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PRONAC 253628Autorizada a captação total dos recursosMecenato

CARNA AFRO MONA IXI 2026

RAFAEL GUIMARAES DE OLIVEIRA
Solicitado
R$ 199,5 mil
Aprovado
R$ 199,5 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Desfiles festivos de caráter musical e cênico
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Datas comemorativas nacionais c/ calendários específicos: Natal, Ano Novo, Páscoa e Festas Populares
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Mateus Leme
Início
2025-11-01
Término
2026-10-31
Locais de realização (1)
Mateus Leme Minas Gerais

Resumo

O projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 propõe a realização de um bloco de carnaval afrocentrado em Mateus Leme/MG, com desfile de rua gratuito, criação de 50 figurinos temáticos inspirados nas tradições de matriz africana, produção de material de comunicação com identidade visual própria, publicação de um catálogo com registros do processo e realização de uma roda de conversa sobre ancestralidade, cultura e memória. A proposta visa valorizar o patrimônio imaterial do Carnaval, promover a cultura afro-brasileira e ampliar o acesso à produção simbólica das comunidades de terreiro.

Sinopse

A estruturação do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 contempla a entrega de produtos culturais diversificados que refletem as suas finalidades principais: preservar o patrimônio cultural imaterial do Carnaval brasileiro e estimular a produção de bens simbólicos vinculados às tradições de matriz africana. Cada produto do projeto é resultado de uma ação concreta prevista em seus objetivos específicos e traduz, em linguagem acessível, os propósitos de valorização da diversidade, promoção da memória coletiva, inclusão social e difusão dos saberes tradicionais. A seguir, apresenta-se o conteúdo de todos os produtos culturais gerados ao longo do projeto, com respectivos resumos descritivos, tendo em vista sua natureza, formato e função dentro do conjunto da proposta.O primeiro produto é o desfile de rua do bloco Carna Afro Mona Ixi 2026, considerado a principal ação pública do projeto e culminância de toda a preparação realizada ao longo das etapas de pré-produção. Esse desfile será realizado entre os dias 14 e 17 de fevereiro de 2026, durante o Carnaval oficial do município de Mateus Leme/MG, em data a ser confirmada com a comissão organizadora local. Trata-se de uma apresentação artístico-cultural em formato de cortejo, com a participação de até 300 pessoas, estruturada por alas temáticas, carro de som, performance de personagens simbólicos, músicos, dançarinos e integrantes da comunidade trajados com figurinos especiais. O desfile é concebido como um espaço de celebração da ancestralidade africana no território urbano, propondo uma leitura afrocentrada do Carnaval, com base em elementos estéticos, sonoros e espirituais oriundos das religiões e comunidades de matriz africana. O percurso será acompanhado por equipe técnica, intérpretes de Libras, sinalização acessível e estrutura de acolhimento. Esse produto é gratuito, de acesso livre e ocorrerá em espaço público, sendo o ápice da experiência cultural proposta pelo projeto.O segundo produto do projeto é o conjunto de 50 figurinos temáticos e acessórios tradicionais afro-brasileiros, que serão desenvolvidos exclusivamente para o desfile. Esses trajes representam uma produção artesanal que une estética carnavalesca e referências rituais dos povos de terreiro, como as indumentárias associadas aos nkisi (divindades do candomblé angola), à iconografia afroatlântica e às simbologias da resistência negra. Cada figurino é concebido com tecidos, bordados, miçangas, contas, adereços de cabeça e outros elementos característicos, pensados para expressar visualmente o elo entre espiritualidade e celebração pública. Além de sua função estética no cortejo, os figurinos são um instrumento pedagógico e de memória, promovendo a valorização dos saberes de costura ancestral e a transmissão de conhecimentos entre gerações. Após o desfile, os figurinos integrarão o acervo cultural do Ponto de Cultura Bakise Mona Ixi, sendo utilizados em exposições, oficinas futuras e ações educativas, garantindo sua circulação e preservação.Outro produto central do projeto é o plano de comunicação e identidade visual, que se desdobra em diversos itens voltados para a divulgação e reconhecimento do projeto junto à comunidade e ao público externo. Esse plano compreende a criação de uma identidade visual única, com logomarca, paleta de cores, tipografia e elementos gráficos inspirados na cultura