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PRONAC 253774Autorizada a captação total dos recursosMecenato

Folia de Reis Viva: Registro das Transformações de um Patrimônio Imaterial

59.840.028 FRANCIELI DO CARMO PEREIRA OLIVEIRA
Solicitado
R$ 242,6 mil
Aprovado
R$ 242,6 mil
Captado
R$ 0,00
Outras fontes
R$ 0,00

Análise IA

Relacionamentos

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Eficiência de captação

0.0%

Classificação

Área
—
Segmento
Ações de Educação Patrimonial
Enquadramento
Artigo 18
Tipologia
Patrimônio cultural
Ano
25

Localização e período

UF principal
MG
Município
Alfenas
Início
2026-03-01
Término

Resumo

O Projeto trata da salvaguarda do patrimônio imaterial cultural da Folia de Reis em Alfenas e arredores, com a produção de uma pesquisa, que resultará em um documentário audiovisual etnográfico e de uma cartilha educativa a serem exibidos e distribuídos de forma gratuita em eventos e na internet. Visa registrar não apenas a tradição, mas também seus mecanismos de resistência frente às mudanças culturais da modernidade, por meio do registro das atividades e de entrevistas com foliões, funcionando como ferramenta de preservação, replicação e transmissão intergeracional.

Sinopse

Documentário “Folia de Reis Viva: Registro das Transformações de um Patrimônio Imaterial” – Classificação indicativa: Livre O documentário etnográfico investiga como a tradicional manifestação da Folia de Reis, enraizada no sul de Minas Gerais, enfrenta os impactos da modernidade. A obra mescla registros audiovisuais contemporâneos, entrevistas com mestres e foliões, cenas do cotidiano, rituais e cantos. Tensiona o passado e o presente para refletir sobre identidade, resistência e fé popular. O foco é valorizar esse patrimônio imaterial brasileiro, promovendo sua salvaguarda e democratização do acesso.Cartilha educativa “Folia de Reis Viva: Registro das Transformações de um Patrimônio Imaterial” – Classificação indicativa: Livre Publicação com linguagem acessível, voltada a estudantes, educadores e público em geral. Dividida em cinco capítulos: 1) Origem e história da Folia de Reis; 2) Símbolos e personagens; 3) Mestres e memórias; 4) Desafios contemporâneos; 5) Atividades educativas e reflexivas. A cartilha atua como material complementar ao documentário, promovendo educação patrimonial e valorização da cultura popular em escolas, bibliotecas e centros culturais. Disponibilizada em versão impressa e digital.Evento de Lançamento - Classificação indicativa: Livre Exibição pública e gratuita do documentário etnográfico no Teatro Municipal de Alfenas, com roda de conversa após a sessão. O evento marca o início da circulação do filme e visa integrar públicos urbanos à tradição da Folia de Reis. A roda de conversa contará com a participação de mestres da cultura popular e da equipe técnica, promovendo o diálogo intergeracional e a valorização do patrimônio imaterial.Exibição no Asilo- Classificação indicativa: Livre Sessão gratuita e adaptada do documentário no Lar São Vicente de Paulo, instituição de longa permanência, voltada a um público idoso, tradicionalmente excluído de atividades culturais presenciais. Após a exibição, será realizada uma roda de conversa afetiva com mestres da Folia, estimulando a memória, a oralidade e o reconhecimento dos saberes dos mais velhos como parte viva da herança cultural.Educação Patrimonial nas Escolas - Classificação indicativa: Livre Três exibições gratuitas do documentário em escolas públicas da região, seguidas de rodas de conversa com mestres da Folia e equipe. A ação visa despertar o interesse dos jovens pela cultura local, promover o sentimento de pertencimento e estimular a educação patrimonial de forma sensível, acessível e contextualizada no ambiente escolar.

