| CNPJ/CPF | Nome | Data | Valor |
|---|---|---|---|
| 01612234000152 | CONCESSIONARIA DA RODOVIA DOS LAGOS S/A | 1900-01-01 | R$ 640,0 mil |
| 09387725000159 | CONCESSIONARIA DO RODOANEL OESTE S.A. | 1900-01-01 | R$ 200,0 mil |
| 02451848000162 | CONCESSIONARIA DO SISTEMA ANHANGUERA-BANDEIRANTES S/A | 1900-01-01 | R$ 160,0 mil |
O projeto Escola de Música Casa Amarela Providência, uma iniciativa de inclusão social e desenvolvimento cultural, terá duração de 12 meses e visa a formação musical de 110 jovens do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. O programa oferecerá aulas de violino, viola, violoncelo e percussão além de disciplinas como história da música, percepção musical e prática de conjunto. Estão previstos 8 espetáculos, além de 3 masterclasses com profissionais de notório saber e 5 workshops, que, além de beneficiarem diretamente os alunos, atenderão uma estimativa de 2 mil pessoas, incluindo moradores do Morro da Providência e o público das apresentações em espaços culturais na cidade do Rio de Janeiro.
Plano Pedagógico: Escola de Música Casa Amarela Providência Introdução e Fundamento Metodológico O plano pedagógico articula fundamentos técnicos da escola franco-alemã de violino com uma abordagem decolonial e afrocentrada, promovendo o acesso à educação musical em um território historicamente excluído dos circuitos formais de cultura. O método une excelência técnica, ludicidade e valorização de repertórios de compositores negros, fortalecendo a identidade, o senso crítico e a vivência artística dos participantes. As aulas combinam formação prática e teórica por meio de musicalização, percepção musical, teoria e prática de orquestra, respeitando os diferentes níveis de desenvolvimento dos alunos. Além disso, a vivência musical é integrada à história dos compositores trabalhados, permitindo o cruzamento entre técnica instrumental, consciência cultural e pertencimento territorial. Objetivos Gerais - Oferecer formação musical de qualidade, com base técnica sólida e valorização de repertório negro. - Estimular o desenvolvimento cognitivo, motor, criativo e crítico dos alunos por meio da prática instrumental e coletiva. - Integrar saberes musicais com referências culturais afro-brasileiras, de forma transversal e cidadã. - Promover a democratização do acesso ao ensino de música e a ocupação de espaços culturais por jovens da favela. Princípios Metodológicos - Progressão Técnica: Método estruturado por níveis (iniciante e avançado), com trilhas técnicas adequadas ao ritmo de cada aluno. - Escola Franco-Alemã de Violino: Aplicada a todos os instrumentos de corda do projeto, com foco em articulação, cordas duplas, golpes de arco, mudanças de posição e leitura de partitura. - Abordagem Decolonial: Repertórios e discussões centradas na valorização de compositores negros, suas histórias e produções. - Musicalização Lúdica: Para iniciantes, com brincadeiras, contação de histórias e jogos que facilitam a aprendizagem musical e teórica. - Prática de Conjunto: Como eixo integrador da formação, promovendo escuta coletiva, afinação e disciplina grupal. Componentes Formativos e Conteúdos 1. Aulas de Iniciação (Nível 1 – Iniciante) Instrumentos: violino, viola e violoncelo - Postura do instrumento - Posicionamento dos dedos e nomenclatura das cordas - Coordenação entre mãos e arco - Execução de repertórios simples - Introdução à leitura de partitura - Atividades lúdicas e jogos musicais 2. Musicalização - Aprendizagem por meio de brincadeiras e histórias - Introdução aos elementos da linguagem musical - Rítmica e métrica de forma intuitiva - Leitura de partitura em contexto lúdico 3. Percepção Musical e Teoria - Desenvolvimento auditivo e reconhecimento de notas - Leitura à primeira vista - Formação de acordes e inversões - Análise de estruturas musicais simples - Introdução à composição e improvisação coletiva 4. Aulas Individuais (Nível 2 – Intermediário/Avançado) - Técnica do arco - Escalas e afinação refinada - Mudança de posição - Cordas duplas e articulações complexas - Interpretação de repertório mais elaborado - Acompanhamento individual com plano de desenvolvimento técnico 5. Prática de Orquestra - Ensaios regulares com todos os alunos - Repertório com foco em compositores negros - Trabalho coletivo com regência e ensaio por naipes - Avaliação processual e desempenho coletivo em espetáculos - Avaliação Formativa e Participativa A avaliação será contínua e processual, considerando a evolução técnica, o envolvimento nas atividades e a autonomia dos alunos. Serão utilizados instrumentos como: Fichas individuais de acompanhamento; Registros fotográficos e videográficos; Autoavaliação e roda de feedback; Avaliação diagnóstica para acesso ao módulo avançado; Apresentações públicas como resultado pedagógico
