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PRONAC 253672Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Culturas e territórios para o Desenvolvimento Solidário

INSTITUTO PAUL SINGER
Solicitado
R$ 324,3 mil
Aprovado
R$ 324,3 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de capacitação e treinamento de pessoa
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Projetos educativos, incluindo cursos, oficinas e outras atividades pedagógicas
Ano
25

Localização e período

UF principal
SP
Município
São Paulo
Início
2025-09-01
Término
2026-06-30
Locais de realização (2)
Salvador BahiaGravatá Pernambuco

Resumo

O projeto visa realizar um documentário curta metragem para promover experiências em que a cultura local é força para o desenvolvimento sustentável e solidário. Selecionamos duas experiências significativas a serem filmadas por pessoas locais sob nossa orientação. Para isso, realizaremos oficinas de criação audiovisual com elas. A partir destas filmagens, vamos montar, editar, produzir, distribuir e divulgar o documentário. Pretende-se visibilizar e difundir experiências territoriais que objetivam o desenvolvimento solidário. Trata-se de identidades culturais de territórios marcadas pela exclusão sistemática do desenvolvimento econômico dominante. As duas experiências selecionadas resultaram de pesquisa em que identificamos 80 casos de desenvolvimento solidário em territórios periféricos por todo o país. Elas articulam economia solidária, agroecologia e educação transformadora. As identidades culturais promovem as conexões e apontam para um desenvolvimento sustentável e solidário.

Sinopse

PRODUTOS OFICINAS DE CRIAÇÃO AUDIOVISUAL Coerentemente com o conteúdo do documentário, o desenvolvimento solidário, a sua elaboração terá como ponto de partida o olhar das pessoas do território. Elas serão formadas, pela pedagogia da educação popular, com a participação na oficina de criação audiovisual. O público em cada uma é de 10 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Eles terão bolsas para participarem. A oficina com duração de 30 horas, em uma semana, trabalhará a linguagem audiovisual; o olhar, a criatividade e a sensibilização em relação ao espaço; técnicas de filmagem e uso de câmeras; elaboração de roteiro e temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e solidário, tudo baseado na perspectiva da educação popular. Será selecionado um grupo de três pessoas para filmarem trechos que irão compor o documentário, em cada território, sob supervisão da equipe do projeto. As pessoas do grupo receberão bolsas pelo trabalho. DOCUMENTÁRIO: O conteúdo principal desse produto são as experiências territoriais de desenvolvimento solidário, a ser divulgado com a produção de um documentário de curta metragem. Pelo olhar informado das pessoas do lugar, via oficinas de criação audiovisual, vamos destacar manifestações culturais, tanto em contexto metropolitano quanto rural, nas áreas da educação transformadora, da geração de trabalho e renda pela formação de cooperativas ou associações e da produção e consumo de alimentos saudáveis agroecológicos. Desde 2023, o Instituto Paul Singer pesquisa e debate o tema do desenvolvimento solidário. Segundo a definição de Paul Singer, desenvolvimento solidário é o processo de fomento de novas forças produtivas e de novo modo de produzir, com crescimento econômico e preservação da natureza e com a redistribuição dos resultados a favor dos vulnerabilizados. A partir desta definição, colocamos que experiências territoriais que articulam economia solidário, agroecologia e educação transformadora possibilitam o desenvolvimento solidário. Com pesquisa publicada em 2024, identificamos e analisamos uma série de experiências em territórios das periferias metropolitanas das cinco regiões do país. Desde então, o Instituto acompanha o trabalho de algumas daquelas organizações locais, dentre elas, as duas experiências indicadas. São elas: Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, na periferia de Salvador - BA, que - entre muitos projetos - mantém a Escola Comunitária Luiza Mahin, que é referência de educação transformadora antirracista, e Instituto Abdalaziz de Moura, em Gravatá - PE, que criou a Pedagogia de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - Peads - para o fortalecimento da agricultura familiar agroecológica. As duas experiências têm impactos significativos nas suas comunidades ao contribuírem para a formação e a educação, para a organização na defesa de direitos, para a geração de trabalho e renda de modo associado, para o aumento da renda das comunidades e para o direito à alimentação saudável. A relevância dessas duas experiências, entre outras, está em integrar harmonicamente economia solidária, agroecologia e educação transformadora, de acordo com as culturas dos territórios. Cabe descrever, resumidamente, as características da economia solidária, da agroecologia e da educação transformadora que apontam para o que denominamos de desenvolvimento solidário. A economia solidária é um modo de produzir e/ou de distribuir em que trabalhadoras e trabalhadores estão organizados por conta própria pela autogestão e com o controle dos meios de produção. A agricultura familiar, as cooperativas e as fábricas recuperadas por trabalhadores são exemplos mais conhecidos. Porém, podemos incluir os quilombos rurais e as aldeias indígenas também. Não basta somente promover trabalho e geração de renda, idealmente as pessoas precisam trabalhar em atividades que lhes façam sentido. É uma economia em que a realização do ser humano é o ponto de partida e de chegada e a relação com a natureza é harmônica e sustentável. Mais do que uma agricultura orgânica sem agrotóxicos, a agroecologia se caracteriza pela agrobiodiversidade; pela troca entre os conhecimentos científicos e os conhecimentos tradicionais da agricultura familiar; pelo modo camponês de agropecuária, principalmente pelo papel das mulheres; pela circularidade do processo produtivo, que reutiliza resíduos e quase não depende de insumos externos; pela defesa da terra e do território contra a especulação fundiária e as monoculturas. A agroecologia pode ser definida por ecossistemas produtivos e preservadores da natureza, culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, segundo os principais especialistas. A educação transformadora promove as capacidades das pessoas para transformar as realidades, a partir da sensibilização em relação ao mundo e organizando-se colaborativamente para criar projetos que beneficiam suas comunidades e territórios. Segue o caminho histórico da educação popular, que parte dos saberes populares e do diálogo entre educador e educando. A partir da reflexão conjunta sobre a realidade, constroem-se as possibilidades para sua transformação. A divulgação e a maior visibilidade - via documentário - de experiências que articulam essas três áreas descritas poderão impactar na valorização da cultura daqueles territórios como caminho para o desenvolvimento sustentável e solidário e para a inspiração de novas experiências similares.