Objetivos

Objetivos Gerais: O objetivo do projeto é realizar ações de salvaguarda do patrimônio imaterial cultural da Folia de Reis no sul de Minas Gerais, por meio da produção e distribuição gratuita de um documentário etnográfico e de uma cartilha educativa impressa e digital, promovendo o registro, a valorização e a transmissão intergeracional dessa tradição, considerando também suas transformações diante da modernidade.Objetivos Específicos:Produto PESQUISA: levantar, registrar e sistematizar informações sobre a Folia de Reis na região de atuação do projeto, por meio de estudo bibliográfico, entrevistas com mestres e foliões, registros fotográficos e sonoros de campo, com o intuito de subsidiar a curadoria do documentário, orientar a elaboração da cartilha educativa e preservar a memória dessa manifestação cultural.Produto DOCUMENTÁRIO AUDIOVISUAL: produzir um documentário etnográfico com duração de 30 minutos, com foco em narrativas orais, entrevistas com mestres e integrantes das companhias, registros audiovisuais das práticas atuais e levantamento histórico e bibliográfico. O filme será disponibilizado gratuitamente no YouTube com recursos de acessibilidade (LIBRAS, audiodescrição e legendas), além de tradução para inglês e espanhol.Produto CARTILHA EDUCATIVA: produzir e distribuir 2000 exemplares de cartilha educativa impressa em papel reciclado, contendo conteúdo formativo sobre a Folia de Reis, com foco em educação patrimonial, informações históricas e culturais, fotografias, entrevistas e QR Code para acesso ao documentário online. A cartilha será também disponibilizada gratuitamente em PDF.Produto EVENTO DE LANÇAMENTO: 1 exibição pública e gratuita do documentário no Teatro Municipal de Alfenas, com roda de conversa.Produto EXIBIÇÃO NO ASILO: 1 exibição gratuita no Lar São Vicente de Paulo, com roda de conversa com mestres da Folia.Produto EDUCAÇÃO PATRIMONIAL: 3 exibições gratuitas em escolas públicas de Alfenas, Fama e Campos Gerais, seguidas de rodas de conversa educativas com mestres e equipe.

Justificativa

O projeto se enquadra no escopo da Lei de Incentivo à Cultura por sua relevância na salvaguarda do patrimônio imaterial da Folia de Reis, promovendo acesso, memória e identidade cultural. Alinha-se aos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91:I _ Garante o acesso amplo à cultura ao disponibilizar gratuitamente um documentário e uma cartilha educativa, com recursos de acessibilidade e distribuição digital e impressa. II _ Estimula a produção cultural regional ao valorizar uma tradição popular do interior de Minas Gerais, envolvendo artistas e mestres locais. III _ Apoia e difunde uma manifestação cultural tradicional brasileira, dando voz aos seus criadores por meio de entrevistas, rodas de conversa e registros audiovisuais. IV _ Protege as expressões culturais de grupos que formam a identidade nacional, como as comunidades rurais e religiosas que mantêm viva a tradição da Folia de Reis. V _ Salvaguarda modos de fazer e viver transmitidos oralmente e por prática coletiva, fortalecendo mecanismos de resistência e continuidade.VI _ Contribui para a preservação do patrimônio cultural imaterial brasileiro, por meio do registro e da difusão da Folia de Reis, atualmente em processo de reconhecimento pelo IPHAN e já registrada como patrimônio imaterial pelo Estado de Minas Gerais. VIII _ Produz bens culturais de valor universal, ao tratar de temas como memória, identidade e resistência, contribuindo para a formação crítica e cultural do público. IX _ Prioriza um produto cultural genuinamente nacional, com foco em suas raízes, práticas e significados simbólicos.O projeto também atende a diversos objetivos do Art. 3º da referida norma. Contribui para o incentivo à formação artística e cultural (inciso I, alínea d), ao promover a participação de mestres e integrantes da Folia de Reis em exibições realizadas em escolas públicas, criando espaços de diálogo com estudantes e fortalecendo a educação cultural de base. Atua no fomento à produção cultural e artística (inciso II, alíneas a e b), por meio da realização de um documentário etnográfico e da produção de uma cartilha educativa, ambos com enfoque cultural e distribuição gratuita. Atende à preservação e difusão do patrimônio artístico, cultural e histórico (inciso III, alínea d), ao proteger e valorizar a Folia de Reis como manifestação popular profundamente enraizada na cultura brasileira. Por fim, estimula o conhecimento dos bens e valores culturais (inciso IV, alíneas a e b), por meio de exibições públicas gratuitas e pesquisa de campo com levantamento histórico, compartilhados com a população.O projeto se torna ainda mais necessário diante dos riscos concretos de enfraquecimento da Folia de Reis causados pela urbanização e pelas transformações culturais da modernidade. Em consonância com as diretrizes da UNESCO para a salvaguarda dos bens imateriais, esta proposta se estrutura como um processo de escuta e documentação não apenas da tradição, mas também de suas transformações, utilizando o audiovisual como ferramenta estratégica. A linguagem audiovisual preserva a oralidade com fidelidade e tem forte potencial de circulação, sendo capaz de alcançar públicos diversos, dialogar com o tempo presente e projetar nossa identidade cultural para além das fronteiras locais.A inserção do documentário (com 30 minutos e recursos de acessibilidade) e da cartilha em escolas públicas e espaços comunitários reforça o elo entre tradição e formação, contribuindo para a continuidade da prática entre as novas gerações e promovendo cidadania cultural ao integrar o patrimônio imaterial ao cotidiano escolar e social, de maneira democrática e acessível. A diversidade de locais de exibição (escolas, teatro central e asilo de idosos) permitirá alcançar tanto as comunidades diretamente envolvidas quanto estudantes e o público urbano da cidade, promovendo vínculos comunitários e reconhecimento da tradição.A difusão será ampliada por meio de inscrições em mostras e festivais nacionais e internacionais, com legendas multilíngues, assegurando sua circulação global.Além disso, a equipe executora possui vínculos diretos com a cultura retratada. A produtora Francieli é filha de violeiro da Folia de Reis e produziu o videoclipe "Uma Folia para Campos Gerais", dirigido por Bruno de Souza, também diretor deste projeto. O compositor Eduardo cria músicas no formato de folia, e o pesquisador Dr. Rafael Marin dedicou anos ao estudo das Folias. Técnica e pertencimento se unem para garantir sensibilidade, legitimidade e profundidade — um olhar que só é possível partindo de dentro.Dessa forma, o projeto demanda o uso do mecanismo de incentivo fiscal para viabilizar ações de pesquisa, produção e difusão que dificilmente ocorreriam sem apoio direto, dada sua natureza educativa e não comercial.