Objetivo GeralO projeto Escola de Música Casa Amarela Providência tem como objetivo ampliar o acesso à educação musical no Morro da Providência, com ênfase na formação musical e práticas de percussão. A proposta adota uma abordagem contra-hegemônica, refletindo os atravessamentos sociais e valorizando a produção de compositores negros. Além disso, incorpora temas transversais que fortalecem a cidadania, a qualificação técnica e a inserção na economia criativa. O projeto também visa preparar os participantes para exames e aprofundar seus conhecimentos em história da música e percepção musical.Objetivos específicos:- Promover formação musical regular de música de câmara para 30 jovens durante 9 meses.- Promover formação musical em instrumentos de percussão, disponibilizando inscrição para até 80 jovens do território durante 9 meses.- Realizar 5 workshops sobre música e Indústria Criativa, com duração de 2 horas, totalizando 10 horas de atividades.- Executar 3 masterclasses com convidados de notoriedade no cenário musical com duração de 1h30min.- Realização de 5 ensaios abertos ao longo da fase de formação do projeto para pessoas do território, no Largo do Cruzeiro, no Morro da Providência.- Promover 8 apresentações musicais com duração de 60 minutos em espaços e/ou equipamentos culturais públicos.- Garantir registro audiovisual da trajetória artística-pedagógica do projeto.- Realizar 1 palestra sobre boas práticas para equipe técnica composta por professores, assistentes de produção, produtor executivo, coordenador geral e instrutores, na etapa de pré-produção, para que estes sejam multiplicadores destas ações.
O projeto Escola de Música Casa Amarela Providência surge da necessidade de ampliar o acesso qualificado à educação musical em territórios historicamente atravessados por desigualdades sociais e culturais, reconhecendo a cultura como vetor estratégico de desenvolvimento humano, cidadania e inclusão produtiva. Implantado no Morro da Providência, território de forte relevância simbólica para a história cultural do Rio de Janeiro, o projeto propõe uma ação continuada de formação musical que articula excelência pedagógica, valorização da cultura afro-brasileira e fortalecimento de trajetórias juvenis.A iniciativa enfrenta desafios estruturais relacionados à baixa oferta de formação artística regular em territórios periféricos, à desigualdade no acesso a bens culturais e à sub-representação de compositores negros nos processos formativos tradicionais. Ao oferecer formação sistemática em música de câmara e percussão, aliada a disciplinas teóricas, práticas coletivas, workshops e masterclasses, o projeto contribui para o desenvolvimento técnico, crítico e social dos participantes, fortalecendo vínculos comunitários e ampliando perspectivas de inserção profissional.O projeto está alinhado aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, especialmente ao ODS 4, ao garantir formação artística continuada para 110 jovens ao longo de 12 meses; ao ODS 10, ao priorizar o acesso de jovens de um território vulnerabilizado; e ao ODS 8, ao qualificar participantes para atuação na economia criativa. Como metas, prevê a formação musical regular dos beneficiários, a realização de apresentações públicas, ações formativas e atividades abertas ao território, alcançando diretamente cerca de 2 mil pessoas e contribuindo para a democratização do acesso à cultura e para a construção de trajetórias mais autônomas e sustentáveis.Artigo 1º — Finalidades do PronacInciso I"Contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais."Justificativa: O projeto promove o acesso gratuito e sistemático à educação musical no Morro da Providência, comunidade marcada por desigualdades sociais, garantindo que jovens tenham acesso às fontes da cultura musical e exerçam plenamente seus direitos culturais. Inciso II"Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais."Justificativa: A proposta valoriza conteúdos locais ao destacar ritmos da cultura popular e ancestralidade afro-brasileira, integrando práticas musicais situadas na Pequena África. Além disso, fomenta a atuação de profissionais da própria região. Inciso III"Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores."Justificativa: Com apresentações públicas, ensaios abertos e