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Caravana Brincante do Patrimônio Vivo é um projeto de circulação cultural que promove o encontro entre o Teatro de Mamulengo e outras expressões do patrimônio imaterial brasileiro, como o Bumba Meu Boi e as Congadas, por meio de ações gratuitas em seis cidades do MA, MG e DF. A proposta contempla apresentações teatrais, oficinas de formação, exibição de curtas-metragens, exposição de bonecos e fotografias, além da produção de vídeos-resumo e um minidocumentário. As atividades ocorrerão em espaços públicos e comunitários, com estrutura completa, acessibilidade e foco em formação, memória e valorização de mestres e brincantes da cultura popular. O projeto terá duração de nove meses, com ações de pré-produção, execução e pós-produção
1. Espetáculo de Mamulengo – Mamulengo Fuzuê Espetáculo de teatro de formas animadas, protagonizado pelo grupo Mamulengo Fuzuê, com ênfase no humor popular, improviso, crítica social e narrativas tradicionais. A dramaturgia é construída com base na oralidade e na interação com o público. As apresentações terão classificação indicativa livre, duração média de 45 minutos e contarão com recursos de acessibilidade: intérprete de Libras e audiodescrição ao vivo com equipamento de rádio transmissor.2. Apresentações de Grupos Locais (Bumba Meu Boi e Congadas) Serão realizadas 12 apresentações de manifestações tradicionais brasileiras, com participação de grupos locais convidados em cada território. No Maranhão, haverá apresentações de Bumba Meu Boi (sotaques variados). Em Minas Gerais, grupos de Congada e Guardas de Moçambique. No Distrito Federal, o histórico Boi do Seu Teodoro. As apresentações terão classificação livre e duração média de 1h, com inclusão de público e acessibilidade comunicacional garantida. Essas ações valorizam a ancestralidade, a religiosidade e o protagonismo popular nos territórios.3. Oficinas de Formação – Patrimônio Imaterial e Audiovisual com Celular Serão realizadas 12 oficinas presenciais (2 por cidade), com carga horária média de 3 horas cada. Uma oficina terá como tema a salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro, com foco no Teatro de Mamulengo, Bumba Meu Boi e Congadas. A outra será voltada ao uso de dispositivos móveis (celulares) para registro e preservação de expressões culturais. As oficinas são voltadas a estudantes, educadores e lideranças comunitárias, com metodologia participativa e materiais pedagógicos acessíveis. Classificação indicativa: a partir de 10 anos.4. Exposição Cultural – Fotografias e Bonecos de Mamulengo A exposição será composta por 30 fotografias licenciadas de manifestações da cultura popular e 40 bonecos do acervo da Associação Fuzuê. As imagens retratam mestres, brincantes, festas populares, cortejos e bastidores dos folguedos. A curadoria prioriza a diversidade regional e o protagonismo comunitário. A exposição será montada em espaços acessíveis e contará com placas descritivas, além de QR Codes com links para audiodescrição dos objetos e imagens. Classificação indicativa livre.5. Exibição de Curtas-Metragens Cada cidade receberá uma sessão com três curtas-metragens (total de 6 sessões). A curadoria prioriza obras com temática ligada à cultura popular, patrimônio imaterial e memória oral. Em cada sessão, serão exibidos dois filmes produzidos no estado visitado e um com origem em outro território brasileiro, permitindo diversidade de repertórios. Os filmes terão até 20 minutos de duração cada, serão exibidos com legenda descritiva (LSE) e terão classificação indicativa livre. As sessões ocorrerão em espaços com estrutura de som e projeção acessíveis.6. Vídeos de Divulgação (pré-itinerância) Serão produzidos 6 vídeos curtos (até 1min30) para divulgação da proposta em cada cidade. Esses vídeos terão versões com Libras, audiodescrição e LSE, com linguagem clara, poética e convocatória. O objetivo é mobilizar o público e sensibilizar os territórios para as atividades. Serão veiculados em redes sociais, aplicativos de mensagens e veículos parceiros.7. Vídeos-Resumo (1 por cidade) Serão produzidos 6 vídeos-resumo, com cerca de 1 a 2 minutos cada, reunindo imagens das atividades culturais e formativas em cada cidade. Os vídeos destacarão cenas das apresentações, oficinas, exposições e depoimentos do público, com versões acessíveis (Libras, LSE e Audiodescrição). Serão publicados nas redes sociais e no site oficial do projeto.8. Minidocumentário Final (10 a 15 minutos) Produto audiovisual com cerca de 10 a 15 minutos de duração, reunindo depoimentos de mestres, artistas, educadores e público participante. O minidocumentário apresentará a proposta da Caravana, registros das ações em diferentes cidades e reflexões sobre o papel da cultura popular na educação e na identidade brasileira. Terá classificação indicativa livre e será finalizado com versões acessíveis em Libras, LSE e Audiodescrição, além de legendas em inglês e espanhol para acesso internacional.9. Site Oficial do Projeto Plataforma digital responsiva, bilíngue (português, inglês e espanhol), com recursos de acessibilidade (V-Libras, Trinity Audio, contraste e navegação por teclado). O site reunirá o acervo completo do projeto: fotos, vídeos, textos, minidocumentário, kits pedagógicos, resultados quantitativos e qualitativos. Funcionará como repositório público de memória, salvaguarda e referência educativa. Classificação indicativa livre.