Objetivos

Objetivo Geral: O objetivo geral do projeto é realizar duas oficinas de criação audiovisual para produzir, de modo participativo, um documentário de curta metragem para divulgar experiências em que a cultura local é a força para o desenvolvimento sustentável e solidário. Objetivos Específicos: Produto CURSO/OFICINA/ESTÁGIO: Realizar duas oficinas de criação audiovisual, uma na cidade de Salvador - BA e outra em Gravatá - PE. O público em cada uma é de 10 jovens e adultos em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Eles terão bolsas para participarem. A oficina com duração de 30 horas, em uma semana, trabalhará a linguagem audiovisual; o olhar, a criatividade e a sensibilização em relação ao espaço; técnicas de filmagem e uso de câmeras; elaboração de roteiro e temas relacionados ao desenvolvimento sustentável e solidário, tudo baseado na perspectiva da educação popular. Será selecionado um grupo de três pessoas para filmarem trechos que irão compor o documentário, em cada território, sob supervisão da equipe do projeto. As pessoas do grupo receberão bolsas pelo trabalho. Produto DOCUMENTÁRIO: Produzir um documentário a partir das filmagens feitas pelos grupos de pessoas formadas pelas oficinas, sob supervisão da equipe do projeto. O coordenador-geral do projeto vai montar e editar o documentário consultando os grupos que filmaram.