masterclasses, o projeto difunde expressões musicais e valoriza compositores negros e manifestações culturais periféricas, contribuindo com a visibilidade de seus criadores.Inciso IV"Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional."Justificativa: Ao reconhecer e promover a percussão como linguagem ancestral e expressão de identidade negra, o projeto protege e valoriza essas expressões culturais historicamente marginalizadas, fundamentais para o pluralismo cultural.Inciso V"Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira."Justificativa: As aulas de percussão e música de câmara, aliadas ao enfoque em cultura popular, asseguram a continuidade de saberes musicais tradicionais e contemporâneos, promovendo seu florescimento em contextos urbanos periféricos.Inciso VIII"Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória."Justificativa: A formação musical aprofundada, os concertos didáticos e o registro audiovisual produzem bens culturais educativos que contribuem para a formação de conhecimento e memória social, com alto valor cultural e pedagógico. Artigo 3º — Objetivos dos projetos incentivadosInciso I _ Incentivo à formação artística e culturalLetra c)"Instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos."Justificativa: O projeto estabelece cursos regulares de música de câmara e percussão na Casa Amarela Providência, instituição sem fins lucrativos. Essa formação musical especializada contribui diretamente para o desenvolvimento técnico e artístico dos participantes. Inciso II _ Fomento à produção cultural e artísticaLetra c)"Realização de exposições, festivais de arte, espetáculos de artes cênicas, de música e de folclore;"Justificativa: As apresentações musicais e ensaios abertos configuram-se como espetáculos de música que integram o processo formativo e artístico do projeto, promovendo a fruição cultural em espaços públicos e equipamentos culturais da cidade. Inciso V _ Apoio a outras atividades culturais e artísticasLetra b)"Contratação de serviços para elaboração de projetos culturais;"Justificativa: O projeto prevê a realização de uma palestra sobre boas práticas na etapa de pré-produção, que envolve orientação técnica para a elaboração de projetos culturais, contribuindo para a formação e autonomia dos jovens artistas na economia criativa.
SUSTENTABILIDADE SOCIOAMBIENTAL A Casa Amarela Providência promove a sustentabilidade social, econômica, cultural, ecológica e ambiental por meio da valorização dos saberes locais, geração de renda para artistas e educadores e fortalecimento da identidade cultural. Integrando os princípios de ESG (Ambiental, Social e Governança), adota práticas sustentáveis como coleta seletiva em eventos, limpeza consciente e uso responsável de recursos. Suas ações incluem formação profissional, reutilização de materiais em atividades artísticas e incentivo ao empreendedorismo comunitário. Além disso, monitora continuamente os impactos sociais e econômicos, garantindo transparência por meio de relatórios regulares e parcerias estratégicas para a sustentabilidade de suas iniciativas. PARCERIAS A Casa Amarela Providência estabelece diversas parcerias para fortalecer suas iniciativas socioculturais na comunidade do Morro da Providência, Rio de Janeiro. As principais colaborações incluem: Fundação "Can Art Change the World?": Criada pelo artista francês JR, cofundador da Casa Amarela, apoia projetos que utilizam a arte como ferramenta de transformação social. Coletivos Locais: - Coletivo Mulheres Independentes da Providência (MiP): Formado por mulheres da comunidade, promove ações de empoderamento feminino e desenvolvimento comunitário.- Colerê: Companhia de dança afro infantil que valoriza a cultura afro-brasileira entre crianças e jovens. Projetos Territoriais: - Festival Novembro Negro: Evento que celebra a cultura negra e promove debates sobre questões raciais. - Projeto Santo Skate: Iniciativa que oferece aulas de skate e construiu uma pista no Morro da Providência, incentivando o esporte entre os jovens. - Cine Clube: Sessões de cinema abertas à comunidade, promovendo acesso à cultura e debates. Projetos internacionais - Inside Out Project: Projeto global de arte participativa que, em parceria com a Casa Amarela, realizou a ação "Casa Amarela - Galeria Providência", transformando o Morro da Providência em uma galeria de arte a céu aberto. ComunicaçãoO Plano de comunicação do projeto será concebido e executado por uma empresa de comunicação do território que será contratada no primeiro mês da pré-produção.