Especificação técnica

Cartilha educativa – “Folia de Reis Viva”Formato: livreto A5Paginação: 10 páginasImpressão: coloridaCapa: papel couchê fosco 180g, 4x0 coresMiolo: papel offset 90g, 4x4 coresAcabamento: grampeamento tipo canoaConteúdo: textos informativos, imagens fotográficas, ilustrações, glossário de termos da Folia, QR Code para acesso ao documentário completoLinguagem: acessível para diferentes faixas etárias e níveis de escolaridadeTiragem: 2000 exemplaresEvento de Lançamento – Exibição e Roda de ConversaLocal: Teatro Municipal de AlfenasDuração do evento: 1h (30 min de documentário + 30 min de roda de conversa)Público estimado: até 300 pessoasEquipamentos: projetor, telão, sistema de som,microfonesMateriais de apoio: cartazes,banner com QR Code, lista de presença, cartilhasAcessibilidade: tradução simultânea em LIBRAS ao vivo, local com acesso a cadeirantesExibição no Asilo – Lar São Vicente de PauloDuração do evento: 1h (30 min de documentário + 30 min de roda de conversa)Adaptações: volume elevado, ambiente com iluminação adequada e conforto térmicoMateriais: uso de televisão e sistema de som já disponíveis no localMateriais de apoio: cartazes,banner com QR Code, lista de presença, cartilhasAcessibilidade: tradução em LIBRAS durante toda a atividadeEducação Patrimonial nas Escolas – Exibições e Rodas de ConversaNúmero de ações: 3 exibições em escolas públicas de Alfenas, Fama e Campos GeraisDuração de cada ação: 1h (30 min de documentário + 30 min de roda de conversa guiada)Público-alvo: alunos do ensino fundamental II e médioMateriais: uso de recursos audiovisuais disponíveis nas escolas (televisão e som)Materiais de apoio: cartazes,banner com QR Code, lista de presença, cartilhasProjeto pedagógico:Objetivo geral: estimular o reconhecimento da cultura popular como patrimônio vivoObjetivos específicos:Reconhecer a importância da Folia de Reis no contexto histórico e cultural brasileiroEstimular o diálogo entre gerações por meio da escuta dos mestresIncentivar a preservação e valorização da tradição pela comunidade escolarMetodologia: exibição audiovisual seguida de roda de conversa com mestres da cultura e equipe do filme; uso da cartilha como instrumento de apoio em sala de aulaMaterial didático: cartilha educativa impressa e versão digital com QR CodeCarga horária: 3 horas totais (3 encontros de 1h cada)Profissionais envolvidos: realizadores do filme e mestres da FoliaAcessibilidade: tradução em LIBRAS em todas as apresentações.Especificações técnicas do documentário – Folia de Reis Viva : Registro das Transformações de um Patrimônio ImaterialFormato: Documentário de média-metragemDuração estimada: 26 a 30 minutosFormato de captação: Digital – resolução Full HD (1920x1080), codec H.264, áudio estéreoSuporte final de exibição: Arquivo digital em MP4 e DCP para exibições presenciaisFormato de exibição online: Versão com legendas, acessibilidade em LIBRAS e áudio-descriçãoLinguagem: Documental observacional e entrevista dirigida, com inserções de registros culturais e performances espontâneas da FoliaRoteiro e Estrutura: Narrativa dividida em 4 blocos temáticos – Origens, Tradição Viva, Transformações e ResistênciaAlém do formato de exibição em MP4 e DCP, será gerada uma Matriz Digital de Preservação em Apple ProRes 422 HQ (.mov) com áudio estéreo em 48kHz, entregue em disco rígido externo, conforme exigência da IN 01/2023 – Anexo III.

