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GRINGO é um projeto de curta-metragem de ficção com 15 minutos de duração. A trama acompanha Jane, mulher negra de 58 anos e guia turística em Ilhéus, que decide alugar um quarto de sua casa para turistas. O hóspede é Heinz, cineasta alemão que logo revela comportamentos invasivos e um interesse inquietante por Mariana, filha de Jane. O projeto será realizado em Ilhéus e prevê ações de contrapartida, como exibições em espaços culturais e uma oficina de escrita de projetos artísticos.
GRINGO acompanha Jane, uma mulher negra de 58 anos que trabalha como guia turística na cidade de Ilhéus, na Bahia. Conhecedora profunda das belezas naturais da cidade litorânea, Jane construiu uma rotina marcada por independência e dignidade. Ao decidir alugar um quarto de sua casa para complementar a renda, ela recebe Heinz, um cineasta alemão que chega à cidade com o pretexto de realizar um documentário sobre turismo no Brasil. Educado, excêntrico e de fala mansa, Heinz logo conquista a confiança de Jane. Mas, com o passar dos dias, seu comportamento se torna cada vez mais intrusivo, abusando da hospitalidade da anfitriã, tomando os espaços da casa e demonstrando um interesse perturbador em Mariana, filha de Jane.O que começa como um aparente atrito cultural se transforma em um jogo psicológico intenso. Jane passa a desconfiar das intenções de Heinz, mas enfrenta o descrédito das pessoas ao seu redor, que insistem em enxergar o estrangeiro como um homem culto e inofensivo. À medida que pistas sinistras surgem — entre gravações escondidas, lapsos de memória, e manipulações emocionais —, Jane se vê encurralada dentro da própria casa, num pesadelo onde a paranoia se mistura à realidade. Inspirado por crimes reais envolvendo turismo, GRINGO é um thriller psicológico que mergulha em tensões raciais, colonialismo contemporâneo e a violência disfarçada de exotismo. Um suspense tropical e claustrofóbico, onde o paraíso turístico revela seu lado mais sombrio.
Objetivo GeralRealizar um curta-metragem de ficção inédito com duração prevista de 15 minutos, contribuindo para o fortalecimento do audiovisual baiano e para a reflexão crítica sobre o turismo, o racismo estrutural e as heranças coloniais, a partir de uma perspectiva local e anticolonial. Objetivos Específicos- Produzir e finalizar o curta-metragem GRINGO, com duração de 15 minutos.- Promover 3 sessões gratuitas do filme seguidas de bate-papos em pontos culturais da cidade de Ilhéus, estimulando o debate sobre turismo consciente e colonialismo.- Oferecer 1 oficina de escrita de projetos culturais para até 20 artistas locais, ampliando o acesso a ferramentas de captação de recursos.- Empregar direta e indiretamente cerca de 30 profissionais do audiovisual, priorizando a formação de uma equipe diversa em gêneros, etnias, idades e orientações sexuais.- Fomentar o interesse pelo cinema produzido na Bahia, contribuindo para a formação de público no interior do estado.
O projeto GRINGO propõe a realização de um curta-metragem de ficção com cerca de 15 minutos de duração, que busca refletir, de maneira sensível e crítica, sobre as relações entre turismo, colonialismo e a forma como o Brasil _ especialmente o interior da Bahia _ é percebido e representado por olhares estrangeiros. Através da linguagem do cinema, pretendemos provocar o debate sobre como certas desigualdades históricas ainda se manifestam nos dias de hoje, inclusive nas relações pessoais e culturais.A história acompanha Jane, uma mulher negra de 58 anos que trabalha como guia turística em Ilhéus e decide alugar um quarto de sua casa para um cineasta alemão. O que começa como uma relação cordial entre anfitriã e hóspede vai se tornando, aos poucos, uma situação desconfortável e preocupante, revelando aspectos sutis e profundos das tensões entre visitantes estrangeiros e moradores locais. A ideia é mostrar, com delicadeza e tensão, como essas relações ainda carregam marcas de desigualdade e exploração.Inspirado em obras como Bacurau e Corra!, o filme utiliza elementos do suspense e do horror como forma de construir uma narrativa que inverte estereótipos e propõe uma nova forma de olhar para personagens como Jane: uma mulher negra, nordestina e protagonista de sua própria história. Também buscamos abordar temas como turismo sexual e objetificação, sem sensacionalismo, mas com responsabilidade e escuta, apontando para a necessidade de discutir essas realidades de forma mais aberta.Além da realização do curta, GRINGO tem o desejo de contribuir com a cena cultural local. Por isso, ofereceremos uma oficina