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O projeto Coletivo Colerê _ Corpos Ancestrais: Territórios Sagrados tem como eixo central a criação e circulação de três espetáculos autorais, baseados em práticas corporais afro-referenciadas e vivências comunitárias. Realizado no Morro da Providência, Rio de Janeiro, o projeto promove oficinas semanais de dança afro e musicalização percussiva para crianças, jovens e adultos, integrando formação, criação e difusão. Com protagonismo de moradores locais e pessoas pretas, inclui ainda um seminário sobre corpo e religiosidade afro-diaspórica, reafirmando a ancestralidade como ferramenta de educação decolonial e combate ao racismo estrutural.
Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage Realizado em dois dias, o seminário “Corpos, Ancestralidade e Resistência na Diáspora” é um espaço de encontro entre saberes, vivências e práticas decoloniais que atravessam a dança, a espiritualidade, o território e o corpo negro periférico como campo de criação, memória e luta. A atividade reúne pesquisadores, artistas, educadores, líderes comunitários e participantes do projeto para refletir, provocar e construir caminhos antirracistas a partir de uma perspectiva afro-referenciada. Por meio de mesas, rodas de conversa e demonstrações práticas, o seminário propõe o corpo como tecnologia ancestral, insurgente e pedagógica – em movimento com a música, a palavra, a terra e a espiritualidade. É uma convocação ao reencontro com os fundamentos civilizatórios africanos, à escuta de saberes invisibilizados e ao fortalecimento das redes de afeto e resistência que sustentam os territórios populares. O seminário celebra o corpo como território sagrado e político, insurgindo contra os apagamentos históricos e afirmando: dançar é também resistir. Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Espetáculos Dentro do programa Coletivo Colerê – Corpos Ancestrais: Territórios Sagrados, serão concebidos e apresentados três espetáculos que traduzem, em linguagem cênica e corporal, os temas centrais do projeto: ancestralidade, identidade, território e espiritualidade afro-diaspórica. Essas criações artísticas serão desenvolvidas a partir das oficinas de dança e música percussiva, envolvendo crianças, adolescentes, jovens e adultos participantes do projeto. Entre os espetáculos previstos, estão: - Kekerês e Erês: releitura do “Terra Brasil” – Um mergulho poético e sensível na presença das crianças (erês) como potência ancestral e força de continuidade, ressignificando o Brasil a partir das espiritualidades e culturas de matriz africana. - Somodé Identidade – Uma celebração da construção identitária afro-brasileira a partir dos saberes tradicionais, da corporeidade e da afirmação da juventude preta como agente de transformação. - Mulheres – montagem a construir – Espetáculo em processo de criação colaborativa, com base na escuta dos participantes e nas urgências do território, que propõe novas narrativas e possibilidades de existência.
Objetivo Geral: Promover a valorização da identidade afro-brasileira no Morro da Providência por meio de oficinas de dança e musicalização, criação de espetáculos autorais e ações formativas. A iniciativa fortalece a ancestralidade, o protagonismo comunitário e o combate ao racismo estrutural, utilizando o corpo como instrumento de expressão, educação e transformação social. Objetivos específicos: - Elaborar a concepção e montagem de 3 espetáculos, com identidade própria por faixa etária, ao longo de 9 meses no Morro da Providência, Rio de Janeiro.- Realizar 4 horas semanais por turma de aulas de dança e musicalização, durante 9 meses, para até 60 participantes entre crianças, adolescentes e mulheres da comunidade.- Realizar a circulação dos espetáculos em territórios periféricos e espaços culturais do Rio de Janeiro.- Produzir um seminário com o tema "Corpo, ancestralidade e religião na diáspora", com transmissão online e recursos de acessibilidade.