Acessibilidade

O projeto Folia de Reis Viva compreende a importância da acessibilidade como princípio estruturante de uma política cultural democrática, inclusiva e participativa. Por isso, foram incorporadas ações específicas para garantir tanto a acessibilidade física quanto a acessibilidade de conteúdo em todas as etapas de sua realização, desde o planejamento até a difusão dos produtos culturais gerados.Acessibilidade FísicaAs ações presenciais do projeto — como o evento de lançamento no teatro municipal, a exibição comentada no asilo e as sessões seguidas de rodas de conversa em escolas públicas — ocorrerão exclusivamente em espaços que já possuem infraestrutura adequada para receber pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida. Esses espaços contam com:Rampas de acesso e corrimãos;Banheiros adaptados para pessoas com deficiência física;Assentos reservados e acessíveis;Guias táteis e sinalização em braille, quando disponíveis.As visitas técnicas realizadas previamente pela equipe de produção incluirão a verificação e, se necessário, a adequação pontual dos locais escolhidos, em articulação com os responsáveis pelos espaços, de modo a garantir que todas as atividades possam ser frequentadas com segurança e autonomia por qualquer pessoa, independentemente de sua condição física.Acessibilidade de ConteúdoO projeto também contempla ações concretas de acessibilidade de conteúdo, buscando democratizar o acesso à experiência cultural, especialmente no que se refere ao documentário fruto da pesquisa e à cartilha educativa — principais produtos culturais do projeto. Documentário de 30 minutos O filme será produzido com os seguintes recursos de acessibilidade:Legendas descritivas: todas as falas serão transcritas com indicações sonoras relevantes, como ruídos e músicas, facilitando o acesso de pessoas surdas e ensurdecidas;Audiodescrição: será produzida uma faixa com descrição das imagens, permitindo que pessoas cegas ou com baixa visão acompanhem o conteúdo narrativo e visual;Tradução em LIBRAS: haverá janela com intérprete de Libras, garantindo compreensão para a comunidade surda sinalizante;Disponibilização gratuita online com QR Code: acessível a qualquer pessoa com celular e internet, evitando barreiras geográficas ou econômicas.Cartilha Educativa (2.000 exemplares) A cartilha que será distribuída gratuitamente em escolas, centros culturais e espaços comunitários terá:Versão digital acessível (formato PDF tagueado, com descrição de imagens e estrutura compatível com leitores de tela);Conteúdo com linguagem simples, objetiva e ilustrada, visando facilitar a compreensão por públicos com diferentes níveis de letramento;Atividades Formativas (Rodas de Conversa e Exibições) As rodas de conversa que acompanharão as exibições do filme contarão com:Intérprete de LIBRAS presencial;Registro em vídeo com recursos acessíveis para posterior disponibilização online.Visita Sensorial Está prevista uma atividade de visita sensorial adaptada durante a exibição no espaço do asilo, com foco em idosos com deficiências visuais e cognitivas leves. Serão utilizados objetos, tecidos, instrumentos e elementos simbólicos da Folia de Reis que permitam a experiência tátil, sonora e olfativa da tradição, promovendo uma imersão respeitosa e sensível aos sentidos.Todas essas ações demonstram o comprometimento do projeto com a plena inclusão de pessoas com deficiência, garantindo não apenas o acesso físico aos espaços, mas, sobretudo, a fruição do conteúdo cultural com equidade. O projeto reconhece que a cultura é um direito de todos e que a acessibilidade deve estar presente desde a concepção até a circulação final dos bens culturais.A equipe de produção contará com a consultoria especializada em acessibilidade cultural através da coordenadora de acessibilidade, que manterá diálogo constante com instituições que atuam com pessoas com deficiência para aferir a eficácia e a relevância das medidas adotadas. Acreditamos que a cultura só é viva quando é acessível — e que a preservação do patrimônio imaterial da Folia de Reis só se concretiza plenamente quando todos têm o direito de sentir, ouvir, ver e participar.

