer Camargo - Consultora não remunerada do projetooncepção e Curadoria: Tatiana de Azevedo CamargoDireção Artística: Copas Produções - Diego BenicáCoordenação Educativa: Larissa RibeiroCoordenação Administrativa Financeira: Michele Ruas PortoCoordenação em Acessibilidade: Pedro AvelarVer currículos em anexo Todos profissionais abaixo são moradores de Itabirito:Projeto Cenográfico e de Iluminação: Walter Martins e Bernardo AvelinoCoordenação de pesquisa e textos: Dhü Rocha Assistente de Direção: Felipe Cunha e Chicó Figurino: Jackson dos Santos e Walter Martins Direção vocal: Paula GalloTrilhas e versões: Júlia Carvalho Projeções: Eduardo Bento Elenco: Grupo Dona Maria do Fulô ou komboio e crianças do Atelier de Artes Integradas. Técnico de iluminação: Tadson Mendes Técnico de som e projeções: a definirAssistente de palco e figurino: Millena Muniz e Bárbara Sill Maquiagem: a definirAssitentes de pesquisas, montagem, de produção e adminsitrativos:a definirEstagiários em arte-educação.Ver currículos em anexo

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.