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PRONAC 253701ArquivadoMecenato

FESTIVAL FORRICÓ I Cultura, Arte, Tradição e Desenvolvimento no Interior Cearense

ANTONIO A DO NASCIMENTO
Solicitado
R$ 4,48 mi
Aprovado
R$ 4,48 mi
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Apresentação/Gravação de Música Regional
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Festival, bienal, festa ou Feira
Ano
25

Localização e período

UF principal
CE
Município
Icó
Início
2026-07-08
Término
2029-07-12
Locais de realização (1)
Icó Ceará

Resumo

O Festival Forricó propõe cinco dias de programação cultural gratuita em Icó (CE), reunindo mais de 200 atrações reunindo música, teatro, dança, literatura, gastronomia e artesanato. Podendo contar com Bandas e grandes Grupos de Manifestação Cultural (Reisados, Maracatus, Cavalo Marinho, Maneiro, Pau, entre outros). As atividades ocorrerão em diversos espaços da cidade, promovendo inclusão, identidade cultural, intercâmbio artístico e consequentemente sendo um gerador de renda. A proposta contempla ainda feira gastronômica, seminário, espetáculos de artes cênicas, oficinas e ampla cobertura audiovisual.

Sinopse

O projeto apresenta uma potente experiência artística centrada na valorização da Música Popular Brasileira em suas múltiplas vozes, sotaques, corpos e territórios. A proposta reúne shows inéditos com artistas consagrados e nomes em ascensão da cena nacional e regional, promovendo encontros intergeracionais que celebram a riqueza da cultura brasileira contemporânea. Cada espetáculo musical será acompanhado de ações formativas e reflexivas voltadas à ampliação do acesso à arte, com destaque para a oferta de oficinas de canto, palestras sobre produção cultural e encontros com o público ao fim das apresentações. As apresentações musicais contarão com direção artística cuidadosa, repertório autoral e arranjos originais, garantindo uma imersão sensível e afetiva nas narrativas de cada artista envolvido. Em todos os shows será garantida a acessibilidade de conteúdo (intérprete de Libras, audiodescrição e legendas), além de acessibilidade física nos espaços. As oficinas de canto são voltadas especialmente a pessoas em situação de vulnerabilidade social, mulheres, pessoas com deficiência, LGBTQIAPN+ e povos originários. Terão abordagem prática e poética, fomentando o autoconhecimento através da voz, além de incentivar a autonomia artística e profissional. As palestras sobre produção cultural trarão reflexões sobre a trajetória dos artistas envolvidos, os bastidores do setor cultural, as políticas públicas e formas de organização coletiva no campo da arte. Serão mediadas por profissionais da área com larga experiência em projetos financiados por mecanismos de incentivo à cultura. A classificação indicativa das atividades é livre, permitindo o acesso de todas as idades, gêneros, raças, etnias e condições. A proposta aposta na força da arte como ferramenta de pertencimento, transformação e resistência, traduzida em ações de profunda relevância cultural, social e simbólica.

Objetivos

Objetivo Geral Promover o fortalecimento da cultura nordestina por meio da realização do Festival Forricó, fomentando a diversidade artística, a valorização das tradições populares e o desenvolvimento sociocultural e econômico da cidade de Icó e região, através de uma ampla programação gratuita, acessível e descentralizada. Fundamentando-se nos incisos do artigo 2º do Decreto 10.755 de 26/07/21, transcritos abaixo: I - valorizar a cultura nacional, consideradas suas várias matrizes e formas de expressão;II - estimular a expressão cultural dos diferentes grupos e comunidades que compõem a sociedade brasileira;V - incentivar a ampliação do acesso da população à fruição e à produção dos bens culturais;VI - fomentar atividades culturais com vistas à promoção da cidadania cultural, da acessibilidade artística e da diversidade; Objetivos Específicos - Realizar mais de 50 shows musicais gratuitos no palco principal com artistas locais, regionais e nacionais, valorizando os ritmos nordestinos, música autoral e diversidade de linguagens artísticas; (produto: apresentações musicais) - Executar 6 (seis) espetáculos de artes cênicas de teatro e dança; (produto: espetáculo de artes cênicas) - Realizar 2 (dois) lançamentos literários na Mostra Cultural Forricó, no Teatro da Ribeira dos Icós; (produto: livro) - Organizar 1 (uma) feira de artesanato com a participação de 80 artesãos, realização de oficinas ao vivo e rodas de conversa com mestres da cultura local; (produto: exposição cultural de artes) - Promover 1 (uma) feira gastronômica com 40 barracas de comida típica, 5 cozinhas-show e apresentações culturais no distrito de Lima Campos; (produto: festival/feira de gastronomia) - Realizar 1 (um) seminário "Tradição, Cultura e Futuro", com 3 dias de debates, mesas temáticas e publicação digital dos anais; (produto: Seminário/ Simpósio/ Encontro/ Congresso/ Palestra/ Vernissage) - Oferecer 5 (cinco) oficinas lúdicas e educativas no espaço Forricó Criança; (produto: Curso / Oficina / Capacitação)