Democratização do acesso

Distribuição do documentário fruto da pesquisa:O documentário etnográfico será exibido gratuitamente em cinco eventos presenciais estratégicos, voltados à democratização do acesso cultural para públicos diversos, especialmente aqueles historicamente afastados de atividades culturais formais. Cada exibição é planejada para dialogar com um segmento específico da sociedade, ampliando o alcance e o impacto da proposta.O lançamento oficial no teatro municipal, no centro da cidade, tem papel simbólico e prático. Ao ocupar um espaço urbano de prestígio com uma manifestação popular rural, o projeto constrói pontes entre territórios, valorizando os grupos que mantêm viva a tradição. Essa escolha aproxima as comunidades rurais do centro urbano e das políticas públicas culturais, garantindo visibilidade e reconhecimento.A exibição em uma instituição de longa permanência para idosos busca atingir um público frequentemente excluído das dinâmicas culturais devido a limitações de saúde e mobilidade. Esse grupo, contudo, é parte essencial da cadeia de transmissão oral e prática da Folia de Reis. A proponente já realizou uma exibição semelhante em outro município com um videoclipe de Folia, e a experiência foi profundamente gratificante: a recepção do público idoso foi entusiasmada, gerando lembranças, cantos espontâneos e emoção. Essa vivência reforça o compromisso do projeto com o público que carrega a memória viva da tradição.As três exibições em escolas públicas das cidades que ficam no entorno do projeto(Alfenas, Fama e Campos Gerais) integram o documentário ao ambiente educacional, alcançando adolescentes e jovens que, em geral, não frequentariam esse tipo de evento por conta própria. Ao levarmos a obra diretamente às escolas, despertamos o interesse de novos públicos para a cultura local, estimulando o diálogo intergeracional e o sentimento de pertencimento. A atividade será acompanhada por roda de conversa e distribuição gratuita da cartilha educativa, reforçando a formação crítica e cultural dos estudantes.Essas exibições presenciais, planejadas com recorte territorial e social, complementam a disponibilização online gratuita do documentário com recursos de acessibilidade, garantindo acesso ampliado, diverso e inclusivo a um bem cultural fundamental para a memória e a identidade brasileira.Distribuição da cartilha educativaA cartilha educativa é um instrumento fundamental para a democratização do acesso à cultura, atuando como complemento pedagógico e memória física do projeto. Com tiragem de 2.000 exemplares impressos, será distribuída gratuitamente a escolas públicas, bibliotecas municipais, centros culturais, instituições parceiras e à Secretaria de Cultura, ampliando o alcance do projeto para além das exibições presenciais e alcançando públicos que, por diversos motivos, não possam comparecer aos eventos audiovisuais.Produzida em linguagem simples e acessível, com ilustrações e recursos gráficos de apoio à leitura, a cartilha foi pensada para ser compreendida por pessoas de diferentes faixas etárias e níveis de escolaridade. Seu conteúdo visa apresentar a história, os significados e as transformações da Folia de Reis de forma didática, sensível e valorizando a diversidade cultural. Essa abordagem garante que crianças, adolescentes, adultos e idosos tenham condições de se apropriar do conteúdo e reconhecer-se nele, fortalecendo o sentimento de pertencimento e identidade.Além disso, uma versão digital em PDF será disponibilizada gratuitamente para download no site e nas redes sociais do projeto, o que permite que o conteúdo circule por redes educacionais, culturais e comunitárias de maneira ampla e permanente. A inclusão de um QR Code na versão impressa permite o acesso direto tanto à cartilha digital quanto ao documentário, integrando as linguagens textual e audiovisual e promovendo um acesso multiplataforma