1. Formação Musical para 30 jovensFormação musical continuada para 30 jovens do Morro da Providência ao longo de 9 meses, com aulas teóricas e práticas de música de câmara, percepção musical, história da música e prática de conjunto. As aulas ocorrerão duas vezes por semana, totalizando 6 horas semanais. Haverá também aulas individuais para alunos avançados, com duração estimada de 30 minutos por aluno por semana.2. Práticas de percussão Serão realizadas aulas de Percussão e Cultura Popular que apresentam a percussão como linguagem musical e expressão da ancestralidade, tendo como cenário a região da Pequena África, onde se localiza a Casa Amarela. Ao todo, 80 alunos serão contemplados com formação musical por meio do estudo de ritmos, estruturas, pulsação e da prática coletiva. As aulas acontecerão duas vezes por semana e desenvolverão técnicas instrumentais, escuta ativa e percepção rítmica integradas ao corpo e à musicalidade.3. Ensaios Abertos MensaisRealização de 5 ensaios abertos ao longo da fase de formação do projeto. Os ensaios ocorrerão no Largo do Cruzeiro, no Morro da Providência, com duração aproximada de 1 hora. Serão abertos ao público geral, promovendo integração comunitária e visibilidade ao processo pedagógico da orquestra.4. Apresentações MusicaisRealização de 8 apresentações musicais com duração de 60 minutos em espaços e/ou equipamentos culturais públicos, no formato de concerto didático, com duração superior a 1 hora. O público-alvo são estudantes da rede pública e participantes de projetos sociais. As apresentações atenderão uma estimativa de 2 mil pessoas e visam democratizar o acesso à música de concerto, com repertório voltado à valorização de compositores negros.5. Workshop sobre Indústria CriativaExecução de 1 workshop dividido em cinco módulos temáticos: Direitos Autorais, MEI, Redes Sociais, Plataformas de Streaming, e Mixagem e Produção Musical. Cada tema terá duração de 2 horas, totalizando 10 horas de atividades. O workshop será voltado aos alunos da orquestra, aberto ao público geral, com 20% das vagas destinadas à comunidade local.6. Realização de 3 masterclassesPromoção de 3 masterclasses com profissionais de notório saber e reconhecida carreira musical, realizadas na sede da Casa Amarela, no Morro da Providência. As atividades terão duração de até 1h30, com espaço dedicado para perguntas. As masterclasses serão gratuitas, voltadas prioritariamente aos alunos da orquestra, abertas ao público em geral, com 20% das vagas destinadas à comunidade local. A iniciativa reforça a descentralização cultural e amplia o acesso à formação musical qualificada no território da Pequena África.7. Aula Especial na UNIRIORealização de uma aula especial com duração de 1h30 na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO), proporcionando aos alunos uma vivência acadêmica e integração com músicos profissionais em ambiente universitário.8. Registro AudiovisualProdução de um vídeo final com duração de 15 minutos, reunindo registros das atividades do projeto, incluindo ensaios, apresentações, bastidores e depoimentos. O material será editado e disponibilizado com recursos de acessibilidade, como legendagem.
Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - MÚSICA Acessibilidade física: O projeto será realizado na Casa Amarela Providência, espaço que já possui condições adequadas de acesso. Acessibilidade de conteúdo: Serão utilizados materiais com fonte ampliada e linguagem simples. Professores serão capacitados com foco em acessibilidade atitudinal. Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis Produto: APRESENTAÇÃO MUSICAL Acessibilidade física: Os locais de realização dos concertos contarão com acessibilidade arquitetônica, como rampas de acesso, sanitários adaptados e circulação livre para cadeirantes. Acessibilidade de conteúdo: As apresentações contarão com recursos de acessibilidade comunicacional e legendas. Item da planilha:Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis Produto: CURSO/OFICINA/CAPACITAÇÃO - MÚSICA (Aula especial na UNIRIO) Acessibilidade física: A aula será realizada em espaço da universidade com estrutura acessível, conforme legislação vigente. Item da planilha: Não se aplica (espaço da universidade já atende) Acessibilidade de conteúdo: Será providenciada tradução em Libras e apoio com linguagem simples nos materiais didáticos e falas dos docentes convidados. Item da planilha: Custos de acessibilidade, comunicação e divulgação acessíveis
Democratização do AcessoEm conformidade com o Art. 46 da Instrução Normativa nº 23 de 2025 do Ministério da Cultura, o projeto assegura a democratização do acesso por meio da oferta integralmente gratuita de todas as suas atividades formativas, apresentações e ações culturais. A proposta adota um plano de distribuição que garante entrada franca em todas as atividades, assegurando acessibilidade social e territorial, com prioridade para públicos historicamente excluídos do acesso à cultura e à educação musical, especialmente moradores do Morro da Providência e estudantes da rede pública.As apresentações musicais serão realizadas em espaços e equipamentos culturais públicos, com direcionamento prioritário a públicos de baixa renda, participantes de projetos sociais e comunidades com reduzida oferta cultural. Além disso, os workshops formativos contarão com a reserva mínima de 20% das vagas destinadas a músicos da comunidade, sem qualquer custo, fortalecendo a equidade no acesso às oportunidades de formação artística qualificada.Ampliação do Acesso e Formação de PúblicoEm consonância com o Art. 47 da referida Instrução Normativa, o projeto adota estratégias que ampliam o alcance de suas ações para além do público diretamente beneficiado pelas aulas regulares. A realização de ensaios abertos ao longo do período de formação, em frente à Casa Amarela e em espaços públicos do Morro da Providência, permitirá o contato direto da comunidade com os processos artísticos e pedagógicos, promovendo a formação de público, o fortalecimento de vínculos comunitários e a valorização dos saberes locais.O projeto também prevê ações de ampliação institucional e digital do acesso, como a realização de uma aula especial na UNIRIO, proporcionando aos participantes uma vivência no ambiente universitário, e a disponibilização de registros audiovisuais das apresentações em plataformas digitais, com recursos de acessibilidade como legendas. Essas estratégias contribuem para expandir o alcance do conteúdo artístico-pedagógico, garantindo sua fruição por públicos diversos e geograficamente ampliados.
Coordenação geral: Função desempenhada pelo proponente.Coordenador do projetoMiriam dos Santos Generoso: Mulher preta, favelada, moradora e articuladora territorial do Morro da Providência. Graduada em Direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, mestre em Justiça e Segurança Pública pela UFF e pós-graduanda em Educação e Relações Étnico-Raciais pela Pedagogia pela Liberdade. Co-idealizadora e produtora do Afro Cine Ípadé, cineclube com perspectivas afrocentradas, que promove reflexões sobre a condição da população negra na sociedade. Afroempreendedora e proprietária do Coser da Nêga, voltado à pesquisa e confecção de vestimentas tradicionais ligadas à cultura e danças populares. Coordena o Coletivo MIP – Mulheres Independentes da Providência, atuando como agente de transformação através de práticas de autocuidado e ações educativas que fortalecem saberes, identidades e narrativas do território.Professora de violaJuliane Souza: moradora da comunidade da Mangueira, professora de violino na Casa Amarela e uma das fundadoras e administradoras da Orquestra de Rua. Iniciou os estudos de música no Centro Cultural Cartola, logo após conseguiu uma bolsa de estudos na a Academia Juvenil da Petrobrás Sinfônica, onde se formou após 2 anos. Atualmente é estudante de música na Universidade Federal do Rio de Janeiro e já realizou diversos trabalhos para a Rede Globo como violinista. Tendo em vista que a maioria dos moradores da comunidade não tem acesso ao instrumento clássico, o seu objetivo é transmitir para as crianças e adolescentes tudo que aprendeu e o primordial