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O Projeto INDÍGENAS E IMIGRANTES NO VALE DO ITAJAÍ/SC: DISPUTAS DE NARRATIVAS visa a publicação de um livro de grande valor cultural com pauta na discussão sobre a ideia de uma história única, na visão do imigrante europeu, do Vale do Itajaí no Estado de Santa Catarina. O texto traz uma crítica acurada, com dados levantados por pesquisa acadêmica, contendo relatos próprios de indígenas da etnia LAKLÃNÕ, que habitam o mesmo território já intitulado de Vale Europeu. O projeto irá apoiar, valorizar e difundir a diversidade cultural da região, dando maior visibilidade às manifestações culturais do povo LAKLÃNÕ, se contrapondo à visão histórica eurocêntrica na qual se ancora a indústria turística do Vale do Itajaí.
O livro relata o esforço para a construção de uma identidade em Santa Catarina, isso a partir da região mais populosa do estado – o Vale do Itajaí. Este, reconhecido como Vale Europeu a partir de suas referências de colonização, no entanto, para sustentar uma leitura europeia, a região silencia os tradicionais povos indígenas. Neste sentido, o livro sinalizou como este silenciamento vem sendo elaborado por parte de órgãos estatais, mas também trouxe vozes indígenas para sinalizar outras perspectivas de identidades mais plurais para a região do Vale do Itajaí e Santa Catarina.Além de introdução e conclusão, o livro está dividido em quatro capítulos. Ao buscar compreender como a trama entre indígena e imigrante europeu vem sendo elaborada pelo poder público local, se investigou no primeiro capítulo a publicação Blumenau em Cadernos e em seguida se investigou a exposição do Museu Eduardo de Lima e Silva Hoerhann; isto para no capítulo três, buscar compreender como este silenciamento vem sendo construído ao passo que se enaltece o imigrantes europeu, e ao propor esta análise, se apontou a metodologia da História Oral como ferramenta de trazer vozes indígenas para o debate. Assim, o quarto capítulo trouxe entrevista de indígenas da região do Vale do Itajaí, isto com o intuito de propor um novo olhar para o passado da região.A cultura brasileira é marcada pela diversidade cultural, no entanto, regiões como o Vale do Itajaí em Santa Catarina no contexto atual estão focados para uma leitura monocultural e promovendo somente uma leitura sobre o passado, e por tanto do presente e futuro. Assim, a criação de diversos espaços culturais e entre eles alguns mantidos com recursos públicos se prestam ao eurocentrismo impossibilitando vozes da diversidade cultural da qual o país é assim formado. Neste sentido, este livro vem em boa hora para promover outras óticas em relação ao passado e a possibilidade de uma leitura mais real do passado e um contraponto para uma suposta identidade europeia na região. Tal livro, ao propor uma leitura indígena do Vale do Itajaí, que por muitos se chama de Vale Europeu, propõe assim a abertura da discussão da temática da diversidade cultural, ao sinalizar outras culturas na formação do tecido regional.
OBJETIVO GERAL O Projeto INDÍGENAS E IMIGRANTES NO VALE DO ITAJAÍ/SC: DISPUTAS DE NARRATIVAS tem como principal objetivo publicar o livro, de mesmo título, resultante de pesquisa científica sobre a cultura indígena no estado de Santa Catarina. Com isso, mostrar a importância da cultura dos povos tradicionais com a necessidade de refletir sobre o local de fala e a propriedade em contar sua própria história. OBJETIVOS ESPECÍFICOS• Difundir o conteúdo cultural que compõe a tese do proponente, Rodrigo Wartha, em Doutorado em História;• Distribuir a quantidade de 200 unidades do livro para escolas públicas, e comunidade indígena em questão;• Apresentar a cultura dos povos originários, de modo a contemplar o protagonismo da etnia LAKLÃNÕ.