à experiência cultural proposta.Essa estratégia garante que a cartilha atue como ponto de contato duradouro entre o projeto e os territórios onde ele será implantado, permanecendo nas instituições mesmo após o encerramento das atividades presenciais. Ao circular entre educadores, bibliotecários, agentes culturais e o público em geral, a cartilha estimula novas práticas educativas, rodas de leitura, atividades em sala de aula e ações comunitárias voltadas à valorização da cultura popular. Assim, reforça o compromisso do projeto com a inclusão, a permanência e a circulação da memória cultural da Folia de Reis.O projeto contempla de forma ampla quatro medidas de ampliação de acesso previstas no art. 28 da IN nº 01/2023. Atende integralmente ao inciso I, pois 100% dos exemplares da cartilha educativa serão doados gratuitamente a escolas públicas, bibliotecas, centros culturais e instituições parceiras, promovendo inclusão social e acesso educativo de forma permanente. Cumpre o inciso IV ao disponibilizar gratuitamente o documentário completo na internet com recursos de acessibilidade (LIBRAS, audiodescrição e legenda descritiva), garantindo alcance nacional, gratuito e inclusivo. Atende também ao inciso VI, por meio das rodas de conversa gratuitas que acompanharão todas as exibições, fortalecendo o diálogo, a escuta ativa e a formação cultural dos participantes. Por fim, cumpre o inciso VII com ações culturais voltadas diretamente ao público infantojuvenil, por meio das exibições seguidas de conversa em escolas públicas, estimulando o pertencimento e a valorização da cultura popular desde a infância.Além da distribuição física e digital dos produtos, o projeto investirá em uma estratégia de divulgação multiplataforma, com o objetivo de ampliar ainda mais o acesso e garantir que públicos diversos sejam alcançados de maneira eficaz e contextualizada.Nas redes sociais, será criada uma página oficial do projeto com cronograma semanal de publicações. Nela, serão compartilhados conteúdos educativos sobre a Folia de Reis, bastidores da produção (making of), entrevistas com mestres e folião, além de curiosidades históricas e informações sobre as etapas do projeto. Essa atuação constante nas redes busca engajar jovens e adultos, tanto do Brasil quanto de outros países, por meio de uma linguagem visual atrativa, conteúdo informativo e acessível, promovendo a educação patrimonial em ambiente digital.Simultaneamente, será realizada divulgação em mídias impressas e tradicionais, como jornais locais, revistas regionais e emissoras de rádio e televisão comunitárias ou regionais, alcançando especialmente os públicos rurais, tradicionais e mais idosos, que têm menor acesso à internet, mas profunda conexão com a cultura da Folia. A presença em canais como esses reforça o compromisso do projeto com a inclusão comunicacional, respeitando os diferentes modos de consumo de informação de cada comunidade.Também serão produzidos e distribuídos cartazes, folders e panfletos em pontos estratégicos, como escolas, igrejas, comércios locais e sedes de folias, garantindo que a população seja informada de forma ampla e visualmente acessível. Os canais de comunicação comunitária, como rádios locais e grupos de WhatsApp de bairros e paróquias, serão ativados com releases curtos e convites para os eventos, fortalecendo o vínculo com os territórios e incentivando a participação direta.Essa combinação entre ferramentas digitais, meios tradicionais e canais comunitários é pensada como instrumento de democratização do acesso à cultura e à informação, valorizando a pluralidade de públicos e respeitando seus contextos socioterritoriais. Ao integrar diferentes plataformas, o projeto garante que sua mensagem não fique restrita a nichos, mas circule de forma viva, popular e abrangente, contribuindo para a formação cidadã e a valorização do patrimônio imaterial brasileiro.