que é a democratização da música erudita.Professora de violinoGláucia Maciel: violinista, professora de música formada pela UNIRIO e mestranda na UFRJ. Atuou artisticamente em espaços diversos como ruas, escolas, favelas, unidades socioeducativas e Rede Globo. Em 2024, produziu o Festival Música que Transforma e fez turnê na Alemanha com a Orquestra de Rua, destacada pelo New York Times. Regeu a Orquestra do Festival Orquestras Sociais no Theatro Municipal e segue como regente. Tocou com o rapper Bk na turnê Ícaros e no álbum DLRE. Foi premiada pela Lei Aldir Blanc e com o Diploma Heloneida Studart por sua atuação cultural no Rio de Janeiro.Professora de ViolonceloLúrian Moura: Natural de Volta Redonda-RJ, iniciou seus estudos musicais aos 7 anos no projeto “Volta Redonda Cidade da Música”, onde passou por todo o processo de musicalização. Aos 9 anos, começou a estudar violoncelo com a maestrina Sarah Higino e Ronildo Cândido, integrando a Orquestra de Cordas de Volta Redonda. É bacharel em violoncelo pela UNIRIO, sob orientação de Hugo Pilger, e atualmente cursa Licenciatura em Música na mesma instituição. Participou de festivais como Cello Encounter, Vale do Café, Brasil-Alemanha e Rock in Rio (2019 e 2022), com a Nova Orquestra. Fez masterclasses com nomes como Alceu Reis, David Chew, Tania Lisboa e Martin Ostertag. Atuou no espetáculo O Pequeno Príncipe Preto, premiado com o Ubuntu, e integrou a Orquestra da UNIRIO (2015–2019) e a OSC (2018–2019). É violoncelista da Nova Orquestra, Funk Orquestra e educadora no IBME (desde 2019), Solar Meninos de Luz (desde 2022) e Orquestra Light da Rocinha.FotógrafoMaurício Hora: Maurício Hora é fotógrafo, artista visual, curador e liderança quilombola do Quilombo da Pedra do Sal, no Rio de Janeiro. Nascido e criado no Morro da Providência, sua obra investiga as transformações urbanas, a memória e a identidade das favelas cariocas, revelando a complexa relação entre território, arte e resistência. É membro do Comitê Gestor do Cais do Valongo, patrimônio mundial reconhecido pela UNESCO, e fundador da Casa Amarela, criada em 2009 em parceria com o artista francês JR. Em 2017, realizou no BNDES uma grande exposição sobre Canudos e a Providência. Autodidata, Hora se firmou como uma das vozes mais potentes da fotografia social brasileira, com trajetória marcada por exposições no Brasil e no exterior e por projetos que unem arte, memória e inclusão.Consultora PedagógicaCamila Zarite: Artista e educadora, Camila Zarite é gaúcha e vive no Rio de Janeiro desde 2012. É graduada pela UFRJ em serviço social; atua através da interdisciplinaridade entre arte, cultura e educação, desenvolvendo oficinas de artes manuais para crianças. De 2019 à 2020 foi inspiradora griô na escola infantil espaço Cria. Entre 2021 e 2022, foi assistente social da Redes de Desenvolvimento da Maré nos eixos de educação, arte, cultura, memórias e identidades.É atriz e contadora de histórias negras, tendo atuado em diversas companhias de teatro das cidades de Niterói e Rio de Janeiro. Desde 2020 é fundadora e artesã da marca de brinquedos educativos Akoko Nan Educação, cultivando e preservando a memória africana e afro diaspórica no Brasil. Atualmente é educadora no Centro de Educação Casa Amarela da Providência, onde assume a perspectiva do brincar como forma de aprendizado e socialização.Assistente de produçãoLucas Pereira:cria do Morro da Providência.Se iniciou na vida profissional em 2008 com 9 anos de idade no transporte local, onde trabalhou por um longo período.Em 2009 em contato com o artista JR participou do projeto Women are Heroes, viabilizando o deslocamento e o acesso pelo território. Em 2018 trabalhou com contratos e licitações no Hospital Federal dos Servidores, porém precisou interromper a atividade para prestar serviço militar, e dentro de suas atribuições no quartel estava o controle de estoque e logística. Atualmente Lucas é o responsável pelo setor de Logística da Casa Amarela, reabrindo o ciclo que havia iniciado em 2009. Além de ser parte da equipe do projeto Inside Out Brasil, já tendo participado de 15 ações no território.Elaboração do projetoFermento Cultural Produções Artísticas Ltda: produtora especializada na elaboração, gestão e execução de projetos culturais, com foco em leis de incentivo, editais públicos e ações de impacto sociocultural. Fundada em 2010, atua de forma estratégica na articulação entre cultura, território e desenvolvimento social. A Fermento é responsável pela criação de projetos para instituições como o Santuário do Cristo Redentor, Instituto Nubank, MRS e Instituto Terra Nova, entre outras. Com linguagem técnica apurada, compromisso ético e criatividade, a produtora desenvolve propostas consistentes, alinhadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), garantindo solidez conceitual, viabilidade orçamentária e excelência na captação de recursos.
Transferência de recursos entre conta captação e conta movimento no valor de R$1.000.000,00 em 16/03/2026.