A história indígena é pouco propagada em Santa Catarina, levando a crer que, socialmente, a população do estado tenha uma ascendência europeia, em detrimento da história e memória dos povos originários e da diversidade cultural da região do Vale do Itajaí, já intitulado de Vale Europeu. O Projeto INDÍGENAS E IMIGRANTES NO VALE DO ITAJAÍ/SC: DISPUTAS DE NARRATIVAS propõe a desmistificação de um discurso unilateral que descredencia a autenticidade dos fatos históricos, anulando sistematicamente nas últimas décadas as vozes de indígenas, negando seu protagonismo e sufocando possibilidades de discussões sobre o tema. Assim, este projeto, que pretende materializar em formato de livro o teor da tese do proponente, traz elementos que vão ao encontro das premissas da diversidade cultural ao promover o diálogo com os próprios indígenas, promovendo, assim, uma leitura mais real da história regional. O Projeto INDÍGENAS E IMIGRANTES NO VALE DO ITAJAÍ/SC: DISPUTAS DE NARRATIVAS instiga pesquisadores e pesquisadoras a ampliar pesquisas e publicações que possam sinalizar outras vozes, isto, caminhando para a diversidade cultural, não só em Santa Catarina, mas em nível macro, onde a invisibilidade dos povos originários ainda lhes desqualifica a ponto de considerar a existência das mesmas etnias, não levando em conta suas especificidades e vivências. Além disso, o projeto está amplamente adequado aos objetivos do Pronac contidos no Artigo 3º da Lei 8.313/91, mais precisamente aos inciso II e IV, alíneas b e b respectivamente, conforme transcrito a seguir: "b) edição de obras relativas às ciências humanas,às letras e às artes" e "b) levantamentos, estudos e pesquisas na área da cultura e da arte e de seus vários segmentos".
O lançamento do livro será na Fundação Cultural de Rio do Sul (SC), que conta com a estrutura de acessibilidade para receber o público PCD, com intérprete de libras. Além desse local, haverá lançamentos, nos mesmos moldes, em mais cinco escolas, sendo uma privada, SESC de Rio do Sul SC, e quatro escolas da rede estadual em Blumenau e na terra indígena LAKLÃNÕ .
O Projeto INDÍGENAS E IMIGRANTES NO VALE DO ITAJAÍ/SC: DISPUTAS DE NARRATIVAS parte da publicação de 1000 livros, com a doação de 200 exemplares. Os 200 exemplares gratuitos serão distribuídos para a Secretaria Estadual de Educação na cidade de Blumenau, 50 unidades, a maior cidade da região do Vale do Itajaí, sede da Oktoberfest, onde o discurso eurocêntrico se faz presente. Outras 50 unidades para a Secretaria Estadual de Educação na cidade de José Boiteux, onde se encontra a maior parte da terra indígena LAKLÃNÕ, bem como 50 unidades nas escolas dentro do território da própria etnia. Os 50 exemplares restantes serão distribuídos para anciãos, anciãs e lideranças indígenas LAKLÃNÕ. Com isso, cumpre-se com a porcentagem de gratuidade, um terço da produção, exigida para este tipo de projeto.
Nome: Rodrigo WarthaFunção no projeto: proponente, autor, gestor administrativo e financeiroProfissão ou ocupação: historiador e escritorGrau de escolaridade: Doutor em História, mestre em Desenvolvimento regional, especialista em Educação, diversidade e cultura indígena, Licenciado e bacharel em História Nome: Dominique Calixto MartinsFunção no projeto: Intérprete de LIBRAS Profissão ou ocupação: Intérprete de LIBRASGrau de escolaridade: Mestre em Educação, especialista em Atendimento Educacional Especializado (AEE), Licenciatura em Pedagogia 2011 e Letras Libras. Nome: Walderes Coctá Priprá de AlmeidaFunção no projeto: Oficineira dos povos indígenas Profissão ou ocupação: ProfessoraGrau de escolaridade: Mestre em Etnohistória (História), Licenciada em Letras e Intercultural do Sul da Mata Atlântica – ênfase em Humanidades.
PROJETO ARQUIVADO.