O projeto Coletivo Colerê _ Corpos Ancestrais: Territórios Sagrados nasce da urgência de fortalecer práticas culturais afro-referenciadas em territórios historicamente marginalizados, como o Morro da Providência, no Rio de Janeiro — local onde se situa a Casa Amarela, importante centro cultural que abriga iniciativas voltadas à arte, educação e cidadania. Nesse contexto, o Coletivo Colerê reafirma o corpo negro como território de resistência, saber e espiritualidade, contrapondo-se às narrativas coloniais que historicamente silenciaram ou exotificaram as expressões afro-brasileiras. A proposta se ancora em práticas de dança afro, musicalização e ancestralidade como formas de educação não formal, ressignificando a corporeidade negra a partir de seus próprios códigos estéticos, simbólicos e filosóficos. As danças afro-brasileiras são heranças vivas de matriz africana que resistiram à diáspora forçada e seguem como instrumentos de preservação da memória e da identidade coletiva. Ao utilizar essas linguagens como eixo pedagógico, o projeto contribui para a valorização da história afro-brasileira, promovendo o reconhecimento do corpo negro como legítimo produtor de conhecimento e cultura. Sob uma perspectiva decolonial, o projeto desafia os modelos eurocentrados que ainda dominam os currículos escolares, as políticas públicas e os espaços culturais. Em seu lugar, propõe uma pedagogia do Axé, da oralidade e da escuta ancestral — alinhando-se às epistemologias do Sul e ao direito à autoafirmação dos povos negros. Além disso, o projeto combate a intolerância religiosa ao reconhecer as tradições afro-brasileiras como sistemas completos de ética, estética e espiritualidade. Essa abordagem está diretamente conectada aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente: ODS 4 _ Educação de Qualidade: promove práticas educativas inclusivas, equitativas e culturalmente contextualizadas; ODS 5 _ Igualdade de Gênero: amplia o protagonismo de mulheres negras por meio da arte e da educação; ODS 10 _ Redução das Desigualdades: valoriza os saberes de comunidades periféricas e combate o racismo estrutural; ODS 11 _ Cidades e Comunidades Sustentáveis: fortalece o tecido social urbano através de ações culturais comunitárias; ODS 16 _ Paz, Justiça e Instituições Eficazes: fomenta a cultura de paz, o respeito à diversidade e os direitos humanos. Ao mobilizar crianças, jovens e adultos em torno de um projeto que alia arte, ancestralidade e cidadania, o Coletivo Colerê contribui para a transformação social profunda, atuando na base das estruturas discriminatórias e afirmando que os corpos negros — em sua pluralidade e potência — são territórios sagrados de criação, memória e liberdade. LEI 8313/91 ARTIGO 1º Inciso I: Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais. O Coletivo Colerê promove acesso direto a práticas culturais afro-brasileiras por meio de oficinas de dança, musicalização e vivências ancestrais, garantindo o direito ao exercício pleno da cultura, especialmente para comunidades periféricas como o Morro da Providência. Inciso II: Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais. O projeto é enraizado em um território específico (Morro da Providência) e valoriza saberes e práticas culturais locais e afro-referenciadas. Utiliza recursos humanos da própria comunidade, fortalecendo sua identidade cultural e autonomia. Inciso III: Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores. A proposta do Coletivo Colerê é difundir manifestações como as danças afro-brasileiras, reconhecendo seus criadores e transmissores como produtores legítimos de conhecimento e cultura, rompendo com a invisibilização histórica desses agentes. Inciso IV: Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional. O projeto atua na proteção ativa das expressões afro-brasileiras — um dos pilares da formação cultural do Brasil — enfrentando o apagamento histórico e valorizando a pluralidade que sustenta a identidade nacional. Inciso V: Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira. A iniciativa busca salvaguardar e impulsionar práticas culturais ancestrais que são modos de viver, criar e existir de forma comunitária e espiritual. A dança e o saber ancestral afro-brasileiro são centrais nesse processo. Inciso VIII: Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória. Ao afirmar o corpo negro como território de memória e conhecimento, o projeto se insere na difusão de bens culturais que transcendem fronteiras e contribuem para uma memória coletiva universal — crítica, inclusiva e diversa. ARTIGO 3º Inciso I, alínea d: Estímulo à participação de artistas locais e regionais em projetos desenvolvidos por instituições públicas de educação básica que visem ao desenvolvimento artístico e cultural dos alunos, bem como em projetos sociais promovidos por entidades sem fins lucrativos que visem à inclusão social de crianças e adolescentes. (Incluído pela Lei nº 14.568, de 2023) O Coletivo Colerê desenvolve práticas educativas não formais com foco em arte e ancestralidade, mobilizando crianças, adolescentes e jovens de territórios periféricos. Ao envolver artistas e mestres locais, fortalece a inclusão social e o desenvolvimento cultural das comunidades envolvidas.