Justificativa

Acreditamos que - no contexto global atual - há urgência de documentar e difundir a potência e a força de experiências culturais dos territórios periféricos. E, seus protagonistas devem ser parte do processo de filmagem. Faz-se necessário financiar a divulgação de experiências que apresentam alternativas às crises das mudanças climáticas, do mundo do trabalho, das desigualdades extremas e da ética. Queremos destacar manifestações culturais, tanto em contexto metropolitano quanto rural, nas áreas da educação transformadora, da geração de trabalho e renda pela formação de cooperativas ou associações e da produção e consumo de alimentos saudáveis agroecológicos, como respostas aos desafios culturais, ambientais e sociais da atualidade. Tais experiências precisam ter mais visibilidade e divulgação porque podem servir de inspiração para outras, de referência para políticas públicas e, quem sabe, para se elaborar um outro projeto de desenvolvimento para o país que seja sustentável e solidário. O aporte de recursos públicos, além de necessário, pode reverter na divulgação de formas originais para se atingir os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030. Em 2023, o Instituto Paul Singer mapeou 80 experiências de desenvolvimento solidário (formulação criada por Paul Singer) em territórios das periferias metropolitanas das cinco regiões do país. Elas buscam o desenvolvimento solidário conectando economia solidária, agroecologia e educação transformadora. Desde então, o Instituto acompanha o trabalho de algumas daquelas organizações locais, dentre elas, as duas experiências indicadas. São elas: Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, na periferia de Salvador - BA, que - entre muitos projetos - mantém a Escola Comunitária Luiza Mahin, que é referência de educação transformadora antirracista, e Instituto Abdalaziz de Moura, em Gravatá - PE, que criou a Pedagogia de Apoio ao Desenvolvimento Sustentável - Peads - para o fortalecimento da agricultura familiar agroecológica. Com as duas estabelecemos intercâmbios de experiências e de reflexão sobre o conceito do desenvolvimento solidário. As duas experiências têm impactos significativos nas suas comunidades ao contribuírem para a formação e a educação, para a organização na defesa de direitos, para a geração de trabalho e renda de modo associado, para o aumento da renda das comunidades e para o direito à alimentação saudável. A relevância dessas duas experiências, entre outras, está em integrar harmonicamente economia solidária, agroecologia e educação transformadora, de acordo com as culturas dos territórios. Cabe descrever, resumidamente, as características da economia solidária, da agroecologia e da educação transformadora que apontam para o que denominamos de desenvolvimento solidário. A economia solidária é um modo de produzir e/ou de distribuir em que os trabalhadores estão organizados por conta própria pela autogestão e com o controle dos meios de produção. A agricultura familiar, as cooperativas e as fábricas recuperadas pelos trabalhadores são exemplos mais conhecidos. Porém, podemos incluir os quilombos rurais e as aldeias indígenas também. Não basta somente promover trabalho e geração de renda, idealmente as pessoas precisam trabalhar em atividades que lhes façam sentido. É uma economia em que a realização do ser humano é o ponto de partida e de chegada e a relação com a natureza é harmônica e sustentável. A agroecologia pode ser definida por ecossistemas produtivos e preservadores da natureza, culturalmente sensíveis, socialmente justos e economicamente viáveis, segundo os principais especialistas. Tem um conjunto de características, como: quanto mais diversificada for a plantação, melhor; ser realizada por camponeses ou agricultores familiares, com o protagonismo das mulheres; promover o diálogo de saberes; ação de movimentos sociais de luta pela terra e por soberania alimentar; etc. Alguns ativistas da agroecologia a colocam como um modo de vida ou como uma filosofia. A educação transformadora promove as capacidades das pessoas para transformar as realidades, a partir da sensibilização em relação ao mundo e organizando-se colaborativamente para criar projetos que beneficiam suas comunidades e territórios. Segue o caminho histórico da educação popular, que parte dos saberes populares e do diálogo entre educador e educando. A partir da reflexão conjunta sobre a realidade, constroem-se as possibilidades para sua transformação. A divulgação e a maior visibilidade - via documentário - de experiências que articulam essas três áreas descritas poderão impactar na valorização da cultura daqueles territórios como caminho para o desenvolvimento sustentável e solidário e para a inspiração de novas experiências similares. Nesse sentido, o projeto dialoga diretamente com os seguintes artigos da lei no. 8313, de 1991: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; V - salvaguardar a sobrevivência e o florescimento dos modos de criar, fazer e viver da sociedade brasileira; VI - preservar os bens materiais e imateriais do patrimônio cultural e histórico brasileiro; VIII - estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória; IX - priorizar o produto cultural originário do País. Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: II - fomento à produção cultural e artística, mediante: a) produção de discos, vídeos, obras cinematográficas de curta e média metragem e filmes documentais, preservação do acervo cinematográfico bem assim de outras obras de reprodução videofonográfica de caráter cultural; V - apoio a outras atividades culturais e artísticas, mediante: b) contratação de serviços para elaboração de projetos culturais.

