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O projeto Minicria(Culturas) Africanas na Escola Rural consiste na circulação dos espetáculos de bonecos em miniaturas "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan" com apresentações gratuitas em escolas públicas da zona rural e canavieira.
IGBÀ RIRU EWÉ-PEDAÇO DA PRIMAVERAEm um povoado distante na África, Ekon, um pescador da tribo Anhambra, apaixona-se por uma criatura das águas, Kianda. Ekon promete mostrar a Kianda as belezas da primavera na superfície terrosa. Porém, fora d'água, Kianda corre bastante perigo. Classificação Indicativa: LIVREIGBÀ ITANOs olhos mergulham dentro da cabaça para revelar os Awon Itan de Nanã, Iemanjá, Oxum e Oyá, quatro de nossas grandes mães primordiais (Iabás). Histórias, bonecas e cenários em miniatura em contato íntimo com o espectador, contato íntimo entre olhares, cabaça e histórias. O teatro de animação em lambe-lambe dialogando com a tradição das bonecas Abayomi traz a narrativa da criação do homem com o barro de Nanã, Iemanjá como a senhora das cabeças (ORI), Oyá que se transmuta na senhora do fogo e Oxum e suas habilidades de restaurar a manutenção da vida humana. Histórias da tradição oral aprendidas a partir das vivências da Yawó Adefalá (Raquel Franco) junto a Iyalorixá Lu de Yemanja, Bàbá Jr de Odé e todos os mais velhos e mais velhas do Ilé Àṣẹ Ọ̀rìṣànlá Tàlàbí.Classificação Indicativa: LIVRE
OBJETIVO GERAL - Apoiar o desenvolvimento de ações que integrem cultura e educação com a realização de uma circulação dos espetáculos de bonecos em miniatura mambembe "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan" com apresentações gratuitas em escolas públicas no estado de Pernambuco, contemplando zona rural e canavieira; - Incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais, com a descentralização da apresentação artística-teatral em escolas públicas isoladas, fora do alcance dos grandes circuitos de espetáculos; - Valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão com a circulação do Teatro de Formas Animadas e o Teatro de Bonecos produzido no país; - Apoiar as atividades culturais de caráter inovador ou experimental com a circulação dos espetaculinhos em miniatura "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan". OBJETIVOS ESPECÍFICOS - Realizar 20 (vinte) apresentações teatrais, que inclui os espetaculinhos "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan", com entrada gratuita. Serão realizadas 05 (cinco) apresentações por cidade, totalizando 4 cidades durante os cinco meses da fase de produção do projeto;- Alcançar um público de 200 a 300 espectadores por escola, totalizando um mínimo de 4.000 e um máximo de 6.000 espectadores ao final do projeto. - Realizar 04 (quatro) Oficinas de Criação de Bonecos Orgânicos na Escola, sendo 01 (uma) oficina por cidade contemplada pelo projeto; - Alcançar um público de 10 a 20 estudantes por escola, totalizando um mínimo de 40 e um máximo de 80 participantes de oficina ao final do projeto.- Realizar 01 (uma) Curso de Confeccção e Manipulação de Bonecos para o público em geral, com a oferta de 20 (vinte) vagas.
