Nenhum incentivador/fornecedor cadastrado localmente. Click "Carregar via SALIC" para buscar da API ao vivo.
O projeto "Povo Vivo" é constituído da criação, edição, impressão e distribuição de um livro de mesmo nome, que tematizam os povos originários brasileiros a partir de obras visuais criadas com tintas naturais. São homenageadas 10 (dez) lideranças indígenas, de diversas regiões do país. A ação possui como contrapartida social um período de exposição de pinturas, de pelo menos 45 dias dias, e de modo gratuito. Todo o projeto será desenvolvido na cidade de São Paulo (SP).
O projeto "Povo Vivo" consiste em um material editorial (Livro) com obras que destacam diversas lideranças indígenas brasileiras, todas elas ilustradas com tintas naturais. É composta de painéis didáticos com informações sobre as diversas etinias, além da história territorial contada pelos povos originários. O livro terá distribuição gratuita de parte de sua tiragem para bibliotecas públicas e escolas na cidade de São Paulo. Também na capita paulista será realizada uma exposição gratuita das obras, como ação de contrapartida social do projeto, que também contará ações de visita guiada e transporte gratuito de instituição social ou escola da rede pública. Classificação indicativa "Livre para todos os públicos".
OBJETIVO GERAL: Produzir e realizar o projeto cultural "Povo Vivo", composto de material editorial e período expositivo. OBJETIVOS ESPECÍFICOS: Atuar diretamente na cidade de São Paulo (SP), localidade em que será realizado o evento de lançamento e distribuição para fins de democratização; editar e imprimir 1000 (mil) cópias de material editorial "Povo Vivo", contendo imagens coloridas e formato de capa dura; disponibilizar um período expositivo de pelo menos 45 (quarenta e cinco) dias na cidade de São Paulo, de forma inteiramente gratuita, em galeria de pleno conhecimento público; gerar uma série de medidas de acessibilidade em todos os produtos culturais gerados, privilegiando os suportes e apoios mais utilizados pelo segmento PCD.
A realização dos produtos culturais previstos em "Povo Vivo" deverá gerar no público beneficiado um novo olhar para a ancestralidade, recontando a nossa História através dos povos originários espalhados por este vasto território invadido e demarcado como Brasil. Apontando de forma visualmente atraente e ilustrada, o conteúdo reafirma a importância de dar visibilidade aos signos culturais ameríndios, e com isso gerar consciência social e preservação. Os povos originário brasileiros vivem em situação de risco social flagrante. O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) nos informa que pelo menos 208 indígenas foram assassinados no Brasil no ano passado, com os estados do Mato Grosso do Sul, Roraima e Amazonas com 40% das ocorrências. A produção cultural brasileira precisa denunciar essa realidade e também reafirmar as suas culturas, criando as condições ideais para respeito, cidadania e equidade. "Porque o nosso corpo existe em Gaia, ele não existe numa esfera de aço isolada do Mundo. E essa reconexão é de cada um, e ela deve ser feita com carinho (...) tem que motivar a parte sensorial nossa, pra que ela expanda". Assim foram resumidas as metas principiológicas do projeto por Antonio Donato Nobre, Cientista do Sistema Terrestre (Gaia) e Pesquisador do Inpe. Ressaltamos a necessidade do uso do Mecanismo Incentivo a Projetos Culturais para a execução desta proposta, uma vez que se trata de um conteúdo em favor de segmentos vulnerabilizados, com natural dificuldade de arrecadar os recursos necessários de maneira direta, por meio da venda de exemplares. Há que se frisar também as políticas de democratização e acessibilidade (detalhadas em campos específicos) a serem adotadas. O projeto aqui proposto atende aos seguintes incisos do Artigo 1º da Lei 8313/91: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; VII - desenvolver a consciência internacional e o respeito aos valores culturais de outros povos ou nações; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Também se enquadra, no texto da mesma Lei, nos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: e) realização de exposições, festivais de arte e espetáculos de artes cênicas ou congêneres; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
LIVRO - Produto Principal LIVRO - Produto PrincipalMaterial Editorial:Livro "Povo Vivo".1000 (mil) unidades impressas, com até 100 (cem) páginas.Formato "paisagem", Dimensões: 30 x 2 x 30 cm.Tipo de papel: Fosco de alta gramatura.Conteúdo: Imagens fotográficas, chancelas obrigatórias de patrocínio em capas externas e materiais de divulgação, textos curatoriais e ficha técnica do projeto. EXPOSIÇÃO CULTURAL / de ARTES - Contrapartida Social Período expositivo mínimo: 45 (quarenta e cinco) dias Composição de acervo: a) 10 (dez) obras visuais pictóricas, criadas com tintas naturais, e que destacam 10 (dez) lideranças indígenas brasileiras;b) 10 (dez) arquivos de audiodescrição para as obras visuais;c) 14 (catorze) painéis didáticos com a história territorial de povos originários;d) 14 (catorze) arquivos de audiodescrição para os painéis didáticos citados acima.