gratuita de escrita de projetos culturais em Ilhéus, com foco em artistas da região que queiram aprender mais sobre como captar recursos para seus próprios trabalhos. Essa contrapartida busca estimular a autonomia criativa e fortalecer a produção cultural no interior da Bahia, que muitas vezes enfrenta maiores desafios de acesso e visibilidade.Outro ponto importante é a composição da equipe do projeto, que será formada por profissionais diversos em gênero, raça, orientação sexual, idade e origem. Acreditamos que essa diversidade enriquece o processo criativo e torna o filme mais sensível e representativo.Assim, justificamos este projeto não apenas pela relevância de seu tema, mas também pela intenção de contribuir com um cinema mais plural, acessível e conectado às realidades e vozes do interior do país. GRINGO nasce do desejo sincero de contar uma história significativa e de colaborar com o fortalecimento da cultura e do audiovisual baiano.A realização do curta-metragem GRINGO depende diretamente do apoio financeiro viabilizado pelo Mecanismo de Incentivo a Projetos Culturais previsto na Lei nº 8.313/91, conhecida como Lei Rouanet. Sendo uma obra independente, com produção sediada no interior da Bahia, o projeto enfrenta desafios significativos de captação de recursos, especialmente por estar fora dos grandes centros de produção audiovisual. O incentivo fiscal é, portanto, essencial para garantir a viabilidade técnica, artística e operacional do filme, assegurando uma remuneração justa à equipe e a execução das ações de contrapartida previstas.O projeto se enquadra nos seguintes incisos do Art. 1º da Lei 8.313/91:Inciso I _ Estímulo à produção, promoção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Inciso II _ Proteção às expressões culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e responsáveis pela preservação da identidade nacional.Através de sua narrativa, GRINGO aborda criticamente temas como colonialismo, turismo e objetificação do corpo feminino negro, promovendo o debate sobre identidade, cultura local e o olhar estrangeiro sobre o Brasil. O curta se propõe a valorizar a diversidade cultural e as expressões sociais do interior baiano, dando visibilidade a personagens e histórias que tradicionalmente ocupam poucos espaços no cinema nacional.Além disso, o projeto contribui diretamente para os seguintes objetivos do Art. 3º da Lei 8.313/91:Inciso I _ Contribuir para facilitar, a todos, os meios para livre acesso às fontes da cultura e o pleno exercício dos direitos culturais;Inciso II _ Promover e estimular a regionalização da produção cultural e artística brasileira, com valorização de recursos humanos e conteúdos locais;Inciso III _ Apoiar, valorizar e difundir o conjunto das manifestações culturais dos grupos formadores da sociedade brasileira e dos modos de criar, fazer e viver da sociedade;Inciso V _ Estimular a produção e difusão de bens culturais de valor universal, formadores e informadores de conhecimento, cultura e memória;Inciso VIII _ Estimular a ampliação do mercado de trabalho dos profissionais da cultura.Por meio da realização do curta, da promoção de sessões gratuitas com debates e da oferta de uma oficina de escrita de projetos culturais para artistas de Ilhéus, GRINGO contribui para a formação de público, o acesso à cultura, a valorização das produções do interior da Bahia e o fortalecimento de uma cadeia produtiva cultural diversa, justa e descentralizada.Portanto, o uso do Mecanismo de Incentivo à Cultura é imprescindível para garantir que esse projeto se concretize com qualidade, alcance e impacto social e cultural.
Curta metragem - 15 minutos
O curta-metragem GRINGO terá janela de tradução em Libras, legenda para surdos e ensurdecidos, e audiodescrição. Desde a fase inicial do projeto, trabalharemos em colaboração com uma consultora de acessibilidade, Iracema Viralonga, uma mulher PCD, para integrar o conteúdo narrativo aos elementos de inclusão. Para garantir a eficácia da tradução em Libras, consideraremos o posicionamento da janela de tradução durante as escolhas de enquadramentos e levaremos em conta o tempo necessário da montagem do curta para a incorporação da audiodescrição, assegurando fluidez e criatividade ao resultado final.O projeto oferecerá acessibilidade nos espaços de exibição e formação de suas contrapartidas. Foram escolhidos locais com rampas, corrimões e demais itens de acessibilidade arquitetônica. A equipe do projeto será instruída pela consultora de acessibilidade para melhor atender participantes PCDs, pessoas com baixa mobilidade, idosos e portadores de transtornos intelectuais.