Sustentabilidade Social e ambiental A Casa Amarela Providência promove a sustentabilidade social, econômica, cultural, ecológica e ambiental por meio da valorização dos saberes locais, geração de renda para artistas e educadores e fortalecimento da identidade cultural. Integrando os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança), adota práticas sustentáveis como: - Coleta seletiva em eventos; - Uso responsável de recursos. - Produção de materiais gráficos e campanha de divulgação digital, limitando-se ao backdrop físico para exposição das marcas patrocinadoras nos dias de espetáculos.- Estações de água potável para reduzir o uso de garrafas descartáveis- Contratação de músicos, técnicos e fornecedores da região- Formação de redes de Economia Criativa- Curadoria diversa: mulheres, pessoas pretas, LGBTQIAPN+, indígenas, periféricos Suas ações incluem formação profissional, reutilização de materiais em atividades artísticas e incentivo ao empreendedorismo comunitário. Além disso, monitora continuamente os impactos sociais e econômicos, garantindo transparência por meio de relatórios regulares e parcerias estratégicas para a sustentabilidade de suas iniciativas.
Plano Pedagógico Afrocentrado e Decolonial – Coletivo Colerê: Corpos Ancestrais e Territórios Sagrados Introdução e Fundamento Metodológico: Este plano pedagógico se apoia em práticas educativas afrocentradas e decoloniais, reconhecendo as cosmovisões africanas e afro-brasileiras como fontes legítimas e fundamentais para o desenvolvimento cognitivo, cultural, social e espiritual dos participantes. A metodologia é fundamentada em valores civilizatórios afro-brasileiros como circularidade, oralidade, corporeidade, musicalidade, ludicidade, cooperatividade e energia vital, e adota uma pedagogia crítica, ativa e emancipatória. Objetivos Gerais: Promover a valorização das culturas afro-brasileiras através da arte e educação.Desenvolver consciência crítica sobre racismo estrutural e práticas de resistência e autonomia cultural.Incentivar o protagonismo comunitário e individual por meio de práticas educativas antirracistas e inclusivas.Princípios Metodológicos: Circularidade: Espaços educativos organizados em roda, estimulando a igualdade, o diálogo e a troca horizontal de saberes.Corporeidade: Reconhecimento do corpo como principal território de conhecimento e expressão, através de práticas artísticas e corporais.Oralidade: Utilização de narrativas e contação de histórias como ferramenta pedagógica central, valorizando a transmissão oral de saberes ancestrais.Espiritualidade: Reconhecimento das tradições espirituais afro-brasileiras como formas legítimas de conhecimento e conexão comunitária.Componentes Didáticos e Atividades Propostas: 1. Plano de Aula: Introdução à Pedagoginga e Valores Afro-Brasileiros Objetivo Específico: Introduzir conceitos fundamentais da pedagoginga afro-brasileira, enfatizando circularidade, espiritualidade e o corpo como produtor de conhecimento.Atividades: Dinâmica da roda: promover troca de experiências pessoais relacionadas à cultura e ancestralidade.Discussões guiadas sobre espiritualidade nas práticas educativas afro-brasileiras.Exercícios corporais que estimulam a expressão cultural e corporalidade. 2. Sequência Didática: Explorando Valores Civilizatórios Afro-Brasileiros Objetivo Específico: Vivenciar profundamente os valores civilizatórios como energia vital, oralidade, musicalidade e ludicidade.Atividades: Oficinas de contação de histórias e narrativas ancestrais.Sessões de dança e musicalização afro-brasileira.Jogos cooperativos e atividades lúdicas para fortalecer relações comunitárias e cooperação. 3. Guia de Estudo: Análise de "O Quilombismo", de Abdias do Nascimento Objetivo Específico: Refletir criticamente sobre estratégias históricas e contemporâneas de organização comunitária e combate ao racismo estrutural.Atividades: Estudo guiado e debates em grupo sobre conceitos-chave da obra.Produção de textos e desenhos que traduzem os conceitos estudados para o contexto local.Projetos práticos que relacionam as estratégias de resistência e organização quilombola à realidade da comunidade. 