Justificativa

Sob o céu vasto do sertão, entre as pedras antigas que moldam a memória do povo e o barro quente que acolhe os passos da tradição, pulsa o coração de Icó. Terra onde o tempo se dobra sobre si mesmo em um vaivém de festas populares, romarias, cantorias e expressões que atravessam séculos. O Forricó nasce deste chão com raízes profundas, não apenas como um evento, mas como um movimento que reafirma a arte como direito e a cultura como um organismo vivo, em constante transformação, capaz de gerar pertencimento, conhecimento e esperança. No Brasil, onde a desigualdade ainda é uma ferida aberta e a cultura frequentemente é tratada como adorno e não como necessidade vital, investir em um projeto como o Festival Forricó é reconhecer que a arte é um bem comum e que a cultura tem função pública. É entender que a festa, além da celebração, é lugar de encontro, de formação simbólica, de reconhecimento da identidade coletiva e do protagonismo de comunidades que há muito tempo fazem da resistência um gesto cotidiano. Forricó é a continuidade de um rito que congrega, aquece e transforma. Uma manifestação enraizada nas tradições do povo icoense, mas que abre caminhos para o novo, para o diálogo entre gerações, para o surgimento de novas linguagens. O festival é regido por diretrizes artísticas claras e pulsantes: a valorização da música nordestina em suas múltiplas expressões, desde os ritmos mais tradicionais aos movimentos contemporâneos que renovam essas sonoridades sem perder suas referências; o incentivo à produção cênica local e regional, acolhendo espetáculos que dialogam com o território e reverberam urgências sociais; a promoção da literatura oral e escrita como ponte entre o passado e o porvir; e o compromisso com o fazer artesanal como saber ancestral e motor de economia afetiva e sustentável. Esses princípios não apenas orientam a curadoria e a produção do festival, mas moldam a sua própria natureza: um acontecimento cultural que se compromete com a diversidade estética, com a memória coletiva e com a democratização do acesso à arte. Não há superficialidade possível ao se falar de Forricó. O evento é movido por artistas, mestres, jovens, comunidades tradicionais e agentes culturais que convergem na tessitura de um projeto que atua diretamente sobre a realidade social da região. O impacto sociocultural do festival é visível: fomenta a economia local, gera renda para centenas de famílias, fortalece cadeias produtivas ligadas à cultura, estimula o turismo responsável e fortalece o orgulho identitário da população. A festa, que atravessa gerações, também se renova com ações formativas, espetáculos de dança, teatro, circo, música, exposições, debates, encontros e oficinas que tornam Icó um grande território de partilha criativa. A pertinência cultural do Forricó reside também em sua capacidade de estabelecer pontes entre o popular e o erudito, entre o rural e o urbano, entre o tradicional e o emergente. Tudo isso sem fetichizar a cultura local, mas reconhecendo nela um campo potente de invenção estética e de elaboração simbólica. Icó não é cenário, é sujeito. Sua população não é figurante, mas autora. E o festival não se sustenta como espetáculo apenas: é um campo expandido de produção cultural onde o saber do vaqueiro dialoga com o artista contemporâneo, e a memória oral encontra seu espelho nas tecnologias de difusão digital. A necessidade de financiamento público via Lei de Incentivo à Cultura se dá, antes de tudo, pela amplitude do projeto e pelo seu caráter público, gratuito e acessível. A robustez da proposta, que envolve dezenas de atividades em múltiplos espaços da cidade e dos distritos, exige estrutura técnica, logística, curadoria sensível e uma equipe qualificada para garantir a excelência artística e a inclusão social. É através do incentivo fiscal que projetos como este se viabilizam, pois tratam-se de ações que não se subordinam à lógica de mercado, mas sim aos princípios do direito cultural, à formação de público, à valorização da cultura nacional e ao fortalecimento das expressões regionais. O Forricó é, portanto, um projeto que se inscreve com naturalidade entre os objetivos prioritários do incentivo cultural brasileiro: incentiva a produção cultural local; valoriza bens e expressões da cultura nacional; promove o acesso da população aos bens culturais; e assegura o exercício dos direitos culturais por todas as pessoas, independentemente de sua condição econômica, localização geográfica ou grupo social. Não se trata de realizar um evento por realizar, mas de abrir espaços, janelas, portas, palcos e microfones para que múltiplas vozes sejam ouvidas. Trata-se de contribuir ativamente para o desenvolvimento humano e cultural do país, através da experiência artística compartilhada. A cultura, nesse contexto, não é acessório: é cimento e semente. É ferramenta de transformação e horizonte de dignidade. E um festival como o Forricó não se realiza apenas com boa vontade. É preciso recursos, tempo, cuidado e compromisso. É preciso construir pontes entre o poder público, a iniciativa privada e a sociedade civil para garantir que a cultura floresça onde, muitas vezes, foi negligenciada. O incentivo via renúncia fiscal é, neste cenário, uma das mais poderosas ferramentas de equidade cultural do país. Ele permite que eventos como este aconteçam não apenas nos grandes centros urbanos, mas também nas bordas, nos interiores, nas regiões que carregam, com orgulho, a riqueza da diversidade brasileira. Por isso, o Forricó não se propõe a ser apenas um festival. Ele se afirma como um gesto coletivo de afirmação cultural. Um espaço onde o tambor do maracatu encontra a zabumba do forró, onde o romanceiro popular dança com o teatro de rua, onde a feira agropecuária compartilha o mesmo solo que o sarau poético. Um território simbólico onde o povo de Icó celebra a própria existência, ao mesmo tempo em que projeta novos futuros. E para que esse gesto aconteça com a dignidade que merece, é essencial a utilização da Lei de Incentivo à Cultura como instrumento de justiça, fomento e ampliação do direito à arte. Porque a cultura não pode ser privilégio — deve ser política pública, sustentada e protegida. Como o próprio Forricó ensina: onde há cultura viva, há vida plena. Salientamos, que a presente proposta oferece um produto cultural e está em consonância com o Art. 1° da lei 8.313/1991 nos seguintes itens: Art. 1° Fica instituído o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac), com a finalidade de captar e canalizar recursos para o setor de modo a: I - contribuir para facilitar, a todos, os meios para o livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais; II - promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais; III - apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais e seus respectivos criadores; IV - proteger as expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pelo pluralismo da cultura nacional; O projeto em cena também atende ao Art. 3° Para cumprimento das finalidades expressas no art. 1° desta lei, os projetos culturais em cujo favor serão captados e canalizados os recursos do Pronac atenderão, pelo menos, um dos seguintes objetivos: I - incentivo à formação artística e cultural, mediante: c) instalação e manutenção de cursos de caráter cultural ou artístico, destinados à formação, especialização e aperfeiçoamento de pessoal da área da cultura, em estabelecimentos de ensino sem fins lucrativos; II - fomento à produção cultural e artística, mediante: b) edição de obras relativas às ciências humanas, às letras e às artes;