Estratégia de execução

1) Público-alvo: O projeto trabalha com público em condição de média e alta vulnerabilidade socioeconômica, promove formação em audiovisual e desenvolvimento solidário e gera trabalho e renda. A Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, em Salvador-BA, fica no bairro do Uruguai, com cerca de 35 mil habitantes, sendo cerca de 90% de pessoas negras, majoritariamente mulheres e de baixa renda. Na época da fundação da associação, o território era a maior favela de palafitas da América Latina. A cidade de Gravatá – PE, onde fica o Instituto Abdalaziz de Moura, tem uma população de mais de 86 mil pessoas. O salário médio mensal dos trabalhadores formais é de 1,5 salário mínimo, estando entre os mais baixos do estado, segundo o IBGE. O Instituto Abdalaziz de Moura trabalha predominantemente com a população rural, desde crianças até idosos. O projeto Culturas e Territórios para o Desenvolvimento Solidário valoriza a pluralidade cultural, enfocando iniciativas que são lideradas por mulheres negras periféricas e trabalhadores rurais. Os coautores da produção audiovisual são pessoas dos contextos urbano e rural, garantindo-se a diversidade de gênero, sexual, racial e étnica. Prioriza o acesso de públicos historicamente subrepresentados no campo audiovisual, como jovens de territórios periféricos, mulheres, pessoas negras, indígenas e LGBTQIAPN+. Dado esse perfil do público, o projeto gera trabalho e renda a dois agentes locais de produção, por um mês cada. É o trabalho de organizar as oficinas de criação audiovisual, como levantar e selecionar vídeos e fotos sobre as experiências de desenvolvimento solidário do território, encontrar lugar adequado para as oficinas, escolher o grupo de estudantes e começar a prepará-los, encontrar as fornecedoras do lanche etc. O projeto vai também comprar o serviço de fornecimento de lanches para as oficinas de fornecedores locais das duas cidades, preferencialmente, produção artesanal com produtos orgânicos locais. Serão selecionadas 3 pessoas participantes da oficina para realizar filmagens que comporão o documentário, que vão receber uma bolsa pelo trabalho. O projeto prevê o impacto em 690 pessoas, que são aquelas ligadas às duas organizações. 2) A relevância das experiências em Salvador - BA e Gravatá - PE, que demandam deslocamentos. Com sede em São Paulo, o Instituto Paul Singer busca, com este projeto, uma ação descentralizada, com a formação de equipes autoras em duas localidades da região Nordeste, uma em contexto rural e outra em contexto urbano. Desde 2024, o Instituto acompanha o trabalho de algumas organizações territoriais pelo Brasil, dentre elas estão as duas experiências indicadas. São elas: Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, na periferia de Salvador - BA, e Instituto Abdalaziz de Moura, em Gravatá - PE. Com as duas estabelecemos parceria para a troca de experiência e o aprofundamento do conceito do desenvolvimento solidário. A Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia é a gestora dos espaços públicos da escola comunitária Luiza Mahin e do Espaço Cultural Alagados, do governo do estado, onde, além de teatro, funcionam uma biblioteca comunitária e o projeto para jovens Reprotai – Rede de Protagonistas em Ação de Itapagipe. Ela e o Instituto Abdalaziz de Moura são exemplares na articulação de seus territórios em torno da inclusão e da sustentabilidade. A escolha das duas experiências se deu devido aos impactos nas suas comunidades ao contribuírem para a formação e a educação, para a organização na defesa de direitos, para a geração de trabalho e renda de modo associado e para o aumento da renda das comunidades. Vamos retratar como as iniciativas de trabalho associado e os empreendimentos econômicos solidários promovem trabalho decente e crescimento econômico e promovem o trabalho digno, o empreendedorismo associativo e a inovação. A cultura se manifesta pela economia solidária nas formas associativas de geração de trabalho e renda. Também vamos retratar como as experiências trabalham a educação nos territórios ou como houve um trabalho de transformação das escolas. A Associação de Moradores do Conjunto Santa Luzia, no bairro do Uruguai da cidade de Salvador – BA, tem as experiências exemplares de educação transformadora com a escola comunitária Luiza Mahin, de ensino infantil e fundamental, e o projeto Reprotai com adolescentes e jovens. O projeto pedagógico visa formar crianças, jovens e adultos para promoverem mudanças locais, dentro e fora das escolas e, portanto, a educação transformadora é uma realidade que impacta o território. O Instituto Abdalaziz Moura consolidou a Pedagogia de Apoio à Educação Sustentável (PEADS), referência para a política pública em diversos municípios, sobretudo na educação do campo.