afro-brasileira. Com base nessa identidade, serão produzidos materiais físicos (cartazes, faixas, camisetas, banners, folders) e digitais (artes para redes sociais, cards informativos, convites eletrônicos e vídeos de divulgação). Esses produtos de comunicação têm como objetivo apresentar o projeto à comunidade, fortalecer seu reconhecimento público, convocar a participação cidadã e ampliar o alcance da proposta para além do território imediato. A linguagem utilizada será acessível, popular e afirmativa, dialogando com públicos diversos. Todo o conteúdo visual será adaptado com recursos de acessibilidade (descrição de imagens, contrastes, fontes legíveis), e os vídeos incluirão Libras, legendas e audiodescrição.O quarto produto a ser entregue é o catálogo cultural Carna Afro Mona Ixi 2026, uma publicação impressa e digital que documentará a trajetória do projeto, seus processos e seus resultados. Com tiragem de 200 exemplares físicos, o catálogo será distribuído gratuitamente a escolas públicas, bibliotecas, centros culturais e entidades parceiras. A versão digital será disponibilizada em formato PDF acessível. O conteúdo do catálogo incluirá registros fotográficos do desfile e dos bastidores, textos curtos de contextualização histórica e cultural, depoimentos de participantes, explicações sobre os figurinos e análises sobre a relação entre o Carnaval e as culturas afro-brasileiras. O catálogo será redigido em linguagem acessível, com cuidado gráfico e editorial, e funcionará como um instrumento de memória, formação e difusão do projeto, permitindo que ele se mantenha vivo mesmo após sua execução. Trata-se de um produto pensado para circular em ambientes formais de ensino, espaços culturais e redes de cultura tradicional, contribuindo para a valorização do patrimônio imaterial do povo negro.O quinto produto é a roda de conversa “Carnaval, Ancestralidade e Resistência Cultural”, atividade formativa que ocorrerá após o desfile, em data a ser definida entre o fim de fevereiro e o início de março de 2026. Trata-se de um evento público, gratuito, aberto à população e destinado ao debate crítico e afetivo sobre os significados da presença negra no Carnaval, a ancestralidade como força de criação e as relações entre memória, festa e território. A roda contará com a participação de mestres da cultura tradicional, pesquisadores da cultura afro-brasileira, lideranças religiosas de matriz africana, artistas do bloco e representantes da comunidade. O conteúdo do encontro será organizado em formato de escuta horizontal, priorizando o relato de experiências e os saberes orais. A atividade será registrada em vídeo e terá transmissão online com tradução em Libras, legenda em tempo real e posterior disponibilização digital. A roda de conversa é um espaço pedagógico e político de troca entre saberes acadêmicos e populares, contribuindo para o fortalecimento das práticas culturais negras como patrimônio coletivo.Por fim, o sexto produto do projeto é o registro audiovisual, que será produzido ao longo das etapas de execução e pós-produção. Trata-se de uma coleta organizada de imagens em vídeo e fotografia, que comporá não apenas os materiais de divulgação, mas também um acervo digital que será utilizado na composição do catálogo e na prestação de contas. O registro contemplará cenas dos preparativos, confecção dos figurinos, ensaios, mobilizações, momentos do desfile e a realização da roda de conversa. Ainda que o projeto tenha retirado do escopo a produção de um documentário específico, o material registrado será de alta qualidade, com edição adequada para compartilhamento em redes sociais e apresentações públicas, funcionando como documento vivo da experiência. Parte desse conteúdo será disponibilizada online, promovendo a circulação do projeto em diferentes plataformas e fortalecendo sua visibilidade enquanto prática cultural afrocentrada. O acervo gerado será armazenado pelo ponto de cultura, podendo ser reutilizado para fins educativos, formativos e institucionais, com acesso garantido à comunidade.Cada um desses produtos foi concebido como parte de um processo contínuo de criação, participação, visibilidade e legado. São ações concretas, mensuráveis e documentáveis, que expressam a essência do projeto: transformar o Carnaval em um espaço de afirmação identitária, justiça histórica e celebração dos saberes ancestrais afro-brasileiros. O conjunto desses produtos representará uma contribuição significativa para a salvaguarda das culturas negras em Minas Gerais e para o fortalecimento da cultura ancestral como parte do patrimônio cultural brasileiro.