Estratégia de execução

O projeto propõe não apenas a circulação de espetáculos musicais, mas o fortalecimento de um modelo de ação cultural que integra arte, formação, inclusão, sustentabilidade e impacto social direto. Um aspecto importante a ser destacado é que toda a equipe técnica e artística priorizará a contratação de profissionais locais em cada cidade, fomentando a economia criativa regional, promovendo trocas e estimulando redes colaborativas entre agentes culturais do estado. Além disso, a curadoria artística tem como princípio a representatividade e a diversidade, refletidas na escolha dos convidados e no público-alvo das atividades formativas. O projeto se alinha a práticas antirracistas, anticapacitistas, feministas e LGBTQIAPN+ afirmativas, contribuindo para a desconstrução de barreiras simbólicas e materiais que ainda restringem o pleno exercício do direito à cultura no Brasil. Outro fator relevante é que as apresentações ocorrerão em espaços públicos de forte valor simbólico ou arquitetônico, como praças históricas, teatros municipais, centros culturais e espaços alternativos reconhecidos por seu trabalho comunitário. O projeto visa, assim, resgatar o uso desses espaços como pontos de encontro afetivo e cultural, contribuindo para sua valorização e reocupação pelas populações locais. Por fim, o projeto reforça o compromisso com a sustentabilidade ambiental, com práticas de produção consciente, como redução de materiais impressos, uso de materiais recicláveis, logística otimizada e incentivo à coleta seletiva nos locais de realização das atividades. Esses elementos complementares evidenciam que a proposta vai além do entretenimento: trata-se de uma ação articulada com valores fundamentais das políticas culturais contemporâneas — diversidade, inclusão, memória, formação, descentralização e sustentabilidade —, plenamente coerente com os objetivos da política nacional de incentivo à cultura e essencial para o fortalecimento da cidadania cultural no Brasil.