4. Caderno de Atividades: Análise Crítica de Filmes e Documentários Objetivo Específico: Desenvolver o pensamento crítico e reflexivo sobre as representações culturais afro-brasileiras no audiovisual.Atividades: Exibição guiada de filmes como "Besouro" e documentários como "Balé de Pé no Chão – A dança afro de Mercedes Baptista".Realização de rodas de debate e questionários reflexivos pós-exibição.Projetos de pesquisa em grupos, produzindo trabalhos sobre os temas discutidos, relacionados ao contexto comunitário. 5. Manual Prático: Desenvolvimento de Apresentações para o Festival Novembro Negro Objetivo Específico: Capacitar participantes para criar apresentações culturais que reflitam os aprendizados e valores afro-brasileiros.Atividades: Oficinas práticas sobre técnicas de teatro, dança e música.Orientação sobre criação coletiva de performances artísticas.Estratégias de produção cultural comunitária, elaboração de figurinos, cenários e planejamento da participação no festival. Avaliação Contínua e Participativa: A avaliação ocorrerá de forma contínua e participativa, valorizando o processo de aprendizagem e as vivências dos participantes. Serão produzidos registros (fotográficos, videográficos e relatórios) para acompanhar a evolução e o impacto das atividades realizadas.
Produto: Espetáculo de Artes Cênicas Acessibilidade física: - Garantia de acessibilidade nos espaços de apresentação e nos espaços de aula, com rampas de acesso, banheiros adaptados e locais reservados. Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis Acessibilidade de conteúdo: - Intérprete de Libras em todas as apresentações.- Legendagem descritiva nos vídeos dos espetáculos.Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis Produto: Seminário / Simpósio / Encontro / Congresso / Palestra / VernissageAcessibilidade física:- Recepcionistas treinados para recepção de pessoas com mobilidade reduzida e deficiência visual. Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis Acessibilidade de conteúdo: - Contéudo no site do projeto com fonte ampliada.- Convites e programações em linguagem simples.Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis
Em conformidade com o Art. 46 da Instrução Normativa do Ministério da Cultura número 23 de 2025, as diretrizes que tratam das medidas de democratização do acesso, este projeto prevê a oferta gratuita de todos os seus produtos, serviços e ações culturais. A proposta contempla um plano de distribuição que garante ampla participação do público, assegurando que as atividades tenham entrada franca e estejam acessíveis a diferentes perfis sociais e territoriais, especialmente populações historicamente excluídas do acesso à cultura. Em consonância com o Art. 47, que complementa as diretrizes de democratização do acesso, este projeto adota diversas medidas que ampliam o alcance das ações culturais para além do público diretamente atendido nas oficinas. Sendo uma iniciativa voltada ao desenvolvimento artístico, cultural e intelectual de crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade — em sua maioria, pretas — o curso livre do Coletivo Colerê já nasce com uma forte base afirmativa. No entanto, reafirmando sua vocação para a inclusão e o acesso à cultura, o projeto promoverá a ampla divulgação das atividades por meio das redes sociais e permitirá a participação de ouvintes nas oficinas, sempre que houver disponibilidade de espaço. Além disso, o projeto contará com ensaios abertos apresentados em frente à Casa Amarela, ao longo de toda a execução, criando momentos performáticos de integração com a comunidade local. A culminância se dará com a apresentação no Festival Novembro Negro, consolidando o compromisso com a difusão da cultura afro-referenciada e promovendo o pertencimento por meio da dança. Também está prevista a disponibilização online de registros audiovisuais das atividades, com recursos de acessibilidade como legendagem.