Objetivos

Objetivo GeralO projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 tem como objetivo geral promover, salvaguardar e valorizar o patrimônio cultural imaterial do Carnaval brasileiro, a partir da realização de um bloco afrocentrado que articule as culturas tradicionais de matriz africana à festa popular, fomentando a produção simbólica, a memória coletiva e a apropriação social de elementos afro-brasileiros no contexto carnavalesco. A proposta visa construir um espaço de visibilidade e fortalecimento das tradições culturais de terreiro no município de Mateus Leme/MG, oferecendo à população uma experiência artística, educativa e política que resgata a ancestralidade como força viva de criação e resistência.Para tanto, o projeto se ancora nas finalidades previstas pela Lei nº 8.313/1991, especialmente na preservação do patrimônio cultural e histórico (material e imaterial) e no estímulo à produção de bens culturais de valor universal, compreendendo que o Carnaval, para além de uma festa popular, constitui-se como campo de disputa de sentidos e narrativas sobre a identidade brasileira. Nesse sentido, o Carna Afro Mona Ixi 2026 propõe um Carnaval de terreiro, onde os tambores, as vestimentas, os cortejos e os cantos de tradição africana ganham centralidade como forma de expressão cultural legítima, potente e educativa.Objetivos Específicos -Realizar um desfile de bloco de rua com temática afro-brasileira no município de Mateus Leme/MG, durante o período oficial do Carnaval 2026, com duração de até 6 horas e participação estimada de 300 pessoas, promovendo a visibilidade das tradições culturais de matriz africana em espaço público.-Desenvolver e executar um plano de comunicação e identidade visual afrocentrada, incluindo a criação de logotipo, material gráfico (cartazes, camisetas, banners e conteúdos para redes sociais), campanha digital e ações de mídia local, promovendo o engajamento e a divulgação do projeto antes, durante e após o evento.-Elaborar e publicar um catálogo digital e físico com imagens e textos que documentem o processo formativo e artístico do projeto, com tiragem de 200 exemplares para distribuição gratuita em escolas, bibliotecas e centros culturais da região, ampliando o alcance da memória e da reflexão sobre o papel das culturas afro-brasileiras no Carnaval.-Realizar uma roda de conversa pós-Carnaval, com a presença de lideranças culturais, pesquisadores, representantes de comunidades tradicionais e participantes do bloco, debatendo a importância do Carnaval como instrumento de memória, resistência e afirmação das tradições de matriz africana.-Criar 50 figurinos temáticos e acessórios para integrantes do bloco, inspirados em divindades de matriz africana, utilizando tecidos, miçangas e outros elementos tradicionais, confeccionados por artesãos e costureiras da comunidade, promovendo a valorização dos saberes locais.

Justificativa

A realização do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 justifica-se plenamente no uso do Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto pela Lei nº 8.313/1991 (Lei Rouanet), como instrumento fundamental para garantir a viabilidade, a sustentabilidade e a ampliação do impacto sociocultural desta iniciativa. A natureza do projeto, voltada à valorização das culturas tradicionais de matriz africana no contexto do Carnaval brasileiro, demanda recursos específicos para sua execução, e insere-se diretamente nas finalidades e objetivos legais do Programa Nacional de Apoio à Cultura _ PRONAC.O Carnaval, embora consagrado como uma das mais potentes manifestações culturais do país, continua sendo profundamente atravessado por desigualdades de acesso aos meios de produção cultural, especialmente no que tange à presença e à centralidade das comunidades negras, periféricas e de tradição oral. Blocos populares que emergem da ancestralidade afro-brasileira enfrentam dificuldades estruturais para financiamento, visibilidade e continuidade de suas ações. É nesse contexto que a utilização da Lei de Incentivo à Cultura se revela imprescindível, pois permite não apenas captar recursos financeiros, mas também legitimar o projeto no campo das políticas públicas de cultura e inscrevê-lo no mapa das ações estratégicas de promoção da diversidade cultural brasileira.A proposta do Carna Afro Mona Ixi 2026 visa a realização de um bloco de carnaval afrocentrado, articulando a potência do Carnaval com os saberes, práticas e simbologias dos povos de terreiro. Para tanto, propõe ações como o desenvolvimento de figurinos temáticos, a produção de materiais gráficos e de comunicação, a realização de uma roda de conversa sobre memória e identidade e a publicação de um catálogo documental do projeto. Essas ações exigem custos com produção artística, materiais, profissionais da cultura, impressão, logística, acessibilidade e infraestrutura, os quais não podem ser integralmente arcados por receitas espontâneas ou autogestão comunitária, especialmente em um contexto econômico de escassez de recursos públicos e privados destinados à cultura afro-brasileira.A escolha do mecanismo de incentivo fiscal se ancora juridicamente nos incisos I, II, III, IV, V, VI e VIII do Art. 1º da Lei nº 8.313/1991, que estabelecem como finalidades do PRONAC:I _ Facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais: o projeto garante acesso gratuito às manifestações culturais que promove, com especial atenção à inclusão de públicos historicamente marginalizados.II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais: sendo realizado no município de Mateus Leme/MG, o projeto mobiliza artistas, artesãos, griôs e fazedores de cultura locais, fortalecendo os elos comunitários de produção simbólica.III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores: ao articular o universo das tradições de matriz africana com o Carnaval, o projeto reconhece e difunde saberes populares e religiosos que historicamente foram excluídos do protagonismo cultural.IV _ Proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional: o bloco Carna Afro Mona Ixi constitui-se como plataforma de expressão das culturas afro-brasileiras e dos terreiros, reconhecendo sua relevância na formação da identidade nacional.V _ Salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira: ao investir em oficinas de figurino e identidade visual baseada em referências culturais ancestrais, o projeto preserva modos tradicionais de criação e transmissão cultural.VI _ Preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro: a proposta atua diretamente na salvaguarda do Carnaval como bem imaterial, conforme registrado no IPHAN, e na preservação dos elementos africanos que o compõem.VIII _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória: o projeto produz conteúdos que articulam tradição e inovação, ancestralidade e atualidade, com potencial formativo e memória social.No que diz respeito aos objetivos estabelecidos pelo Art. 3º da Lei 8.313/1991, o Carna Afro Mona Ixi 2026 contempla de maneira clara e concreta diversos dispositivos, com destaque para:Art. 3º, Inciso II _ Fomento à produção cultural e artística, especialmente nas alíneas:a) Produção de vídeos e obras culturais (como o catálogo e os registros do evento);c) Realização de festivais e espetáculos de artes cênicas, música e folclore (o desfile do bloco é um espetáculo de rua com essas dimensões);e) Realização de festivais e espetáculos congêneres.Art. 3º, Inciso III _ Preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico, por meio da:d) Proteção do folclore, do artesanato e das tradições populares nacionais.Art. 3º, Inciso IV _ Estímulo ao conhecimento dos bens e valores culturais, com destaque para:a) Distribuição gratuita e pública de ingressos ou acesso às ações culturais;b) Realização de estudos e registros culturais (como no caso do catálogo e da roda de conversa).Art. 3º, Inciso V _ Apoio a outras atividades culturais e artísticas, contemplando:c) Ações não previstas nos incisos anteriores, mas consideradas relevantes pelo Ministério da Cultura, como a valorização da cultura afro-brasileira no Carnaval.Diante disso, é possível afirmar que o projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 não apenas se enquadra formalmente nas diretrizes da Lei de Incentivo à Cultura, mas também responde com profundidade aos seus princípios estruturantes: democratização do acesso, valorização da diversidade, fortalecimento da memória social e combate às desigualdades históricas no campo da cultura. O uso da Lei Rouanet, portanto, não é apenas justificável, mas absolutamente necessário para que o projeto possa atingir sua potência simbólica, política e educativa, assegurando que as culturas de matriz africana possam ocupar seu lugar legítimo no maior espetáculo cultural do país: o Carnaval.

Especificação técnica

O detalhamento técnico dos produtos do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 consiste na descrição pormenorizada dos aspectos operacionais, estruturais, logísticos e funcionais de cada entrega cultural prevista, evidenciando o planejamento necessário para garantir a realização eficiente, acessível e qualificada de todas as etapas. Esses produtos são interdependentes e articulados entre si, resultando em uma experiência cultural coletiva que mobiliza produção simbólica, formação, memória e presença pública. A seguir, apresenta-se o detalhamento técnico de cada um dos produtos do projeto, considerando critérios como dimensões, materiais, equipe envolvida, tempo de execução, formato e forma de entrega.O primeiro e mais complexo produto técnico é o desfile de rua do bloco Carna Afro Mona Ixi 2026, ação principal do projeto. O desfile ocorrerá em via pública do município de Mateus Leme/MG, com percurso aproximado de 800 metros, estimando-se uma duração de até 6 horas. A realização do cortejo exige uma série de estruturas logísticas, técnicas e humanas, que incluem: contratação de carro de som com estrutura de palco móvel, sistema de áudio completo (mesa de som, caixas amplificadas, microfones com fio e sem fio), equipe técnica de sonorização, condutor habilitado do veículo e auxiliares. Será montado um ponto de apoio com tenda, cadeiras, mesa de atendimento, banheiro químico acessível e pontos de hidratação. O cortejo será composto por cerca de 300 participantes, distribuídos entre alas temáticas, grupo de percussão, músicos, cantores, corpo de dança e personagens performáticos. O percurso será sinalizado com faixas e placas, haverá presença de monitores de rua, orientadores de público e equipe de segurança privada. A equipe de produção será responsável pela autorização junto ao poder público, elaboração do plano de trânsito em parceria com a Prefeitura, e articulação com a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros para garantir segurança. O evento será gratuito, aberto ao público e contará com intérprete de Libras e ponto de recepção acessível.O segundo produto é a criação de 50 figurinos temáticos e acessórios afro-brasileiros, desenvolvidos para os integrantes do bloco. Os figurinos serão inspirados nos elementos simbólicos e estéticos das religiões de matriz africana, especialmente o candomblé angola. Cada figurino será composto por saia ou calça, bata ou blusa, turbante ou cocar, adereços de pescoço e punho, além de elementos decorativos como colares, búzios, bordados e miçangas. A produção envolverá a contratação de até 4 costureiras locais, 2 bordadeiras, 2 artesãos de acessórios e 1 coordenador artístico responsável pela concepção estética dos trajes. Os materiais utilizados incluirão tecidos de algodão, linho e viscose, miçangas, fitas, paetês, colares, contas e aviamentos diversos. O processo de confecção será iniciado na pré-produção, com previsão de duração de até 60 dias, e será documentado em registros audiovisuais. Os figurinos serão entregues prontos e identificados por tamanho, cor e personagem representado, e sua conservação pós-desfile será feita pelo ponto de cultura, que manterá o acervo disponível para atividades futuras.O terceiro produto é o plano de comunicação e identidade visual do projeto, que será elaborado por uma equipe composta por 1 designer gráfico, 1 redator social media, 1 coordenador de comunicação e 1 fotógrafo. A identidade visual será desenvolvida com base em símbolos da estética afro-brasileira, utilizando grafismos africanos, cores quentes (como vermelho, amarelo, marrom, dourado e laranja) e elementos que remetam às tradições de terreiro, como búzios, palhas, instrumentos musicais e grafismos tribais. A partir dessa identidade, será produzida uma série de materiais gráficos, incluindo: 30 cartazes A3 coloridos em papel couché, 300 panfletos A5 frente e verso, 10 faixas de lona com 3 metros de largura para espaços públicos, 50 camisetas para a equipe e participantes do bloco, e banners verticais para uso em pontos estratégicos. No ambiente digital, serão criadas 30 postagens para redes sociais, 10 vídeos curtos promocionais, 5 cards educativos e convites digitais para a roda de conversa. Todo o material contará com descrições acessíveis, audiodescrição nos vídeos e versão em Libras. A veiculação será feita durante toda a pré-produção e execução do projeto, com apoio de mídia local e parceiros culturais.O quarto produto é o catálogo cultural Carna Afro Mona Ixi 2026, com tiragem de 200 exemplares físicos e versão digital em PDF acessível. A publicação terá 32 páginas em papel couchê 120g, com capa colorida, lombada grampeada e impressão em cores. O conteúdo será composto por fotografias do desfile e dos bastidores, textos de contextualização histórica sobre o bloco, depoimentos de integrantes e lideranças religiosas, explicações sobre os figurinos e análises sobre o papel da cultura afro-brasileira no Carnaval. A curadoria editorial será feita pelo dirigente do projeto em conjunto com um designer gráfico e um revisor. A diagramação respeitará critérios de acessibilidade (fontes ampliadas, contrastes adequados e legendas explicativas). A distribuição dos exemplares físicos será realizada em escolas públicas, bibliotecas, centros culturais, coletivos afro e terreiros parceiros. A versão digital será disponibilizada no site do ponto de cultura e nas redes sociais do projeto, com divulgação dirigida à comunidade acadêmica, artistas e pesquisadores.O quinto produto é a roda de conversa “Carnaval, Ancestralidade e Resistência Cultural”, prevista para o final de fevereiro de 2026. A roda ocorrerá em local acessível, com capacidade para até 150 pessoas sentadas, preferencialmente em auditório de escola ou centro cultural municipal. O espaço contará com mesa para convidados, sistema de som com microfones, projeção de imagens, intérprete de Libras e equipe de apoio à acessibilidade. O evento terá duração de até 3 horas, com abertura cultural, apresentações breves dos convidados, diálogo com o público e encaminhamentos coletivos. Participarão da roda até 6 convidados: entre eles, lideranças de terreiro, pesquisadores acadêmicos, representantes do bloco, artistas populares e agentes culturais. Haverá registro audiovisual completo da atividade, transcrição em tempo real (closed caption) e publicação posterior do conteúdo em vídeo com legendas e audiodescrição. O evento será gratuito, aberto à população e funcionará como ferramenta de formação crítica e de escuta popular.O sexto e último produto é o registro audiovisual do projeto, que será desenvolvido por uma equipe composta por 1 videomaker, 1 fotógrafo e 1 editor de vídeo. O objetivo é realizar a documentação de todas as etapas do projeto, desde a pré-produção (reuniões, confecção de figurinos, mobilizações) até a execução do desfile e da roda de conversa. O registro será realizado com câmera profissional, microfones, estabilizador e iluminação auxiliar, com foco em captar momentos de bastidores, falas de participantes, detalhes dos figurinos e cenas emblemáticas do desfile. O material será organizado em acervo digital, com fotografias editadas em alta resolução e vídeos curtos para publicação nas redes sociais do projeto. Um compilado de até 10 minutos será produzido com formato institucional para uso futuro da instituição proponente. Os conteúdos serão disponibilizados no YouTube, Instagram e site institucional, respeitando os critérios de acessibilidade e licenciamento para uso livre e educativo.Esses produtos representam não apenas entregas formais, mas expressam o compromisso do projeto com a qualidade cultural, o acesso público, a preservação da memória afro-brasileira e a afirmação das tradições de terreiro como patrimônio vivo da sociedade.

Acessibilidade

A acessibilidade é um dos pilares estruturantes do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026, não apenas como exigência legal, mas como compromisso ético com a democratização do acesso à cultura. Considerando que o projeto se propõe a atuar diretamente na valorização do patrimônio imaterial do Carnaval e das culturas tradicionais de matriz africana — ambas expressões com forte enraizamento popular —, é fundamental garantir que todas as pessoas, independentemente de suas condições físicas, sensoriais, cognitivas ou sociais, possam usufruir plenamente das ações culturais oferecidas. Para tanto, o projeto contempla duas dimensões complementares de acessibilidade: física e de conteúdo, de forma transversal e integrada às suas atividades.No que se refere à acessibilidade física, o projeto prevê a adaptação dos espaços utilizados para as ações públicas, em especial o local de concentração e dispersão do bloco de carnaval, a sede de realização da roda de conversa e o ambiente de lançamento do catálogo. Essas adequações incluem a instalação de banheiros químicos acessíveis a cadeirantes, com barras de apoio e espaço interno ampliado, em quantidade proporcional ao público estimado; a existência de rampas de acesso em calçadas ou estruturas provisórias quando necessário, permitindo a entrada e circulação de pessoas com mobilidade reduzida; e a sinalização tátil e visual nos pontos estratégicos do evento, como início do cortejo, pontos de apoio e áreas de atendimento.Além disso, durante a roda de conversa e no lançamento do catálogo, será garantida a reserva de assentos preferenciais para pessoas com deficiência, idosos e gestantes, além de dispor de orientadores treinados para atendimento a esse público. O mapeamento prévio do percurso do desfile incluirá avaliação de obstáculos, acessos e calçadas, com apoio da Secretaria Municipal de Obras e Mobilidade para a eliminação de barreiras temporárias. A organização do evento também contará com uma equipe de apoio capacitada para auxiliar no deslocamento de pessoas com deficiência, garantindo segurança, conforto e autonomia.No campo da acessibilidade de conteúdo, o projeto compreende que a inclusão plena só é possível quando o conteúdo cultural é compreensível e acessível a todas as formas de percepção e comunicação. Por isso, o material gráfico e digital produzido para divulgação do projeto (cartazes, postagens, vídeos promocionais, convites e apresentações) contará com tradução simultânea em Libras e legendas descritivas, garantindo acesso a pessoas surdas e com deficiência auditiva. Os vídeos também incluirão audiodescrição, permitindo que pessoas com deficiência visual compreendam os elementos visuais essenciais das imagens, como figurinos, cenas e ambientações.Durante a roda de conversa, será disponibilizado intérprete de Libras presente durante toda a atividade, além da transcrição escrita do conteúdo em tempo real (closed caption), viabilizando o acompanhamento para surdos e pessoas com dificuldades de processamento auditivo. Os materiais impressos, como o catálogo do projeto, terão uma versão digital em PDF acessível (narrável por leitores de tela), além de uma tiragem reduzida em Braille, com conteúdo resumido e curadoria visual. Também será organizada uma visita sensorial guiada, com foco nas indumentárias e elementos simbólicos do bloco, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão possam vivenciar texturas, materiais e significados das vestimentas utilizadas, com acompanhamento de mediadores especializados.Para o desfile, a equipe de produção destinará um ponto de apoio reservado e acessível ao público com deficiência, com sinalização visível e localização privilegiada para que possam acompanhar o cortejo com segurança e conforto. Um profissional de acessibilidade cultural acompanhará o evento, garantindo a aplicação das medidas previstas e o acolhimento de todas as demandas que surgirem no decorrer da programação. As postagens nas redes sociais do projeto terão texto alternativo (descrição de imagens) e vídeos com legenda embutida, garantindo acesso também ao conteúdo online do projeto.Além das medidas físicas e comunicacionais, o Carna Afro Mona Ixi 2026 buscará parcerias com organizações locais de pessoas com deficiência, instituições de ensino inclusivo e conselhos municipais de direitos da pessoa com deficiência, tanto para validação das estratégias propostas quanto para ampliar o alcance das ações de acessibilidade. Essa escuta ativa da comunidade é fundamental para garantir que as soluções propostas respondam a demandas reais e promovam a participação cidadã na experiência cultural.A preocupação com a acessibilidade não se resume, portanto, ao cumprimento normativo, mas é parte indissociável do conceito do projeto, que se propõe a celebrar a ancestralidade africana, a ocupação do espaço público e o direito à festa como manifestação da dignidade humana. Ao incorporar práticas de acessibilidade desde a concepção até a execução do projeto, Carna Afro Mona Ixi 2026 afirma seu compromisso com a pluralidade de corpos, vozes e experiências, honrando o legado das culturas de terreiro ao mesmo tempo em que promove uma cultura de paz, respeito e inclusão.

Democratização do acesso

A democratização do acesso constitui uma diretriz essencial do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026, alinhando-se não apenas às exigências formais da política pública de fomento cultural, como a Lei nº 8.313/1991, mas também ao compromisso ético-político do projeto com a justiça social, a visibilidade das culturas de matriz africana e o direito universal à fruição cultural. Ao trabalhar com o Carnaval — manifestação registrada como patrimônio imaterial do Brasil pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) — e com os saberes ancestrais afro-brasileiros, o projeto reconhece que essas expressões culturais têm origem nas camadas populares e periféricas da sociedade, devendo retornar a esses territórios não apenas como espetáculo, mas como instrumento de empoderamento, diálogo, pertencimento e continuidade cultural.A principal ação pública do projeto é a realização de um desfile de bloco de rua com entrada gratuita e irrestrita, garantindo o livre acesso de toda a população ao evento principal, que ocorrerá em espaço aberto no município de Mateus Leme/MG durante o período oficial do Carnaval de 2026. O desfile será concebido como uma experiência sensorial, visual e sonora, protagonizada por pessoas negras, artistas da cultura tradicional de terreiro e membros da comunidade local, representando a pluralidade dos corpos, dos saberes e das expressões estéticas da matriz africana. Para garantir a participação efetiva da comunidade, a organização promoverá campanhas informativas e convites comunitários, com foco nas regiões periféricas e nos bairros mais afastados do centro da cidade, utilizando meios de comunicação populares, como rádios comunitárias, carros de som, redes sociais, panfletos e articulações com lideranças locais.Além do desfile, o projeto prevê a produção e distribuição gratuita de um catálogo cultural impresso e digital, com textos explicativos, registros fotográficos e depoimentos dos envolvidos, de forma a documentar e ampliar a memória da iniciativa. Serão produzidos 200 exemplares físicos, que serão distribuídos gratuitamente para escolas públicas, bibliotecas municipais, centros culturais e organizações comunitárias da região. A versão digital será disponibilizada em formato acessível (PDF narrável) no site e nas redes sociais do projeto, podendo ser acessada e compartilhada por qualquer pessoa com conexão à internet.Como forma de amplificar o acesso às etapas criativas e formativas do projeto, será organizada uma roda de conversa gratuita e aberta ao público, com o tema “Carnaval, Ancestralidade e Resistência Cultural”. Essa atividade reunirá mestres e mestras da cultura popular, pesquisadores, lideranças de comunidades de terreiro, artistas do bloco e integrantes da equipe de produção, criando um espaço horizontal de troca de saberes e experiências. A roda de conversa será transmitida ao vivo pela internet, com tradução em Libras e legendas em tempo real, garantindo a acessibilidade e o alcance nacional da atividade. A gravação do evento permanecerá disponível nas plataformas digitais do projeto, como forma de perenizar o conteúdo e ampliar sua difusão.Com o objetivo de ampliar ainda mais o envolvimento da comunidade local e garantir sua participação ativa na construção do desfile, será realizado um ensaio aberto nas semanas que antecedem o evento. O ensaio, também gratuito, ocorrerá em local público e central, com estrutura simplificada, permitindo à população acompanhar de perto os preparativos do cortejo, interagir com os artistas e colaboradores, conhecer as músicas-tema do bloco e participar da construção coletiva da proposta. O ensaio aberto será, assim, uma forma de educação estética, sensibilização cultural e mobilização social, promovendo o sentimento de pertencimento e valorização da iniciativa.Embora o projeto não preveja formalmente a realização de oficinas ao longo de sua execução — tendo em vista a revisão dos objetivos específicos —, ele incorporará momentos de mediação cultural espontânea durante o desfile e a roda de conversa, especialmente voltados ao público jovem e aos frequentadores ocasionais, por meio de distribuição de panfletos educativos com glossário de termos da cultura afro-brasileira, explicações sobre os símbolos dos figurinos e pequenas falas de conscientização transmitidas no sistema de som do cortejo. A equipe de produção também disponibilizará materiais digitais educativos, como cards informativos e vídeos curtos, para circulação nas redes sociais, com linguagem acessível e conteúdo visual atrativo.Outro eixo importante da democratização do acesso será a parceria com escolas públicas do município, especialmente do ensino fundamental e médio. Serão desenvolvidas ações de articulação com professores e coordenadores pedagógicos para que alunos possam acompanhar os momentos-chave do projeto, como o desfile e a roda de conversa, seja presencialmente ou por meio dos conteúdos online gerados pelo projeto. A equipe do Carna Afro Mona Ixi também oferecerá exemplares do catálogo e material audiovisual às escolas como ferramenta pedagógica complementar, incentivando o uso dos conteúdos como base para debates em sala de aula sobre cultura, história africana e identidade.Quanto à comercialização dos produtos do projeto, vale destacar que nenhum produto será vendido ao público, em consonância com o caráter público e formativo da iniciativa. O desfile, a roda de conversa, o catálogo e os conteúdos digitais serão ofertados de maneira gratuita e acessível. Os figurinos criados para o bloco — embora produzidos com grande apuro estético e valor simbólico — não serão comercializados, e sim utilizados exclusivamente no contexto do desfile e, posteriormente, armazenados como acervo cultural do ponto de cultura Bakise Mona Ixi, podendo ser reaproveitados em futuras ações expositivas, educativas e performáticas da instituição.Em termos de público estimado, o projeto pretende alcançar cerca de 300 pessoas diretamente no desfile, além de outras 150 durante a roda de conversa e um número ainda maior por meio das ações de divulgação online e dos materiais distribuídos digitalmente, especialmente considerando a capilaridade das redes sociais. A transmissão ao vivo da roda de conversa e a disponibilização do conteúdo online também permitem a participação de pessoas de outras regiões do Brasil, inclusive de comunidades tradicionais, instituições culturais e centros acadêmicos interessados na temática afro-brasileira e na salvaguarda do Carnaval como bem imaterial.Em síntese, o Carna Afro Mona Ixi 2026 articula diversas estratégias de ampliação e democratização do acesso, ancoradas nos princípios da gratuidade, da territorialidade, da acessibilidade e da inclusão. Ao descentralizar a produção cultural, reconhecer saberes tradicionais e investir na formação de público, o projeto propõe uma vivência carnavalesca comprometida com a equidade cultural, a memória coletiva e a efetivação do direito de todos à cultura.