Especificação técnica

Produto CURSO/OFICINA/ESTÁGIO Fase de pré-produçãoPara realizar as oficinas de criação audiovisual para jovens e adultos de dois territórios: Salvador – BA e Gravatá – PE, um agente de produção de cada local será indicado por suas respectivas organizações, para organizar as pessoas que irão participar da oficina. Este agente será preparado, em reuniões virtuais, sobre os objetivos e o método do documentário. Produto CURSO/OFICINA/ESTÁGIO Fase de produçãoEmenta: As oficinas de criação audiovisual promovem a liberdade de expressão artística ao oferecer um espaço de experimentação criativa, onde os participantes são incentivados a criar roteiros, vídeos e narrativas baseadas em suas próprias experiências, perspectivas e contextos sociais. O protagonismo social é fortalecido ao permitir que jovens e adultos expressem suas vozes, realidades e sonhos por meio da linguagem audiovisual. As oficinas estimulam a autoria, a autonomia criativa e a produção de conteúdos originais, proporcionando ferramentas técnicas e teóricas para que cada participante desenvolva seu próprio projeto autoral. Dessa forma, o projeto não apenas ensina técnicas de produção, mas também valoriza a identidade, a diversidade e a potência transformadora da arte na construção de discursos próprios. Proposta Pedagógica: A proposta político pedagógica do Instituto Paul Singer pode ser sintetizada pelo reconhecimento, valorização e compartilhamento de diferentes saberes, o chamado diálogo de saberes, articulando conhecimentos construídos nas práticas concretas dos movimentos sociais, dos empreendimentos econômicos solidários, das organizações de referência nos temas fundantes do Instituto, bem como dos saberes científicos de instituições de ensino e pesquisa. O coordenador-geral tem longa trajetória na educação popular, em consonância com a nossa concepção. Duração: 30 horas cada (uma semana) Público-alvo: jovens e adultos em condições de vulnerabilidade socioeconômica, atendidos pelas organizações parceiras. Eles receberão lanche e uma ajuda de custo (bolsa) para participar. Tamanho da turma: 10 pessoas Conteúdo: técnicas de filmagem, de criação de roteiro, de treino de olhar, foco e perspectiva, de sensibilização e de estranhamento da realidade local na perspectiva do desenvolvimento solidário. Todos sairão com formação básica para se encaminhar a profissionalização no audiovisual. PRODUTO: DOCUMENTÁRIO Fase de produção Oficinas de filmagem Duração: uma semana (20 horas) Equipes: grupo selecionado de 3 pessoas para elaborar o roteiro e realizar a filmagem, com apoio e supervisão da equipe do Instituto. O foco será documentar as experiências de economia solidária, agroecologia e educação transformadora e a integração delas. Produção do documentário: montagem, edição e inserção de Libras e audiodescrição. Duração: 2 meses. Divulgação e distribuição do documentário: 1 mês.

Acessibilidade

PRODUTO: OFICINAS DE CRIAÇÃO AUDIOVISUAL As oficinas serão realizadas em espaços adequados com banheiros adaptados, rampas de acesso e piso tátil. Serão disponibilizados materiais didáticos adaptados (fontes ampliadas, recursos digitais compatíveis com leitores de tela (audiodescrição), e intérprete de Libras. PRODUTO: DOCUMENTÁRIO DE CURTA METRAGEM Serão implementadas práticas de acessibilidade como a inserção de legendas descritivas (legendagem para surdos e ensurdecidos – LSE), audiodescrição para pessoas cegas ou com baixa visão e a produção de versões com tradução em Libras dos principais conteúdos. Essas medidas permitirão que o material final atinja um público mais amplo e diverso, promovendo o acesso equitativo à produção cultural e garantindo que as obras audiovisuais sejam usufruídas de maneira inclusiva por pessoas com deficiência.

Democratização do acesso

De acordo com o artigo 28 da IN nº 01/2023, o projeto adotas as medidas de “ampliação de acesso” a seguir: III - oferecer transporte gratuito ao público, prevendo acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos; IV - disponibilizar, na Internet, registros audiovisuais dos espetáculos, das exposições, das atividades de ensino, e de outros eventos referente ao produto principal; V - garantir a captação e veiculação de imagens das atividades e de espetáculos por redes públicas de televisão e outros meios de comunicação gratuitos; Demais: Todas as atividades previstas neste projeto são oferecidas ao público gratuitamente.Todo o conteúdo produzido na execução deste projeto será disponibilizado no site do Instituto Paul Singer (https://institutopaulsinger.org.br/) e em suas redes sociais.As oficinas de criação audiovisual serão gratuitas e divulgadas localmente pela organização parceira no território. Para garantir a participação nas oficinas em situação de vulnerabilidade socioeconômica, os estudantes terão bolsas e alimentação gratuita. Prever acessibilidade à pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida e aos idosos;O produto audiovisual, documentário de curta metragem, terá audiodescrição e intérprete de Libras. O documentário estará disponível gratuitamente no site do Instituto e será amplamente distribuído para a rede de parceiros. Disponibilizados na internet, estes conteúdos poderão ser acessados a partir de diversas localidades, ampliando o alcance das ações em todo o País.Será exibido em canal universitário de televisão aberta. As propostas em formato audiovisual são por si, ação de democratização uma vez que falam diretamente a diferentes públicos, abarcando diferentes faixas etárias.