Coordenação geral Função desempenhada pelo proponente. Coordenador do projeto TIPHANIE CONSTANTIN Franco-brasileira, Mestre em Relações Internacionais e Licenciada em Letras e Tradução Editorial pela Universidade Sorbonne - Paris III. Atuou em ONGs como UNESCO, Fundação Ford e Autres Brésils. Vive no Rio desde 2015, quando conheceu a Casa Amarela como intérprete da France Télévisions. Desde 2016, coordena projetos na Casa e co-fundou o Coletivo Mulheres Independentes da Providência. Em 2019, co-produziu o Festival Planeta Ginga e, em 2020, passou a representar a Casa no comitê SOS Providência. Liderou a construção da pista Santo Skate e co-fundou o Festival Novembro Negro. Em 2024, tornou-se diretora geral da Casa Amarela e representante no Brasil da fundação Can Art Change The World. Produção executiva ERNANE FERREIRA Homem preto. Graduado em Gestão Comercial e pós-graduado em Gestão Estratégica de Negócios. Coordena as ações educativas da Casa Amarela, articulando projetos com foco no território. Iniciou-se na dança afro em 1998 e seguiu por diversas linguagens como dança contemporânea, clássica, flamenca e teatro. É discípulo de mestres como Marlene Silva e Charles Nelson. Fundador do Projeto ICAB e do ColErê Providência, coletivo de dança afro infantojuvenil. Atua na valorização das tradições afro-brasileiras, conectando arte, educação e ancestralidade como práticas de transformação social. Consultoria pedagógica TALITA MILANEZ Professora de artes e arte terapeuta, pós-graduanda em Coordenação Pedagógica. Atua na área social há 8 anos com foco na arte como ferramenta de crítica e autoconhecimento. Já trabalhou em territórios como Santa Marta, Sepetiba e Ilha Grande em projetos como Mariscarte e Eu Sou Arte. Desde 2021, coordena o time pedagógico da Casa Amarela, elabora planos formativos e acompanha a aprendizagem dos viventes. Sua prática busca democratizar a educação a partir de uma perspectiva contra-hegemônica, antirracista e afetiva, centrada na arte como força de emancipação. Registro audiovisual DOUGLAS OLIVEIRAHomem preto. Douglas Dobby é fotógrafo, palestrante e morador do Morro da Providência. Iniciou-se na fotografia em 2009 com Maurício Hora na Casa Amarela e cursou fotografia na escola Spectaculu. Suas imagens revelam um olhar afetivo do território, desconstruindo estigmas da favela. Atua há mais de 15 anos registrando o cotidiano do morro, com foco na memória e identidade local. É o responsável pelo audiovisual da Casa Amarela, documentando atividades educativas e produzindo conteúdos para redes e projetos culturais. Assistente de produção LUCAS PEREIRA Homem preto. A função de Assistente de Produção é essencial para garantir o suporte operacional contínuo durante todas as etapas do projeto. Atuando por 12 meses, este profissional acompanhará o cronograma geral, auxiliará na logística das oficinas, ensaios, apresentações e ações comunitárias, bem como na organização de materiais, contato com fornecedores, atualização de documentos e apoio às demandas da coordenação técnica e de produção. Elaboração do projeto Fermento Cultural Produções Artísticas Ltda. Fermento Cultural Produções Artísticas é uma produtora especializada na elaboração, gestão e execução de projetos culturais, com foco em leis de incentivo, editais públicos e ações de impacto sociocultural. Fundada em 2010, atua de forma estratégica na articulação entre cultura, território e desenvolvimento social. A Fermento é responsável pela criação de projetos para instituições como o Santuário do Cristo Redentor, Instituto Nubank, MRS e Instituto Terra Nova, entre outras. Com linguagem técnica apurada, compromisso ético e criatividade, a produtora desenvolve propostas consistentes, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), garantindo solidez conceitual, viabilidade orçamentária e excelência na captação de recursos. O corpo diretor e de parceiros da produtora é formado por pessoas LGBTI+ e mulheres pretas.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.