Especificação técnica

O projeto se desdobra em apresentações musicais, oficinas de canto, palestras sobre produção cultural e encontros com o público, cada qual com planejamento técnico e pedagógico estruturado para garantir excelência artística, inclusão e impacto formativo. 1. Apresentações Musicais - Duração média de cada show: 90 minutos - Formação cênica e musical: Voz principal, banda base (violão, guitarra, baixo, bateria, teclados e percussão), técnicos de som e luz, intérprete de Libras. - Rider técnico: Sistema de PA com retorno e monitores, microfones sem fio, direct boxes, sistema de iluminação cênica (com variações cromáticas), mesa digital, projetores e telão de LED em locais com estrutura para projeções. - Montagem e Desmontagem: Montagem técnica realizada com antecedência mínima de 24h para passagem de som e ajustes. Desmontagem prevista para até 12h após encerramento. - Classificação indicativa: Livre - Acessibilidade de conteúdo: Intérprete de Libras presente em todas as apresentações, audiodescrição nos materiais gráficos, legendas descritivas em vídeos de registro. 2. Oficinas de Canto (introdutórias) - Carga horária: 8 horas presenciais, divididas em dois encontros de 4 horas cada. - Público-alvo: Iniciantes, jovens e adultos, com prioridade para pessoas LGBTQIAPN+, com deficiência, mulheres, pessoas negras e indígenas. - Número de participantes por oficina: até 25 pessoas. - Material didático: apostila digital em PDF com conteúdos teóricos e práticos; material impresso em Braille disponível mediante inscrição prévia. - Conteúdo programático: - Consciência corporal e respiração aplicada ao canto - Técnica vocal e projeção - Afinação, ritmo e expressão - Performance e presença de palco - Repertório e identidade vocal - Projeto pedagógico: Baseado em princípios da pedagogia do canto popular e práticas de educação inclusiva, com metodologias participativas e valorização das vivências de cada participante. Mediação feita por artista com vivência pedagógica. 3. Palestras sobre Produção Cultural - Duração média: 90 minutos + 30 minutos de perguntas e interação. - Formato: Encontro presencial em auditório ou sala com capacidade para até 60 pessoas. - Conteúdo abordado: - Elaboração de projetos culturais - Leis de incentivo e editais públicos - Gestão de carreira artística - Cultura como direito e política pública - Material de apoio: Slides digitais, ficha de resumo da palestra, materiais acessíveis em Libras, legenda e Braille. - Acessibilidade: Palestras sempre acompanhadas por intérprete de Libras e material descritivo digital. 4. Encontros com o Público (bate-papo pós-show) - Duração: até 80 minutos após cada show - Formato: Diálogo aberto entre artista(s) e plateia mediado por curador/a ou produtor/a cultural - Objetivo: Estreitar o vínculo entre artista e público, gerar trocas de percepções sobre o show e abrir espaço para perguntas sobre processo criativo, temas abordados nas canções, etc. - Mediador: Profissional da produção cultural, com domínio sobre a proposta artística apresentada e sensibilidade para condução de conversas diversas. - Acessibilidade: Interprete de Libras e microfones sem fio para participação da plateia. Materiais gerais utilizados no projeto: - Impressos acessíveis (Braille e fonte ampliada) - Materiais de comunicação acessíveis (vídeos com legendas e Libras) - Camisetas para equipe técnica e artistas - Instrumentos musicais próprios e/ou alugados conforme rider - Estrutura de palco adaptada com rampas de acesso (onde necessário)