Ficha técnica

O proponente, através de sua equipe, com remuneração prevista no projeto, será responsável pela coordenação geral do projeto e da programação aqui proposta. EQUIPE DO INSTITUTO PAUL SINGER 1 - Marcelo Gomes Justo Diretor do projeto: Currículo resumido: É associado fundador e diretor executivo do Instituto Paul Singer. É sociólogo com mestrado e doutorado em Geografia Humana pela USP. Foi pesquisador associado no IPPRI/Unesp, entre 2017 e 2019, onde realizou Pós-Doutorado sobre Agroecologia e Comunas da Terra. Foi consultor pelo IICA/OEA (Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura/Organização dos Estados Americanos) junto à Secretaria de Desenvolvimento Territorial do Ministério de Desenvolvimento Agrário (SDT/MDA). Foi professor universitário por treze anos. Atuou como consultor em desenvolvimento territorial e em educação democrática e popular. Publicou A Fresta: ex-moradores de rua num assentamento pelo MST (Humanitas/FFLCH/USP – Fapesp) e organizou a coletânea Paul Singer - Urbanização e Desenvolvimento, coedição Autêntica e Fundação Perseu Abramo, entre outras publicações. 2 - Jessica Franco Gestora administrativa-financeira e assessora do projeto Currículo resumido: É assessora em prestação de contas financeiras para o Terceiro Setor e em elaboração de orçamento para novos projetos e continuidades. É graduada em Nutrição pela Universidade Anhembi Morumbi, graduanda em Ciências Econômicas pela USJ e Pós-graduanda em Marketing pela Esalq-USP. É sócia da Via Vigente - consultoria financeira. SERVIÇOS DE TERCEIROS 1 - Paulo Augusto Moreira Santiago de Augustinis Coordenador- geral Currículo resumido: Trabalhou, desde os anos 1960, em emissoras de TV, jornais, revistas e agências de comunicação internacional, tendo iniciado na extinta Rede Tupi. É cofundador do Museu Memória do Bixiga, o primeiro museu de bairro da cidade de São Paulo, inaugurado em 1980. Como produtor e diretor de vídeos para televisão, dirigiu o documentário O Educador da Liberdade, sobre Paulo Freire, para a TVE – televisão educativa do Rio de Janeiro, e o vídeo institucional sobre a cidade de São Paulo para exibição na ECO-92, no Rio de Janeiro, para representantes de 178 países, focando no desenvolvimento sustentável em escala global. Produziu reportagens sobre a UNCTAD (Conferência das Nações Unidas) para a TV Cultura. Criou a TV Bixiga, em 1982, a primeira TV comunitária do Brasil. Em 1999, idealizou o programa Novolhar na TV, veiculado no Canal Universitário de São Paulo. Foi um programa produzido por adolescentes de baixa renda transmitido por 18 anos, que foi premiado no Congresso Internacional de Televisão Educativa no Festival de Gramado de 2007. Fundou a Associação Novolhar em 1998, na região central de São Paulo, para realizar projetos sociais com oficinas audiovisuais para crianças, jovens e adultos, ao longo de 20 anos. Também realizou as oficinas audiovisuais com jovens internos na Fundação Casa, por 10 anos, que rendeu à Associação Novolhar o prêmio Itaú Rumos. Desde 2022, atua na formação audiovisual de jovens periféricos na Agência NUAR, do qual foi um dos fundadores e que integra o Instituto Nova União da Arte (NUA). 2 - Luana Almeida, 29 anos. Produtora É artista visual e produtora cultural e artística. Estudante de Artes Visuais e técnica em dramaturgia. Desenvolve e realiza projetos culturais com impacto social voltados para a periferia e projetos independentes ligados à música. Experiência profissional com audiovisual, set e publicidade. 3 - Diego Viana, 32 anos. Câmera, cinegrafista e roteirista Currículo resumido: É cineasta de filmes independentes junto com outros profissionais. Em 2022, fundou a Aluga Quebrada para aluguel de equipamentos audiovisuais nas periferias. Em 2020, fundou o Coletivo Sabuê Filmes. Foi diretor e roteirista dos curtas metragens Bora Jogar? e Som Direto, disponíveis no youtube do canal Futura. Também tem experiências como técnico de som e como fotógrafo.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.