Ficha técnica

Francieli do Carmo Pereira Oliveira, idealizadora e proponente, atuará de forma integral e transversal na função de produção geral, desde a concepção até a finalização. Suas atribuições incluem:Idealização e concepção original do projeto, com definição do conceito, objetivos e estrutura geral da proposta.Coordenação executiva de todas as etapas, garantindo o cumprimento do cronograma, metas e orçamentos.Responsável pela inscrição do projeto em editais e plataformas de captação, articulando parcerias e redes de apoio institucional.Supervisão da equipe técnica, artística e pedagógica, acompanhando desde a pesquisa inicial até a finalização do documentário.Participação ativa na pesquisa histórica e etnográfica, incluindo o levantamento bibliográfico, entrevistas e registros de campo nas comunidades.Colaboração direta nos registros audiovisuais, com presença em campo durante as filmagens e entrevistas.Elaboração da cartilha educativa, contribuindo com textos, validação de conteúdo e revisão geral.Responsável pela difusão do projeto, incluindo a inscrição em festivais nacionais e internacionais, negociação de exibições e gestão da comunicação institucional.Organização da documentação comprobatória, prestação de contas e relatórios técnicos exigidos pelos órgãos financiadores.Sua atuação será estratégica para garantir que o projeto mantenha sua coerência conceitual, territorial e cultural, promovendo uma salvaguarda viva e sensível da Folia de Reis no sul de Minas Gerais.Seu currículo resumido: Produtora audiovisual com trajetória consolidada na valorização da cultura popular, inclusão social e interiorização do cinema. Atua como produtora de projetos que dialogam com memória, identidade e transformação social no sul de Minas Gerais. Entre os principais trabalhos:O Zebuzeiro (2019) – Produção de longa baseado na obra de Waldir de Luna Carneiro, com exibição itinerante em comunidades rurais.O Martelo e a Coroa (2020) – Produção de longa independente com elenco nacional e talentos locais. Projeto pioneiro de descentralização do audiovisual, ao trazer atores globais para o interior de Minas Gerais.O Sol da Liberdade (2024) – Produção de longa sobre o golpe militar, exibido gratuitamente em espaços educacionais e premiado em festivais nacionais e internacionais. Envolvimento de recuperandos da APAC (Associação de Proteção e Assistência aos Condenados), do sistema prisional de Alfenas-MGPor que me persegues? (2024) – Produção de curta sobre racismo religioso e resistência cultural no carnaval do interior Entre Reis e Raízes-Uma Folia Para Campos Gerais (2024) – Produção de videoclipe que documenta e valoriza a Folia de Reis Trilha Para o Paraíso (2024) – Direção e produção de documentário sobre a Serra do Paraíso e sua importância cultural e ambientalMulher Interior (2024) – Produção de documentário sobre coletivos feministas do interior e pautas de gênero.Palmares – Uma História de Luta (2023) – Coordenação de espetáculo com participação de terreiros afro-religiosos, promovendo inclusão e autenticidade cultural.Todas as produções foram exibidas gratuitamente em comunidades rurais, escolas e espaços públicos. Sua atuação une produção artística, pesquisa, articulação comunitária e difusão cultural, sempre com foco na democratização do acesso e no fortalecimento da cultura regional.Currículo Resumido – Bruno de Souza- DIRETORCineasta, roteirista e produtor independente com trajetória marcada pela valorização da cultura mineira, inclusão social e interiorização do cinema. Atua desde 2011 com projetos autorais e coletivos que abordam temas históricos, sociais e identitários.Principais trabalhos:O Sol da Liberdade (2024) – Diretor. Filme sobre os 60 anos do Golpe Militar, premiado em festivais nacionais e internacionais, com mais de 18 mil visualizações. Envolveu recuperandos da APAC em sua produção.Por que me persegues? (2024) – Diretor. Curta sobre racismo religioso e resistência cultural no carnaval afro-mineiro.Zebuzeiro – O Filme (2022) – Diretor. Longa filmado em zonas rurais de Alfenas com foco na cultura interiorana. Premiado pela Lei Paulo Gustavo.O Martelo e a Coroa (2020) – Diretor e roteirista. Longa realizado por financiamento coletivo, com elenco nacional e artistas locais. Pioneiro na descentralização da produção audiovisual no interior de MG.Um Canto para Dormir (2017) – Curta premiado sobre racismo estrutural.Kanãnãi (2018) – Primeiro curta na língua pataxó, reafirmando seu compromisso com as culturas originárias.Raízes do Brasil (2023) – Stop motion sobre invasão à terra indígena, premiado no Festival do Minuto.Índio, Viola e Cachoeira (2022) e Fama: Progresso Represado (2022) – Documentários sobre cultura e impactos ambientais no sul de Minas.Arrivederci (2022) – Curta sobre etarismo, selecionado na Mostra Sesc de Cinema.A Ópera da Cidade Preta 3 (2011) – Primeiro curta premiado como ator e diretor, unindo teatro, música e cinema.Atuação na educaçao: Ministrou oficinas de roteiro, cinema em stop motion em eventos gratuitos para crianças e jovensSeu trabalho articula cinema, educação, memória e transformação social, criando uma filmografia reconhecida e comprometida com a democratização do audiovisual no Brasil.Prof. Dr.Rafael Marin- PESQUISADORAutor da tese: “LÁ NO CÉU CANTA OS ANJO, AQUI NA TERRA CANTA NÓIS”Um estudo etnográfico das práticas sócio-musicais dos foliões de reis no sul de Minas GeraisDoutor em Música pela Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) na linha de pesquisa Música e Cultura. Mestre em Música pelo Instituto de Artes da Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" (IA-UNESP) na área de Musicologia / Etnomusicologia / Educação Musical. Pós-graduando em Antropomúsica - Educação Musical Waldorf pela Faculdade Rudolf Steiner. Bacharel em Ciências Sociais pelo Instituto de Ciências Humanas e Letras da Universidade Federal de Alfenas (ICHL-UNIFAL). Licenciado em Educação Artística com Habilitação em Música pelo Departamento de Música da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (FFCLRP-USP). Bacharel em Instrumento pelo Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Especialista em Música Antiga pela Escola de Música do Estado de São Paulo (EMESP Tom Jobim). Possui experiência na área de Artes e Antropologia Social com ênfase em Música, Performance, Cultura Popular e Processos de Modernização.Currículo Resumido – Joyce Larissa- roteiristaRoteirista, diretora, atriz e ilustradora autodidata. Graduada em Letras - Espanhol pela UNIFAL-MG, com formações complementares em Seminário de Pesquisa em Cinema, Gramática Visual e Literatura e Sociedade. Atua com foco em narrativas sociais, memória e identidade no interior de Minas Gerais.Principais trabalhos:Mulher Interior (2024) – Roteirista e diretora. Documentário contemplado pela Lei Paulo Gustavo de Poço Fundo, com foco em coletivos feministas do interior e pautas de gênero.Histórias de Quando a Água Chegou – Alfenas e Suas Memórias Submersas (2018) – Roteirista, diretora e editora. Documentário sobre os impactos da represa de Furnas, realizado pela UNIFAL-MG.Histórias de Quando a Água Chegou – Fama, Progresso Represado (2019) – Roteirista, diretora e editora. Premiado com Menção Honrosa na 5ª Mostra de Cinema de Fama (2022) e exibido na Rede Minas.Experiência complementar:Bolsista do projeto PROBEXT / UNIFAL-MG.Participação nos simpósios integrados da UNIFAL com apresentações dos documentários realizados.Participação no projeto de extensão Civitas, promovendo cultura e cidadania no sul de Minas.Atuou na Rede Emancipa (Cursinho Popular de Alfenas) e na Camerata Theophillus, projeto musical voltado à democratização do acesso à arte.Seu trabalho une audiovisual, literatura, ilustração e educação popular, com foco na valorização das histórias locais, memória coletiva e empoderamento feminino.

Providência

PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.

2026-12-31
Locais de realização (3)
Alfenas Minas GeraisCampos Gerais Minas GeraisFama Minas Gerais