Acessibilidade

O Festival Forricó, ciente de sua responsabilidade como agente cultural comprometido com a cidadania, a equidade e os direitos humanos, incorpora em sua concepção e execução diretrizes de acessibilidade que garantem a participação plena e digna de todas as pessoas, com e sem deficiência, tanto nos espaços físicos quanto no acesso ao conteúdo artístico e informativo do projeto. Acessibilidade Física será assegurada por meio de adaptações e estruturas adequadas em todos os espaços utilizados para a realização do festival. Os locais de apresentações, oficinas, debates, feiras e demais atividades serão equipados com rampas de acesso, banheiros adaptados para pessoas com mobilidade reduzida, espaços reservados para cadeirantes nas plateias, e sinalização tátil e visual em pontos estratégicos de circulação. O mapeamento e preparação desses espaços serão feitos em diálogo com as normativas técnicas de acessibilidade urbana e arquitetônica, visando não apenas o cumprimento das exigências legais, mas a construção de uma ambiência acolhedora e humanizada. A equipe técnica também será orientada quanto ao atendimento inclusivo, garantindo a autonomia e segurança das pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Acessibilidade de Conteúdo será contemplada em diversas frentes, buscando garantir que a fruição artística, o entendimento das mensagens e o engajamento crítico do público aconteçam de forma ampla e inclusiva. As apresentações cênicas e musicais contarão com a presença de intérpretes de Libras (Língua Brasileira de Sinais), posicionados de forma visível ao público, para traduzir os conteúdos falados e cantados em tempo real. Obras audiovisuais e vídeos promocionais terão legendas descritivas e, sempre que possível, audiodescrição para pessoas com deficiência visual. O material de divulgação institucional (folders, cartazes, sinalizações) incluirá versões em braille e fontes ampliadas, além de contrastes adequados para facilitar a leitura por pessoas com baixa visão. Será realizada, ainda, uma visita sensorial guiada em espaços expositivos e palcos antes das apresentações, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão possam explorar o espaço de maneira tátil e auditiva, ampliando sua percepção do ambiente artístico. Oficinas e rodas de conversa também estarão abertas à participação de pessoas com deficiência, com estrutura de apoio e acompanhamento adequado quando necessário. A acessibilidade no Festival Forricó não é apenas um aspecto técnico ou logístico: é um valor que atravessa o projeto como um todo. A inclusão está na curadoria, no planejamento, na mediação cultural e na escuta ativa de grupos historicamente excluídos. O festival assume, assim, um compromisso com a democratização da arte e do acesso cultural, entendendo que uma sociedade verdadeiramente plural se constrói quando todos os corpos e vozes são convidados a ocupar o espaço com liberdade, respeito e plenitude.Item na planilha orçamentária para assegurar acessibilidade: Diretor de Acessibilidade.

Democratização do acesso

O Festival Forricó reafirma seu compromisso com a democratização do acesso à cultura, estruturando sua proposta de forma a garantir que os produtos culturais gerados sejam amplamente distribuídos e acessíveis a diversos públicos, especialmente àqueles historicamente marginalizados das políticas culturais. Toda a programação do festival será gratuita, com entrada livre para shows, oficinas, rodas de conversa, mostras e demais atividades, assegurando que fatores econômicos não sejam barreiras à fruição artística. A distribuição dos produtos culturais se dará de maneira descentralizada e inclusiva. Os shows principais ocorrerão em espaços públicos de ampla circulação, com infraestrutura adequada e acessibilidade física e de conteúdo, o que favorece o encontro democrático e espontâneo entre artistas e população. Além dos shows, o festival contará com ensaios abertos, permitindo ao público acompanhar de perto o processo criativo dos artistas convidados, incentivando o olhar crítico e o entendimento sobre o fazer artístico. Como medida estratégica de ampliação do alcance, parte da programação será transmitida ao vivo pela internet, por meio de plataformas digitais acessíveis, com recursos de acessibilidade como tradução em Libras, legenda descritiva e audiodescrição. Essa iniciativa visa incluir pessoas que não possam comparecer presencialmente, seja por questões geográficas, de mobilidade ou de saúde, garantindo uma experiência cultural rica e participativa mesmo à distância. Além das apresentações artísticas, o festival oferecerá oficinas formativas gratuitas em diferentes linguagens artísticas (dança, música, produção cultural, comunicação e cultura popular), voltadas especialmente para jovens, mulheres, pessoas LGBTQIAPN+, pessoas com deficiência e moradores das periferias urbanas e comunidades tradicionais. Essas atividades promovem não apenas o acesso à cultura como espectador, mas também como protagonista do fazer cultural. Serão distribuídos materiais de apoio – impressos e digitais – com conteúdos sobre os artistas, os territórios envolvidos e os temas discutidos nas rodas de conversa. Esses materiais também terão versões em braille, fonte ampliada e formatos digitais acessíveis. Todo o conteúdo audiovisual gerado será disponibilizado gratuitamente após o festival, em ambiente online, para consulta pública, ampliando ainda mais o acesso ao conhecimento gerado. O Festival Forricó, ao garantir o acesso gratuito, descentralizado e plural, promove a circulação democrática da arte, fortalece vínculos comunitários e consolida a cultura como um direito fundamental, não como privilégio. A cultura acessível a todos e todas é a essência do projeto.