O projeto pretende atender ao inciso II do Artigo 1º da Lei 8313/91 (promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais) "derrubando" os muros da caixa cênica dos grandes edifícios teatrais concentrados nos centros das grandes cidades, e levar os espetáculos de bonecos em miniatura mambembe "Igbà Riru Ewé-Pedaço das Primavera" e "Igbà Itan" para pátios, quadras e salas de aula de escolas públicas da zona rural e canavieira, cuja comunidade escolar tem pouco ou nenhum acesso aos espetáculos teatrais que circulam com maior efervescência pelos teatros da capital pernambucana. O projeto também pretende atender ao inciso I do Artigo 1º da Lei 8313/91 (contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais), por meio da experiência da fruição artística e teatral como direito básico e cultural de todos. "Cultura é ordinária, cultura é igual a feijão com arroz, é necessidade básica, tem que estar na mesa, tem que tá na cesta básica de todo mundo" (Ex-Ministro da Cultura e cantor Gilberto Gil). O projeto se dedica a fortalecer esse compromisso, pegando outras rotas fora dos grandes circuitos de espetáculos, e levando para outras "mesas" isoladas o prazer de apreciar um espetáculo de teatro de bonecos a escolas da rede pública de ensino, contemplando zona rural e canavieira de quatro cidades Pernambucanas. Os espetaculinhos "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan" são espetáculos de bonecos em miniatura inspirados nas companhias mambembes de teatro que, de forma itinerante, chegavam nas comunidades com música e brincadeiras, com roupas coloridas, armavam suas barracas de apresentação, chamavam o público, e o encanto se instaurava com a fantasia e a poesia dos bonecos em suas aventuras e romances. "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera" e "Igbà Itan" são espetaculinhos de Teatro de Formas Animadas pensados e criados sob o caráter da inovação e da diversificação poética das CRIATURAS EM MINIATURAS. São miniespetáculos com mini-histórias contadas por minipersonagens dentro de minicenários. "Pedaço da Primavera", Igbà Riru Ewé em Yorubá, é um espetaculinho inspirado na dramaturgia Romeu e Julieta, de William Shakespeare, e na cultura e estética africanas, que narra o romance de duas criaturinhas fantásticas, confeccionadas com materiais orgânicos representando a água e a terra, que encanta o público com sua poesia e sua plasticidade visual, com um cenário e personagens inspirados nos elementos da cultura africana (a adaptação do espetaculinho para a estética cultural africana foi atribuída por Raquel Franco, uma das criadoras do espetaculinho, e também atriz e bonequeira afro-brasileira, que tem sua pesquisa na arte e na ancestralidade africana). A fruição teatral no ambiente escolar traz um retorno social amplo e positivo, como: desenvolvimento pessoal, a apreciação teatral contribui para o desenvolvimento da consciência individual e social, da empatia e da autoconfiança; promoção da cultura e das artes por meio da democratização do acesso a espetáculos e do fomento da produção artística local; inclusão social de comunidades rurais e canavieiras isoladas por meio da descentralização do teatro, de estudantes com necessidades especiais por meio da Libras em todas as apresentações, e de alunos de diferentes origens socioeconômicas e culturais; desempenho escolar por meio dos estímulos à leitura, à escrita e à memorização que o teatro pode contribuir; consciência de cidadania e de valores por meio das temáticas abordadas nos espetaculinhos sobre respeito à diversidade, promoção da paz e direitos humanos.Na maioria das escolas públicas o teatro é praticamente inexistente, seja pela falta de infraestrutura como um teatro, seja pela falta de professores formados em teatro, seja pela falta de recursos como transporte para levar os(as) estudantes a um teatro ou levar uma obra teatral à escola. Assistir a uma obra teatral gera impactos significativos. O efeito causado no espectador transcende o efeito da diversão. Apreciar teatro abre espaço para a experiência estética, sensorial e emocional do indivíduo. E, dentro da escola, em indivíduos que estão em processo de formação cognitiva, o teatro corrobora na educação estética, artística, cultural, e, também social. Como os espetaculinhos são inspirados na cultura e estética africana e traz temas relacionados com a cultura de matriz afro-brasileira, este projeto também corrobora na promoção da Lei 10.639/03 de 20 de dezembro de 1996, que trata do ensino obrigatório de "História e Cultura Afro-Brasileira e Africanas" nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio. Devido a sua magnitude e o impacto que pretende gerar, é de extrema importância a utilização do mecanismo de incentivo à cultura. A proposta também se enquadra nas seguintes finalidades expressadas no Artigo 1º da Lei 8.313, sendo: III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. O projeto também pretende alcançar os seguintes objetivos do Artigo 3º da mesma lei: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: c) realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore; IV - estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, mediante: a) distribuição gratuita e pública de ingressos para espetáculos culturais e artísticos.