LIVRO - Produto Principal Acessibilidade Física: Atuação de monitores de acessibilidade, treinados por consultoria especializada, em evento de lançamento; visita técnica para mapeamento e mitigação de obstáculos físicos. Acessibilidade para a pessoa surda: Disponibilidade de intérprete de Libras para momentos de fala em evento de lançamento; sinalização da disponibilidade do serviço em ações comunicacionais de divulgação do evento de lançamento. Acessibilidade para a pessoa cega: Assistivas de áudiodescrição, via QR Code, em imagens do material editorial; Atuação de monitores de acessibilidade, treinados por consultoria especializada, em evento de lançamento; sinalização da disponibilidade do serviço em ações comunicacionais de divulgação do evento de lançamento e também do produto "Povo Vivo" (material editorial). Acessibilidade para a pessoa autista ou neurodivergente: Disponibilidade de abafadores de ruídos para empréstimo no evento de lançamento; criação de guia de previsibilidade sensorial para evento de lançamento. EXPOSIÇÃO CULTURAL / de ARTES - Contrapartida Social Acessibilidade Física: Atuação de monitores de acessibilidade, treinados por consultoria especializada, para mitigação de obstáculos físicos; locação ou doação de rampas móveis, quando necessário; preferência por espaços expositivos adaptados e sem obstáculos, como degraus. Acessibilidade para a pessoa surda: Atuação de intérpretes de Libras em momentos de fala do evento de abertura e em eventos de visita guiada; edição de tradução em Libras em materiais audiovisuais preparados como apoio ao acervo expositivo; Atuação de monitores de acessibilidade fluentes em Libras. Acessibilidade para a pessoa cega: Atuação de monitores de acessibilidade, treinados por consultoria especializada, para mitigação de obstáculos físicos, apoio e mediação; disponibilidade de pelo menos 4 (quatro) totens em relevo, para descrição de imagem pictórica; audiodescrição em QR Code de todos os itens expostos; audiodescrição, via QR Code, dos textos curatoriais presentes na exposição; sinalização nas ações de comunicação da disponibilidade dos serviços relatados. Acessibilidade para a pessoa autista ou neurodivergente: Disponibilidade de abafadores de ruídos para empréstimo no evento de lançamento; criação de guia de previsibilidade sensorial para evento de lançamento.
LIVRO - Produto Principal 1- Distribuição gratuita de material editorial com caráter social ou educativo de 30% dos exemplares produzidos, em patamares superiores ao preconizado pelo artigo 26 da IN em vigor;2- Habilitação de pontos de venda para fins de distribuição gratuita, mediante conferência de critérios estabelecidos pelo item acima, conforme § 7º do Artigo 26. EXPOSIÇÃO CULTURAL / de ARTES - Contrapartida Social 1- Acesso totalmente gratuito ao longo de todo o período expositivo;2- Oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos, incluindo os seus acompanhantes, em 1 (uma) data do período expositivo, beneficiando instituições de apoio a segmentos vulneráveis ou escolas da rede pública de ensino localizadas em área periférica, nos termos do item II do Artigo 47 (IN 2025);3- A Exposição garante a captação e veiculação de imagens das atividades por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos, nos termos do item IV do Artigo 47(IN 2025);4- O projeto irá realizar ação cultural voltada para crianças, adolescentes, jovens e seus educadores por meio de pelo menos 8(oito) datas de visita guiada, nos termos do item VI do Artigo 47(IN 2025).
MARCOS GÓES (Proponente e Artista): Artista Plástico autodidata, trabalha como Auxiliar de Design e Criação na AMETISTA Design, desde 2008, em Lucélia, interior de SP. Estagiário como Designer na Agência PROMarke Audiovisual, e WebDesigner na i7 Connect / Internet Marketing entre 2009/2011. Trabalhou como Diretor de Criação na Agência RARO! Branding e Design entre 2011/2014. Formado em Publicidade e Propaganda pela UNOESTE, Universidade do Oeste Paulista da cidade de Presidente Prudente /SP em 2012. Especialista em Estudos de GRAFISMOS Indígenas com Natalia Branco Marin, pelo Projeto OMAMA, 2013/2014. Curso de Pigmentos e Tintas Naturais, com Jhon Bermond pelo Projeto CRIATIVA TERRA, em 2015. Em 2016 participou da Criação do Coletivo RUDÁ (Rede Urbana de Desenvolvimento Artístico/Ambiental), na cidade de Lucélia /SP. Artista do Projeto CINZAS DA FLORESTA, do Artista Ativista, Mundano SP, em 2022. Artista/Designer no Projeto Agriculturas de Conservação do ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biologia) de Carajás /PR, em 2022. Mestre do Curso de Introdução à Aquarela Natural Botânica, no espaço La Chakana Cultural em Pereque-Açu Ubatuba /SP, em 2023. Mestre do Curso de Introdução ao Desenho, no Ateliê Maninha Jordão, em Angra dos Reis /RJ, em 2023. Idealizador do Evento ARTE CACAU FLOW, em parceria com Rancho Aldeia Beach Club, em Presidente Prudente /SP, em 2024. Idealizador do Evento ARTE YOGA FLOW, em parceria com Chalés Acima das Nuvens, em Campos Jordão /SP, em 2024. Idealizador do Evento ARTE CACAU SONORA, com a Banda Rezamor, em parceria com Chalés Acima das Nuvens, em Campos Jordão /SP, em 2024. Artista Convidado do Evento NOITE CIGANA, em parceria com a Comedoria Literária, em São Bento do Sapucaí /MG, em 2024. Idealizou a primeira exposição autoral do Projeto POVO VIVO, em parceria com o Centro Cultural Matarazzo, Secretaria de Cultura de Presidente Prudente /SP, em 2024. Idealizador do Evento Arte/Terapêutico RITO D’ÁGUA, no Rancho Pôr do Sol, em Presidente Epitácio /SP, em 2025. ELIANE YAWANAWÁ (Curadoria): Mulher indígena brasileira, do povo Yawanawá, originária da Terra Indígena do Rio Gregório, no estado do Acre. Engenheira florestal, artesã, mãe e esposa de Francisco Piyãko, também líder indígena. Defensora ativa da cultura, espiritualidade e dos direitos dos povos indígenas da Amazônia. A liderança desponta com Artes Naturais Étnicas em Tecidos, e é hoje aluna de Técnicas de Desenho, do artista autor do projeto Marcos Goes. BOB KUIKURO (Cineasta): Cineasta e fotógrafo indígena brasileiro do povo Kuikuro, originário do Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Ele utiliza a câmera como uma ferramenta de luta e resistência, documentando os desafios enfrentados por sua comunidade, como invasões de madeireiros, garimpeiros e desmatadores. Em 2018, Bob foi premiado nos Estados Unidos por uma fotografia que denunciava ameaças às florestas e às mudanças climáticas. MRE GAVIÃO (Fotógrafo): Fotógrafo indígena brasileiro, pertencente ao povo Gavião Kyikatêjê, localizado no estado do Pará. Sua trajetória destaca-se por documentar e celebrar a diversidade cultural dos povos indígenas, utilizando a fotografia como ferramenta de resistência e valorização das tradições ancestrais. Seu trabalho abrange registros de eventos significativos, como a Assembleia Xukuru e atividades na Terra Indígena Yanomami, evidenciando seu compromisso em capturar momentos que refletem a realidade e a espiritualidade das comunidades indígenas. Além disso, Mre Gavião participa de iniciativas que promovem a visibilidade indígena no cenário artístico e cultural brasileiro. Than PATAXÓ (Fotógrafo): Fotógrafo indígena brasileiro do povo Pataxó, reconhecido por seu trabalho que une arte, identidade cultural e ativismo. Utilizando a fotografia como ferramenta de resistência, ele documenta e valoriza as tradições, rituais e a vida cotidiana de seu povo, contribuindo para a preservação e divulgação da cultura indígena. Than é membro ativo do coletivo Mídia Borum uma rede de comunicadores indígenas que busca fortalecer a representatividade e a autonomia na produção de narrativas sobre os povos originários. Seu trabalho tem sido destaque em eventos como o Acampamento Terra Livre, onde registra manifestações e encontros de lideranças indígenas de todo o Brasil. JANARON UHÃY PATAXÓ (Designer): Artista indígena multifacetado do povo Pataxó, nascido e residente em Santa Cruz Cabrália, Bahia. Conhecido por sua participação no reality show No Limite 2022, Janaron se destaca como comunicador, terapeuta, tatuador, pescador e guardião da pintura ancestral de seu povo. Sua atuação nas redes sociais e na mídia tem contribuído para a valorização e preservação da identidade indígena, tornando-o uma referência na promoção da cultura Pataxó no cenário contemporâneo. STIVE MEHINAKO (Artesão): Artista indígena brasileiro do povo Mehinako, originário da aldeia Kaupüna, localizada no Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso. Ele atua como artesão, designer e agente indígena de saúde, integrando saberes tradicionais e práticas contemporâneas em seu trabalho. Como artesão e designer, Stive é conhecido por criar peças que refletem a cultura e a espiritualidade de seu povo. Ele utiliza técnicas ancestrais e materiais naturais, como folhas e cascas de árvores, para tingir fios e produzir objetos que carregam a essência do Xingu. Sua colaboração com a designer Maria Fernanda Paes de Barros resultou na coleção “Xingu”, que combina o artesanato indígena com o design contemporâneo, promovendo a valorização da cultura Mehinako. DESCOLONIZA (Empresa de Cinematografia): Distribuidora de cinema independente brasileira, fundada em 2017 por Ibirá Machado, com sede em São Paulo. Seu nome reflete seu compromisso com a descolonização do pensamento, propondo novas reflexões, linguagens e vozes no audiovisual. A empresa prioriza obras dirigidas por mulheres, pessoas negras, indígenas, LGBTQIAPN+ e com temáticas de relevância decolonial, buscando desconstruir narrativas hegemônicas e promover a diversidade cultural. Desde sua criação, a Descoloniza Filmes já levou mais de 25 filmes aos cinemas brasileiros, destacando-se por sua curadoria política e poética.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.