Ficha técnica

Coordenador(a) Geral: Luiz Alves Luiz Alves de Freitas Filho é produtor cultural com mais de 10 anos de experiência na criação e execução de projetos audiovisuais e eventos culturais. Especializado em festivais, cinema, documentários e shows, tem atuação destacada em diferentes linguagens artísticas como teatro, artes visuais e novos meios digitais, sempre com foco na diversidade, inclusão e promoção da cultura. Diretor geral do Festival Forrico, atuando há mais de uma década na realização do evento, além de liderar a produção do tradicional festival junino da cidade de Icó há 8 anos. Acumula participações na direção de peças teatrais, organização de feiras culturais e gastronômicas, criação de salas de museu e coordenação de projetos inovadores como um podcast audiovisual voltado à valorização da cultura local. Com formação em Administração e cursando Produção Cultural, Luiz desenvolve seu trabalho principalmente no município de Icó (CE), conectando artistas e públicos por meio de experiências culturais impactantes e transformadoras. Coordenação Programação: Antonio Arnóbio Antônio Arnobio do Nascimento é formado em Administração e atua há mais de 15 anos como coordenador de programação de festivais culturais, com ampla experiência no planejamento, organização e gestão de eventos de grande porte. Responsável pela curadoria artística, definição de cronogramas e execução em tempo real das atividades, destaca-se pela atuação contínua no Festival Forrico e em eventos juninos tradicionais, onde desempenha papel estratégico na viabilização e excelência das programações culturais. Com trajetória de comprometimento, visão organizacional e profundo conhecimento das dinâmicas culturais regionais. Consultor: Santiago (Compositor, Cantor, Ator, Diretor, Dramaturgo, Poeta e Roteirista)Com 30 anos de carreira dedicados ao Teatro, Dança, Música, Circo e desde 2018 ao Cinema. Santiago já compôs 23 músicas do projeto "Infinitude de Musical", que se dividirá em dois álbuns: "Axioma" (2024) e "S2" (2025), escreveu cerca de 20 dramaturgias, encenou a maioria delas e está numa frenética produção de roteiros para o Cinema e TV: Longas: "Janelas...", "Invisíveis - A Saga do Poeta João Preto da Silva", "Esperando o Silêncio", "Verbo Divino", "No Final da Rua...", "Tudo seria mais do que perfeito, mas não é!", "Ópera Caldeirão a Santa Revolução" e "Maria Medeia"; Séries: "Absinto" e "Hamlet Fragmentado". Além de uma novela que está escrevendo para TV. Escreveu 3 LIVROS: "Revelando Artemanhas • A quebrada reage e age", "Janelas..." e Esperando o Silêncio". É Idealizador do Festival Nacional OURO MPB, Curador da MICINE - Mostra Independente de Cinema do Nordeste e foi Idealizador e Curador do Rock Jazz Festival, Musique Festival, Festival Ouro Mpb, Festival Nacional de Teatro do Campo Limpo - São Paulo (FESTCAL SP) e da Mostra Internacional de Teatro da Paraíba - MITpb. Também foi contemplado em mais de 30 editais públicos (4 vezes o Fomento ao Teatro para a Cidade de São Paulo; Mais de 10 PROACS EDITAIS; Prêmios da FUNARTE; Editais da Caixa Econômica Federal e BNB).

Providência

Projeto arquivado em razão da omissão do proponente na regularização da ocorrência: Perfil agência incompatível com o tipo de pessoa , o que impediu a abertura das contas e a continuidade processual. *Eventual desarquivamento poderá ser solicitado em até 30 dias pelo email salic@cultura.gov.br.*