O projeto tem como um dos objetivos promover a criação, a circulação e a continuidade do Teatro de Bonecos produzido no estado de Pernambuco. Temos a tradição dos Mamulengos (o teatro de bonecos fantoches) como patrimônio cultural do estado. O projeto promove a visibilidade do Teatro de Bonecos, chegando em outros públicos longínquos dos centros. Como o projeto tem a ação de formar novas plateias para o teatro, partindo de dentro da educação básica em escolas da zona rural, existe intrinsecamente a ação de estimular a valorização dessa cultura, dessa arte que é o teatro, o teatro de formas animadas, o teatro de bonecos pernambucano. O projeto considera toda a Comunidade Escolar com o objetivo de estender todos os seus benefícios para além dos muros da escola, convidando tanto para as apresentações do espetaculinho quanto para as rodas de conversas as famílias dos/das estudantes, a vizinhança ao redor, além de estudantes, equipe pedagógica os prestadores de serviços escolares. Esses benefícios são a promoção da fruição artística-teatral e o diálogo sobre a cultura africana nas escolas. Aquele/a estudante que nunca foi a uma peça teatral pode ter em casa pais que também nunca tiveram essa oportunidade e ao voltarem para casa terão um novo assunto para conversar e trocarem experiências. O projeto abraça a comunidade em volta para torná-lo mais inclusivo. O projeto tem como foco os espaços públicos de ensino, sejam municipais ou estadual. É estimulada a frequentação das escolas pelos/as estudantes e seus familiares – para além de assuntos escolares –, mas sim como um espaço de troca e fruição artística e cultural. O projeto “tira” o teatro dos grandes edifícios teatrais mais concentrados na capital e “coloca” no pátio, quadra e salas de aula de escolas públicas rurais mais longínquas. Essa revitalização e preservação do espaço público, que é a escola pública, são intrínsecas ao projeto. Em todas as turmas de estudantes em que realizamos a apresentação do espetaculinho, ao final realizamos uma breve mediação sobre o que eles assistiram, se têm curiosidades sobre os personagens, os cenários, a história, para introduzir o tema da criação artística sustentável. Praticamente todo o espetaculinho (cenário e bonecos) foi confeccionado com materiais descartados (tubos de papelão, fios de cobre, hastes de sombrinhas etc.) e materiais orgânicos coletado na natureza (sementes diversas, cascas de árvore, conchas, palha de coqueiro) que foram ressignificado artisticamente. Então sempre mediamos este diálogo sobre a criação artística sustentável, que eles (os/as estudantes) podem confeccionar diversos artefatos com materiais que se encontra na natureza ou que iam para o lixo sem ter que agredi-la. Estimulamos a consciência sustentável no ato da criação artística, que eles podem criar artefatos tão incríveis quanto os que são comprados, senão melhor. O projeto em si já tem a missão de não impactar o meio ambiente em nenhum aspecto, como por exemplo a impressão das peças de divulgação buscamos sempre reutilizar banners anteriores ou material reciclado. Por ser um espetáculo compacto, conseguimos diminuir, ou até eliminar os descartes de materiais durante as apresentações nas escolas, que no máximo são objetos de consumo alimentício e de água. A prática mais forte que adotamos, como dito anteriormente, está na mediação da conversa pós-apresentação do espetaculinho, sobre o tema da criação artística sustentável, estimulando o não descarte e a criação de artefatos.
Os espetaculinhos "Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera” e "Igbà Itan" possuem um formato “pocket” em miniatura, com a manipulação de apenas dois manipuladores de bonecos e com uma área física de apresentação de 2m², possibilita a apresentação do espetaculinho em espaços físicos distintos, desde uma sala de aula para poucas pessoas a uma praça pública lotada. Cada sessão do espetaculinho possui uma duração total de 15 minutos (sendo 5 minutos do espetaculinho em si, e 10 minutos de preparação entre uma apresentação e outra), o que possibilita realizar em 2 horas de apresentação 8 sessões em cada uma das escolas atendidas, o que possibilita ainda mais pessoas assistirem ao espetaculinho de bonecos. A narração gravada dos espetaculinhos é reproduzida por meio de um caixa de som amplificada portatail, o que possibilita a fácil locomoção de um espaço a outro de apresentação.