O curta-metragem GRINGO terá sua distribuição focada em garantir amplo acesso à obra para diferentes públicos, especialmente na região onde foi produzido. As exibições ocorrerão gratuitamente em espaços culturais acessíveis da cidade de Ilhéus, promovendo sessões abertas ao público seguidas de bate-papos com a equipe, para aproximar a comunidade do processo artístico e dos temas abordados.Além das sessões presenciais, o projeto prevê a realização de uma oficina de escrita de projetos culturais, voltada para artistas locais, com o objetivo de fomentar a produção cultural regional e ampliar o alcance dos participantes.Para atingir um público ainda maior, especialmente aqueles que não possam comparecer presencialmente, haverá transmissão online das sessões e de algumas oficinas, possibilitando o acesso remoto. Também estão previstas atividades como ensaios abertos ou encontros preparatórios, que permitirão à comunidade acompanhar o desenvolvimento do projeto, fortalecendo o diálogo e o envolvimento.Dessa forma, GRINGO busca não apenas distribuir o filme, mas criar um espaço de troca e formação, promovendo a democratização do acesso à cultura de forma inclusiva e colaborativa.
Direção e roteiro - Calebe LopesRealizador baiano com interesse especial no cinema de gênero, Calebe dirigiu curtas-metragens como “A Triste Figura” (2018) e “Claudio” (2022), exibidos e premiados em dezenas de festivais de cinema em diversos países, entre eles Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Mostra de Tiradentes e Fantaspoa.Trabalhou como montador de curtas como Onze Minutos (2018) e Solange Não Veio Hoje (2024), entre outros. Dirigiu e editou o som de curtas como Em Cima do Muro (2019) e Fica Bem (2020). Ministrou cursos como Cinema Independente e Matura Cine, além de dar aulas de edição e montagem na Infinity School.Direção, roteiro e produção Executiva - Klaus HastenreiterKlaus Hastenreiter é diretor e roteirista, sócio da produtora audiovisual Olho de Vidro Produções. Com formação em Artes Cênicas pela UFBA e cinema pela New York Film Academy, escreveu, dirigiu e produziu cerca de 15 curtas-metragens como “Não Falo com Estranhos” (2017) e “Taoquei” (2019), que somam mais de 200 seleções e 50 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Participou de laboratórios de projetos e mentorias como o PANLAB e a Usina do Drama, onde desenvolveu projetos de longas-metragens e séries de TV. Ministra cursos de cinema independente desde 2017, além de ser professor e produtor do curso Matura Cine.Direção de Produção - Walerie GondimWalerie Gondim é produtora cultural formada pela Universidade Federal Fluminense (UFF-RJ) e graduanda em direção teatral pela Universidade Federal da Bahia (UFBA). Acumula experiências como produtora e gestora de projetos, especialmente nas áreas de cinema e teatro, tendo trabalhado em instituições como a RioFilme e com nomes como João Falcão. Como profissional autônoma, desempenha funções de direção e coordenação de produção de projetos culturais e audiovisuais; produção executiva de projetos audiovisuais; produção, elaboração, formatação e inscrição de projetos culturais e audiovisuais em editais; assistência de direção em set; e assessoria em elaboração de editais e desenvolvimento de programas de fomento.Direção de Arte - Angela CarballalGraduada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFACS – Universidade Salvador, 2016.Diretora de arte para o curta-metragem ficcional “Solange Não Veio Hoje”, produzido pela Olho de Vidro Produções, Salvador (jul-set/2022); Como cenógrafa para o Fashion Filme “Tabuleiro” da marca Dendezeiro para a São Paulo Fashion Week, Salvador (mai/2022); Como diretora de arte, figurinista e maquiadora para o vídeo-clipe “Encaixa” de Jô, Salvador (mar/2022); Como diretora de arte para publicidade “Infância Sem Racismo” da Defensoria Pública da Bahia,, Salvador (mar/2022); Como diretora de arte para show ao vivo “Carnaval Live Show”, transmitido na Irlanda, produzido pela Duas Raízes Cultura e Arte, Salvador (mar-abr/2022); Como diretora de arte e maquiadora da websérie documental “Queerbrada”, produzida pela Camaleoa Filmes, Salvador (jan-fev/2022)Direção de Fotografia - Thiago DuarteDiretor de fotografia e produtor de cinema graduado em Cinema e Vídeo pela FTC. Trabalha no setor desde 2015, tendo colaborado na realização de diversos videoclipes, destacando-se “Malembá” (2019) de Márcia Freire e “Claudio” (2022) de Nana Lacrima. Além disso, trabalhou em mais de 10 curta-metragens, dentre eles “Não Falo com Estranhos” (2017), “Onze Minutos” (2018), “A Triste Figura” (2018) e