Objetivo GeralPromover a valorização, salvaguarda e difusão de saberes e expressões do patrimônio imaterial brasileiro — como o Teatro de Mamulengo, o Bumba Meu Boi e as Congadas — por meio da realização de uma caravana cultural com ações gratuitas e acessíveis em seis cidades dos estados do Maranhão, Minas Gerais e Distrito Federal. A proposta visa fortalecer a memória coletiva, fomentar o intercâmbio entre mestres e novos públicos, estimular a formação cultural e registrar, de forma sensível e contemporânea, o encontro entre tradições populares e linguagens audiovisuais.Objetivos EspecíficosRealizar 12 apresentações teatrais do Mamulengo Fuzuê, sendo duas em cada uma das seis cidades atendidas (MA, MG e DF), promovendo o acesso a uma manifestação reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil;Realizar 12 apresentações de grupos locais, sendo:4 apresentações de Bumba Meu Boi no Maranhão (2 em São Luís e 2 em Açailândia);6 apresentações de Congadas em Minas Gerais (2 em cada cidade: Nova Lima, Sabará e Belo Horizonte);2 apresentações do Bumba Meu Boi do DF, grupo tradicional de matriz maranhense com forte presença na capital;Realizar 6 sessões de exibição de curtas-metragens, sendo 1 por cidade, com 3 filmes por sessão (2 regionais e 1 nacional), totalizando 18 filmes exibidos com curadoria prévia e acessibilidade em legenda descritiva (LSE);Montar e manter 6 exposições culturais itinerantes, com 30 fotografias licenciadas sobre cultura popular e cerca de 40 bonecos de mamulengo do acervo da Associação Fuzuê, acompanhadas por textos acessíveis e QR Codes com audiodescrição;Realizar 12 oficinas gratuitas, sendo duas por cidade:Uma oficina sobre patrimônio imaterial, com foco em salvaguarda e valorização de manifestações populares como o mamulengo, o boi e a congada;Uma oficina sobre registro audiovisual com celular, voltada à memória e documentação de práticas culturais, com foco em estudantes e professores de escolas públicas;Distribuir 360 kits pedagógicos ao público das oficinas, com caderno temático, QR Code com acesso ao acervo digital e brindes confeccionados por artesãos locais, promovendo o vínculo entre formação e valorização de mestres e artistas populares;Produzir e disponibilizar 6 vídeos-resumo (até 1min30 cada), com registros das ações realizadas em cada cidade, com versões acessíveis em Libras, LSE e audiodescrição;Produzir e lançar 1 minidocumentário institucional (duração de até 15 minutos), com depoimentos, bastidores e registros das ações da caravana, também com acessibilidade completa;Criar e manter 1 site institucional do projeto, com acessibilidade integrada (V-Libras, Trinity Audio, contraste, descrição de imagens e navegação por teclado), reunindo todos os conteúdos produzidos: vídeos, fotos, textos, dados sistematizados e materiais pedagógicos;Garantir acessibilidade plena em 100% das ações presenciais e digitais, com intérprete de Libras, audiodescrição ao vivo com rádio transmissor e fones para o público, materiais adaptados, textos descritivos e versões acessíveis para vídeos;Atender um público presencial estimado de 3.600 pessoas, ao longo das ações realizadas nas seis cidades, priorizando escolas públicas, espaços comunitários e populações com menor acesso a bens culturais;Ampliar o impacto digital do projeto com ao menos 5.000 acessos únicos à plataforma online, distribuindo conteúdos acessíveis a educadores, pesquisadores, artistas e gestores culturais de diferentes regiões do país;Contribuir para a formação de público e fortalecimento das redes de salvaguarda do patrimônio imaterial brasileiro, com ênfase na articulação entre tradições populares e práticas audiovisuais acessíveis.
A realização da Caravana Brincante do Patrimônio Vivo por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/91) se justifica pela sua natureza pública, formativa e descentralizada. O projeto visa democratizar o acesso à cultura e promover a salvaguarda de expressões do patrimônio imaterial brasileiro, como o Teatro de Mamulengo, o Bumba Meu Boi e as Congadas, por meio de uma circulação interestadual gratuita com oficinas, apresentações, exposições e produção de conteúdos acessíveis. Realizado em seis cidades do Maranhão, Minas Gerais e Distrito Federal, o projeto propõe ações em espaços públicos ou comunitários, com impacto direto em comunidades historicamente com baixa oferta de políticas culturais estruturadas.A proposta se enquadra nas finalidades do Programa Nacional de Apoio à Cultura _ Pronac, conforme a Lei nº 8.313/91:Art. 1º _ FinalidadesInciso I _ Facilitar, a todos, o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Inciso IV _ Apoiar projetos que visem à difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória.Art. 3º _ ObjetivosI-a _ Estímulo à formação artística e cultural da população, especialmente de crianças e jovens, com ênfase em atividades pedagógicas, oficinas e ações educativas com abordagem territorial e comunitária;I-b _ Garantia de pleno exercício dos direitos culturais, com foco em acessibilidade plena (Libras, audiodescrição, legendas descritivas, materiais adaptados e site acessível);I-c _ Valorização e difusão das manifestações culturais brasileiras, especialmente as vinculadas a tradições populares e saberes ancestrais;II-d _ Estímulo e proteção aos valores culturais dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira, com enfoque na diversidade étnico-racial e regional.Além da consonância com a Lei Rouanet, o projeto também dialoga com marcos legais e normativos importantes das políticas públicas de cultura:Decreto nº 3.551/2000, que institui o Registro de Bens Culturais de Natureza Imaterial;Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial da UNESCO (2003), ratificada pelo Brasil;Política Nacional de Cultura Viva, que reconhece a centralidade dos saberes populares e do protagonismo comunitário na produção simbólica brasileira.Cada manifestação central do projeto possui reconhecimento legal como Patrimônio Cultural, o que reforça a legitimidade da proposta:O Teatro de Mamulengo foi registrado como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2015 pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional _ IPHAN;O Bumba Meu Boi do Maranhão foi registrado como Patrimônio Cultural Brasileiro em 2011 e reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO em 2019;As Congadas de Minas Gerais, Reinado ou Moçambique, estão em processo de registro junto ao IPHAN desde 2022, sendo reconhecidas como práticas de forte enraizamento afro-brasileiro e relevância na preservação da memória negra.Ao reunir essas três expressões, o projeto promove um encontro entre tradição, memória e contemporaneidade. Trata-se de uma proposta que atua tanto na difusão cultural, quanto na formação cidadã, promovendo oficinas gratuitas voltadas a estudantes e professores, com materiais pedagógicos que permanecerão disponíveis online, gratuitamente, em uma plataforma acessível.Além disso, a Caravana Brincante do Patrimônio Vivo contribui com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 da ONU, alinhando-se a metas concretas:ODS 4 _ Educação de Qualidade: promovido por meio das 12 oficinas gratuitas, voltadas a estudantes e professores da rede pública, com foco em patrimônio imaterial e registro audiovisual com celular, atendendo 240 participantes diretamente;ODS 10 _ Redução das Desigualdades: presente no acesso gratuito e acessível a todas as atividades do projeto, incluindo apresentações culturais, oficinas, exibições de filmes e exposições em territórios de vulnerabilidade social e baixo investimento cultural;ODS 11 _ Cidades e Comunidades Sustentáveis: fortalecido por ações que estimulam o reconhecimento e a salvaguarda do patrimônio cultural imaterial local, reforçando o pertencimento e a identidade comunitária por meio da ocupação simbólica dos espaços públicos;ODS 16 _ Paz, Justiça e Instituições Eficazes: concretizado pela promoção dos direitos culturais, do diálogo intergeracional e da articulação entre mestres populares, educadores e comunidades, em atividades pautadas pela diversidade, pelo respeito e pela cidadania.Ao longo da itinerância, estima-se um público presencial total de aproximadamente 4380 pessoas, distribuído entre:3.600 espectadores nas apresentações culturais (mamulengo, boi e congadas);360 participantes nas oficinas formativas;180 espectadores nas sessões de curtas-metragens;240 visitantes nas exposições culturais (bonecos e fotografias).O apoio por meio da Lei de Incentivo é fundamental para a viabilização do projeto, uma vez que sua complexidade logística, suas demandas técnicas e o compromisso com acessibilidade plena tornam inviável a execução com recursos próprios ou de pequeno porte. A renúncia fiscal possibilita que a iniciativa privada apoie ações de interesse público, com resultados mensuráveis e de impacto direto.Em resumo, a Lei Federal de Incentivo à Cultura é o mecanismo mais adequado para garantir a realização qualificada, inclusiva e sustentável da Caravana Brincante do Patrimônio Vivo, contribuindo para o fortalecimento das redes de salvaguarda, para a democratização do acesso à cultura e para a valorização de saberes ancestrais que integram a diversidade da cultura brasileira.
A execução da Caravana Brincante do Patrimônio Vivo foi desenhada com alto nível de planejamento técnico e logístico, visando garantir fluidez nas ações, otimização de recursos e segurança operacional durante a itinerância por seis cidades em três estados brasileiros. Para tanto, serão realizadas visitas técnicas prévias a todas as cidades, com o objetivo de verificar a viabilidade dos espaços escolhidos, as condições de acessibilidade, a infraestrutura de apoio local e a logística de montagem. Essas visitas envolverão deslocamento da equipe técnica (produção executiva, coordenação de produção e filmmaker) e permitirão a adequação dos materiais de divulgação, contratos e planejamento operacional.Toda a estrutura física do projeto será levada a partir do Distrito Federal, base da Associação Fuzuê, incluindo equipamentos de som, projeção, iluminação, mobiliário expositivo, cenário, bonecos, figurinos, elementos de sinalização, material gráfico, copos reutilizáveis, crachás de identificação e camisetas da equipe. Para isso, será utilizado um caminhão plotado com a identidade visual do projeto, que circulará em todas as cidades, atuando como suporte visual, técnico e funcional da caravana. A equipe viajará em van ou carro utilitário, de modo a garantir conforto e eficiência no deslocamento entre estados e municípios.A equipe da caravana contará com 13 profissionais fixos, com atribuições distribuídas entre áreas artísticas, técnicas, de acessibilidade e documentação audiovisual. São eles:1 produtora executiva1 coordenador(a) de produção2 assistentes de produção1 técnico de som1 técnico de iluminação1 roadie (montagem e apoio técnico)1 filmmaker (registro audiovisual)1 fotógrafo still1 cenógrafo2 intérpretes de Libras (revezamento a cada 15 minutos)1 audiodescritor (com microfone e rádios transmissores)A equipe artística do Mamulengo Fuzuê será formada por 1 bonequeiro e 2 músicos (que atuam também como brincantes e narradores), responsáveis por 12 apresentações teatrais ao longo do projeto.Em cada cidade, um(a) produtor(a) local será contratado(a) para apoio logístico, articulação com os grupos locais convidados e suporte na mobilização territorial. Essa descentralização permite enraizamento das ações e favorece a articulação com coletivos culturais, escolas e associações comunitárias. A presença de produtores locais também facilita a resolução de imprevistos e a gestão de recursos de forma mais eficiente.Os espaços escolhidos para a realização das ações incluem praças públicas, centros culturais e escolas, com infraestrutura mínima para adaptação técnica e medidas de acessibilidade. Todos os locais serão previamente vistoriados para garantir segurança, acessibilidade física e condições adequadas de montagem.Além da exibição de curtas, oficinas e exposições, o projeto contará com materiais institucionais personalizados, como camisetas, crachás e copos reutilizáveis, fortalecendo a identidade da ação e promovendo práticas sustentáveis. O projeto também gera um acervo digital duradouro, com potencial de reaplicação em outros territórios.Importante destacar que o modelo da Caravana Brincante do Patrimônio Vivo foi desenhado com potencial de replicabilidade. O mesmo formato pode ser aplicado futuramente com outros folguedos brasileiros e em diferentes regiões do país, adaptando-se às culturas locais, sem perda de identidade. Essa flexibilidade metodológica e estrutural reforça o caráter inovador da proposta, que articula tradição, circulação, salvaguarda e formação.Por fim, destaca-se que o projeto será gerido com rigor documental e técnico, garantindo a entrega de todos os produtos pactuados, a prestação de contas conforme as exigências do mecanismo de incentivo e a devolutiva pública dos resultados. O projeto já conta com experiência acumulada da Associação Fuzuê em ações similares, incluindo apresentações, exposições, oficinas e circulação em território nacional e internacional.Além disso, destacamos que os custos vinculados à acessibilidade e comunicação acessível compreendem a contratação e o pagamento de mão de obra especializada (intérpretes de Libras, audiodescritores, designer gráfico, editor de vídeo com foco em acessibilidade), bem como serviços e materiais diretamente relacionados à execução dessas ações, como carro de som, impressão de materiais gráficos, plotagem de sinalização acessível, tradução interlinguística (Libras/português), legendagem descritiva, audiodescrição e recursos digitais de acessibilidade em todos os vídeos e no site do projeto. Esses custos são imprescindíveis para garantir que o projeto atenda de forma plena à democratização do acesso e às políticas públicas de inclusão cultural, conforme exigido pela legislação vigente.No que se refere aos custos administrativos, informamos que estes seguem integralmente os parâmetros definidos no Art. 12 da Instrução Normativa da Lei nº 8.313/91.Esses custos serão fundamentais, especialmente durante a etapa de produção itinerante, para viabilizar a alimentação, hospedagem e transporte da equipe administrativa da caravana, assegurando condições dignas de trabalho e plena execução das atividades em campo. A gestão será feita com responsabilidade fiscal, respeitando o limite de 50% por item dentro da rubrica de administração, conforme determina a legislação.O projeto também contará com parcerias com as prefeituras e secretarias municipais de educação e cultura das cidades contempladas, que serão articuladas para viabilizar o transporte gratuito de estudantes da rede pública até os locais de realização das atividades. A proposta é que cada município disponibilize ao menos um ônibus escolar ou transporte equivalente por dia de programação, garantindo o acesso de crianças, jovens e educadores às apresentações, oficinas, exposições e exibições de filmes. Essa ação fortalece a dimensão formativa do projeto, amplia a democratização do acesso e consolida vínculos com políticas públicas locais de cultura e educação.
1. Apresentações de Mamulengo (12 apresentações no total)Duração: 40 a 50 minutosFormato: Teatro de formas animadas ao ar livre ou em espaços comunitáriosEquipamentos: Palco desmontável (ou estrutura adaptada), sonorização local, iluminação básica, figurinos, adereços, instrumentos musicais típicosAcessibilidade: Intérprete de Libras, audiodescrição ao vivo via rádio transmissorClassificação indicativa: LivrePúblico estimado: 300 pessoas por apresentação2. Apresentações de Grupos Locais – Bumba Meu Boi e Congadas (12 apresentações no total)Duração: 1 horaFormato: Apresentações ao ar livre, cortejos ou roda performática, com música e dançaMateriais: Indumentárias e instrumentos tradicionais de cada grupo; apoio técnico com som, iluminação e palco adaptado quando necessárioAcessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição ao vivoClassificação indicativa: Livre3. Oficinas de Formação (12 no total – 2 por cidade)Temas: (1) Patrimônio Imaterial e Salvaguarda | (2) Registro Audiovisual com CelularCarga horária: 4 horas cada oficinaMateriais: Celulares (dos participantes), projetor, flipcharts, cartazes, canetas, caixas de som, fones de ouvido, microfones de lapela (em demonstrações), apostilas e cadernos temáticos impressosProjeto pedagógico: Enfoque na educação popular, metodologias ativas, mediação horizontal e valorização da experiência local dos participantesAcessibilidade: Intérprete de Libras e audiodescrição em tempo realClassificação indicativa: a partir de 10 anosPúblico estimado: até 30 participantes por oficina4. Exposição de Fotografias e Bonecos de MamulengoConteúdo: 30 fotos emolduradas e 40 bonecos originais do acervo da Associação FuzuêDimensões: Fotografias em tamanho A3 e A2; bonecos com média de 60 cm cadaEstrutura: Exposição modular adaptável, com estandartes, biombos, suporte de tecido ou painel MDF; placas informativas com textos acessíveis e QR Codes com audiodescriçãoMateriais: Impressões fotográficas em papel couché fosco, molduras de madeira, suportes metálicos ou de PVC para os bonecos, iluminação difusa direcionadaAcessibilidade: Audiodescrição via QR Code, sinalização simples, altura acessível para todos os públicosClassificação indicativa: Livre5. Sessões de Exibição de Curtas (6 sessões – 3 filmes cada)Formato: Sessões com projeção digital, totalizando 18 filmes exibidosDuração: Média de 15 a 20 minutos por filmeEquipamentos: Projetor de 4000 lúmens ou superior, tela de 3x2m, caixas de som com mesa de áudio e microfone para mediaçãoAcessibilidade: Todos os filmes com Legenda Descritiva (LSE)Curadoria: Filmes com temática ligada à cultura popular e memória, priorizando produção local e nacional independenteClassificação indicativa: LivrePúblico estimado por sessão: até 30 pessoas6. Vídeos de Divulgação (6 vídeos)Duração: até 1min30 cadaFormato: vídeos verticais e horizontais, pensados para redes sociais e WhatsAppConteúdo: Convocação para participação no projeto, com imagens de bastidores e arte localEdição: Com recursos de acessibilidade – Libras, LSE e AudiodescriçãoEquipamentos utilizados: câmera DSLR, gravador de áudio, software de edição (Premiere, DaVinci ou similar)7. Vídeos-Resumo por cidade (6 vídeos)Duração: 1 a 2 minutos cadaFormato: Reels e vídeos documentais curtos, com foco nas atividades realizadas em cada cidadeConteúdo: Imagens das apresentações, bastidores, oficinas, público participante e depoimentosAcessibilidade: Versões com Libras, Audiodescrição e LSEPublicação: Redes sociais, site e envio para imprensa8. Minidocumentário Final (1 vídeo)Duração: 10 a 15 minutosConteúdo: Depoimentos de artistas, mestres, público, registros das apresentações e bastidores do projetoRoteiro: Baseado nos princípios da memória, salvaguarda e celebração das culturas popularesEdição: Inclusão de tarjas animadas, créditos, trilha sonora original e versões acessíveis (Libras, LSE, Audiodescrição); também será legendado em inglês e espanholEquipamentos utilizados: câmeras DSLR, microfones boom, lapela, iluminação portátil, estabilizador de imagem9. Site Oficial do ProjetoEstrutura: Página responsiva, trilingue (PT, EN, ES), com seções para acervo (vídeos, fotos, textos), equipe, agenda, materiais pedagógicos, relatórios e contatoRecursos de acessibilidade: Plugin V-Libras, Trinity Audio, contraste ajustável, navegação por tecladoPlataforma: Wordpress com design adaptado para acessibilidadeHospedagem: Servidor com alta disponibilidade, domínio personalizadoAcessibilidade: Navegação para leitores de tela, imagens com descrição, vídeos com versões acessíveisManutenção: Atualização de conteúdo durante toda a itinerância, com arquivos em PDF e HTML acessíveis10. Kits Pedagógicos (360 unidades)Conteúdo:1 caderno temático impresso com conteúdo sobre mamulengo, Bumba Meu Boi e Congadas;1 QR Code com acesso ao acervo digital e materiais extras;1 brinde artesanal (miniatura de mamulengo ou item simbólico produzido por artesão local)Material: Papel reciclado, impressão colorida, envelope de papel kraft com carimbo do projetoAcessibilidade: Linguagem clara e simples, fonte ampliada, contraste adequado; versão digital compatível com leitores de tela
A Caravana Brincante do Patrimônio Vivo foi concebida com compromisso integral com a acessibilidade, garantindo que todas as etapas e produtos do projeto possam ser usufruídos por pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, tanto nos espaços físicos quanto nos conteúdos culturais e pedagógicos. A proposta adota medidas específicas em duas frentes: Acessibilidade Física e Acessibilidade de Conteúdo, atendendo às diretrizes da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015), da legislação cultural vigente e das boas práticas de inclusão em eventos culturais. 1. Acessibilidade FísicaAs atividades presenciais do projeto ocorrerão em espaços públicos ou comunitários previamente vistoriados, buscando garantir condições mínimas de mobilidade, segurança e conforto para todos os públicos. Serão priorizados locais com estrutura acessível ou passíveis de adaptação com apoio da produção local. As ações para acessibilidade física incluem:Montagem de estrutura com piso nivelado, evitando degraus e desníveis que dificultem o acesso de cadeirantes ou pessoas com mobilidade reduzida;Rampas de acesso instaladas nas áreas com desníveis (quando necessárias), garantindo entrada e circulação segura nos espaços de apresentações, exposições e oficinas;Tendas e mobiliário acessível, com espaço adequado entre cadeiras e mesas para circulação de cadeiras de rodas ou acompanhantes;Reservas de assentos preferenciais na plateia para pessoas com deficiência, mobilidade reduzida, idosos e acompanhantes;Banheiros com acessibilidade, incluindo alças de apoio e espaço adequado para uso por pessoas com deficiência.Durante toda a realização, haverá apoio da equipe de produção para orientação do público com deficiência, assegurando que o acesso aos espaços seja acolhedor e eficiente. 2. Acessibilidade de ConteúdoTodas as ações culturais, formativas e de comunicação do projeto contarão com recursos de acessibilidade comunicacional e sensorial, assegurando que pessoas surdas, cegas, com deficiência intelectual ou outras condições específicas possam compreender e participar plenamente do conteúdo.As medidas previstas incluem:Intérprete de Libras nas apresentações teatrais, oficinas, rodas de conversa e ações formativas. Em cada cidade, duas pessoas serão contratadas para revezamento a cada 15 minutos, conforme normas técnicas para atuação em eventos culturais;Audiodescrição ao vivo durante as sessões culturais (apresentações, exposições, exibições), com o uso de equipamento transmissor/receptor (fones individuais e microfone dedicado), garantindo que pessoas cegas ou com baixa visão tenham acesso à narrativa das ações visuais;Legendas Descritivas (LSE) nos conteúdos audiovisuais exibidos e divulgados, com inserção de descrições de sons, ruídos e elementos não-verbais para público surdo, ensurdecido ou com dificuldades cognitivas;Versões acessíveis de todos os vídeos produzidos pelo projeto (divulgação, vídeos-resumo por cidade, minidocumentário), com Libras, Audiodescrição e LSE em conformidade com os padrões de acessibilidade cultural vigentes;Site do projeto com navegação acessível, incluindo:Integração com V-Libras, ferramenta de tradução automática para Língua Brasileira de Sinais;Leitor de áudio Trinity Audio, permitindo a escuta dos textos por pessoas com deficiência visual;Contraste ajustável, ampliação de fonte e navegação por teclado;Cards e materiais digitais com descrição de imagem (texto alternativo) para leitura por tecnologias assistivas;Placas descritivas nas exposições, contendo QR Code que direciona a uma versão audiodescrita sobre cada conjunto de fotos ou bonecos, permitindo que pessoas cegas acessem o conteúdo da exposição;Material pedagógico adaptado, distribuído nas oficinas, incluindo versão digital compatível com leitores de tela e linguagem acessível (uso de linguagem simples, fonte ampliada, contraste adequado).As medidas garantem a acessibilidade de conteúdo em 100% das ações culturais e formativas do projeto, contribuindo para a participação plena e autônoma de diferentes públicos, em conformidade com os princípios da democratização do acesso, da inclusão e da cidadania cultural.
A Caravana Brincante do Patrimônio Vivo será inteiramente gratuita, com entrada livre em todas as atividades, sem cobrança de ingressos ou taxas. As ações ocorrerão em espaços públicos ou comunitários de fácil acesso, previamente definidos em diálogo com parceiros locais, considerando regiões de vulnerabilidade cultural e baixa oferta de programação continuada. A proposta tem como premissa central a democratização do acesso aos bens culturais imateriais, tanto de forma presencial quanto digital, alcançando públicos diversos por meio de múltiplos formatos de participação.O projeto contempla 18 sessões culturais presenciais (3 dias em cada uma das 6 cidades), além de 12 oficinas gratuitas de formação (duas por cidade), voltadas a estudantes, educadores e lideranças culturais. As oficinas abordarão os temas do patrimônio imaterial e do registro audiovisual com celular, promovendo a autonomia e a valorização das culturas locais.As apresentações e exibições acontecerão em praças, centros culturais, escolas e feiras populares, garantindo territorialização das ações e eliminação de barreiras de acesso econômico e logístico. Também serão distribuídos kits pedagógicos gratuitos aos participantes das oficinas, com materiais didáticos impressos, QR Codes para conteúdos digitais e brindes simbólicos produzidos por artesãos locais.Como medida de ampliação do acesso, será criada uma plataforma digital acessível, reunindo o acervo completo do projeto: fotos, vídeos-resumo por cidade, minidocumentário final, textos, depoimentos, dados sistematizados e materiais pedagógicos. A plataforma será gratuita, com tradução automática em Libras (via V-Libras), áudio leitura (via Trinity Audio), contraste e navegação acessível, e versões multilíngues (português, inglês e espanhol), ampliando o acesso nacional e internacional à memória do projeto.A comunicação será descentralizada e comunitária, com mobilização por meio de carros de som, rádios locais, grupos de WhatsApp, cartazes físicos e redes sociais, buscando alcançar moradores de áreas com baixa penetração digital. Toda a comunicação visual e audiovisual será produzida com acessibilidade de conteúdo (Libras, LSE e Audiodescrição), permitindo o acesso de pessoas com deficiência.Não haverá comercialização de nenhum produto, físico ou digital, durante ou após a execução. O acesso ao acervo online será permanente e público, assegurando o legado do projeto como bem cultural de uso comum, servindo como fonte de formação, inspiração e consulta por educadores, pesquisadores, estudantes e agentes culturais.
A Associação Fuzuê de Arte e Cultura, proponente deste projeto, será responsável por sua idealização, gestão institucional, curadoria de conteúdo artístico, articulação com grupos tradicionais e coordenação das ações territoriais. Fundada em 2007, a Fuzuê tem atuação destacada na salvaguarda do Teatro de Mamulengo, realizando oficinas, apresentações, acervos e atividades formativas em todo o Brasil. A entidade possui vínculo com mestres populares e coletivos culturais em diversos estados, sendo reconhecida como referência nacional em ações de cultura popular e patrimônio imaterial.A associação atuará diretamente na coordenação geral do projeto, na execução das ações de acessibilidade, na curadoria da exposição de bonecos e fotografias, na interlocução com os grupos convidados (Bumba Meu Boi e Congadas) e na mediação com escolas e comunidades locais. Também acompanhará a prestação de contas e a produção dos materiais educativos e digitais do projeto.Principais integrantes da equipe técnicaAlice Maria Diniz Lira – Produção Executiva Produtora cultural, fotógrafa e diretora. Atua há mais de 11 anos no setor cultural e audiovisual, com foco em cultura popular, acessibilidade e formação. Fundadora da Cinese Audiovisual, já realizou mais de 20 curtas-metragens e um longa sobre Mamulengo com estreia prevista para 2026. Tem ampla experiência em projetos financiados por leis de incentivo como FAC-DF, LIC, Lei Paulo Gustavo e Rouanet. Responsável pela produção executiva, articulação institucional e acompanhamento geral da proposta.Leonardo de Sena Monteiro (LeoMON) – Coordenação de Produção e Direção Cinematográfica Cineasta, pesquisador e diretor. Atua com foco em culturas periféricas, arte de rua e teatro de formas animadas. Dirigiu o longa-metragem “A Maldição do Mamulengo” e diversos curtas documentais sobre cultura popular. Responsável pela direção dos conteúdos audiovisuais do projeto (vídeos-resumo e minidoc), coordenação da produção executiva e orientação criativa das ações de memória e registro.Valéria Diniz de Amorim – Comunicação, Design e Criação de Site Jornalista, designer e especialista em comunicação acessível. Fundadora da Candiá Produções, atua em projetos culturais, ambientais e sociais com foco em acessibilidade e inovação digital. É embaixadora do programa Women Techmakers (Google) e associada de marketing da Meta. Será responsável pela coordenação da comunicação institucional, criação das peças gráficas, estratégia digital e acessibilidade comunicacional.Thiago Francisco – Coordenador Geral e Artistico Ator, brincante e bonequeiro. Fundador do Mamulengo Fuzuê e do Portal do Mamulengo, realiza ações em todo o Brasil e América Latina. Será responsável coordenação geral e artistica, pela curadoria da exposição de bonecos e fotografias, apoio à articulação com os grupos convidados e mediação das oficinas sobre patrimônio imaterial.Rayla Silva da Costa – Produção Local e Articulação Comunitária DF Produtora, atriz e arte-educadora. Licenciada em Pedagogia e Ciências Sociais, especialista em Cultura e Educação. Integra coletivos voltados à infância, ancestralidade e brincadeira, como a Casa Moringa, Ciranda de Alecrim e a Cia Lua no Meio do Céu. Será responsável pelo acompanhamento local das atividades, mobilização de escolas, grupos comunitários e apoio logístico nas oficinas e apresentações.Mamulengo Fuzuê – Grupo Artístico Criado em 2007, o Mamulengo Fuzuê é referência no Teatro de Bonecos Popular do Brasil. Participou de festivais em todas as regiões do país e em países da América Latina. O grupo atua com apresentações, oficinas, acervo e ações de salvaguarda. Realizará 12 apresentações no projeto e participará das ações formativas e de mediação cultural.Outros profissionais, como intérpretes de Libras, audiodescritores, técnicos de som e luz, editores, oficineiros e assistentes de produção serão contratados ao longo do projeto, conforme o cronograma das atividades. Todos os prestadores de serviço serão contratados com base em experiência comprovada nas áreas culturais, educativas ou de acessibilidade, respeitando critérios de regionalização e valorização da diversidade da equipe.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.