Ficha técnica

O dirigente proponente do projeto Carna Afro Mona Ixi 2026 é Rafael Guimarães de Oliveira, que atua como integrante do Ponto de Cultura Bakise Mona Ixi, localizado no município de Mateus Leme/MG, reconhecido formalmente pelo Ministério da Cultura como espaço de referência em ações culturais, educativas e formativas vinculadas às tradições de matriz africana. Rafael terá papel fundamental no planejamento, na gestão e no acompanhamento geral das etapas do projeto, exercendo funções estratégicas e operacionais como responsável legal e coordenador institucional da proposta. Sua atuação se insere tanto no âmbito político e institucional do projeto quanto no acompanhamento de campo das ações, assegurando a coerência entre os princípios do ponto de cultura e os objetivos propostos.Enquanto membro da instituição proponente, Rafael será o responsável direto por assinar contratos e prestar contas junto aos órgãos de fomento e fiscalização, conforme as exigências da Lei nº 8.313/1991 e os normativos complementares do Ministério da Cultura. Ele coordenará a articulação entre os diferentes setores do projeto, acompanhando o trabalho da equipe executiva, validando o cronograma de atividades, mediando o diálogo com a comunidade e os parceiros locais, e garantindo que as diretrizes de acessibilidade, contrapartida social e valorização da cultura afro-brasileira sejam integralmente respeitadas. Também será de sua competência a mediação com a Prefeitura Municipal de Mateus Leme, especialmente com a Secretaria de Cultura, no que se refere à definição do calendário oficial do desfile, à autorização para uso de espaço público e à logística do evento.No período da pré-produção, Rafael participará ativamente do processo de planejamento técnico do projeto, contribuindo com a definição da equipe de produção e da rede de fornecedores. Ele acompanhará de perto a criação da identidade visual do bloco e a elaboração dos materiais gráficos e digitais, assegurando que a comunicação do projeto reflita os valores simbólicos das tradições de matriz africana. Também será o responsável por convocar e supervisionar a equipe envolvida na confecção dos figurinos temáticos e adereços do bloco, composta por costureiras, artesãos e artistas locais com atuação reconhecida nas comunidades culturais e religiosas da região.Durante a execução do projeto, e especialmente nos dias de realização do desfile do bloco Carna Afro Mona Ixi 2026, Rafael atuará na coordenação geral do cortejo, monitorando os tempos de entrada, o trajeto, o apoio às alas, a disposição da equipe técnica e o cumprimento das medidas de segurança e acessibilidade. Ele será também o interlocutor direto junto ao poder público e à imprensa, promovendo a visibilidade do projeto e apresentando os fundamentos do bloco à população de forma didática e afetiva. Além disso, terá papel de destaque na roda de conversa “Carnaval, Ancestralidade e Resistência Cultural”, onde atuará como facilitador da escuta, mediador das falas e elo entre os participantes e a comunidade, ativando saberes tradicionais por meio da oralidade e da memória coletiva.Na etapa de pós-produção, Rafael será o principal responsável pela curadoria do catálogo cultural do projeto, validando conteúdos, imagens e textos produzidos, bem como garantindo a fidedignidade dos registros e o respeito às tradições culturais representadas. Também coordenará o processo de avaliação interna do projeto junto à equipe técnica, organizando os dados e os indicadores de resultado, e supervisionará a elaboração dos relatórios narrativo e financeiro, prestando contas conforme exigido pela legislação vigente. Durante todo o ciclo do projeto, Rafael atuará ainda como agente mobilizador, promovendo a articulação do Carna Afro Mona Ixi com outros pontos de cultura, terreiros de tradição angola, coletivos artísticos, movimentos negros e entidades de base comunitária, fortalecendo redes de apoio e troca de experiências.Sua presença constante no território e sua atuação direta nas dimensões política, estética, espiritual e educativa do projeto são diferenciais essenciais para o êxito da proposta. Não se trata apenas de um gestor institucional, mas de um fazedor de cultura enraizado nas práticas de matriz africana, com forte legitimidade social, vivência comunitária e conhecimento profundo das linguagens e valores que fundamentam a ação cultural proposta. Rafael Guimarães de Oliveira carrega consigo não apenas a responsabilidade legal da execução do projeto, mas também o compromisso ancestral de proteger, afirmar e transmitir os saberes que estruturam o povo de terreiro no contexto brasileiro. Currículo Resumido – Rafael Guimarães de OliveiraRafael Guimarães de Oliveira é produtor cultural, gestor comunitário e membro do Ponto de Cultura Bakise Mona Ixi, situado em Mateus Leme/MG. Atua há mais de 15 anos na promoção, registro e valorização das culturas tradicionais de matriz africana, com ênfase nas expressões de terreiro, nas artes rituais e nos saberes do povo de Angola. É idealizador de diversos projetos culturais realizados com apoio de editais públicos e programas de incentivo, incluindo oficinas de corte e costura ancestral, cursos de confecção de miçangas religiosas, formações sobre indumentária de culto, práticas de oralidade sagrada e iniciativas de introdução à capoeira como patrimônio imaterial.Rafael também é pesquisador independente, com estudos voltados para a memória coletiva das comunidades negras em Minas Gerais, os vínculos entre cultura e espiritualidade, e os processos de transmissão intergeracional do saber ancestral. Tem ampla experiência em elaboração, gestão e acompanhamento de projetos culturais voltados à preservação do patrimônio imaterial e atua como assessor e consultor para coletivos culturais interessados em acessar políticas públicas de fomento, especialmente os mecanismos da Lei Rouanet, da PNAB e dos editais estaduais e municipais. Seu trabalho como articulador político-cultural é reconhecido em diversas redes e movimentos afro-brasileiros.Como dirigente do ponto de cultura, Rafael articula ações culturais com responsabilidade social, protagonismo comunitário e compromisso com a diversidade, tendo coordenado atividades com impacto direto em populações negras, periféricas, LGBTQIA+ e em situação de vulnerabilidade. É conhecido por sua atuação como mediador entre o campo religioso de matriz africana e as políticas públicas de cultura, promovendo o respeito às identidades tradicionais e a inserção das práticas de terreiro nos debates sobre cidadania, direitos culturais e combate ao racismo estrutural.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.