ACESSIBILIDADE FÍSICA: Todas as três ações serão realizadas em espaços físicos da escola que promovam o fácil acesso para pessoas com mobilidade reduzida, como pátios e a própria sala de aula. Item na planilha: Não se aplica ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA AUDITIVA: Todas as apresentações do espetaculinho “Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera” contarão com uma intérprete de Libras para auxiliar o público surdo ou ensurdecido na tradução simultânea. Item na planilha: Intérprete de Libras ACESSIBILIDADE PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA VISUAL: Todas as apresentações dos espetaculinhos “Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera” e "Igbà Itan" terão, simultaneamente, uma narração descritiva gravada da história para que o público com deficiência visual possa acompanhar e imaginar o espetaculinho. Item na planilha: Não se aplica
As Apresentações Teatrais serão distribuídas de forma gratuita nas escolas públicas, assegurando a democratização do acesso. Os espetáculos de bonecos “Igbà Riru Ewé-Pedaço da Primavera” e "Igbà Itan" têm a Classificação Livre. Toda a comunidade escolar, desde crianças a idosos, pode acompanhar e apreciar a poesia do espetaculinho. A linguagem narrada é de fácil apreensão, o que também garante a ampliação da democratização do acesso a todo tipo de público, de criança a vovô e vovó, alcançando, assim, mais pessoas para a experiência da apreciação teatral. Além da distribuição gratuita à população, adotaremos, como medida de ampliação do acesso, os incisos do Artigo 28 da IN 01/2023: IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; (a disponibilização será através da plataforma YouTube) VII - realizar ação cultural voltada ao público infantil ou infantojuvenil.
NOME/RAZÃO SOCIAL: 50966770 RAFAEL DAYON SOUSA SANTOSFUNÇÃO NO PROJETO: Coordenador de Projeto, Ator-Manipulador e OficineiroMINICURRÍCULO: Empresário cultural, Arte-educador, Ator e Produtor. Graduação em Teatro e em Design (UFPE). Idealiza, coordena e produz projetos de fruição teatral e formação artística voltados para escolas públicas e população vulnerável. NOME/RAZÃO SOCIAL: RAQUEL FRANCO ALMEIDAFUNÇÃO NO PROJETO: Diretora Cênica, Atriz-Manipuladora e OficineiraMINICURRÍCULO: Palhaça Keke Kerubina, Atriz, Diretora, Arte-educadora e Circense há 23 anos. Mestra em Artes Cênicas (UFRN) e graduada em Teatro (UFPE). É fundadora e diretora artística da Trupe Circuluz (PE) de teatro de rua desde 2011. Desenvolve pesquisas sobre a atuação nos espaços públicos e comicidade de raízes afro-brasileiras, com a participação de mestres da cultura popular.NOME/RAZÃO SOCIAL: BRUNA LUIZA DE MIRANDA BARROSFUNÇÃO NO PROJETO: ProdutoraMINICURRÍCULO: Atriz, Diretora, Arte-educadora e Produtora. Graduada em Teatro (UFPE). Coidealizou e produziu o curso “Demiurgia: As Poiésis da Cena - Oficina de iniciação à direção teatral”. Assistente de produção do “Baile do Menino Deus” em 2018 e 2019. Produtora Executiva da websérie “Tudo Arde do Lado de Dentro”, Produtora do curta-metragem "Velhice em Cena", e mais recente esteve como Atriz e Produtora Executiva do curta-metragem “Amor & Apneia”. NOME/RAZÃO SOCIAL: IZABEL CONCESSA PINHEIRO DE ALENCAR ARRAISFUNÇÃO NO PROJETO: Professora de Criação e Manipulação de BonecosMINICURRÍCULO: É professora adjunto da Universidade Federal de Pernambuco. Foi membro do corpo editorial da Revista Móin-Móin: revista de estudos sobre teatro de formas animadas entre 2005 e 2016. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História do Teatro, Teatro de Formas Animadas, Teatro Infantil e Arte Educação, atuando principalmente nos seguintes temas: história do teatro em Pernambuco, produção teatral para a infância e juventude, teatro de animação.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.