B não é de Biscoito (2021). Vencedor dos prêmios de melhor direção de fotografia no 4º Petit Pavé - Festival de Cinema Independente de Curitiba (2018) pelo filme “Onze Minutos” e no 2º Festival de Horror Gato Preto (2019) por “A Triste Figura”. Participou da produção de diversos projetos comerciais e artísticos, através do planejamento de logística e construção de orçamento, como produtor executivo e controller. Esteve na equipe de produção dos projetos de desenvolvimento dos longas-metragens “Menarca”, escrito por Marina Lordelo e Calebe Lopes e “Borderô”, escrito por Hilda Lopes Pontes e Klaus Hastenreiter.Preparação de Elenco - Hilda Lopes PontesMestre em Artes Cênicas pela UFBA, é diretore, roteirista, preparadore de elenco e diretore de labs e festivais,na Olho de Vidro Produções, produtora na qual é sócie fundadore. Escreveu e/ou dirigiu dez curtas entre 2017 a 2024, selecionados em mais de 200 festivais, somando 20 prêmios. Idealizou e dirige a Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, criada em 2017, o festival para filmes de mulheres e pessoas não binárias está em sua oitava edição. Em 2022, concebeu o projeto Nosso Cinema, onde mapeou e entrevistou diretoras soteropolitanas. Em 2024, projetou e lançou o LABQUEER - laboratório de roteiro para pessoas LGBTQIAPN+.Desenho de Som - Mateus AragãoMúsico, sound designer. Ainda em 2015 iniciou, sua segunda graduação no Bacharelado Interdisciplinar em Artes com ênfase em Cinema e Audiovisual na Universidade Federal da Bahia. Em 2020 ingressou no Mestrado em Comunicação e Cultura Contemporânea (POSCOM) com ênfase nas culturas da Imagem e do Som. Realizou o design de som de curtas-metragens como: “O Sorriso de Felicia” (2018), filme que lhe concedeu o prêmio de melhor som pelo festival TRANSFORMA em 2019, “Em Cima do Muro” (2019), “Modo Noturno” (2020), “Mamãe!” (2021), “Solange não veio Hoje” (2023), “Vovó foi pro Céu” (2023 e “Borderô” (2023).Montagem - Hilda Lopes Pontes e Klaus HastenreiterMestre em Artes Cênicas pela UFBA, é diretore, roteirista, preparadore de elenco e diretore de labs e festivais na Olho de Vidro Produções, produtora da qual é sócie fundadore. Escreveu e/ou dirigiu dez curtas entre 2017 e 2024, selecionados em mais de 200 festivais, com 20 prêmios. Idealizou e dirige a Mostra Lugar de Mulher é no Cinema, criada em 2017, que está em sua oitava edição. Em 2022, concebeu o projeto Nosso Cinema, mapeando e entrevistando diretoras soteropolitanas. Em 2024, lançou o LABQUEER - laboratório de roteiro para pessoas LGBTQIAPN+.Klaus Hastenreiter é diretor, roteirista e sócio da produtora Olho de Vidro Produções. Formado em Artes Cênicas pela UFBA e cinema pela New York Film Academy, escreveu, dirigiu e produziu cerca de 15 curtas, como “Não Falo com Estranhos” (2017) e “Taoquei” (2019), com mais de 200 seleções e 50 prêmios em festivais nacionais e internacionais. Participou de laboratórios como PANLAB e Usina do Drama, desenvolvendo longas e séries. Desde 2017 ministra cursos de cinema independente e é professor e produtor do curso Matura Cine.Música Original - Filipe AragãoArtista (compositor, produtor musical e músico) e empreendedor Jequieense. Possui formação em psicologia, Letras e é graduando da EMUS-UFBA no curso de Composição e Regência, onde tem elaborado composições dentro das vertentes do Atonalismo e Serialismo. Possui experiência em composições para trilha sonoras de games e filmes, alguns dos quais estão se repercutindo mundialmente. Fundou a empresa Punk Hazard Studios juntamente com Mateus Aragão, seu irmão, onde oferecem prestação de serviço sonoro no audiovisual. Fez cursos importantes dentro da área do áudio, como o curso de fundamentos de acústica e áudio no Instituto de Audio e Vídeo (IAV) e o Curso de Gravação ao Vivo e Estúdio da Pracatum. Filipe vem ganhando espaço no mercado baiano como um compositor criativo e versátil, que apresenta um excelente desempenho em equipe.Acessibilidade - Iracema VilarongaMestre em Educação e Contemporaneidade pela Universidade do Estado da Bahia (UNEB); gestora da ACESSU: Acessibilidade Universal. Agrega conhecimentos profissionais no desempenho das funções de audiodescritora/consultora/locutora para produtos audiovisuais culturais, visando a acessibilidade universal. Como atriz, Poetisa, Compositora e cantora, mergulha no fascinante universo do Teatro, Música e Literatura, transitando entre a arte e a realidade. Amante dos esportes, faz do Ciclismo, Natação, Remo e Atletismo seu estilo de vida.
PRORROGAÇÃO APROVADA E PUBLICADA NO DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO.